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IPEA: Minas – estudo do IPEA revela que Minas Gerais tem o pedágio mais barato do pais. Rio de Janeiro é o mais caro e está 100% acima do valor cobrado pelo estado mineiro.

Fonte: Brasil Econômico

Concessões investem mais nas estradas do país

 IPEA: Minas tem o menor valor de pedágio do país

IPEA: Minas tem o menor valor de pedágio do país

Investimento por quilômetro nas rodovias concedidas ao setor privado é maior que nas públicas

Entre 2003 e 2011, o investimento por quilômetro nas rodovias concedidas ao setor privado passou de R$ 160 mil para R$ 254 mil. No mesmo período, nas estradas públicas federais esse valor passou de R$ 25 mil para R$ 177 mil por quilômetro. Segundo o estudo Rodovias Brasileiras: Investimentos, Concessões e Tarifas de Pedágio, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apesar de o crescimento ter sido maior nas estradas públicas, o investimento por quilômetro nas rodovias concedidas sempre foi superior ao aplicado nas públicas.

O principal motivo, segundo o Ipea, é a diferença na extensão das malhas. A malha rodoviária concedida, que inclui estradas federais e estaduais, representa 15.234 quilômetros, enquanto as estradas federais sob administração pública somam 57.157 quilômetros. “Portanto, mesmo que o investimento público em rodovias seja maior que o privado (em valores absolutos) quando o dividimos pelas extensões das respectivas malhas apresenta-se uma situação inversa”, aponta o estudo.

Minas Gerais tem o menor valor de pedágio: R$ 6,46 por 100 Km. O Rio é o mais caro, R$ 12,93 por 100 Km

Pedágio

Ipea também concluiu que o investimento médio por quilômetro nas vias concedidas ao setor privado tende a se estabilizar, principalmente porque, após os investimentos iniciais de recuperação, essas rodovias passam a apresentar um bom padrão de qualidade. Nas rodovias federais, o investimento médio por quilômetro tende a continuar crescendo, já que 30% da malha são classificadas como péssimas e ruins.

O Ipea também verificou que as tarifas médias de pedágio para sete estados brasileiros apresentam variação. Minas Gerais tem o menor valor: R$ 6,46 por 100 quilômetros. O Rio é o mais caro, com tarifa de R$ 12,93 por 100 quilômetros.

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Gestão Deficiente do PT: DNIT cancela editais – processo cheio de falhas deixa mais incertezas sobre a segurança nas estradas mineiras.

Gestão Deficiente do PT: DNIT cancela editais

Fonte: Mateus Parreiras – Estado de Minas

Suspensos editais para recuperar BRs

NOVELA – Dnit cancela todos os processos para restaurar rodovias federais em MG, por falhas nas licitações. Última baixa foi a 381

 Gestão Deficiente do PT: DNIT cancela editais

Todos os editais em Minas Gerais para recuperação de rodovias federais do programa Restauração e Manutenção – Crema 2ª Etapa, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), foram revogados porproblemas nos processos licitatórios. O cancelamento das obras de restauração da BR-381 foi o último prego no caixão das concorrências marcadas para este ano em Minas, que beneficiariam 579 quilômetros de rodovias, ao custo de R$ 330,6 milhões. Dos oito editais de obras do programa que foram revogados ou suspensos neste ano em todo Brasil, metade se encontra em Minas. São contratos de recuperação e conservação das BRs 295/474, 381, 365 e 153. Também houve cancelamentos em Alagoas, Bahia, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.

O único trecho da 381 que seria beneficiado pelo Crema tem 96 quilômetros, entre Governador Valadares (Vale do Rio Doce) e a divisa com o Espírito Santo. Seu orçamento era de R$ 58.771.729,57.  Com a revogação das obras, o trecho perderá, além da recomposição do pavimento, dos meios-fios e das sarjetas, a substituição de um quilômetro de rede de drenagem, recomposição de barreiras danificadas e instalação de 95 bueiros, estruturas essenciais para manter a via em funcionamento durante o período chuvoso, intenso no Vale do Rio Doce. Além disso, a manutenção que seria firmada por cinco anos e a recomposição de faixas, zebrados, cercas, defesas metálicas e a substituição de 225 metros quadrados de placas reflexivas por 610 metros quadrados, não será mais feita.

