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Presidente da CSN disse que ‘só louco’ investe hoje no Brasil

Benjamin Steinbruch admitiu que a CSN desistiu do projeto de construção de uma usina de aços planos e longos em Congonhas.

Recessão econômica

Fonte: Hoje em Dia

Steinbruch: “só louco investe hoje no Brasil”

Janaína Oliveira

presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, fez nessa terça-feira (12) um duro discurso pedindo mudanças na política econômica brasileira.

Para um auditório lotado, durante a solenidade de abertura do 25° Congresso do Instituto Aço Brasil, em São Paulo, ele disse que o Brasil nunca vivenciou um ano eleitoral em que a expectativa é de recessão econômica. “Só louco investe (hoje) no Brasil”, afirmou.

Segundo ele, há um risco iminente de desemprego pela falta de perspectiva de negócios.

“Os problemas do Brasil e do setor são a mesma coisa. O problema é de todos nós. Estamos chegando no limite. O país pode piorar muito. Aí os negócios pioram e o nível da sociedade piora também. É preciso criatividade para tirar o Brasil dessa situação”, afirmou.

Steinbruch reclamou ainda do Custo Brasil e da dificuldade de diálogo com o governo federal. “Falta comunicação, nossas dificuldades não chegam em Brasília”, disse.

Ele disse que o Brasil precisa fazer algo “muito diferente”, já que o país está chegando a um limite. “Medidas paliativas não adiantam. Eu só acredito em uma solução, se houver algo muito diferente para solucionar nossos problemas. Só algo agressivo para arrumar essas distorções”, afirmou.

presidente da CSN disse também que é difícil encontrar um empresário que esteja otimista com as perspectivas de curto prazo, sendo que há notícias de que grandes empresas já começaram a promover cortes de pessoal e redução no volume de produção.

O executivo disse, por outro lado, que a indústria brasileira é rápida e que responderá assim que forem vistos sinais mais positivos em relação ao andamento da economia.

Defesa

Também presente na abertura do evento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, reconheceu que o país passa por um momento de “maré baixa”.

“O Brasil demorou a sentir os impactos mais fortes da crise internacional. Fomos bem até 2010. Agora estamos atingindo o fundo do poço”, admitiu.

Segundo o ministro, o mundo tem crescido, desde 2008, numa média de 3,5%, mas quando se exclui a China, o resultado é de quase estagnação.

“Não há uma carta na manga, mas o Brasil tem condições de avançar. O país pode resolver seus próprios problemas”, disse.

Mauro Borges destacou investimentos de R$ 193 bilhões do Minha CasaMinha Vida e o programa de concessões que deve injetar R$ 200 bilhões na infraestrutura logística brasileira como propulsores da economia brasileira.

CSN desiste da usina de Congonhas

Benjamin Steinbruch admitiu, nessa terça-feira (12), que a CSN desistiu do projeto de construção de uma usina de aços planos e longos em Congonhas, com investimento de R$ 6 bilhões. O executivo afirmou, entretanto, que ainda estuda a construção de uma unidade apenas de aços longos na cidade.

Sobre a mineradora Namisa, cuja jazida também está em Congonhas, Steinbruch disse que está otimista em relação às discussões com suas sócias asiáticas (a trader japonesa Itochu, mais as siderúrgicas japonesas JFE Steel, Kobe Steel e Nisshin Steel, a sul-coreana Posco e a taiwanesa China Steel).

A CSN, que detém 60% da mina, pretende fazer uma fusão dos ativos de mineração e logística. “Está caminhando. É um bom ativo. Se ficar com a fusão, é ótimo. Se ficar sem, também”, disse.

Steinbruch também admitiu estar na disputa para a aquisição da usina norte-americana de Gallatin Steel, da siderúrgica brasileira Gerdau e da indiana ArcelorMittal. A Gallatin Steel, localizada em Kentucky, produz seis milhões de toneladas anuais de bobinas a quente.

Minientrevista

Benjamin Steinbruch

Presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

A CSN manteve os investimentos previstos? Há perspectiva de cortes?

