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Gestão deficiente do PT: duplicação da 381 custará o dobro e vai demorar dois anos

A tão prometida duplicação da BR–381 vai custar quase o dobro e demorar ao menos dois anos. Custos podem chegar a R$ 5 bilhões.

PT e a gestão deficiente

Fonte: Jogo do Poder e Hoje em dia 

Duplicação da 381 custará o dobro e vai demorar mais

Para quem ainda tinha alguma esperança do governo federal do PT entregar aos mineiros a obra de duplicação da Rodovia da Morte, mais uma péssima notícia: a obra vai demorar ao menos mais dois anos do que o prometido. A previsão agora é que seja entregue em dezembro de 2019. Além da demora, a obra vai custar quase o dobro dos R$ 2,5 bilhões.

A informação é do engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Ricardo Medeiros, que coordena o comitê gestor da duplicação, e foi publicada no jornal O Tempo desta terça-feira (03/03).

O engenheiro reconheceu que as obras estão a passos lentos e que no ano passado houve atrasos no repasse de verbas federais às empresas porque “as contas do governo estavam desequilibradas”.

Este é mais um capítulo da novela da duplicação da BR 381, conhecida como Rodovia da Morte pela quantidade de acidentes registrados ao longo do ano. Desde 2002, o PT promete a obra aos mineiros mas, passadas às eleições, o compromisso é esquecido.

De acordo com a reportagem, em toda a estrada, de janeiro a junho do ano passado, foram registrados 1.145 acidentes, uma média de seis por dia. Nesse mesmo período, foram registradas 46 mortes e 519 acidentes com feridos. Esses números, no entanto, não sensibilizam o governo federal. E a Rodovia da Morte continua seguindo sua rotina macabra, sob olhar indiferente dos governos do PT.

Desapropriações, licenças ambientais e finalização de projetos travam duplicação da BR-381

A duplicação da BR-381, aguardada por mais de três décadas, só será finalizada em dezembro de 2019, dois anos a mais do que o previsto inicialmente. Além do atraso, a obra ficará R$ 2 bilhões mais cara, totalizando R$ 4,5 bilhões até a conclusão. A nova data e o reajuste nos valores foram apresentados na última segunda-feira (2) durante reunião entre representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e deputados estaduais.

Problemas com desapropriações, autorizações ambientais e finalização de projetos de trechos que ainda nem saíram do papel motivaram o adiamento do prazo. Das 1.500 desapropriações previstas, só 277 estão em andamento, ou 18% do total. Dentre os trechos com maior número de famílias a serem retiradas estão os lotes 8A e 8B, entre BH e Caeté, na região metropolitana.

Com 31 quilômetros de extensão, o local é apontado como um dos principais problemas para o andamento da intervenção. Duas licitações já foram feitas, mas o processo está suspenso e não há previsão de início dos trabalhos.

Segundo o engenheiro do Dnit e coordenador do comitê gestor da obra, Ricardo Medeiros, os valores oferecidos pelas empresas nas concorrências públicas foram superiores ao teto previsto pelo órgão. “As duas (licitações) foram fracassadas em virtude das propostas apresentadas. O Dnit está revendo os valores e, em breve, teremos um novo edital”, afirmou.

REAJUSTE

O aumento no valor previsto inicialmente deve-se às intervenções nos lotes 8A e 8B e à construção da variante Santa Bárbara (região Central), caminho alternativo para quem segue no sentido Ipatinga, no Vale do Aço.

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A inexistência do desvio trava o início das obras no lote 6, em João Monlevade. Inicialmente, o trecho seria projetado após a conclusão da variante, mas a execução deverá ser feita de forma conjunta.

“Estamos estudando qual vai ser a melhor estratégia para essas obras sem que a variante de Santa Bárbara esteja concluída”, explicou Ricardo. Um dos projetos apresentados, segundo ele, envolvia um desvio de cerca de 250 quilômetros. No entanto, não foi aprovado pela sobrecarga que geraria em outras rodovias e pelos impactos econômicos em algumas regiões.

