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Aécio fala sobre ações para desenvolver região Nordeste

Aécio Neves: “No meu governo, assim como foi o de Juscelino Kubitschek, a prioridade absoluta vai ser o Nordeste brasileiro.”

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Itabuna (BA) – 18-09-14

Sobre o Plano Nordeste Forte e compromissos com a região.

A nossa candidatura foi a única que assumiu um compromisso claro com a região Nordeste brasileira. Em primeiro lugar, com a descentralização dos investimentos, portanto, com o favorecimento tributário que permita que empresas e empregos voltem ao Nordeste brasileiro. Uma ação muito firme na segurança pública. Seremos o governo que vai enfrentar o tráfico de drogas, seremos o governo que vai controlar as nossas fronteiras. E estabelecemos uma meta de no máximo em 10 anos reduzirmos em 30% os homicídios da região Nordeste, com investimentos, com parcerias com os Estados e com mudança no código penal, permitindo que, no caso de crimes graves, os jovens acima de 16 anos possam ser punidos com base no código penal.

Por outro lado, teremos um conjunto de ações de estímulo à educação. A nossa meta é que em oito anos a região Nordeste tenha o mesmo nível de educação das regiões mais ricas do Brasil, com investimentos, com qualificação das pessoas, e com resgate de todos os jovens que não concluíram o ensino fundamental e o ensino médio. Meu programa de governo vai dar uma bolsa de estudo de um salário mínimo para que todos os jovens possam concluir, primeiro, o ensino fundamental, e, depois, o ensino médio. Vamos fundar a nova escola brasileira aqui na região Nordeste. Uma escola qualificada, escola que ensine, com currículo regionalizado, bem equipada e com professores valorizados.

E vamos fazer também uma profunda imersão na questão da saúde. Vamos levar a saúde mais próxima das pessoas com as clínicas de especialidades, onde o cidadão ou a cidadã vai ter a sua consulta marcada com antecedência, no mesmo espaço físico vai ter atendimento com o especialista, vai fazer os exames e vai sair dali com os remédios. No meu governo, assim como foi o de Juscelino Kubitschek, outro mineiro que presidiu o Brasil há 60 anos, a prioridade absoluta vai ser o Nordeste brasileiro.

Sobre o fortalecimento do turismo, em especial no Nordeste.

Vamos tratar o turismo como talvez a mais rentável das indústrias que temos, porque o investimento já está aí, a natureza fez em grande parte. O que precisamos é de infraestrutura adequada, de promoção dessa região tanto em outras partes do Brasil, quanto no exterior, e vamos apoiar o setor privado para que possa fazer investimentos que qualifiquem o turismo com hotéis de qualidade, centros de convenções. Vou fazer uma grande parceria com o governador Paulo Souto, na Bahia, com os demais parceiros da região Nordeste, com o prefeito ACM Neto, nosso grande companheiro em Salvador. Juntos, a várias mãos, vamos construir um tempo de maior desenvolvimento, seja no turismo, na indústria, e no agronegócio, com foco muito especial para o pequeno produtor rural.

Sobre o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa.

Nesta época de campanha, existem muitas especulações. Sou amigo do ministro Joaquim Barbosa, que é um grande brasileiro, prestou um extraordinário serviço à democracia brasileira, contrariando, obviamente, os interesses do PT. O Brasil deve muito a ele. Mas não tenho tido nenhuma conversa política com o ministro Joaquim Barbosa, até pelo respeito mútuo que nos une. O que é importante hoje é que o sentimento de Joaquim Barbosa contra a impunidade, pela justiça, pela decência na vida pública, é um sentimento que a nossa candidatura encarna.

Sobre a expectativa para as últimas semanas de campanha.

Estou extremamente otimista. Está chegando aquilo que chamo de a Onda da Razão. As pessoas estão avaliando com maior profundidade o que cada candidatura representa. E a minha candidatura é muito claro o que ela propõe para o Brasil. Ela propõe encerrarmos esse ciclo de governo do PT e iniciarmos um outro ciclo, de desenvolvimento econômico, de melhoria na segurança, na saúde, na educação. Quem pode vencer de verdade o PT e permitir o Brasil voltar a crescer e a vida das pessoas melhorar, é a nossa candidatura. E isso vai ficando cada vez mais claro. Por isso espero que, no dia 5 de outubro, ao lado do meu companheiro ACM Neto, possamos estar no segundo turno e, a partir daí, prontos para vencermos as eleições, pelo bem da Bahia, do Nordeste e do Brasil.

