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Gestão em Minas: governador Antonio Anastasia comemora anúncio de consulado dos EUA

Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, anunciou instalação de consulado em Belo Horizonte

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, comemorou o anúncio da instalação de consulado dos Estados Unidos em Belo Horizonte, feito nesta segunda-feira (9) pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Segundo o governador, a medida é resultado dos esforços empreendidos, nos últimos anos, pelo governo, entidades de classe, políticos e setores da sociedade civil do Estado.

A decisão mostra o reconhecimento da importância que Minas Gerais tem nas relações entre o Brasil e os Estados Unidos e facilitará o fluxo de pessoas, produtos e serviços de e para o Estado. “Minas Gerais é um parceiro importante para os Estados Unidos. Milhares de mineiros vivem no país ou o visitam a cada ano. O consulado é um novo patamar social e econômico para Minas Gerais”, comemorou o governador.

Em 2011, os Estados Unidos foram o terceiro principal destino dos produtores mineiros, atrás de China e Japão, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). As exportações mineiras somaram US$ 3,05 bilhões, 38% acima dos US$ 2,2 bilhões registrados em 2010. Com isso, o país norte-americano atingiu uma participação de 7,4% na pauta exportadora do Estado. Em relação às importações, os Estados Unidos foram o principal parceiro comercial dos mineiros, no ano passado. As importações de produtos “made in EUA” chegaram a US$ 2,17 bilhões.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governador-antonio-anastasia-comemora-anuncio-de-consulado-dos-eua/

Gestão Anastasia: governo de Minas terá painel exclusivo no congresso nacional de gestão pública

Mais da metade dos projetos destacados pelo Consad foi produzido pela Seplag

Osvaldo Afonso/Imprensa MG
Para o subsecretário André Reis, a gestão desenvolvida em Minas serve de referência ao país
Para o subsecretário André Reis, a gestão desenvolvida em Minas serve de referência ao país

O Governo de Minas teve o maior número de trabalhos selecionados entre todos os estados brasileiros que participarão do V Congresso Consad de Gestão Pública, de 4 a 6 de junho, em Brasília. O Conselho Nacional de Secretários de Estado de Administração (Consad) selecionou 185 programas e projetos para apresentar aos participantes do congresso, um dos mais importantes de gestão pública do país. Desse montante, 37 foram desenvolvidos pelo Governo de Minas, ou seja, 20% do total.

Dos 37 trabalhos que serão mostrados pelo Governo de Minas, mais da metade foi produzido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). Entre tantos trabalhos está, inclusive, o artigo “Minas Gerais, um Estado em Rede: promovendo resultados pelo fortalecimento da cidadania”, de autoria da secretária Renata Vilhena.

Destaque também para o trabalho da subsecretária de Gestão de Pessoas, Fernanda Siqueira Neves, “A complexidade da construção de uma política integrada e estratégica de gestão de pessoas no serviço público: uma reflexão sobre modelo de gestão de pessoas implantado no Governo de Minas Gerais”.

Do painel “A experiência de Minas Gerais na qualidade e produtividade do gasto” constam os selecionados: “A criação, implantação e benefícios da instituição do modelo padronizado de planejamento anual de compras – Pré-Compra – para os órgãos e entidades do poder executivo”, de Luciana Vianna de Salles Drumond (DCLC/SCRLP), que participa também com o tema  “A utilização do poder de compra do Estado de Minas para induzir o desenvolvimento sustentável, no que se refere à prosperidade econômica, à responsabilidade social e à administração ambiental”.

Completam o painel os artigos “Avaliação prévia de projetos do Governo de Minas Gerais: mais um importante passo para a alocação eficiente dos recursos públicos”, de Gabriella Nair Figueiredo Noronha Pinto (DCAP/SCCG) e “A experiência mineira na integração da gestão orçamentária à gestão das compras públicas: soluções para o controle da margem de realização de novas despesas”, de Aline Martins Ribeiro Tavares Rezende (SCPPO). A próxima etapa será o envio dos artigos selecionados até 11 maio para posterior apresentação de 15 minutos no congresso em junho.

Para o subsecretário de Planejamento, Orçamento e Qualidade do Gasto, André Reis, “o volume de artigos selecionados, tanto de servidores da Seplag quanto de Minas Gerais como um todo, demonstra o alto nível dos resultados e ações de gestão empreendidas pelo Governo do Estado e que são objeto constante de reconhecimento em âmbito nacional e internacional, além de demonstrar a qualificação dos servidores estaduais”. “Minas Gerais, no painel sobre Qualidade do Gasto, terá a oportunidade de apresentar e debater junto a diversos gestores públicos iniciativas inovadoras nesta área”, enaltece o subsecretário.