O cancelamento do processo deixa ainda mais incertezas sobre a segurança na estrada, uma vez que a duplicação do trecho anterior, entre Belo Horizonte e Governador Valadares – chamado de Rodovia da Morte, por registrar o maior número de óbitos em rodovias mineiras -, ainda está congelada em Brasília, enquanto técnicos do Dnit definem o projeto executivo. Os editais cancelados em todo o Brasil tinham orçamento previsto de R$ 1,06 bilhão para cobrir uma malha de 1.735 quilômetros.

Apesar de não estar compreendido na Rodovia da Morte, o trecho que ficará sem recuperação e conservação da BR-381 é caminho de muitos mineiros com destino ao Espírito Santo e foi local de acidentes graves este ano. Um dos mais recentes ocorreu no dia 13, quando um jovem motociclista tentou desviar de um dos buracos da estrada e perdeu o controle da moto que pilotava. Ralph Marques da Costa, de 25 anos, seguia para o Espírito Santo. O veículo saiu da estrada numa curva e Ralph se chocou contra uma árvore, morrendo na hora. Cinco dias antes, dois veículos bateram num trecho próximo a Governador Valadares deixando nove feridos, entre eles duas idosas, uma criança de 3 anos e outra de 5.

PROMESSA DE R$ 17,6 BILHÕES O programa de restauração e manutenção das rodovias federais foi criado para melhorar, reparar e manter conservados trechos rodoviários em todo o país, com recursos da ordem de R$ 17,6 bilhões para reparar 32 mil quilômetros de vias no país. De acordo com despacho do Dnit, no caso da BR-381 algumas discrepâncias entre as empreiteiras concorrentes e o projeto causaram a revogação. Entre os motivos estavam problemas nos ensaios, cálculos e laudos conclusivos da viabilidade técnico-econômica da utilização de pedreiras, areais e cascalheiras próximas aos trechos de realização das obras “e que não têm licenciamento ou lavra concedida identificados no site do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), mas podem ser objeto de prévio bloqueio das jazidas no DNPM, ou que têm menor distância de transporte”.

O Estado de Minas procurou ontem a assessoria de imprensa do Dnit, mas ninguém foi encontrado para comentar o assunto.

Link da matéria: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2012/04/23/interna_politica,33214/suspensos-editais-para-recuperar-brs.shtml

Obra rodoviária mais cara do PAC em Minas já apresenta problemas. Gestão deficiente expõe problemas em obras do PAC na BR-262.

Duplicada há nove meses, BR-262 já tem buracos e remendos perigosos

Obra rodoviária mais cara do PAC em Minas, duplicação de trecho da BR-262 já tem problemas

Fonte: Mateus Parreiras – Estado de Minas

Caminhão passa em trecho afetado da rodovia: Dnit diz que notificou construtoras para realizar retrabalho (Renato Weil/EM/D.A Press)

A placa que indica velocidade máxima de 100km/h não avisa motoristas sobre o perigo logo adiante. No meio de uma descida do trecho duplicado da BR-262, concluído em julho do ano passado, há degraus em forma de rampa. Os carros que passam por cima desse obstáculo, um remendo de buraco malfeito, saltam mais de um palmo de altura do chão. Um caminhão de tijolos que passou sem frear chacoalhou tanto que pedaços da carga de cerâmica espirraram sobre a pista. Caíram também montes de carvão, pedras e outras mercadorias. O problema no quilômetro 369, em Mateus Leme (Região Metropolitana de BH), não é isolado. Nove meses depois de ser duplicado por R$ 400 milhões – obra rodoviária mais cara doPrograma de Aceleração do Crescimento (PAC) em Minas – o trecho da BR-262 entre Betim e Nova Serrana já apresenta buracos, erosões e outras armadilhas para quem trafega pela rodovia.

