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Gestão Antonio Anastasia: exportações de Minas Gerais superam os US$ 2,8 bilhões em março

Dados da Central Exportaminas apontam alta de 6% na comparação com fevereiro de 2012

As exportações mineiras atingiram o valor de US$ 2,8 bilhões e média diária de US$ 128 milhões em março de 2012. Na comparação com o mês de fevereiro de 2012, houve um aumento de 6%. Os dados preliminares foram divulgados pela Central Exportaminas, órgão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), que realiza mensalmente o Mapeamento das Exportações de Minas Gerais com base nos números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Já as importações registraram no mês passado um aumento de 5% em relação ao mesmo mês de 2011, totalizando US$ 964 milhões. A média diária das importações foi de US$ 43,8 milhões. Houve um aumento de 16,3% no valor importado em relação a fevereiro de 2012.

Por sua vez o saldo comercial de março de 2012 alcançou US$ 1,8 bilhão. Em relação a fevereiro deste ano, houve um aumento de 1,4%. Também a corrente de comércio contabilizou queda de 5,8% em relação ao valor do mesmo mês em 2011, atingindo US$ 3,8 bilhões no mês passado, enquanto a participação de Minas Gerais no comércio exterior nacional ficou em 9,5%.

Acumulado

No primeiro trimestre do ano as exportações mineiras totalizaram US$ 7,8 bilhões. Houve redução de 8,4% em relação ao período de janeiro a março de 2011. A participação sobre o total brasileiro ficou em 14,2%.

No mesmo período as importações aumentaram 7,6% na comparação com o mesmo período de 2011, totalizando US$2,83 bilhões. A participação de Minas Gerais nas importações brasileiras foi de 5,4% do total.

No acumulado de 2012, o saldo comercial estadual foi de U$ 4,9 bilhões, enquanto o saldo nacional ficou em US$ 2,4 bilhões. No período analisado, registrou-se queda de 15,5% no saldo comercial mineiro.

A corrente de comércio registrou valor de US$ 10,63 bilhões no período analisado. Esse valor correspondeu a 9,9% do total nacional. A corrente teve a variação negativa de 4,6%.

Já nos últimos 12 meses, as exportações totalizaram US$ 40,6 bilhões, tendo expansão de 17,7% em relação ao período de abril de 2010 a março de 2011. A participação sobre o total brasileiro ficou em 15,7%.

As importações aumentaram 24,7% na comparação com o mesmo período de 2010/2011, totalizando US$ 13,2 bilhões. O crescimento das importações mineiras ficou acima da variação das importações nacionais (+20,6%). Minas Gerais foi responsável por 5,7% do total importado pelo Brasil.

O saldo comercial mineiro foi de U$27,4 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses enquanto o saldo nacional foi de US$ 29 bilhões. No período analisado, registrou-se crescimento de 5,8% no saldo comercial mineiro.

A corrente de comércio registrou valor de US$ 53,9 bilhões no período analisado. Esse valor correspondeu a 11% do total nacional. A corrente teve a variação de 6,4% se comparado aos 12 meses anteriores.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/exportacoes-de-minas-gerais-superam-os-us-28-bilhoes-em-marco/

Exportações de Minas Gerais atingem US$ 2,3 bilhões em janeiro

As exportações de Minas Gerais atingiram o valor de US$ 2,3 bilhões em janeiro de 2012, com uma média diária de US$ 105,5 milhões. Os dados preliminares foram divulgados nesta sexta-feira (3) pela Central Exportaminas, órgão daSecretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), que realiza mensalmente o Mapeamento das Exportações de Minas Gerais com base nos números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Já as importações totalizaram US$ 1,03 bilhão, valor 17,1% superior ao mesmo mês de 2011. A média diária das importações de janeiro/12 foi de US$ 47,07 milhões. Houve um acréscimo de 16,3% tanto no valor importado quanto na média diária em relação a dezembro de 2011. O saldo comercial do mês passado alcançou US$ 1,28 bilhão, com uma redução de 30,4%, em relação a janeiro de 2011.

Acumulado

No acumulado dos últimos 12 meses (fevereiro de 2011 a janeiro de 2012), o resultado das exportações mineiras continuou apresentando resultados expressivos e atingiram US$ 40,98 bilhões, com expansão de 26,2% em relação ao período de fevereiro/2010 a janeiro/2011. O crescimento das exportações mineiras ficou bem acima da variação das exportações nacionais (+24,8%) e a participação sobre o total brasileiro ficou em 15,9%.

