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Renata Vilhena: Choque de Gestão made in Minas

Renata Vilhena: ao Valor, secretária de Planejamento revela os caminhos que tornaram Minas uma referência em gestão pública eficiente desde o Governo Aécio Neves.

Renata Vilhena: gestão pública eficiente

Fonte: Valor Econômico

“Governo federal não é mais referência em gestão pública”

Renata Vilhena: “Reúno a bancada e mostro os programas estratégicos; se eles apresentam emenda dou contrapartida até maior”.  

Por Raymundo Costa e Rosângela Bittar 

Renata Vilhena choque de gestão Minas

Renata Vilhena: ao Valor, secretária de Planejamento revela os caminhos que tornaram Minas uma referência em gestão pública eficiente desde o Governo Aécio Neves.

Serviço público baseado na meritocracia, parceria com a iniciativa privadaequilíbrio fiscal. Trata-se de uma receita conhecida de gestão pública, encontrada fartamente na literatura mas raras vezes aplicadas. O motivo são as pressões políticas na alocação dos recursos públicos.

Quem diz isso fala de cátedra sobre o assunto. É Renata Vilhena, atual secretária de Planejamento de Minas Gerais, casada, 51 anos, mãe de dois filhos e estatística por formação acadêmica, mas cuja paixa de fato é a “gestão pública“. Primeiro na equipe de transição do governo Aécio Neves, depois como adjunta do então secretário do Planejamento, Antonio Anastasia, ela é desde o primeiro dia peça-chave no choque de gestão.

“Se uma empresa privada pode funcionar bem, o governo também pode”, foi a diretriz passada por Aécio Neves, em 2002, depois de eleito governador. Com uma ressalva que a equipe tentou cumprir a risco: ele não queria passar quatro anos no governo fazendo ajuste fiscal. Queria também um plano de desenvolvimento. Minas tornou-se um Estado exportador do choque de gestão, o cartão de visitas presidencial do atual senador Aécio Neves. Se Aécio for eleito Renata não vai pensar duas vezes: ” Eu venho (para Brasília) correndo”.

Valor: O que é o choque de gestão mineiro?
Renata Vilhena:
 O choque de gestão foi um grande desafio e hoje estamos na terceira etapa. Na primeira, centramos no equilíbrio das contas públicas, é o pressuposto para a gente ter um bom modelo de gestão, atingir os resultados. Segundo, foi a gestão de resultados, e a terceira, que é a gestão da cidadania.

Valor: Para a população, o que significa?
Renata:
 O desafio sempre foi buscar entregar melhores resultados para a sociedade, a melhoria dos nossos indicadores em saúde, educação, defesa, em todas as áreas de governo. Nós queremos, através da boa gestão, entregar melhores resultados, gastando menos com o governo para que a se possa direcionar nossos recursos para a sociedade.

Valor: Vocês fizeram parcerias, tiveram apoio financeiro?
Renata:
 O Banco Mundial esteve sempre conosco, acreditou no modelo de gestão. O primeiro financiamento que nós pegamos nunca teve contrapartida financeira. A contrapartida foram os resultados, e ele sempre nos cobrou muito. Até porque nós não tínhamos o financeiro, o que a gente tinha era uma enorme vontade de implementar uma nova meta de gestão. E eles sempre insistiram num aspecto que para nós é fundamental: para se ter uma cultura consolidada de boa gestão em Minas Gerais, não adianta ficar só no âmbito de gestão do governo do Estado e com os servidores públicos, que nos temos a convicção de que isso já está bastante institucionalizado. Nós precisávamos avançar isso para os municípios de Minas Gerais, principalmente dado a dimensão territorial e especificidades – 853 municípios.

Valor: Como é que vocês resolveram os três problemas principais apontados pela população nas pesquisas: segurança, saúde e educação?
Renata:
 Na saúde, um indicador é a diminuição da mortalidade infantil em Minas Gerais. O nosso desafio é termos, em 2015, uma mortalidade abaixo de 10 por mil; estamos com 13 mil.