O Congresso

O Congresso Consad de Gestão Pública é realizado anualmente. Em 2008, o I Congresso reuniu renomados gestores do país, dirigentes do setor público, especialistas e pesquisadores que se dedicam aos temas de gestão pública no Brasil e no mundo e foram debatidas inovações na gestão da saúde, na segurança pública e na educação, além de tecnologias de gestão, gestão por resultados, mídia e terceiro setor.

O congresso representa um espaço para discussão; formação de redes; indução, produção e disseminação de conhecimento; fomento do debate sobre gestão pública entre os governos e a sociedade; intercâmbio entre poderes e entre federados, com experiências latino-americanas, países da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômicos (OCDE) e países que constituem o BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-tera-painel-exclusivo-no-congresso-nacional-de-gestao-publica/

Governo Antonio Anastasia: exportações mineiras de carne suína aumentam 84% em 2012

Setor começa a se beneficiar da abertura do mercado chinês

Apesar da crise mundial, as exportações mineiras de carne suína continuam em expansão. As vendas do produto no primeiro bimestre de 2012 possibilitaram uma receita da ordem de US$ 11,5 milhões, cifra 84% superior à registrada em idêntico período do ano passado. No Brasil, as exportações da suinocultura movimentaram US$ 190,8 milhões, registrando uma retração de 0,2% no período.

Os números foram divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e analisados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Para o superintendente de Política e Economia Agrícola, João Ricardo Albanez, a suinocultura foi beneficiada pela forte valorização das commodities nos maiores mercados de destino dos produtos mineiros em 2011; agora, o setor começa a obter resultados com as vendas para a China. Há também o reforço de vendas para Hong Kong.

“A soma desses fatores possibilitou à suinocultura responder por cerca de 11% nas exportações do segmento carnes de Minas este ano”, acrescenta Albanez. “O fator que mais contribuiu para o aumento das exportações mineiras de carne suína nos dois primeiros meses deste ano foi a expansão dos embarques para 4,6 mil toneladas, um volume 93,4% superior ao acumulado dos dois primeiros meses de 2011”, explica Albanez.

Aumento sustentável

O presidente da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg), João Bosco Martins de Abreu, considera que “o aumento das exportações do setor é sustentável”. Ele diz que é possível expandir ainda mais as vendas a partir de abril, com a adesão de um número maior de clientes no mercado chinês. Segundo as análises de especialistas da suinocultura, embora exista atualmente o impacto da crise internacional, a tendência é de melhoria dos resultados para o conjunto das exportações do agronegócio brasileiro. “Teremos expansão de crescimento e das cotações no exterior”, prevê o dirigente.

De acordo com Abreu, os suinocultores mineiros estão investindo no aumento da produção com base nas expectativas positivas. Segundo dados da Asemg, a produção das granjas mineiras em 2011 foi de 450 mil toneladas, volume que deve ser mantido este ano.

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: Aeroporto Internacional Tancredo Neves mais próximo de um novo terminal

Comissão de Licitação anuncia nome de consórcio que irá elaborar os projetos básico e executivo do Terminal 2

Lúcia Sebe/Imprensa MG
Prazo de conclusão para o projeto executivo do novo terminal do Aeroporto de Confins é de 19 meses
Prazo de conclusão para o projeto executivo do novo terminal do Aeroporto de Confins é de 19 meses

A Comissão Especial de Licitação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) anunciou, na tarde desta sexta-feira (2), o Consórcio Concremat/Themag como vencedor da licitação internacional para elaboração do projeto básico/executivo do Terminal 2 de Passageiros do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

A execução do projeto no valor de R$ 10.467.575,14 será acompanhada pelo Governo de Minas e pela Infraero. O consórcio vencedor deverá elaborar: os projetos de engenharia, tanto nas etapas de serviços quanto na fase de estudos preliminares; os planejamentos básicos e executivos; os serviços complementares para a construção do segundo terminal de passageiros; o sistema viário de acessos ao AITN; e as demais obras que se fizerem necessárias durante a execução do empreendimento.

