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2014: gestão das obras do Mineirão é referência para Fifa

2014: gestão das obras do Mineirão é destaque. Secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, elogia gestão das obras pelo Governo Anastasia.

2014: Copa do Mundo e a gestão eficiente do Mineirão

Fonte: Agência Minas

 2014: gestão das obras do Mineirão é destaque

2014: gestão das obras do Mineirão é destaque. Secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, elogia gestão das obras pelo GovernoAnastasia.

Secretário-geral da FIFA destaca Mineirão como exemplo a ser seguido por outras sedes

Governador Anastasia acompanhou vistoria da FIFA, representada por Jérôme Valcke, e do Comitê Organizador Local, às obras do Mineirão

O governador Antonio Anastasia, acompanhado do secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, vistoriou, nesta terça-feira (16), as obras do Estádio Governador Magalhães Pinto, Mineirão. Faltam 66 dias para a conclusão das obras do estádio, 241 dias para a Copa das Confederações e 604 dias para a Copa de 2014.

“Estamos cumprindo rigorosamente o nosso cronograma e os encargos que foram determinados pela FIFA para a realização dos dois grandes momentos do futebol internacional. No ano que vem, a Copa das Confederações e, em 2014, a Copa do Mundo. Há um trabalho integrado, muito harmônico, entre o governo federal, o governo estadual e a prefeitura de Belo Horizonte, para desenvolvermos, em todos os aspectos, os compromissos assumidos com a FIFA”, disse o governador, convidando o secretário-geral da FIFA para a inauguração do Mineirão.

Jérôme Valcke foi recebido pelo governador, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, no Aeroporto da Pampulha. O governador, o prefeito e o secretário de Estado Extraordinário para Coordenação de Investimentos, Fuad Noman, fizeram um balanço do estágio das obras na capital mineira, incluindo as obras de mobilidade e de hotelaria.

Durante a vistoria ao Mineirão, o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, afirmou estar impressionado com o andamento das obras do estádio.

“É muito bom ver que o Mineirão está quase pronto. Parabéns a todos. O Mineirão será entregue dentro do prazo e poucos estádios estão no prazo como ele. É um recado, inclusive, para outras sedes. Este estádio é importante para a FIFA, para o país e para Belo Horizonte. Estou impressionado. O Brasil pode jogar aqui as oitavas (Copa do Mundo) e a semifinal (Copa das Confederações) e milhões de pessoas assistirão aos jogos que serão realizados em Belo Horizonte. Eu já tinha ouvido falar bem dos mineiros, mas, hoje, pude comprovar que é verdade”, ressaltou Valcke.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também destacou o andamento das obras para a Copa no Estado. “Minas tem dois dos mais tradicionais times de futebol do Brasil e do mundo. Possui esse belo estádio, que agora transformado e adaptado para receber a Copa do Mundo e a Copa das Confederações. É, seguramente, uma das mais belas e uma das mais modernas arenas. Minas está com suas obras implantadas não somente no estádio, mas nas obras de mobilidade urbana”, disse.

Gramado começa a ser semeado

Os visitantes foram recebidos no campo pela mascote Tatu Bola que, pela primeira vez, participou de uma vistoria realizada pela FIFA. O governador e demais autoridades iniciaram o semeamento do gramado. Para cobrir o campo, a espécie escolhida foi a “Bermuda celebration”. Essa espécie é, atualmente, a mais indicada para gramados esportivos de clima tropical e é utilizada nos melhores campos de futebol do mundo. No Mineirão, serão usadas 60 mudas por metro quadrado, totalizando aproximadamente 540 mil mudas em toda área gramada. O gramado poderá ser utilizado num prazo de até 90 dias.

Cerca de 2.900 operários trabalham nas obras, que estão 84% concluídas. Atualmente, 99% dos pré-moldados e da arquibancada inferior, 99% do piso do estacionamento, 96% do piso da esplanada e 100% da fundação da via de integração do Mineirinho já foram concluídos. As treliças da cobertura já foram instaladas e já teve início a colocação da membrana.

Estão em execução as obras de infraestrutura elétrica e hidráulica e de drenagem, além da colocação das esquadrias de alumínio e dos vidros dos camarotes, da instalação dos guarda-corpos na área da esplanada e das estruturas que receberão as catracas.