A reportagem do Estado de Minas percorreu o trecho de 84 quilômetros duplicado e encontrou pelo menos 12 locais com problemas, dos quais apenas três recebiam reparos por parte de operários das empresas contratadas para fazer manutenção. No quilômetro 369, os degraus formados por um remendo mal aplicado que ocupou as duas pistas já causou acidentes, segundo caminhoneiros que trafegam pelo trecho. “Não passa um dia sem que um carro perca o controle ali”, diz o caminhoneiro Ingres de Oliveira, que faz o percurso diariamente transportando laticínios de Pará de Minas para o Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Vitória. “É uma vergonha você descer um declive desses, encontrar um buraco numa estrada que acabaram de fazer e não ter nem sinalização para o perigo”, acrescentou. Marcas de freadas na direção da mureta de proteção, cargas no acostamente e peças de carros espalhadas indicam a ocorrência de acidentes no trecho.

 ( Renato Weil/EM/D.A Press)

Há mais problemas. Ao longo dos quilômetros 371, 379, 381, 384, 387, 392, 396 e 424, os aterros que sustentavam a estrada foram tragados pelas enxurradas. A camada de asfalto do acostamento, sem sustentação, ficou à beira de despenhadeiros, matas e fazendas. Três deles apresentavam marcas de tratores nas proximidades, indicando que vinham sendo monitorados. Em outros havia barreiras de asfalto juntado em volta do buraco para que a água das chuvas não piore a situação e termine de levar a fundação da rodovia. Mas em três locais essas barreiras cederam, interditando partes do acostamento e ameaçando a pista de rolamento.

No trevo de Igaratinga, operários fazem reparos por causa de dois grandes buracos. O movimento de trabalhadores e máquinas nas duas pistas do sentido Belo Horizonte obriga o tráfego a fluir pelo acostamento. Caminhonheiros reconhecem que a duplicação era fundamental e diminui o risco da pista, mas não se conformam com problemas tão pouco tempo depois da obra. “Tinha muitos acidentes feios, com mortes e gente machucada. Isso diminuiu”, reconhece o caminhoneiro Oswaldo Antônio dos Santos, de 56 anos, 35 deles rodando pela estrada na rota Pará de Minas-Belo Horizonte. “Mas a conservação está um horror. Menos de um ano depois e ela (a rodovia) já está terrível de novo”, observa. Para o engenheiro e consultor Frederico Rodrigues, em menos de um ano “não é normal que uma estrada como a BR-262, que acabou de ser restaurada e duplicada, apresente esses problemas.”

Como o EM mostrou na última quarta-feira, há problemas na manutenção das rodovias federais que passam por Minas. Dos 96 editais de manutenção e projetos ativos no Departamento de Infraestrutura de Transporte (Dnit) desde 2009, apenas 40 (41,7%) foram contratados. As rodovias com mais trechos sem contrato são a BR-365, com nove, BR-265, com seis, e BR-381, com quatro. Para a BR-262, havia dois contratos abertos sem definição de empresa vencedora e contrato firmado para manutenção do pavimento. Enquanto isso, ampliações e restaurações para concessões de estradas como as BRs 116 e 040 não são aprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por inconsistências nos projetos.

A assessoria do Dnit informou que a autarquia considera que “o serviço, no geral, está bom”. O departamento afirma que os locais que apresentaram defeito foram motivo de notificação às construtoras, “de modo a realizarem o retrabalho”. Ainda segundo o órgão, no caso do trevo de Igaratinga, a obra não foi executada porque a empresa responsável apresentou documento em que afirma passar por recuperação judicial. “A Superintendência do Dnit em Minas providenciará de imediato a recuperação e cobrará judicialmente da empresa”, afirma a autarquia.

