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Gestão Anastasia: Minas dispõe de “Sala Limpa” de referência para análises químicas

Considerado o mais bem equipado do país, laboratório do Cetec pesquisa produtos utilizados em processos de hemodiálise

Divulgação/Cetec
Na Sala Limpa, ambiente tem controle rígido para evitar a contaminação das amostras
Na Sala Limpa, ambiente tem controle rígido para evitar a contaminação das amostras

Filtragem da entrada do ar atmosférico; proibição de calçados comuns, brincos e outros acessórios; treinamento e trajes especiais. Esses são apenas alguns dos cuidados necessários para se entrar no laboratório de traços metálicos, mais conhecido como Sala Limpa, da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), instituição de desenvolvimento tecnológico do Governo de Minas vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes). A sala foi o primeiro laboratório do país com estrutura capaz de realizar a análise da presença de alumínio em amostras de água de hemodiálise e do sangue de pacientes com insuficiência renal.

Criada em 1995 com aporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), sob coordenação da pesquisadora Olguita Ferreira Rocha, a Sala Limpa é considerada a mais bem equipada do Brasil e uma referência na análise dos produtos para hemodiálise. “Nós realizamos análises para centros de diálise em hospitais das redes pública e particular, do Amazonas ao Rio Grande do Sul”, conta a pesquisadora. Segundo ela, o alumínio, quando presente em nível elevado no sangue, pode causar fraturas ósseas, problemas de crescimento e até mesmo demência.

No laboratório, também é realizado o controle de contaminação de análises nas áreas de alimentos, meio ambiente, produção industrial e eletroeletrônica. A água das bacias hidrográficas que abastecem Minas Gerais também é analisada na Sala Limpa.

Controle rígido do ambiente

A Sala Limpa é dividida em quatro ambientes interligados que totalizam uma área de 90 metros quadrados. O conceito desse tipo de laboratório é que ele seja livre de partículas externas para que o resultado das análises seja o mais preciso possível. Para isso, é realizado um controle muito rígido dos materiais que são colocados no local. As amostras a serem observadas, por exemplo, são coletadas em um recipiente fornecido pelo Cetec e ainda passam por limpeza antes de chegarem à sala.

Os cuidados com o laboratório, contudo, são muito mais complexos do que apenas a limpeza do material usado. Para trabalhar na Sala Limpa, os pesquisadores devem cumprir uma série de exigências, como não usar cosméticos ou fumar. O tabagismo é proibido na equipe, já que o fumante emite partículas até três horas após o consumo do cigarro.

Pessoas mais inquietas também não são ideais para o trabalho dentro desse laboratório especial. “Uma pessoa muito agitada movimenta partículas. Para se ter ideia, sentando e levantando, uma pessoa libera 2,5 milhões de partículas por minuto. Sentado, sem movimento, 100 mil; caminhando a 3km/h, 5 milhões de partículas”, explica a coordenadora da Sala Limpa, Olguita Rocha.

Os pesquisadores também não podem usar acessórios pessoais, como brincos e sapatos, dentro da sala. O uniforme especial utilizado funciona como um filtro do corpo, que impede a dispersão de partículas. O traje é limpo em uma lavanderia instalada na ante-sala do laboratório. Os profissionais utilizam um uniforme específico para cada um dos quatro módulos da sala, que possuem diferentes níveis de retenção de partículas. No módulo de maior controle de contaminação, a equipe trabalha com apenas os olhos e nariz descobertos.

Cinquenta trocas de ar por hora

Se as exigências para a entrada dos profissionais são rígidas, o cuidado com o ar é tão importante quanto. A Sala Limpa tem controle de temperatura, umidade e pressão do ar, condicionado por meio de filtros. Na parte externa do prédio em que o laboratório está instalado, há uma casa de máquinas com duas baterias de filtros que impedem a entrada de partículas grossas e finas. Ainda antes de chegar à sala, o ar passa por uma terceira etapa de filtragem. A Sala Limpa conta com 14 dutos de entrada do ar em baixa velocidade, para evitar a suspensão de partículas que eventualmente sejam geradas. Esse ar varre a sala e é retirado por gretas posicionadas no nível do piso.

