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Folha se posiciona em favor da criação de factóides para tentar levantar suspeitas à conduta de Aécio

Por questões de segurança, legislação estadual e federal determinam o uso de aeronave do Estado “para deslocamento de qualquer natureza”.

Segundo o blog Antagonista, Fernando Pimentel estaria por trás das informações repassadas à Folha.

Fonte: Jogo do Poder

Folha se posiciona em favor da criação de factoides para tentar levantar suspeitas à conduta de Aécio

O governador Fernando Pimentel esqueceu de repassar para a Folha a lista viagens que ele já fez com as aeronaves do governo de Minas. Reprodução.

Leia também:

Pimentel esqueceu de lembrar a Folha sobre o avião do amigo Bené que estava cheio de dinheiro

Mais uma vez a Folha de S.Paulo se posiciona em favor da criação de factoides para tentar levantar suspeitas quanto à conduta do senador Aécio Neves. Mais uma vez a Folha apura parcialmente as suas matérias e revela uma única intenção: a tentativa de desconstruir os oito anos do mandato de Aécio Neves à frente do governo de Minas.

Já o blog Antagonista revelou o que realmente está por trás dos interesses da Folha. No post publicado hoje, O acrônimo nas asas de Aécio, o blog revela que:

“O acrônimo que governa Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, repassou aos jornais que Aécio Neves, nos 7 anos e 3 meses que governou o estado, usou aviões oficiais para ir 124 vezes ao Rio de Janeiro, principalmente entre quinta e domingo.

“No atual substrato fático, O Antagonista fica até feliz por ter sido informado de que as viagens de Aécio foram pagas pelo contribuinte. Sugerimos que Fernando Pimentel também seja transparente quanto ao pagamento das despesas da sua formosa Carolina e que aconselhe Lula a fazer o mesmo em relação a suas viagens em jatinhos particulares e outros luxos.

“Ah, a notícia sobre Aécio era para tirar o foco de Pimentel… Desculpe, aí, acrônimo.”

Com relação à matéria publicada na Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira (23/09), relativa às viagens do senador Aécio Neves no exercício do mandato de governador de Minas Gerais, a assessoria do senador informou que:

O governador, em seu período de quase 8 anos de mandato, viajou dezenas de vezes para vários estados brasileiros no cumprimento de suas atribuições. A legislação que rege o uso de aeronaves do Poder Executivo estadual de Minas reproduz, por questões de segurança, as mesmas normas do Poder Executivo federal, determinando o uso de aeronave do Estado “para deslocamento de qualquer natureza”.

Em relação às viagens ao Rio de Janeiro, o senador sempre se esforçou para, ao menos uma vez ao mês, visitar sua filha adolescente que reside naquela cidade, e fez isso seguindo estritamente a legislação e em atendimento à orientação do Gabinete Militar que, por questões de segurança determinava que o governador do Estado se deslocasse em aeronave oficial. Exatamente como faz a presidente da República em seus deslocamentos ao Sul do país para visitar familiares e também como prevê a legislação de outros estados brasileiros.

Registre-se ainda que muitas das viagens citadas para o Rio de Janeiro referem-se ao cumprimento de agendas oficiais do ex-governador, com ampla cobertura da imprensa.

Não obstante, vale registrar também as inúmeras imprecisões constantes na planilha apresentada pelo governo estadual.

Apenas como exemplo, registramos as datas de 27 de junho de 2005 e 29 de janeiro de 2007 e 22 de setembro de 2008 nas quais, segundo a planilha, o ex-governador estaria no Rio, quando, na verdade, ele se encontrava em agenda oficial em Brasília e Alagoas. Esses voos não estão registrados na planilha.

É lamentável que o governo do PT, acossado por denúncias de toda ordem, utilize de forma irresponsável essas informações com objetivo meramente político.

A Folha deixou mais um vez de prestar um serviço completo ao seu leitor. O jornal poderia revelar que outras autoridades ligadas ao governo também fazem jus ao mesmo tipo de expediente.

Folha usa má fé para falar sobre uso de aeronaves por Aécio Neves

 

Polícia Federal descobre que Otílio Prado pode ter pago despesas pessoais de Pimentel

Despesas teriam sido pagas mesmo depois de Pimentel assumir o governo de Minas. PF interceptou trocas de mensagens entre Otílio Prado e Bené.

Nas mensagens, os dois discutem a realização de pagamentos e se referem a Pimentel como “chefe”.

Fonte: O Globo 

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Nos documentos obtidos aparecem, entre outros, recibos de pagamentos feitos por Otílio Prado para a reforma de um apartamento de luxo onde Pimentel morava. Reprodução.


