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Em Belo Horizonte, o custo da cesta básica teve alta de 1,5%

A inflação das famílias com renda entre um e cinco salários-mínimos completou o terceiro mês consecutivo com altas acima da inflação geral.

Fonte: Estado de Minas

Inflação: cesta básica mais cara obriga brasileiro a trabalhar mais

“Antes, eu gastava menos que o salário-mínimo no supermercado. Agora, estou gastando mais de R$ 780, considerando a compra semanal de carne. Alessandra Oliveira, secretária. Foto: Ramon Lisboa/EM

Alta dos preços obriga brasileiro a trabalhar mais para se sustentar

Cesta básica fica mais cara, e quem ganha salário mínimo em BH já precisa de quase meio mês de serviço para comprá-la

A secretária Alessandra de Oliveira percebe que, a cada ida ao sacolão e ao supermercado, sua cesta de compras está voltando mais vazia. Para manter o padrão de consumo da família, ela está fazendo trocas, e comprando menos os produtos que mais encarecem nas gôndolas. Mesmo com o carrinho mais leve, a fatia do salário consumida com os alimentos cresce a cada mês. O que Alessandra verificou na prática, o Departamento Interestadual de Estatística e Estudo Socioeconômicos (Dieese) também constatou em pesquisa.

Em abril, o brasileiro precisou trabalhar mais para comprar a cesta básica. Mais precisamente 13 dias – quase metade do mês. Considerando o trabalhador que recebe um salário-mínimo mensal, o tempo subiu para 97h15, em Belo Horizonte. O maior desde maio do ano passado, e 2h34 a mais que em março. Desde janeiro, com a inflação mais alta, esse tempo de trabalho voltou a subir.

O custo da cesta básica na capital atingiu R$ 348,36 no mês passado, alta de 1,5% em relação a março e de 1,7% frente ao mesmo período em 2014. A cesta básica, que inclui 13 alimentos, como arroz, feijão, café, açúcar e farinha de trigo, consome na capital mineira 48% do salári- mínimo, mais que a média nacional, que tem relação de 46,6%. O cálculo do Dieese considera a jornada-padrão do trabalhador brasileiro ,de 220 horas mensais, tendo como referência para remuneração, o salário-mínimo.

Considerando uma família pequena como a da secretária Alessandra, pai, mãe e dois filhos, em que as duas crianças comem como um adulto, o trabalhador belo-horizontino gastou R$ 1.045,08 para cobrir suas despesas básicas com alimentação em abril, segundo o Dieese. “O preço dos alimentos vem subindo muito. Antes, eu gastava menos que o salário-mínimo no supermercado. Agora, estou gastando mais de R$ 780, considerando a compra semanal de carne”, diz a secretária, que pontua a alta nos preços generalizada, até nos cereais básicos do país, como o feijão.

Lucio Monteiro, técnico do Dieese em Minas, aponta que as maiores pressões sobre a cesta do trabalhador vieram de produtos sazonais, como o tomate (18,75%), a banana, única fruta pesquisada na cesta (6%) e a farinha (3%). “Com a inflação, o número de horas trabalhadas necessárias para comprar a cesta fica maior”, explica.

E o ano não dá sinais de refresco para as contas. O boletim Focus, que traz a previsão de analistas de mercado para a inflação, apontou ontem expectativa maior de inflação para 2015 pela quinta semana consecutiva. Os analistas ouvidos pelo Banco Central projetam Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechando em 8,31% este ano, muito acima do teto da meta, estipulado em 6,5%. Na semana passada, a previsão era de que o índice encerrasse o ano em 8,29% e, há um mês, 8,23%.

Mais pobres

No olho do dragão, quem mais faz malabarismo são as famílias de menor renda. Alessandra conta que já vem trocando a carne bovina pelo frango e, quando um produto como o tomate encarece demais, ela compra menos. A inflação das famílias com renda entre um e cinco salários-mínimos, completou o terceiro mês consecutivo com altas acima da inflação geral da capital, medida pela Fundação Ipead/UFMG. Em abril, enquanto o IPCA geral (para famílias com renda de um a 40 salários mínimos) acelerou 0,55%, a alta para os grupos de menor renda (de 1 a 5 salários mínimos) foi de 0,75%.

