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Antonio Anastasia fala sobre o Choque de Gestão no Show Business

 

Governador Antonio Anastasia vistoria trabalho da Defesa Civil em cidades atingidas pelas chuvas

O governador Antonio Anastasia percorreu, neste sábado (15), Carvalhos, Alagoa, Itamonte, Aiuruoca e São Lourenço, municípios do Sul Minas atingidos pelas fortes chuvas que castigam o Estado nos últimos dias. O governador viu de perto os prejuízos causados pelas enchentes, prestou solidariedade aos moradores e acompanhou o trabalho de socorro prestado por equipes da Defesa Civil estadual e municipal.

Após as vistorias pelas ruas das cidades e sobrevoos sobre estradas atingidas, o governador adiantou que todo o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) e do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG), estará trabalhando para recuperar as rodovias estaduais, pontes e vias públicas danificadas ou destruídas pelas fortes chuvas e deslizamentos de terra.

“É importante, primeiro, dar assistência imediata às famílias que estão flageladas, para dar a elas ajuda humanitária. Segundo, ao mesmo tempo, retirar todas as pessoas das áreas de risco. Terceiro, recuperar a infraestrutura viária da zona rural e urbana, restabelecendo as condições de moradia. E a partir de então, continuar essas obras, como fizemos no ProMG, para recuperação das estradas estaduais, onde o Sul de Minas já foi atendido; fazer as dragagens dos rios; fazer programas de conscientização e, ao mesmo tempo, fortalecer cada vez mais a Defesa Civil nos seus trabalhos instrutivos e de educação ambiental, evitando que as pessoas ocupem as áreas de risco”, disse o governador, em entrevista no aeroporto de Caxambu.

Nas visitas às cidades atingidas, Antonio Anastasia esteve acompanhado dos secretários de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adriano Magalhães, além do chefe do Gabinete Militar do Governador e coordenador estadual de Defesa Civil de Minas Gerais, coronel PM Luis Carlos Dias Martins, e do secretário-executivo da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec/MG), tenente coronel PM Eduardo César Reis.

Estradas

O governador também informou que conversou, nessa sexta-feira (14), com a presidente da República, Dilma Rousseff, solicitando que o batalhão de Engenharia do Exército auxilie o Governo do Estado na recuperação e reconstrução da infraestrutura viária no Sul de Minas.

“Conversei ontem com a presidente Dilma que, gentilmente, ofereceu o apoio do governo federal. O momento mais delicado em Minas ou o objeto maior de preocupação é a questão da infraestrutura. As Forças Armadas estão à disposição; nós solicitamos, então, o apoio desse batalhão especializado do Exército, que gentilmente está colaborando conosco de maneira muito positiva, o que demonstra essa boa cooperação que temos no Brasil entre o Estado, os municípios e o governo federal”, ressaltou.

O governador também adiantou que o Estado trabalhará rapidamente pela recuperação das estradas, principalmente as de acesso à cidade de Alagoa, que, até essa sexta-feira (14), estava isolada por quedas de barreiras.

“Estou acompanhado do secretário de Obras e também do diretor-geral do DER. Eles vistoriaram in loco quais são as condições imediatas de recuperação de pontes, de estradas, primeiro para dar acesso e, segundo, para fazer a recuperação, passado o período chuvoso. É claro que barreiras, em razão das chuvas, ocorrem. Então, vamos recuperar todas”, afirmou.

Alerta permanente

O governador também pediu que os moradores dos municípios mineiros e as unidades municipais de Defesa Civil mantenham o alerta permanente em relação as chuvas. Ele lembrou que a estação do verão deve sempre ser vista com cautela em todos os estados do Sudeste.

“Queremos registrar que o alerta deve permanecer. A estação de verão é uma estação de cautela no Sudeste como um todo – vimos o que aconteceu agora no estado do Rio de Janeiro – e especialmente naquelas zonas de risco, nas encostas, elas devem ter uma atenção muito especial por parte dos municípios, da Defesa Civil dos municípios, juntamente com o Estado, para haver a retirada daquelas pessoas. Então, esse alerta deve ser muito observado em relação às áreas de encostas e as áreas perigosas. Por isso, deve se seguir sempre as recomendações e o aconselhamento da Defesa Civil”, disse o governador.

De acordo com o boletim do Centro de Controle de Emergências (CCE) da Cedec/MG, divulgado neste sábado (15), desde o início do período de chuvas, em setembro passado, 128 municípios mineiros foram afetados, sendo que 80 deles decretaram Situação de Emergência. Nestas cidades, 16 pessoas morreram, 72 ficaram feridas, 17.140 foram desalojadas e 2.360 foram desabrigadas.

A Cedec/MG já distribuiu 60 toneladas de alimentos, seis mil colchões, 5.500 cobertores, 460 quilos de roupas, além de telhas e rolos de lona.

Ação contínua

O secretário-executivo da Defesa Civil do Estado, tenente coronel Eduardo César Reis, afirmou que os efeitos das chuvas podem ser minimizados por ações preventivas desenvolvidas em caráter permanente, ao longo de todo o ano. Segundo ele, para que as medidas sejam efetivas, é importante que cada cidade instale e coloque para funcionar uma unidade municipal da Defesa Civil, para atuar em parceria com o Estado e a União. Atualmente, dos 853 municípios mineiros, 681 contam com a Defesa Civil municipal.

“É fundamental que essa coordenadoria exista e funcione. A Defesa Civil Estadual está em completa disponibilidade para auxiliar a todos os municípios a constituir, treinar e capacitar a Defesa Civil municipal. E qual é a responsabilidade dessa Defesa Civil Municipal? Atuar nas ações de prevenção e preparação para os desastres. E, certamente, se o município, com as ações de prevenção e preparação não puder dar a resposta necessária ao desastre, o Estado atua de forma complementar”, disse Eduardo Reis.

