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PSDB em Minas foi o grande vitorioso da eleições 2012, analisa Pestana

PSDB Minas. Presidente do PSDB em Minas faz balanço do desempenho positivo do partido nas eleições municipais.

PSDB Minas: Eleições 2012

Fonte: Marcus Pestana, Presidente Estadual do PSDB/MG

 PSDB em Minas sai vitorioso, analisa Pestana

Eleições 2012: PSDB Minas

Balanço das eleições municipais de 2012 em Minas Gerais

É curioso o raciocínio que se utiliza para identificar os vitoriosos ou derrotados em cada pleito eleitoral. Na verdade, a impressão que se tem muitas vezes é que se buscam argumentos para confirmar desejos ou teses pré-estabelecidas. Mas, felizmente, não há raciocínio que prevaleça sobre a realidade.

Penso nisso ao ler uma análise publicada nesse prestigiado blog, que tenta apontar o PSDB-MG, e em especial o Senador Aécio Neves, como fragilizados politicamente pelos resultados eleitorais de Minas quando, na verdade, o resultado chama atenção justamente pelo oposto e que, quem tenha como eu, percorrido o interior de Minas nas eleições – estive em 114 municípios – tenha assistido uma verdadeira disputa de diversos candidatos na mesma cidade pelo uso associado da imagem do Senador Aécio Neves e do Governador Antonio Anastasia.

É compreensível que quem não faça parte do jogo político faça contas de vitórias e derrotas somando e subtraindo legendas. Com isso, na aritmética de quem está na arquibancada, o resultado linear é simples de ser alcançado. Mas, na verdade, a política não é linear, assim como vitórias e derrotas de forças políticas não se revelam unicamente através de legendas.

Alguém tem dúvidas de que a vitória do PSB em Belo Horizonte, enfrentando o ex-prefeito, ex-ministro e uma das maiores lideranças do PT em Minas, Patrus Ananias, com intensa presença de Lula e Dilma em sua campanha é, na verdade, uma vitória do PSDB? Vitória retumbante do ex-secretário de Desenvolvimento de Aécio Neves e atual Prefeito Marcio Lacerda, sendo a primeira vez na história política de Minas que a eleição na capital é decidida no primeiro turno.

Na verdade, em Minas, desde 2002, o PSDB prioriza a política de alianças e apoio a candidatos da base do governo, diferentemente do PT que tem uma política exclusivista e autocentrada, e não necessariamente às candidaturas próprias da legenda. Basta dizer que cerca de 80% dos prefeitos eleitos dos 853 municípios fazem parte da base de apoio do governo do PSDB e do Senador Aécio Neves em Minas. O PSDB, propositalmente, só lançou candidatos próprios em menos de 40% dos municípios, como forma estratégica de fortalecer a base do governo.

Assim, no raciocínio estreito de quem está na arquibancada, que entende como vitória do projeto do PSDB apenas as vitórias da nossa legenda, o PSDB estaria inevitavelmente sempre fadado ao fracasso. Afinal, mesmo que elegesse 100% dos seus candidatos, alguém distante da realidade sempre poderia dizer: o PSDB elegeu prefeitos em apenas 40% dos municípios.

Vou me restringir à analise das 59 maiores cidades de Minas Gerais, que têm mais de 40.000 eleitores, concentrando 54% do eleitorado mineiro. Nesses 59 municípios, 4 tiveram resultado adiado para o segundo turno e aliados de Aécio Neves e Antonio Anastasia poderão vencê-las.

Das 55 cidades restantes e com resultados já definidos, as forças aliadas a Aécio Neves desde 2002 venceram em 37 delas e ainda se somam duas situações peculiares (Ubá e Pará de Minas) onde prefeitos eleitos do PT e do PMDB não alinhados, têm vices-prefeitos eleitos do PSDB.

O PSDB de Minas, dentro de sua perspectiva política ampla e aliancista, sempre teve como estratégia fortalecer o Partido sem atropelar seus aliados históricos. Costumo brincar com os amigos da Imprensa, com base em experiência concreta que, para além das fronteiras do PSDB existe o Partido de Minas, o PAA (Partido de Aécio e Anastasia).

Análises de vitórias e derrotas eleitorais, assim como de vitórias e derrotas políticas, precisam ser feitas, mas precisam respeitar a lógica política concreta e os elementos verdadeiros da realidade.

Eleições 2012: Minas Gerais

Aécio e Anastasia definem apoios do PSDB para o 2º turno em Minas

PSDB: eleições 2012 – Tucanos vão apoiar Carlin Moura (PCdoB) em Contagem, Bruno Siqueira (PMDB), em Juiz de Fora eLerin (PSB), em Uberaba.

PSDB: eleições 2012

Fonte: Estado de Minas

PSDB sobe em três palanques

Tucanos confirmam apoio no segundo turno a Bruno Siqueira (PMDB) em Juiz de Fora, Carlin Moura (PCdoB) em Contagem e Lerin (PSB) em Uberaba

 PSDB define apoios para o 2º turno em Minas

Eleição 2012: Tucanos vão apoiar Carlin Moura (PCdoB) em Contagem, Bruno Siqueira (PMDB), em Juiz de Fora eLerin (PSB), em Uberaba.

