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Marina Silva vai apoiar Aécio no 2° turno

Marina defende mudanças que também fazem parte do programa do PSDB, como a reforma política, educação em tempo integral e sustentabilidade.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Marina vai anunciar apoio a Aécio no 2º turno

Ex-senadora estuda a melhor maneira de se aliar ao tucano sem parecer incoerente com a ideia de ‘nova política’

Um dia após ter ficado fora da disputa pela Presidência da RepúblicaMarina Silva (PSB) começou a calibrar o discurso e a negociar o formato do anúncio de seu apoio a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições.

A ex-senadora estuda a melhor maneira de se colocar ao lado do tucano sem parecer incoerente com a posição da “nova política” que defendeu durante a campanha. Ela enumera pontos de seu programa de governo que pedirá que sejam incorporados pela candidatura doPSDB.

reforma política, com o fim da reeleição, a educação em tempo integral e a sustentabilidade estão entre os itens colocados à mesa pela ex-senadora. Todos eles já aparecem contemplados no programa de governo tucano.

Nessa segunda (6), Marina reuniu seus principais aliados no apartamento em que se hospeda em São Paulo. Ouviu a opinião de todos, mas deixou claro que, caso não haja consenso entre o PSB, partido que a abriga desde outubro de 2013, e a Rede Sustentabilidade, seu grupo político, tomará uma posição individual pró-Aécio.

“A avaliação é que não dá para ter mais quatro anos desse governo. Isso é ponto pacífico. O nosso compromisso é com o movimento de mudança”, disse João Paulo Capobianco, um dos mais próximos assessores de Marina.

Um dos trunfos de seu discurso, avalia a pessebista, é o eventual apoio da viúva de Eduardo CamposRenata Campos, a Aécio. A fidelidade à família e ao legado do ex-companheiro de chapa, morto em 13 de agosto, justificaria a aliança.

Segundo a Folha apurou, Renata começou nesta segunda consultas a aliados para formular seu discurso em favor de Aécio. O irmão do ex-governador, Antônio Campos, declarou voto no tucano em sua página do Facebook, mas ressaltou que aquela era uma posição pessoal.

A Rede marcou reunião para a noite de terça-feira (7), em São Paulo, na qual deve se comprometer com a mudança, mas liberar seus filiados para escolher entre Aécio e Dilma Rousseff (PT). Já o PSB convocou encontro em Brasília na quarta-feira (8) para definir o futuro político do partido no segundo turno.

O presidente nacional da sigla, Roberto Amaral, defendia apoio à petista, mas tem dito que “às vezes um reacionário pode ser um avanço”, em referência ao candidato do PSDB. O anúncio oficial deve sair na quinta-feira (9).

APROXIMAÇÃO TUCANA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deflagrou nesta segunda a ofensiva para conquistar o apoio de Marina e do PSB a Aécio, como antecipou a Folha.

FHC e integrantes da cúpula tucana procuraram marineiros para construir a ponte entre as candidaturas.

A ex-senadora, por sua vez, telefonou a Dilma e a Aécio para parabenizá-los pelo desempenho na campanha, mas não tratou de apoio.

O tucano confirmou ter falado com a pessebista, mas disse que aguarda o “tempo de cada um” para definições de apoio e que vê mais “convergências” do que divergências” entre seu programa de governo e o de Marina.

Interlocutores da ex-senadora afirmam que também foram procurados por petistas. Marina, porém, está refratária à campanha do PT — que, desde o início de setembro, investiu na desconstrução de sua imagem, o que acarretou em sua queda nas pesquisas. Antes favorita, a candidata do PSB terminou a disputa em terceiro lugar, com 22,1 milhões de votos.

Conversa com os Mineiros: Aécio fortalece o diálogo

Conversa com os Mineiros: Aécio disse que vai conversar em todo país para apresentar aos brasileiros conjunto de ideias e propostas.

Conversa com os Mineiros: Aécio Presidente 2014

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves abre encontro Conversa com Mineiros

“Estou extremamente otimista de que vamos ter, em Minas, mais quatro anos de governo sério e honrado. É bom para Minas, mas também estou seguro que, no plano nacional, o sentimento é de mudanças”, afirmou Aécio.

presidente do PSDBsenador Aécio Neves, deu início nesta segunda-feira (28/10), em Uberlândia (MG), aos encontros “Conversa com os Mineiros”, organizados pelo PSDB e dez partidos aliados no estado. Mais de 1.000 pessoas, 120 prefeitos, 45 deputados e 200 vereadores participaram do encontro. Aécio Neves falou sobre a importância de Minas Gerais estar unida em defesa dos avanços conquistados e em favor de uma nova agenda de mudanças para o Brasil.

Recebido por prefeitos, vereadores, filiados e apoiadores de toda região do Triângulo MineiroAécio Neves disse que vai conversar em todo país para apresentar aos brasileiros um conjunto de ideias e propostas para o futuro do país.

“Já estivemos no Nordeste há menos de dois meses atrás. Fizemos um grande encontro da região Sul do país, em Curitiba (PR), voltarei ao Rio Grande do Sul na semana que vem e vou depois à região Norte e ao Centro-Oeste. A partir daí estaremos prontos, acredito que na primeira quinzena de dezembro, para lançar não um programa de governo, mas as linhas gerais daquilo que vamos chamar de agenda para o futuro”, afirmou Aécio.

Recebido pela presidente da Cooperativa de Catadores de Papel de Itaúna (MG), Madalena Duarte, o senador disse que a agenda do PSDB reunirá propostas para superação dos problemas que há mais de dez anos ainda permanecem sem solução pelo governo federal. Entre eles, o analfabetismo e as dificuldades das escolas públicas, o mau atendimento na área da saúde e a falta de oportunidades para os jovens.

