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coluna Folha: Aécio faz homenagem a Mandela

Aécio: num mundo em que ainda há espaço para a tirania, o exemplo de Mandela é a exceção que enobrece a humanidade.

Homenagem a Mandela

Fonte: Folha de S.Paulo

Mandela

Coluna de Aécio Neves

Nestes dias, milhares de textos estão sendo escritos, em diversas partes do mundo, celebrando Nelson Mandela. O amplo reconhecimento e a reverência a ele não ocorrem sem razão.

Mandela tornou-se um dos mais expressivos líderes do nosso tempo, um símbolo à democracia e à igualdade de direitos, ao se dedicar à construção de uma obra política excepcional, que colocou fim ao “nós e eles” que caracterizava a violenta e injusta organização social da África do Sul.

Assim como alguns outros líderes da história, ele teve a consciência de que o ódio e a hostilidade, transformados em instrumento de luta política, aprofundam a intolerância e a perpetuam, impedindo que a nação floresça e se realize em sua integridade e significado.

O impressionante na obra de Mandela não é apenas o que ele foi capaz de fazer, mas como o fez. Foi surpreendente e exemplar a sua posição pacificadora, superando ressentimentos naturalmente existentes sobre um regime que roubou parte importante da sua vida, encarcerando-o injustamente por quase três décadas, e dominou o seu país, dividindo-o em privilégios e castas, opressores e oprimidos, brancos e negros, ricos e pobres, mantendo milhares subjugados pelo execrável apartheid.

Em sua saga, ele ultrapassou os limites do seu país e ensinou ao mundo. Ninguém pôde ficar indiferente à sua incomparável generosidade. Diante dela tombaram adversários incrédulos e aliados de toda vida, movidos, naquele primeiro momento de ascensão, por um estéril –embora compreensível– revanchismo.

Por isso, o significado de Mandela é ainda maior.

É absolutamente admirável o sentido que ele soube dar ao exercício da política, libertando-a da conflagração tradicional que alimenta o dissenso e também das suas obviedades e mesquinharias.

Seu amplo olhar ultrapassava o curto horizonte das circunstâncias. Cerziu, pacientemente, naquele cubículo sob grades, durante anos a fio, uma consciência clara acerca do futuro. Ele sabia que o seu país só seria capaz de abrigar igualmente todos os seus concidadãos se fossem rompidas poderosas amarras e superadas divisões abismais que fraturaram durante tanto tempo a alma sul-africana. Ele conseguiu. E nos deixou o mais importante legado: a política a serviço do bem comum, a que o mundo inteiro se curva agora.

São especialmente comoventes as celebrações que ocorrem nas ruas da África do Sul. Elas reavivam em cada um de nós uma rara confiança na política, como instrumento transformador da sociedade e habilitador da plena cidadania.

Num mundo em que ainda há espaço para a tirania, onde rotineiramente a conveniência se sobrepõe a valores, o exemplo de Mandela é a exceção que enobrece a humanidade.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Governo Anastasia: Minas recebe prêmio em Paris pela criação do projeto Cidade das Águas

Iniciativa sustentável desenvolvida no Estado é reconhecida internacionalmente pela qualidade do projeto

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, recebeu em Paris prêmio pela iniciativa de criação da Cidade das Águas Unesco-Hidroex, em Frutal, no Triângulo Mineiro. O projeto foi considerado o mais inovador e criativo na área de meio ambiente.

A premiação ocorreu durante a 1.618 Luxo Sustentável, feira internacional que reúne grandes empresas preocupadas com a sustentabilidade. O Unesco-Hidroex, centro âncora da Cidade das Águas, esteve presente no evento e apresentou o projeto como a grande resposta do Governo de Minas ao desafio de preservação da água no mundo.

O secretário reafirmou o compromisso do Estado em avançar significativamente na gestão dos recursos hídricos e, ao mesmo tempo, abrir o projeto para receber interessados do mundo inteiro no assunto. “Queremos que Minas Gerais seja um exemplo nas ações de preservação; estamos de portas abertas para o planeta e para consolidar o nosso trabalho”, explicou Narcio Rodrigues.

Solução para a gestão das águas

A Cidade das Águas foi um dos destaques da feira 1.618. Além de contar com estande próprio para divulgar os projetos em desenvolvimento, o Unesco-Hidroex participou de conferência com a mídia e apresentou a “Educação para as Águas” como grande solução para a melhoria da gestão dos recursos hídricos no planeta.

Com inauguração prevista para 2014, a Cidade das Águas é um complexo que reunirá instituições estaduais, federais e privadas, nacionais e internacionais, em um mesmo ambiente de convivência e interatividade, para estudar gestão, preservação e recuperação das águas superficiais e subterrâneas.

Os governos mineiro e federal já investiram R$ 50 milhões na elaboração de projetos, intercâmbios e na infraestrutura da sede do Unesco-Hidroex e do campus da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) em Frutal, que já atende mais de 1.500 alunos.

Além de atuar no Brasil, a Cidade das Águas terá suas atividades voltadas para os países da América Latina e da África de língua portuguesa, promovendo a transferência de tecnologia em gestão de águas para a produção de alimentos.