Sobre a região do cacau e a dívida do setor.

Sei da importância da renegociação dessa dívida. Tenho conversado muito sobre isso com o governador Paulo Souto, com o prefeito de Salvador, ACM Neto, com lideranças importantes da região, e vamos sim fazer esse renegociação. Mas mais do que isso, no meu governo, os investimentos em portos, por exemplo, serão no Brasil, como no porto do Sul e alguns outros que visam a melhorar a competitividade de quem produz no Brasil. No meu governo, não vai ter dinheiro para porto em Cuba ou em outras partes. Quero ter um compromisso formal com essa região, porque essa região já ajudou imensamente no desenvolvimento do Brasil. Está na hora de o Brasil reconhecer esse apoio e dar a ela condições de desenvolver as várias atividades tanto na agricultura, mas também no turismo, e também com atração de novos investimentos para cá. Fui o único candidato à Presidência da República que lançou um programa para o Nordeste, chamado [Plano] Nordeste Forte. Que passa por investimentos em segurança pública, e eu, como presidente da República, vou conduzir pessoalmente uma política de segurança pública para acabar com a impunidade, com o tráfico de drogas, e permitir que as famílias vivam com maior tranquilidade. Vamos fazer um programa de resgate dos jovens para que eles possam, qualificados, terem oportunidade de entrar no mercado de trabalho. Vamos cuidar da saúde com maior generosidade, e o principal, vamos fazer o Brasil voltar a crescer. A nossa candidatura é a única que tem as condições de credibilidade para que o Brasil volte a crescer. E, crescendo, vamos voltar a ter os empregos que começam a faltar no Brasil.

Sobre segurança pública.

Temos que tratar a questão da segurança pública sobre várias vertentes. A primeira delas, as nossas fronteiras por onde entram as drogas, por onde entram as armas. Temos que ter uma ação conjunta das forças de segurança, forças armadas e policia federal, para enfrentar o tráfico que vem das nossas fronteiras. Vou estabelecer uma relação altiva com os países produtores de drogas que contrabandeiam essas drogas para o Brasil. Não vamos fazer parcerias com esses países se eles não cuidarem internamente também da produção de drogas. E, em relação à maioridade penal, nos casos de crimes graves cometidos por jovens acima de 16 anos, eles responderão com base no código penal.

Vitória de ACM Neto para liderança do DEM teve participação decisiva de Aécio Neves

Vitória de ACM tem Aécio como sócio

Fonte: Marcelo de Moraes – O Estado de S.Paulo

Senador trabalha nos bastidores, ajuda a emplacar deputado baiano na liderança do DEM e impõe derrota ao grupo de Serra e Kassab

A folgada vitória do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA) na eleição para a liderança da bancada do Democratas teve participação decisiva do senador tucano Aécio Neves (MG), pré-candidato à sucessão presidencial. Nos últimos dias, ele articulou diretamente com deputados do DEM e pediu apoio para a candidatura de ACM Neto. Nessas negociações, Aécio virou vários votos a favor do deputado baiano, como o dos deputados paulistas Jorge Tadeu Mudalen e Alexandre Leite.

ACM Neto disse que vai conversar com Kassab e tentar convencê-lo a ficar no partido.

ACM Neto derrotou o deputado Eduardo Sciarra (PR) em mais um round da disputa interna do DEM, rachado hoje entre os que apoiam uma eventual candidatura presidencial de Aécio e os que defendem o ex-governador de São Paulo José Serra, grupo que inclui o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

A maior surpresa dessa disputa, porém, foi a larga vantagem, de 11 votos, obtida pelo deputado baiano. O resultado é revelador da hegemonia dos aecistas dentro do partido e deverá se repetir na escolha do próximo presidente do DEM. A eleição será em março, com o favoritismo do senador José Agripino Maia (RN), candidato apoiado pelo grupo aecista.

Com o DEM atravessando grave crise interna por conta dos efeitos dessa divisão, ACM Neto diz que vai tentar unificar as duas alas. Seu primeiro alvo já está definido. Na próxima semana, ele viaja para São Paulo para conversar com Kassab e impedir sua saída do partido, rumo ao PMDB de Michel Temer.

“Meu trabalho agora será o de unir todo mundo outra vez. Acho que o prefeito Kassab é um grande quadro e precisamos ter todo o DEM agrupado novamente”, afirma. “Será muito importante que ele permaneça no nosso partido”, acrescentou.