PF encontra indícios de que ex-sócio e dono de empresa suspeita pagou contas pessoais do “chefe” Pimentel

Reportagem de O GLOBO mostra ainda trocas de mensagens entre Otílio Prado e Benedito de Oliveira, o Bené, que demonstram o alto grau de intimidade deles com o governador petista e com sua esposa, a primeira-dama Carolina Oliveira

A Polícia Federal encontrou indícios de que o ex-sócio e atual assessor da Secretária de Estado da Fazenda, Otílio Prado, pagava despesas pessoais do governador de Minas, Fernando Pimentel, e da primeira-dama Carolina Oliveira, mesmo depois do petista assumir o governo de Minas. É o que revela reportagem publicada no jornal O GLOBO do último fim de semana.

A matéria mostra também que durante a Operação Acrônimo, realizada em junho deste ano, a PF interceptou trocas de mensagens de celular entre Otilio Prado e Benedito de Oliveira, mais conhecido como Bené, suspeito de operado um milionário caixa dois na campanha de Pimentel ao Governo de Minas em 2014. Nas mensagens, os dois discutem a realização de pagamentos e se referem a Pimentel como “chefe”.

Otílio Prado é ex-sócio da Pimentel e, até o fim do último ano, era o dono da OPR Consultoria, empresa que recebeu pagamentos suspeitos de entidades patronais mineiras, entre 2013 e 2015. No fim de 2014, depois da eleição do governador petista, Otílio transferiu a empresa para o seu filho, Alexandre Allan Prado. Atualmente, Otílio é assessor especial da Secretaria estadual da Fazenda em Minas, onde recebe salário mensal de R$ 23 mil — que incluem salário e jetons de estatais mineiras.

Já o Bené, homem de confiança de Pimentel e suspeito de ter sido operador da campanha do petista ao governo de Minas em 2014, é acusado de fazer parte de uma organização responsável por lavagem de dinheiro por meio de sobrepreço e inexecução de contratos com o governo federal desde 2005.

“Chefe tá meio triste…”

Nos documentos obtidos por O GLOBO aparecem, entre outros, recibos de pagamentos feitos por Otílio Prado para a reforma de um apartamento de luxo na Rua do Ouro, no bairro Serra, em Belo Horizonte, onde Pimentel morava antes de se mudar para o Palácio dos Mangabeiras, residência oficial dos governadores do estado.

Além dos pagamentos comprometedores ao governador, a PF interceptou também mensagens de celular que demonstram o grau de intimidade entre Otílio, Bené e o “chefe”.

– “Chefe tá meio triste, brigou com a Carol”, escreveu Bené a Prado, em mensagem de novembro de 2013, referência que a PF acredita se tratar de Pimentel e a atual esposa. ‘Ele me disse, vou arrumar uma gatinha pra ele’, respondeu Prado.

Operação Acrônimo: empresa recém criada ligada a Bené recebeu R$ 150 mil do PT de Minas

Durante o processo eleitoral ano passado, o PT de Minas pagou R$ 150 mil a  empresa de contabilidade sediada em Porto Alegre e criada 48 horas antes da data do pagamento.

Empresa seria ligada a José João Appel Mattos, um dos investigados pela Operação Acrônimo da Polícia Federal.

Fonte: Folha de S.Paulo

Ação suspeita: PT de Minas pagou R$ 150 mil a empresa recém criada ligada a Bené

O empresário Benedito Rodrigues, em foto de 2010, preso na Operação Acrônimo da Polícia Federal. Foto: Folhapress.

PT-MG pagou R$ 150 mil a empresa ligada a Bené criada dois dias antes

O PT de Minas Gerais pagou R$ 150 mil nas eleições a uma empresa de contabilidade sediada em Porto Alegre e criada 48 horas antes. Formada por três sócios, a Erfolg Consultoria e Contabilidade é ligada a José João Appel Mattos, um dos investigados pela Operação Acrônimo da Polícia Federal.

Appel não é um dos sócios da Erfolg, mas a firma foi aberta no dia 2 de setembro em nome de pessoas que trabalham para ele. Ela é registrada no mesmo local e com o mesmo telefone da empresa do contador, a AMC.

Na segunda (14), a Folha ligou para o número e perguntou se era da Erfolg, mas a atendente disse que não sabia de “empresa nenhuma com esse nome” no local, apenas da AMC.