“As principais ações e propostas serão aquelas que, na nossa visão, vão dar rapidamente condições para que o Brasil volte a crescer de forma digna para todos os brasileiros. Vamos mostrar muito o que fizemos em Minas Gerais, estado que tem hoje a melhor educação fundamental do Brasil e o melhor atendimento de saúde do Sudeste. São conquistas de governos sérios, que sabem trabalhar. E é disso que o país precisa”, disse Aécio Neves, aplaudido.

Minas unida

O governador Antonio Anastasia e seu vice, Alberto Pinto Coelho, o presidente do PSDB-MGdeputado federal Marcus Pestana, o presidente do ITV- MGPimenta da Veiga e as principais lideranças tucanas em Minas foram recebidos com entusiasmo em Uberlândia.

Por meio do Conversa com os Mineiros, a população poderá debater ideias e conhecer propostas do senador Aécio, do governador Anastasia, prefeitos e lideranças do Estado.

“Reunimos aqui as lideranças políticas dos partidos que, desde 2002, vêm dando sustentação a esse projeto transformador que hoje é conduzido em Minas, com extrema eficiência, pelo governador Anastasia. Está na hora, sim, de começarmos a definir nossas bandeiras, conversarmos com as várias regiões do Estado. Estou extremamente otimista de que vamos ter, em Minas Gerais, mais quatro anos de governo sério, de governo honrado. É bom para Minas, mas também estou seguro que, no plano nacional o sentimento é de mudanças”, afirmou Aécio em seu discurso.

Aécio Neves sai em defesa do legado de Ruth Cardoso

Aécio Neves: em Goiânia senador lembrou Ruth Cardoso pela criação da rede de proteção social e da Lei Orgânica de Assistência Social.

Aécio Neves: presidente 2014 – gestão social

Fonte: Estado de Minas

Aécio no ataque

Senador tucano adota um discurso mais social, com críticas a Dilma e ao PT, e afirma que o governo federal age de olho em 2014

 Aécio Neves defende rede social criada pelo PSDB

Goiânia – O senador Aécio Neves (PSDB-GO) fez ontem, em um seminário do PSDB goiano marcado para discutir os “rumos de Goiás e do Brasil“, o discurso mais político desde que o nome dele começou a ser cogitado como provável candidato a presidente em 2014. Embalado pelos gritos da militância “Brasil para frente, Aécio presidente“, o congressista tucano afirmou que não sabe o que o destino vai lhe reservar no futuro. “Mas tenham certeza de que aqui está um homem determinado a encarnar o destino de vocês.”

Protagonista da festa e, por diversas vezes, anunciado como o próximo presidente da República, Aécio disse que o povo não aguenta mais a ineficiência do governo. “O Brasil merece entrar em um outro momento de sua história. Viva a política séria e viva o PSDB”, declarou. O senador mineiro procurou corrigir uma das críticas que sofreu em seu primeiro discurso este ano, no Senado, quando apontou os 13 erros do PT, mas não falou a palavra povo. Boa parte de seu pronunciamento de ontem comparou os programas sociais do PT com os do PSDB, afirmando que os petistas somente ampliaram as iniciativas criadas no governo Fernando Henrique Cardoso. “Não queremos apenas ficar administrando a pobreza. Mas um governo que acha que a pobreza pode se resolvida por decreto merece ser combatido”, defendeu.

Aécio lembrou que o conceito de rede de proteção social para auxiliar as pessoas carentes foi idealizado pela ex-primeira- dama Ruth Cardoso, bem como os programas de erradicação do trabalho infantil, o Bolsa Escola (predecessor do Bolsa Família) e a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas). E defendeu a educação como uma maneira de melhorar a qualificação dos trabalhadores brasileiros. “A rede de segurança social se ampliou, é verdade. Mas contra fatos não há argumentos. Triste de um povo cujos líderes não conhecem a própria história”, provocou.

O parlamentar de Minas Gerais reconheceu que o PT tem todo direito de comemorar os 10 anos de chegada ao poder, mas acrescentou que o partido não pode usar a data para apresentar diagnósticos distorcidos, utilizando dados díspares em relação à realidade. “Nós estamos prontos para o enfrentamento em qualquer campo que ele se dê. O Brasil tem crescido passo a passo, com base na ação dos sucessivos governos. Negar a contribuição dos que vieram antes de nós é uma demonstração de fraqueza”, criticou o senador mineiro.

Momento de união
Duas declarações petistas irritaram os tucanos e foram lembradas no evento de ontem. A primeira, recorrente, de que o PT “não herdou nada, foi obrigado a construir tudo”. E a mais recente delas, no sábado passado, durante convenção nacional do PMDB, quando a presidente Dilma Rousseff classificou os oposicionistas de “mercadores do pessimismo”. “A tese do quanto pior, melhor, se encaixa no perfil do PT, não no nosso”, comparou.

Mesmo assim, Aécio disse que não é o PSDB quem está antecipando a campanha eleitoral. “É a candidata oficial e o PT que tiraram o olho de 2013 para concentrar-se exclusivamente em 2014. Ou alguém imagina que a reforma ministerial que se avizinha será feita para melhorar a eficiência da máquina? O governo está interessado apenas no tempo de televisão que conseguirá dos partidos aliados”, disse.

Se Aécio evitou afirmar explicitamente que é candidato – para não incorrer em crime eleitoral -, os demais tucanos que participaram da festa foram bem mais explícitos. “Aécio, vá à luta, vá, adiante, a vez é sua”, conclamou o anfitrião da festa, o governador de Goiás, Marconi Perillo, que  também cobrou união do partido nesse momento e convocou os artífices desse processo. Incluiu-se entre eles, mas fez questão de citar, em primeiro lugar, o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), amigo do candidato derrotado do PSDB a prefeito de São Paulo em 2012, José Serra.