Doações

Ele explicou ainda que a Defesa Civil do Estado mantém, com recursos próprios, um depósito central e 12 outros descentralizados, onde são armazenados material de ajuda humanitária distribuído às cidades sempre que necessário. Mas ele lembra que doações para vítimas das chuvas devem ser encaminhadas à Cruz Vermelha, responsável pela triagem dos donativos. Em Belo Horizonte, o endereço da Cruz Vermelha é Alameda Ezequiel Dias, nº 427 – atrás do Parque Municipal. Fone: (31) 3224-2987.

“As doações devem ser todas encaminhadas à Cruz Vermelha, que nos repassa, após a triagem, embalagem e limpeza de toda doação; e nós fazemos o encaminhamento às pessoas necessitadas”, afirmou.

Governador de Minas quer tema como bandeira tucana

Anastasia: “Temos duas emergências maiores – redistribuir o bolo tributário sem aumentar a carga e rediscutir o pagamento dos royalties minerais”
O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), principal aliado do senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) em sua pretensão de ser o candidato presidencial da sigla em 2014, espera negociar um consenso dentro do partido a respeito da reforma tributária, na reunião que os oito governadores tucanos terão em março em Belo Horizonte. Os governadores oposicionistas já estiveram antes da posse, em dezembro, em uma reunião em Maceió. Para Anastasia, a reforma tributária é um tema que pode ser transformado em um dos eixos da atuação do PSDB, uma vez que a insatisfação com o modelo tributário atual atinge também os aliados do governo federal.

Por meio de uma lei delegada aprovada pela Assembleia Legislativa mineira no mês passado, Anastasia tenta construir um diferencial entre a sua gestão e a anterior, de Aécio. O governador começou a estruturar comitês de discussões de temas de modo a estabelecer uma ligação direta entre o governo estadual e o que chama de “sociedade civil”. Já está decidida a criação de comitês de discussão com cafeicultores e produtores de leite e um comitê de assuntos sindicais, que deve contar com a participação das centrais. O governador irá pessoalmente coordenar as reuniões. Anastasia nega a inspiração no modelo criado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que instituiu o chamado “Conselhão”, uma câmara de debates que participou das reformas constitucionais no primeiro mandato do petista.

Em seu gabinete na Cidade Administrativa, o complexo de edifícios reunindo a administração do Estado que se tornou a principal obra do governo anterior, Anastasia concedeu a seguinte entrevista ao Valor:

Valor: Quantos são e por que foram criados os comitês em seu governo que vão reunir empresários e sindicalistas?
Antonio Anastasia: Serão vários, formados de acordo com a necessidade dos assuntos sociais e sindicais, com os relativos às questões econômicas. Por qual motivo? Para que eu tenha interlocução permanente com a sociedade civil, de maneira extremamente ágil, não burocrática, sem ser um grande conselho. Uma forma de o governador receber, permanentemente, ideias, sugestões. Em alguns deles, principalmente os da área social, vamos criar laboratórios de ideias.

Valor: A inspiração é o Conselhão do Lula?
Anastasia: É muito diferente. O Conselhão era uma questão formal muito grande. Os nossos serão leves, ágeis, com um número muito menor de pessoas. No máximo, oito, nove, dez pessoas. Isto começou dentro da campanha quando iniciamos a discussão sobre a questão do café. O governo estadual não tem muitos instrumentos para atuar na política do café, mas algumas ideias podem surgir. E o café, junto com o leite, tem importância fundamental em Minas no sentido de gerar riqueza descentralizada. Aí surgiu a ideia de criar comitês com produtores de café e do leite em um primeiro momento.

Valor: Qual o propósito do Comitê de Assuntos Sindicais? É o primeiro passo para o governo do Estado estruturar um salário mínimo regional ou o objetivo é melhorar a relação com o funcionalismo?
Anastasia: Eu recebi aqui a visita das principais centrais sindicais. Combinamos de começar a discutir. A geração de empregos é nossa prioridade absoluta e temos que saber das lideranças dos trabalhadores quais são as ideias boas. O salário mínimo regional é muito difícil em Minas, há muitas dificuldades nas prefeituras, porque Minas não é um Estado homogêneo. Nós temos que ter cautela em relação a isso. Podemos criar ali concentração de qualificação de mão de obra em uma determinada região com a participação dos sindicatos ou a criação de incentivos fiscais. Há várias ações em que os sindicatos podem ter um papel de liderança e eles devem ser procurados como aliados.

Valor: E quem coordenará esses comitês?
Anastasia: O próprio governador. Eu serei o presidente dos comitês quando se fizerem as reuniões.

Valor: Esse tipo de interação com a sociedade civil pode ser uma das bandeiras novas no PSDB dentro da refundação do partido que o ex-governador Aécio Neves e o senhor defendem?
Anastasia: Quando a ideia surgiu, em uma visita da campanha eleitoral à região dos cafeicultores no sul de Minas, eu não vislumbrava este alcance, mas se for um projeto exitoso, e eu espero que seja, não deixará de ser uma referência do governo mineiro, não chegaria a dizer do PSDB.

Valor: A ideia dos comitês é a marca que o senhor busca para este mandato?
Anastasia: Acho que o diferencial será esta proximidade que estou buscando com a sociedade. Não há precedente no Brasil.

Valor: Uma série de ações desenvolvidas no governo Lula não são precedentes?
Anastasia: O governo federal tem seus méritos, mas definitivamente não tem nos métodos de gestão e na questão administrativa a sua grande vitrine, muito pelo contrário.

Valor: Em relação ao PSDB, de que forma o partido vai começar a fazer oposição ao governo? Porque ainda não começou a fazer…
Anastasia: Oposição a governos no Brasil se faz na ação parlamentar, e o Parlamento ainda não reabriu. Então o partido ainda não teve tempo para se reposicionar. Sabemos que não haverá, como nunca houve no passado, enfrentamento entre chefes de governos. Isso não é da tradição política brasileira.