A despesa do PT foi feita pelo comitê financeiro único do Estado, responsável pela campanha do governador Fernando Pimentel e outros candidatos da legenda, no dia 4 de setembro. Os dados estão na prestação de contas enviada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Tanto a Erfolg quanto o partido afirmam que tudo foi feito de acordo com a legislação eleitoral “”mas não responderam aos questionamentos da reportagem sobre os serviços prestados ou o motivo da criação e da contratação da empresa.

BENÉ

Conhecido por resolver problemas contábeis de protagonistas de escândalos de corrupção, Appel prestou serviço para quatro empresas de Benedito de Oliveira, o Bené, e foi diretor de uma delas.

Bené é o pivô da Acrônimo. No ano passado, foram encontrados R$ 113 mil em dinheiro vivo dentro de um avião turboélice que transportava o empresário, o que motivou as investigações da PF. A aeronave apreendida pertence a suas empresas.

Ele foi preso em maio deste ano e deixou a cadeia após pagamento de fiança.

Um dos objetivos da Acrônimo é apurar suspeitas de ligações entre Bené e Pimentel, que negam ter cometido irregularidades. Na operação, um dos mandados de busca e apreensão ocorreu no escritório de Appel.

OUTRO LADO

Em nota, o PT afirma que a Erfolg prestou serviços à campanha eleitoral e “obedeceu aos critérios determinados pela legislação”. O partido não detalhou as informações, embora tenha sido questionado pela reportagem.

Também não informou os motivos da escolha da empresa, criada dois dias antes e registrada no mesmo local de outra contabilidade.

Sócia-proprietária da Erfolg, a contadora Anelise Mendes afirmou, por e-mail, que presta “serviços de contabilidade absolutamente legítimos, dentro dos mais estritos parâmetros técnicos e legais”, mas não comenta a relação com clientes à imprensa. “Estamos à disposição do Poder Judiciário para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários”.

Ela também não quis falar sobre a criação da firma e a relação com a AMC.

A assessoria de Appel foi procurada, mas não se manifestou. Anteriormente, disse que Appel nunca foi processado nem condenado pelos casos em que atuou.

Sobre a Acrônimo, afirmou que a relação do contador com Bené era “meramente profissional”.

Operação Acrônimo: namorada de Bené desmente Pimentel

Juliana Sabino Diniz de Souza negou que tenha pago despesas do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), e da mulher dele, Carolina Oliveira.

Defesa do governador de Minas tinha dito que as despesas foram pagas a partir de uma combinação entre Juliana e Carolina, que são amigas e não têm vínculos diretos com a administração pública.

Fonte: O Globo

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Operação Acrônimo: Namorada de empresário alvo da PF nega versão do governador de Minas

Advogado de Fernando Pimentel agora diz que Bené, como é conhecido, pagou, em 2013, despesas da viagem à Bahia

Juliana Sabino Diniz de Souza, namorada do empresário Benedito Oliveira, o Bené, negou que tenha pago as despesas do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), e da mulher dele, Carolina Oliveira, no resort Kiaroa, em Maraú, na Bahia. As informações de Juliana, amiga de Carolina, contradizem parte da defesa de Pimentel.

Há duas semanas, quando o caso veio a público, o advogado do governador, Antônio Carlos de Almeida Castro, disse que as despesas foram pagas a partir de uma combinação entre Juliana e Carolina, que são amigas e não têm vínculos diretos com a administração pública.

A primeira informação do advogado de Pimentel, há 15 dias, foi de que Juliana teria coberto parte das despesas da amiga e do governador com créditos de milhas. Mas o pai de Juliana, Augusto César Souza, contesta:

— Não foi ela (Juliana) quem pagou as despesas. Ela não tinha crédito nenhum. Quem tinha crédito era o Benedito. Foi ele quem pagou. Isso está até no inquérito. Juliana e Carolina não tiveram conversa nenhuma sobre este assunto.

Em entrevista ao GLOBO, o pai de Juliana disse que a filha é vendedora numa loja de shopping em Brasília e, mesmo se quisesse, não teria renda suficiente para bancar despesas de uma amiga num resort de luxo.Pimentel e Carolina se hospedaram no Kiaroa entre 15 e 17 de novembro de 2013, período em que o governador era ministro do Desenvolvimento. A estadia custou R$ 12,1 mil. Segundo relatório da Operação Acrônimo, da Polícia Federal, a conta foi paga, na verdade, por Pedro Augusto de Medeiros, a pedido de Benedito.