Valor: E na segurança?
Renata:
 Houve diminuição de crimes violentos em Belo Horizonte. Um dos programas importantes era de educação em tempo integral para que pudéssemos afastar os jovens da criminalidade. Um programa que envolve a Defesa Social, com as polícias, as secretarias de educação, de esportes, para manter as quadras funcionando nos fins de semana, o Poupança Jovem, que é uma bolsa que nós damos para que os alunos fiquem na escola e completem o ensino fundamental. A cada ano que ele conclui do ensino fundamental nós depositamos R$ 1 mil de bolsa e ao final ele pode sacar os R$ 3 mil com rendimentos.

Valor: A base da gestão para melhorar a Educação está no professor?
Renata:
 Na Educação onde estamos em primeiro lugar no ensino fundamental, e em segundo lugar, nos anos finais, nós identificamos que precisávamos fazer programas de intervenção pedagógica para que pudéssemos melhorar no índice do Ideb (Índice de Desenvolvimento do ensino Básico). Para isso fizemos um programa já trazendo as escolas municipais, que é o intervenção pedagógica 2, ao qual os 853 municípios aderiram para que a gente possa fazer o acompanhamento pedagógico de cada uma dessas escolas a fim de melhorar nossos indicadores. Da mesma forma a gente tem também um programa, o Reinventando o Ensino Médio – hoje o grande desafio do Brasil é o ensino médio, com uma evasão muito grande – onde nós também mudamos a estrutura pedagógica, inclusive as matérias que são de empreendedorismo também, incentivando os jovens a procurar novas oportunidades de empregabilidade, fazendo monitoramento passo a passo.

“Sem liderança política não se faz choque de gestão porque a pressão é muito grande na alocação de recursos”

Valor: Como vocês resolveram o problema de financiamento da remuneração do professor, do policial do agente de saúde?
Renata:
 Buscando eficiência na alocação de recursos. No caso da Defesa (Segurança Pública, no governo mineiro, é definida como Defesa Social), Minas Gerais é o Estado que mais investe, 13% da nossa receita líquida vai para a área de Defesa Social, que é todo o sistema. Integra operacionalmente a PM, Polícia Civil, CMB e agentes penitenciários. Nós conseguimos antecipar a PEC 300. Negociamos com a categoria um aumento escalonado até final 2014, início de 2015, nós teremos um piso que é o da PEC 300, que é de R$ 4 mil. O princípio da equivalência está no centro da solução. O primeiro posto da PM, ganha o mesmo que o primeiro posto nas demais corporações e assim por diante, Quando eu estabeleço uma meta, ela é compartilhada. Todos têm que cumprir essa meta.

Valor: Em todas as áreas há prioridade para treinamento e remuneração de pessoal?
Renata:
 Nenhum professor ganha menos do que R$ 1386,00, que está mais de 47% acima do piso. Na Saúde também nós fizemos um investimento muito grande. De janeiro de 2010 até hoje nós conseguimos aumentar 77% o salário dos médicos. Para que possamos atingir todas essas metas nós precisamos ter servidores engajados. Não adianta estabelecer um programa de prioridades sem ter o engajamento. Há outras formas de incentivo, como prêmio de produtividade. Pelo lado do servidor público o foco é a recuperação da autoestima.

Valor: Vocês estão conseguindo algum resultado na Saúde?
Renata:
 Nos temos um indicador que pega 20 indicadores de qualidade do SUS. Minas é o primeiro da região Sudeste e o quarto do país.

Valor: O que define como o essencial num projeto de gestão?
Renata:
 Nós temos uma infinidade de demandas e tarefas, existe uma burocracia que é legítima na administração pública, então muitas vezes nós nos perdemos naquele emaranhado de coisas. A partir do momento em que nós definimos resultados e definimos metas, os servidores são focados nisso, são treinados na Escola de Governo, recebem remuneração que os valoriza. Por isso, o acordo por resultados é o instrumento mais importante porque desdobra isso para todas as equipes de trabalho. Ele sabe que o resultado daquilo pode levá-lo a receber até um 14º salário de prêmio de produtividade. O princípio da meritocracia avaliado pelo resultado que ele alcança, mas ele é avaliado também individualmente, porque a remuneração dele uma parte é fixa e outra parte pela avaliação de desempenho. A totalidade, 100% de nossos servidores passam por avaliação. Todos aqueles que ocupam cargo de comissão são avaliados. O governador me avalia, eu faço minha autoavaliação e o servidor me avalia.