Apesar de já estar em andamento, a intervenção no lote 7 também pode sofrer atraso. Entre o Km 389,5, em Rio Una, e o Km 427, no entroncamento com a MG-435, uma área de Mata Atlântica terá que ser destruída para dar lugar à via duplicada.

De acordo com Ricardo, um terreno em outra região já está em processo de desapropriação para servir de área de compensação ambiental.

Deputados mineiros cobram esclarecimentos do Dnit

Os repasses dos recursos financeiros para as obras da BR-381, interrompidos no fim do ano passado, estão sendo normalizados, conforme informou o Dnit. O entrave foi questionado pelos deputados estaduais presentes na reunião da última segunda-feira (2) com o órgão federal.

Segundo o engenheiro do Dnit, Ricardo Medeiros, a interrupção não teria comprometido a execução dos lotes 1 (Governador Valadares) e 2 (Belo Oriente) pela empresa responsável. “O Dnit não entendeu a motivação para isso. A firma, inclusive, está sendo notificada. Já passamos R$ 33 milhões dos R$ 42 milhões a que ela tem direito”.

Medeiros explicou que o atraso foi causado por problemas econômicos do governo, orçamentos não aprovados e adequações necessárias nos projetos. “Uma série de assuntos se uniram em um momento ruim e virou esse problema”, disse.

Cobranças

Durante a reunião, o deputado estadual Wander Borges (PSB), membro da Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia, destacou a necessidade de reavaliação dos valores de indenização, atualmente fixados em R$ 40 mil. “Não tem como a pessoa comprar uma casa com esse preço”, afirma.

As famílias que forem retiradas podem recorrer ao programa federal ‘Minha Casa, Minha Vida’ ou optar por receber apenas o valor das benfeitorias no terreno.

Outra questão cobrada pelo deputado Anselmo José Domingos foi a duplicação de uma área maior da rodovia. Dos 303 quilômetros de extensão, apenas 124 quilômetros e trechos intermediários serão duplicados. “Estamos dando menos do que a população precisa”, comentou Anselmo.

Gestão deficiente do PT e de Pimentel: Comércio e indústria vão repassar aumento da luz

Novos percentuais, alertam empresários e economistas, vão impactar a inflação e comprometer o consumo no varejo.

Brasil e Minas sem rumo

Fonte: O Estado de Minas

Comércio e indústria vão repassar aumento da luz

Reajuste em Minas será , em média,de 21,43% para as residências e de até 108,6% para as indústrias. Empresas alegam que não há como deixar de compensar a alta nos preços

O gerente de compras e manutenção Carlos Augusto França da Silva Queiroz, de 36 anos, está preocupado com o aumento na tarifa de energia elétrica. A conta da família dele subiu de R$ 160 em dezembro para R$ 190 em janeiro, levando à mudança de alguns hábitos de consumo em fevereiro e, de novo, todo o esforço será necessário. O reajuste extraordinário da luz, que entrou ontem em vigência, será de 23,4%, em média, no país. Em Minas, está estimado em 28,76%, na média, sacrificando os consumidores residenciais com remarcação de 21,43%.

O comércio e pequenas indústrias vão pagar 21,39% a mais e as grandes empresas industriais estão, agora, obrigadas a desembolsar 48,83%, também na média. O reajuste que a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) está autorizada a aplicar pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), alcança 108,61% para um grupo de consumidores industriais eletrointensivos.

Os novos percentuais, alertam empresários e economistas, vão impactar a inflação e comprometer o consumo no varejo, com os repasses da alta aos preços das fábricas e distribuidores. O novo cenário desemprego e obrigar a suspensão de investimentos. A Aneel autorizou os aumentos das tarifas de 58 distribuidoras de todo o país, para que elas cubram as despesas maiores com a geração das usinas termelétricas, em razão do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas. Os consumidores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste pagarão mais que os dos estados do Norte e Nordeste. A diferença é reflexo dos gastos maiores que as três regiões têm para compensar. Um deles é com a compra de energia da hidrelétricade Itaipu, que atende a todo o Brasil. Além disso elas tem uma cota mairo da chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), destinada ao próprio setor.