No mesmo intervalo, as importações aumentaram 28,6% na comparação com o mesmo período de 2010/2011, para US$ 13,2 bilhões. Enquanto isso, as importações nacionais cresceram 23,7%. As importações do Estado responderam por 5,8% do total brasileiro.

Minas Gerais continuou sendo o principal responsável pelo superávit da balança comercial brasileira. O saldo comercial do Estado foi de U$ 27,8 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses, enquanto o saldo nacional foi de US$ 28,1 bilhões. Sendo assim, Minas Gerais possui 98,9% do saldo comercial brasileiro. Em relação ao período de fevereiro/2011 a janeiro/2012, o crescimento foi de 7,6% no saldo comercial mineiro.

Governo de Minas: Exportaminas coordena participação de produtores do Jaíba na Fruit Logística

Carlos Alberto/Imprensa MG
Feira de frutas na Alemanha conta com participação de produtores do Jaíba
Feira de frutas na Alemanha conta com participação de produtores do Jaíba

BELO HORIZONTE (24/01/12) – A Central Exportaminas coordenará, pelo terceiro ano consecutivo, a participação de produtores de frutas de Minas Gerais na Feira Fruit Logística, considerada um dos principais eventos mundiais da cadeia de frutas, verduras e legumes. Realizada anualmente, em Berlim (Alemanha), a feira possui forte e consolidado perfil comercial. Paralelamente, ocorre a Freshconex – Feira de Produtos de Conveniência Frescos.

O pavilhão oficial do Brasil será organizado pelo Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), sob a identidade visual “Brazilian Fruit”. A presença na feira faz parte do Projeto Setorial Integrado de Frutas e conta com o apoio da Apex-Brasil para a participação de empresas.

“Estão confirmadas as participações de 38 empresários e produtores de frutas da região do Jaíba, alguns deles pela primeira vez e outros com o objetivo de conhecer novos mercados para seus produtos”, afirma o diretor da Central Exportaminas, Ivan Barbosa Netto. A delegação chega a Berlim em 7 de fevereiro e retorna a Minas Gerais no dia 11. A feira vai de 8 a 10 de fevereiro.

A Central Exportaminas será responsável pela organização do espaço Minas Gerais, localizado no Pavilhão Brazilian Fruit. O espaço contará com área de 40 metros quadrados, formado por um estande único com cinco módulos individuais; imagens e logotipo; infraestrutura de cozinha e depósito; Business Center com dois computadores; impressora e internet wireless; sala de reuniões; recepcionistas trilingues (português, inglês e alemão); catálogo Brazilian Fruit de expositores com informações dos participantes; lâminas individuais dos participantes; presença no Virtual Market Place (site oficial do evento) por um ano; convite pré-evento (e-mail marketing) enviado a potenciais importadores e comunicação junto à imprensa especializada; além de visitas técnicas à central de abastecimento de Berlim e ao Supermercado do Futuro – projeto inovador do grupo alemão Metro, totalmente integrado à tecnologia RFID, PDAs, carrinhos, balanças inteligentes e máquinas que fazem o check-out dos clientes.

Uma novidade desta edição é a participação, junto à delegação brasileira, de um aluno do curso de Comércio Exterior do Centro Universitário Newton Paiva. “Pretendemos, com esta experiência, lançar um projeto que contemple a participação de alunos dos cursos de Comércio Exterior e Relações Internacionais, em parceria com as faculdades mineiras, com o objetivo de oferecer-lhes a oportunidade de experimentar na prática o ambiente e a movimentação de uma feira internacional de grande porte. Ele estará em contato com compradores, vendedores e expositores internacionais, praticando o aprendizado adquirido em sala de aula. Esta é mais uma ação da Exportaminas na formação de novos profissionais neste setor, carente de mão de obra especializada”, completa Ivan Barbosa Netto, lembrando que todos os custos da viagem serão custeados pelo próprio aluno ou subsidiados pela instituição de ensino.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: empresas anunciam investimentos de R$ 34,68 milhões e criação de 2.421 empregos em Minas

BELO HORIZONTE (02/12/11) – Novos investimentos em setores diversos, totalizando R$ 34,68 milhões, acabam de ser anunciados para Minas Gerais. Quatro empreendimentos serão responsáveis pela geração de 2.421 empregos diretos e indiretos, e pela ampliação das cadeias produtivas de setores como calçados, segurança e bicicletas.