Valor: Quando se fala em refundar o PSDB, estamos falando em uma troca de guarda ou em uma questão maior, de reformular propostas e de mudar a imagem pública do partido?
Anastasia: Esta questão da refundação reflete a necessidade permanente de se recriar. Dizem que nós próprios, humanos, precisamos nos reinventar a cada dia, quanto mais um partido político. O PSDB acabou de passar por três eleições presidenciais seguidas com três derrotas, então naturalmente é uma questão de pensar porque é que não ganhamos. São diversos fatores. O PSDB tem seus pontos fortes e também tem seus pontos fracos, que precisam ser identificados. Tenho certeza que isto será feito ao longo dos próximos anos.

Valor: E quais são esses pontos fortes e pontos fracos?
Anastasia: Os pontos fortes são as marcas da gestão do governo Fernando Henrique Cardoso, que envolveram um determinado padrão de ética, de profissionalização e de meritocracia. Outra marca é a das parcerias com o setor privado. Pontos fracos, cito dois. Um de imagem, que é o tema das privatizações, que pegou uma alcunha muito negativa. O outro, de natureza política, é a necessidade ainda não atendida de se ter um discurso mais inclusivo do ponto de vista social e de fortalecer quadros partidários fora do eixo Minas-São Paulo.

Valor: O que seria uma nova bandeira partidária?
Anastasia: A primeira que eu cito é de uma reforma tributária que prestigie a Federação. Ainda mais porque temos oito governadores no PSDB e é uma responsabilidade nossa discutirmos este assunto, para desconcentrar a política tributária. O PSDB precisa discutir incentivos às políticas de industrialização. Temos ouvido alertas sobre os riscos de uma desindustrialização.

Valor: Dentro do partido já existe a compreensão sobre o fato de o grupo do ex-governador Aécio Neves ter transferido votos para o senhor e para candidatos a prefeito e a senador nas últimas eleições e não transferir votos para presidente?
Anastasia: Para mim sempre esteve perfeitamente claro que a transferência de votos se dá em um nível horizontal e não vertical. Isto aconteceu em relação às eleições de 2006 e 2010. Eu percebi isso conversando com as pessoas durante a campanha. E as transferências têm sempre um limite. Eu acredito que esta percepção é geral dentro do partido. Isto já ficou muito claro.

Valor: Existe uma impressão, sobretudo depois da reunião dos governadores tucanos em Maceió em dezembro, de que Minas ficou um pouco isolada nesta proposta de relançamento do PSDB.
Anastasia: Estive na reunião de Maceió e ali o que se discutiu não foi isso, mas ações políticas conjuntas de outra natureza, quais sejam o comportamento dos governadores diante do governo federal e projetos administrativos comuns. Isto ficará mais nítido na próxima reunião dos governadores tucanos, que será aqui em Belo Horizonte. Projetos comuns dos governadores como forma de unificar o partido.

Valor: É de se prever então que a reforma tributária seja o tema óbvio desta reunião.
Anastasia: Assim espero. Temos duas emergências maiores: redistribuir o bolo tributário sem aumentar a carga e rediscutir o ressarcimento da Lei Kandir e o pagamento dos royalties minerais. Temos que apresentar ao governo federal um posicionamento claro sobre a necessidade de se fazer a reforma tributária.

Valor: Dentro do próprio PSDB as posições e os interesses não são muito divergentes entre os governadores?
Anastasia: Bom, é impossível que saiam todos 100% satisfeitos, mas o consenso ganha chances maiores com o estabelecimento de prazos de carência para mecanismos entrarem em vigor. É possível o consenso partidário. Mas esta questão vai transcender partidos. Não conheço ninguém satisfeito com a situação presente: nenhum empresário, nenhum partido, nenhum cidadão. Estão todos infelizes.

Valor: Sobre a questão da política industrial, o senhor foi surpreendido com o anúncio feito no mês passado pela Fiat de construir uma unidade em Pernambuco?
Anastasia: A surpresa que ocorreu foi para o Brasil inteiro. Foi uma medida provisória que surgiu com nome, endereço e data certa. Criada especificamente para atender àquela situação. Naturalmente não vou criticar a expansão de outros Estados, mas o que não pode haver é a participação da União na guerra fiscal.

Valor: Então o senhor considera que a decisão envolvendo a Fiat foi eminentemente política?
Anastasia: Sim. Quanto a isso não há dúvida alguma. A medida provisória foi criada só para isso.

Valor: O senhor acha que foi uma maneira de o governo federal consolidar a relação com o PSB, partido do governador pernambucano Eduardo Campos?
Anastasia: Esta é uma ilação um pouco além da necessária. Acho que não. Acho que era um compromisso pessoal do ex-presidente com seu Estado de origem.

Valor: Durante o governo Aécio a relação com o governo federal foi muito boa, mas agora a chance de ele se tornar o candidato da oposição em 2014 aumentou em relação à que existia em 2010. Isto não pode tornar a parceria com o Planalto mais difícil?
Anastasia: Minas Gerais é o segundo Estado da Federação e ninguém cogita que Minas e São Paulo possam ser preteridas em alguma coisa por qualquer motivo que seja. Acredito piamente em um relacionamento harmonioso e republicano. A presidente é nascida aqui em Minas. Não acredito em nada diferente do que aconteceu nos últimos anos, até porque a eventualidade na candidatura presidencial do senador Aécio, que conta com todo o nosso apoio, se dará mais adiante, não agora. Na semana que vem mesmo receberemos a visita do ministro da Justiça [José Eduardo Martins Cardozo], que virá conversar sobre um assunto que nos é muito caro, que é o combate às drogas. E esta também é uma prioridade do ministro.