Kassab não tem escondido de ninguém sua disposição de migrar para o PMDB para poder disputar o governo de São Paulo em 2014, possivelmente até com o apoio do governo federal. Apesar disso, o comando do DEM ainda acha possível reverter a situação e manter o controle da maior prefeitura do País.

Satélite. ACM Neto também avalia que o partido não se tornou um satélite das discussões do PSDB, apesar da nítida influência deAécio e Serra sobre o futuro da legenda e das alianças nas eleições presidenciais de 2006 e de 2010. Como não tem um candidato próprio natural, o DEM sabe que seu projeto político é acoplado com o dos tucanos. Mas o novo líder acha precipitado deflagrar essa discussão.

“É muito cedo para se falar em candidatura presidencial. Assim como vou trabalhar para ter o DEM reunificado, temos total interesse em ter o PSDB unido e fortalecido porque são nossos parceiros naturais na oposição”, diz. “Assim como sou próximo deAécio, também trabalhei por toda a Bahia pedindo votos para o Serra. Fiz sua campanha para presidente, suei para que fosse eleito. Mas o debate de sucessão presidencial não pode ser feito agora. Nossa prioridade precisa ser a discussão no Congresso de uma agenda de reformas.”

União. Do lado derrotado, Eduardo Sciarra afirma que também vai trabalhar pela união do partido. “Antes da votação, eu e o deputado ACM Neto já tínhamos conversado e combinado que trabalharíamos para acabar com a tensão do partido. Se ainda não existe essa união interna, acho que é possível que isso aconteça em breve. Acho que vai depender dos gestos do outro grupo nessa direção”, disse.

Fora do processo de disputa interno, ACM Neto insiste que o partido precisa se concentrar nas discussões em torno de reformas dentro do Congresso. O novo líder afirma que pretende abrir diálogo com a presidente Dilma Rousseff em torno de agendas comuns para governo e oposição. “O DEM está disposto a isso. O problema é que, até agora, não existe nada”, critica.

 

ACM Neto é escolhido líder do DEM na Câmara, Kassab se enfraquece e partido fica mais próximo de Aécio e distante de Serra

Escolha de ACM Neto enfraquece Kassab

Fonte: Caio Junqueira – Valor Econômico

Por 27 votos a 16, o deputado ACM Neto (BA) foi eleito ontem o novo líder da bancada do Democratasna Câmara dos Deputados e reforçou o grupo do presidente da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ), na disputa pelo comando do partido. Além disso, a vitória de ACM Neto aproxima o partido do senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) e o afasta do candidato derrotado à presidência da República, José Serra (PSDB-SP).

Em votação secreta durante reunião fechada dos 43 deputados eleitos para a legislatura que toma posse hoje, Neto venceu o deputado federal Eduardo Sciarra (PR), aliado do grupo do atual líder, deputado Paulo Bornhausen (SC), e de seu pai, o presidente de honra do partido, ex-senador Jorge Bornhausen (SC). Ambos apostavam em uma vitória na bancada para verem maiores as chances de retirar do comando da legenda o deputado Rodrigo Maia (RJ), e manter o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, na sigla.

Kassab, assim como os Bornhausen, são os mais próximos aliados de Serra no DEM. Já ACM Neto e seus apoiadores internos, como o deputado Ronaldo Caiado (GO) e Rodrigo Maia, defendem que a legenda apoie Aécio Neves na disputa interna de poder dos tucanos. Ontem, Aécio monitorou todo o debate na bancada do DEM por meio dos deputados mineiros que a integram.

Internamente, a vitória de Neto diminui as chances de o grupo dos Bornhausen sair vitorioso na convenção nacional do DEM, marcada para o dia 15 de março.

Na ocasião, as duas alas partidárias terão novo embate pela presidência. Junto com a senadora Kátia Abreu (TO) e com o deputado federal Índio da Costa (RJ), vice de Serra na campanha presidencial de 2010, eles tentavam lançar o senador não reeleito Marco Maciel (PE) para inibir uma provável candidatura do senador Agripino Maia (RN). Com a vitória de Neto, as chances de Maciel sair candidato diminuem.

A derrota dos Bornhausen também cria um impasse para Kassab, que pretende deixar o partido rumo ao PMDB. Sem um aliado na presidência do DEM, o prefeito paulistano corre o risco de ter sua desfiliação contestada judicialmente.