A questão não é corte de investimentos porque nós temos condições de continuar a fazer. A questão são as condições para isso. Todo mundo gosta de investir, todo mundo quer fazer. Não só a CSN, mas todas as empresas, todos os empreendedores, se tiverem condições vão investir, vão empreender. Agora precisa ter condições.

O senhor falou sobre a possibilidade de recessão ainda neste ano. As empresas já estão demitindo?

A realidade que nós temos é essa, por enquanto. Estava prevista essa dificuldade, agora a gente tem que combater isso e tentar não deixar que isso aconteça. Tem muita gente na iminência de eventualmente tomar a decisão de mandar empregado embora. Por isso que eu digo que o consumo tem que continuar, independentemente de qualquer coisa. É claro que ninguém quer inflação. E é claro que o governo tem um medo muito grande da inflação porque ela derruba qualquer tipo de perspectiva de reeleição do governo federal.

Mas a recessão é no setor ou no país de forma geral?

O setor reflete a situação no país. A gente não anda separado. Agora a gente tem que saber jogar porque se nós priorizarmos só a inflação, certamente a gente vai ter recessão,desemprego, diminuição da atividade, e que trazem outras complicações. Então a inflação é um problema, mas não é o único.

A CSN vai destinar um pouco mais de volume para o mercado externo no segundo semestre?

Já estamos fazendo isso. Mas aí você tem a dificuldade do dólar, porque o real está muito valorizado. Estamos exportando, mas precisaríamos ter uma moeda mais atualizada. O real está supervalorizado, mas essa é uma opção para não parar. Mesmo que a margem seja menor, a gente tem que usar dela nesse momento para evitar parada de produção.

As exportações incluem aços longos?

Não. Com o produto longo estamos entrando no mercado agora e não há necessidade.

Nesse momento, a situação da mineração é melhor?

A mineração vive mais em função do mercado externo. O comprador é a China, que está se comportando bem e favorecendo o setor. A verdade é que a China está performando melhor do que todo mundo diz.

Na sua avaliação, qual o cenário para os preços do aço de agora para frente?

Espero que seja melhor. Quando você tem um mercado difícil, a primeira coisa que você faz é reduzir preço. Agora isso vai até um limite. Já estamos com uma margem muito apertada.

Uma possível desaceleração da China é um risco a mais para o setor siderúrgico?

Sempre é, mas não é isso que estamos vendo hoje. A China está performando mais do que todo mundo. Continua muito bem e demandando matérias primas. Neste momento, a China está fazendo até melhor do que a gente esperava.

Aço: Indústria fechará o ano de 2014 no vermelho

Diante dos resultados negativos no acumulado do ano até julho, o Instituto Aço Brasil acabou revendo suas projeções para o ano.

Brasil sem rumo

Fonte: O Tempo

Indústria brasileira do aço pode fechar 2014 no vermelho

Baixo crescimento do PIB e concorrência externa afetam o setor

JULIANA GONTIJO

A indústria do aço deve fechar 2014 com resultados negativos para produção (-2,5%), vendas internas (-4,9%) e consumo aparente de aço – soma das vendas internas mais a importação por distribuidores e consumidores (-4,1%). Os motivos são o fraco crescimento daeconomia brasileira, além do impacto da concorrência internacional. “O crescimento doProduto Interno Bruto no ano passado ficou aquém das expectativas. E, neste ano, deve ser menor que 1%. E o cenário internacional também não ajudou muito”, observou o presidente do conselho diretor do Instituto Aço Brasil (IABr), Benjamin Mario Baptista, nesta segunda, emSão Paulo, um dia ante do início do Congresso Brasileiro do Aço.

Diante dos resultados negativos no acumulado do ano até julho, o IABr acabou revendo suas projeções para o ano. As vendas internas, por exemplo, registraram queda de 6% na comparação com os primeiros sete meses de 2013. As exportações caíram 1,6%, enquanto que as importações registraram alta de 15,9%. O consumo aparente apresentou queda de 3,1%. Com a retração do mercado, a produção teve queda de 1% nesse período.