DESLOCAMENTO É INVESTIGADO

A PF afirma ainda que o empresário pagou o deslocamento aéreo de Carolina e Pimentel até a praia. No dia 25 do mês passado, logo depois do início da segunda fase da Operação Acrônimo, o advogado do governador negou que as despesas tinham sido pagas por Bené, amigo de Pimentel. Segundo o advogado, tudo não passara de uma combinação entre duas amigas. O Código de Ética do serviço público não permite que servidores recebam presentes acima de R$ 100.

Procurado pelo GLOBO para comentar as declarações do pai de Juliana, o advogado Almeida Castro mudou a explicação. Ele reconheceu que, de fato, as despesas foram pagas por Benedito com créditos que ele tinha e não por Juliana.

Ainda assim, o advogado tentou isentar Pimentel de responsabilidade no episódio. Afirmou que Benedito teria tratado do assunto com Carolina, de quem também é amigo, e não diretamente com o então ministro.

— Todo o acerto sobre usar o crédito foi com Bené e Carolina. A Carolina disse que queria ir (ao resort). O Bené disse que tinha o crédito. Carolina é amiga dele — afirmou Almeida Castro.

O caso está sendo investigado em inquérito aberto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). As investigações começaram em outubro do ano passado, quando a PF apreendeu R$ 116 mil num avião de Bené no aeroporto de Brasília. O empresário, que tinha atuado como fornecedor na campanha de Pimentel, não soube explicar a origem do dinheiro.

CORRUPÇÃO PASSIVA E LAVAGEM

Depois da primeira etapa da apuração, a PF pediu abertura de inquérito ao STJ para investigar relações de Pimentel com Benedito e outros empresários no período em que ele era ministro do Desenvolvimento. No relatório, base do pedido ao STJ, a PF acusa o governador de corrupção passiva, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Há duas semanas, a PF iniciou a segunda etapa da operação com buscas em um escritório usado por Pimentel durante a campanha eleitoral e em endereços de pessoas supostamente ligadas ao governador. A PF chegou a pedir para fazer busca no Palácio da Liberdade, sede do governo de Minas. O pedido foi rejeitado pelo ministro Herman Benjamin, relator do caso do STJ. Para o ministro, a polícia não demonstrou a necessidade da busca na sede do governo.

Na mesma operação, a PF apreendeu documentos em escritórios da Pepper, agência que prestou serviços a campanhas eleitorais do PT ano passado, inclusive à da presidente Dilma Rousseff. A PF investiga contratos de prestação de serviço entre a Pepper e Carolina, que é jornalista. Antes de se casar com Pimentel, Carolina foi assessora do BNDES, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento.

A polícia também descobriu indícios de subfaturamento de serviços da Gráfica Brasil, da família de Benedito, para a campanha de Pimentel. Documentos apreendidos na gráfica apontavam a produção de 2,5 milhões de santinhos, mas a campanha teria declarado apenas 250 mil. O subfaturamento teria como objetivo manter as contas de Pimentel abaixo do teto de gastos acertado com a Justiça Eleitoral.

Saiba quem é Bené, amigo de Fernando Pimentel preso pela Operação Acrônimo

Operação Acrônimo: Benedito Rodrigues é homem forte do governador de Minas, ele foi fornecedor durante campanha do petista em 2014.

Ao longo do governo Dilma, Bené ganhou vários contratos.

Fonte: ÉPOCA

Operação Acrônimo: Saiba quem é Bené, amigo de Fernando Pimentel

Benedito Oliveira embarca em avião PR-PEG no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.
Aeronave está registrada em nome da Bridge Participações. Foto: Folhapress

Quem é Bené, o empresário amigo de Fernando Pimentel preso pela Operação Acrônimo

Benedito Rodrigues de Oliveira é amigo do governador e foi essencial para sua eleição. Foi preso acusado de associação criminosa

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (29), o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, por associação criminosa. Além dele, outras três pessoas foram presas, acusadas de fazer parte de uma organização responsável por lavagem de dinheiro por meio de sobrepreço e inexecução de contratos com o governo federal desde 2005. As prisões fazem parte da Operação Acrônimo, deflagrada pela Polícia Federal nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e no Distrito Federal. De acordo com a investigação, para lavar o dinheiro os suspeitos recorriam a movimentações financeiras fracionadas e uso de laranjas. Segundo o G1, há 30 empresas sendo investigadas. O faturamento de uma delas foi de R$ 465 milhões, segundo as investigações.

Bené é personagem importante da política nacional: homem forte do governador de MinasGerais, Fernando Pimentel, foi fornecedor durante a campanha do petista ao governo do Estado em 2014. Entre os bens de Bené que foram apreendidos está um avião bimotor, frequentemente usado por Fernando Pimentel – inclusive durante a campanha. Entre os presos está também Victor Nicolato, ex-sócio de Bené e seu operador durante a campanhade Pimentel. De acordo com um integrante da campanha petista, Nicolato era encarregado de “resolver os problemas” que surgissem no comitê de Pimentel.