O consórcio Concremat/Themag deverá iniciar o projeto nos próximos dias. O prazo de conclusão para o projeto executivo é de 19 meses, enquanto o projeto básico deverá estar pronto ainda este ano, o que já possibilitará a licitação das obras a cargo da Infraero. Os trabalhos deverão ser iniciados assim que for concluída a contratação do consórcio Concremat/Themag.

Concepção e Design

A concepção e design desse novo terminal foram desenvolvidos pela consultoria Changi International Airports Consultants, de Cingapura, e integra o masterplan elaborado em 2009 para os próximos 30 anos, já aprovado pela Infraero. Reconhecida como uma das mais experientes no desenvolvimento de complexos aeroportuários, a Changi foi responsável por projetos e gestão de aeroportos no Oriente Médio, na Itália, Rússia, China e vários outros países.

A licitação internacional é resultado de um acordo de cooperação técnica entre o Governo de Minas e a Infraero e não elimina a iniciativa de construção do terminal remoto, que irá suportar o expressivo aumento de demanda prevista para os próximos quatro anos.

Atualmente, o AITN é o segundo maior aeroporto do país, entre os dez maiores em crescimento. O terminal 1, com capacidade instalada para 5 milhões de passageiros/ano e projeto de expansão em curso, movimentou, em 2011, 9,5 milhões de passageiros. “Todo o esforço do governo estadual neste campo está voltado para transformar o AITN não no maior, mas no melhor aeroporto internacional do Brasil. Não temos porto, mas precisamos consolidar no Estado, por via aérea, o melhor portão de entrada para o exterior, com altíssima conectividade com as malhas aéreas nacional e regional. O futuro vai dizer do acerto dessa determinação e acreditamos que a população do Estado tem esta percepção”, afirma o subsecretário de Investimentos Estratégicos da Sede, Luiz Antônio Athayde Vasconcelos.

Segundo ele, o Governo de Minas Gerais vem investindo em estudos e projetos de altíssima complexidade há mais de oito anos. “Todos sabemos que, se tivéssemos iniciado esses trabalhos ainda em 2009, não seria necessário terminal remoto e estaríamos muito à frente com os terminais 1 e 2 já integrados, mas não podemos perder um minuto sequer. As projeções indicam que deveremos atingir, daqui a oito anos, em 2020, um total de 20 milhões/ano e este já será o 4º maior do Brasil. Por ocasião da copa do mundo, o tráfego já terá atingido 13,2 milhões de passageiros/ano”, reitera.

O principal objetivo do Governo de Minas Gerais, segundo ele, é a criação maciça de empregos de qualidade e, para atingir essa meta, o AITN é considerado uma ferramenta fundamental para fomentar a diversificação da economia mineira. Além disso, o aeroporto marcará o cenário brasileiro como o primeiro a operar dentro do conceito funcional de aeroporto cidade, o que permitirá a implementação da primeira Aerotrópolis da América do Sul.

Este planejamento foi iniciado em 2005, com a transferência de voos do Aeroporto da Pampulha e já resultou na atração de diversos investimentos como a GOL, Embraer, o Centro de Tecnologia e Capacitação Aeroespacial (CTCA), a Cidade Administrativa, entre outros projetos que se delineiam no Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte e entorno, e que vêm provocando uma nova dinâmica econômica em mais de uma dezena de municípios.

“O AITN será a grande alavanca para se gerar 400 mil novos empregos em território mineiro nas próximas duas décadas em setores presentes na nova economia, cuja dinâmica econômica se irradiará para mais 20 cidades-polo no interior do Estado. Não se pode perder o pulso no que, de fato, tem esse extraordinário efeito transformador”, conclui Athayde.

Fonte: Agência Minas

Antonio Anastasia participa de missão de negócios que vai a India em busca de novas oportunidades de negócios

Fonte: Paola Carvalho

Namastê, Índia

Negócios com os indianos estão no foco da missão mineira rumo ao país do continente asiático. Além de vender mercadorias, como a cachaça, o objetivo é atrair investimentos

A coroa portuguesa trouxe artesãos indianos para forjar metal na província mais rica em minerais na sua colônia brasileira. Esse pode ter sido um dos primeiros passos para o estabelecimento de relações comerciais entre Minas Gerais e Índia. Hoje, uma das maiores siderúrgicas que atuam no estado, a ArcelorMittal, é anglo-indiana; e produtos tipicamente mineiros, a exemplo da cachaça, invadem o país asiático. Muitos outros negócios ainda estão por vir e vão ser recebidos com a tradicional saudaçãoindiana, namastê. Em 10 de outubro parte de Belo Horizonte uma missão oficial, formada por empresários e governo, para Mumbai, Bangalore e Nova Délhi.

