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Dilma vai encarar turbulência no ‘terceiro turno’

Na economia, esta segunda-feira deve trazer uma grande turbulência que já está “precificada”. Não será surpresa se o dólar chegar a R$ 3.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

Presidente vence agora, mas deve enfrentar 3º turno tão ou mais difícil

Dilma Rousseff venceu as mais disputadas eleições presidenciais desde a redemocratização, mas agora deverá enfrentar um “terceiro turno” tão ou mais difícil.

Na economia, esta segunda-feira (27) deve trazer uma grande turbulência que já está “precificada”, para ficar no jargão do mercado financeiro. Não será surpresa se o dólar chegar a R$ 3.

Tudo ciranda normal, pode-se argumentar. Mas a pressão inflacionária do dólar alto vai dificultar ainda mais o cenário geral. Uma resposta melhor que a demissão prévia de Guido Mantega da Fazenda será esperada.

Vem ao encontro disso a crise política decorrente do escândalo da Petrobras. A partir do fim do ano deverá ficar mais sólido o que hoje é indício, e não há quem não considere o caso muito mais grave do que o do mensalão.

Num cenário extremo e a se confirmar o que diz a delação premiada, Dilma e Lula podem ser envolvidos. Mesmo sem isso, o PT sangrará de forma profusa, depois de uma eleição em que a sigla e corrupção eram associadas em pesquisas qualitativas.

Outros partidos aliados, PMDB à frente, também sofrerão baixas. Isso deixará o já fragmentário quadro de apoio parlamentar ao governo mais volátil –logo, propenso a apetites fisiológicos.

Politicamente, ainda que interlocutores neguem chance de ruptura, a tendência é a de uma tensão maior entre Dilma e seu criador político, Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar de ter reaparecido na campanha em sua reta final, um certo afastamento foi a marca do relacionamento entre os dois no governo e na disputa eleitoral. Alguma equação deverá ocorrer, visando a disputa de 2018.

O problema é que, para chegar lá, o PT precisa de Dilma e de um segundo mandato melhor que o primeiro, embora o cenário sugira dias ainda mais turbulentos.

Em favor de Dilma, há o argumento de que não se discute com resultados. Terá a autonomia que não teve em 2010-2011 na hora de nomear seu ministério, e tenderá a endurecer a relação com o PMDB e outros aliados.

Sem a pressão da reeleição, deverá aprofundar suas convicções, e é previsível mais atritos com a mídia.

Uma incógnita é a temperatura de um eleitorado dividido. O arrefecimento dos ânimos, registrado em outros pleitos, irá se repetir? Ou a “Kulturkampf” do “nós contra eles” alimentada pelo PT por 12 anos e amplificada pelos dois lados nas redes sociais irá espraiar para as ruas?

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Aécio agradece pela expressiva votação e diz que compromisso da presidente será o de unir o Brasil

Emocionado, Aécio disse que sai desta eleição “mais vivo e sonhador” e que a prioridade da presidente deve ser a de unir o Brasil.

O Brasil não mudou

Fonte: O Globo

Após derrota, Aécio diz que prioridade de Dilma deve ser a de unir o Brasil

Tucano agradeceu os 50 milhões de votos e afirmou ter saído do pleito ‘mais vivo e sonhador’

Visivelmente emocionado, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse que a prioridade da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) deve ser a de unir o Brasil. O tucano agradeceu os votos em São Paulo e disse que sai desta eleição “mais vivo e sonhador””. Ele telefonou para Dilma, para cumprimentá-la pela vitória.

Leia a íntegra do discurso de Aécio Neves.

— Cumprimentei agora há pouco, por telefone, a presidente reeleita. E desejei a ela sucesso na condução do seu próximo governo. E ressaltei: considero que a maior de todas as prioridades deve ser unir o Brasil em torno de um projeto honrado e que dignifique a todos os brasileiros. — afirmou o tucano, que terminou seu discurso agradecendo aos brasileiros: — Combati o bom combate, cumpri minha missão e guardei a fé. Muito obrigado a todos os brasileiros.