A estimativa de produção de aço bruto para 2014, que era de crescimento de 5,2%, agora é negativa (-2,5%), num total de 33,3 milhões de toneladas. Para as vendas nacionais, a perspectiva de alta de 4,1%, passou para retração de 4,9%. Apenas as exportações tiveram perspectiva de melhora, com incremento que saltou de 2,3% para 3,9%, resultado influenciado pela retomada do alto forno n° 3 da ArcelorMittal Tubarão em julho para a produção de placas voltadas para a exportação.

O consumo aparente também foi revisto para baixo. A última previsão era de incremento de 3%. A nova estimativa passou para recuo 4,1%. “O modelo de incentivo ao consumo chegou ao limite, o que pode ser constatado pelo endividamento das famílias e redução da demanda”, diz.

presidente executivo do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, observou que a indústria da transformação está perdendo participação no Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB), que já chegou a 35,9% e no ano passado ficou em 13%. “O setor vem perdendo competitividade”, frisou.

Baptista aposta em melhoria do cenário nacional no fim de 2014. “Depois da Copa, o país voltou a trabalhar. A tendência é que os próximos meses sejam melhores que junho e julho. Em agosto e setembro é época das ordens de Natal”, diz.

Para 2015, a previsão do presidente de Baptista é de que será um ano complicado independente do governo. “Temos vários problemas acumulados, entre eles as tarifas que foram represadas, como é o caso da energia elétrica, além da pressão inflacionária”, observou.

Em Minas

Parcela. Minas Gerais foi responsável por 32,7% da produção de aço no país, nos sete primeiros meses de 2014. A produção brasileira de aço bruto em julho foi de 2,9 milhões de ton. A repórter viajou a convite do Instituto Aço Brasil.

Pasadena: Diretores da Petrobras são condenados a devolver US$ 792 mi

11 diretores da Petrobras são condenados a devolver US$ 792 milhões por prejuízos causados na aquisição da Refinaria de Pasadena.

Refinaria de Pasadena

Fonte: O Tempo

Ministro do TCU isenta Dilma e condena 11 diretores da Petrobras

“Não ignoro o fato de que aquisição de empresa é, por natureza, atividade que envolve risco [no caso de Pasadena]; Não se pode falar apenas em mau negócio”, afirmou José Jorge, relator do processo, em seu voto

DA REDAÇÃO

TCU (Tribunal de Contas da União) condenou 11 diretores da Petrobras a devolver US$ 792 milhões (R$ 1,6 bilhão) por prejuízos causados na aquisição da Refinaria de Pasadena, pela Petrobras.

Um dos ministro do TCUBenjamin Zymler, chegou a pedir vista do processo após a leitura do relatório do ministro José Jorge, responsável pelo processo. Mas quatro ministros, Marcos Bemquerer, Ana Arraes, Weder Oliveira e André Luiz de Carvalho, votaram a favor do relatório de José Jorge sem mesmo considerar possíveis opiniões divergentes que Zymler poderia ter. Constrangido, Zymler acabou retirando seu pedido de vista, que pararia o processo.

Zymler alegou que precisaria de mais tempo para avaliar os custos de compra da refinaria. Ele afirmou que os valores propostos pelo relator para o débito podem estar baseados em cálculos “simplistas”. Mas os outros ministros afirmaram que possíveis diferenças de preços podem ser resolvidas no processo que será iniciado agora para realizar a cobrança do prejuízo apurado.

Conforme a Folha de S.Paulo adiantou na terça-feira (22), os conselheiros da estatal, entre eles a presidente Dilma Rousseff, não foram responsabilizados pelos prejuízos pelo relator.

A proposta do relator responsabiliza os integrantes da diretoria executiva, os diretores da área jurídica e os diretores da subsidiária Petrobras América por quatro irregularidades que causaram o prejuízo bilionário à estatal. Segundo o relator, no total, a empresa desembolsou R$ 1,25 bilhão para a compra da companhia, incorrendo nesses pagamentos em atos “ilegítimos” e baseados em “pressupostos flagrantemente inconsistentes”.