Valor: O senhor decidiu manter a diretoria da Cemig, com uma única modificação, que foi a criação de uma diretoria jurídica. Nada muda no planejamento estratégico da empresa?
Anastasia: A Cemig ganhou muito valor de mercado, é de capital aberto e por necessidade do próprio processo capitalista global teve que se expandir. A diretoria jurídica foi criada tendo justamente em vista estes processos de fusões, aquisições, coligações, compras e subsidiárias. A Cemig já devia ter este grupo mais qualificado na área jurídica há mais tempo. Mas outras modificações serão feitas oportunamente na gestão da empresa. A situação é dinâmica. Eu cobro permanentemente da Cemig questões até como a dos cortes de energia em função de raios e quedas de árvores. Tive uma reunião relativamente longa com a diretoria da Cemig sobre isso. Há necessidade da Cemig melhorar o atendimento dentro de Minas. Ela tem um nome muito bom no mercado, mas há uma impressão forte de que ela tem que melhorar a prestação de serviços aqui em Minas.

 

Fonte: Valor Econômico – César Felício

Aécio Neves em artigo diz que choque de gestão reformou paradigmas da administração pública em busca da eficiência

Aos mineiros

Entre 2003 e 2009, a criminalidade violenta, em todo o estado, caiu 45,2%

Fonte: Artigo publicado no Estado de Minas

Aécio Neves – Ex-governador, senador eleito (PSDB-MG)

Neste 31 de dezembro, termina o tempo para o qual fui eleito pelos mineiros governador do nosso estado. Embora, atendendo à determinação da legislação em vigor, já tenha transferido o cargo às mãos honradas do governador Antonio Anastasia, sinto que, do ponto de vista simbólico, permaneceram intactas todas as minhas responsabilidades com Minas e a nossa gente. Olho para esses últimos anos e vejo como é difícil dar a dimensão correta ao sentimento e à honra de ter sido eleito, por duas vezes, e com as maiores votações de toda a nossa história, para governar o nosso estado. Daquele momento inicial até hoje, foi uma longa jornada. Com comprometimento, ousadia e responsabilidade, obtivemos conquistas que muitos consideravam impossíveis de serem alcançadas em tão pouco tempo e que fizeram com que o respeito e a admiração do Brasil com Minas aumentassem ainda mais.

O nosso “choque de gestão” reformou paradigmas essenciais da administração pública em busca da eficiência, da qualidade e de benefícios diretos para a população, e seus resultados o tornaram referência para outros estados brasileiros e mesmo para importantes instituições internacionais, como o Banco Mundial. Apesar de sermos o estado brasileiro com o maior número de municípios e das grandes diferenças regionais que temos, nossos alunos ocupam hoje os primeiros lugares no ranking nacional de educação, à frente de estados mais ricos e homogêneos, uma prova inconteste da melhoria da qualidade do nosso ensino. Na saúde, esse grande desafio nacional, construímos ou reformamos uma unidade de saúde a cada dia de governo e aumentamos em 339% a distribuição de remédios de forma gratuita.

Na segurança, comemoramos o recuo dos índices de criminalidade a patamares de 10 anos atrás. Entre 2003 e 2009, a criminalidade violenta, em todo o estado, caiu 45,2%. Invertemos a curva ascendente da taxa de homicídios, que vem caindo ano a ano numa redução de 11,5% em relação a 2003. Batemos recordes na geração de empregos e na economia. Na área de infraestrutura, voltada para criar condições para o nosso desenvolvimento, levamos telefonia celular para mais de 400 municípios que não tinham o serviço e asfalto para 200 cidades que não contavam com o benefício. Triplicamos as estações de tratamento de esgotos e fizemos o maior investimento da história do estado em saneamento básico. Os investimentos apenas por meio da Copasa cresceram 378%. Aliás, saneamento e energia subsidiados avançam por todo o nosso interior e alcançam comunidades rurais praticamente isoladas.

Quando assumi o governo, disse que governaria para todos os mineiros, mas que, em nome de todos eles, teria um olhar especialmente voltado para o Norte e os vales do Jequitinhonha, Mucuri e São Mateus. Entre todos os compromissos cumpridos, aqueles realizados nessas regiões me dão especial alegria e refletem o sentido de prioridade que demos à conquista da equidade e do equilíbrio regional. Conseguimos chegar a fazer três vezes mais investimentos per capita nessas regiões do que no restante do estado. Elas também receberam a maior parte das estradas asfaltadas, esforço diferenciado para saneamento e programas transformadores, como o de Combate à Pobreza Rural e o Travessia.

Poderia falar de muitos outros resultados do nosso governo, mas não é esse o meu objetivo aqui. Governar, afinal, não diz respeito apenas a obras e projetos, mas fundamentalmente a sentimentos. Durante os últimos oito anos, ofereci a Minas o que penso ter de melhor: minha coragem, meu afeto, minha alegria. Hoje, o meu sentimento é um misto de gratidão, orgulho e saudade. Gratidão pela confiança que nunca me faltou, e se manifestou novamente no resultado das últimas eleições; orgulho pelo que fomos capazes de construir juntos para Minas, em tão pouco tempo, e saudade da alegria partilhada no dia a dia sempre que podíamos comemorar mais um obstáculo vencido na cotidiana tarefa de melhorar a vida dos mineiros.

Os dois primeiros sentimentos levarei sempre comigo. A saudade, vencerei com a constatação de que não estou me afastando daqui. Minas – e o meu compromisso com os mineiros – está sempre comigo. Estarei em Brasília, no Senado Federal, na intransigente defesa dos interesses do nosso estado, porque Minas é a minha casa, minha causa, minha pátria – para sempre. Dizem que a gratidão é a memória do coração. Despeço-me não dos mineiros, mas deste ciclo de oito anos em que estive à frente dos destinos do nosso estado, com uma palavra, mas talvez a maior em significado por tudo que ela é capaz de trazer e guardar: obrigado.