A imagem de José Serra foi projetada no telão, no vídeo em que mostrava a história do PSDB desde sua criação, em 1988, até os dias atuais. Ele foi citado por Aécio em seu discurso, mas não compareceu ao evento. “Eu liguei para o Serra ontem à noite (domingo), e ele disse que não tinha como vir aqui a Goiânia hoje. Mas mandou uma saudação e desejou sucesso para o evento”, justificou Perillo.

“É a candidata oficial e o PT que tiraram o olho de 2013 para concentrar-se exclusivamente em 2014. Ou alguém imagina que a reforma ministerial que se avizinha será feita para melhorar a eficiência da máquina?”
Aécio Neves (PSDB-MG), senador

Aécio Neves sobe o tom da oposição em entrevista de TV

Aécio Neves oposição: “Dilma deve seguir exemplos das administrações do PSDB”, disse em entrevista à Rede TV!

Aécio Neves: Oposição

Fonte: Queremos Aécio Neves Presidente

O senador Aécio NevesPSDB – disse que o governo da presidente Dilma deve seguir os exemplos dos governos estaduais administrados pelo PSDB.


O senador Aécio NevesPSDB – disse em entrevista ao programa da Rede TV, “É Notícia”, com Kennedy Alencar, que o governo da presidente Dilma deve seguir os exemplos dos governos estaduais administrados pelo PSDB, que proporcionam a isenção do ICMS na conta de luz às famílias de baixo consumo e renda. Para Aécio Neves, basta a presidente retirar alguns dos mais de 10 tributos que estão embutidos na conta de luz, como o PIS/COFINS.

O senador Aécio Neves voltou a reafirmar que “a presidente da república está na obrigação de manter o desconto de 20% nas contas de luz, sob o risco de ser acusada de estelionato.” Para Aécio, a proposta da presidente Dilma foi eleitoreira, feita às vésperas das eleições municipais, e também autoritária, pois não ouviu especialistas, empresas do setor, congresso e sociedade civil. O senador ainda citou como um dos especialistas contrário à medida, o ex-presidente da Eletrobrás no governo Lula, Luiz Pinguelli Rosa, que a proposta do governo, além de não reduzir os preços, irá inviabilizar novos investimentos nas empresas de energia, gerando desemprego e produzindo apagões no Brasil.

A entrevista do senador Aécio Neves à Rede TV! ainda tratou de outros importantes temas, como a candidatura do senador à presidência da república. Sobre 2014, Aécio Neves disse que o principal movimento do PSDB para as eleições é se recolocar como uma alternativa ao PT.

Confira abaixo a entrevista completa do senador Aécio Neves ao programa “É Notícia”, da Rede TV!.

Parte I

Parte II

Parte III

Aécio 2014: presidente – PSDB fala em renovação com aval do senador

Aécio: presidente – 2014 – “ A partir de agora, estarei trabalhando pela renovação do PSDB”, disse o senador.

Aécio: presidente – 2014

Aécio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

 Aécio: presidente   2014 e a renovação do PSDB

Aécio: presidente 2014 – senador na caminha da vitória de Marcio Lacerda em Belo Horizonte

Fonte: Tereza Cruvinel – Correio Brazilense

Sotaque de candidato

”Dilma tem quase 80% de popularidade, mas perdeu em quatro das cinco capitais nas quais esteve fazendo campanha. Ela foi a São Paulo, Salvador, Manaus, Belo Horizonte e Campinas. Perdeu em todas, exceto em São Paulo, onde o cabo eleitoral decisivo não foi ela”, Aécio Neves, senador do PSDB-MG

“Eu farei o meu papel. A eternização do PT no poder não fará bem à democracia.” Qual o papel? O de candidato a presidente da República? O senador Aécio Neves tangencia a pergunta e a palavra candidato: “O papel que o partido me delegar. Mas, a partir de agora, estarei trabalhando pela renovação do PSDB, pela mudança de sua fisionomia, a atualização de seu discurso, o resgate de seu papel na democratização e na modernização do Brasil”, diz o senador, agora falando (quase) como presidenciável.

Entre abril e maio, diz Aécio, o PSDB fará um grande evento nacional, por ocasião de sua convenção, que elegerá a nova direção. “Vamos apresentar um projeto alternativo para o Brasil, revelando caras novas para sua implantação e apontando as deficiências do atual governo. Há espaço para o PSDB e vamos entrar em campo com muita disposição para conquistá-lo.” O discurso pró-renovação não parece comportar a proposta da eleição de José Serra para a presidência do partido. Mas ele mesmo evita o assunto, dizendo ter lamentado muito a derrota tucana em São Paulo, porque ele proporcionou ao PT uma parte do fôlego perdido com o mensalão.

Os efeitos das eleições municipais, diz Aécio, são importantes durante um período, mas logo se dissipam, porque outros fatores passam a pesar no tabuleiro nacional. ”Para nós, duas coisas foram importantes. Primeiro, o PDSB foi confirmado como contrapolo de poder no Brasil. Depois, conquistamos posições importantes no Norte e no Nordeste, de onde havíamos praticamente desaparecido. Mais que nossas vitórias ali, as derrotas do PT têm um significado importante. Elas indicam que o messianismo de Lula está se volatizando e que os benefícios dados à região, como o Bolsa Família, já estão eleitoralmente precificados.” Vale dizer, o retorno em forma de votos já foi colhido em eleições passadas.

Some-se a esses resultados, prossegue ele, o fato de que o PSDB, já dispondo de uma base estável, ainda que não majoritária, na Região Sul, continua sendo a maior força partidária no Sudeste. “Isso não pode ser subestimado numa disputa presidencial. O PT conquistou a prefeitura da capital paulista, mas o PSDB continua tendo os governos de Minas e de São Paulo. Nossa vitória em todo o estado de Minas foi muito expressiva. O Rio ainda é algo indefinido, com a prefeitura e o governo estadual nas mãos do PMDB.Vamos investir muito em nossa relação com o Rio, junto à população e aos setores que formam opinião, na cultura, nas artes e no mundo acadêmico”, diz Aécio.

