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MP quer investigação sobre apoio dos Correios a candidatos do PT

Gravação já está com o procurador regional eleitoral em Minas e está sendo estudada a estratégia para a ação judicial.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas

Oposição e MP querem denúncias investigadas

O vídeo com o discurso do deputado Durval Ângelo, em que ele admite o uso da infraestrutura dos Correios na campanha petista em Minas Gerais, gerou reações entre os partidos de oposição e do Ministério Público Eleitoral (MPE). A gravação já está com o procurador regional eleitoral em Minas, Patrick Salgado. “Está sendo estudada a estratégia para a ação”, informou o coordenador das promotorias eleitorais, promotor Édson Resende.

As campanhas tucanas à Presidência da República e ao governo do estado pretendem fazer hoje representações ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e ao Ministério Público Federal (MPF) em Brasília (DF) para que as denúncias sejam apuradas. Durante visita a Mogi das Cruzes (SP) ontem de manhã, o candidato à Presidência Aécio Neves afirmou que vai acionar a Justiça contra o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro.

Ontem, o líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno, apresentou representação ao MPF contra a presidente Dilma Rousseff, citando como argumento o vídeo com Durval. Para Bueno, é possível constatar “campanha aberta” feita pela empresa a favor da petista, o que configuraria “crime de improbidade administrativa”. Segundo o texto da representação, “não há dúvida de que houve má utilização de empresa pública por agentes do Estado para finalidades político-partidárias”, o que constitui uma “afronta ao processo democrático”. Para oPPS, há um “aparato criado pelo PT que se utiliza e se beneficia de todas as empresas públicas deste país em proveito próprio, desrespeitando os princípios constitucionais”.

“Temos agora a comprovação do uso escancarado de uma estatal, ou seja, dinheiro do contribuinte, para tentar turbinar a campanha da candidata do PT à reeleição. Não basta o que estamos vendo com o desmonte da Petrobras, agora, o governo recorre ao uso eleitoral dos Correios”, alegou Rubens Bueno, por meio de nota. Essa é a segunda representação do PPS contra Dilma em torno do caso: na semana passada, o partido acionou a Procuradoria-Geral da República após a denúncia de que os Correios abriram uma exceção para entregar, sem chancela, santinhos de Dilma no interior de São Paulo.

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Funcionários dos Correios denunciam coação a sindicato

Um carteiro que preferiu não se identificar, por medo de retaliações, afirmou que chefias convocam trabalhadores a entregar panfletos.

Uso político dos Correios

Fonte: O Tempo

Servidores denunciam coação

Sindicatos apuram suspeita de que estatal estaria pressionando carteiros a entregar panfletos petistas

DENISE MOTTA

A suspeita de que a estatal Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos possa estar sendo usada eleitoralmente a favor de campanhas do PT mobiliza sindicatos da categoria em Minas. Uma das entidades de classe recebeu denúncias de funcionários que estariam sendo coagidos a trabalhar a favor das campanhas de Dilma Rousseff, à Presidência, e de Fernando Pimentel, ao governo de Minas.

Um carteiro que preferiu não se identificar, por medo de retaliações, afirmou que chefias convocam trabalhadores a entregar panfletos durante o domingo. Segundo ele, os funcionários se sentem coagidos. “A maioria dos funcionários tem medo de retaliação e acaba entregando os panfletos do PT e também do PMDB”. Ele também disse que os panfletos de campanha seriam mantidos dentro de unidades da estatal. “Estamos revoltados”, contou.

Nessa terça, um vídeo publicado no site do jornal “Estado de S. Paulo” mostrava trecho de uma reunião em que o deputado estadual Durval Ângelo (PT) afirmava que o bom desempenho de Dilma e de Pimentel nas pesquisas de intenção de votos em Minas Gerais se deve ao “dedo forte dos petistas dos Correios.”

A reunião teria acontecido na quinta-feira da semana passada, com a presença de dirigentes dos Correios em Minas Gerais, incluindo o presidente da empresa pública, Wagner Pinheiro.