O ar retirado retorna ao primeiro filtro, onde há uma caixa de mistura em que é colocado 30% a mais de ar novo. Acontecem aproximadamente 50 trocas de ar por hora. As ilhas de trabalho contam com filtros que retiram o ar pelo mesmo sistema de dutos e com uma bancada perfurada para garantir a renovação de todo ar. Essas medidas garantem um nível de limpeza do ar que impede a contaminação das amostras e dos pesquisadores.

Uma pesquisa realizada pelo Cetec em 2005 acerca das soluções usadas na hemodiálise descobriu alto nível de estrôncio, metal considerado como um dos possíveis causadores de doenças ósseas nos portadores de insuficiência renal crônica. Segundo o Censo de 2010 da Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 92 mil pessoas realizam tratamento dialítico. Só em Minas Gerais, são 96 clínicas que realizam hemodiálise. Ainda assim, o monitoramento do estrôncio na água e sangue usados no processo não é uma prática comum.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-dispoe-de-sala-limpa-de-referencia-para-analises-quimicas/

Governo de Minas: Cemig e Cetec avançam no combate a espécies de moluscos invasores

Centro de Bioengenharia foi inaugurado nesta sexta-feira

Mônica Campos/Cetec
Presença do mexilhão dourado está sendo monitorada para evitar danos ao processo de produção de energia
Presença do mexilhão dourado está sendo monitorada para evitar danos ao processo de produção de energia

Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) inauguraram nesta sexta-feira (23) o Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas (Cbeih). O objetivo da parceria, firmada durante a Semana da Água, é desenvolver pesquisas para reduzir os impactos ambientais e econômicos de espécies invasoras, principalmente o mexilhão dourado, nas usinas da Cemig.

Durante a inauguração, foi apresentada uma base colaborativa online com dados sobre o mexilhão dourado. No total, o Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas contará com 26 pesquisadores. Nos próximos três anos, por meio de recursos próprios e do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D da Aneel, a Cemig irá investir R$ 6,7 milhões no Cbeih.

O Cbeih é a primeira iniciativa resultante do TERAGUA, que é o Centro de Referência de Qualidade de Água e tem por finalidade realizar pesquisas para o desenvolvimento tecnológico na área de monitoramento de qualidade de água. Trata-se de parceria entre os órgãos estaduais ligados à qualidade da água e meio ambiente, como a Cemig, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), o Instituto de Gestão das Águas (Igam) e a Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água – HidroEX.

“Com a criação do Centro de Bioengenharia, busca-se estabelecer estratégias de médio e longo prazo que aperfeiçoem nossa capacidade preditiva sobre a dispersão de espécies invasoras que interferem na produção de hidroeletricidade e causam danos aos nossos ecossistemas”, explica Enio Fonseca, superintendente de Gestão Ambiental da Geração e Transmissão da Cemig.

Em setembro do ano passado, a Cemig detectou pela primeira vez a presença do mexilhão dourado na Usina Volta Grande, localizada no Rio Grande, região do Triângulo Mineiro. A descoberta da espécie invasora na usina ocorreu durante a parada para manutenção programada de uma das máquinas. No mês de outubro, o mexilhão dourado foi detectado também nas hidrelétricas de Igarapava e Jaguara, ambas no Rio Grande. O molusco está sendo monitorado e medidas estão sendo estabelecidas para o seu controle nas plantas industriais.

Mexilhão

Há mais de dez anos, o mexilhão dourado é motivo de atenção nas usinas hidrelétricas localizadas na bacia Paraná-Paraguai. O molusco compromete os sistemas que utilizam água bruta no processo de produção de energia elétrica. O mexilhão invade, ainda em forma de larva, as tubulações por onde passa a água e lá se fixa. Na fase adulta, obstrui as tubulações podendo causar superaquecimento nas máquinas.

