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Minas Gerais: PSDB esclarece sobre investimentos na saúde

Em nota, PSDB-MG reiterou seu respeito ao MPF, mas disse que o assunto já foi amplamente divulgado e esclarecido, sem nenhum fato novo.

PSDB-MG: no que diz respeito aos investimentos em saúde, os entendimentos adotados pelo Estado de Minas Gerais sempre foram idênticos aos realizados pelo governo federal e por outros estados da Federação.

Fonte: PSDB-MG

Em nota, o PSDB de Minas esclareceu que sobre os investimentos em saúde realizados pelo Estado de Minas Gerais. O partido reitera seu respeito ao Ministério Público Federal, mas ressalva que trata se de assunto já amplamente divulgado e esclarecido, sem nenhum fato novo, e observa que, como pode ser facilmente constatado, no que diz respeito aos investimentos em saúde, os entendimentos adotados pelo Estado de Minas Gerais sempre foram idênticos aos realizados pelo governo federal e por outros estados da Federação.

Esse entendimento significa que, antes da regulamentação da emenda 29, cabia aos Tribunais de Contas do estados a definição do que poderia ou não ser considerado gasto em saúde.

Esse é o entendimento que prevalece em todo o país.

Como exemplo, registramos que:

Em 2004, mais de 56% do total aplicado pelo governo do presidente Lula em saúde se referiu a “encargos especiais”, ou seja, despesas como dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras funções afins.

Em 2005, de acordo com o relatório do TCU, houve aplicação substancial de valores com o Programa Bolsa Família no percentual mínimo no gasto da saúde. De acordo com o mesmo relatório, sem a inclusão dessas despesas, o governo federal não atingiria o mínimo constitucional de gastos estabelecidos para a saúde.

Em 2009, o governo federal lançou como gastos em saúde despesas como assistência às Forças Armadas, conservação e recuperação de biomas brasileiros, agricultura familiar (Pronaf) e gestão da política portuária.

Em 2012, o governo Dilma Rousseff aplicou R$ 1,45 bilhão gastos em saneamento urbano como despesas em saúde.

No Rio Grande do Sul, no governo Tarso Genro, do total de R$ 2,6 bilhões referentes aos gastos em saúde em 2011, R$ 1,1 bilhão foram feitos através da CORSAN – Companhia Riograndense de Saneamento. Outros R$ 160 milhões, destinados ao IPERGS – Instituto de Previdência do Estado, como contrapartida às contribuições à assistência médica aos servidores públicos, foram relacionados como investimentos em saúde.

No Mato Grosso do Sul, o governador Zeca do PT inovou ao propor e promulgar a “Lei do Rateio” (Lei Estadual 2.261, de 01/07/2001) que possibilitava a aplicação de recursos destinados exclusivamente à saúde pública em outras atividades da administração do Estado. No Piauí, governador Wellington Dias, computou como investimentos na área as despesas referentes ao Instituto de Assistência e Previdência do Piauí e gastos com o plano de saúde dos servidores.

Aprovação do TCE – MG

Os investimentos feitos pelo governo de Minas entre 2003 e 2010 foram aprovados pelo Tribunal de Contas do Estado e da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, atestando a correção e o cumprimento à época dos índices constitucionais dos investimentos realizados.

Atesta o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais: “As Contas de Governo dos exercícios de 2003 a 2010 … tiveram pareceres pela aprovação por unanimidade pelo Tribunal Pleno, sendo cumpridos os índices constitucionais de saúde(inciso II do § 2° do art. 198 da CR/88) e de educação (art. 212, CR/88)”. A íntegra dessa nota pode ser conferida no site do TCE/MG (www.tce.mg.gov.br/).

A ação proposta agora pelo MPF tem o mesmo fundamento de iniciativas anteriores, já amplamente divulgadas e nitidamente renova iguais questionamentos já esclarecidos pelo governo de Minas e pelo PSDB ao longo dos últimos dez anos.