Em Minas, cerca de 9.000 funcionários trabalham na estatal, segundo informou sindicato da categoria. Parte deles é filiada ao PT e assume abertamente sua posição política. “Depois das 18h, o trabalhador tem o direito de se manifestar. Estão criando um fato político. É desespero de tucanos”, diz o presidente do sindicato em Juiz de Fora, João Ricardo Guedes.

Outra parte dos servidores da estatal é ligada ao Partido da Causa Operária (PCO), legenda de extrema esquerda adversária do PT.

Outro lado. Em nota, a direção dos Correios negou que a estatal tenha atuação “político-partidária” nestas eleições e rebateu ainda críticas do candidato à Presidência Aécio Neves, que afirmou ter recebido denúncias de que a empresa deixou de entregar correspondências e material de campanha do PSDB em Minas Gerais.

“As alusões sobre participação de pessoas ligadas aos Correios em atividades político-partidárias jamais podem ser entendidas como atuação da empresa. A participação de algum profissional, como cidadão, nessa ou em outra atividade, fora do âmbito dos Correios e fora do seu expediente de trabalho, diz respeito à pessoa e não à empresa”, diz a nota.

“A referida reunião (com Durval Ângelo) de que trata a matéria (do “Estadão”) ocorreu no período noturno e fora dos Correios, e não utilizou qualquer recurso da instituição. Portanto, não diz respeito à empresa, afirma o comunicado.

Sindicato estuda ações

A Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP), que representa os servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), confirmou na noite desta quarta que vai entrar com alguma medida na Justiça contra o presidente dos Correios depois de um vídeo divulgado na internet que mostra o suposto uso da estrutura estatal em favor de candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT). O presidente licenciado da associação, Luiz Alberto Menezes Barreto, afirmou que os advogados da ADCAP já estão trabalhando para decidir quais as medidas cabíveis nesse caso, mas ainda não revelou o que a associação pretende fazer. Também na noite desta quarta, a assessoria de imprensa do candidato ao governo de Minas Pimenta da Veiga (PSDB) enviou uma nota informando que apresentará no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para investigar o PT por improbidade administrativa. Além disso, os tucanos também adiantavam que a ADCAP tomaria a mesma medida.

Escândalo: ‘Dedo forte dos Correios’ é responsável por bom desempenho de Dilma e Pimentel em Minas

Durval Ângelo afirmou que a presidente Dilma só chegou a 40% das intenções de votos em Minas Gerais porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios”.

Ações ilícitas para conquistar votos

Fonte: Estadao de S.Paulo

Em vídeo, deputado diz que ‘tem dedo forte dos petistas dos Correios’ na campanha de Dilma

Em reunião em Minas, Durval Ângelo (PT-MG) atribui desempenho da presidente nas pesquisas de intenção no Estado à ‘contribuição’ da empresa; imagens foram obtidas pelo ‘Estado’.

Clique aqui para assistir o vídeo

Numa reunião com dirigentes dos Correios em Minas Gerais, com a presença do presidente da empresa pública, Wagner Pinheiro, o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) afirmou que a presidente Dilma Rousseff só chegou a “40%” das intenções de votos em Minas Gerais porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios”. Um trecho gravado da reunião, realizada na última quinta-feira, foi obtido pelo Estado. “Se hoje nós temos a capilaridade da campanha do [Fernando] Pimentel [candidato do PT ao governo de Minas] e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.” O deputado diz, ainda, que “a prestação de contas dos petistas dos Correios será com a vitória do Fernando Pimentel a governador e com a vitória da Dilma”.

Todo discurso é acompanhado pelo presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, que não se manifesta no trecho ao qual o Estado teve acesso. Pinheiro está sentado à mesa ao lado do deputado Durval Ângelo e não o interrompe. O parlamentar, que integra o Diretório Nacional do PT e é coordenador político da campanha de Pimentel, pede ao presidente dos Correios que informe à direção nacional do partido sobre “a grande contribuição que os Correios estão fazendo” nas campanhas.