O primeiro protocolo de intenção foi assinado pelo Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), com a Palmilhados Boots Indústria e Comércio Ltda.. A empresa irá investir R$ 20 milhões para expandir sua unidade industrial em Itanhandú, no Sul de Minas, bem como para instalar um centro de distribuição, destinado à comercialização de produtos de vestuários, com foco em fardamentos militares e equipamentos de proteção individual (EPI).

De olho no mercado externo e iniciando os contatos com a Central Exportaminas para expandir o mercado, a Palmilhados produz 600 mil pares de calçados militares com chips por ano, 200 mil unidades de equipamentos de proteção individual (luvas) e 150 mil peças de vestuário.

A empresa iniciou suas atividades comercializando coturnos militares para, em seguida, incentivada pela demanda, tornar-se também uma oficina de reparos. O sucesso da oficina trouxe inspiração para a criação do primeiro protótipo e esse, por sua vez, deu origem a uma linha de fabricação própria. Após o ano de 1983, investiram em tecnologia calçadista militar e se tornaram fornecedores de grandes clientes como Exército Brasileiro, Aeronáutica, Marinha e polícias de diversos estados.

Bicicletas

Com investimento de R$ 2,3 milhões, a Braciclo Bicicletas Ltda está construindo, em Lagoa da Prata, região Centro-Oeste de Minas, uma nova sede com área de aproximadamente 3.500 metros quadrados. O empreendimento visa reduzir custos, melhorar a logística e controlar a qualidade da produção dos 40 modelos de bicicletas e dos quadros zyon.

O protocolo de intenção assinado com o Governo de Minas prevê a geração de 114 empregos diretos e indiretos, a fabricação de mais de 35 mil bicicletas por ano e ainda de partes de bicicletas, a partir de 2012. Por outro lado, a Braciclo pretende também consolidar as marcas Braciclo e Zyon. Criada em 2002, a Braciclo tem mais de 100 fornecedores no mercado nacional e importa matéria prima da Ásia.

Já a empresa Emalto Estruturas Metálicas Ltda. está expandindo suas atividades, no município de Timóteo, no Vale do Aço. O grupo, que fabrica em Minas Gerais estruturas metálicas e equipamentos para empresas dos setores do aço, mineral, celulose, cimento, petróleo, automóveis e hidromecânicos, está ampliando a capacidade de produção de estruturas metálicas em 18 mil toneladas/ano. O projeto, com término previsto para este ano, está investindo R$ 10,88 milhões, que resultarão na geração de 447 empregos diretos.

Segurança

Com o objetivo de transferir a fábrica de máscaras respiratórias do município de Socorro (SP) para Bueno Brandão, no Sul de Minas Gerais, a Pro-safety Indústria e Comércio de Equipamentos de Proteção & Solda Ltda. também assinou protocolo de intenção com o Indi. Com investimento de R$ 1,5 milhão, a empresa pretende produzir ainda óculos de segurança, capacetes de proteção e máscaras de solda, hoje terceirizadas.

Além da transferência de 70 funcionários de São Paulo para garantir o processo produtivo, serão gerados 160 novos empregos diretos e indiretos. A partir de 2013, a produção da Pro-Safety deverá atingir a capacidade de 26 milhões de unidades de máscaras respiratórias, 400 mil óculos de proteção, 480 mil capacetes de segurança e 720 mil metros de correntes de sinalização.

A Pro-safety é uma indústria, distribuidora e importadora de equipamentos de proteção individual (EPI), acessórios para solda e sinalização. Fundada em 2006, a empresa iniciou suas atividades em um escritório comercial no bairro do Tatuapé, na cidade de São Paulo, e com uma pequena fábrica de máscaras descartáveis em Campinas.

Fonte: Agência Minas

Governo japonês vai doar US$ 3 milhões para a melhoria da produção na região voltada para fruticultura no Norte de Minas. Recursos serão destinados à compra de equipamentos

Gestão Pública, produção agrícola, 

Fonte: Estado de Minas

Governo japonês vai doar US$ 3 milhões para a melhoria da produção na região voltada para fruticultura no Norte de Minas. Recursos serão destinados à compra de equipamentos

Do Japão para o Jaíba

Os fruticultores da região do Jaíba no Norte de Minas vão contar com uma “mãozinha” dos japoneses. A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) – órgão do governo japonês responsável pela implementação da Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA) – e o governo de Minas Gerais, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Agricultura, Pecuária a Abastecimento (Seapa), assinaram um memorando de entendimentos para a doação de US$ 3 milhões para a melhoria dos processos de produção de frutas no Projeto Jaíba. Os recursos serão usados nos próximos quatro anos, na execução do Projeto de Desenvolvimento de Capacidades na Pós-colheita e Práticas de Marketing na Região do Jaíba, que prevê a compra de máquinas e equipamentos para a classificação e embalagem de frutas.