O mexilhão dourado se reproduz rapidamente, não possui predador natural e compete na alimentação com algumas espécies nativas de moluscos. Originária do Sudeste Asiático, a espécie Limnoperna fortunei chegou à América do Sul, em 1991, pelo porto de Buenos Aires, por meio das águas de lastro dos navios, e se disseminou a partir do Rio da Prata.

Investimento

Desde 2002, a Cemig realiza pesquisa e promove campanhas de educação socioambiental com o objetivo de impedir a expansão do mexilhão dourado. Ao longo dos anos, a Empresa investiu aproximadamente R$ 10 milhões em estudos sobre o molusco.

Para Enio Fonseca, a competência técnica que a Cemig possui hoje no tema, reconhecida internacionalmente, é resultado de medidas adotadas no passado. “Com o Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas, a Cemig toma outra decisão com o objetivo de mantê-la na posição de empresa de primeira linha nesse tipo pesquisa, atuando em parceria com o Cetec, que é um centro de referência nacional”, destaca.

Semana da Água

Outra ação, iniciada durante a Semana da Água, foi a distribuição de aproximadamente 20 mil exemplares das cartilhas “As cianobactérias e a qualidade da água” e “Destino correto das embalagens vazias de agrotóxicos”, editadas pela Cemig e Emater, respectivamente. Essas publicações estão sendo enviadas a comitês de bacias, órgãos ambientais, ONGs e para os proprietários de terras no entorno dos reservatórios da Cemig.

“A Empresa acredita que essas iniciativas, em parceria com os diversos públicos, são fundamentais para a conscientização sobre a importância de se ‘cultivar’ as águas do nosso Estado”, ressalta o superintendente de Gestão Ambiental da Geração e Transmissão da Cemig, Enio Fonseca.

Fontehttp://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/cemig-e-cetec-avancam-no-combate-a-especies-de-moluscos-invasores/

Gestão em Minas: governador negocia com o Politécnico de Turim nova edição do Programa Jovens Mineiros

Anastasia participou também da apresentação “Destino Minas Gerais na Itália” para empresários italianos do segmento de turismo

Soraya Ursine/Imprensa MG
O governador Antonio Anastasia ao lado do o reitor do Instituto Politécnico de Turim (Polito), Marco Gilli
O governador Antonio Anastasia ao lado do o reitor do Instituto Politécnico de Turim (Polito), Marco Gilli

O governador Antonio Anastasia se reuniu, no fim da tarde de segunda-feira (5), com o reitor do Instituto Politécnico de Turim (Polito), Marco Gilli, para discutir os resultados das cinco edições do Programa Jovens Mineiros Cidadãos do Mundo, realizadas em parceria com o Instituto, além da realização de uma próxima edição com a entidade de ensino italiana.  O Polito é parceiro do Governo de Minas no projeto de intercâmbio de estudantes  e de servidores mineiros, que se capacitam em áreas estratégicas para o desenvolvimento do Estado.

Anastasia ressaltou que o Instituto possui papel relevante no desenvolvimento de Minas Gerais. Segundo ele, estudantes que passaram pela experiência de aprendizado no Politécnico retornaram a Minas Gerais com mais capacidade de agregar valor aos produtos mineiros.

“Quero destacar a importância do Instituto para o desenvolvimento de Minas Gerais. Temos muita honra de ter alunos brasileiros nesta instituição tão renomada. Tivemos cinco edições do Programa Jovens Mineiros muito exitosas e, agora, reiteramos nosso interesse em dar continuidade a esse programa com Turim. Precisamos deixar de produzir exclusivamente commodities e agregar mais valor aos nossos produtos. Por isso, o objetivo é investir em conhecimento, formação do capital humano e o Instituto Politécnico poderá nos ajudar nisso. Assim vamos dar um passo adiante na economia de Minas Gerais”, disse o governador.