“A Dilma tinha em Minas Gerais, em alguns momentos, menos de 30%. Se hoje nós estamos com 40% em Minas Gerais tem dedo forte dos petistas dos Correios. Então, queremos que você leve à direção nacional do PT, que eu também faço parte do diretório, mas também à direção nacional da campanha da Dilma, a grande contribuição que os Correios estão fazendo”. E prossegue: “Muitos companheiros tiraram férias, licença, que têm como direito, ao invés de estarem com suas famílias passeando, estão acreditando no projeto.”

O deputado diz, na gravação, ter uma “parceria antiga com gigantes que representam os Correios” e cita nominalmente o diretor regional dos Correios em Minas Gerais, Pedro Amengol, o assessor do gabinete da diretoria, Lino Francisco da Silva, e o gerente regional de vendas dos Correios, Fábio Heládio, os três ligados ao PT. ‘”…No dia da reunião que nós tivemos no hotel [da qual participou Pimentel], o Helvécio [Magalhães, coordenador da campanha do petista] falou: “Vou reunir com a equipe ainda esta semana e vamos liberar a infraestrutura. E, se hoje nós temos a capilaridade da campanha do Pimentel e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.””

O deputado contou que várias reuniões foram realizadas no Estado por funcionários dos Correios para trabalhar pelas campanhas: “Os Correios trabalharam com as 66 mesorregiões [de Minas]. Fizemos reuniões em todas e nas macrorregiões, regiões assim como Governador Valadares, com 40 cidades, assim como 30 cidades do Sul, em Viçosa tinha 70 cidades. Onde eu tive perna eu fui acompanhando.”

Na última semana, o Estado revelou que os Correios abriram uma exceção para entregar, sem chancela, 4,8 milhões de folders da campanha de Dilma Rousseff no interior de São Paulo. A chancela ou estampa digital serve como comprovação de que o material entregue pelos carteiros foi realmente postado nos Correios e distribuído de forma regular, mediante pagamento. Dez partidos de oposição também foram beneficiados com a exceção para enviar 927,7 mil unidades sem chancela.

Outro lado. O presidente dos Correios afirmou, por meio da assessoria, que “os Correios não estão contribuindo com a campanha de qualquer candidato”. Ele confirmou que participou da reunião em Minas Gerais, na última quinta-feira, após cumprir agenda de trabalho na capital mineira – a sede dos Correios fica em Brasília. “A reunião não ocorreu durante o expediente e a empresa não custeou despesas relacionadas a ela.” A assessoria informou que “durante o período da tarde, o presidente participou de reuniões de trabalho na Diretoria Regional dos Correios de Minas Gerais e de evento do Plano de Demissão Incentivada para Aposentado dos Correios.”

O deputado Durval Ângelo não respondeu aos telefonemas do Estado. A assessoria de campanha da presidente Dilma Rousseff, procurada, afirmou: “A campanha não mobiliza funcionários da empresa. A única relação da campanha com os Correios ocorre mediante prestação de serviços pagos, como já informado anteriormente ao Estado de S. Paulo”.

A campanha de Pimentel afirmou que ele tem se reunido e recebido apoio de vários segmentos de servidores em Minas Gerais, incluindo dos Correios. “É algo corriqueiro na campanha”, afirmou a assessoria. Na última semana, por exemplo, o candidato esteve com funcionários da estatal num encontro organizado pelo diretor dos Correios em Minas, Pedro Amengol. “Demonstramos o apoio do coletivo de trabalhadores e trabalhadoras dos Correios que está organizado há mais de dez anos no estado”, afirmou Amengol, conforme noticiado no site da campanha. Procurado, Amengol não ligou de volta para o Estado.

Governo do PT usa dinheiro público da Cultura para financiar bandas estrangeiras no Rock in Rio

Má Gestão pública, irregularidades

Governo Dilma desrespeita parecer do Tribunal de Contas da União na distribuição de recursos da cultura

Não é de hoje que o Governo do PT utiliza recursos públicos para financiar apresentações de artistas para privilegiar correligionários. A prática foi inaugurada no Governo Lula com os recursos de patrocínios de empresas estatais que foram destinados a bancar artistas e distribuir ingressos sem que houvesse muita transparência. O caso se repete e o mais recente ocorreu com o Rock in Rio em que houve mau uso da Lei Roaunet – lei de incentivos à cultura.