“Não ignoro o fato de que aquisição de empresa é, por natureza, atividade que envolve risco [no caso de Pasadena]. Não se pode falar apenas em mau negócio”, afirmou o relator em seu voto.

Preço Alto

A maior irregularidade apontada pelo relator, que causou prejuízo de US$ 580 milhões, foi aPetrobras avaliar a refinaria em US$ 766 milhões quando havia posicionamento de uma consultoria americana que apontava que Pasadena valia US$ 186 milhões. Outra irregularidade apontada foi o pagamento de adiantamentos da Petrobras à sócia que, depois, não foram compensados, causando US$ 39,7 milhões.

O ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, e pelo ex-diretor da área internacional,Nestor Cerveró, foram também responsabilizados pelo relator pela assinatura de uma carta de compromisso com a Astra para a compra da outra metade da empresa por um valor maior que ela valia. Essa carta foi usada pela empresa belga para ganhar o processo judicial contra a Petrobras. Somente este ato custou à estatal US$ 80 milhões a mais.

A quarta irregularidade apontada pelos técnicos e confirmada pelo relator foi a postergação do cumprimento da sentença da justiça americana que condenou a Petrobras. Se a sentença tivesse sido cumprida em 2009, o prejuízo seria US$ 92,3 milhões a menos. A Petrobras só fechou um acordo com a Astra em 2012.

Com a proposta de José Jorge acatada, todos os valores serão convertidos em moeda nacional e atualizados monetariamente em um outro processo que se inicia após a decisão de hoje, chamado TCE (Tomada de Contas Especial). Nesse novo processo, cada um dos diretores responsabilizados poderá se defender individualmente (a defesa, até agora, foi feita pela Petrobras).

Ao fim desse processo, os valores poderão ser confirmados ou alterados. É possível até mesmo que a decisão de hoje seja cancelada e não seja apontado prejuízo. Caso a TCE confirme os prejuízos, os diretores terão que devolver os valores à estatal com recursos próprios, serão ainda multados em até R$ 46 mil e perderão o direito a se candidatar em eleições por oito anos.

Será a maior condenação de devolução de recursos já feita pelo TCU.

Dilma

O relator propôs que os conselheiros da empresa não sejam responsabilizados pelas irregularidades na transação. Entre os conselheiros da Petrobras que foram arrolados no processo estava a presidente Dilma Rousseff . A proposta, contudo, abre a possibilidade para que eles sejam investigados caso novos elementos apareçam no processo que será aberto para cobrar os prejuízos.

O relator aceitou o argumento apresentado pela presidente Dilma Rousseff publicamente este ano de que o Conselho da estatal, na época do negócio, não foi informado pela diretoria de algumas cláusulas dessa compra. Segundo o relator, o conselho não foi informado da cláusula de rentabilidade fixa à sócia belga e nem de termos da cláusula de saída da sócia que beneficiavam a ex-sócia da Petrobras.

Os problemas na refinaria foram denunciados ao TCU em fevereiro de 2013 pelo procurador do tribunal, Marinus Marsico. Após a análise de centenas de documentos da Petrobras, três técnicos do TCU apontaram que a Petrobras fez uma aquisição “antieconômica” da refinaria e dos estoques de óleo. De acordo com os técnicos houve “lesão ao erário, atos de gestão antieconômica e ilegítimos” nessa aquisição.

Petrobras alegou em sua defesa que não houve prejuízo na aquisição de Pasadena e que o TCU desconsiderou alguns dos relatórios de consultorias e bancos que apontavam para a regularidade da transação. Os diretores da empresa também alegam, em depoimentos à diferentes comissões do Congresso, que não houve prejuízo na aquisição da refinaria americana.

Durante a leitura do processo, o advogado Edson Ribeiro, se apresentou como defensor de Nestor Cerveró, e alegou suspeição do relator, pedido não aceito pelo Tribunal.