Gastos com energia elétrica, leite pasteurizado, lanches e telefonia móvel foram as principais pressões nas despesas das famílias de menor renda. Thaize Martins, coordenadora de pesquisa da Fundação Ipead, diz concordar que a inflação em 2015 deve fechar acima do centro da meta prevista pelo governo. “Em maio, a inflação vai captar o aumento da tarifa de água. Há também o reajuste dos planos de saúde. No fim do ano, também acontecem pressões tradicionais de alta em alguns alimentos”, pondera.

Na variação em 12 meses, os produtos com maior elevação no preço médio na cesta básica de Belo Horizonte foram o tomate (22,30%), a carne (9,66%) e o feijão (8,37%). Considerando o último ano, a batata (-44,8%), a banana (-7,45%) e a manteiga (-1%) somaram as principais contribuições positivas para o bolso na cidade.

Há pouco mais de dois meses, a dona de casa Tânia Saranso mudou-se do interior de São Paulo para Belo Horizonte. Ela comenta que está sentindo muito a alta do custo de vida na capital em relação ao interior, mas lembra que o aumento de preços é geral e ocorre em todo o país. Em 12 meses, a inflação de Belo Horizonte, medida pelo Ipead/UFMG, acumula alta de 4,67% em 2015. No mesmo período, o custo de vida rompeu o teto da meta de 6,5% do governo federal, e já atinge 8,13%.

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AGU: taxa de mineração é constitucional em Minas

AGU: taxa de mineração é constitucional em Minas. Advocacia-Geral da União entendeu como legítima a cobrança do tributo das mineradoras.

AGU: mineração

Fonte: Zínia Baeta – Valor Econômico

Parecer da AGU é favorável à taxa de mineração cobrada por Minas Gerais

 AGU: taxa de mineração é constitucional em Minas

Royalties do Minério: Helenilson Pontes: com entendimento, parecer ganha importância na discussão sobre a constitucionalidade da lei

A Advocacia-Geral da UniãoAGU – deu um parecer favorável à cobrança da taxa de mineração pelo Estado de Minas Gerais. O tributo, instituído por lei no ano passado e cobrado desde abril, é contestado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). Além de Minas, a entidade questiona por meio de ações diretas de inconstitucionalidade (Adins) taxas semelhantes instituídas também neste ano pelo Pará e Amapá. A nova cobrança significará uma arrecadação em torno de R$ 500 milhões por ano para Minas e R$ 800 milhões anuais ao Pará. Para o Amapá, a estimativa é de R$ 150 milhões.

Por ser tratar de uma Adin, a AGU é chamada a expor ao Supremo o seu entendimento sobre a discussão. Apesar de ter a obrigação legal de defender a lei questionada no STF, mesmo que seja estadual, advogados afirmam que hoje a AGU tem liberdade – por jurisprudência do próprio tribunal – para defender seu ponto de vista, ainda que contrário, quando o tema passa por questões que afetem a competência da União. Por isso, a posição favorável, nesse caso, poderia ser considerada importante, pois um dos argumentos da Adin seria o de que somente a União poderia legislar sobre atividades minerárias.

No parecer de 6 de agosto, assinado pelo advogado-geral Luís Inácio Adams, o órgão defende a constitucionalidade da lei mineira, exceção apenas para o artigo 7 da norma, que prevê isenção para os minérios destinados à industrialização no Estado. Adams, dentre outros pontos, afirma que a Constituição autoriza os Estados a fiscalizar concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais situados em seus territórios, a participar no resultado da exploração ou a receber compensação financeira por essa exploração, como forma de indenização pelos danos decorrentes das atividades.

O advogado que assina a Adin proposta pela CNI, Gustavo Amaral, afirma que o papel da AGU nesse caso é o de defender a lei, por isso, sempre se espera a manifestação em contrário do órgão a uma Adin. Para ele, o mais importante será o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), cujo papel é o de opinar pela procedência ou não dos argumentos de uma Adin. O advogado também afirma que o entendimento da AGU é perigoso, pois dá a entender que é possível a criação de taxas para fiscalizar a arrecadação.

“É o mesmo que criar uma taxa para o Estado fiscalizar o pagamento de ICMS ou do Imposto de Renda”, exemplifica. Amaral também critica o fato de a AGU não ter se posicionado sobre a projeção de arrecadação pelos Estados, o que “extrapolaria a noção do razoável” para o custo do serviço, no caso a fiscalização.