O PSDB anunciou apoio às candidaturas de Carlin Moura (PCdoB), à Prefeitura de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte; a Bruno Siqueira (PMDB), em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e a Lerin (PSB), emUberaba, no Triângulo Mineiro, na briga pelo segundo turno em 28 de outubro. Os partidos que terão a adesão dos tucanos pertencem à base de Dilma Rousseff no governo federal. Os candidatos do PSDB nas duas primeiras cidades ficaram em terceiro lugar na disputa de primeiro turno. Já em Uberaba, o partido se dividiu e acabou em quinto lugar, no apoio a Fahin Sawan (PTB). Os posicionamentos foram definidos ontem em reuniões dos três candidatos com o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB), o senador Aécio Neves (PSDB) e o presidente do partido em Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana.

Além de Contagem, Juiz de For a e Uberaba, haverá segundo turno também em Montes Claros, onde o PSDB ficou em terceiro lugar, com o apoio a Jairo Ataíde (DEM).

Em Juiz de Fora, com a derrota do prefeito Custódio Mattos (PSDB), que tentava a reeleição, o caminho natural era o apoio a Bruno Siqueira (PMDB), já que a outra opção seria a união com Margarida Salomão, do arquirival PT. O que dificultava a negociação era o fato de PSDB ter considerado duros demais os ataques dos peemedebistas a Custódio no primeiro turno. O que também poderia levar o partido a não declarar apoio – formal, pelo menos – ao PMDB, são os altos índices de rejeição de Custódio na cidade. Em suas articulações, Siqueira se movimentava no sentido de ter Anastasia e Aécio ao seu lado, mas não Custódio. Depois da reunião de ontem, no Palácio das Mangabeiras, Pestana disse que o partido já prepara a participação em atos de campanha do peemedebista. “O primeiro já deve acontecer na sexta-feira”, informou o parlamentar.

Sem polarização A definição em Contagem pode ter sido ainda mais drástica. O partido teve que optar entre o PT e o mais tradicional aliado do partido da estrela, o PCdoB. Os comunistas, no entanto, antes mesmo da confirmação do segundo turno, já adotavam discurso para atrair os tucanos. “Nosso projeto é de todos os que querem o bem de Contagem”, afirmou Carlin Moura na confirmação do segundo turno, no dia 7. O rival do PCdoB na cidade é Durval Ângelo (PT). Pelo lado dos tucanos, o concorrente foi Ademir Lucas. “Estamos produzindo uma carta com pontos que vamos adotar junto com a coligação no segundo turno”, afirmou Pestana ao final da reunião com Carlin. A presidente estadual do PCdoB, Jô Moraes, afirmou que não se pode nacionalizar a eleição em Contagem, colocando em lados opostos o PT e o PSDB, os dois partidos que deverão disputar o governo federal em 2014. “Na união pela cidade aceitamos todos os votos que vierem”, defendeu a dirigente partidária.

Em Uberaba, apesar do apoio definido ontem pelos caciques a Lerin (PSB), o PSDB enfrenta um problema interno. Os diretórios estadual e municipal se estranharam na discussão sobre o lançamento de candidatura própria ou o apoio a nome de outro partido. O comando da legenda na cidade decidiu lançar Fahin Sawan (PSDB), enquanto o diretório estadual optou pelo apoio ao deputado estadual Lerin (PSB), que disputará o segundo turno com Paulo Piau (PMDB). Com a falta de apoio do próprio partido, Sawan ficou em quinto lugar na disputa e agora precisará ser adulado para fazer campanha para o rival. “Nossa expectativa é que o diretório municipal se alinhe ao estadual”, diz o vice-presidente do PSDB em Minas, deputado federal Domingos Sávio.

PSDB: eleições 2012 – Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/10/16/interna_politica,323662/psdb-sobe-em-tres-palanques-mineiros.shtml

Eleições 2012 em Belo Horizonte: PT não apresentou nada novo

Ainda sobre as eleições – artigo de Murilo Rocha

Por Redatores da Turma do Chapéu

Pela primeira vez em 20 anos, o PT estará fora da prefeitura de Belo Horizonte. A saída dos petistas que romperam com o prefeito Marcio Lacerda se deu principalmente por causa da bem avaliada gestão do atual prefeito, mas também de erros estratégicos de um partido que resolveu trair uma administração aprovada.

Eleições 2012 em Belo Horizonte

Ainda sobre as eleições

Murilo Rocha

O TEMPO, 11/10/2012

As análises sobre a derrota e, consequentemente, a saída do PT da Prefeitura de Belo Horizonte depois de 20 anos na administração municipal ainda vão ecoar dentro e fora do partido por muito tempo. As primeiras conclusões surgiram antes mesmo do resultado das urnas: a aliança de 2008 com o PSDB foi um erro, e a ruptura, às vésperas do início do processo eleitoral, talvez tenha sido uma decisão pior ainda. Os discursos pós-derrota destacando a recuperação da identidade da sigla na capital mineira, a retomada da militância e a volta do “velho PT” soam mais como um analgésico com prazo de validade para suportar a enorme ressaca eleitoral.