O memorando, assinado pela secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, pelo secretário adjunto de Agricultura, Paulo Afonso Romano, e pelo representante chefe da Jica para o Brasil, Katsuhiko Haga, inclui a implantação de um sistema de informação de mercado a ser desenvolvido e disponibilizado aos produtores locais para melhorar as condições de negociação de frutas, bem como a capacitação para planejamento de marketing. Além disso, está previsto o controle de qualidade por meio da melhoria na infraestrutura de armazenagem (câmaras frias e túnel de resfriamento), a doação de máquina de seleção e classificação de frutas, bem como treinamento e certificação.

Dorothea Werneck agradeceu aos japoneses pelo trabalho conjunto. Segundo ela, a parceria entre os governos de Minas Gerais e do Japão apresenta resultados positivos, especificamente neste momento de busca de melhoria dos gargalos na comercialização da produção do Jaíba. Já o representante-chefe da Jica, Katsuhiko Haga, lembrou que a agência de cooperação já realizou importantes projetos na área da agricultura no Brasil. “Apesar deste ter tido uma boa avaliação, sabemos que na área agrícola nunca podemos parar e nos dar por satisfeitos. A demanda por alimentos é sempre crescente e os consumidores cada dia mais exigentes, assim há sempre a necessidade de adaptação dos agricultores ao mercado.”

Katsuhiko Haga enfatizou que a Jica quer muito que a região do Jaíba se desenvolva de modo a se transformar em uma referência nacional da agricultura irrigada. A criação de uma marca própria para a região – “Produtos de Jaíba” – está entre os desejos da Jica.

A assinatura do memorando foi precedida por um diagnóstico apresentado aos técnicos da Jica, em 2010, pela Central Exportaminas, órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento. O trabalho, que conta também com o cenário futuro (até 2025) da produção e exportação de frutas da região, faz parte do Projeto Perecíveis, que foi financiado pelo Banco Mundial (Bird).

Cada dia mais profissional 

A profissionalização faz parte da evolução da produção no Jaíba. Prova disso foi que os produtores já conquistaram o principal selo de certificação para a venda de alimentos na Europa, o Globalgap. E em 2010, foi comercializado 1,3 milhão de toneladas de produtos agrícolas colhidos na região.

Situado no extremo Norte de Minas Gerais, em uma área total de 67.526 hectares (pouco mais de 53.066ha irrigados), o Projeto Jaíba compreende os municípios de Jaíba e Matias Cardoso. Está inserido em uma região de clima semiárido, distante 700 km de Belo Horizonte. Configura-se, em termos de área contínua, no maior projeto hidroagrícola da América Latina.

O fim da década de 1980 foi marcado pelo início de operação do Jaíba, com o assentamento das primeiras famílias de irrigantes. A partir dos anos 1990, foram agregados mais recursos financeiros internacionais ao projeto, com a contratação de um novo financiamento junto ao Japan Bank for Internacional Cooperation (JBIC). O período foi também marcado pela incorporação da iniciativa privada, por meio da criação do Distrito de Irrigação de Jaíba.

Conversa afinada

Em julho, o governador Antonio Anastasia e a secretária Dorothea Werneck estiveram no Japão e se reuniram com autoridades da Jica para discutir o assunto. No mês passado, foi a vez de uma equipe da Jica se reunir com o governo de Minas, em Belo Horizonte, para detalhar a implementação dos recursos para a contratação de serviços e a aquisição de equipamentos para a região do Jaíba.

Antonio Anastasia participa de missão de negócios que vai a India em busca de novas oportunidades de negócios

Fonte: Paola Carvalho

Namastê, Índia

Negócios com os indianos estão no foco da missão mineira rumo ao país do continente asiático. Além de vender mercadorias, como a cachaça, o objetivo é atrair investimentos

A coroa portuguesa trouxe artesãos indianos para forjar metal na província mais rica em minerais na sua colônia brasileira. Esse pode ter sido um dos primeiros passos para o estabelecimento de relações comerciais entre Minas Gerais e Índia. Hoje, uma das maiores siderúrgicas que atuam no estado, a ArcelorMittal, é anglo-indiana; e produtos tipicamente mineiros, a exemplo da cachaça, invadem o país asiático. Muitos outros negócios ainda estão por vir e vão ser recebidos com a tradicional saudaçãoindiana, namastê. Em 10 de outubro parte de Belo Horizonte uma missão oficial, formada por empresários e governo, para Mumbai, Bangalore e Nova Délhi.