A tabela a seguir, elaborada a partir de relatórios anuais aprovados pelo Tribunal de Contas do Estado, mostra os valores absolutos investidos na saúde desde 2003, com os respectivos percentuais:

PSDB Minas esclarece sobre investimentos na saúde em gestões tucanas

PSDB Minas esclarece sobre investimentos na saúde em gestões tucanas

Fernando Pimentel terá que explicar ao Ministério Público uso irregular do dinheiro público

Representação apresentada à Procuradoria-Geral de Justiça pede instauração de inquérito civil público para investigar desvio de finalidade e violação à moralidade administrativa do governador Fernando Pimentel.

Pimentel usa dinheiro público para mentir para a população

Fonte: PSDB 

Pimentel terá que explicar uso do dinheiro público para autopromoção e propaganda institucional irregular

Foram protocoladas nesta terça-feira (23/06), na Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais, duas representações para que sejam investigadas improbidades administrativas cometidas pela gestão do PT em Minas. A ação aponta o desvio de finalidade na veiculação de propaganda institucional atendendo a interesses privados. Pela denúncia, a propaganda e as redes sociais institucionais do Governo de Minas, no lugar de informar e dar publicidade aos atos públicos, nos termos do que dispõe o artigo 37 da Constituição Federal, têm sido utilizadas para uso de informações sabidamente falsas e para autopromoção do governador. Como exemplo, a representação anexa posts do governo do Estado em que, no lugar de “Governo de Minas”, utiliza-se o termo “Governo Fernando Pimentel”, ao mesmo tempo em que redireciona para a página pessoal do chefe do executivo (veja abaixo).

Milhões de reais dos cofres públicos foram gastos até agora para tentar confundir a população e esconder a realidade dos fatos: o governo do PT recebeu da última gestão as contas em dia, com obras em andamento e superávit orçamentário, conforme comprova recente balanço do Banco Central. O suposto déficit tem sido desmentido pela própria imprensa, por órgãos de controle e também por organismos nacionais e internacionais. O próprio governo do PT, por força da Lei de Responsabilidade Fiscal, teve que vir a público apresentar o superávit de mais de R$2 bilhões no primeiro quadrimestre.

Outro ato do atual governo que desmente o falso déficit refere-se a criação de novas despesas, como ampliação das secretarias, criação de cargos e aumentos salariais para autoridades. A Lei de Responsabilidade Fiscal, no entanto, proíbe a criação de novas despesas em caso de déficit.

Outra inverdade apresentada na representação refere-se a paralisação de obras. O atual governo tem veiculado propaganda em que diz ter encontrado 500 obras paradas, mas esconde a relação das supostas paralisações, bem como a origem dos recursos e ato administrativo com data de paralisação publicada no Diário Oficial. O líder da minoria, deputado estadual Gustavo Valadares (PSDB), entrou com requerimento na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e também solicitou as informações no dia 15 de junho pelo Portal da Transparência, via Lei de Acesso a Informação. Até agora não houve resposta. A veiculação de informação sabidamente falsa é crime.

“Naturalmente, o governador Pimentel e seus secretários, responsáveis por essa falácia, precisam vir a público falar a verdade e explicar o mau uso do dinheiro público para autopromoção e propagação de mentiras. O que assistimos em Minas nesses últimos meses, infelizmente, é um governo que não tem nada a apresentar. Criam factoide, tentando oferecer justificativas para acobertar sua ineficiência e falta de probidade”, afirma o presidente do PSDB estadual, deputado federal Domingos Sávio, que assina a representação.

Na ação, são arrolados os nomes do governador, na condição de Chefe do Poder Executivo e principal representante do grupo político estabelecido no poder; do Secretário de Governo e do subsecretário de Comunicação, responsáveis por formular e coordenar a política estadual de comunicação social e supervisionar sua execução nas instituições que integrem sua área de competência.

A representação ainda apresenta casos em que a jurisprudência já condenou ações semelhantes pelo uso da máquina pública a favor de uma causa partidária. Com isso, solicita que seja ajuizada ação cautelar para proibir novos desvios do uso de recursos públicos e abertura de procedimento administrativo para apurar as condutas cometidas pelos denunciados, além da instauração de ação de improbidade administrativa.