O resultado do parecer foi comemorado pelo vice-governador do Pará, Helenilson Pontes (PPS). Segundo ele, se a própria União reconhece que não tem competência exclusiva sobre o assunto, o parecer ganha extrema importância e coloca a “discussão em um novo patamar”. Apesar de o entendimento ser em relação à lei de Minas Gerais, Pontes diz que as normas são parecidas, exceto pelo artigo 7 da legislação mineira.Segundo ele, atualmente, apenas a Vale – que é a maior contribuinte da taxa para o Estado – não está recolhendo o tributo, pois o discute na Justiça.

A Advocacia-Geral do Estado (AGE) de Minas Gerais afirmou, por meio de nota, que “a AGU corroborou o entendimento do Estado acerca da constitucionalidade da taxa”. A AGU informou que ainda foi intimada em relação à ação que envolve a lei paraense.

AGU: taxa de mineração – Link da matéria: http://www.valor.com.br/brasil/2782042/parecer-da-agu-e-favoravel-taxa-de-mineracao-cobrada-por-minas-gerais

PIB: Economia mineira cresce no 1º trimestre. Nos últimos 12 meses até março, a performance do PIB mineiro foi 1,9% maior, tanto quanto a do Brasil.

PIB: Minas

Fonte: Marta Vieira – Estado de Minas

PIB de Minas avança 2,1% e mostra leve recuperação

Economia do estado cresce mais que a do país no primeiro trimestre, em relação a igual período de 2011. Agropecuária e indústria fecham no vermelho, mas os serviços salvam

Ancorada no aquecimento do comércio, dos serviços de transportes e da construção civil, a economiamineira cresceu 2,1% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, conforme relatório publicado ontem pela Fundação João Pinheiro. Embora o resultado tenha superado a expansão bastante modesta de 0,8% do Brasil na mesma base de comparação, a soma da produção de bens e serviços do estado, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), mostrou, de fato, uma tímida recuperação. No quarto trimestre de 2011, o crescimento havia sido de 1,8%, sucedendo parcos 0,3% apurados no trimestre anterior, ambos comparados a idênticos meses de 2010. Por trás dos números, fica a dúvida sobre o caminho dessa reação, ainda sem impactos das medidas recentes lançadas pelo governo federal para reanimar a atividade produtiva no país.

Segmentos pesados na formação do PIB estadual, a agropecuária e a indústria fecharam o primeiro trimestre no vermelho. A queda do agronegócio, de 1%, só não foi maior graças às boas estimativas da produção de leite, soja, milho e feijão de primeira safra para este ano. Diferentemente do Brasil, que amargou recuo de 7,3% na atividade, as lavouras de Minas sofreram menos com o período chuvoso, avalia Thiago Rafael Corrêa de Almeida, especialista do departamento de contas regionais da Fundação João Pinheiro. No setor industrial, os movimentos foram contrários, no entanto, muito próximos. Em Minas, houve retração de 0,2%, enquanto a média nacional registrou ligeiro aumento de 0,1%, na prática uma situação de estabilidade. As empresas prestadoras de serviços contribuíram com expansão de 2,8% no estado durante o primeiro trimestre.

Nos últimos 12 meses até março. a performance do PIB mineiro foi 1,9% maior, tanto quanto a do Brasil. “Ainda é cedo para avaliarmos se essa tímida melhora do PIB vai se manter”, afirma Thiago Almeida, especialista em políticas públicas da Fundação João Pinheiro. A rigor, surgem dois lados da mesma moeda para a economia nos próximos trimestres. Com o bom desempenho esperado para a cultura do café, responsável por um terço do valor da produção agrícola mineira, a tendência é de uma performance mais positiva da agropecuária, assim como o benefício da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados(IPI) incidente nos automóveis deverá influenciar numa recuperação da indústria automotiva.

No sentido contrário, o aumento do endividamento das famílias brasileiras poderá frear as vendas do comércio e os rumos da crise internacional e do dólar não estão claros para reanimar outros braços daindústria que dependem do comércio internacional. “A presidente tomou medidas para reanimar aeconomia, mas elas só terão efeito no fim do ano. Até lá, temos de sobreviver”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado Júnior. Para o industrial, são necessárias ferramentas complementares à expansão do crédito a taxas mais baixas e à desoneração da folha de pessoal de 15 setores da indústria.