Palavra de especialista

FREDERICO RODRIGUES, DOUTOR EM ENGENHARIA DE TRANSPORTES E DIRETOR DA CONSULTORIA IMTRAFF

Pavimento deveria durar mais

“Não é normal uma estrada restaurada há pouco tempo apresentar muitos problemas. O pavimento de uma via é calculado em função de um parâmetro chamando número N, que é a estimativa de todo o fluxo de veículos pesados que vão passar em um determinado período. Geralmente os pavimentos são dimensionados para que durem 10 ou mais anos. Assim, o que pode estar acontecendo na estrada é o dimensionamento ter sido feito de forma errada. Ou seja, o cálculo pode ter levado em conta menos veículos e por isso o pavimento está sendo danificado. Pode também ter sido feito o cálculo para um período curtíssimo, o que particularmente duvido. Os veículos que estão trafegando pela rodovia podem estar com peso acima do permitido, aproveitando que não há balanças de fiscalização. Mesmo com um dimensionamento certo, se a execução não foi adequada, seja por procedimentos mal executados ou material utilizado, isso pode ocorrer.”

Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2012/04/07/interna_gerais,287499/duplicada-ha-nove-meses-br-262-ja-tem-buracos-e-remendos-perigosos.shtml

Governo do PT: gestão deficiente – projetos mal elaborados e pesquisas deficientes não atraem a atenção para parcerias público-privada.

NÃO TEMOS PEDÁGIO – Nem pistas duplicadas, asfalto adequado, acostamentos, sinalização, socorro…

Com projetos de privatização desatualizados ou parados no TCU, BRs de minas continuam submetendo motoristas a toda sorte de problemas em pistas cada vez piores

Fonte: Mateus Parreiras – Estado de Minas

Projetos baseados em informações desatualizadas e pesquisas de qualidade ruim fizeram as concessões de rodovias mineiras pararem nas pranchetas de projetistas, sem seduzir a iniciativa privada, ou serem brecadas pelos tribunais de controle do Poder Executivo. Desde 2007, quando foi iniciada a operação da MG-050, nenhum trecho de estradas de Minas Gerais foi mais ampliado e preparado para ser administrado em sistema de concessão ou por meio de parceria público-privada (PPP). Entre a cobrança e os buracos, os usuários que dependem de rodovias administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) convivem com asfalto deteriorado, falta de sinalização, pistas estreitas e acidentes. Segundo levantamento da autarquia, dos 96 editais lançados para manutenção e projetos entre 2009 e o ano passado, 56 (58,3%) estão parados na burocracia ou sendo contestados na Justiça. Apenas 40 estão em fase de execução (41,7%).

Nesta semana o Ministério do Planejamento divulgou apresentação preparada pela ministra Miriam Belchior para investidores nova-iorquinos interessados no Brasil. Entre os projetos que pretendem atrair dólares destacam-se as concessões das BRs 040 e 116 em Minas Gerais, programadas para o segundo semestre. O que não foi dito aos norte-americanos é que os projetos estão atolados em questionamentos desde 2008, quando foram apresentados aoTribunal de Contas da União (TCU) e depois interrompidos.

Enquanto o impasse persiste, a necessidade de obras é grande. As estradas estão entre as três mais mortais de Minas Gerias, perdendo apenas para a BR-381, na saída para Governador Valadares, conhecida como Rodovia da Morte. Apenas na 040 e somente em um acidente no trecho não duplicado, em Felixlândia, morreram 15 passageiros de um ônibus que bateu em uma carreta. No ano passado, os dois acidentes com maior número de vítimas no estado ocorreram na mesma estrada, ambos na Região Central: o primeiro, com sete mortos, em Cristiano Otoni, no sentido Rio de Janeiro, e o segundo, com cinco, em Três Marias, a caminho de Brasília.

De acordo com a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, além das BRs 040 e 116, o mercado tem demonstrado interesse em participar de concorrências para concessões da BR-381, entre a capital e Governador Valadares, da BR-262, de João Monlevade à divisa com o Espírito Santo, e da BR-050, no Triângulo, como uma continuação da Rodovia Anhanguera, que vem de São Paulo. “Os estudos defasados e os projetos acabam inviabilizando a aprovação pelos órgãos fiscais”, indicou a associação. “Sem dúvida, a privatização é o melhor modelo de conservação e administração. O setor público fica na posição de fiscalizar e pode pôr no contrato de concessão exigências de segurança, qualidade e conforto”, avalia o especialista em transporte e trânsito da consultoria Imtraff, Frederico Rodrigues. Quanto às reclamações sobre o pagamento de pedágio, o engenheiro faz uma analogia: “Você prefere beber água suja de graça ou água limpa, pagando?”