Os próximos passos são o acabamento na área dos vestiários dos atletas; conclusão de instalação das cadeiras (50% já concluídas); e o início do trabalho de construção das calçadas e da implementação do paisagismo no entorno do estádio.

Capacidade para 64 mil

O estádio terá capacidade para 64 mil torcedores, espaço para cerca de 3.000 jornalistas durante a Copa, com estúdios, sala de conferência e área para entrevistas. O Mineirão é o único estádio no país com área externa com capacidade para 65 mil pessoas. A esplanada será ligada por passarela ao Mineirinho.

A área vip terá aproximadamente 11 mil m² e vai abrigar um restaurante com vista para o campo e 98 camarotes com 1.500 lugares. Terá ainda outros 3.500 assentos e será instalada a poucos metros do campo. O estacionamento terá 2.521 vagas para carros.

Raio X do Novo Mineirão

Assentos: 64 mil lugares

Esplanada: espaço no entorno do Mineirão com 80 mil m2 e capacidade para 65 mil pessoas

Área VIP e camarote: a área de quase 11 mil m2 vai abrigar um restaurante com vista para o campo e 80 camarotes com 1.500 lugares; já a área VIP terá cerca de 3,5 mil assentos a poucos metros do campo e lounges.

Estacionamento: 2.521 vagas para carros, sendo 1.534 vagas cobertas e 987 descobertas

Imprensa: capacidade para cerca de 3 mil jornalistas, com estúdios, sala de conferência e área para entrevistas.

Ligação Mineirão-Mineirinho: 15 m de largura

Comércio: uma área total de 7.064 m2, abrangendo tanto o interior quanto a esplanada externa

Museu dedicado ao futebol: espaço dedicado à preservação da memória do futebol.

Obra verde: o Mineirão pretende obter a certificação LEED, uma espécie de selo verde para a obra. Para isso, adota práticas ambientalmente sustentáveis.

Resíduos: reaproveitamento de 90% dos resíduos da obra

Madeira: reaproveitamento da madeira por artesãos mineiros para produção de arte popular.

Cobertura: placas fotovoltaicas vão captar energia solar e transformá-la em energia elétrica que será lançada na rede. A quantidade de energia é suficiente para atender 1.200 residências de médio porte.

Reaproveitamento da água de chuva: em um reservatório de aproximadamente 6 milhões de litros, quantidade suficiente para descargas dos sanitários, irrigação do gramado e jardins e limpeza das áreas externas por três meses. Com a economia gerada, em três anos haverá compensação financeira para esse investimento.

Copa 2014: Mineirão – Link da matéria: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/multimidia/galerias/secretario-geral-da-fifa-destaca-mineirao-como-exemplo-a-ser-seguido-por-outras-sedes/

Aécio Neves comenta sobre o anúncio da FIFA das sedes da Copa do Mundo e da Copa das Confederações

Após a definição pela FIFA das sedes, subsedes, da tabela de jogos da Copa do Mundo, estou convencido que Minas Gerais e o Mineirão terão papel de destaque. Fizemos o que precisava ser feito, o Governo do Estado, em parceria com a prefeitura, transformou o Mineirão, talvez, no mais adiantado estádio brasileiro.
Obviamente que nos colocamos como postulantes à abertura do Mundial, mas temos que compreender que a realidade de São Paulo, do ponto de vista econômico, do ponto de vista de logística, como aeroportos, acessibilidade, é hoje muito mais bem estruturada do que Belo Horizonte. Por isso, tento compreender como natural a escolha de São Paulo como sede da abertura, mas caberá a Minas Gerais e a Belo Horizonte um número expressivo de jogos, seis jogos, inclusive com uma semifinal, esperamos que possa ser a do Brasil. Isso garante visibilidade para Minas do ponto de vista do turismo, turismo de negócios, será uma oportunidade extraordinária para que o mundo conheça Belo Horizonte. E, em relação à Copa das Confederações, teremos também um jogo do Brasil no Mineirão e teremos também um número importante de jogos até a fase final da competição. Portanto, acho que Minas Gerais fez o que precisava ser feito, adiantou-se em relação a outras capitais, do ponto de vista do acesso, com a Linha Verde, com a duplicação da avenida Antônio Carlos e com as próprias obras do Mineirão. E acho que o nosso resultado é positivo. Se não aquilo que gostaríamos como abertura ou final da Copa, mas há de compreendermos que a realidade do Maracanã, o maior palco do futebol mundial, é natural que levasse a fazer a final, e já que São Paulo viabilizou o seu estádio, está viabilizando, também é compreensível que ali seja a abertura. Fora isso, será Minas Gerais e Belo Horizonte, o Mineirão em especial, palco, espero, de alguns dos melhores momentos da Copa do Mundo. E o mais relevante disso tudo, a meu ver, é o legado.
O legado que ficará, com obras importantes de acesso, além daquelas que o Governo do Estado já fez, que o governador Anastasia continua fazendo, ao lado do prefeito Marcio Lacerda, e teremos do ponto de vista de hotéis, da rede hoteleira, até mesmo da rede hospitalar,avanços muito importantes que permitirão aos mineiros terem maior conforto e maior possibilidade de ver a nossa capital se desenvolvendo.  Portanto, estou feliz com o anúncio e vamos trabalhar para cobrar, inclusive, do governo federal que a sua responsabilidade, seja em relação ao aeroporto internacional, seja em relação ao metrô, possa se viabilizar o mais rapidamente possível.

