• Agenda

    agosto 2019
    S T Q Q S S D
    « out    
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    262728293031  
  • Categorias

  • Mais Acessados

    • Nenhum
  • Arquivo

  • Minas em Pauta no Twitter

    Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

  • Anúncios

Gestão Anastasia: Governo de Minas incentiva fruticultura na região das Vertentes

Plantio de fruteiras de clima temperado é opção para agricultura familiar e geração de trabalho e renda
Marco Evangelista/Imprensa MG
O pesquisador Paulo Norberto tem boas expectativas com relação ao plantio da figueira na região
O pesquisador Paulo Norberto tem boas expectativas com relação ao plantio da figueira na região

O cultivo de maçã, uva e figo vem ganhando espaço entre os produtores rurais do Campo das Vertentes. Isso graças ao incentivo do Governo de Minas que, desde 2007, desenvolve a fruticultura na região. Por meio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), foram implantadas 21 unidades demonstrativas, distribuídas nas cidades de São João del-Rei, Barroso, Tiradentes, Prados, Resende Costa, Coronel Xavier Chaves, Lagoa Dourada, Carandaí e Piedade do Rio Grande.

O pesquisador da Epamig, Paulo Márcio Norberto, que realiza o trabalho da fruticultura juntamente com outros dois pesquisadores, conta que as unidades demonstrativas são instaladas em propriedades particulares. “Essas propriedades contempladas estão sempre abertas à comunidade, servindo de modelo para outros produtores interessados em aprender e entrar na atividade, possibilitando o acompanhamento de todo o processo de produção, desde o plantio até a colheita”, explica.

Segundo ele, a fruticultura representa uma boa alternativa para a região. “Como o fluxo de turistas é grande e a região tem um forte apelo turístico, favorece a possibilidade de colocação de produtos no mercado, inclusive com agregação de valor, como doces em calda, geleias e cristalizados”, avalia. O plantio das fruteiras de clima temperado é também uma opção diferente das usuais, principalmente na agricultura familiar. “Hoje, muitos produtores locais já aderiram e estão colhendo os frutos, o que possibilita um incremento significativo em suas rendas e, além de ocupar a mão de obra familiar, acaba gerando novos postos de trabalho em suas comunidades”, afirma o pesquisador da Epamig.

Em Coronel Xavier Chaves, o produtor Antônio Catarino de Almeida possui uma unidade demonstrativa de videira há um ano. Ainda não foi possível comercializar a uva, mas ele acredita que em dois anos a produção já seja satisfatória. “Está sendo uma boa experiência e a expectativa é boa, acho que vai dar certo”, diz. Catarino recebeu da Epamig 200 mudas para iniciar a plantação. “Desde então, o técnico vem aqui, explica como é a manutenção, orienta, apoia muito o nosso trabalho. Com certeza vai ser possível aumentar nossa renda, porque a região não tem muito esse tipo de plantação”, conclui o agricultor. Ele conta com a ajuda do filho para cuidar das videiras e das outras cultivares que possui na propriedade, que inclui mexerica, baroa, mandioca e inhame.

Apoio técnico

Ilceu Carvalho, produtor de Prados, também recebeu apoio técnico para o plantio de uva e figo e, em 2011, fez sua melhor colheita. “Tive uma produção de cerca de 700 kg de uva e vendi 500 kg in natura, que é a forma mais lucrativa. Todo mundo elogiou a qualidade”, conta. Agora, Ilceu quer aumentar a produção. “Quero ver se consigo colher duas vezes ao ano, em vez de apenas uma. Minha meta é uma colheita no meio do ano e uma no final. Por isso vou começar a usar um sistema de irrigação”, relata.

As pesquisas na área de fruticultura são desenvolvidas na Fazenda Experimental Risoleta Neves, em São João del-Rei, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), que já destinou mais de R$ 300 mil para projetos de pesquisa e bolsas de pós-doutorado, iniciação científica e apoio técnico. O trabalho de difusão e transferência de tecnologia também conta com a parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

Com relação à cultura da videira, o pesquisador Paulo Norberto destaca que as plantas estão começando a expressar todo o seu potencial produtivo. “As variedades que estão sendo testadas aqui na região são de grande importância econômica, são rústicas e toleram mais as variações climáticas que ocorrem na região”, pontua.