Aécio iniciou sua fala agradecendo os 50 milhões de votos obtidos neste segundo turno, em que conquistou 48,38% dos votos totais. Para o tucano, estes brasileiros apontaram “o caminho da mudança”.

— Serei eternamente grato a cada um de vocês que me permitiram voltar a sonhar e a acreditar na construção de um novo projeto. As cenas que vivi ao longo destes últimos meses jamais sairão da minha mente e do meu coração.

Ainda no seu discurso, Aécio agradeceu todos os companheiros do partido pela figura do seu vice, Aloysio Nunes, e disse ter saído deste pleito presidencial “mais vivo do que nunca”.

O clima no local onde o candidato acompanhou a votação passou da euforia da tarde à tristeza após a confirmação da vitória de Dilma. Alguns eleitores abriram uma faixa com a frase: “Não vamos desistir do Brasil”.

Na saída do prédio na capital mineira, antes do discursou, o tucano acenou de dentro do carro, deu adeus com as duas mãos e fez até sinal de positivo para um grupo de eleitores. Ele comentou com assessores que achara “simpática” a faixa.

Nas redes sociais, o perfil do candidato postou uma foto com os dizeres “Obrigado.” Nos bastidores, reunido com aliados, o tucano desabafou:

— Bola para frente. É isso mesmo. É o jogo!

SERRA: ‘NÃO VAMOS ATUAR NO QUANTO PIOR, MELHOR’

Apesar do discurso de Aécio, o senador eleito por São Paulo, José Serra, disse que aoposição não terá contemplação com os desvios do governo de Dilma Rousseff.

— É a oposição que não vai ter nenhuma contemplação com os desvios de natureza moral e de natureza administrativa. E sempre apontando caminhos. A oposição tem que atuar, combatendo e sempre olhando o interesse do futuro do país, a unidade do país. E não vamos atuar no quanto pior, melhor. O PSDB não tem essa natureza — disse Serra.

Senador eleito, ele acrescentou que a oposição sai fortalecida e tem estados como São Paulo como centro de sua atuação:

— Aquilo que se chama oposição no Brasil tem uma força muito grande e vamos usar essa força em benefício do Brasil. Vamos jogar todo esse peso no enfrentamento destas questões (inflação, por exemplo).

Ele criticou os métodos usados pelo PT na campanha.

— Não foi a primeira que eles fizeram, eles têm esse método de atuação, não só no governo, mas no processo eleitoral, mas saímos de cabeça erguida e com uma quantidade de votos maior ainda e com muita determinação de combatermos tudo aquilo que consideramos errado.

O deputado Geddel Vieira Lima disse que a oposição não deve se envergonhar.

— Não foi uma eleição da qual a gente tenha que se envergonhar.

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), disse que o país tem que voltar a crescer.

— Que a presidente Dilma faça uma mudança na política econômica — disse Lacerda.

Serra acompanhou a apuração dos votos ao lado de Aécio, no final da tarde, e o acompanhou durante o pronunciamento do candidato tucano, num hotel da capital mineira.

Nos bastidores, aliados de Aécio disseram que esperavam um desempenho melhor em Minas Gerais, onde Dilma teve 52,4%. Nas ruas, onde a propaganda de Aécio sempre foi maior, à noite os petistas começaram a lotar restaurantes e a fazer buzinaços.

Aécio critica governo federal sobre a crise da água

Aécio questionou ainda a existência de aparelhamento político na Agência Nacional de Águas, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Faltou apoio do governo federal, diz Aécio sobre agravamento da crise da água

Em visita à Serra da Piedade, em Caeté (MG), o candidato à Presidência da República pela Coligação Muda BrasilAécio Neves, atribuiu, nesta segunda-feira (20/10), o agravamento da crise da água no Estado de São Paulo à ausência de apoio por parte do governo federalAécio afirmou que, uma vez eleito presidente, intensificará as parcerias com os Estados, sem discriminação partidária.