Valor: O mérito não está mais nas prioridades da administração federal, há muito tempo.
Renata: As instituições são avaliados e os servidores são avaliados. Antes do governador Aécio o servidor tinha promoção na carreira a cada cinco ano de exercício, o chamado quinquênio. Bastava ficar sentado, de braços cruzados. Aumentava 10% a remuneração.

Valor: Mudou também a forma de fazer o Orçamento.
Renata:
 Nosso norte é o planejamento. Então nosso PPA não é só uma mera obrigação constitucional. Ali estão os programas estratégicos e as metas físicas. Então o Orçamento reproduz o PPA com as metas financeiras. A alocação dos nossos investimentos é feita com a meta física do PPA.

“O governo federal abre um leque muito grande de programas e não consegue executar tudo; é impossível”

Valor: Nesse choque de gestão, como Minas Gerais lida com as compras governamentais?
Renata:
 O segundo gasto de um governo, depois de pessoal, são as compras públicas. Então nós montamos um sistema que acompanha toda a cadeia de suprimentos, desde o cadastramento de um fornecedor até o bem ser patrimoniado. Tudo feito pela internet, monitorado durante 24 horas.

Valor: E o programa de melhoria de gestão dos municípios?
Renata:
 É o coroamento de todo esse processo. Nós queremos passar toda essa experiência, toda essa metodologia para eles. Nos fomos inclusive procurados pelo pessoal do movimento Brasil Competitivo, que vai acompanhar a execução do programa, inclusive os módulos à distância, para, se der certo, estendê-lo para outros Estados. Imagina capacitar 853 prefeituras. O governo vai anunciar também a escolha de 60 municípios para fazer acompanhamento in loco e não apenas à distância.

Valor: Independentemente do partidos político?
Renata: Nós nunca olhamos isso. Em nenhum programa. O ex-governador Aécio sempre frisou muito isso: para que Minas Gerais possa avançar, nós temos que fazer tudo independente de partido.

Valor: Uma das grandes críticas que o PSDB faz aos governos do PT é a do inchaço da máquina. O PSDB fez um choque de gestão sem aumentar a máquina pública?
Renata:
 O que a gente busca é a profissionalização, incentivar que servidores efetivos ocupem esses cargos. Nós fazemos certificação profissional para alguns cargos que são estratégicos para a implantação do modelo de gestão. Um exemplo clássico disso: os diretores regionais de Saúde. É um cargo emblemático para que a gente possa fazer a descentralização do SUS. É um cargo que, legitimamente, tem indicações políticas. Então pode haver indicações políticas, mas desde que seja de uma pessoa certificada.

Valor: O índice de acidentes nas estradas de Minas continua muito elevado. Qual é a causa?
Renata:
 Somente 25% da malha mantida é estadual. Mas na hora que eu faço a pactuação, a gente pactua tudo. Os indicadores da nossa malha estadual estão todos ótimos e regulares. Agora grande parte da malha é federal. Esse ano, quanto eu estou deixando de arrecadar com a Cide? R$ 260 milhões. Então isso é um problema. A gente tem que buscar cada vez mais ser eficiente, mais criativo. Se eu pegar o que nós perdemos de Fundo de Participação do Estado (FPE), Cide e agora da receita de energia (ICMS), são R$ 950 milhões este ano. É um baque muito grande.

Valor: Como ser mais eficiente e criativo num quadro como este?
Renata:
 O ideal seria que o governo federal pudesse passar a gestão das rodovias e fazer o acompanhamento e o monitoramento.

Valor: Que é a maneira antiga.
Renata:
 No fórum de secretários do Planejamento já estiveram representantes do Ministério dos Transportes favoráveis a isso. Se um Estado tem dificuldades de atuar no seu âmbito, imagine o Dnit fazer para o país inteiro. É muito mais difícil. Se fizesse uma parceria, passasse esses recursos e pactuasse metas conosco, também.