A cultura da figueira também tem boa expectativa de produção. “Estamos testando e validando novas tecnologias de manejo para a cultura, que tem mostrado um grande potencial na região. A caminhada de implantação e desenvolvimento da fruticultura já possui um histórico, que foi iniciado em 2007 e precisa ser continuado, pois foram e estão sendo geradas e validadas diversas tecnologias, adaptadas para o pequeno produtor”, completa.

Cultivo de oliveiras

O produtor José Lásaro Mendes Morais se uniu à Epamig para implantar uma unidade demonstrativa de oliveiras há quatro anos. O projeto Rendimento Agronômico das Oliveiras também recebe o apoio da Fapemig. O experimento, localizado em Piedade do Rio Grande, é o único da região e vai ajudar a definir as melhores variedades a serem produzidas.

“Tenho cinco variedades plantadas, vamos ver qual se adapta melhor. Hoje a produção ainda é pequena, não dá para comercializar, mas já é possível perceber que algumas variedades se manifestaram mais precocemente”, comenta. O tempo médio para a oliveira entrar em produção é de seis a oito anos.

José Lásaro também cultiva maçã e, por meio de um trabalho conjunto com a Epamig, estão sendo introduzidos novos materiais genéticos com potencial produtivo para as condições de clima e solo da região. “Além de trabalhos de análise de folhagem das plantas e de conservação dos frutos da maçã”, completa o produtor.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-incentiva-fruticultura-na-regiao-das-vertentes/

Anúncios

Gestão em Minas: alunos produzem filtro biológico para reduzir poluição da água no campo das Vertentes

Alunos da Escola Estadual Chiquinho de Paiva, no município de Capela Nova, produziram um filtro biológico

Divulgação/SEE
“A invenção utiliza brita, areia e plantas como o inhame e o copo de leite. As raízes dessas plantas filtram os resíduos de gordura e a água sai praticamente limpa
“A invenção utiliza brita, areia e plantas como o inhame e o copo de leite. As raízes dessas plantas filtram os resíduos de gordura e a água sai praticamente limpa

Depois de utilizada para lavar as louças, a água que sai da pia da casa do estudante Nilmar Celestino de Souza, está cada vez mais limpa. Ele e seus colegas da Escola Estadual Chiquinho de Paiva, no município de Capela Nova, produziram um filtro biológico. “A invenção utiliza brita, areia e plantas como o inhame e o copo de leite. As raízes dessas plantas filtram os resíduos de gordura e a água sai praticamente limpa”, ressalta o aluno do 2º ano do ensino médio.

O filtro foi feito com duas caixas de 250 litros. Em cada uma delas foram colocadas camadas de britas e de areia. Depois os estudantes plantaram as mudas. As caixas foram colocadas na saída do cano da pia das casas. “As caixas são ligadas por canos. A água cai por cima da primeira caixa e é filtrada, passa pelo cano e cai em outra caixa. Depois que é filtrada novamente ela é liberada”, conta Nilmar.

Ainda segundo o estudante, o inhame e o copo de leite foram escolhidos porque são plantas típicas da região e por terem raízes longas. “De acordo com a nossa pesquisa, a raiz alongada penetra mais facilmente na areia e facilita o filtro dos resíduos de gordura”. As mudas foram doadas pelos alunos.

Os filtros foram colocados em quatro residências e o resultado pode ser visto na aprovação dos moradores. “As plantas filtram as impurezas da água e depois que ela passa pelas duas caixas já sai clarinha. Depois que o filtro foi instalado melhorou bastante”, aprova Sandra Regina Alves de Sousa.

Para expandir a iniciativa, os alunos estão montando um folder que deve ser distribuído para toda comunidade ainda este mês, que tem um dia dedicado a preservação da água: no dia 22 é comemorado o Dia Mundial da Água. “Montamos um esquema para chamar a atenção das pessoas e mostrar que a nossa ideia tem dado certo. É um método de baixo custo e que qualquer pessoa pode fazer. O folder será distribuído para toda comunidade. Nele estamos colocando os objetivos do projeto e ensinando como fazer o filtro”, ressalta a professora de Geografia e idealizadora do projeto, Márcia Moreira da Cunha.

Fonte: Agência Minas