A vitória de ACM Neto também diminui a possibilidade de Kassab, mesmo deixando o partido, manter controle do DEM em São Paulo. Logo após confirmada sua vitória, o novo líder da bancada do DEM na Câmara disse que procuraria o prefeito de São Paulo e solicitaria que ele permaneça no DEM. “É fundamental que ele fique”, declarou ontem ACM Neto.

Aécio Neves que unir oposição em propostas que levantem debate sobre educação e segurança

Aécio prega reação contra massacre da oposição

Fonte: Adriana Vasconcelos – O Globo

Senador defende que PSDB, DEM e PPS se unam em torno de propostas e levantem debates sobre educação e segurança

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) aproveitou ontem a primeira reunião da nova bancada tucana, que reconduziu o paranaense Álvaro Dias à liderança, para pregar a unidade e ditar novos rumos para a oposição. Para evitar que os oposicionistas sofram “um massacre do governo”, Aécio propõe que PSDB, DEM e PPS apresentem dentro de 30 a 60 dias, no máximo, uma agenda legislativa com quatro ou cinco temas de grande apelo popular, que possam também sensibilizar setores da base governista.

Uma das sugestões é que os tucanos encampem uma das principais bandeiras dos municípios, impedindo que o governo federal faça cortesia com chapéu alheio, ao anunciar isenções tributárias que penalizem as receitas municipais:

– Temos de qualificar a oposição, se não vamos ser massacrados. Essa é a única forma de nos contrapormos ao rolo compressor. Há, por exemplo, um vácuo na relação dos partidos com os municípios. E temos uma grande chance de estreitarmos nosso relacionamento com os municípios, se adotarmos uma agenda federativa – disse Aécio.

Outro tema sugerido por Aécio para integrar a agenda da oposição é a educação. O senador mineirolembra que o Chile foi bem sucedido na negociação de um pacto educacional. Na sua opinião, a segurança pública também é um assunto de grande interesse da sociedade, que pode mobilizar até os governistas, desde que a oposição apresente propostas de efeito imediato, como a proibição do contingenciamento de recursos do Fundo Penitenciário.

Aécio conclama ainda seus colegas oposicionistas a incluir na sua lista de prioridades uma proposta que assegure a melhora do estado de conservação das estradas federais, além das reformas estruturantes.

Aécio advertiu, porém, que nenhuma ação da oposição terá sucesso sem que haja uma unidade interna.Minimizando o clima de mal estar registrado dentro do PSDB na semana passada, ele fez um alerta: – Chego com serenidade ao Senado para amalgamar a oposição. Somos um grupo político, e só com unidade vamos conseguir nos contrapor ao governo. Estou confiante de que o PSDB saberá discutir seu destino. É hora de baixar a bola.


ACM Neto é escolhido líder do DEM
O senador Aluizio Nunes (PSDB-SP), porém, reforçou as críticas à iniciativa da bancada do PSDB na Câmara de apoiar a recondução do senador Sérgio Guerra (PE) à presidência do partido. Na opinião de Nunes, esse gesto atrapalhou as articulações que o ex-governador José Serra vinha fazendo nos bastidores para se lançar candidato ao comando da legenda:

– Acho que colocaram o carro na frente dos bois. Foi uma precipitação. O PSDB deve discutir essa questão melhor e escolher seus melhores quadros para representá-lo, aqueles com mais capital político – disse o senador paulista.

Para Aécio, a iniciativa da bancada da Câmara foi natural, assim como a do Senado, que indicou o ex-senador Tasso Jereissati (CE) para a presidência do Instituto Teotônio Vilela:

– O grande ativo que não podemos perder é a nossa unidade, pois só ela nos possibilitará que possamos apresentar um projeto alternativo para o país – afirmou o mineiro.

Aécio descartou a possibilidade de disputar o comando do PSDB. E destacou que uma de suas prioridades este ano será ajudar na aprovação de uma reforma política. Ele criticou, contudo, a proposta que vem ganhando força entre os governistas, para que seja incluído no texto dessa reforma uma janela que permita o troca-troca partidário. Essa manobra viabilizaria o ingresso de alguns oposicionistas na base do governo, como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM.

– Não é por aí que se começa uma reforma política. O casuísmo não é um bom caminho para se iniciar essa reforma – disparou.

Também com problemas internos, a bancada do DEM na Câmara elegeu ontem, por 27 votos a 16, o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA) como líder da bancada, impondo uma derrota a Kassab. O prefeito paulistano apoiava Eduardo Sciarra (PR). A vitória de ACM Neto reforça a estratégia do atual presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), de manter seu grupo no comando da legenda, na convenção nacional marcada para março.