“O Estado [de São Paulo] fez algo absolutamente adequado, que foi bônus para aqueles que economizam água. Mais de 80% da população participou disso”, ressaltou Aécio, referindo-se à adoção da medida pelo governo de São Paulo, na região metropolitana e alguns municípios, para quem economizar 20% na conta de água, recebendo 30% de desconto no valor final. “Talvez tenha faltado uma parceria maior com o governo federal.”

O candidato afirmou ainda que uma das falhas da gestão do PT é terceirizar responsabilidades. “O que eu posso garantir é que serei um parceiro dos Estados, não apenas de São Paulo”, destacou Aécio. “No meu governo não se vai terceirizar responsabilidades. Vai assumir suas responsabilidades e agir em parceria.”

Aécio destacou ainda que seu governo atuará como parceiro dos Estados não só em relação à questão da água, como também de mobilidade urbana, transportes e segurança pública.

Aécio questionou ainda a existência de aparelhamento político na Agência Nacional de Águas (ANA), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, que se destina a executar ações relativas aos recursos hídricos do país. “Se não tivesse o governo do PT servido a outros fins, nós lembramos bem, quais foram as indicações e os critérios adotados para ocupar cargos na ANA, ela poderia ter sido uma parceira maior do governador [Geraldo Alckmin].”, afirmou.

Visita

Aécio chegou ao Santuário Nossa Senhora da Piedade acompanhado do ex-governador e senador eleito por Minas GeraisAntonio Anastasia (PSDB).

Nossa Senhora da Piedade é padroeira do Estado de Minas Gerais. O santuário está localizado a 48 km da capital mineira e a 16 km do município de Caeté. É um local de beleza natural e a 1.746 metros de altitude. O monumento foi construído, no século XVIII, por portugueses em devoção à santa.

O Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Santuário Nossa Senhora da Piedade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Do alto do santuário, é possível ter uma das mais belas vistas das montanhas de Minas.

Multidados: Aécio dispara 12 pontos à frente de Dilma

Segundo a pesquisa, 50% dos eleitores votariam em Aécio Neves, enquanto 38% disseram ter a intenção de votar em Dilma Rousseff.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves está 12 pontos à frente de Dilma em Minas

Povo mineiro aponta preferência por candidato da Coligação Muda Brasil

Pesquisa divulgada na última sexta-feira (17/10) pela Multidados Comunicações sobre a preferência dos eleitores mineiros para o segundo turno das eleições presidenciais aponta o candidato da Coligação Muda BrasilAécio Neves, 12 pontos à frente da presidente e candidata do PT Dilma Rousseff.

Segundo a pesquisa, 50% dos eleitores votariam em Aécio Neves, enquanto 38% disseram ter a intenção de votar em Dilma Rousseff. Entre os que ainda não decidiram, 5% afirmaram que não rejeitam nenhum deles, e outros 7% ficaram indecisos ou não responderam à pergunta.

A imagem de Aécio foi muito bem avaliada. Entre os eleitores entrevistados, 11% afirmam ter uma imagem ótima e 45%, boa. A avaliação da imagem da presidente foi ótima para apenas 9% dos entrevistados, e boa para 39%.

A pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral como BR-01126/2014, foi feita em 85 municípios, dos quais 72 onde a petista venceu no primeiro turno e 13 onde Aécio foi o vencedor. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.

Pesquisa Sensus mostra vantagem de 13 pontos de Aécio Neves

Pesquisa Istoé/Sensus mostra vantagem de 13 pontos do candidato tucano. Se considerados os votos totais, Aécio teria 49,7%; Dilma, 38,4%.