Perfil do Governo de Minas tem sido usado para promoção pessoal do governador.Reprodução

Perfil do Governo de Minas tem sido usado para promoção pessoal do governador. Reprodução

Acesse as representações através dos links abaixo:

http://psdb-mg.org.br/alias2011/wp-content/uploads/2015/06/final_representa%C3%A7%C3%A3o-tv-veicular-mentira-22-06-2015.pdf

http://psdb-mg.org.br/alias2011/wp-content/uploads/2015/06/FINAL_representa%C3%A7%C3%A3o-tv-desvio-finalidade-22-06-2015.pdf

Petista é identificado como autor de difamação contra Aécio na internet

Redes do Ministério da Fazenda e do Serpro foram usadas por petista, que Justiça diz ter disseminado mensagens com acusações contra senador.

Perfil do responsável pelas postagens nesses órgãos é o do chefe da divisão de “projetos e tecnologias educacionais” do Serpro em Belo Horizonte, Márcio de Araújo Benedito

Fonte: Folha de S.Paulo

Ataques contra Aécio em redes sociais saíram de órgãos do governo

Justiça aponta petista como autor de ataques a Aécio em rede social

Servidor de estatal que ligou tucano ao consumo e tráfico de drogas usou computadores do governo

Dados indicam que tuítes foram feitos do Serpro e da Fazenda; senador processou perfis que o acusaram

Redes do Ministério da Fazenda e do Serpro, estatal responsável pelo sistema de tecnologia da informação de todo o governo federal, foram usados por um petista que a Justiça diz ter disseminado mensagens com acusações de que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) traficava e consumia drogas.

As informações estão em dados entregues pelo Twitter ao judiciário de São Paulo, após processo aberto pelo tucano contra usuários do site.

O perfil do responsável pelas postagens nesses órgãos é o do chefe da divisão de “projetos e tecnologias educacionais” do Serpro em Belo Horizonte, Márcio de Araújo Benedito.

Filiado ao PT, ele integra a comissão de ciência e tecnologia da sigla em Minas. O perfil mantido por ele na rede social está entre os 55 que foram alvo de uma ofensiva judicial de Aécio, durante a campanha presidencial do ano passado. O tucano disputou a eleição contra a presidente Dilma Rousseff.

Na ação, Aécio pediu a quebra do sigilo de dados dos perfis para tentar identificar os autores das postagens.

O juiz Helmer Augusto Toqueton Amaral determinou que o Twitter entregasse os dados ao tribunal e, depois de analisar o conteúdo, autorizou o acesso dos advogados de Aécio aos dados de 20 usuários.

Ele concluiu que esses perfis produziram conteúdos que vincularam Aécio ao tráfico e ao consumo de drogas, o que daria ao tucano o direito de identificar os detratores.

De acordo com os dados entregues à Justiça, o petista também usou equipamentos da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, uma organização social ligada aos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia. Ele acessou as redes dos órgãos por mais de três meses e usou estruturas de três Estados diferentes: Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Brasília.

Todos os órgãos citados negaram vínculo com o caso.

Procurado pela reportagem, Márcio Benedito negou ter feito “comentários que possam ser interpretados” como uma vinculação de Aécio ao tráfico e uso de drogas.

Notificado em setembro, ele diz que não apagou qualquer mensagem, embora publicações relacionadas nos dados entregues à Justiça não apareçam quando buscadas em sua conta. (Leia abaixo)

OUTRO LADO

Márcio de Araújo Oliveira negou ter feito publicações que vinculassem Aécio Neves (PSDB-MG) ao uso e tráfico de drogas. “Meus comentários se restringiram a emitir opinião sobre as administrações de Minas”, disse.

Ele afirma que “apenas os IPs [números que identificam o computador usado] não são suficientes para concluir que usou os equipamentos para atacar o tucano e que sua conta no Twitter é pessoal.

A Fazenda disse que vai abrir uma apuração interna sobre o caso. O Serpro afirmou que “repudia qualquer descumprimento à legislação” e informou que provê acesso à rede interna e de wi-fi, mas a utilização é “de responsabilidade de quem faz o acesso”.

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa forneceu dados sobre seus equipamentos à Justiça e diz que, como provedora, não tem responsabilidade pelas publicações feitas a partir de sua rede.