Valor: O que interessou aos outros Estados no projeto de Minas?
Renata:
 Esse programa de certificação, como a gente faz a avaliação de desempenho individual, que é um dos maiores desafios de um programa de meritocracia. Todos os Estados já nos visitaram. Eles querem conhecer o choque de gestão e depois eles focam nos problemas específicos.

Valor: O que precisa para o “choque de gestão” dar certo?
Renata:
 Liderança. Se não tiver liderança não se implanta um projeto desses, porque na hora que define quais são os programas estruturantes, e que recursos vão estar alocados nesses programas, a pressão política para ter uma alocação diferenciada é muito grande. Essa liderança é fundamental num modelo desses. Todo início de ano eu reúno com toda a bancada, independente de partido, e mostro quais são os nossos programas estratégicos. Se eles colocam uma emenda num programa que é estratégico, eu dou uma contrapartida até maior.

Valor: Qual sua opinião sobre o modelo de gestão do governo federal?
Renata:
 Isso é muito discutido no âmbito dos secretários: no passado nos tínhamos o governo federal como referência em modelo de gestão. Hoje o governo federal deixou de ser referência e nós temos os Estados como protagonistas. Minas Gerais é muito reconhecida como o Estado que conseguiu colocar isso de forma integral, mas todos os Estados têm alguma área em que eles avançaram mais, são referências e nos procuramos fazer muito essa gestão compartilhada de conhecimento no âmbito do fórum, tanto no campo do planejamento como da gestão.

Valor: Por que isso aconteceu?
Renata:
 Muita coisa em que o Brasil vinha avançando, houve uma perda agora. Em diversas áreas, como de ciência e tecnologia, de governança eletrônica em que o Brasil era uma referência muito forte e que se deixou de fazer. E apesar do PAC, quando o governo federal abre um leque muito grande de programas, ele não consegue executar tudo. É impossível. Um número excessivo de interlocutores torna muito difícil fazer uma gestão. Quanto menor o número de interlocutores, é mais fácil fazer um monitoramento e uma cobrança. É o grande desafio.

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Choque de Gestão: trabalho de Aécio Neves é reconhecido pelo Banco Mundial

aecio neves: choque de gestão

Choque de Gestão de Aécio Neves promoveu, também, a recuperação das contas públicas, combateu o desperdício e trouxe serviços de melhor qualidade à população mineira.

Referência hoje no país, o Choque de Gestão de Aécio Neves foi elogiado pelo diretor doBanco Mundial, John Briscoe.

“Em 2002, Minas Gerais era um dos sete Estados brasileiros que não havia respeitado os indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e possuía uma dívida consolidada e um gasto com pessoal que consumiam, respectivamente, 275% e 66% da receita corrente líquida do Estado. Eleito naquele ano, o governador Aécio Neves firmou o propósito de colocar o Estado de volta no caminho do crescimento e da sustentabilidade por meio do plano mineiro de desenvolvimento integrado, ou simplesmente programa Choque de Gestão.”

As medidas inovadoras do Choque de Gestão de Aécio Neves recuperou a credibilidade internacional do Estado que, após uma década, realizou contratou novos financiamentos externos. O Banco Mundial foi a primeira instituição parceira do Governo de Minas. John Briscoe disse mais:

“Chamado a participar da primeira geração do Choque de Gestão de Aécio Neves, o Banco Mundial atendeu ao pedido do governo mineiro com um empréstimo para políticas de desenvolvimento de US$ 170 milhões, que visava apoiar a estabilidade fiscal, a reforma do setor público e o aprimoramento do setor privado. Iniciava-se aí uma parceria resoluta entre Minas Gerais e o Banco Mundial. Os resultados da primeira fase de reformas foram cruciais para levar adiante a economia mineira, atraindo investimentos privados, melhorando a qualidade dos serviços públicos prestados à população e criando um ambiente político estável, que resultou na reeleição de Aécio Neves.”.

Aécio Neves e a Agenda do Futuro – a construção de uma nação ética, mais justa, mais competitiva e sustentável

Fonte: Artigo Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Agenda do futuro

O salto do que somos para o que queremos ser demanda uma inédita capacidade coletiva de superação de entraves importantes, que têm aprisionado o país no plano das promessas irrealizadas

Assim como a média do mundo emergente, vamos crescer nas próximas décadas.