 

“Se Minas são muitas, como diz o poeta, Aécio também são vários”, revela Revista Alfa que elegeu o ex-governador de Minas o Político do Ano

Aécio Neves: O Político do Ano sabe que a campanha está apenas começando

Fonte: Lucas Figueiredo – Revista Alfa

Fotos: J.R. Duran – Moda: Denise Dahdah

De Minas Gerais, o repórter Lucas Figueiredo trouxe um perfil do senador Aécio Neves, que venceu todas as últimas disputas políticas e se credencia a ser uma das maiores forças de oposição ao governo do PT

Políticos

Bom de governo, campeão de votos, sem medo de viver a vida – e pronto para uma nova campanha

Nem Belo Horizonte, nem Rio de janeiro. Aécio Neves está em Fortaleza, em frente a um coqueiro quando é surpreendido pelo o estudante de cinema Ciro de Saboya Gomes.Com uma câmera de vídeo ligada, o fihlo do deputado Ciro Gomes e da senadora Patrícia Saboya pergunta à queima roupa: “Se o senhor estivesse numa ilha deserta e tivesse de escolher entre uma mulher, um bote para sair da ilha ou um queijo, quem escolheria?” Entre tímido e desconfiado, Aécio leva a mão direita ao rosto e segura com firmeza o maxilar, com se o queixo estivesse a ponto de despencar no chão (um cacoete que desponta quando ele está nervoso ou entediado). A resposta demora 3 segundos para aparecer. Qual teria sido a escolha de Aécio?

Quando essa pergunta foi feita em 2008, Aécio era governador de Minas em segundo mandato e lançava seu nome à Presidência da República. A decisão do integrante mais original do ninho tucano é a chave para decifrar esse homem de múltiplas faces e desejos. sua resposta não é simples, como tudo que vem das montanhas das Gerais. Se Minas são muitas, como diz o poeta, Aécio também são vários…(continua)

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Aécio Neves defende que Serra, FHC e Tasso Jeiressati coordenem atualização do programa do PSDB

Aécio defende aproximação com o PSB para reeditar parceria de 2008

Fonte: Valor Econômico

Aécio defende atualização do programa partidário em almoço com Alckmin: “O nosso programa foi construído em cima de uma realidade que não é mais a do Brasil”

Fortalecido nas eleições deste ano, o senador eleito Aécio Neves (MG) defendeu a aproximação do PSDB com partidos que compõem a base do governo federal, como o PSB, repetindo a aliança vitoriosa na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, em 2008.

“Vamos conversar com outras forças políticas. Por que não é possível reeditar, se não da mesma forma, algo parecido com o que foi feito em Minas Gerais, por exemplo? Nós tivemos ali o PSB, PDT, PP, PTB ao nosso lado”, disse ontem, em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura. “Em outros Estados também houve isso. Por que não tentar uma conversa em torno de programa com outras forças políticas?” questionou Aécio.

Em 2008, PT e PSDB uniram-se na capital mineira para apoiar Lacerda, candidato do PSB, em acordo costurado por Aécio e o ex-prefeito petista Fernando Pimentel.

Hoje o ex-governador de Minas deve se encontrar com o presidente do PSB e governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos.

Na entrevista, Aécio criticou a defesa feita pelo presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, de antecipar a escolha do candidato à Presidência e lançar o nome em 2012. ”Antecipar muito a identificação de um candidato é uma tática suicida e amadora”, afirmou. “Eu não tenho vocação para a primeira e nem tenho o direito de exercer a segunda”, disse, em tom ameno.

Aécio afirmou, no entanto, que o partido construir um discurso e se mobilizar desde já para falar “às regiões do país” onde não tiveram “espaço” nas eleições deste ano. ”Não podemos, um partido que quer ganhar a Presidência, ter o desempenho que tivemos no Nordeste”, disse.

O ex-governador voltou a defender a ”refundação” do partido e disse que vai trabalhar “no limite de suas forças” para que o partido seja mais democrático em suas decisões. Questionado sobre o episódio que marcou o partido em 2006, quando ele, o senador Tasso Jereissati (CE), Fernando Henrique e José Serra reuniram-se no restaurante Massimo para definir a candidatura presidencial, Aécio reiterou: “Não há mais espaço [para episódios como aquele]. Não. Foi um equívoco. Aquilo foi o símbolo de uma decisão fechada”, afirmou ontem. “Vou trabalhar à exaustão, no limite de minhas forças, para que o PSDB seja um partido nacional. Isso passa pela reorganização dos diretórios onde não tivemos expressão política”, declarou.

Na avaliação do mineiro, o PSDB retrocedeu ao aderir a pautas conservadoras, de direita, durante o período eleitoral: “É uma luz amarela que se acende. Mais uma razão para atualizarmos o programa partidário”, avaliou, pontuando as discussões sobre a legalização do aborto, utilizada na campanha presidencial. O PSDB, acredita, precisa voltar a ser uma referência de centro-esquerda no país, se aproximar dos setores mais populares e oferecer um discurso claro aos movimentos sindicais.

Aécio defendeu que o PSDB se descole de segmentos que defendam bandeiras estranhas ao partido em sua essência e se reconcilie com seu passado, em especial com os feitos dos oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso: “Foi um erro nosso as principais lideranças do partido não assumirem o nosso legado”, observou.

No Congresso, o senador eleito disse que defenderá a reforma política e destacou três pontos: o financiamento público exclusivo para campanhas, a cláusula de desempenho para os partidos, para reduzir o número de legendas e o voto distrital misto.

A possibilidade de ocupar a presidência do PSDB foi descartada por Aécio, que defendeu a permanência de Sérgio Guerra no comando do partido. Pregou que a oposição aguarde antes de tomar posição em relação ao governo da futura presidente, Dilma Rousseff (PT): “Dilma representa uma grande incógnita. Até porque não a conhecemos na construção política. Devemos dar um tempo para ela. Temos que observar”.