Veja a íntegra das alegações de Márcio de Araújo Benedito, servidor do Serpro que integra a lista de usuários do Twitter que, segundo a Justiça de São Paulo, usaram as redes sociais para disseminar mensagens vinculando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao uso, apreensão e tráfico de drogas.

Folha – O sr. usou as redes desses órgãos para fazer postagens contra o senador Aécio Neves, vinculando-o ao uso de drogas, tráfico e apreensão?

Márcio de Araújo Benedito – Não. Primeiramente porque não fiz nenhum tipo de comentário que possa ser interpretado dessa forma. Meus comentários se restringiram a emitir a minha opinião sobre as administrações de Minas, fazendo uso de minha liberdade de expressão e pensamento. É preciso cuidado pois apenas os endereços IPs não são suficientes para juntar uma coisa a outra. Não tive tempo de verificar, pois alguns locais são diferentes de onde trabalho.

Que cargo o sr. ocupa no Serpro? Há quanto tempo trabalha no órgão?

Trabalho desde 2007, admitido por concurso público.

O sr. editou sua conta, apagando postagens que poderiam ser consideradas ofensivas ao senador?

Não, meu perfil continua igual sem nenhuma postagem apagada.

O sr. chegou a ser procurado pelo órgão em que trabalha para tratar da ação que o senador tucano move contra usuários do Twitter?

Não. Até porque minha conta é pessoal e não se mistura com nada do meu trabalho.

Os advogados do senador alegam na ação que ele move na Justiça que o sr. atuou em rede com outros perfis do Twitter para denegrir a imagem dele na internet. Como o sr. recebe essa acusação?

Recebo com estranheza, pois não conheço nenhum dos outros perfis. Alguns eu sigo por afinidade,mas outros nem sigo. Além disso, como já disse, o que falo é baseado em minhas opiniões, sem nenhuma influencia de grupos ou redes. Não atuo em rede nenhuma, seja pra o que for.

Aécio reúne tucanos e renova ânimo do PSDB em Minas

Senador conclamou lideranças do PSDB a organizarem encontros regionais para mobilizar a população e reafirmar os compromissos com a boa gestão e a ética na política.

“Somos a esperança de milhares de brasileiros. É importante que cada vereador, cada prefeito, cada militante defenda o legado do nosso governo em Minas.”

Fonte: PSDB

Domingos Sávio assume o PSDB de Minas


Aécio: “Nos orgulhamos de cada obra, de cada programa e de cada medida tomada em nosso governo em Minas Gerais”, disse. Foto: Hugo Cordeiro/PSDB-MG

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Aécio reúne tucanos e garante ânimo renovado em Minas e no Brasil

“Política não se faz com ódio no coração, se faz com amor, com coragem e com capacidade para unir forças. Vamos vencer as eleições em Minas e vamos vencer as eleições no Brasil”, diz Aécio.

“Nos orgulhamos de cada obra, de cada programa e de cada medida tomada em nosso governo em Minas Gerais. Caminhamos de forma honrada e de cabeça erguida”, disse o ex-governador Aécio Neves em seu discurso na Convenção Estadual do partido realizada neste fim de semana, em Belo Horizonte.

Ao saudar a nova Executiva tucana e o novo presidente do PSDB mineiro, deputado Domingos Sávio, o senador Aécio Neves conclamou os deputados, prefeitos e parlamentares do partido a organizarem encontros regionais em todo Estado para mobilizar a população e reafirmar os compromissos do PSDB com a boa gestão e a ética na política.

“Somos a esperança de milhares de brasileiros. É importante que cada vereador, cada prefeito, cada militante defenda o legado do nosso governo em Minas. Vamos mostrar a partir daqui das Alterosas, vamos mostrar a partir da nossa reorganização em Minas Gerais que estamos prontos para construir o futuro”, disse Aécio, aplaudido pelas lideranças tucanas reunidas na convenção realizada na ALMG.

Acompanhado pelos ex-governadores Antonio Anastasia e Alberto Pinto Coelho, o senador voltou a cobrar do governo do PT em Minas ações efetivas para atender a população. Aécio Neves lamentou que completados seis meses de governo, o PT no Estado ainda não tenha iniciado de fato a tarefa de administrar o Estado.