No momento em que a economia dos Estados Unidos e de países europeus está em decadência, a Índia surge como oportunidade para fortalecimento dos negócios. A intenção dos integrantes da missão é tanto de atrair investimentos para Minas quanto de exportar produtos mineiros para a Índia. O país tem a segunda maior população do mundo, atrás da China, com 1,2 bilhão de habitantes. Tem semelhanças com o Brasil – não é à toa que ambos fazem parte do grupo de emergentes Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), entre elas o consumo do mercado interno em plena expansão.

“Os negócios ainda não são tão significativos quanto podem ser”, afirmou Leonardo Ananda Gomes, diretor vice-presidente da Câmara de Comércio Índia Brasil (CCIAIB). A delegação visitará empresas indianas, como Essar, Tata, Infosys e BEML. A expectativa é de que essa última, já com escritório na Grande BH, avalie a possibilidade de implantação de unidade fabril na região para montagem de máquinas e equipamentos para os setores de mineração e construção. Espera-se ainda estreitamento de relações com o bilionário Ratan Tata, dono do conglomerado que atua em nada menos que 96 segmentos na Índia. “Ele tem visitado o estado e o foco é siderurgia, mineração e setor automotivo”, diz Gomes.

O governador Antonio Anastasia participa da missão e fará apresentação sobre oportunidades de negócios e investimentos entre Minas Gerais e Índia para empresários e autoridades indianas. “Minas é o estado brasileiro que tem relação mais forte com a Índia. Existe uma identidade econômica, nos setores siderúrgico, automotivo, de ciência e tecnologia. Podemos atrair investimentos e exportar produtos de valor agregado”, afirmou.

Mas como o Brasil pode ter fôlego para competir com os produtos asiáticos na Índia, especialmente em relação à China. O cônsul honorário da Índia em Minas, Élson de Barros Gomes, tem a resposta na ponta da língua: “Minas tem produtos diferenciados que não concorrem com os chineses, como a cachaça. A caipirinha é um sucesso lá”. “O potencial maior está na classe média emergente”, completa o embaixador da Índia no Brasil, B.S. Prakash.

As exportações de Minas para a Índia saltaram de US$ 19,1 milhões em 2003 para US$ 139,4 milhões no ano passado. Os produtos mais vendidos são ferro e aço, açúcar, farmacêuticos e químicos, aparelhos médicos e autopeças. As importações subiram de US$ 23,1 milhões para US$ 149,3 milhões no mesmo período. Os mais comprados por Minas são fios sintéticos ou artificiais, produtos químicos, algodão, aparelhos de gravação ou reprodução de som e imagem, rolamentos e engrenagens, obras de ferro fundido e máquinas e equipamentos. Os dados são da Central Exportaminas, ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.

Mercado gigante para explorar 

A cachaça Diva, de Divinópolis (Centro-Oeste de Minas), virou “rum brasileiro” na Índia. É vendida em mais de 30 hotéis de luxo e na maioria dos restaurantes de primeira linha de Délhi, Mumbai e Bangalore. Superando as diferenças culturais, em breve chegará a mais duas capitais indianas. “Conquistamos esse mercado em 2007 e ainda há muito para explorar”, disse a proprietária da Diva, Cíntia Cardoso de Souza. Assim como ela, empresários mineiros da área de tecnologia, engenharia e alimentos, por exemplo, cada um com suas peculiaridades, descobrem o mercado indiano.

Já a ideia de Alexandre Faria, da consultoria esportiva Alfa, é capacitar gestores e equipe médica indiana e trazer jogadores para o Brasil, uma vez que a Índia pretende disputar a Copa do Mundo de 2022. “Já fizemos isso na Austrália, nos Estados Unidos, na China, no Canadá e no Japão. Houve um zagueiro japonês, o Nakazawa, que veio para o América e acabou disputando a Copa 2006 pelo seu país”, exemplificou.

A Índia também está de olho no potencial do Brasil, e por isso Minas pode conseguir atrair novos negócios. Puneet Gill, principal executivo no Brasil da Infosys, segunda maior companhia de tecnologia da informação da Índia, disse que a empresa pretende ampliar suas atividades em Minas Gerais. “Temos clientes globais que podem ser atendidos a partir daqui e a perspectiva de prospecção de novos negócios é grande”, diz. Atualmente cinco funcionários mineiros estão em intercâmbio na Índia, movimento que, segundo ele, vai se intensificar.