Mais cedo, Aécio Neves almoçou com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin. Na saída, ambos convergiram no discurso sobre a necessidade de atualização do programa partidário: “O nosso programa foi construído em cima de uma realidade que não é mais a do Brasil. Então, isso tem de ser visto de forma absolutamente natural”, defendeu Aécio, que sugeriu que FHC, junto com o candidato derrotado à Presidência, José Serra, e Tasso Jereissati que não conseguiu a reeleição ao Senado, coordenem o processo.

“O partido foi fundado na década de 80 e hoje nós estamos em um outro momento”, afirmou Alckmin. “Então, é importante atualizar o programa partidário para fazer uma oposição propositiva, inteligente, que ajude o Brasil”, completou. No dia 15, o PSDB realiza um encontro com os oito governadores eleitos pelo partido, em Maceió (AL).

 

Ações do Governo Aécio contribuem para que agência internacional eleve grau de confiabilidade de Minas para investidores

O Estado de Minas Gerais e a cidade de Belo Horizonte tiveram sua classificação como emissor elevada pela agência internacional Moody’s Investors Service, o que na prática significa que o Estado e sua capital subiram no ranking de confiabilidade para investimentos do mercado financeiro. Medidas de controle das finanças públicas, com a redução de evasão fiscal implementadas pelos Governos Aécio e Anastasia nos últimos sete anos, refletiram na tendência de melhora das operações financeiras do Estado, segundo o relatório da Moody’s, divulgado nesta segunda-feira (29).

Minas Gerais teve o seu rating elevado de Ba3 para Ba1 com perspectiva estável, no grau especulativo. Já Belo Horizonte subiu de Ba1 com perspectiva estável para Baa3, grau médio de investimento. A última ação de rating para o Estado de Minas Gerais ocorreu em outubro de 2007, quando a agência elevou o rating de B1 para Ba3. O Ba1, classificação que o Estado acaba de conquistar, é o nível mais alto do grau especulativo e coloca Minas Gerais mais próxima do grau de investimento.

Controle de gastos

Segundo o relatório da Moody’s, Minas Gerais conseguiu minimizar o impacto da desaceleração econômica sobre suas receitas através do controle de gastos em 2009, que resultou em um superávit operacional ainda saudável. “A economia grande e diversificada do Estado está se recuperando fortemente da desaceleração financeira de 2009, o que deve servir de apoio para outras melhorias em seu desempenho financeiro no médio prazo”, diz a nota.

Sobre Belo Horizonte, a agência destaca o favorável desempenho financeiro da cidade, apoiado por uma grande economia baseada em serviços, administração financeira prudente e repasses federais previsíveis e estáveis.

Rating

O rating é a opinião da agência sobre a capacidade e vontade de um emissor de fazer pagamentos pontuais de suas dívidas em títulos públicos. Os ratings são uma previsão ou um indicador do potencial de perda de crédito devido à não realização do pagamento, atraso no pagamento ou pagamento parcial ao investidor. Cada elevação de nota significa que aquele determinado mercado está mais confiável para os investidores. Atualmente, a Moody’s atribui ao Brasil rating soberano Baa3 (grau médio de investimento) com perspectiva positiva. O mais alto grau da Moody’s é Aaa.

 

Artigo revela como mentira é usada para incriminar e esclarece uso de recursos da saúde pelo Governo Aécio

A farsa contida na história de que “MP acusa o governo mineiro de desviar 4,3 bilhões da Saúde”

Fonte: Reinaldo Oliveira publicado no Blog do Reinaldinho

A distorção da informação é algo muito sério e que muitas vezes tira o foco da verdade. É preciso identificar as fontes que procuram por meio de inverdades manchar a imagem de instituições públicas, que nos últimos sete anos conseguiram impor um novo nível gerencial na gestão pública do Brasil. O Governo Aécio Neves foi reconhecido internacionalmente pelas ações de fortalecimento dos bens públicos. Hoje, o Choque de Gestão é empregado pelo Banco Mundial como referência para gestores de diversas partes do mundo.

Vale ressaltar que um Governo, que teve como meta a lisura e a transparência, não seria irresponsável a ponto de produzir peças contábeis com o propósito de criar factóides. A notícia recentemente divulgada no universo das mídias sociais dá a conta de como é possível utilizar a internet para produção de mentiras. Este é o caso dos fatos que envolvem uma ação do Ministério Público Federal contra a Copasa e o Governo de Minas com a finalidade de esclarecer investimentos executados em saúde e saneamento.

A ação reside em um questionamento do Ministério Público que já foi devidamente respondido pela Copasa e pelo Governo de Minas. O mal entendido está no fato de que na prestação de contas do Governo ao Tribunal de Contas do Estado está escrito que o Governo executou parte dos investimentos em saúde por meio da Copasa.

A Copasa, por sua vez, afirmou que não recebe recursos do Tesouro do Estado para investimento em saneamento. As duas informações somadas deram origem ao mal entendido e alimentaram a má fé de internautas petistas de plantão.
Qual das duas afirmações está certa? A do Governo ou da Copasa? Resposta: as duas!

Cientistas sociais analisam futura participação de Aécio Neves no Senado e dizem que ex-governador de Minas será fundamental para o PSDB

Os caminhos de Aécio Neves até a eleição de 2014

Publicado pela Revista Veja: Carolina Freitas

Desempenho nas urnas em 2010 garante ao senador papel de líder do PSDB. E ele precisa provar que é capaz de unir o partido

Para Humberto Dantas, o perfil de Aécio deve garantir sua permanência entre os tucanos. “Sair seria difícil e arriscado. Aécio tem uma boa relação com Alckmin. Juntos os dois darão identidade ao novo PSDB.”