A maneira como vamos crescer é que fará toda a diferença.

Para haver desenvolvimento é preciso ampliar as oportunidades geradoras de renda, criar empregos de melhor qualidade e incluir mais brasileiros nesse círculo virtuoso, superando o modelo que nos faz refém de circunstâncias políticas que preservam feudos e interesses e perpetuam o atraso.

Todos os dias o governo nos apresenta números buscando nos tranquilizar de que estamos no caminho certo. Mas vale a pena nos debruçarmos também sobre indicadores que mostram como o Brasil é visto pelo mundo.

Somos hoje a 7ª economia do planeta, com 41% dos moradores urbanos ainda sem acesso à rede de esgoto e com 43% dos domicílios inadequados para moradia, número que chega a 60% no Nordeste e a 72% no Norte.

A OCDE indica apenas 11% dos brasileiros de 25 a 64 anos com diploma universitário.

Perdemos três posições no indicador de negócios do Banco Mundial em apenas um ano. Saímos da 124ª para a 127ª classificação. No ranking geral de competitividade global do Fórum Econômico Mundial perdemos nove posições desde 2004. Somos o 10º mercado doméstico, mas o 111º em ambiente macro econômico e 114º na eficiência de mercado.

Ocupamos o 105º lugar em qualidade das rodovias num ranking de 139 países.

O Brasil da Copa do Mundo perdeu sete posições em dois anos no indicador de competitividade do turismo. Saímos da 45ª para a 52ª.

Como se vê, é preciso vencer uma extensa agenda de grandes tarefas. Precisamos de políticas públicas que construam pontes para negócios portadores de um futuro mais justo e sustentável.

Temos todas as condições para nos tornarmos o primeiro país desenvolvido com economia de baixo carbono, com ampla produção de energias renováveis e práticas industriais, comerciais e agrícolas competitivas e sustentáveis.

Viveremos nas próximas duas décadas com mais pessoas em idade produtiva, que se somam às terras férteis, ricas em água, minérios e incomparável biodiversidade. O salto do que somos para o que queremos ser demanda uma inédita capacidade coletiva de superação de entraves importantes, que têm aprisionado o país no plano das promessas irrealizadas.

Diferente do simples crescimento econômico, desenvolvimento é consequência das escolhas que fazemos. E precisamos, cotidianamente, reafirmar as nossas por uma nação ética, mais justa, mais competitiva e sustentável.

É necessário que as ações governamentais sejam mais ousadas e capazes de criar um novo relacionamento com o setor produtivo e novos pactos com a sociedade.

Programa Fica Vivo! criado por Aécio Neves é referência para o Banco Mundial na redução de homicídios entre jovens

O Programa de Controle de Homicídios Fica Vivo!, criado peloGoverno de Minas em 2003, foi citado no relatório do Banco Mundial (Bird), divulgado nesta segunda-feira (11), como uma iniciativa de sucesso em todo o mundo na redução dos índices de criminalidade. Em mais de 350 páginas, o documento revela como a violência é a principal limitação para o alcance dos Objetivos do Milênio, ressaltando iniciativas de cerca de 20 países que têm contribuído efetivamente para melhorias na área de segurança pública. O Fica Vivo! é citado como o destaque do Brasil, por causa da redução em até 50% dos índices de homicídios entre jovens nas regiões atendidas pelo programa.

O programa Fica Vivo! combina ações de repressão qualificada e inclusão social, intervindo na realidade social antes que o crime aconteça. Desde a criação do programa, em 2003, já foram realizados mais de 50 mil atendimentos de jovens entre 12 e 24 anos, em situação de risco social e residentes em áreas com indicadores elevados de homicídios. Todos os atendidos passaram por uma ou mais das 650 oficinas disponibilizadas pelo programa do Governo de Minas que, hoje, já é realizado em 27 Núcleos de Prevenção à Criminalidade em todo o Estado.