“A população mineira, assim como eu, espera que o governo comece a governar e cumpra os compromissos que assumiu com os mineiros. Tenho um enorme orgulho de, ao lado do governador [Antonio] Anastasia e do governador Alberto [Pinto Coelho], dizer que transformamos e transformamos para melhor Minas Gerais com um governo ético, honrado, eficiente e inovador. Portanto, estamos esperando que o governo do PT comece a governar”, afirmou em entrevista.

Maior partido na oposição

Aécio Neves disse se sentir renovado no comando do PSDB e ainda mais determinado a defender as mudanças que os brasileiros hoje reivindicam em todas as regiões do país.

“Se eu não venci as últimas eleições, o meu ânimo, a minha coragem e a minha determinação são hoje ainda maiores. Política não se faz com ódio no coração, se faz com amor, com coragem e com capacidade para unir forças. Vamos vencer as eleições em Minas Gerais e vamos vencer as eleições no Brasil”, conclamou Aécio.

O senador encerrou seu pronunciamento destacando que o PSDB é hoje o maior partido na oposição e permanecerá trabalhando no Congresso e nos estados na defesa dos interesses dos brasileiros.

“Vejo que o Brasil não tem governo. O ex-presidente da República, no encontro do PT, conseguiu dizer que a culpa pelo que acontece com o PT hoje, essa indignação que grande parte da sociedade tem em relação ao PT, é culpa da mídia. A presidente da República diz que a crise econômica é fruto de uma crise internacional que já não existe em parte alguma do mundo. No momento em que o PT abandonou os interesses do país para se preocupar única e exclusivamente em vencer as eleições, ele transferiu à população, aos trabalhadores e às famílias brasileiras o preço mais duro, mais alto desta conta”, afirmou.

Saiba quem é Bené, amigo de Fernando Pimentel preso pela Operação Acrônimo

Operação Acrônimo: Benedito Rodrigues é homem forte do governador de Minas, ele foi fornecedor durante campanha do petista em 2014.

Ao longo do governo Dilma, Bené ganhou vários contratos.

Fonte: ÉPOCA

Operação Acrônimo: Saiba quem é Bené, amigo de Fernando Pimentel

Benedito Oliveira embarca em avião PR-PEG no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.
Aeronave está registrada em nome da Bridge Participações. Foto: Folhapress

Quem é Bené, o empresário amigo de Fernando Pimentel preso pela Operação Acrônimo

Benedito Rodrigues de Oliveira é amigo do governador e foi essencial para sua eleição. Foi preso acusado de associação criminosa

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (29), o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, por associação criminosa. Além dele, outras três pessoas foram presas, acusadas de fazer parte de uma organização responsável por lavagem de dinheiro por meio de sobrepreço e inexecução de contratos com o governo federal desde 2005. As prisões fazem parte da Operação Acrônimo, deflagrada pela Polícia Federal nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e no Distrito Federal. De acordo com a investigação, para lavar o dinheiro os suspeitos recorriam a movimentações financeiras fracionadas e uso de laranjas. Segundo o G1, há 30 empresas sendo investigadas. O faturamento de uma delas foi de R$ 465 milhões, segundo as investigações.

Bené é personagem importante da política nacional: homem forte do governador de MinasGerais, Fernando Pimentel, foi fornecedor durante a campanha do petista ao governo do Estado em 2014. Entre os bens de Bené que foram apreendidos está um avião bimotor, frequentemente usado por Fernando Pimentel – inclusive durante a campanha. Entre os presos está também Victor Nicolato, ex-sócio de Bené e seu operador durante a campanhade Pimentel. De acordo com um integrante da campanha petista, Nicolato era encarregado de “resolver os problemas” que surgissem no comitê de Pimentel.

O objetivo da operação é encontrar documentos, valores e informações que ajudem a investigação a relacionar o dinheiro movimentado pelos suspeitos com contratos superfaturados firmados com órgãos públicos.

