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Gestão Anastasia: Museu Mineiro reabre as portas e inicia comemorações pelos 30 anos de fundação

BELO HORIZONTE (17/01/12) – Inaugurado em 1982 com a missão de preservar, pesquisar e difundir os registros da cultura mineira, além de ser espaço de referência para as demais instituições museológicas de Minas Gerais, o Museu Mineiro, órgão vinculado à Superintendência de Museus e de Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura, que também integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade, reabre suas portas ao público, ao mesmo tempo em que inicia as comemorações pelos seus 30 anos. A cerimônia de reabertura será realizada nesta quarta-feira (18), às 10h, após importantes reformas em sua estrutura física.

Com o patrocínio do BDMG, por meio do BDMG Cultural, da Fiat, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e da parceria com a Fiemg, por meio do Sesi, foi criada nova museografia, que inclui novo projeto luminotécnico, além da recuperação e modernização do sistema elétrico. O Museu Mineiro ganhou, ainda, Sala de Exposição Temporária, com 200 metros quadrados, e um espaço multiuso para palestras e cursos, equipado com computadores.

A reinauguração será realizada com a mostra “Coleções do Museu Mineiro” – com obras da Coleção Arquivo Público, Coleção Geraldo Parreiras, Coleção Pinacoteca do Estado e Coleção Amigas da Cultura. Na Sala de Exposição Temporária, será inaugurada a mostra “Palavras: dos homens, das coisas, das plantas e dos animais”, que reúne 145 desenhos criados por 71 professores índios de seis etnias de Minas Gerais.

Ação Educativa

Mesmo interrompendo temporariamente a visitação do público, o Museu Mineiro continuou realizando regularmente suas ações educativas.  Em 2012, a instituição prepara um amplo calendário de ações educativas junto a estudantes e professores do ensino médio, com o projeto “Circulando na Liberdade”, realizado com os demais equipamentos do Circuito Cultural Praça da Liberdade.

Para a Semana Nacional dos Museus, que é promovida em maio, será aberta a exposição “Quarta Estação: Mulheres, Museus e Memória: novas inspirações”, que consiste em uma exposição de flores, elemento simbólico do universo feminino, e obras que retratam narrativas de memórias afetivas de mulheres.

A instituição mantém oficinas de capacitação de profissionais da área museológica e de educação patrimonial, realizadas junto a professores e estudantes da rede pública e particular.

Nos últimos anos, foram realizadas exposições itinerantes em outros Estados, como a exposição “300 anos de Cultura nas Minas Gerais”, em São Paulo, e seminários que promoveram o debate acerca da importância dos espaços museológicos no mundo contemporâneo, como o seminário “Ações Educativas em Debate: Museus e Centros Culturais – espaços de formação e transformação”.

Recentemente, o Museu Mineiro foi reconhecido na 3ª Edição do Prêmio Cultura Viva, promovido pelo Ministério da Cultura, por seu projeto “Museu Guardas”, ação realizada entre 2006 e 2010 com o objetivo de possibilitar o encontro e o diálogo entre a instituição e representantes do congado no Estado. Pelo mesmo projeto, o Museu Mineiro recebeu prêmio do Programa “Rumos Educação, Cultura e Arte 2011/2013”, promovido pelo Instituto Itaú Cultural.

Realizado a cada dois meses, aos domingos, o “Museu Guardas” convida Guardas de Congado mineiras a festejar seus santos de devoção durante toda uma tarde no Museu Mineiro.

Cultura ao alcance do público

Segundo a secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, o Governo de Minas reabre as portas do Museu Mineiro com grande satisfação, não só por seu respeitado acervo estar novamente disponibilizado ao público, mas, principalmente, por representar o esforço da Secretaria de Estado de Cultura em fortalecer o Sistema Estadual de Museus.

“O Museu Mineiro, assim como as demais instituições museológicas de Minas, ocupa papel estratégico na política cultural do Estado. Dessa maneira, mantemos o compromisso de, cada vez mais, aproximar os Museus da população. Seja ampliando o horário de visitação, seja promovendo ações educativas de formação de público e de promoção e valorização da história mineira registrada em seus acervos”, ressalta.

Quatro salas expositivas recebem a mostra “Coleções do Museu Mineiro”

Sala das Colunas – Com a exposição de aproximadamente 130 imagens sacras dos séculos XVIII e XIX, em que se destacam obras atribuídas a Aleijadinho (recentemente, no livro “O Aleijadinho – Catálogo Geral da Obra”, de autoria de Márcio Jardim, duas obras pertencentes ao acervo do Museu Mineiro foram atribuídas ao Grande Mestre: uma imagem de São Francisco de Assis e uma imagem de São Francisco de Paula); obras do Mestre de Piranga e do Mestre de Barão de Cocais.

Sala Vermelha – Exposição da imagem de São Miguel Arcanjo, do século XIX, esculpida em madeira policromada, da Coleção Geraldo Parreiras, além de seis telas atribuídas ao Mestre Ataíde.

Sala do Arquivo Público – Exposição de pinturas retratando os monarcas brasileiros. Possui, ainda, o retrato oficial de Mestre Aleijadinho, dentre outros objetos e documentos referentes à história do Estado de Minas Gerais.

Sala das Sessões – Apresentando a Coleção da Pinacoteca do Estado, com aproximadamente 25 obras de artistas como Aníbal Matos (Solar Tradicional – primeira obra da coleção da Pinacoteca), Belmiro de Almeida (a Má Notícia), Alberto da Veiga Guignard (Retrato de Suzana), Mário Silésio (Abstração) e Celso Renato (Ponte do Rosário), dentre outros.

As coleções do Museu Mineiro – Caracterização

O acervo do Museu Mineiro é formado por objetos que documentam períodos distintos do processo de formação da cultura mineira. Constitui-se de peças de arte sacra e de mobiliário dos séculos XVIII e XIX, pinacoteca ilustrativa de etapas marcantes das artes plásticas em Minas, utensílios pessoais, pecuniários e cerimoniais, esculturas, insígnias e armaria.

No processo de formação desse acervo, distinguem-se três coleções nucleares:

Coleção Arquivo Público Mineiro: composta por 872 peças, resultado de um longo processo de recolhimento de objetos de expressão histórica e artística – de 1895 até o final dos anos 1970 – efetuado pelo Arquivo Público, para compor o acervo do futuro museu, até a sua implantação em 1982.

Coleção Geraldo Parreiras: Composta por 187 peças de arte sacra, reúne um conjunto expressivo de obras representativas do Barroco Mineiro dos séculos XVIII e XIX, entre imaginária, alfaias e mobiliário religioso.

Coleção Pinacoteca do Estado: Tem sua origem vinculada à proposta de criação de uma Pinacoteca do Estado em 1926, por iniciativa do artista plástico Anibal Mattos.

Além dessas, existem ainda várias coleções, de procedências diversas, sob a guarda do Museu Mineiro: Coleção Iepha/MG, Coleção Conselho Estadual de Cultura, Coleção Amigas da Cultura, Coleção Hildegardo Meirelles, Coleção Servas.

Fonte: Agência Minas