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Presidente da CSN disse que ‘só louco’ investe hoje no Brasil

Benjamin Steinbruch admitiu que a CSN desistiu do projeto de construção de uma usina de aços planos e longos em Congonhas.

Recessão econômica

Fonte: Hoje em Dia

Steinbruch: “só louco investe hoje no Brasil”

Janaína Oliveira

presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, fez nessa terça-feira (12) um duro discurso pedindo mudanças na política econômica brasileira.

Para um auditório lotado, durante a solenidade de abertura do 25° Congresso do Instituto Aço Brasil, em São Paulo, ele disse que o Brasil nunca vivenciou um ano eleitoral em que a expectativa é de recessão econômica. “Só louco investe (hoje) no Brasil”, afirmou.

Segundo ele, há um risco iminente de desemprego pela falta de perspectiva de negócios.

“Os problemas do Brasil e do setor são a mesma coisa. O problema é de todos nós. Estamos chegando no limite. O país pode piorar muito. Aí os negócios pioram e o nível da sociedade piora também. É preciso criatividade para tirar o Brasil dessa situação”, afirmou.

Steinbruch reclamou ainda do Custo Brasil e da dificuldade de diálogo com o governo federal. “Falta comunicação, nossas dificuldades não chegam em Brasília”, disse.

Ele disse que o Brasil precisa fazer algo “muito diferente”, já que o país está chegando a um limite. “Medidas paliativas não adiantam. Eu só acredito em uma solução, se houver algo muito diferente para solucionar nossos problemas. Só algo agressivo para arrumar essas distorções”, afirmou.

presidente da CSN disse também que é difícil encontrar um empresário que esteja otimista com as perspectivas de curto prazo, sendo que há notícias de que grandes empresas já começaram a promover cortes de pessoal e redução no volume de produção.

O executivo disse, por outro lado, que a indústria brasileira é rápida e que responderá assim que forem vistos sinais mais positivos em relação ao andamento da economia.

Defesa

Também presente na abertura do evento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, reconheceu que o país passa por um momento de “maré baixa”.

“O Brasil demorou a sentir os impactos mais fortes da crise internacional. Fomos bem até 2010. Agora estamos atingindo o fundo do poço”, admitiu.

Segundo o ministro, o mundo tem crescido, desde 2008, numa média de 3,5%, mas quando se exclui a China, o resultado é de quase estagnação.

“Não há uma carta na manga, mas o Brasil tem condições de avançar. O país pode resolver seus próprios problemas”, disse.

Mauro Borges destacou investimentos de R$ 193 bilhões do Minha CasaMinha Vida e o programa de concessões que deve injetar R$ 200 bilhões na infraestrutura logística brasileira como propulsores da economia brasileira.

CSN desiste da usina de Congonhas

Benjamin Steinbruch admitiu, nessa terça-feira (12), que a CSN desistiu do projeto de construção de uma usina de aços planos e longos em Congonhas, com investimento de R$ 6 bilhões. O executivo afirmou, entretanto, que ainda estuda a construção de uma unidade apenas de aços longos na cidade.

Sobre a mineradora Namisa, cuja jazida também está em Congonhas, Steinbruch disse que está otimista em relação às discussões com suas sócias asiáticas (a trader japonesa Itochu, mais as siderúrgicas japonesas JFE Steel, Kobe Steel e Nisshin Steel, a sul-coreana Posco e a taiwanesa China Steel).

A CSN, que detém 60% da mina, pretende fazer uma fusão dos ativos de mineração e logística. “Está caminhando. É um bom ativo. Se ficar com a fusão, é ótimo. Se ficar sem, também”, disse.

Steinbruch também admitiu estar na disputa para a aquisição da usina norte-americana de Gallatin Steel, da siderúrgica brasileira Gerdau e da indiana ArcelorMittal. A Gallatin Steel, localizada em Kentucky, produz seis milhões de toneladas anuais de bobinas a quente.

Minientrevista

Benjamin Steinbruch

Presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

A CSN manteve os investimentos previstos? Há perspectiva de cortes?

A questão não é corte de investimentos porque nós temos condições de continuar a fazer. A questão são as condições para isso. Todo mundo gosta de investir, todo mundo quer fazer. Não só a CSN, mas todas as empresas, todos os empreendedores, se tiverem condições vão investir, vão empreender. Agora precisa ter condições.