Por meio do programa Jovens Mineiros, o Instituto Politécnico de Turim já recebeu três turmas, de 20 alunos cada, dos cursos de engenharia e design de universidades mineiras. Em contrapartida, duas turmas de estudantes de Turim tiveram aprendizado nas faculdades conveniadas em Minas Gerais. Outras três edições do programa foram realizadas em Cingapura, na Ásia.

Em resposta à solicitação do governador Anastasia para a realização da sexta edição do programa com o Instituto, o reitor Marco Gilli ressaltou seu interesse em renovar o convênio com o Governo de Minas.

“Temos com Minas Gerais uma importante cooperação, que existe há muito tempo. Achamos que o convênio com o Programa deve ser renovado e faremos o possível para que o seja. Este acordo de cooperação deve ser valorizado porque traz bons resultados para todos os envolvidos. Temos muitos brasileiros aqui no Instituto em processo de intercâmbio. Temos vários acordos de intercâmbios no campo da pesquisa. Isso é muito vantajoso”, disse Gilli.

O Polito adota, desde o início dos anos 1980, uma política de cooperação internacional.Parcerias com universidades e outras instituições de pesquisa de diversos países têm sido realizadas, assim como intercâmbios de alunos e professores. A universidade, criada há 152 anos, está sediada em seis escolas principais: quatro delas de engenharia (também voltadas para Tecnologias da Informação e Gestão) e duas de arquitetura. É uma das principais universidades técnicas na Itália e em todo o mundo.

Também participam do encontro no Instituto Politécnico o presidente da Câmara Italiana de Comércio de Minas Gerais, Giacomo Regaldo; o presidente da Fiemg, Olavo Machado; o vice-presidente do Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), Antônio Dianese e os secretários de Estado Dorothéa Werneck, Agostinho Patrus Filho, Bráulio Braz e Gil Pereira.

“Jovens Mineiros Cidadãos do Mundo”

O programa Jovens Mineiros Cidadãos do Mundo teve início em outubro de 2007, quando o então vice-governador Antonio Anastasia propôs ao governo da Região Piemonte a realização da primeira edição. A Região foi escolhida para o projeto-piloto em razão dos laços de amizade e cooperação já estabelecidos com Minas. É executado pela Secretaria-Geral da Governadoria, por meio da Assessoria de Relações Internacionais.

Durante um período de cerca de um mês, os participantes são inseridos nos mais diversos ambientes estratégicos e submetidos a intensivo treinamento em universidades, centros de excelência, empresas e órgãos governamentais no estado/província parceiro.

O Jovens Mineiros é baseado no tripé governo-universidade-empresa. Por ter como base a cooperação de Minas Gerais com outros estados ou províncias, o princípio da reciprocidade é aplicado, ou seja, em contrapartida Minas recebe grupos para serem treinados nossas universidades e instituições de pesquisa.

Outros objetivos do programa são a internacionalização institucional e econômica de Minas Gerais e a oportunidade de atração de investimentos. O setor privado, além de patrocinador, orienta o Estado na definição das áreas estratégicas que serão os temas das edições com base nas demandas de mercado.

Próxima edição

O Governo de Minas abriu inscrições para instituições que desejam participar da nona edição do Programa Jovens Mineiros Cidadãos do Mundo. O prazo para encaminhamento das propostas vai até 18 de abril próximo. Serão selecionadas instituições de ensino superior que possuem cursos de graduação e pós-graduação nas áreas de Engenharia Aeronáutica e Aeroespacial.

As instituições escolhidas deverão indicar alunos matriculados nos três últimos semestres dos cursos de graduação em cursos de Engenharia Mecânica, de Produção, Aeroespacial, Aeronáutica e Mecânica Aeronáutica e de Controle e Automação. Eles farão intercâmbio no Institut Aéronautique et Spatial (IAS), em Toulouse (França), de 18 de junho a 14 de julho de 2012.