Dilma será um páreo duro? “Ela tem quase 80% de popularidade, mas perdeu em quatro das cinco capitais nas quais esteve fazendo campanha. Ela foi a São Paulo, Salvador, Manaus, Belo Horizonte e Campinas. Perdeu em todas, exceto em São Paulo, onde o cabo eleitoral decisivo não foi ela.”

Nem é preciso perguntar sobre alianças, especialmente com o PSB de Eduardo Campos, hipótese que tem rendido tanta especulação. “Estamos numa situação confortável porque somos oposição. Nessa condição, não enfrentamos dilemas, como o de ficar ou sair do governo, buscar uma vice ou lançar candidato próprio. O PSB hoje é um partido da base governista. Devemos respeitar isso. Quem tem que se preocupar com a hipótese de o partido lançar candidato próprio é a presidente, é o governo. Agora, se em algum momento eles (o PSB) quiserem se juntar a nós para oferecermos um projeto alternativo ao Brasil, serão bem vindos.De alianças, vamos tratar no momento certo”, diz ainda Aécio. Ou seja, quando o candidato, que só pode ser ele, vier a ser lançado.

Aécio teve na segunda-feira uma conversa de cinco horas com o ex-presidente Fernando Henrique, que, segundo o senador, tem sido um forte inspirador da renovação partidária e deve ter papel mais ativo no processo, como presidente de honra do PSDB. Não disse, mas está implícito: FH será uma espécie de patrono de sua candidatura na arena paulista. Esse é o tom quase presidenciável adotado por Aécio depois das eleições.

Julgamento
Do ex-deputado José Genoino, aguardando a fixação de sua pena pelo STF: “Na democracia, condenações do STF devem ser cumpridas. Nunca dissemos o contrário. Mas isso não suprime o direito de questioná-la, de lutar até o fim pela demonstração de inocência. Para isso, existem os recursos e outros instrumentos jurídicos”. O PT reunirá a Executiva hoje, mas não abordará o assunto. Ficará nos louros da eleição municipal.

No comando
Não se sabe o que pensa Dilma, mas, no PSD e alhures, todo mundo acha que o ministro do partido será o próprio prefeito Gilberto Kassab. Há quem pense na senadora Kátia Abreu para a pasta da Agricultura, mas ela tem dito a amigos que prefere ser presidente. Se Kassab virar ministro, como vice-presidente ela assumirá o comando do partido.

Aécio: presidente – 2014 – Link da matéria: http://impresso.correioweb.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2012/11/01/interna_politica,60147/tereza-cruvinel.shtml

Aécio presidente: senador pavimenta caminho para 2014

Aécio destaca a reinserção do PSDB na região setentrional do país. Tucano considera bom o desempenho da oposição em Minas Gerais e em São Paulo.

Aécio: presidente 2014

Por Redatores da Turma do Chapéu

As vitórias nas eleições municipais fortaleceram a oposição em 2012. Para o senador Aécio Neves, o resultado do PSDB foi além do esperado, com vitórias na região norte e disputas no segundo turno, além de crescimento no sul e no centro-oeste. Com o resultado das eleições, Aécio se consolida como o líder da oposição, e deve ser o candidato tucano à presidência.

Aécio Neves na região do Taquari, em Rio Branco (AC)

Aécio Neves no Acre com o candidato tucano Tião Bocalom: o senador percorre o Brasil

Aécio canta vitória

Correio Braziliense

Antes mesmo do que está por acontecer no segundo turno, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que pavimenta o caminho para sua candidatura à Presidência da República em 2014, comemora o desempenho tucano nas eleições municipais e a correlação de forças políticas que emerge das urnas. “Temos um quadro hoje pluripartidário no Brasil. Então, houve uma distribuição de vitórias por vários partidos políticos. Mais do que havia em outras eleições. Mas, no caso do PSDB, nosso resultado foi muitas vezes além das expectativas que tínhamos há seis meses”.

Aécio destaca a reinserção do PSDB na região setentrional do país: “Vencemos, no conjunto das oposições, duas capitais em primeiro turno; e disputamos outras três ou quatro. Nos reinserimos no Norte do país disputando o segundo turno em capitais da importância de Manaus e de Belém. E tivemos uma situação melhor do que nas outras eleições no Sul e no Centro-Oeste”.

O tucano considera bom o desempenho da oposição em Minas Gerais e, em São Paulo, mesmo com a situação indefinida na capital paulista. Uma eventual derrota de José Serra (PSDB) para o petista Fernando Haddad pode colocar em risco a permanência do governador Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes em 2014. “O PSDB sai mais vivo do que nunca dessas eleições e, o que é mais importante, com lideranças novas, com caras novas, com figuras que vêm falando aquilo que o PSDB deve falar diretamente para as pessoas”.

Estrada

O tucano Aécio Neves aproveita as eleições municipais para consolidar sua candidatura no PSDB. Foi a 20 estados prestigiar os candidatos tucanos e seus aliados e pretende fazer um novo périplo neste segundo turno das eleições. Se ofereceu, inclusive, para participar da campanha de José Serra, com quem se digladiou internamente.

Aécio 2014: senador critica postura da presidente Dilma

Aécio critica postura da presidente Dilma. Senador comentou que eleições de Lacerda é a aprovação do modelo de gestão iniciado em 2003.