Como a operação começou

As investigações da Operação Acrônimo começaram em 2014, quando foram apreendidos R$ 113 mil em dinheiro vivo no avião de Bené. Na ocasião, Bené embarcara em Belo Horizonte com destino a Brasília, quando foi surpreendido por agentes da Polícia Federal ainda no aeroporto da capital. Em seguida, foi levado à superintendência da PF para prestar depoimento.

Bené foi essencial para a eleição de Pimentel em Minas Gerais. Em 2014, reportagem de ÉPOCA reuniu evidências de que a relação do empresário com o governador é próxima, e ultrapassa a relação comercial estabelecida entre um cliente e um fornecedor.  A ascensão de Pimentel coincide com a ascensão de Bené. Enquanto um subia na política, o outro subia na carreira.

A amizade entre Bené e Pimentel

Quando os R$ 113 mil foram encontrados no avião de Bené, Pimentel declarou que não podia ser responsabilizado pela conduta dos fornecedores. Segundo o governador, Bené apenas fornecia material gráfico para sua campanha. Há evidências de que o relacionamento entre os dois, no entanto, era muito mais próximo do que o governador atestava.

Bené se aproximou do PT durante o segundo mandato do governo Lula. Foi apresentado aos quadros do partido pelo deputado Virgílio Guimarães – o mesmo que apresentou Marcos Valério à sigla. Na manhã desta sexta-feira (29), a PF fez busca e apreensão na casa de Guimarães também.  A proximidade com o partido lhe fez bem: Bené ganhou contratos em vários ministérios no governo Lula.

Bené e Pimentel são amigos há anos, apesar de o empresário já ter sido, no passado, acusado de desvio de dinheiro pelo TCU. Os dois se aproximaram em 2009, durante a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff. Bené colaborou com a campanha, alugando a casa onde a equipe da candidata trabalhava. O aluguel era pago com dinheiro vivo.

Foi na casa que, pouco depois, assessores da Dilma começaram a produzir dossiês contra oPSDB. Na metade de 2010, quando o caso veio à tona, Bené e Pimentel tiveram de se afastar da campanha.

A influência de Bené na política

Documentos obtidos por ÉPOCA mostraram que, logo depois da posse de Dilma, Bené comprou nos EUA o avião apreendido nesta sexta-feira pela PF. A aeronave também foi paga à vista, segundo a nota fiscal: US$735 mil. O documento aponta o comprador como Lumine Editora, empresa de um dos irmãos de Bené.  Segundo amigos próximos do empresário, ele precisava do avião para transportar políticos, “de maneira discreta”.  Hoje, o avião está registrado na Anac sob a posse da Bridge Participação. Os donos da Bridge são desconhecidos, mas documentos comerciais indicam que ela é controlada pelo próprio Bené.

Ao longo do governo Dilma, Bené ganhou vários contratos. Na época, sua amizade com Pimentel lhe garantia influência sobre o Ministério do Desenvolvimento, comandado pelo petista.
A influência de Bené sobre o governo foi logo sentida – ele se encarregou de indicar um dos secretários do Ministério do Desenvolvimento, logo que Pimentel assumiu a pasta. Em 2011, Pimentel nomeou Humberto Ribeiro como secretário de Comércio e Serviços. Ribeiro é irmão de Luiz César Ribeiro, ex-sócio de Bené.

Reportagem de ÉPOCA em 2014 mostrou que Bené se aproximou também de dois assessores de Pimentel: Eduardo Serrano e Carolina Oliveira. Serrano foi um dos coordenadores da campanha de Pimentel. Em 2012, Pimentel se separou e engatou um namoro com Carolina Oliveira. Segundo amigos em comum, Bené e sua namorada, Juliana Sabino, passaram a sair com Pimentel e Carolina. As duas namoradas tornaram-se amigas. Pouco depois de começar o namoro com Pimentel, ainda funcionária do ministério, Carolina abriu, ao lado da mãe, a empresa Oli Comunicação. Carolina deixou o ministério em dezembro de 2011. A Oli, em seguida, foi contratada pelo PT para prestar serviços de assessoria de imprensa. Duas salas da Oli, em Brasília, eram alugadas por Bené.