Workshop para apresentar os principais produtos turísticos de Minas

O governador Antonio Anastasia também participou em Turim, na noite desta segunda-feira (5), ao lado do secretário de Turismo, Agostinho Patrus Filho, da solenidade de apresentação do “Destino Minas Gerais na Itália” para empresários do segmento de turismo. O evento, organizado pela Secretaria de Estado de Turismo, tem o objetivo de apresentar os principais produtos turísticos de Minas Gerais para agentes e operadores italianos para que os atrativos mineiros sejam ofertados nos catálogos de produtos turísticos da Itália.

O workshop  será realizado, também, em Roma, Nápoles e Salerno nesta semana. O foco é capacitar 200 operadores, agentes de viagens e imprensa especializada em relação aos roteiros que Minas Gerais tem a oferecer durante eventos como Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

A iniciativa integra as ações de Minas Gerais como “Destino do Ano” da VIBRATA – Itália (Associação de Operadores especialistas em Brasil), uma parceria com a Embratur que visa ampliar a comercialização de Minas Gerais no mercado italiano. A Itália é o terceiro mais importante país emissor de turistas para o Brasil e para Minas Gerais. Segundo o Anuário Estatístico 2011 da Embratur, os italianos foram os principais turistas europeus no Brasil, com cerca de 250 mil turistas em 2010, dos quais 5,7 mil visitaram Minas.

Fonte: Agência Minas

Cetec abre processo seletivo para recém-saídos do Ensino Médio para cursos gratuitos de tecnólogos em aeronáutica

A partir desta quarta-feira (10) iniciam-se as inscrições para o primeiro processo seletivo da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec). Alunos recém-saídos do Ensino Médio interessados em atuar profissionalmente na área aeronáutica terão a oportunidade de se graduar como tecnólogos em três linhas temáticas. Os cursos serão gratuitos e terão a duração de três anos.

Os estudantes poderão se inscrever pelo site www.gestaodeconcursos.com.br. Os cursos são de: Processos Químicos, com ênfase em problemas biotecnológicos gerados por complexos aeronáuticos; Processos Ambientais, com ênfase em problemas gerados por complexos aeronáuticos; e Fabricação Mecânica, com ênfase em materiais aeronáuticos, aeroespaciais e automobilísticos. Esta é a primeira graduação gratuita específica para estas áreas da aeronáutica que é promovida por uma instituição pública em Minas Gerais.

O valor da inscrição é R$ 70 e aqueles interessados em pedir a isenção desta taxa poderão fazê-lo até o dia 19 de novembro. Para isso, deverão imprimir a ficha, que será disponibilizada no site do Gestão de Concursos e seguir as instruções do edital, que também se encontra no mesmo endereço eletrônico.

Ao todo são 150 vagas e os estudantes começarão os cursos em março de 2011, em área do campus que está sendo adaptada especialmente para os futuros tecnólogos. Só poderão se inscrever aqueles que fizeram a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dias 5 e 6 de novembro deste ano. Isso porque a seleção será feita apenas através da escolha dos melhores colocados na prova. Não haverá vestibular. O edital também está disponível no site www.ceaeduc.org.

O processo seletivo do Cetec está inserido no contexto de criação do futuro Polo Aeronáutico de Minas Gerais, iniciativa do Governo de Minas, na gestão Aécio Neves,  que será inaugurada em 2012 em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Os cursos do Cetec farão parte do Centro de Estudos Aeronáuticos (CEA).

Cetec recebe pesquisador da Alemanha para curso de capacitação

Até esta sexta-feira (18), o pesquisador alemão Mario Michael Sommerhäuser estará na Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), em Belo Horizonte, ministrando curso do Programa de Capacitação de Recursos Humanos da instituição. O tema será a Aplicação da Ecomorfologia Fluvial na Validação da Tipologia de Rios.