Inconsistências comuns barraram por anos no TCU os projetos de concessão das BRs 040 e 116. Ambos tinham estudos de viabilidade econômica defasados, com atraso de 24 meses, segundo os processos. O Relatório de Estudos de Tráfego Preliminares foi baseado em pesquisa realizada por apenas sete dias seguidos, prazo curto para uma simulação que considere vários períodos.

Os 816,7 quilômetros com privatização prevista na BR-116 e os 937 da BR-040 apresentaram inconsistências também no sistema de cálculo da tarifa básica de pedágio, inicialmente de R$ 5,48 e de R$ 2,60, respectivamente. Uma reformulação foi feita pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), baixou o preço para R$ 5,43 e R$ 2,47, mas mais uma vez as contas não foram aprovadas. O TCU determinou que na BR-040, por exemplo, a cobrança não poderia exceder R$ 2,20.

Técnicos do tribunal não aprovaram ainda os custos apresentados para ampliar e adequar as duas vias para a concessão. Não passaram pelo crivo do tribunal as obras de terraplanagem, obras de arte especiais, sistema de drenagem, adequação de sinalização dos padrões de segurança, faixa de domínio e iluminação. “A resposta da ANTT não contemplou os detalhes, critérios ou justificativas possíveis de demonstrar a estimativa de recursos prevista.” No primeiro ano seriam investidos para a BR-040 R$ 200,46 milhões, e R$ 100,4 milhões para a 116.

A ANTT informou que aguarda decisão do TCU sobre os processos. O tribunal informou que técnicos da agência estão trabalhando com os da corte para suprir as inconsistências. Procurado, o Dnit não se pronunciou sobre o assunto.

Ponto crítico
A privatização é solução para as estradas?

José Natan Emídio Neto
Sindicato da União Brasileira dos Caminhoneiros

EM TERMOS

Pedágio não pode passar de R$ 1,50 por eixo, porque pesa demais nos custos e tira o lucro dos caminhoneiros. Do Tocantins para baixo, o Brasil aguenta pagar pedágio em um nível desses, pois compensa e pode melhorar as condições de rodagem. Agora, aqui em Minas Gerais só o pedágio da Fernão Dias (BR-381) é que vale a pena. Nos outros, o prejuízo é muito grande. E há  casos em que nem o pedágio ajuda. Para a Rodovia da Morte (BR-381), por exemplo, não dá para esperar duplicação e pedágio. Ali tem de ser uma recuperação rápida.
Moacyr Duarte
Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias

SIM

O preço compensa. É calculado sobre o movimento e é assim em todo o mundo. As pessoas sentem esse impacto onde não havia pedágio, mas depois percebem que vale a pena. Os caminhoneiros desgastam menos os pneus, o combustível rende mais, o tempo de viagem é menor e a segurança de uma via ampliada e bem sinalizada é muito melhor. É uma questão de foco: como cada empresa cuida da sua rodovia, pode fazer isso de forma muito melhor. O Estado não tem essa flexibilidade, não garante agilidade de socorros médico e mecânico.

Link da matéria: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/gerais/2012/04/03/interna_gerais,30807/nao-temos-pedagio-nem-pistas-duplicadas-asfalto-adequado-acostamentos-sinalizacao-socorro.shtml

Aécio Neves critica PT: ” Minas não vem sendo priorizada”, disse senador ao criticar demora das obras nas BRs 040 e 381 e Anel:Rodoviário

Minas não é priorizada pelo governo federal, diz Aécio

Fonte: O Tempo

Repercussão. Tucano faz críticas à demora na realização de obras nas BRs 040 e 381 e no Anel Rodoviário

O atraso no início de obras rodoviárias em Minas Gerais, em especial no Anel Rodoviário de Belo Horizonte e nas BRs 381 e 040, foi criticada pela oposição ao governo federal, após reportagem publicada ontem por O TEMPO revelar que, apesar do “caráter de urgência” determinado pela presidente Dilma Rousseff, o processo não deverá ser mais ágil do que o normal.