Histórico

Em 2006, a Petrobras comprou do grupo belga Astra metade da refinaria de Pasadena por US$ 360 milhões, aí incluídos estoques de petróleo. Os sócios brigaram por causa do custo da reforma que a Petrobras queria fazer na refinaria, que chegavam a US$ 2,5 bilhões, considerado alto pela Astra. Os belgas chegaram a oferecer recomprar os 50% da Petrobras, que não aceitou.

Petrobras então enviou proposta de US$ 550 milhões pelo restante de Pasadena, mas a Astra queria US$ 1 bilhão. Os sócios acabaram fazendo um acordo de US$ 788 milhões, mas sem aprovação do conselho da estatal brasileira ele não foi fechado, o que levou a uma disputa judicial nos EUA.

No final, após uma batalha judicial encerrada em 2012, a Petrobras acabou pagando US$ 885 milhões pelo 50% da refinaria. No total, a estatal brasileira desembolsou US$ 1,25 bilhão por um negócio comprado pela Astra por apenas US$ 42,5 milhões em 2005. O ex-presidente da Estatal, José Sérgio Gabrielli, diz que a Astra fez investimentos de US$ 360 milhões na refinaria após a aquisição de 2005.

 

Os prejuízo apontados pelo relator do TCU no processo de Pasadena

Causa: Compra da refinaria sem considerar o menor preço de avaliação e permitindo cláusula de saída da sócia (Put Option), prejudicial à Petrobras

Prejuízo: US$ 580,4 milhões

Responsáveis: José Sérgio Gabrielli (presidente), Nestor Cerveró (diretor), Paulo Roberto Costa (diretor), Guilherme Barbassa (diretor), Renato Duque (diretor), Guilherme Estrella (diretor), Ildo Sauer (diretor), Luiz Carlos Moreira da Silva (gerente executivo da Área Internacional).

 

Causa: Deixar de cobrar da Astra ajustes de preços previstos no contrato após a compra dos primeiros 50% da refinaria

Prejuízo: US$ 39,7 milhões

Responsáveis: Gustavo Tardin Barbosa (CEO da Petrobras América) Paulo Roberto Costa, Renato Tadeu Bertani (CFO da Petrobras América)

 

Causa: Assinatura de uma carta de intenções de compra dos 50% restantes da refinaria por valor superior ao que era previsto no contrato

Prejuízo: US$ 79,9 milhões

Responsáveis: José Sérgio Gabrielli e Nestor Cerveró

 

Causa: Postergar o cumprimento da decisão judicial americana contra a Petrobras em 2009

Prejuízo: US$ 92,3 milhões

Responsáveis: José Sérgio Gabrielli, Paulo Roberto Costa, Almir Barbassa, Renato Duque, Guilherme Estrella, Ildo Sauer, Nestor Cerveró, Carlos Cesar Barromeu de Andrade (Gerente Jurídico Internacional), Gustavo Tardin Barbosa e Renato Tadeu Bertani.

Aécio Neves diz que Dilma não investe em Minas

Aécio: levantamento da Contas Abertas mostra que estatais federais não investiram em Minas Gerais nem 15% do previsto para 2013.

Aécio: Gestão deficiente do Governo Dilma

Aécio: Gestão deficiente do Governo Dilma

Aécio: Gestão deficiente do Governo Dilma. Regap não recebe investimentos

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves 2014: governo federal não investe em MG Aécio Neves 2014: em quatro meses, estatais federais não investiram nem 15% do previsto para este ano Se quiser vencer Aécio Neves em 2014, Dilma Rousseff terá de fazer mais por Minas Gerais do que simplesmente promessas não cumpridas.

O Estado, com o segundo maior colégio eleitoral do país e onde o senador foi governador por dois mandatos, tem deixado de receber investimentos do governo federal. Recente levantamento da ONG Contas Abertas mostra que as estatais federais não investiram em Minas Gerais nem 15% do previsto para este ano. Do montante de R$ 1,6 bilhão autorizado pela União para 11 projetos e empreendimentos no Estado, só R$ 223 milhões foram investidos.