A pressão da crise internacional e das importações sobre a demanda de produtos importantes da economia de Minas, como o aço, se refletiu numa queda de 10% da metalurgia básica, que engloba as siderúrgicas e os produtores de ferro-gusa, matéria-prima das usinas, puxando uma série de resultados negativos, como os das indústria automotiva (-4,7%), extrativa mineral (-4,4%) e o refino de petróleo e álcool (-2,7%). Respondendo por cerca de 10% do desempenho da indústria mineira, as mineradoras foram obrigadas a reduzir a produção, em decorrência das enchentes do começo do ano, e exportaram menos por força do crescimento menor da China, principal parceira do comércio do estado com o exterior.

Luz vermelha Com taxas de crescimento acima da média brasileira, a indústria da construção civil de Minas avançou 3,9%, em comparação ao período de janeiro a março de 2011, e preserva estimativas de expansão de 4,5% a 5% neste ano, segundo o economista Daniel Furletti, coordenador sindical do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG). No Brasil, o setor cresceu 1,5% ante os primeiros três meses do ano passado. A nova onda de construção de shopping centers no estado contribuiu para o bom desempenho.

Um risco que as empresas passaram a considerar, no entanto, e que pode abalar as previsões é a redução do volume de investimentos na economia brasileira, que caiu de 19% para 18% do PIB. “Esse movimento acende uma luz vermelha. Precisamos mudar esse patamar para no mínimo 25% do PIB, afinal na China osinvestimentos representam 44%”, afirma Daniel Furletti. Não há como prever o tempo em que as medidas de estímulo à economia serão assimiladas e só no fim do ano é que o quadro de crise internacional estará definido, e não solucionado, alerta Juliano Lima Pinheiro, diretor da corretora de valores Corval e professor de pós-graduação em finanças da escola de administração e negócios Ibmec. Ele trabalha com projeção de no máximo 3% de crescimento da economia brasileira em 2012.

Ritmo de fábricas recua 1,4% no ano

A produção industrial brasileira teve queda em oito das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos quatro primeiros meses deste ano. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física divulgada ontem pela instituição. Em seis estados, houve recuo acima da média nacional, que ficou em -2,8%. A maior queda ocorreu no Rio de Janeiro (-7,5%), seguida de São Paulo (-5,1%), Santa Catarina (-5,1%), Amazonas (-4,5%), Ceará (-3,7%) e Espírito Santo (-2,9%). Em Minas, a taxa ficou em -1,4% e no Pará em -0,1%.

Nos quatro primeiros meses de 2012, a queda na produção em i e no Pará foi particularmente influenciada pela menor fabricação de bens de consumo duráveis (automóveis, motos, aparelhos de ar-condicionado, televisores, celulares e relógios) e de bens de capital (especialmente caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques e veículos para transporte de mercadorias), além da menor produção nos setores extrativos (minérios de ferro), têxtil, vestuário, farmacêutica e metalurgia básica.

“O governo editou medidas visando estimular alguns setores, principalmente o automotivo, que tem linha de produção muito longa. Mas ainda é cedo para sentir os efeitos. O resultado da produção industrial é um olhar pelo retrovisor”, avalia Sérgio Cavalieri, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). A indústria de fundição em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, já se ressente da queda na produção. Segundo o IBGE, a retração da produção na metalurgia básica do estado foi de -9,5% entre abril e março de -9,9% no acumulado do ano. “A gente sente dificuldades porque 60% do nosso setor é voltado para o atendimento da indústria automobilística”, explica Afonso Gonzaga, presidente regional da Fiemg no Centro-Oeste do estado.

Apesar disso, o segmento ainda não demitiu. O esforço caminha no sentido de ajustar o passo, dando férias e realocando funcionários porque a maior parte da mão-de-obra da indústria de fundição é especializada. “Se demitirmos agora e tivermos que contratar em três meses, enfrentaremos problemas. Por isso optamos por arcar com os custos e esperar a retomada do mercado.”

Conflito: ponto mais nevrálgico das discussões é o preço do minério de ferro fornecido pela Usiminas Mineração às operações da siderúrgica.