As aulas são direcionadas a funcionários do Cetec e de instituições como Igam, Copasa, Cemig, UFMG, Ufop e PUC Minas. O pesquisador estará no Brasil até 25 de junho e nesse intervalo participará de três atividades. De acordo com a pesquisadora do Setor de Recursos da Água, Helena Lúcia Menezes Ferreira, essas atividades incluem a participação em um grupo de discussão, o curso e um trabalho em campo. “Estivemos hoje cedo conversando sobre tipificação de rios e o quanto o nosso Grupo de Trabalho avançou. O curso começou hoje e continua até sexta. E semana que vem iremos visitar o rio das Velhas e Paraopeba, em trechos diferentes dos que estivemos ano passado, quando fomos à região de Macacos”. O pesquisador alemão trabalha na Emscher Genossenschaft Lippe Verband, associação que presta serviços públicos de monitoramento de qualidade da água em seu país natal. Ele esteve no Cetec no ano passado, quando foi realizado o primeiro Semeáguas e agora acompanha os trabalhos de elaboração de monitoramento da qualidade das águas superficiais no estado de Minas Gerais adequado à Deliberação Normativa Conjunta Copam/CERH-MG N.º 1/2008.

No curso, Sommerhäuser abordará a avaliação, tipificação e restauração de rios, com técnicas aplicáveis em ambientes lóticos (cujos cursos d’água são correntes). Ele trará exemplos de casos ocorridos na Europa e na Alemanha, sendo professor em diferentes universidades e já tendo trabalhado em diversos países do leste europeu. O pesquisador também coordena um laboratório de infraestrutura para a realização de biotestes e trabalha com enfoque no manejo da água.

Segundo ele, a situação dos rios europeus e brasileiros é bem diferente. “A qualidade das águas nos rios da Europa é boa. Há muitas estações de tratamento de esgoto. Mas na Europa central, em geral, o problema é com a canalização dos rios, que deixa os cursos d’água retilíneos, interferindo nos leitos, o que causa uma perda daquele ambiente natural. No Brasil, a situação é diferente. Não há estações de esgoto suficientes e a qualidade da água nos rios é ruim. Espero que os brasileiros não cometam o mesmo erro que nós, de canalizar os rios, pois o importante mesmo é fazer a manutenção dos cursos d’água em seu ambiente natural, preservando a qualidade ecológica dos ambientes”, explica.

O hidrobiologista explica que a meta europeia, instituída por lei, é que a Alemanha atinja essa qualidade ecológica até 2015 e que o monitoramento feito lá é com esse objetivo. Mas é realista e acredita que o prazo precisará ser prorrogado para, pelo menos, 2027. Quanto ao que tem sido desenvolvido pelo Grupo de Trabalho no sentido de se adequar à Deliberação Normativa, ele acredita que os mineiros estão indo na direção certa. “A filosofia do grupo é boa, eles têm a preocupação de apoiar-se em várias referências teóricas e buscam reconstituir o ambiente o mais próximo que ele era antes da interferência do homem. Acho importante usar os recursos ambientais, mas deve haver uma preocupação com o patrimônio ambiental que será deixado para as gerações futuras.”

Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais intensifica pesquisa para produção de células solares de baixo custo

O Setor de Materiais Ópticos e Eletrônicos (SDO) da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) realiza, neste mês de janeiro, análise da eficiência dos processos envolvendo o plasma, gás composto por uma grande quantidade de íons. Esse procedimento faz parte das atividades do setor relacionadas à produção de células solares de baixo custo, que transformam a luz do sol diretamente em energia elétrica.