Os Correios foram o maior apoiador do festival, que contou com a autorização de R$ 12,3 milhões do Ministério da Cultura. A captação, via Lei Rouanet, tinha chegado a R$ 7,4 milhões. Deste total, a empresa entrou com R$ 2,2 milhões.

Parte do dinheiro foi revertida em ingressos para os funcionários dos Correios, que tiveram o privilégio de assistir um dos maiores shows do planeta com o uso de dinheiro público.

O mais grave é que o Governo do PT, ao autorizar a captação de recursos para o Rock in Rio, foi contra um parecer do TCU (Tribunal de Contas da União) que exige a descentralização de recursos. O dinheiro da Lei Rouanet é público e vem da renúncia fiscal, ou seja, dinheiro que poderia ser utilizado para incentivar artistas brasileiros, financiou a apresentação de bandas estrangeiras. Vale lembrar também que os Correios enfrentam uma séria crise de gestão, considerada a maior de sua história.

O caso é tão grave que foi parar na Comissão de Ética Pública da Presidência da República que vai analisar a distribuição de ingressos para os correligionários’. Deputados federais cobram a realização de uma auditoria e a devolução do dinheiro por parte dos beneficiados, que por ocuparem cargos públicos não poderiam se beneficiar de presentes. De acordo com o Código de Ética da categoria este tipo de benefício não pode passar de R$ 100.

Vale lembrar, que o mau uso dos recursos da Lei Rouanet não é de hoje. Entre 2005 e 2008, o Governo Lula e a Petrobras não conseguiram explicar para a Receita Federal gastos sem comprovação de despesas no valor de R$ 45 milhões. O caso foi parar na CPI ‘chapa branca’ da Petrobras, que embora tenha identificado irregularidades não chegou a punir ninguém.

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Valor Econômico: Estrago de Hélio Costa nos Correios agora afeta setor privado

Estrago de Hélio Costa nos Correios agora afeta empresas privadas

Fonte: Valor Econômico

Crise nos Correios chega às empresas

A crise na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que já fez suas vítimas na arena política, começa agora a incomodar o setor privado que depende de seus serviços. Diversas empresas, preocupadas com disputa jurídica entre os Correios e suas lojas franqueadas, começaram a buscar apoio em companhias privadas de logística para garantir que suas encomendas serão entregues no prazo.

Se o prazo atual não for alterado, daqui a 41 dias centenas de franquias dos Correios fecharão as portas por não terem feito os processos de licitação que regularizam a situação com a estatal. A ECT já colocou na rua um plano de contingência para evitar transtornos aos usuários e garante que tudo vai funcionar regularmente. Mas empresas ouvidas pelo Valor não parecem dispostas a pagar para ver.

“De uns seis meses para cá o serviço de entrega está um caos, o atraso é permanente”, diz Fernando Banas, diretor da Epse Editora e da Editorial Latina. “O material, que teria de ser entregue em 24 horas, está chegando em seis dias.”

“De uns seis meses para cá o serviço de entrega está um caos”, diz Banas, diretor da Epse Editora e da Editorial Latina

Segundo Banas, suas empresas entregam cerca de 80 mil exemplares de revistas por mês, todas com data certa para chegar ao leitor. Por causa dessa situação, a empresa antecipou o prazo de edição das revistas, de distribuição e de rodagem na gráfica. “Já estamos com cotações de empresas para entrega porta a porta”.

A situação é a mesma na Timepress Comunicação, que distribui 10 mil revistas por mês. “Essa história toda já foi longe demais. Sou obrigado a procurar outra empresa para não ficar na mão”, diz João Carlos Bodeo, diretor financeiro e administrativo da Timepress.

No último sábado, foi a vez de a empresa de cosméticos Natura, que soma 941 mil consultores em todo o Brasil, enviar uma carta a seus colaboradores do Rio de Janeiro e do Espírito Santo para informar que o contrato com os Correios para entrega de materiais de comunicação foi rompido. Os documentos passaram a ser entregues pela empresa de logística Treelog. No comunicado, a empresa informa que a substituição “possibilitará maior agilidade e garantia de cumprimento dos prazos de entrega.