1.618

A feira 1.618 Luxo Sustentável é organizada anualmente, desde 2009, com o apoio do Ministério da Cultura Francês e a organização não-governamental World Wild Foundation (WWF). Durante quatro dias, o evento apresenta, em Paris, uma seleção de produtos e serviços que combinam arte, criatividade, inovação e desenvolvimento sustentável.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-recebe-premio-em-paris-pela-criacao-do-projeto-cidade-das-aguas/

Antonio Anastasia participa de missão de negócios que vai a India em busca de novas oportunidades de negócios

Fonte: Paola Carvalho

Namastê, Índia

Negócios com os indianos estão no foco da missão mineira rumo ao país do continente asiático. Além de vender mercadorias, como a cachaça, o objetivo é atrair investimentos

A coroa portuguesa trouxe artesãos indianos para forjar metal na província mais rica em minerais na sua colônia brasileira. Esse pode ter sido um dos primeiros passos para o estabelecimento de relações comerciais entre Minas Gerais e Índia. Hoje, uma das maiores siderúrgicas que atuam no estado, a ArcelorMittal, é anglo-indiana; e produtos tipicamente mineiros, a exemplo da cachaça, invadem o país asiático. Muitos outros negócios ainda estão por vir e vão ser recebidos com a tradicional saudaçãoindiana, namastê. Em 10 de outubro parte de Belo Horizonte uma missão oficial, formada por empresários e governo, para Mumbai, Bangalore e Nova Délhi.

No momento em que a economia dos Estados Unidos e de países europeus está em decadência, a Índia surge como oportunidade para fortalecimento dos negócios. A intenção dos integrantes da missão é tanto de atrair investimentos para Minas quanto de exportar produtos mineiros para a Índia. O país tem a segunda maior população do mundo, atrás da China, com 1,2 bilhão de habitantes. Tem semelhanças com o Brasil – não é à toa que ambos fazem parte do grupo de emergentes Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), entre elas o consumo do mercado interno em plena expansão.

“Os negócios ainda não são tão significativos quanto podem ser”, afirmou Leonardo Ananda Gomes, diretor vice-presidente da Câmara de Comércio Índia Brasil (CCIAIB). A delegação visitará empresas indianas, como Essar, Tata, Infosys e BEML. A expectativa é de que essa última, já com escritório na Grande BH, avalie a possibilidade de implantação de unidade fabril na região para montagem de máquinas e equipamentos para os setores de mineração e construção. Espera-se ainda estreitamento de relações com o bilionário Ratan Tata, dono do conglomerado que atua em nada menos que 96 segmentos na Índia. “Ele tem visitado o estado e o foco é siderurgia, mineração e setor automotivo”, diz Gomes.

O governador Antonio Anastasia participa da missão e fará apresentação sobre oportunidades de negócios e investimentos entre Minas Gerais e Índia para empresários e autoridades indianas. “Minas é o estado brasileiro que tem relação mais forte com a Índia. Existe uma identidade econômica, nos setores siderúrgico, automotivo, de ciência e tecnologia. Podemos atrair investimentos e exportar produtos de valor agregado”, afirmou.

Mas como o Brasil pode ter fôlego para competir com os produtos asiáticos na Índia, especialmente em relação à China. O cônsul honorário da Índia em Minas, Élson de Barros Gomes, tem a resposta na ponta da língua: “Minas tem produtos diferenciados que não concorrem com os chineses, como a cachaça. A caipirinha é um sucesso lá”. “O potencial maior está na classe média emergente”, completa o embaixador da Índia no Brasil, B.S. Prakash.

As exportações de Minas para a Índia saltaram de US$ 19,1 milhões em 2003 para US$ 139,4 milhões no ano passado. Os produtos mais vendidos são ferro e aço, açúcar, farmacêuticos e químicos, aparelhos médicos e autopeças. As importações subiram de US$ 23,1 milhões para US$ 149,3 milhões no mesmo período. Os mais comprados por Minas são fios sintéticos ou artificiais, produtos químicos, algodão, aparelhos de gravação ou reprodução de som e imagem, rolamentos e engrenagens, obras de ferro fundido e máquinas e equipamentos. Os dados são da Central Exportaminas, ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.

Mercado gigante para explorar 

A cachaça Diva, de Divinópolis (Centro-Oeste de Minas), virou “rum brasileiro” na Índia. É vendida em mais de 30 hotéis de luxo e na maioria dos restaurantes de primeira linha de Délhi, Mumbai e Bangalore. Superando as diferenças culturais, em breve chegará a mais duas capitais indianas. “Conquistamos esse mercado em 2007 e ainda há muito para explorar”, disse a proprietária da Diva, Cíntia Cardoso de Souza. Assim como ela, empresários mineiros da área de tecnologia, engenharia e alimentos, por exemplo, cada um com suas peculiaridades, descobrem o mercado indiano.

Já a ideia de Alexandre Faria, da consultoria esportiva Alfa, é capacitar gestores e equipe médica indiana e trazer jogadores para o Brasil, uma vez que a Índia pretende disputar a Copa do Mundo de 2022. “Já fizemos isso na Austrália, nos Estados Unidos, na China, no Canadá e no Japão. Houve um zagueiro japonês, o Nakazawa, que veio para o América e acabou disputando a Copa 2006 pelo seu país”, exemplificou.

A Índia também está de olho no potencial do Brasil, e por isso Minas pode conseguir atrair novos negócios. Puneet Gill, principal executivo no Brasil da Infosys, segunda maior companhia de tecnologia da informação da Índia, disse que a empresa pretende ampliar suas atividades em Minas Gerais. “Temos clientes globais que podem ser atendidos a partir daqui e a perspectiva de prospecção de novos negócios é grande”, diz. Atualmente cinco funcionários mineiros estão em intercâmbio na Índia, movimento que, segundo ele, vai se intensificar.

A missão também tem intenções políticas. Luiz Custódio Cotta Martins, presidente do Sindicato da Indústria do Álcool e do Açúcar de Minas Gerais (Sindaçúcar-MG/Siamig), destacou a oportunidade de unir esforços para que o etanol seja usado em diferentes países até que possa se tornar uma commodity. “A Índia está começando a usar etanol a partir do melaço. Vamos lá conhecer e fazer um trabalho mais político”, afirmou. (PC)