Eleições 2014

Fonte: ISTOÉ

Aécio está 13 pontos à frente de Dilma

Pesquisa ISTOÉ/Sensus mostra o candidato tucano com 56,4% das intenções de voto e a petista com 43,6%

Pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada entre a terça-feira 14 e a sexta-feira 17 mostra a consolidação da liderança de Aécio Neves (PSDB) sobre a petista Dilma Rousseff no segundo turno da sucessão presidencial. De acordo com o levantamento, o tucano soma 56,4% dos votos válidos, contra 43,6% da presidenta. Uma diferença de 12,8 pontos percentuais, que representa cerca de 19,5 milhões de votos. Se fossem considerados os votos totais, Aécio teria 49,7%; Dilma, 38,4%; e 12% dos eleitores ainda se manifestam indecisos ou dispostos a votar em branco. A pesquisa indica que nessa reta final da disputa os dois candidatos já são bastante conhecidos pelos eleitores. O índice de conhecimento de Dilma é de 94,4% e de Aécio, de 93,3%. “Com os candidatos mais conhecidos, a tendência é a de que o voto fique mais consolidado”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. O levantamento, que ouviu 2.000 eleitores de 24 Estados, revela também a liderança de Aécio Neves quando não é apresentado ao eleitor nenhum candidato. Trata-se da chamada resposta espontânea. Nesse quesito, o tucano foi citado por 48,7% dos entrevistados e a petista, que governa o País desde janeiro de 2011, por 37,8%.

Realizada em 136 municípios, a pesquisa ISTOÉ/Sensus também constatou que a campanha petista não conseguiu reduzir o índice de rejeição à candidata Dilma Rousseff. Quase metade do eleitorado, 45,4%, afirma que não admite votar na presidenta de maneira alguma. Com relação ao tucano, segundo o levantamento, a rejeição é de 29,9%. “Isso significa que a margem de crescimento da candidata Dilma é menor do que a de Aécio”, avalia Guedes. Os números mostram, segundo a pesquisa, uma forte migração para o senador tucano dos votos que foram dados a Marina Silva (PSB) no primeiro turno. “Hoje estamos juntos em torno de um programa para mudar o Brasil”, disse Marina na sexta-feira 17, ao se encontrar com Aécio em evento público na zona oeste de São Paulo.

Desde 1989, quando o Brasil voltou a eleger diretamente o presidente da República, é a primeira vez que um candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar começa a última etapa da disputa na liderança. A pesquisa Istoé/Sensus divulgada no sábado 11 já apontava esse movimento, quando revelou que Aécio estava com 52,4% das intenções de voto. Na última semana, os levantamentos que são feitos diariamente pelo comando das duas campanhas também mostraram a liderança de Aécio. É com base nessas consultas que tanto o PT como o PSDB planejam a última semana de campanha. E tudo indica que o tom será cada vez mais quente. No PT há uma divisão. Um grupo sustenta que a campanha deve aumentar o tom dos ataques contra Aécio e outro avalia que a presidenta deva imprimir um ritmo mais propositivo à campanha. O mais provável, no entanto, é que a campanha de Dilma continue a jogar pesado contra o tucano. Segundo Humberto Costa, líder do PT no Senado, o partido vai insistir na tese de que é necessário “desconstruir a candidatura tucana”. “Não basta ficar defendendo nosso governo”, disse o senador na sexta-feira 17. Claro, trata-se de um indicativo de que a campanha de Dilma vai continuar usando do terrorismo eleitoral. “Se deu certo contra Marina, deverá dar certo contra Aécio”, afirmou Costa.