A eleição em Belo Horizonte, incluindo-se aí a da Câmara de Vereadores, merece uma reflexão para além da política de alianças. A Belo Horizonte de 1992, quando Patrus foi eleito prefeito da capital, dando início à era PT na cidade, não existe mais. A classe média intelectualizada e os trabalhadores politizados, capazes de mobilizar seus pares e decidir uma eleição, foram reduzidos, sendo parte empurrada para cima, e outra parte, para baixo da pirâmide social. Esse nicho tradicionalmente eleitor do PT foi pulverizado porque ascendeu economicamente, se desligando de um ideal partidário, ou porque foi achatado, com perda do poder de consumo.

Em julho deste ano, quando Patrus foi lançado candidato às pressas como o único nome capaz de derrotar o atual prefeito, Marcio Lacerda (PSB) – apoiado por Aécio Neves (PSDB) -, o partido contava justamente com esse antigo eleitor de 20 anos atrás. E decepcionou-se. O PT mudou; Belo Horizonte mudou; o eleitorado mudou; mas a campanha de Patrus não se deu conta disso e foi em vão em busca de um passado morto e enterrado.

De repente, o PT em Belo Horizonte parece ter tomado um susto com a mercantilização da relação entre candidato e eleitor, com o pragmatismo das alianças, com a falta de uma posição definida dos candidatos em campos políticos. Ironicamente, o partido não soube como agir diante de um cenário do qual ele mesmo aceitou participar e incentivar a partir de 2002, quando o Lulismo suplantou qualquer resistência dentro do PT à ideia de se perpetuar no poder a qualquer custo. Patrus criticou o pragmatismo eleitoral do rival, o qual foi praticado pelo seu próprio partido com grande competência em nível nacional.

Marcio Lacerda venceu em oito das nove regionais. Só perdeu na regional Nordeste. O prefeito teve votação expressiva nas classes mais ricas, mas também nas mais pobres. Somam-se a isso cerca de 15% de votos nulos e brancos e 18% de abstenções. Ou seja, entre quem esteve disposto a votar em um candidato, a maioria preferiu ficar acomodada, porque gosta da atual gestão ou porque não vê uma alternativa melhor. E é justamente esse o ponto de partida de reflexão para o PT na capital. O partido não se apresenta mais como algo diferente.

Aécio Neves lidera PSDB na derrota do PT em Minas

Liderado por Aécio Neves, PSDB bate o PT em Minas

Publicado por Queremos Aécio Neves Presidente

Passados os primeiros momentos de perda de consciência e das pernas bambas, condição muito comum aos boxeadores que levam um cruzado direto na ponta do queixo, os petistas voltaram à internet no início da semana para fazer mais do mesmo: tentar endeusar o ex-presidente Lula – como o grande vencedor das eleições – e diminuir a importância das vitórias políticas e eleitorais no campo da oposição.


Infelizmente, no caso de Belo Horizonte e Minas Gerais, não há como esconder o peso da vitória do PSDB, em especial do senador Aécio Neves.

Aécio enfrentou, ao lado do prefeito Márcio Lacerda, a força máxima do petismo mineiro e nacional e conquistou uma das mais importantes vitórias em uma eleição em Minas.

Foram derrotados no último domingo o ex-presidente Lula, a presidente Dilma, o ministro e ex-prefeito Fernando Pimentel, os ex-ministros Luiz Dulci e Nilmário Miranda, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, o ex-governador Newton Cardoso, o vice-prefeito, Roberto Carvalho, e um grupo estimado de 900 lideranças petistas que continua, há 20 anos, encastelado na própria prefeitura.

Além de ter derrotado todo o aparato auxiliar do petismo em Minas, como a CUT e seus sindicatos filiados, as legendas partidárias agregadas, como o PCdoB, e os seus marqueteiros milionários.

Mas não foi apenas o resultado da eleição para a prefeitura de Belo Horizonte que pode ser comemorado por Aécio. Cerca de 80% dos prefeitos eleitos são da base
do governo estadual.

Proporcionalmente, o PSDB foi o partido que mais elegeu prefeitos e vereadores em Minas, com 142 prefeituras e com 229 cadeiras nos legislativos municipais. O segundo lugar ficou com o PMDB, com 117 prefeituras e 218 vereadores. Somente em terceiro lugar vem o PT, com 114 prefeitos eleitos e 191 vereadores, mesmo tendo nas mãos a máquina do governo federal para impulsionar as suas candidaturas.

O PSDB ganhou a disputa e tirou o PT das administrações de cidades importantes como Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com candidatura própria, e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri e Varginha, no Sul de Minas, integrando as chapas vencedoras em outras cidades que eram redutos petistas no estado há vários anos. O ultimo resultado dessas eleições confirma a escolha que os mineiros vem fazendo nos 10 últimos anos e que vem dando a vitória inequívoca ao projeto defendido pelo PSDB.