Reconhecimento

Para o governador Antonio Anastasia, é um grande incentivo o fato de o Banco Mundial, que é parceiro de Minas em várias iniciativas, estar sempre indicado projetos do Estado, como o Fica Vivo!, como modelo a ser seguido por outros estados. “Este reconhecimento do Banco Mundial em relação ao Fica Vivo! é resultado do modelo de gestão implantado em Minas Gerais, baseado na boa governança e no cumprimento de metas para a melhoria de atendimento aos cidadãos”, afirma.

A coordenadora especial de prevenção à criminalidade da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Fabiana Leite, também comemorou o destaque no relatório divulgado pelo Banco Mundial. “O Fica Vivo tem buscado constituir relações com instituições internacionais e fora de Minas Gerais, porque há uma percepção de como esta interlocução é fundamental para buscar qualificar ainda mais os resultados e contribuir também com outras localidades que, infelizmente, encontram-se com o fenômeno de homicídios em recrudescimento”, salientou.

Abrangência

O secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, lembra que a previsão da Secretaria é de ampliar os núcleos de prevenção à criminalidade para aumentar a abrangência do programa de prevenção de homicídios. “Recentemente, recebemos a visita do consultor em seguridade cidadã da ONU, Gino Costa, que veio conhecer, entre outros destaques, do nosso Sistema de Defesa Social, o programa Fica Vivo!”, disse.

A Organização das Nações Unidas (ONU) está mapeando experiências bem-sucedidas em segurança pública de toda a América Latina, como forma de nortear seus trabalhos de supervisão e de assistência a localidades com altas taxas de violência. E o Fica Vivo! será citado neste documento da ONU, que levará recomendações aos governantes e gestores de toda a América Latina baseadas nos programas que trouxeram diminuição das taxas de violência.

Objetivos do Milênio

O relatório divulgado pela ONU, nesta segunda-feira, aponta causas e soluções para o não cumprimento dos Objetivos do Milênio pelos países. Estes objetivos são metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reduzir pobreza fome, morte de mães e crianças, moradia inadequada, desigualdade entre sexos e degradação ambiental até 2015.

Segundo o “Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2011: Conflito, Segurança e Desenvolvimento”, uma em cada quatro pessoas no mundo vive em países afetados por repetidos ciclos de violência política e criminosa. Segundo o estudo, em países onde a violência é prolongada, as taxas de pobreza são, em média, 20 pontos percentuais mais altas que em outras nações.

 

Vice-presidente do Bird elogia choque de gestão de Aécio e Anastasia – modelo será aplicado no México

Modelo exportação

Fonte: Coluna Márcio Fagundes – O Tempo

A vice-presidente para América Latina e Caribe do Banco Mundial, Pamela Cox, rasgou elogios à gestão pública implementada em Minas Gerais durante a visita do governador Antônio Anastasia (PSDB) a Washington (EUA). A tal ponto, que a executiva pediu ao governador autorização para difundir no México os mesmos procedimentos adotados no Estado com o “Choque de Gestão”, que ela imputou como uma referência na administração pública. Se preciso, frisou, solicitaria o empréstimo de técnicos ao país para ensinamento do know how.

Antonio Anastasia obtem recursos com Banco Mundial para combate à pobreza em Minas

Empréstimo de US$ 461 milhões

Fonte: Juliana Cipriani – Estado de Minas

O governo de Minas Gerais quer a parceria do Banco Mundial (Bird) para implementação do programa de infraestrutura viária Caminhos de Minas, lançado no mês passado e que terá investimentos previstos de R$ 6 bilhões. O projeto foi apresentado pelo governador Antonio Augusto Anastasia, que se reuniu ontem com a vice-presidente para América Latina e Caribe do Bird, Pamela Cox. Na reunião, ele assinou um financiamento de US$ 461 milhões para programas de redução da pobreza.

O Caminhos de Minas atenderá 297 municípios diretamente. Está prevista a pavimentação de 7,6 mil quilômetros de 222 trechos de estradas que fazem ligações regionais consideradas pelo estado de alta importância para o desenvolvimento da economia local e no atendimento dos programas sociais. “É um projeto ambicioso que estamos apresentando aqui ao banco e que, com a nossa autoridade moral, com o reconhecimento, a confiança e a credibilidade que o governo de Minas conseguiu junto ao Banco Mundial, seremos exitosos também em conseguir essa parceria. São ligações regionais faltantes que vão interligar as regiões de Minas Gerais”, explicou Anastasia.