No QG dos tucanos, a ordem é não deixar nada sem resposta e continuar mostrando ao eleitor os inúmeros casos de corrupção que marcam as gestões petistas, particularmente os quatro anos do governo de Dilma. “Não podemos nos colocar como vítimas. O que precisamos é mostrar nossas propostas, mas em nenhum momento deixar de nos defender com veemência das armações feitas pelos adversários”, disse um dos coordenadores da campanha de Aécio Neves. “Marina tentou apenas fazer a campanha propositiva e acabou atropelada pela máquina de calúnias do PT.” Nessa última semana de campanha, Aécio vai intensificar a agenda em Minas e no Nordeste, principalmente na Bahia, em Pernambuco e no Ceará. Não está descartada a possibilidade de que os nomes de novos ministros venham a ser divulgados pelo candidato.

Pesquisa Ibope e Datafolha mostra desconfiança no ninho tucano

Aliados de Aécio acreditam que os apoios de Marina Silva e da família de Eduardo Campos, ainda não tiveram efeito sobre as intenções de voto.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Apoio de Marina a Aécio e troca de acusações entre ele e Dilma não alteraram intenções de voto

O resultado das pesquisas do Ibope e do Datafolha, divulgados na quarta-feira, foi recebido com desconfiança pela campanha tucana e com alívio pelos petistas. Aliados de Aécio acreditam que os apoios declarados nos últimos dias, de Marina Silva e da família do ex-governador de PernambucoEduardo Campos, falecido em agosto, ainda não tiveram efeito sobre as intenções de voto dos eleitores. Já os petistas comemoram que os fatos positivos para Aécio não tenham repercutido nos levantamentos.

Integrante da campanha de Aécio, o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) diz acreditar que a mais recente pesquisa não teria captado ainda os efeitos do apoio de Marina e da família do ex-governador de PernambucoEduardo Campos, declarados no último fim de semana. O deputado diz que o PT está usando uma estratégia agressiva porque está “desesperado” e que, mesmo assim, Aécio se mantém estável nas pesquisas. Duarte lembra, porém, que é preciso usar “sandálias da humildade” e evitar euforia de vitória antecipada.

— As pesquisas não captam o ato reflexivo do eleitor na reta final. A pesquisa que antecedeu a eleição mostrou isso claramente. Aécio vai crescer muito mais porque tem a seu lado o eleitor indignado com a corrupção, a inflação, o país que não cresce — afirmou.

presidente do PSDB de Minas Gerais, deputado Marcus Pestana, afirma que, apesar da campanha de “vale-tudo” que acusa do PT de estar fazendo, Aécio irá subir nos próximos levantamentos, e destaca que a campanha tucana continuará investindo em temas para polarizar contra o PT, como mudança na forma de fazer política, situação da economia, corrupção, em particular na Petrobras, gestão e liderança para executar reformas necessárias.

— Acho que os institutos estão com uma postura conservadora de não apostar em viés de decisão, mas temos notícia de uma situação mais favorável para o Aécio. Tivemos uma semana ainda não totalmente drenada pela sociedade, com o anúncio de apoio de Marina e da família Campos, o PSB, que ainda vai produzir um efeito grande. E teve uma pancadaria do PT em cima do Aécio, uma campanha extremamente radical, raivosa, mostra que eles sabem que estão muito atrás — pontuou Pestana.

DILMA NÃO FALOU TUDO AINDA, DIZ PETISTA

O líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP), afirmou que o resultado da pesquisa traz alívio para os petistas, que tinham uma expectativa de que os recentes anúncios de apoio a Aécio tivessem uma repercussão já neste levantamento. O deputado dá o tom de que o PT deverá continuar partindo para o ataque contra o tucano.

— Essa eleição vai se definindo a cada momento, a recomendação à militância é trabalhar até o último minuto a eleição da Dilma. Os dados trazem um alívio, pelo que se ouvia dizer por aí parecia que Aécio estava com 70, e Dilma com 30. Se está empatado, então é bom. Mostra que tem gente do PSB e da Marina se dividindo. Aécio está usando a mesma postura da Marina, tentando se colocar como vítima, e isso é ruim para ele. O povo não é bobo, o que a presidente Dilma fala tem comprovação, documentos, e o debate serve para isso. E ela não falou tudo ainda! — ameaça o petista.