“Em Minas Gerais, parte do serviço de entrega de caixas de pedidos da Natura também saiu dos Correios e agora será feito pela empresa Patrus Transportes Urgentes.

Um dos fundadores da Natura é o empresário Guilherme Leal, vice na chapa de Marina Silva, candidata do PV à Presidência da República. Segundo sua assessoria, ele está afastado da gestão da Natura desde maio e não teve nenhum tipo de participação na decisão da empresa. Por meio de nota, a Natura informou que iniciou um “projeto piloto” de logística e que os Correios continuam sendo parceiros em outros Estados e também para outros serviços. “Estas são decisões puramente comerciais, estrategicamente estudadas por uma equipe que busca constantemente aperfeiçoar a qualidade de serviço prestado às suas consultoras e consultores”.

O receio dos Correios e franqueados é de que haja uma debandada de grandes clientes para o setor privado. Só em São Paulo, conforme apurou o Valor, cerca de 40 empresas já enviaram cartas às franquias informando que estudam propostas de empresas privadas para evitar o risco de atraso nas entregas do último trimestre do ano. A lista inclui companhias como o Grupo Iguatemi e a Unimed São Paulo.

Em agosto, a ECT enviou uma carta a cerca de 200 clientes considerados estratégicos – com faturamento superior a R$ 3,4 milhões – com informações sobre o plano para evitar o colapso postal. Ele prevê gasto de R$ 425 milhões em 400 lojas temporárias no país, das quais 140 em lojas da própria ECT e 260 em imóveis alugados.

Veja: Diretor dos Correios em Minas enviou telegrama a eleitores para promover Hélio Costa

O “mala direta”

Fonte: Revista Veja

Imerso em denúncias de corrupção e enfrentando graves problemas de gestão, os Correios atravessam uma crise sem precedentes. No meio desse enrosco, seu diretor em Minas Gerais, Fernando Miranda, enviou milhares de telegramas a eleitores mineiros propalando que a empresa foi apontada com uma das melhores do país pela revista Seleções. Miranda diz que fez uma ação comercial. Candidato à reeleição, o governador Antonio Anastasia (PSDB) alega que a ação promove seu adversário do PMDB, Hélio Costa, ex-ministro das Comunicações. Nomeado por Costa, Miranda apareceu em duas dezenas de atos públicos com o peemedista.

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Caos: Correios sofre intervenção por causa de Erenice, do PT; suplente de Hélio Costa deixou que agências embolsassem comissões acima do limite

No fim do mandato e temendo apagão postal, governo intervém nos Correios

Fonte: Gerson Camarotti, Geralda Doca e Jailton de Carvalho – Globo Online

BRASÍLIA – A apenas três meses do fim do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agora decidiu vetar o loteamento político de cargos nos Correios, estatal com faturamento anual de R$ 13 bilhões que foi o epicentro das maiores crises políticas do governo. O primeiro passo foi dado nesta terça-feira. O diretor de Recursos Humanos dos Correios, Nelson Luiz Oliveira de Freitas, foi escalado para fazer uma espécie de intervenção branca na estatal. Homem de confiança do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, Freitas recebeu a missão de fazer um diagnóstico da empresa. Na prática, hoje ele é o homem forte do Planalto nos Correios, enquanto o atual presidente, David José de Matos – afilhado político da ex-chefe da Casa Civil Erenice Guerra – virou uma espécie de rainha da Inglaterra. (Leia também: Erenice Guerra se desliga do conselho de administração da Eletrobras) <http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/09/21/ex-ministra-da-casa-civil-erenice-guerra-se-desliga-do-conselho-de-administracao-da-eletrobras-921045800.asp>

O presidente Lula quer limpar a estatal do grupo de Erenice. Por isso, depois da saída do coronel Eduardo Artur Rodrigues do cargo de diretor de Operações, estão na mira o próprio David de Matos e o diretor Comercial, Ronaldo Takahashi. Os dois são apontados no Palácio do Planalto como homens de confiança de Erenice. Segundo um ministro, a ex-ministra não fez um loteamento político na estatal, mas sim um loteamento pessoal.
(Confira cronologia do escândalo na Receita) <http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/infograficos/2010/09/02/a-cronologia-do-caso-da-quebra-de-sigilo-na-receita-para-um-suposto-dossie-contra-tucanos-917549388.asp>