O senhor falou sobre a possibilidade de recessão ainda neste ano. As empresas já estão demitindo?

A realidade que nós temos é essa, por enquanto. Estava prevista essa dificuldade, agora a gente tem que combater isso e tentar não deixar que isso aconteça. Tem muita gente na iminência de eventualmente tomar a decisão de mandar empregado embora. Por isso que eu digo que o consumo tem que continuar, independentemente de qualquer coisa. É claro que ninguém quer inflação. E é claro que o governo tem um medo muito grande da inflação porque ela derruba qualquer tipo de perspectiva de reeleição do governo federal.

Mas a recessão é no setor ou no país de forma geral?

O setor reflete a situação no país. A gente não anda separado. Agora a gente tem que saber jogar porque se nós priorizarmos só a inflação, certamente a gente vai ter recessão,desemprego, diminuição da atividade, e que trazem outras complicações. Então a inflação é um problema, mas não é o único.

A CSN vai destinar um pouco mais de volume para o mercado externo no segundo semestre?

Já estamos fazendo isso. Mas aí você tem a dificuldade do dólar, porque o real está muito valorizado. Estamos exportando, mas precisaríamos ter uma moeda mais atualizada. O real está supervalorizado, mas essa é uma opção para não parar. Mesmo que a margem seja menor, a gente tem que usar dela nesse momento para evitar parada de produção.

As exportações incluem aços longos?

Não. Com o produto longo estamos entrando no mercado agora e não há necessidade.

Nesse momento, a situação da mineração é melhor?

A mineração vive mais em função do mercado externo. O comprador é a China, que está se comportando bem e favorecendo o setor. A verdade é que a China está performando melhor do que todo mundo diz.

Na sua avaliação, qual o cenário para os preços do aço de agora para frente?

Espero que seja melhor. Quando você tem um mercado difícil, a primeira coisa que você faz é reduzir preço. Agora isso vai até um limite. Já estamos com uma margem muito apertada.

Uma possível desaceleração da China é um risco a mais para o setor siderúrgico?

Sempre é, mas não é isso que estamos vendo hoje. A China está performando mais do que todo mundo. Continua muito bem e demandando matérias primas. Neste momento, a China está fazendo até melhor do que a gente esperava.

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Aécio Neves confirma que Minas receberá investimentos de R$ 9,5 bilhões da Companhia Siderúrgica Nacional

Governador Aécio Neves e o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, se encontraram em Belo HorizonteA Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) confirmou nesta quarta-feira (28) a execução dos seus projetos de expansão em Minas Gerais, entre eles a implantação de uma usina siderúrgica em Congonhas, na região do Campo das Vertentes, que totalizarão investimento de R$ 9,5 bilhões, podendo chegar aos R$ 11 bilhões, até 2013. O conjunto de investimentos vai gerar 13 mil empregos no Estado. O anúncio foi feito ao governador Aécio Neves, pelo presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, durante encontro no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.

Os investimentos fazem parte do protocolo de intenções assinado entre o Governo de Minas e a CSN, em 2007. A confirmação da implantação dos projetos marca a retomada da atividade econômica no Estado, desde o aprofundamento da crise econômica internacional, que afetou duramente os setores mineral e siderúrgico de todo o mundo.

“Há dois anos, iniciamos um entendimento para viabilizar investimentos muito expressivos da CSN em Minas. Esses entendimentos não foram interrompidos nem mesmo no período mais agudo da crise, mas, obviamente, eles foram administrados para que pudéssemos ter as definições logo que tivesse uma perspectiva mais clara da recuperação dos mercados, tanto interno como externo. E hoje estou tendo a alegria de receber a confirmação dos investimentos em Minas”, disse Aécio Neves, em entrevista, acompanhado pelo presidente da CSN.

Agregar valor

Segundo Aécio Neves, a estratégia de investimentos da CSN vai de encontro à necessidade de se agregar valor aos produtos de Minas Gerais. Além da implantação da siderúrgica, os investimentos da CSN serão feitos na ampliação e verticalização da produção das minas de minério de ferro e implantação de unidades de pelotização, localizadas nos municípios de Congonhas e Arcos (Centro-Oeste).