Sócios da Usiminas entram em confronto

Discordâncias envolvem os negócios de distribuição de aço, produção de bens de capital e a área de suprimentos. Ponto nevrálgico é o preço do minério de ferro

Fonte: Denise Carvalho – Brasil Econômico

 

Sócios da Usiminas entram em confronto

O tempo fechou entre os grandes acionistas que formam o bloco de controle da siderúrgica mineira Usiminas. A companhia ítalo-argentina Techint – que ingressou no capital social da companhia no início do ano com a compra das participações de Votorantim e Camargo Corrêa – e o grupo de empresas japonesas, lideradas pela Nippon Steel, estão em divergências sobre aspectos considerados cruciais para os negócios. As discordâncias envolvem a Usiminas Mineração, a Soluções Usiminas (distribuidora de aço), a Usiminas Mecânica (divisão de bens de capital) e a área de suprimentos.

O ponto mais nevrálgico das discussões hoje entre os controladores é o preço do minério de ferro fornecido pela Usiminas Mineração às operações da siderúrgica. Controlada pela Usiminas (70%) e pelo grupo japonês Sumitomo (30%), essa empresa é o braço de extração de minério de ferro da Usiminas que abastece a própria siderúrgica, atende o mercado interno e exporta. Segundo apurou o BRASIL ECONÔMICO, a Techint quer rever os cálculos acertados pela Usiminas e pela Sumitomo para formar o preço do minério de ferro, que hoje têm como base os valores cobrador pela Vale.

Na lógica do grupo ítalo-argentino, a qualidade do minério de ferro da Usiminas Mineração é inferior ao da Vale, o que justificaria uma redução de preços ou a compra do minério de fornecedores locais. Além disso, na avaliação da Techint, não faz mais sentido usar os valores do minério de ferro da Vale como referência, uma vez que hoje, a mineradora brasileira não é o único fornecedor externo preponderante desse tipo de material. Os japoneses, por sua vez, rebatem com o argumento de que ao comprar o minério de ferro de outros fornecedores, a Usiminas Mineração deixará de faturar com a venda do material para a siderúrgica.

Procurados para comentar o assunto, a Usiminas e a Techint informaram, por meio da assessoria de imprensa, que desconhecem as discussões. A siderúrgica reforçou que esse assunto é tratado apenas no âmbito dos acionistas. A Nippon Steel não se manifestou.

Lista de desacordo

Outro importante ponto de discordância é a proposta de mudança do sistema de compras. A Techint quer substituir o atual sistema da Usiminas pela plataforma usada pelo grupo ítalo-argentino, o Exiros, baseado em Buenos Aires. A Nippon Steel rechaça. Os japoneses também querem evitar executivos ligados à Confab, divisão de petróleo, óleo e gás da Techint, em posições estratégicas na Usiminas Mecânica. Os japoneses entendem que há conflitos de interesse, uma vez que as duas companhias são rivais de mercado.

Na área de distribuição, a Techint já avisou que não gosta de ter parceiros. Um problema para a Nippon Steel: a Usiminas tem parceria com a Metal One – empresa do grupo Mitsubishi – na Soluções Usiminas, distribuidora de aço que atende o setor automotivo. Para uma fonte ouvida pelo BRASILECONÔMICO, os japoneses estão atordoados. “Eles gostam de ser consultados e tomar decisões em conjunto, mas estão sendo atropelados”.

Link da matéria: http://www.brasileconomico.ig.com.br/assinaturas/epapers.html

Governo de Minas: Gasmig amplia benefícios para taxistas que aderirem ao gás natural veicular

Parceria com Sincavir garante serviço gratuito de despachante, além de um bônus de 600 metros cúbicos de GNV

Gasmig/Divulgação
Desde 1998, a Gasmig é responsável pelo fornecimento do gás natural veicular em Minas
Desde 1998, a Gasmig é responsável pelo fornecimento do gás natural veicular em Minas

Além de conceder bônus de 600 metros cúbicos de gás natural, a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) está oferecendo serviços gratuitos de despachante, necessários à regularização da documentação dos veículos que forem convertidos para uso do gás natural veicular (GNV).

O benefício, fruto de convênio celebrado entre a Gasmig e o Sindicato dos Condutores Autônomos (Sincavir), é concedido aos primeiros 300 veículos que solicitarem o serviço no período de 15 de março de 2012 a 22 de agosto deste ano, quando também se encerra a promoção “Vou no Gás”. Têm direito ao benefício taxistas sindicalizados ao Sincavir.