O presidente Lula estaria convencido de que a ex-ministra deixou uma armadilha nos Correios, segundo um assessor. Há uma preocupação especial com a possibilidade de um apagão postal. Um relato repassado ao presidente apontou que a solução para o impasse das lojas franqueadas só não aconteceu porque Erenice vetou qualquer tentativa de negociação. É preciso concluir processos de licitação, em andamento, para renovar os contratos com 1.402 franquias até 10 de novembro.
Mudanças só após diagnóstico

Mas o Planalto já tem informações de que as licitações estavam viciadas. Uma das denúncias feitas pelos próprios franqueados é que o edital de licitação estabelecia um padrão igual para todas as lojas franqueadas, sem respeitar as especificidades de cada local. Assim, boa parte dos franqueados não conseguiria renovar o contrato. A CPI dos Correios, em 2005, descobriu que parte dos franqueados tinha padrinho político. Ou seja, donos de lojas dos Correios tinham recebido autorização para operar por conta de influência política.

No Planalto, a determinação é de que nada seja feito nos Correios enquanto não se tiver em mãos esse diagnóstico mais amplo a ser elaborado pelo diretor Nelson de Freitas. O governo já foi alertado sobre um plano de contingenciamento, que tinha o aval de Erenice, para substituição das franquias, orçado em R$ 550 milhões. A proposta prevê o fechamento das agências que não cumprirem as exigências já no dia 11 de novembro, de forma que a estatal passe a assumir os serviços. Esse plano tinha sido elaborado com a possibilidade de não se realizar as licitações das franquias em novembro.
(Leia também: Diretor dos Correios entrega carta de demissão a presidente da estatal) <http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/09/20/diretor-dos-correios-entrega-carta-de-demissao-presidente-da-estatal-919460875.asp>

Ao GLOBO, um ex-diretor dos Correios afirmou nesta terça-feira que Erenice estava, na prática, controlando os Correios e vetando todas as soluções apresentadas para os problemas, como a licitação de franquias e o concurso para o preenchimento de dez mil vagas.

” Erenice é quem dava as cartas nos Correios “

– Erenice tomou conta dos Correios e passou a vetar tudo. Ela apostava todas as fichas na implementação do projeto Correios S.A. e com isso tudo ficou paralisado. O ministro das Comunicações, Artur Filardi, já não mandava em nada. Erenice é quem dava as cartas nos Correios – relatou o ex-diretor.

O governo chegou a elaborar uma medida provisória para o projeto de modernização da estatal, que passaria a ser chamada de Correios do Brasil S.A. Mas a MP foi engavetada. A intenção era transformar os Correios de uma empresa pública de direito privado em uma sociedade anônima de capital fechado. Mas houve reação interna à proposta.

Na prática, Lula está incomodado com toda a situação dos Correios. No seu primeiro mandato, o flagrante de uma propina de R$ 3 mil do ex-chefe de departamento da estatal Maurício Marinho foi o estopim da maior crise política do seu governo, o escândalo do mensalão. Mas esse não foi o único escândalo envolvendo a estatal.

Em outubro de 2008, foi preso pela PF o então diretor comercial dos Correios, Samir Hatem, afilhado político do líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR). A operação da PF batizada de “Déjà Vu”, em referência à semelhança com o escândalo investigado em 2005, investigava fraude em licitações na área de informática e contratos milionários de agências franqueadas.

Antes de Samir, quem caiu foi outro ex-diretor Comercial: o suplente do senador Hélio Costa (PMDB-MG), Carlos Fioravanti. Segundo o Ministério Público Federal em Brasília, Fioravanti permitiu que agências embolsassem comissões acima do limite previsto em contrato para prestar serviços de emissão de cartas.

Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/09/21/no-fim-do-mandato-temendo-apagao-postal-governo-intervem-nos-correios-921047409.asp