Em alguns destes investimentos, o próprio Aécio Neves foi quem lutou – ainda como governador – para garantir que Minas Gerais foi escolhido para interná-los. É o caso da unidade de produção de amônia da Petrobras. A planta, inicialmente, iria para o Mato Grosso do Sul, mas após o Governo de Minas garantir investimentos para levar gás até o Triângulo Mineiro, a Petrobras decidiu pela transferência do investimento para a cidade de Uberaba.Porém, ogoverno federal continua emperrando o aporte. Dos R$ 247 milhões previstos no orçamento da Petrobras para aplicação na “Implantação da Unidade de Produção de Amônia” em 2013, até abril, a estatal aplicou apenas R$ 9,5 milhões, o que corresponde a 3,8%.

Em matéria publicada pelo jornal Hoje em Dia, quarta-feira (12/06), outros exemplos do descaso das estatais federais durante o Governo Dilma são citados, como é o caso da modernização e adequação do Sistema de Produção da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O que se espera é uma mudança deste quadro para o segundo semestre deste ano.

Os resultados das últimas pesquisas de avaliação do Governo Dilma devem acelerar a liberação destes recursos, mesmo porque, numa administração onde o que vale é a intenção eleitoral, não é nada bom entrar 2014 em baixa no Estado que tão bem administrado foi por Aécio Neves.

CLIQUE AQUI E LEIA A ÍNTEGRA DA REPORTAGEM DO JORNAL HOJE EM DIA

Inflação: Tolerância zero, artigo de Aécio Neves

Inflação: governo do PT perdeu o controle da escalada inflacionária. Impacto é maior entre as famílias mais pobres.

Inflação: Governo Dilma

Fonte: Folha de S.Paulo

Tolerância zero

Aécio Neves 

Não dá mais para tentar esconder a escalada da inflação, como insiste em fazer o governo federal, tratando-a como se fosse um parente incômodo atrapalhando a festa da família.

Os fatos estão aí, incontestáveis. O Dieese apontou que os preços dos gêneros alimentícios essenciais continuaram em alta e subiram em 16 das 18 capitais, onde o órgão faz pesquisa sobre a cesta básica.

Ligado aos sindicatos de trabalhadores, o Dieese é 100% insuspeito de alarmismo para assustar a população, atitude que os petistas teimam em atribuir à oposição.

A alimentação no domicílio saltou cerca de 14% em 12 meses. O bom humor dos brasileiros fez a disparada do preço do tomate virar piada nacional. Mas podia ser a farinha de mandioca, que teve crescimento de 151% em um ano.

O impacto é maior entre as famílias mais pobres. Elas gastam do seu orçamento com comida e bebida bem mais que as famílias mais ricas.

Para ampliar a lista de notícias ruins, a inflação anual registrada em março, de 6,59%, estourou o teto da meta, fixada em 4,5%, com margem de dois pontos percentuais.

Confirmou-se também que a pressão maior veio dos alimentos. No trimestre, tomate, cebola e cenoura foram as altas de destaque, 60,9%, 54,9% e 53,3%, respectivamente.

Em boa parte, o descontrole nos preços está associado à forma equivocada como o governo federal gasta, a começar pela máquina administrativa em permanente regime de engorda.

A irresponsabilidade fiscal tem consequências maléficas. O país precisa se afastar, com urgência, do projeto anacrônico de inchaço estatal, reconhecidamente fracassado no planeta.

Cultiva-se uma farta distribuição de privilégios, movida com recursos públicos. Predomina a manipulação de setores importantes da economia para fins meramente políticos e partidários.

Ninguém sabe quanto custarão ao Tesouro Nacional as perdas da Petrobras e da Eletrobras, resultantes da má gestão. Ou do BNDES e da Caixa Econômica Federal para socorrer projetos empresariais de acerto duvidoso.