Aécio: presidente 2014

Fonte: Do Hoje em Dia

“Nunca deixei de ser o que sou”, diz Aécio Neves em entrevista

Com discurso de presidenciável, o senador Aécio Neves (PSDB) criticou a postura da presidente Dilma Roussef (PT) – sua provável adversária em 2014 –, durante a campanha eleitoral. “Nesses últimos três meses de campanha, a presidente desconstruiu em parte a imagem que havia construído no primeiro ano e meio de governo. Da faxina, quando não misturava interesses do estado com os do partido, ao momento atual, em que distribui ministérios, promete diretorias na Petrobras”, atacou.

 Aécio critica postura da presidente Dilma

Aécio prepara estratégia para disputar a Presidência da República.

Em flerte com o PSB, maior fortalecido nessas eleições, o senador Aécio Neves fez questão de destacar que a reeleição de Marcio Lacerda só foi possível, em parte, graças a seu campo político. “A eleição deBelo Horizonte é emblemática, transborda os limites de Minas”, considerou.

Aécio concedeu, na terça-feira (9), entrevista em seu apartamento. Além de Minas e São Paulo, ele falou dos mensalões petista, tucano e de ataques pessoais. Antes, recebeu o prefeito Marcio e o presidente da Cemig, Djalma Morais.

O resultado em Belo Horizonte fortalece seu campo político ou o do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB)?

Senador Aécio Neves: A eleição do Marcio é em boa parte a aprovação de um projeto que está dando certo. Por lado, a aprovação do nosso modelo gestão. Porque ele, hoje, se insere num grupo político que está governando Minas há três mandatos. Praticamente 80% dos prefeitos de Minas estão na nossa base de apoio.

O que muda com a saída do PT da prefeitura?

Senador Aécio Neves: Permitirá uma oxigenada, vai gerar uma leveza maior para administrar. Ele (Marcio) não estará tão preso na questão de ocupação de espaço, que é uma marca do PT. Novecentos cargos em comissão indicados algo longo de sucessivos governos do PT foram se enraizando na prefeitura. Vai ser um governo de cara nova, metas, com avanços sociais ainda mais claros.

O PSDB está com dificuldades para encontrar um nome para o governo de Minas?

Senador Aécio Neves: Há dois anos antes da eleição do Anastasia havia também esse questionamento. O que venceu em Minas foi o êxito do governo. Um candidato com perfil ético, com sensibilidade administrativa e social, mas que represente esse campo, terá muitas chances.

Como contrapor a um governo da presidente Dilma Rousseff, que conta com mais de 60% de aprovação?

Senador Aécio Neves: A presidente resolveu participar do processo eleitoral e não teve êxito. Essa questão da aprovação não é a nossa preocupação. A nossa preocupação maior são as grandes questões que a gente vai levantar. Perdemos a capacidade de gerir obras porque o governo com sete anos de atraso não tem convicção necessária para desenvolver aeroportos, metrô, rodovias. O tempo não volta. Não aconteceu nada nesses primeiros dois anos e ela (Dilma) terá dificuldades de implementar esses avanços.

Acredita que julgamento do mensalão do PT vai influenciar no segundo turno, em especial em São Paulo?

Senador Aécio Neves: Não sei se será decisivo, mas bem ao PT não fará. E, ao contrário, fará um grande bem para o país. Acho que o Brasil muda de patamar. A questão da impunidade como regra absoluta não vai existir mais. Acho que a gente dá um salto de qualidade na vida pública. Se será decisivo na campanha não acredito, mas coloca na defensiva alguns atores da política que ao longo de suas histórias se consideravam os arautos da moralidade, os exclusivistas dos valores éticos.

Recentemente, o senhor disse desconhecer o processo do mensalão do PSDB. Depois, afirmou ser importante julgá-lo. Qual seu posicionamento?

Senador Aécio Neves: Não tenho informações sobre essas denúncias. Nunca fui incitado para falar sobre elas porque estava anos luz delas. O processo vai ser julgado. Aqueles que tiverem responsabilidade terão de responder.

A presidente Dilma criticou sua vida particular. Disse que você estava ‘na praia’ enquanto ela era perseguida pela ditadura. Isso lhe preocupa?

Senador Aécio Neves: Naquela época, na realidade, estava no jardim de infância aqui em Belo Horizonte. Acho que cada um usa as armas que tem que usar. Sou do jeito que sou, as pessoas me conhecem assim. Nunca deixei de ser a pessoa que sou para me transformar em um estereótipo.

Aécio: presidente 2014 – Link da matéria: http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/nunca-deixei-de-ser-o-que-sou-diz-aecio-neves-em-entrevista-1.43585

Aécio presidente: De 2014, vamos cuidar somente em 2014

Aécio presidente: De 2014, nós vamos cuidar só em 2014. PSDB vai construir uma proposta alternativa mais ousada nos campos das grandes reformas.

Aécio: presidente 2014

Fonte: O Tempo

Entrevista com Aécio Neves

 Aécio presidente: De 2014, vamos cuidar somente em 2014

Aécio presidente: ‘De 2014, nós vamos cuidar somente em 2014′

Aécio diz que PSDB terá lado nas cidades com 2º turno

Qual é o balanço do desempenho do PSDB das eleições em Minas? O partido elencou algumas prioridades e entre essas cidades sofreu derrotas …

Aécio Neves – Primeiramente, quando você fala em uma análise eleitoral, você não pode restringi-la a um partido. Nós temos uma base muito ampla em Minas Gerais desde o meu governo. Nós apoiamos inúmeros candidatos dessa base no interior do Estado. Ontem, inclusive, fizemos uma reunião no Palácio das Mangabeiras com o governador e algumas lideranças políticas do Estado. A vitória da base de sustentação do governo chega perto de 85% do total das prefeituras do Estado. O PSDBcontinua sendo um partido majoritário em Minas Gerais. O resultado é uma confirmação da aprovação da população mineira a um modelo de gestão que foi implantado em 2003, depois que venci em 2002, e que se mantém vivo e sólido até hoje.