Outras informações sobre este benefício concedido pela Gasmig estão disponíveis pelo telefone (31) 3426-3466 ou na sede do Sindicato dos Condutores Autônomos, à Rua Jacuí, 3761, Bairro Ipiranga, em Belo Horizonte.

Vou no Gás

A promoção “Vou no Gás” consiste na distribuição de bônus de 300 metros cúbicos e 600m³ de gás natural para proprietários de veículos que forem convertidos para o GNV a partir de 1° de maio de 2011. O bônus de conversão poderá ser utilizado em até 300 dias após o encerramento da promoção, ou seja, 20 de junho de 2013.

Para obter o bônus, o motorista deverá levar as notas fiscais do kit de GNV e da instalação a um dos Organismos de Inspeção Acreditados (OIAs) participantes da promoção. O benefício vale também para o consumidor que vai comprar ou que adquiriu, depois de 1º de maio de 2011, um veículo zero quilômetro movido a GNV, de fábrica. Basta levar a nota fiscal de compra do veículo a um dos OIAs e retirar os bônus.

Economia

Com 600 metros cúbicos de gás natural, bônus oferecido a frotistas e taxistas, o veículo pode rodar cerca de 8 mil quilômetros. O GNV é um combustível moderno, menos poluente e que apresenta menor custo e maior rendimento frente aos seus concorrentes (etanol, gasolina e diesel).

Desde 1998, a Gasmig é responsável pelo fornecimento do GNV em Minas Gerais e o projeto “Vou no Gás”, é um incentivo à conversão de veículos e ao aumento do consumo do gás natural.

Para mais informações sobre a promoção, onde converter, organismos de inspeção, postos GNV e calculadora da economia, acesse o site www.promocaovounogas.com.br.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/gasmig-amplia-beneficios-para-taxistas-que-aderirem-ao-gas-natural-veicular/

Federações empresariais vão atuar como correspondentes bancários do BDMG

Em solenidade realizada nesta quinta-feira (16), em Belo Horizonte, o presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Matheus de Carvalho, assinou contrato de parceira com as Federações das Associações Comerciais e Empresarias (Federaminas), do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), dos Contabilistas (Fecon) e das Indústrias (Fiemg), abrindo limite potencial para que os sindicatos, associações e regionais filiados a essas instituições possam trabalhar como correspondentes bancários do BDMG.

Em seu pronunciamento, Matheus de Carvalho disse que o momento é importante para o banco, pois, a partir da assinatura dos contratos, “o BDMG tem mais condições de cumprir sua meta de levar crédito para o empresário mineiro, onde quer que ele esteja”. O objetivo é criar uma rede para cobrir todo o Estado. “Já estamos trabalhando com as cooperativas de crédito e, a partir de agora, com as federações, podemos levar nossas linhas de financiamento e condições adequadas para todos os municípios. Dentro de um ou dois anos, espero estar aqui novamente para comemorar os resultados dessas parcerias”, afirmou.

O presidente da Fecomércio Minas, Lázaro Luis Gonzaga, lembrou a importância da integração das entidades patronais com o Governo de Minas, “fortalecendo a economia mineira” e dando oportunidade aos empresários de todas as regiões. Rogério Marques Noé, presidente da Fecon, disse que “os contabilistas já trabalham levando as soluções financeiras do BDMG para os empresários no interior” e que, agora, a oportunidade de trabalhar como correspondente bancário “é um marco desta parceria”.

Já Wander Luiz Silva, presidente da Federaminas, disse que “é muito bom ver à frente do BDMG um executivo que conhece e entende as demandas das micro e pequenas empresas”. “Esse convênio já nasce forte, porque todas essas federações têm muitas entidades filiadas. Com certeza, a partir de agora, o dinheiro estará á disposição de todas as empresas”, disse. Olavo Machado Júnior, presidente da  Fiemg, falou sobre a importância  da congregação de forças das classes empresariais. “Aqui em Minas temos um banco de desenvolvimento que neste momento fortalece a nossa união. Vamos trabalhar juntos pelo fortalecimento de Minas Gerais”, conclamou.

Maior alcance

A Fecomércio Minas atua em todas as regiões do Estado, representada por 29 sindicatos filiados e 20 sindicatos conveniados. A Fiemg, por sua vez, atua em 11 regionais estrategicamente distribuídas em Minas e a ela estão filiados mais de 130 sindicatos. A Federaminas congrega mais de 400 associações comerciais em diversas regiões mineiras. A Fecon congrega cerca de 50 mil contabilistas em seus 29 sindicatos filiados.