PT sempre foi permissivo com a inflação. Basta lembrar que se posicionou contra o Plano Real, instrumento que derrotou a inflação e fez o país entrar numa era de prosperidade.

Os mais jovens não conheceram os dias difíceis vividos pela geração de seus pais e avós nos anos 80 e 90, quando os preços mudavam todos os dias nos supermercados e alcançavam a estratosfera.

Inaugurada pelo Plano Real, a estabilidade econômica converteu-se em patrimônio de todos os brasileiros e não pode ser colocada sob ameaça.

É senso comum que a marcha da inflação sacrifica os mais pobres, em primeiro lugar. Por isso, para nós, a receita é uma só: com a inflação, a tolerância é zero.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio 2014: o discurso firme do senador

Aécio 2014: artigo de Marcus Pestana comenta a disposição do senador para travar um “bom combate” em favor das grandes causas nacionais.

Aécio 2014: oposição

Fonte: O Tempo – Artigo

Aquecimento do debate e antecipação da sucessão

O sentido do discurso firme, equilibrado e corajoso de Aécio Neves

MARCUS PESTANA
Deputado federal (PSDB-MG)

 Aécio 2014: o discurso firme do senador

Aécio 2014: artigo de Marcus Pestana comenta a disposição do senador para travar um “bom combate” em favor das grandes causas nacionais.

Certa vez, na Câmara dos Comuns, Churchill ironizou: “A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”. Não há outro caminho. A construção do futuro transita pela consolidação da liberdade como um valor universal, permanente, inegociável e sem adjetivos. O debate franco e aberto permite o clareamento das posições, a explicitação das divergências, a construção de consensos e o posicionamento da sociedade.

Nas últimas semanas, a temperatura política subiu. Mesmo com líderes experientes, como Aécio Neves, alertando que cada coisa tem o seu tempo, que antes de 2014 temos que vencer 2013 e que, na política, a ansiedade e a precipitação são más conselheiras, o fato é que as coisas esquentaram. A sucessão presidencial foi precocemente para as ruas.

Por incrível que pareça, quem jogou lenha na fogueira foram Dilma e o PT. Acossada pelo mal-estar crescente em suas bases e pelo crescimento do “volta Lula“, Dilma e o PT subiram no palanque a dois anos do fim de seu mandato. Ao partidarizar a discussão do novo marco para o setor elétrico, aparelhar a cadeia nacional de rádio e TV com um discurso que desrespeitou a liturgia do cargo e radicalizar a polarização nas comemorações dos dez anos do PT, Dilma e o PT tiraram as oposições para dançar num outro ritmo.

A toda ação corresponde uma reação. O contraponto era necessário. Não há uma única forma de se ver o Brasil. Foi esse o sentido do discurso firme, equilibrado e corajoso do senador Aécio Neves, como porta-voz das oposições. A voz de Aécio obteve grande repercussão nacional.

O senador apontou que as conquistas de uma economia sólida e estabilizada, herdada do governo FHC, estão se exaurindo. Denunciou que não é mais a presidente que governa e, sim, a lógica da reeleição.
Criticou o crescimento econômico raquítico e o desempenho pífio do PAC. Jogou luzes sobre o grave processo de desindustrialização e o perigo concreto de descontrole inflacionário. Cobrou transparência nas contas públicas e o fim da “contabilidade criativa“, que mina a credibilidade do país. Realçou a destruição da Petrobras, das estatais e das agências reguladoras pelo aparelhamento e pela desqualificação da gestão pública. Demonstrou as ameaças no setor energético e as agressões permanentes à Federação. Fez um raio X do fraco desempenho nas áreas prioritárias de educação, saúde e segurança.

Por fim, denunciou firmemente o estímulo à intolerância e ao autoritarismo, nos confrontos com o STF e MPF, nos ataques à imprensa livre e, até mesmo, a uma simples blogueira cubana dissidente. Desmascarou a farsa da suposta faxina e chamou a atenção para a complacência com os desvios éticos. Em resumo, um discurso de estadista.