Nenhum outro tucano saiu das urnas tão vitorioso quanto Aécio Neves. Após oito anos à frente do governo de Minas Gerais, ele se elegeu senador com 7,6 milhões de votos e ainda empenhou seus 70% de aprovação no estado nas vitórias de Itamar Franco (PPS), também para o Senado, e de Antonio Anastasia, o antes desconhecido vice-governador que se transformou em seu sucessor.

Carlos Rhienck/FolhapressAécio sai da eleição como maior liderança entre os tucanos
Da popularidade de Aécio Neves, portanto, ninguém pode duvidar. A prova que se apresenta a ele agora é de outra natureza. Nos próximos quatro anos, o ex-governador mineiro precisa mostrar sua capacidade de liderança nacional para unir o PSDB e pavimentar o caminho até as eleições presidenciais de 2014.

Ao lado do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, Aécio é hoje o principal nome do PSDB para a disputa. Alckmin, apesar da votação expressiva em São Paulo, já foi derrotado uma vez por Luiz Inácio Lula da Silva. Aécio é, no conteúdo e na forma, a grande novidade. Terá voltados para si todos os holofotes da oposição.

Para Marco Antonio Villa, historiador e professor de Ciência Política da Universidade de São Carlos, Aécio terá de evoluir para se firmar no cenário nacional. “A rotina de senador lhe exigirá outra postura. A cada dia ele precisa estar pronto a discutir uma pauta diferente”, analisa Villa. “Não basta ser conciliador, ter jogo de cintura. É preciso ter e defender ideias em um ambiente de tensão permanente.”

O voto de 44% dos brasileiros em José Serra no segundo turno das eleições de 2010 serve de recado para Aécio: há demanda por um discurso e uma proposta de oposição. “Aécio deve falar, antes de tudo, a esse eleitorado”, diz Villa.

O sociólogo Humberto Dantas, doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo, lembra que, para construir a viabilidade de seu nome para 2014, Aécio precisa quebrar a centralização do PSDB em São Paulo. Seria a saída para suavizar a rixa entre tucanos mineiros e paulistas e seus reflexos negativos nas urnas – foi por causa dessa disputa interna que Serra se saiu mal em Minas, e se a questão não for resolvida, pode se voltar contra Aécio em São Paulo numa futura eleição nacional.

Para dar conta de tantas missões, bastaria a Aécio o cargo de senador? Ele jura que sim. Correligionários fazem eco. “Ele não procura títulos, é um líder nato. Aécio pode ser qualquer coisa, menos um qualquer”, afirma o fiel escudeiro Nárcio Rodrigues, presidente do PSDB de Minas.

Apesar do discurso, circulam pelos bastidores pelo menos três possibilidades, complementares ao Senado, para 2011. Aécio poderia assumir a presidência do Senado, poderia ainda presidir o PSDB, ou abandonar o partido que ajudou a fundar.

Presidência do Senado – O posto dos sonhos de Aécio é tão desejado quando improvável. E o mineiro dá sinais de que não pretende encampar essa guerra, ao assumir o discurso de que vai respeitar a proporcionalidade como critério de escolha do presidente da Casa. “Ele pode até sonhar com a presidência do Senado, mas não aposta em cavalo perdedor”, analisa Marco Antonio Villa. Para Humberto Dantas, assumir a tarefa seria “uma jogada de mestre”. “Ao mesmo tempo, porém, representaria um custo muito alto”, avalia.

A escolha preza pela representação proporcional dos partidos que compõe a Casa. Quem tem a maior bancada decide. No caso, o PMDB, com 20 cadeiras, e o PT, com 14, estão na frente do PSDB, que tem 11. “Há um acordo muito bem amarrado entre PMDB e PT para comandar o Senado. É uma posição com poder e visibilidade enormes. A base não entregaria isso a Aécio”, diz Villa.

Os galanteios do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), lançando Aécio ao posto, têm outra explicação. “São um recado ao PT, para que preste atenção ao PSB na partilha de espaço dentro do governo Dilma Rousseff”, diagnostica Dantas. “Aécio tem proximidade com Cid, Ciro Gomes e Eduardo Campos. Eles podem agir juntos, se quiserem.” PSDB e PSB firmaram alianças regionais em cinco estados nas eleições de 2010: Paraná, Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraíba. Em todos eles, os candidatos a governador apoiados saíram vitoriosos.

Presidência do PSDB – O PSDB decidiu esticar até maio de 2011 o mandato do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra, que terminaria em outubro. E não foi à toa. O objetivo é evitar o acirramento de ânimos entre apoiadores de José Serra e de Aécio Neves em um momento já delicado, após a derrota de Serra nas urnas. A disputa pela presidência do partido mobilizará os dois grupos, mas tende a terminar com uma decisão no melhor estilo tucano: um nome de convergência.

“Não seria bom para o PSDB ter Serra ou Aécio como presidente nacional, por conta das rusgas entre os grupos de cada um. Um deles assumir representaria que o outro foi derrotado, o que só aumentaria a cisão”, afirma Humberto Dantas.

Para Marco Antonio Villa, a tarefa de dirigir o partido exigiria de Aécio dedicação. “O PSDB é um condomínio de algumas lideranças regionais fortes. Precisa de alguém que o transforme em partido, com discurso, proposta e identidade”, diz o professor. “A tarefa envolve muito esforço interno. E Aécio precisa garantir visibilidade externa se quiser sair candidato a presidente em 2014.”

O caminho natural, portanto, será Aécio tentar colocar na presidência do partido um nome de sua confiança, avalia cientista político Fábio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais. “Não interessa a Aécio que Serra assuma a presidência do partido. Isso daria ao adversário força para tentar mais uma candidatura à Presidência da República.” Um dos nomes de confiança de Aécio cotados para o cargo é o do senador em fim de mandato Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Por hora, tanto serristas quanto aecistas são só elogios a Sérgio Guerra. “Ele tem ido muito bem na condução do partido, mostra muita tranqüilidade e uma paciência incrível para acomodar correntes”, afirma a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), uma das apoiadoras mais fieis do ex-governador paulista. “O partido está muito bem conduzido na mão de Guerra”, afirma o deputado federal Nárcio Rodrigues (PSDB-MG).