O senhor pode adiantar a posição do PSDB nessas quatro cidades que terão segundo turno?

Aécio Neves – Para não precipitar o processo, nós estamos ouvindo primeiro as lideranças locais do partido e dos candidatos que disputaram as eleições, mas a nossa ideia é termos posição nos quatro municípios.

OUÇA – Aécio Neves fala sobre os erros da campanha do PT na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte:

E em relação a Belo Horizonte …

Aécio NevesO resultado foi excepcional. O que ocorreu foi o segundo turno no primeiro. O momento em que o Palácio do Planalto intervém diretamente no processo eleitoral e retira uma candidatura colocada naquele instante, isso levou um movimento na mesma direção no nosso campo político. A polarização da eleição no primeiro turno foi, talvez, o primeiro equívoco daqueles que quiseram nacionalizar a campanha. Não podemos desprezar a força da presença da presidente da República, que tem uma avaliação muito alta. Foi um resultado extraordinário. Eu acho que o equívoco que o PT cometeu nesse processo e que o levou a mais essa derrota foi colocar em segundo plano o interesse de Belo Horizonte. Desconheceu que havia uma administração em Belo Horizonte em curso séria, bem-avaliada, com investimentos extremamente importantes. Então, nós colocamos o interesse de Belo Horizonte à frente. Eu não fiquei preocupado em contabilizar no meu mapa eleitoral mais um “x”, uma vitória do PSDB, mas, sim, uma vitória importante para Belo Horizonte.

OUÇA – Senador mineiro explica o seu apoio a Marcio Lacerda na prefeitura da capital mineira:

O PT saiu da aliança ou o PSDB o empurrou para fora dela?

Aécio NevesFoi o PT que saiu da aliança, mais uma vez por priorizar o interesse do PT. O PT saiu da aliança por um motivo fútil, porque queria eleger mais “x” vereadores. Ele queria que o PSB fizesse o papel que o PMDB se dispôs a fazer para ele nessa eleição, que foi abdicar de ter uma bancada. O PMDB praticamente desapareceu, elegeu apenas um vereador. Está comprovado, agora, que o PSB tinha razão. O PSB tem que constituir sua bancada para dar sustentação ao prefeito. O prefeito não pode ser chantageado o tempo inteiro por não ter uma bancada do seu partido minimamente sólida.

O senhor acredita que a administração de Belo Horizonte vai ter o perfil do PSDB?

Aécio NevesEu acho que ela será mais ágil e mais eficiente. O Marcio sempre reclamou muito das pressões internas que recebia, esse modo do PT de indicação de cargos a todo instante. Imagina o gabinete do vice-prefeito com 30 cargos comissionados. Nem lugar para sentar essas pessoas tinham. Me falam em mais de 900 cargos comissionados. Eu acho que o prefeito vai ter uma administração mais leve. Sempre fui defensor da tese de que se deve gastar menos com a estrutura, seja do Estado ou da prefeitura, para investir mais nas políticas públicas. Eu acho que o Marcio terá mais liberdade para fazer um governo mais meritório. Eu acho que ele pode fazer uma administração extraordinária porque ele não terá as amarras que teve até aqui.

O Marcio Lacerda se credencia para as eleições em 2014?

Aécio NevesIsso é precipitado dizer. O Marcio tem reafirmado seu interesse em ficar na administração municipal. Ele acaba de ser reeleito, então, é até um desrespeito com a população de Belo Horizonte antecipar essa questão. Agora, é preocupar em renovar a administração, estabelecer as novas metas, cuidar de Belo Horizonte. De 2014, nós vamos cuidar somente em 2014.

A eleição em Recife e aqui coloca o PSB em destaque dentro do quadro nacional. Como o senhor imagina que vai ser a relação do PSB com o PSDB em 2014?

Aécio NevesO PSDB tem uma aliança com o PSB em vários Estados e, talvez aqui, uma das mais sólidas, que é uma aliança natural, que não foi construída para ganhar uma aliança seja nacional, seja estadual. Desde minha primeira eleição, o PSB participa formalmente da nossa aliança, participa dos governos, participou da minha reeleição, participa com Anastasia. Nós apoiamos aqui, em Belo Horizonte, um candidato do PSB e temos várias outras alianças com o PSB no Estado. Mas, o PSB em nível nacional participa da aliança do governo. Seria indelicado da minha parte dizer que o PSB estaria no nosso campo amanhã. O PSDB vai construir uma proposta alternativa mais ousada nos campos das grandes reforma, das parcerias com o setor privado, alavancar os investimentos em infraestrutura. Quais serão os nossos aliados? O tempo é que vai dizer. Eu não posso dizer que alguém que está hoje na base vai vir para se juntar a nós. Quanto mais consistente for o nosso projeto, mais apoio eu acho que vai conquistar, inclusive da sociedade, não apenas dos partidos políticos. Eu tenho muita confiança de que o PSDB estará muito competitivo adiante.

Mas e sua relação com o governador Eduardo Campos?

Aécio NevesEu tenho do ponto de vista pessoal uma relação muito próxima com o Eduardo (Campos, presidente nacional do PSB). Nem sempre estamos no mesmo palanque, mas não é impossível que isso possa ocorrer lá na frente. O PSB vai saber, no tempo certo, a sua posição.

Em relação às eleições nacionais, o PSDB teve um desempenho bom?