O senador Aécio Neves (PSDB) atacou o Planalto. “O governo do PT tem uma noção muito particular do sentido de urgência. Há algum tempo, assistimos ao anúncio pelo governo federal de que as obras do Anel Rodoviário, da BR-381, da BR-040 estariam sendo tratadas com urgência. As notícias de hoje são de que essas obras serão iniciadas apenas no ano de 2013. Minas não vem sendo priorizada pelo governo “, afirmou.

“É mais do que hora de os aliados do governo federal em Minas fazerem valer sua força política para pressionar o governo a tratar Minas Gerais com o respeito que o Estado merece”, opinou.

Anastasia atribui atraso à crise no Ministério dos Transportes
O governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), também fez críticas ao andamento das obras federais no Estado.

“Eu tenho que superar gargalos históricos no Estado e que são de responsabilidade do governo federal, do Ministério dos Transportes”, afirmou o tucano, em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”.

Anastasia também fez menção à crise dos Transportes. “Os acontecimentos do Ministério atrapalham a realização dessas obras. Essa é a lástima maior. Quando vejo que essa situação traz prejuízos ao usuário das nossas estradas, só posso lamentar e torcer para que a situação se normalize”, afirmou. “Já liguei ao ministro dos Transportes (Paulo Passos) solicitando empenho para que sejam resolvidos esses temas”, concluiu. (Da Redação)

Aécio Neves diz que queda da ponte é exemplo de incapacidade do Governo do PT, senador defende estadualização

Aécio Neves vê na queda de ponte em Sabará exemplo da incapacidade do governo federal para cuidar das rodovias

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Senador defende estadualização para melhorar qualidade das estradas

O senador Aécio Neves afirmou nessa quarta-feira (27-04-11) que a queda de uma ponte sobre o Rio das Velhas no quilômetro 454 da BR 381, em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte, é mais uma prova da incapacidade do governo federal em cuidar das rodovias. Na avaliação do senador, esse grave problema, que vem causando grandes danos para a população local e para quem utiliza a rodovia, reforça sua tese de estadualização das estradas.

A ponte está interditada desde a última quarta-feira, dia 20, pela Polícia Rodoviária Federal, após uma viga de sustentação da estrutura ceder, provocando o afundamento da pista. Aqueles que precisaram usar a BR-381 para viajar no feriado da Semana Santa enfrentaram longas horas de engarrafamento tendo que passar por desvios. A população que precisa transitar diariamente pelo local sofre com a situação. Uma passarela improvisada está sendo utilizada pelos pedestres.

“Se há um consenso hoje no Brasil, esse é um deles: a incapacidade que o governo tem  demonstrado de gerir de forma adequada as nossas rodovias. O que eu tenho defendido é que essa figura esdrúxula que só existe no Brasil – de rodovias federais – deixe de existir e, obviamente por etapas, portanto, dentro de um planejamento, eu defendo que as rodovias federais passem à gestão dos estados com a transferência, obviamente, dos recursos para os estados”, afirmou o senador em entrevista em Brasília.

A proposta do senador é de que esse processo pode ser iniciado com a transferência da totalidade dos recursos da Cide (uma das fontes de financiamento do setor rodoviário) para os estados. Hoje, apenas 29% da Cide vão para estados e municípios.

“Isso possibilitaria o início do processo de transição de transferência da responsabilidade das rodovias federais para os estados. E nos estados, aí sim, as decisões são tomadas com mais agilidade, os governantes têm a pressão da população e tenho certeza de que problemas como esse da ponte na BR 381 que transformou em caos, em inferno a vida de tantos mineiros no último feriado, e até mesmo em riscos muito grandes, não teriam ocorrido”, disse o ex-governador de Minas Gerais.

O senador Aécio Neves alerta que o Brasil hoje vive um processo de forte centralização, caminhando para se transformar em um estado unitário, e um presidencialismo quase imperial. “O caminho correto é o da descentralização, em todos os aspectos, em todas as áreas de responsabilidade do governo federal e, nas rodovias, muito em especial”, concluiu o senador.