O senador Humberto Costa, líder do PT no Senado, também comemorou o resultado. Para Costa, o acúmulo de fatos positivos ocorridos nos últimos dias para Aécio, com o anúncio de apoios e os fatos negativos para Dilma, com mais denúncias de corrupção na Petrobras poderiam ter produzido uma vantagem para o tucano, o que acabou não ocorrendo neste último levantamento.

— Achei excelente o resultado, pode até ser estranho, mas ao longo da última semana Aécio só acumulou fatos positivos e nós alguns negativos. Tudo que aconteceu semana passada foi favorável a ele. E mais, a rejeição dele cresceu e acho que depois do debate de ontem a tendência é a gente abrir vantagem — defende Costa.

Aécio condena a declaração de Dilma sobre vazamento de depoimentos

Aécio condenou a declaração da presidente Dilma, que disse achar estarrecedora e leviana a liberação dos depoimentos de Costa e Yousseff.

Petrobras: PT e a corrupção

Fonte: O Globo

Aécio ironiza declaração de Dilma, e se diz estarrecido com o teor de depoimentos

Candidato condenou fala de petista, que afirmou estar ‘estarrecida’ com o vazamento de depoimentos sobre esquema na Petrobras

A divulgação de trechos do depoimento dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef sobre esquemas de pagamento de propinas a políticos e partidos para financiar campanhas eleitorais esquentou o debate entre os presidenciáveis no começo do segundo turno. Em pronunciamento feito à imprensa na tarde desta sexta-feira no Rio, o presidenciável Aécio Neves (PSDB) condenou a declaração da presidente Dilma Rouseff (PT), que disse achar “estarrecedora” e “leviana” a liberação dos depoimentos de Costa e Yousseff sem o conteúdo completo e sem as provas.

Em entrevista coletiva antes de embarcar para Canoas, no Rio Grande do Sul, onde teve compromissos de campanha, Dilma defendeu que a investigação seja feita sem “manipulação política”.

— Acho muito estranho e muito estarrecedor que, no meio da campanha eleitoral, façam esse tipo de divulgação. Eu acredito que, para o Brasil, é muito importante que de fato a gente combata a corrupção, que a gente não deixe uma coisa se misturar com a outra; que haja de fato o interesse real, legítimo e concreto de punir corruptos e corruptores. Agora que não se use isso de forma leviana em períodos eleitorais e de forma incompleta, porque nós não temos acesso a todas as informações. Eu acho que a investigação deve ser feita sem manipulação política ou qualquer outro tipo de intervenção. Não acredito que a legislação no Brasil possa ser aplicada ao sabor das circunstâncias. Acredito que isso não contribui para o fortalecimento das instituições — disse a presidente.

Poucas horas depois, também em entrevista coletiva, Aécio reagiu:

— A presidente deu uma declaração de que acha estarrecedor o vazamento desses depoimentos. Eu considero estarrecedores esses depoimentos. Essa confissão de crime cometido sucessivamente é de forma contínua ao longos dos últimos doze anos. Assaltaram a maior empresa brasileira nas barbas desse governo. E não há sequer uma indignação da presidente. Ela está indignada com o vazamento, não está indignada com os depoimentos — disse o tucano.

Dilma voltou à carga durante um ato de campanha em Canoas, no qual ela classificou a utilização de informações dos depoimentos na corrida eleitoral como “golpe”.

— Agora, na véspera eleitoral, eles querem dar um golpe. Estão dando um golpe. Com esse golpe nós não vamos concordar – discursou a candidata, que acusou a PF de ter sido “aparelhada” no governo do PSDB. — Não concordamos com o uso eleitoreiro de processos de investigação que nós fizemos, que nós desenvolvemos. A Polícia Federal começou a ser um órgão de investigação a partir dos nossos governos. Quem era o diretor da Polícia Federal nos últimos quatro anos do governo do PSDB? Era aparelhado. Era um militante filiado do PSDB. Eles aparelharam a Polícia Federal, que investigou pouco, descobriu pouco, prendeu pouco e condenou muito pouco os corruptos e corruptores — completou.