A missão também tem intenções políticas. Luiz Custódio Cotta Martins, presidente do Sindicato da Indústria do Álcool e do Açúcar de Minas Gerais (Sindaçúcar-MG/Siamig), destacou a oportunidade de unir esforços para que o etanol seja usado em diferentes países até que possa se tornar uma commodity. “A Índia está começando a usar etanol a partir do melaço. Vamos lá conhecer e fazer um trabalho mais político”, afirmou. (PC)

Governo Aécio Neves estimula exportação para bloco do Brics – China, Índia, Rússia

As novas possibilidades para a colocação de um maior número de produtos mineiros no mercado externo e o estreitamento das relações de Minas Gerais com a China, Índia e Rússia, que, junto com o Brasil, formam o bloco conhecido como BRIC foram abordados, sexta-feira (23), pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, durante o seminário promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH).

Barroso acredita que a economia mineira pode experimentar maior expansão se souber tirar proveito do potencial oferecido pelos países do BRIC. “A Rússia é um grande importador de frutas, principalmente limão, e nós ainda não exportamos esta fruta para aquele país, embora sua produção esteja em crescimento no Jaíba”. Por outro lado, acrescentou, os russos são um mercado promissor para a importação de jóias e moda mineiras.

Já a Índia, destacou, oferece uma grande oportunidade para os produtores de alimentos frescos e processados, voltados especialmente para a população de baixa renda. “Esse país tem também um amplo espaço para os atacadistas brasileiros, que poderão formar parceria com os indianos que estão descobrindo agora os supermercados. A Índia poderá ser uma grande importadora de etanol e de produtos de informática”, acrescentou.

O secretário de Desenvolvimento Econômico lembrou que a China, principal parceiro comercial do Estado, ainda possui um mercado a ser conquistado pelos empresários mineiros. Além do minério de ferro, principal produto da pauta de exportações, os chineses são parceiros potenciais para o mercado mineiro da cadeia alimentícia, com destaque para produtos lácteos e açúcar. A China é carente também de serviços de engenharia, tanto na área de construções, como de infraestrutura.

Topo da economia

Sergio Barroso explicou o surgimento do novo bloco, destacando que as perspectivas indicam que esses países ocuparão o topo da economia mundial nas próximas décadas. “Nos últimos anos, analistas e economistas têm considerado que Brasil, Rússia, Índia e China estão dando mais dinamismo à economia global deixando para trás países como Estados Unidos, Japão e União Européia”, enfatizou.

O secretário lembrou que o novo bloco vem adquirindo muita importância para Minas Gerais, uma vez que a China se tornou o principal parceiro comercial do Estado. “Somente no primeiro semestre deste ano, as exportações mineiras para a China cresceram 36,5% em comparação com o mesmo período de 2008. Foi o Estado brasileiro que mais exportou para a China, respondendo por 22,5% das exportações nacionais”, acrescentou.

Embora a pauta exportadora seja extremamente concentrada, os cinco principais produtos correspondem a 96,6% do total. De janeiro a junho foram exportados 147 produtos, totalizando US$ 2,3 bilhões, mas esta quantidade de produtos pode ser sensivelmente ampliada e diversificada. Já nas importações, a China é o quarto parceiro comercial de Minas. Foram importados 1.530 produtos no valor de US$ 323,8 milhões.

Sergio Barroso abordou também as relações comerciais de Minas com a Rússia e Índia, salientando que há muito espaço para o crescimento do intercâmbio com o grupo. Observou que “o papel do Estado é fundamental para incrementar novos negócios. Além de poder ampliar suas exportações agropecuárias, por meio da soja e da carne bovina e suína, poderá ampliar a venda da cana-de-açúcar, fundamental na produção de combustíveis renováveis e ecologicamente corretos. Sem esquecer do minério, é importante destacar que Minas Gerais tem também importantes reservas naturais”.

Durante o seminário foram apresentados ainda os temas oportunidades de negócios com a China, Índia e Rússia nos setores voltados para o Estado de Minas Gerais e o papel das câmaras chinesa, indiana e russa na fomentação de negócios entre o Brasil e os três países do BRIC.

O seminário teve também a participação do diretor da Câmara de Comércio Chinesa, Jayme Martins, do vice-presidente da Câmara Indiana, Leonardo Ananda Gomes e do presidente da Câmara Russa, Gilberto F. Ramos.