Depois do caos na BR-381, DNIT vai improvisar duas pontes metálicas sobre o Rio das Velhas, Anastasia vai melhorar vias alternativas

Ponte provisória é confirmada

BR-381.Duas estruturas de aço para carros serão instaladas ao lado de obra condenada no rio das Velhas

Fonte: Natalia Oliveira – O Tempo

Previsão é que Exército inicie montagem ainda neste fim de semana

A construção de duas pontes provisórias na BR-381, em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi confirmada ontem pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O anúncio, adiantado na edição de ontem por O TEMPO, foi feito pelo superintendente do órgão em Minas, Sebastião Donizete. As pontes, em estrutura metálica, serão montadas pelo Exército.

Os trabalhos estão previstos para começar ainda neste fim de semana. O Dnit tem à disposição sete estruturas metálicas do tipo para serem usadas no país em caso de emergência. Elas podem ser montadas rapidamente, em um período médio de 15 dias.

O tráfego na BR-381 está interditado sobre o rio das Velhas há uma semana, quando um dos pilares da ponte que passa pelo local cedeu. Desde então, os motoristas são obrigados a adotar dois desvios, um pelo centro de Sabará e outro por Santa Luzia. Além do aumento do percurso em até 54 km, os congestionamentos são constantes.

As passagens provisórias serão construídas ao lado da ponte condenada, cada uma atendendo a um sentido da via. Técnicos do Exército devem ir hoje ao local para fazer uma avaliação da área. Eles irão analisar o comprimento, largura, altura das pontes, além da viabilidade do melhor ponto para a construção.

“Temos que procurar os melhores acessos para ligar a BR-381 às pontes”, disse Donizete. Cabeceiras nas entradas e saídas das passagens provisórias também serão construídas.

Pela estrutura só poderá passar um veículo de cada vez, o que deve causar congestionamentos. Caminhões mais leves também poderão usar a estrutura. “Mesmo com a lentidão, acredito que as pontes vão minimizar os transtornos para os motoristas”, disse o superintendente. Cerca de 50 mil veículos devem passar diariamente pelas pontes provisórias.

Ainda na semana que vem, a empresa contratada para as obras da ponte definitiva deve começar a construção de uma nova passarela para pedestres, semelhante à instalada pelo Exército, porém mais reforçada.

A ponte definitiva sobre o rio das Velhas deve ficar pronta em seis meses. O Dnit elaborou projeto que será entregue a três empresas ainda nesta semana. “Vamos analisar os orçamentos das construtoras e a que apresentar o melhor orçamento será contratada”, disse o superintendente Sebastião Donizete.

A expectativa é que a demolição da estrutura danificada aconteça na próxima quarta-feira. A construção da nova ponte, que vai obedecer ao projeto de duplicação da BR-381, começa no dia 23 de maio. As obras de melhoria do traçado da rodovia, entre a capital e João Monlevade, têm previsão de início em setembro.

A ponte metálica é similar à demonstrada, em setembro, em Brasília

Paliativo
Anastasia anuncia obras de melhoria nos desvios
Em paralelo à instalação das pontes metálicas, o governo mineiro irá providenciar intervenções nas estradas que vêm sendo utilizadas como desvio. Sinalização e alguns trechos do pavimento serão melhorados e erosões, corrigidas.

Outra medida divulgada ontem pelo governador Antonio Anastasia foi a antecipação de melhorias em dois trechos contemplados pelo Caminhos de Minas, projeto voltado a intervenções nas estradas.

O trecho que liga Taquaraçu a Bom Jesus deve ter a obra iniciada ainda neste ano, assim como a estrada que liga os municípios de Caeté a Barão de Cocais. Ambas as obras estavam previstas para começar apenas em 2012, num custo total de R$105 milhões. “Nunca tivemos uma situação tão grave como essa na história rodoviária de Minas”, avaliou Anastasia.

A licitação para a obra de duplicação nos dois primeiros trechos da BR?381 deve ser publicada em maio, segundo informou ontem o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). (Rafael Rocha)