Perguntado se acha que os esquemas de corrupção da Petrobras podem ter chegado a conhecimento do alto escalão da empresa, Aécio disse que, caso eleito, irá a fundo nas investigações e que todos os responsáveis serão processados e os culpados, punidos.

— As denúncias que fizemos no Congresso Nacional em relação aos desvios da Petrobrastinham como base uma série de denúncias que nos chegavam, por isso nós lutamos por umaCPI. Agora (vemos) o tesoureiro do PT, que sustenta a estrutura partidária, acusado de receber esses recursos desviados da corrupção. O que posso dizer é que, se eleito presidente da República, nós vamos a fundo nessas investigações. Nós vamos estimular todos os órgãos que já cumprem o seu dever constitucional para que as investigações possam ir no limite do que seja necessário. E absolutamente todos os responsáveis possam ser processados e os culpados exemplarmente punidos — declarou.

Sobre o programa eleitoral de rádio da candidata Dilma, veiculado nesta sexta-feira, que dizia que Fernando Henrique Cardoso acha os pobres desinformados, o tucano disse achar uma desonestidade intelectual a estratégia de morar críticas ao ex-presidente, e que Dilma tenta desagregar os brasileiros.

— Eu acho isso uma desonestidade intelectual. Se não tivesse a estabilidade da moeda, se não tivesse a Lei de Responsabilidade Fiscal, se não tivesse a privatização de setores importantes da economia, não teria havido os resultados que tiveram no governo dopresidente Lula. Acho triste, chega a ser melancólico o início desse segundo turno, onde a presidente da República ir na perversa tentativa de dividir o Brasil entre nós e eles, entre o Norte e Sudeste, entre Norte e Sul. Eu, ao contrário, quero unir o Brasil.

SEM APOIO FORMAL DE MARINA E ROMÁRIO

Durante a coletiva, Aécio Neves disse ainda que vê com enorme naturalidade a indefinição da ex-candidata à Presidência Marina Silva de declarar apoio ou não ao candidato. Marina Silva tinha sinalizado apoio ao candidato no início da semana, mas recuou. Até o momento, a ex-ministra não formalizou sua decisão.

— Percebo que há uma convergência crescente entre os companheiros nossos, os companheiros da Marina, do próprio PSB. Amanhã mesmo estarei em Pernambuco, teremos lá um ato de apoio formal do PSB regional à nossa candidatura. É com enorme emoção que recebo o apoio do grupo político de Eduardo Campos. Quanto à candidata Marina Silvaacredito que ela tomará sua decisão no momento certo, e que será por nós respeitada — afirmou.

Sobre o silêncio do candidato recém-eleito ao Senado Romário (PSB) a respeito de um eventual apoio neste segundo turnoAécio amenizou e disse acreditar estar junto com ele nos próximos dias.

— Eu tenho dito em relação a todos os apoios que todos tem o seu tempo e deve avaliar qual é o melhor caminho. Reitero que tenho muito respeito ao desempenho parlamentar doRomário, como era também admirador de seu futebol. Mas acredito que possamos estar juntos nos próximos dias — sinalizou. Mais cedo, Aécio passou o dia em seu apartamento, em Ipanema, conversando por telefone com alguns aliados.

Aécio Neves abriu a coletiva lembrando o Dia Nacional de Prevenção a Violência Contra a Mulher e anunciou que, caso eleito, criara uma rede de proteção às mulheres que sofreu ou está sob ameaça de sofrer violência, com as Casas-Lares, com os abrigos familiares e ampliando o Disque-Denúncia nos municípios.

— Nós temos que tirar das estatísticas macabras do Brasil o aumento dos crimes de violência contra a mulher.