Aécio NevesSim, e tem um fato que eu ressalto: o PSDB se restabeleceu no Nordeste e no Norte do Brasil. Se fizermos uma análise superficial, no Sul e no Centro-Oeste, nós sempre tivemos nas eleições nacionais um ótimo desempenho. Vencemos em todos esses Estados porque ali há um perfil de atividade econômica – produtores rurais em boa parte – que se aproxima mais da visão do PSDB. Mantivemos no Sudeste uma posição sólida nos dois maiores colégios eleitorais, em São Paulo e em Minas. Ganhamos em Belo Horizonte e estamos disputando agora em São Paulo, com reais chances. Mas tivemos um fracasso muito grande no Nordeste e no Norte nas últimas eleições. Nessa eleição municipal, nós já vencemos no primeiro turno em Maceió, com o PSDB, em Aracaju, com o Democratas. Estamos disputando Salvador, João Pessoa, Campina Grande, Teresina, São Luís e em outras capitais. No Norte, estamos disputando em Belém e em Manaus, e o PT não está nessas disputas. Houve aí o início do processo de reinserção da oposição no Nordeste, que eu reputo como o fato que mais me chamou a atenção. As oposições saem muito vivas dessas eleições e devem se preocupar, em 2013, de buscar uma nova interlocução com a sociedade, identificar os grandes gargalos que o Brasil tem e que levam ao crescimento pífio da economia.

Quais os equívocos do governo Dilma que podem ser diretriz do seu projeto de 2014?

Aécio Neves – O PT, desde lá de trás, acomodou-se. Abriu mão de ter uma projeto ousado para o país para se contentar com o projeto de poder. As grandes reformas não foram feitas. Nenhuma dessas questões foram enfrentadas. O governo do PT é pouco generoso com os Estados e os municípios e é ineficiente. Em relação a Minas, O PT tem uma dívida muito grande.

Aécio: presidente 2014 – Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=213499,OTE&IdCanal=1

Aécio Neves lidera PSDB na derrota do PT em Minas

Liderado por Aécio Neves, PSDB bate o PT em Minas

Publicado por Queremos Aécio Neves Presidente

Passados os primeiros momentos de perda de consciência e das pernas bambas, condição muito comum aos boxeadores que levam um cruzado direto na ponta do queixo, os petistas voltaram à internet no início da semana para fazer mais do mesmo: tentar endeusar o ex-presidente Lula – como o grande vencedor das eleições – e diminuir a importância das vitórias políticas e eleitorais no campo da oposição.


Infelizmente, no caso de Belo Horizonte e Minas Gerais, não há como esconder o peso da vitória do PSDB, em especial do senador Aécio Neves.

Aécio enfrentou, ao lado do prefeito Márcio Lacerda, a força máxima do petismo mineiro e nacional e conquistou uma das mais importantes vitórias em uma eleição em Minas.

Foram derrotados no último domingo o ex-presidente Lula, a presidente Dilma, o ministro e ex-prefeito Fernando Pimentel, os ex-ministros Luiz Dulci e Nilmário Miranda, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, o ex-governador Newton Cardoso, o vice-prefeito, Roberto Carvalho, e um grupo estimado de 900 lideranças petistas que continua, há 20 anos, encastelado na própria prefeitura.

Além de ter derrotado todo o aparato auxiliar do petismo em Minas, como a CUT e seus sindicatos filiados, as legendas partidárias agregadas, como o PCdoB, e os seus marqueteiros milionários.

Mas não foi apenas o resultado da eleição para a prefeitura de Belo Horizonte que pode ser comemorado por Aécio. Cerca de 80% dos prefeitos eleitos são da base
do governo estadual.

Proporcionalmente, o PSDB foi o partido que mais elegeu prefeitos e vereadores em Minas, com 142 prefeituras e com 229 cadeiras nos legislativos municipais. O segundo lugar ficou com o PMDB, com 117 prefeituras e 218 vereadores. Somente em terceiro lugar vem o PT, com 114 prefeitos eleitos e 191 vereadores, mesmo tendo nas mãos a máquina do governo federal para impulsionar as suas candidaturas.

O PSDB ganhou a disputa e tirou o PT das administrações de cidades importantes como Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com candidatura própria, e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri e Varginha, no Sul de Minas, integrando as chapas vencedoras em outras cidades que eram redutos petistas no estado há vários anos. O ultimo resultado dessas eleições confirma a escolha que os mineiros vem fazendo nos 10 últimos anos e que vem dando a vitória inequívoca ao projeto defendido pelo PSDB.

Jaques Wagner: Aécio quer ser presidente, comentou governador da Bahia

Aécio quer ser presidente, diz governador da Bahia. Jaques Wagner critica julgamento do mensalão e minimiza vitória de Campos em Recife.

Aécio: presidente 2014

Fonte: Valor Econômico

Jaques Wagner condena ‘espetáculo’ do julgamento

 Aécio quer ser presidente, diz governador da Bahia

‘Aécio quer ser presidente’, diz governador da Bahia.

Wagner: “Me consta que Aécio quer ser presidente. Ele [Campos] vai se afastar do governo para ser vice do Aécio?”.

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), afirma que o julgamento do processo do mensalão do PT ganhou “conotação politizada demais” e tem influência nas eleições municipais, embora não seja determinante. No segundo turno, acredita que o peso será menor – assim como o das greves que desgastaram sua gestão -, já que o eleitor “despejou um pouco de sua raiva”. Wagner diz que o julgamento peloSupremo Tribunal Federal (STF) virou um “espetáculo”, que transforma ministros em heróis e constrange os que contrariam o senso comum.

“Uma coisa é a transparência, outra é o espetáculo. Não sei se faz bem à democracia. (…) Então o ministro Ricardo Lewandowski [revisor] está proibido de ter opinião jurídica diferente de Joaquim Barbosa [relator], porque um virou herói? Lewandowski é um dos 11 integrantes. Então tudo o que falar está contaminado, porque não está no senso comum do que todo mundo pensa? Então vamos fazer justiça com as próprias mãos”, diz.