O responsável pela análise do plasma, o bolsista Thiago Daniel de Oliveira Moura, conta que este gás constitui 99% de toda a matéria visível no universo, desde a chama do fogão até o Sol. “Nos últimos anos, a aplicação tecnológica dele tem sido grande, estando presente também em aparelhos televisores, lâmpadas fluorescentes, fusão nuclear para geração de energia elétrica e processamento de materiais diversos. Na produção de células solares fotovoltaicas de silício, desenvolvida pelo SDO, utiliza-se processamento a plasma em quase todas as etapas”, explica.

A análise consiste, basicamente, em obter informações através de estudos da intensidade luminosa desse gás, enquanto ele é utilizado no processamento do silício. “No setor, buscamos nos informar sobre as espécies envolvidas nesse processamento usando a emissão luminosa do plasma com um monocromador ou espectrógrafo, por meio da informação elétrica das cargas através da sonda eletrostática conhecida como sonda de Langmuir e também usando a espectrometria de massa. Tais técnicas servem para identificar os diferentes átomos e moléculas da substância, a energia envolvida no processo, dentre outras coisas”, disse Oliveira.

O bolsista diz que a célula solar fotovoltaica produzida no Cetec é conhecida como célula de heteroestrutura, feita a partir de metodologia de produção desenvolvida na Fundação. “Ela é composta por um substrato de silício monocristalino ionizado positiva ou negativamente no espectrômetro, sobre o qual as outras camadas da célula são ‘crescidas’ em um reator a plasma de baixa pressão. As camadas que cobrem são de silício sem dopagem, silício amorfo hidrogenado dopado e óxido de zinco. Esses dois últimos tipos de silício são diferentes do primeiro devido a, entre outros fatores, seu grau de pureza e como são utilizados”, completa. A função do zinco é ser um condutor e distribuir a corrente elétrica por toda a célula, quando ela estiver em funcionamento.

O Cetec possui tradição no desenvolvimento de tecnologia solar fotovoltaica, cujo início das pesquisas são da década de 70. Em dezembro do ano passado, o Setor de Materiais Ópticos e Eletrônicos realizou, durante uma semana, a 1ª Escola Brasileira de Tecnologia Fotovoltaica, curso de férias que reuniu interessados no assunto. Alunos e cientistas de instituições como a UFMG, o Cefet e o Cetec participaram de diversas palestras ministradas, dentre outros, por pesquisadores do Grupo de Estudo em Energia Solar (Green), laboratório da PUC Minas e engenheiros da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Cetec em Minas realiza curso de capacitação para norma da ABNT

Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) realiza até sexta-feira (20) um Programa de Capacitação de Recursos Humanos (PCRH) cuja temática é “Curso de normalização bibliográfica segundo normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)”. Promovido pelo Setor de Informação Tecnológica (STI), o curso está sendo ministrado pela bibliotecária e mestranda em Ciência da Informação, Alessandra Rodrigues da Silva.

De acordo com Leila Aparecida Anastácio, bibliotecária do STI e responsável pela organização do PCRH, o curso objetiva a capacitação de pesquisadores, bolsistas e todas as pessoas que utilizam as normas da ABNT para publicação de trabalhos científicos. “A ideia surgiu da constatação de que a biblioteca tem uma grande demanda por orientações, seja para referenciar trabalhos ou para fazer uma citação”, explica.

No programa, está sendo abordada a normalização difundida pela ABNT voltada exclusivamente para a publicação técnico–científica. Alessandra informa que estão sendo discutidos os elementos passíveis de padronização. “Abordaremos os elementos presentes dentro dos processos de criação acadêmica. Notas de rodapé, citação, referencial bibliográfico, entre outros”. Ela ainda ressalta a importância da realização de cursos como este dentro do Cetec. “Essa é uma forma de incentivar a divulgação e visibilidade da produção científica daqui da Fundação”, diz.

O PCRH acontece das 8h às 12h e conta com cerca de 20 alunos, entre pesquisadores, bolsistas e funcionários do Cetec e da Fundação João Pinheiro.