O objetivo da operação é encontrar documentos, valores e informações que ajudem a investigação a relacionar o dinheiro movimentado pelos suspeitos com contratos superfaturados firmados com órgãos públicos.

Como a operação começou

As investigações da Operação Acrônimo começaram em 2014, quando foram apreendidos R$ 113 mil em dinheiro vivo no avião de Bené. Na ocasião, Bené embarcara em Belo Horizonte com destino a Brasília, quando foi surpreendido por agentes da Polícia Federal ainda no aeroporto da capital. Em seguida, foi levado à superintendência da PF para prestar depoimento.

Bené foi essencial para a eleição de Pimentel em Minas Gerais. Em 2014, reportagem de ÉPOCA reuniu evidências de que a relação do empresário com o governador é próxima, e ultrapassa a relação comercial estabelecida entre um cliente e um fornecedor.  A ascensão de Pimentel coincide com a ascensão de Bené. Enquanto um subia na política, o outro subia na carreira.

A amizade entre Bené e Pimentel

Quando os R$ 113 mil foram encontrados no avião de Bené, Pimentel declarou que não podia ser responsabilizado pela conduta dos fornecedores. Segundo o governador, Bené apenas fornecia material gráfico para sua campanha. Há evidências de que o relacionamento entre os dois, no entanto, era muito mais próximo do que o governador atestava.

Bené se aproximou do PT durante o segundo mandato do governo Lula. Foi apresentado aos quadros do partido pelo deputado Virgílio Guimarães – o mesmo que apresentou Marcos Valério à sigla. Na manhã desta sexta-feira (29), a PF fez busca e apreensão na casa de Guimarães também.  A proximidade com o partido lhe fez bem: Bené ganhou contratos em vários ministérios no governo Lula.

Bené e Pimentel são amigos há anos, apesar de o empresário já ter sido, no passado, acusado de desvio de dinheiro pelo TCU. Os dois se aproximaram em 2009, durante a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff. Bené colaborou com a campanha, alugando a casa onde a equipe da candidata trabalhava. O aluguel era pago com dinheiro vivo.

Foi na casa que, pouco depois, assessores da Dilma começaram a produzir dossiês contra oPSDB. Na metade de 2010, quando o caso veio à tona, Bené e Pimentel tiveram de se afastar da campanha.

A influência de Bené na política

Documentos obtidos por ÉPOCA mostraram que, logo depois da posse de Dilma, Bené comprou nos EUA o avião apreendido nesta sexta-feira pela PF. A aeronave também foi paga à vista, segundo a nota fiscal: US$735 mil. O documento aponta o comprador como Lumine Editora, empresa de um dos irmãos de Bené.  Segundo amigos próximos do empresário, ele precisava do avião para transportar políticos, “de maneira discreta”.  Hoje, o avião está registrado na Anac sob a posse da Bridge Participação. Os donos da Bridge são desconhecidos, mas documentos comerciais indicam que ela é controlada pelo próprio Bené.

Ao longo do governo Dilma, Bené ganhou vários contratos. Na época, sua amizade com Pimentel lhe garantia influência sobre o Ministério do Desenvolvimento, comandado pelo petista.
A influência de Bené sobre o governo foi logo sentida – ele se encarregou de indicar um dos secretários do Ministério do Desenvolvimento, logo que Pimentel assumiu a pasta. Em 2011, Pimentel nomeou Humberto Ribeiro como secretário de Comércio e Serviços. Ribeiro é irmão de Luiz César Ribeiro, ex-sócio de Bené.

Reportagem de ÉPOCA em 2014 mostrou que Bené se aproximou também de dois assessores de Pimentel: Eduardo Serrano e Carolina Oliveira. Serrano foi um dos coordenadores da campanha de Pimentel. Em 2012, Pimentel se separou e engatou um namoro com Carolina Oliveira. Segundo amigos em comum, Bené e sua namorada, Juliana Sabino, passaram a sair com Pimentel e Carolina. As duas namoradas tornaram-se amigas. Pouco depois de começar o namoro com Pimentel, ainda funcionária do ministério, Carolina abriu, ao lado da mãe, a empresa Oli Comunicação. Carolina deixou o ministério em dezembro de 2011. A Oli, em seguida, foi contratada pelo PT para prestar serviços de assessoria de imprensa. Duas salas da Oli, em Brasília, eram alugadas por Bené.