Para Wagner, os envolvidos tiveram “julgamento público” e pagaram preço muito alto, com constrangimento pessoal e familiar. No caso do ex-ministro José Dirceu, compara a cassação na Câmara à pena de morte. No segundo turno, defende que o PTenfrente esse debate, lembrando os escândalos que abateram a oposição. “O povo sabe que tem demônios e santos em tudo que é partido. E que nenhum deles tem a tutela da moralidade absoluta”, diz.

Com um olho no segundo turno da eleição de Salvador, onde o candidato do PT, Nelson Pelegrino, vai disputar com Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), e o outro no cenário nacional, no qual é um dos nomes do PT para a sucessão da presidente Dilma Rousseff, Wagner minimiza a vitória do governador Eduardo Campos (PSB) nesse primeiro turno, com a eleição de Geraldo Júlio em Recife. Para ele, lá “o PT é que acabou com o PT“, com um “rol de trapalhadas”.

O governador considera natural que Campos tenha pretensão de disputar a Presidência da República, mas diz que, apesar disso, não pode ser visto como opositor do PT, mesmo tendo vista os embates no Recife e em Belo Horizonte, onde Marcio Lacerda venceu no primeiro turno com apoio do tucano Aécio Neves, e Fortaleza, cidade na qual o segundo turno será disputado pelas duas legendas.

Evitando antecipar uma ruptura da base de Dilma, nega que haja uma “trama” entre o colega de Pernambuco, que é presidente do PSB, e Aécio, para uma aliança futura, contra o PT. Wagner prefere atribuir a uma “infeliz coincidência” o fato de PT e PSBterem se enfrentado nessas três cidades estratégicas. “Me consta que Aécio quer ser presidente. Ele [Campos] vai ter interesse em se afastar desse projeto para ser vice do Aécio?

O governador, cuja base aliada elegeu cerca de 340 prefeitos dos 417 da Bahia, já articula a participação de Dilma e de Lula em comício de Pelegrino. No primeiro turno, ambos gravaram para o programa eleitoral, mas apenas o ex-presidente foi a Salvador. Quer, também, o apoio do PMDB de Geddel Vieira Lima – aliado de Dilma, mas oponente de Wagner na Bahia – no palanque do petista. O PMDB lançou Mário Kertész, que ficou em terceiro, com mais de 9% dos votos.

“Como existe um alinhamento nacional do PT com o PMDB, entendo que tem uma naturalidade da política essa aproximação, não uma obrigatoriedade. (…) Estamos discutindo uma campanha eleitoral em que está o projeto da Dilma versus o projeto do [José] Serra ou do Aécio [Neves], do DEM e do PSDB”, afirma Wagner.

Mas não vai oferecer a Geddel vaga na chapa governista à eleição majoritária de 2014, em troca do apoio a Pelegrino. As três vagas (governador, vice e senador) já são poucas para acomodar os partidos que integram hoje sua base. Compromete-se apenas com a possibilidade de o PMDB, se for para a base, participar das negociações.

“Não fico devendo o que não posso entregar. Se o Geddel apoiar Pelegrino, não está na obrigação de apoiar meu candidato em 2014. A recíproca é a mesma. Se ele tiver no apoio ao governo, é um partido que entra na discussão. Mas não posso dizer que a vaga é dele e desconstituir um conjunto de partidos.” A permanência ou não de Geddel no governo federal – ele ocupa a vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal -, caso decida apoiar o DEM, é uma decisão de Dilma e do PMDB, diz Wagner.

No caso da eleição de Salvador, Wagner avalia que o julgamento do mensalão teve seu peso, assim como outras variáveis, como a greve de policiais e a de professores, que durou mais de cem dias, que desgastaram seu governo.

Embora rejeite a tese da transferência de dinheiro do PT para aliados em troca de apoio ao governo – o que foi batizado de “mensalão do PT” -, Wagner admite que o PT envolveu-se numa “grande trapalhada”, em 2004, quando ajudou financeiramente os partidos aliados. A estratégia era eleger mais de mil prefeitos da base, para chegar mais forte a 2006, na reeleição de Lula.

Ele responsabiliza o sistema eleitoral brasileiro, no qual os candidatos têm de buscar financiamento para as campanhas, e defende o financiamento público, como forma de dar oportunidade a quem quer disputar “sem ter que passar o chapéu”. Com o medo do empresariado de financiar campanhas e, futuramente, se ver envolvido em algum escândalo, o governador confirma que aumentou a chamada doação oculta, pela qual transferências são feitas aos partidos que, por sua vez, fazem a distribuição às candidaturas. “Tem um jogo de hipocrisia. Porque, se o cara ajudou, não ser um privilegiado [após a eleição], mas também não pode ser um pária. Por isso, acho que as pessoas exorbitam na crítica, porque ficam no céu ou no inferno. E a vida é muito mais purgatório.”

Em seu segundo ano de mandato, Wagner diz que sonha em disputar a Presidência, mas nega ter obsessão pelo projeto. Sua prioridade é reeleger Dilma em 2014. Ele não descarta a possibilidade de ficar no cargo até o fim do mandato e não disputar as próximas eleições. Para facilitar a composição dos aliados na chapa majoritária (governador, vice e senador), Wagner aceita disputar a Câmara dos Deputados.

Wagner diz que continuará, na campanha de Salvador, o discurso do alinhamento político entre prefeitura e governos estadual e federal, mas nega que seja uma ameaça de discriminação, se o eleito for de outro partido. Ele define o que prega como um “alinhamento de projeto, sinergia de pensamento”.

Após 12 anos de gestão petista na Presidência da República, o governador diz que há um desgaste do governo. Mas cita o crescimento de cerca de 15% do PT, nessas eleições, como um dado para mostrar que o partido ainda tem fôlego, embora alguns interpretem que o peso da influência de Lula diminuiu.

Aécio: presidente– Link da matéria: http://www.valor.com.br/eleicoes2012/2862098/jaques-wagner-condena-espetaculo-do-julgamento