Fora do PSDB – Possibilidade remota, mas que ainda será muito ventilada nos próximos meses. Os boatos a respeito da saída de Aécio Neves do PSDB facilitam barganhas do mineiro dentro do partido e negociações de líderes do PSB e do PMDB com o PT. “Se houver alguma mudança de partido, so acontecerá depois das eleições municipais de 2012, quando o cenário eleitoral estiver mais claro”, acredita Villa. “Até lá surgirão muitos balões de ensaio.”

Sair de verdade só se a situação dentro do partido ficar insustentável, avalia Fábio Wanderley. “Aécio só sai se o partido estiver se desintegrando, que não é o que se vê agora.” Para Humberto Dantas, o perfil de Aécio deve garantir sua permanência entre os tucanos. “Sair seria difícil e arriscado. Aécio teve paciência para esperar o melhor momento para se candidatar, cedeu a vez a Serra. Além disso, tem uma boa relação com Alckmin. Juntos os dois darão identidade ao novo PSDB.”

Link da matéria: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/os-caminhos-de-aecio-neves-ate-a-eleicao-de-2014

 

Deputado Rodrigo de Castro analisa força de Aécio Neves que reduziu frente que o PT mantinha em Minas

Muito além as urnas

Artigo Rodrigo de Castro – Deputado federal e secretário-geral da Executiva Nacional do PSDB

À oposição se impõe o dever de ir além do debate político e enfrentar as grandes tarefas nacionais inconclusas, para as quais convoca o Brasil contemporâneo
O fim das eleições sinaliza um horizonte de novos e velhos desafios para o PSDB e para o PT. Do ponto de vista do petismo, parece ser inevitável que esses desafios se concentrem em torno do novo governo e, no PSDB, na forma como o partido vai se reorganizar como oposição.

A maneira como o PT vai lidar com os primeiros grandes problemas colocados – alguns herdados do governo Lula e outros resultantes do próprio processo eleitoral – vai definir o ânimo e o grau de confiança ou desconfiança com que parte importante da nossa sociedade vai receber o governo Dilma.

Parece ser imprescindível tranquilizar o país em relação a algumas posturas que vêm sendo assumidas, cada vez com desenvoltura maior, por parte do próprio PT. Entre elas, as inúmeras tentativas de limitação do exercício da liberdade de imprensa; o uso político partidário das instituições públicas, como vistos nos casos denunciados de quebra de sigilos bancários e fiscais, e o grave aparelhamento da máquina pública com conseqüentes tentativas de acobertamento de malfeitos de companheiros e companheiras.

No campo da oposição, o grande desafio é correspondermos à expectativa dos milhões de brasileiros que nos elegeram para fiscalizar as ações do Executivo e expressar a voz daqueles que discordam ou estão à margem da atual política governamental e que desejam ver no Brasil o pleno e fundamental exercício da democracia. O partido tem um porto seguro e legítimo de onde iniciar o seu processo de reposicionamento na cena política nacional. Além de conquistas importantes em várias partes do Brasil, destaca-se o resultado eleitoral e político alcançado com a vitória em oito estados, com 64,5 milhões de votos.

Em São Paulo, no segundo turno das eleições presidenciais, o PSDB conseguiu manter a mesma frente alcançada por Alckmin em 2006 (a diferença foi de 1,7 pontos), mostrando a solidez do partido no estado.Em Minas, enfrentamos uma candidata mineira, cuja ligação com o estado foi explorada durante toda campanha na tentativa de tocar o imaginário dos mineiros, frustrados desde a morte de Tancredo Neves e, agora, com expectativa não realizada da candidatura de Aécio.

Apesar disso, a ação política liderada por Aécio reduziu para menos da metade a frente histórica que o PT alcançava nas eleições presidenciais no estado. Em 2002 e 2006, o PT teve em Minas 10 pontos percentuais a mais do que o resultado nacional. Em 2010, a frente foi de apenas 4 pontos. Na capital, onde o PT chegou a ter 75% dos votos, em 2002, e 63%, em 2006, Serra saiu nessas eleições do terceiro lugar na votação do primeiro turno para a liderança em 31 de outubro, numa virada histórica, com mais de 50% dos votos.

O caminho que se abre adiante, cada vez mais claro para as nossas mais importantes lideranças políticas, é o de exercitar uma oposição vigorosa ao novo governo, sem repetir o “quanto pior melhor” adotado pelo PT nos oito anos do governo FHC, quando deixou de apoiar as matérias que, ao nosso ver, foram fundamentais à arquitetura do futuro de todos os brasileiros , como o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Para o PSDB que sai das urnas, a oposição não pode se limitar ao combate político, ainda que, em alguns campos, ele seja mais que necessário, seja imprescindível, como no caso da defesa das instituições do estado – tão duramente vilipendiadas pelo compadrio – e da ordem legal e democrática. Nos impõe, no entanto, o dever de ir além, o dever de enfrentar as grandes tarefas nacionais inconclusas para as quais nos convoca o Brasil contemporâneo – as reformas constitucionais; a recuperação e modernização da infraestrutura capaz de suportar um novo ciclo de desenvolvimento; a revisão da carga tributária; e os avanços inadiáveis no escopo das grandes políticas públicas nacionais – educação, saúde e segurança, genuinamente políticas de Estado e não apenas e tão somente de governos, entre tantos outros desafios grandiosos. O PSDB está pronto para exercer o seu papel honrando o voto de milhões de brasileiros e exercendo a sua solidariedade ao Brasil.