Quem tinha dúvidas sobre a disposição de luta, atitude, coragem, ousadia e visão de futuro de Aécio e do PSDB, sabe, hoje, que travaremos o bom combate em favor das boas causas.

Pibinho: “estamos no rumo errado”, disse senador Aécio Neves

Aécio: Se o governo Dilma não optasse pelo irrealismo e pela autoenganação, o país talvez tivesse se livrado do mau resultado do PIB.

Aécio critica pibinho do Governo Dilma

Fonte: UOL Notícias

Aécio diz que estamos no “rumo errado” quanto ao PIB; Temer diz que número pequeno não deve impressionar

 Pibinho: “estamos no rumo errado”, disse Aécio

A divulgação, sexta-feira (1º), do crescimento de 0,9% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano de 2012 gerou repercussão entre políticos da base governista e da oposição. A alta foi a pior registrada no país desde 2009.

O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou hoje que “não devemos nos impressionar com um PIB pequeno“. Segundo Temer, apesar de o PIB ter ficado abaixo das expectativas em 2012, a perspectiva de crescimento para 2013 está mantida, com ações governamentais neste sentido.

O senador Renan Calheiros também comentou o crescimento econômico de apenas 0,9% em 2012, inferior ao resultado registrado em 2011. “A expectativa não era essa; funciona como um alerta”, afirmou Calheiros. Ele atribuiu o resultado ao “mundo em crise” e disse que o Congresso Nacional vai “colaborar” para o crescimento do PIB em 2013, votando projetos para novos investimentos públicos e privados.

“Pibinho”

senador Aécio Neves (PSDB-MG), possível candidato a presidente em 2014, criticou o resultado econômico. “Se o governo Dilma não optasse pelo irrealismo e pela autoenganação, o país talvez tivesse se livrado do mau resultado do PIB anunciado há pouco pelo IBGE. Tivesse o governo do PT tomado melhor pé da situação já no decorrer de 2012, é possível que nossa economia não tivesse tido desempenho tão negativo quanto o crescimento de 0,9% conhecido nesta manhã. Tempo perdido não se recupera”, afirmou. “Estamos no rumo errado”, concluiu.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) criticou o chamado “pibinho“. “‘Pibinho‘ é muito grave porque é o índice de desenvolvimento que mostra que não há desenvolvimento no Brasil, que as políticas econômicas do governo fracassaram, abaixo das previsões do próprio governo e abaixo da previsão do crescimento de todos os países da América Latina, com exceção do Paraguai, afirmou.

Aloysio Nunes disse ainda que a soma do baixo PIB com o aumento da inflação torna-se mais preocupante. Para o senador, o motivo principal não é a crise internacional, mas a falta de políticas internas eficazes para fazer o país crescer e controlar a inflação. ”Os Estados Unidos cresceram mais que o Brasil; o Japão, que há muito tempo se arrastava com índices baixíssimos, cresceu mais que o Brasil. A crise internacional afeta também o Chile, que cresceu mais que o Brasil. A Venezuela, que está sem governo, cresceu mais que o Brasil. De modo que não é a crise internacional. Evidentemente [que a crise] tem o seu efeito, mas é preciso cuidarmos da crise brasileira.”

O senador José Agripino (DEM-RN) disse que “o pífio resultado do PIB reforça a tese de que o caminho perseguido pelo governo está equivocado e precisa ser mudado. O governo continua longe de formular políticas de longo alcance para elevar a competitividade nacional e permitir um crescimento mais vigoroso por vários anos”.

Para o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), o crescimento do PIB em 2012 mostra que o governo está “desnorteado na condução da política econômica”. “De nada adiantou o governo estimar um crescimento de 4,5% para 2012, se o que se confirmou foi um desempenho sofrível. Isso só demonstra que os responsáveis pela política econômica do governo não têm certeza do que está acontecendo de fato na economia. O país precisa de menos discurso e mais ações efetivas”, disse.

*Com informações da Agência Senado