O projeto Correspondente Bancário BDMG foi lançado em 2011, inicialmente direcionado às cooperativas de crédito. Já são, hoje, 44 contratadas e treinadas, que chegam a 200 municípios de todas as regiões. Agora, as federações passam a desempenhar também  o papel de Correspondente Bancário BDMG, podendo transferir esta prerrogativa para seus sindicatos filiados e conveniados, associações e regionais, sempre com a anuência e o acompanhamento das equipes do BDMG. Contratos com outras entidades parceiras serão firmados nos próximos dias para que o objetivo do banco, de estar cada vez mais presente em Minas e mais próximo de seu cliente, seja alcançado.

Eike Batista confirma investimento da Foxconn em Minas

Desenvolvimento em Minas

FonteLino Rodrigues – O Globo

Eike anuncia que nova fábrica da Foxconn terá sede em Minas Gerais

BNDES teria interesse no negócio. Para ONG, tédio causou suicídios na China

SÃO PAULO e PEQUIM. O empresário Eike Batista, dono do grupo EBX e homem mais rico do país, disse ontem que a fábrica de telas sensíveis ao toque que será montada em sociedade com a taiwanesa Foxconn terá sede em Minas Gerais. Segundo ele, que não especificou a cidade, os estudos estão em fase adiantada e, além da EBX e da Foxconn, o BNDES mostrou interesse no negócio. O investimento previsto é de US$ 2,5 bilhões.

Eike não deu detalhes sobre o montante que será investido pelo que ele chamou de consórcio brasileiro. Mas disse que os brasileiros terão uma participação de 60% no empreendimento. Para ele, os atuais parceiros são suficientes, embora não tenha descartado outros investidores.

– Por enquanto, nós (EBX) e a Foxconn estamos tocando esse negócio. O BNDES já disse que quer entrar – afirmou Eike, antes de participar do evento CEO Conference, organizado pelo BTG Pactual para investidores.

Eike contou que na conversa que teve com o diretor-executivo da Apple, Tim Cook, no início do mês, a parceria com a maior fabricante mundial de componentes eletrônicos foi aprovada. Além de ter ficado feliz com a sociedade, Cook teria dito que, em breve, montará lojas no Brasil.

– Ele (Cook) me disse que ficou muito feliz em saber que estamos fazendo essa parceria com a Foxconn – disse Eike, lembrando que todo o esforço da taiwanesa e de outras multinacionais que estão se instalando no Brasil é para fugir das alíquotas de importação.

O projeto da Foxconn no Brasil, anunciado no ano passado, prevê US$ 12,5 bilhões em investimentos no país. No Brasil desde 2003, a empresa taiwanesa possui quatro fábricas em território brasileiro e, além da Apple, produz equipamentos para multinacionais como Sony, Nokia e Dell. As telas que serão produzidas na unidade de Minas Gerais, afirmou Eike, não serão destinadas apenas à Apple.

Mas as condições de trabalho nas fábricas chinesas onde iPads e iPhones são produzidos são melhores do que em unidades têxteis e demais instalações na China, segundo uma associação sem fins lucrativos que investiga o assunto. Auret van Heerden, presidente da Fair Labor Association (FLA), não apresentou conclusões imediatas, mas assinalou que tédio e alienação podem ter contribuído para o estresse que levou alguns funcionários da Foxconn ao suicídio.

A FLA estuda as condições de trabalho nos oito maiores fornecedores da Apple na China, após relatos de suicídios, uma explosões e condições de escravidão envolvendo a Foxconn. Após as primeiras visitas à empresa – que fabrica 70% dos produtos Apple – , Heerden disse que as instalações são de primeira classe e que as condições físicas são bem acima da média.

“Fiquei surpreso ao entrar no pátio da Foxconn, quão tranquilo ele é comparado a uma fábrica de roupas”, disse. “Então os problemas não envolvem o ambiente nocivo de uma unidade têxtil. É mais uma questão de monotonia, tédio e, talvez, alienação.”

Além da Foxconn, investigadores da FLA – que lida com suicídios na China desde os anos 1990 – visitarão instalações, como de Quanta, Pegatron e Wintek.

(*) Com agências internacionais