No momento em que a economia dos Estados Unidos e de países europeus está em decadência, a Índia surge como oportunidade para fortalecimento dos negócios. A intenção dos integrantes da missão é tanto de atrair investimentos para Minas quanto de exportar produtos mineiros para a Índia. O país tem a segunda maior população do mundo, atrás da China, com 1,2 bilhão de habitantes. Tem semelhanças com o Brasil – não é à toa que ambos fazem parte do grupo de emergentes Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), entre elas o consumo do mercado interno em plena expansão.

“Os negócios ainda não são tão significativos quanto podem ser”, afirmou Leonardo Ananda Gomes, diretor vice-presidente da Câmara de Comércio Índia Brasil (CCIAIB). A delegação visitará empresas indianas, como Essar, Tata, Infosys e BEML. A expectativa é de que essa última, já com escritório na Grande BH, avalie a possibilidade de implantação de unidade fabril na região para montagem de máquinas e equipamentos para os setores de mineração e construção. Espera-se ainda estreitamento de relações com o bilionário Ratan Tata, dono do conglomerado que atua em nada menos que 96 segmentos na Índia. “Ele tem visitado o estado e o foco é siderurgia, mineração e setor automotivo”, diz Gomes.

O governador Antonio Anastasia participa da missão e fará apresentação sobre oportunidades de negócios e investimentos entre Minas Gerais e Índia para empresários e autoridades indianas. “Minas é o estado brasileiro que tem relação mais forte com a Índia. Existe uma identidade econômica, nos setores siderúrgico, automotivo, de ciência e tecnologia. Podemos atrair investimentos e exportar produtos de valor agregado”, afirmou.

Mas como o Brasil pode ter fôlego para competir com os produtos asiáticos na Índia, especialmente em relação à China. O cônsul honorário da Índia em Minas, Élson de Barros Gomes, tem a resposta na ponta da língua: “Minas tem produtos diferenciados que não concorrem com os chineses, como a cachaça. A caipirinha é um sucesso lá”. “O potencial maior está na classe média emergente”, completa o embaixador da Índia no Brasil, B.S. Prakash.

As exportações de Minas para a Índia saltaram de US$ 19,1 milhões em 2003 para US$ 139,4 milhões no ano passado. Os produtos mais vendidos são ferro e aço, açúcar, farmacêuticos e químicos, aparelhos médicos e autopeças. As importações subiram de US$ 23,1 milhões para US$ 149,3 milhões no mesmo período. Os mais comprados por Minas são fios sintéticos ou artificiais, produtos químicos, algodão, aparelhos de gravação ou reprodução de som e imagem, rolamentos e engrenagens, obras de ferro fundido e máquinas e equipamentos. Os dados são da Central Exportaminas, ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.

Mercado gigante para explorar 

A cachaça Diva, de Divinópolis (Centro-Oeste de Minas), virou “rum brasileiro” na Índia. É vendida em mais de 30 hotéis de luxo e na maioria dos restaurantes de primeira linha de Délhi, Mumbai e Bangalore. Superando as diferenças culturais, em breve chegará a mais duas capitais indianas. “Conquistamos esse mercado em 2007 e ainda há muito para explorar”, disse a proprietária da Diva, Cíntia Cardoso de Souza. Assim como ela, empresários mineiros da área de tecnologia, engenharia e alimentos, por exemplo, cada um com suas peculiaridades, descobrem o mercado indiano.

Já a ideia de Alexandre Faria, da consultoria esportiva Alfa, é capacitar gestores e equipe médica indiana e trazer jogadores para o Brasil, uma vez que a Índia pretende disputar a Copa do Mundo de 2022. “Já fizemos isso na Austrália, nos Estados Unidos, na China, no Canadá e no Japão. Houve um zagueiro japonês, o Nakazawa, que veio para o América e acabou disputando a Copa 2006 pelo seu país”, exemplificou.