De acordo com o governador, o programa é um passo adiante do Proacesso, programa que prevê levar ligação asfáltica a 219 municípios mineiros até o fim deste ano e foi financiado pelo Banco Mundial. De acordo com o governo, foram investidos R$ 4,7 bilhões nas estradas estaduais mineiras desde 2003. A pedido de Pamela Cox, serão enviados técnicos do governo de Minas ao México para apresentar o programa de restruturação do governo.

EMPRÉSTIMO O contrato assinado ontem com o Bird em Washington, nos Estados Unidos, prevê o financiamento de US$ 461 milhões a serem aplicados em programas sociais do governo mineiro, incluindo projetos de redução da pobreza nas regiões Norte e nos vales do Jequitinhonha e Mucuri. O governador Anastasia comemorou a nova parceria com o Bird. “Desde o início do governo Aécio Neves, estamos nesta próxima sintonia com o banco e recebemos de maneira extremamente rara apoio da instituição para alocarmos recursos nos nossos projetos sem necessidade de contrapartida”, disse o governador. O financiamento tem como contrapartida o cumprimento de metas e resultados em áreas sociais e de gestão do estado, como redução da mortalidade infantil e melhoria dos índices de alfabetização.

Antonio Anastasia consegue mais de R$ 1 bilhão para infraestrutura de transporte e logística como o Proacesso

Antonio Anastasia traz US$ 598 milhões de investimentos de Washington para Minas

Fonte: PSDB-MG

Agenda oficial tem início, nesta tarde, em Washington, com assinatura de contrato de US$ 137 milhões com o BID para investimento na pavimentação de estradas

Minas Gerais ganha hoje mais US$ 598 milhões para investimentos nas áreas de educação, saúde, infraestrutura e meio ambiente. O governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição pela coligação Somos Minas Gerais, assina nesta tarde, em Washington, nos Estados Unidos, contrato de empréstimo de US$ 137 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os recursos serão aplicados em projetos de infraestrutura de transporte e logística como o Proacesso – maior programa de pavimentação de estradas do país – com 3.882 km de rodovias já asfaltadas ligando 152 municípios. Amanhã, Antonio Anastasia assinará outro contrato com o Banco Mundial (Bird) no valor de US$ 461 milhões. Ao todo serão contratados empréstimos no valor de US$ 598 milhões com os dois organismos de fomento.

Além do Proacesso, que ainda tem 68 obras em andamento de um total de 225 trechos a pavimentar, o empréstimo do BID atenderá o Programa de Recuperação e Manutenção Rodoviária do Estado de Minas Gerais (ProMG), que inovou o sistema de gerenciamento de rodovias estaduais, garantindo recuperação e manutenção constante das estradas. O ProMG já recuperou 12 mil km de rodovias em todas as regiões do Estado desde 2003. Os recursos do BID também serão destinados ao Proseg, programa que realiza intervenções para melhorar a operação do trânsito, com foco na segurança viária, como melhorias em sinalização e cruzamentos.

O governador será recebido nesta tarde, no BID, pelo vice-presidente de Países, Roberto Vellutini, e pela vice-presidente para América Latina e Caribe, Pamela Cox. No final da tarde, o governador se encontra, na Embaixada Brasileira, com o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Mauro Vieira.

Na sexta-feira (09/07), Antonio Anastasia assinará contrato com o Banco Mundial (Bird) no valor de US$ 461 milhões. O recurso é um financiamento adicional ao Programa Parceria para o Desenvolvimento II que permitirá ao Estado acelerar sua recuperação dos efeitos da crise financeira e investir em iniciativas de redução da pobreza no Estado, com ênfase nas regiões do Norte, Jequitinhonha e Mucuri.  Entre as ações previstas, estão o combate à pobreza, obras de infraestrutura, melhoria da qualidade do ensino regular e profissionalizante, investimentos em saúde e profissionalização do serviço público, entre outras.