“Esses investimentos são absolutamente estratégicos, na linha daquilo que osecretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso, e eu próprio defendendo, que é a agregação de valor ao minério extraído do nosso Estado. Tenho cobrado isso de todas as mineradoras e é a CSN quem dá uma resposta, nesse instante, mais objetiva. Esses investimentos mostram a visão estratégica da empresa e demonstram também a capacidade de parceria que o Estado tem buscado construir ao longo desse período”, disse o governador.

Aécio Neves ressaltou que somente a usina siderúrgica, a primeira da CSN em Minas, receberá investimento de R$ 6,2 bilhões, com a geração de 5 mil empregos. A usina terá capacidade instalada de produção de 4,5 milhões de toneladas por ano, e o início da instalação está previsto para janeiro de 2011.

Valor adicionado

O presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, disse que os investimentos inicialmente anunciados de R$ 9,5 bilhões deverão chegar a cerca de R$ 11 bilhões, com a adição de novos projetos, entre eles mais uma unidade pelotizadora em Congonhas. No protocolo de intenções assinado em 2007, era prevista apenas uma pelotização. Agora serão duas unidades.

Segundo Steinbruch, a implantação dos projetos de expansão em Minas não foi interrompida nos últimos dois anos. Dos R$ 9,5 bilhões de investimentos previstos, R$ 2 bilhões já foram aplicados. “Faltariam ainda R$ 7,5 bilhões para investir, mas com algumas outras coisas que estamos adicionando, investimentos que não estavam previstos no convênio de 2007, estimamos que ainda há R$ 9 bilhões a serem efetivados”, explicou o presidente da CSN.

Ele afirmou que as fábricas de clinquer e cal, em Arcos, já estão em implantação e deverão ser inauguradas até o final de 2010.

“É motivo de grande satisfação confirmar esses investimentos. São investimentos no sentido de agregar valor à produção através das duas pelotizações que serão feitas, que transformam o minério em pelota, e a usina que fará a pelota virar aço. A própria pelotização já é um grande passo em valor agregado, e mais ainda a siderúrgica”, disse o presidente da CSN.

A usina siderúrgica vai produzir placas de aços longos para construção civil, chapa grossa para construção naval e petróleo, e trilhos. “São todos produtos que hoje a CSN não faz. Vamos atender ao mercado interno e externo”, informou o executivo.

Detalhamento dos projetos da CSN

Usina siderúrgica – Do total previsto, R$ 6,2 bilhões serão investidos na implantação de uma usina siderúrgica em Congonhas, que envolve aquisição de máquinas, equipamentos e obras civis. A previsão é que esse projeto gere 5 mil empregos, entre diretos e indiretos. A usina terá capacidade instalada de produção de 4,5 milhões de toneladas anuais. O início de instalação está previsto para janeiro de 2011, com operação iniciando em janeiro de 2015.

Pelotização – O projeto inclui a instalação, em Congonhas, de uma unidade que transforma o minério de ferro em pelotas, produto usado no alto-forno para a fabricação de aço. O investimento será de R$ 850 milhões, na aquisição de máquinas, equipamentos e obras civis. Esse projeto deverá gerar 1,4 mil empregos, sendo que a unidade terá capacidade instalada de produção de 6 milhões de toneladas/ano.

Mineração – O investimento nessa atividade é de R$ 2,2 bilhões, na expansão da mineração Casa de Pedra, em Congonhas. Os recursos serão usados na aquisição de máquinas, equipamentos e obras civis. Com esses investimentos, a capacidade instalada de produção da Casa de Pedra será ampliada de 16 milhões para 55 milhões de toneladas/ano de minério de ferro. A expansão vai gerar 6 mil empregos. Esse investimentos já está em andamento.

Fábrica de clinquer – A CSN vai instalar no município de Arcos uma fábrica de clinquer, principal matéria-prima do cimento. O investimento será de R$ 180 milhões, com geração de 250 empregos. A fábrica terá capacidade instalada de produção de 830 mil toneladas/ano.

Planta de cal – Também em Arcos, serão investidos R$ 25 milhões, com a geração de 200 empregos, na implantação de uma unidade produtora, que terá capacidade de produção de 120 mil toneladas de cal por ano.

Distribuição e beneficiamento de aço – O pacote de investimentos da CSN também prevê a implantação de um centro de distribuição e beneficiamento de aço, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no valor de R$ 20 milhões.