Obras da Copa 2014: “Falta de transparência e a urgência nos prazos poderão resultar em desperdício de dinheiro e em chances de corrupção”, alertou Aécio Neves

Fonte: Artigo de Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Mil dias

A ausência de um planejamento eficiente e as falhas nos projetos têm sido, aliás, as primeiras e principais causas das mazelas em obras públicas

Na próxima sexta, 16 de setembro, estaremos a exatos mil dias para que a bola comece a rolar na abertura da Copa no Brasil. O que deveria ser motivo de comemoração em um país apaixonado por futebol, infelizmente serve também para confirmar, de forma dramática, a instalação da política do improviso na administração pública brasileira.

Estamos atrasadíssimos e caminhando a passos lentos em direção a um calendário inexorável, apesar de o Brasil ter sido escolhido como sede da Copa em outubro de 2007.

Quatro anos atrás. A dimensão dos problemas que teremos, ao que tudo indica, pode ser mensurada pelo cidadão que já enfrenta congestionamento nos aeroportos ou observa que grande parte das obras nas cidades-sede permanece no papel. Isso a menos de dois anos da Copa das Confederações, a grande avant-première de 2014.

No caso dos aeroportos, cruciais para o transporte num país continental como o nosso, fomos vítimas de uma posição ideológica arcaica do governo, que considerava as concessões e as parcerias com o setor privado (PPPs) quase crime de lesa pátria.

Visão que parece superada com o anúncio feito de concessão de alguns de nossos terminais, embora, acredito, com atrasos já irremediáveis.

Igualmente conhecida é a precariedade das rodovias federais e do transporte coletivo nas capitais que terão jogos. Para explicar esse quadro desolador, há um fator predominante: a má gestão. A ausência de um planejamento eficiente e as falhas nos projetos têm sido, aliás, as primeiras e principais causas das mazelas em obras públicas.

Soma-se nesse contexto a iniciativa do governo de flexibilizar as licitações para a Copa. O novo regime de contratação das obras, RDC, está sendo implantado sem o necessário debate no Congresso e sem a devida análise dos órgãos de fiscalização.

As mudanças nas normas das licitações podem até ter aspectos inovadores, mas serão introduzidas em contratos com cifras vultosas.

A falta de transparência nessas contratações e a urgência nos prazos poderão resultar em desperdício de dinheiro e em chances de corrupção.

Infelizmente, outros dois velhos conhecidos do país. Por fim, não podemos nos esquecer que, durante o maior evento esportivo do planeta, os olhos do mundo estarão voltados para nós. Nossa infraestrutura e serviços de segurança serão avaliados diariamente, e nosso potencial turístico apresentado a milhões de pessoas. O Brasil poderá ganhar ou perder muito.

Em Copa do Mundo, só há um domínio em que o improviso deve prevalecer: nos gramados, quando estiver em campo o talento da seleção. Talento, aliás, que anda meio sumido. Mas, para isso, o Mano ainda tem tempo.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.