A Índia também está de olho no potencial do Brasil, e por isso Minas pode conseguir atrair novos negócios. Puneet Gill, principal executivo no Brasil da Infosys, segunda maior companhia de tecnologia da informação da Índia, disse que a empresa pretende ampliar suas atividades em Minas Gerais. “Temos clientes globais que podem ser atendidos a partir daqui e a perspectiva de prospecção de novos negócios é grande”, diz. Atualmente cinco funcionários mineiros estão em intercâmbio na Índia, movimento que, segundo ele, vai se intensificar.

A missão também tem intenções políticas. Luiz Custódio Cotta Martins, presidente do Sindicato da Indústria do Álcool e do Açúcar de Minas Gerais (Sindaçúcar-MG/Siamig), destacou a oportunidade de unir esforços para que o etanol seja usado em diferentes países até que possa se tornar uma commodity. “A Índia está começando a usar etanol a partir do melaço. Vamos lá conhecer e fazer um trabalho mais político”, afirmou. (PC)

Cresce contribuição do Estado de Minas Gerais no comércio exterior brasileiro

As exportações mineiras de março alcançaram o valor de US$ 3,09 bilhões, com crescimento de 48,7% em relação ao mesmo mês de 2010. Na comparação com fevereiro de 2011, houve crescimento de 15,2%. Já no primeiro trimestre de 2011, as exportações totalizaram US$ 8,5 bilhões, com expansão de 63,9% em relação a igual período de 2010. O crescimento das exportações mineiras foi superior à variação das exportações nacionais (+30,6%), aumentando a participação de Minas Gerais sobre o total brasileiro para 16,6%.

No período de 12 meses (abril de 2010 a março de 2011), as exportações mineiras totalizaram US$ 31,45 bilhões. Houve crescimento de 54,3% sobre o período abril de 2009 a março de 2010, quando as exportações atingiram US$ 20,38 bilhões. Com o crescimento, a participação de Minas nas exportações brasileiras atingiu 14,7%.

Os dados preliminares foram divulgados no final da tarde desta sexta-feira (1º), pela Central Exportaminas, órgão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), que realiza mensalmente o Mapeamento das Exportações de Minas Gerais com base nos números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Dorothea Werneck, comemorou o resultado. “Minas Gerais é hoje um dos estados que mais contribui para o resultado positivo da balança comercial brasileira. Os dados nos levam a trabalhar, confiantes, de que o Minas continuará apresentando, também em 2011, um crescimento das suas exportações acima da média brasileira”, ressaltou.

Dorothea Werneck enfatizou ainda que é importante lembrar que o resultado das exportações em março revela a consolidação do Estado no patamar de US$ 3 bilhões ao mês, o que significa uma mudança estrutural.

Importações

As importações mineiras aumentaram 16,9% em março, alcançando US$ 917,85 milhões, valor 11% superior ao registrado em fevereiro de 2011. Também no primeiro trimestre do ano, as importações cresceram 32,2% na comparação com o mesmo período de 2010, totalizando US$ 2,63 bilhões. Já as importações nacionais cresceram 25,3%, o que fez com que as importações estaduais respondessem por 5,5% do total brasileiro. As importações dos últimos 12 meses também registraram aumento (+28,3%), contabilizando US$ 9,69 bilhões. As importações mineiras corresponderam a 5,1% do total nacional no período.

Por sua vez, o saldo comercial de março de 2011, que alcançou US$ 2,17 bilhões, apresentou expansão de 68% em relação a março de 2010 e expansão de 17% na comparação com o saldo do mês anterior. No acumulado de janeiro a março de 2011, o saldo comercial de Minas Gerais foi de U$ 5,88 bilhões, enquanto o saldo nacional foi de US$ 3,17 bilhões. Em relação a 2010, o saldo mineiro cresceu 83,5%. O saldo comercial foi superavitário, em 12 meses, acumulando a cifra de US$ 21,96 bilhões. Tal valor foi 12,9% superior ao equivalente período anterior e foi equivalente a 96,5% do saldo brasileiro.

A corrente de comércio mineira atingiu US$ 4,01 bilhões em março de 2011, contabilizando crescimento de 40,4% em relação ao valor do igual mês em 2010. A participação de Minas Gerais ficou em 10,8% do comércio exterior nacional. A corrente de comércio somou US$ 41,14 bilhões, com crescimento de 11,5% sobre o valor acumulado entre abril de 2009 e março de 2010. O comércio exterior do Estado contabilizou participação de 10,1% sobre o nacional.