A Aneel aprovou, ainda, o aumento das bandeiras tarifárias, sistema estabelecido para cobrir gastos com a geração das térmicas. O aumento será de 83,3% para a bandeira vermelha, que está em vigência.

Na prática, porém, o consumidor irá notar a forte oscilação no valor da conta em abril. Isso porque, segundo a Cemig, as datas de leituras das contas de energia são distribuídas ao longo do mês, de forma que, em março, os consumidores pagarão a parcela do consumo ocorrido antes de 2 de março com a tarifa antiga e a outra parte do consumo, posterior à mesma data, com a tarifa nova. Por exemplo, o consumidor cuja leitura for realizada em 15 de março terá metade de sua energia (equivalente a 14 dias de consumo, de 16 de fevereiro a 1º de março) faturada pela tarifa anterior e a outra metade (de 2 de março a 15 de março) pela nova tarifa. A partir de abril, todos os consumidores receberão a conta com as novas tarifas.

Para tentar economizar, a família do gerente de compras Carlos Augusto Queiroz abriu mão do micro-ondas e desligou a geladeira da área externa. O tempo do banho também foi reduzido. “Eu ficava meia hora debaixo do chuveiro. Agora não passo de cinco minutos. Até para ensaboar o corpo desligo o aparelho”, conta Carlos. Os repasses previstos do comércio e das indústrias aos preços tendem, da mesma forma, a apertar o orçamento. “É uma bola de neve”, alerta Bruno Falci, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH).

Ele disse que não há como o setor deixar de repassar o custo mais alto ao consumidor. “Não há como segurar. A indústria irá repassar o aumento (do gasto) para nós, mas nós também temos o nosso próprio percentual. O governo está repassando para a iniciativa privada e a população o custo da farra que fez com a corrupção nos últimos quatro, oito, 12 anos”, afirma. A indústria mineira, cuja produção e faturamento andam em baixa, também reclama da revisão extraordinária.

“O aumento tem impacto, principalmente, nas indústrias de pequeno e médio portes, pois elas não operam no nível de alta tensão. Ou seja, não têm uma energia previamente contratada. Portanto, essas empresas terão que absorver o impacto da elevação”, observa o chefe do departamento de economia da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Guilherme Veloso Leão. Os gastos variam em razão da característica do setor. Na indústria de produtos alimentícios, o peso da energia no custo de produção gira em torno de 20%. Na têxtil, algo em torno de 36%. Na de metalurgia como um todo, em torno de 30%. O especialista alerta que a nova despesa do empresariado vai inibir investimentos e podem gerar desemprego.

Inflaçãmais alta

Os novos reajustes da conta de luz vão engordar a inflação já neste mês, pois a tarifa é uma das principais molas do indicador. “O aumento residencial (21,39%), na hipótese de a inflação em Belo Horizonte ter sido de zero, teria um impacto de 0,7 ponto percentual (na apuração de todo o mês)”, informou Antônio Braz de Oliveira e Silva, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão responsável pelo cálculo da inflação no Brasil. Ele lembra que a energia elétrica residencial teve, em fevereiro, o quinto maior peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país.


Saiba mais
O QUE DIZ A COR DAS BANDEIRAS

Segundo a Cemig, quando o documento vier com a frase “bandeira vermelha”, como ocorre este mês, há um acréscimo de R$ 5,50 (sem impostos) para cada 100 kWh consumidos – e suas frações. Na bandeira amarela, as condições de geração são menos favoráveis e, por isso, a tarifa tem acréscimo de R$ 2,50 (sem impostos) para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos (e suas frações). A bandeira verde indica condições favoráveis e a tarifa não sofre acréscimo.

Palavra de especialista
JOSÉ RONALDO TAVARES SANTOS

Engenheiro Eletricista e Prof. da UNA

COMO REDUZIR A DESPESA 
“A maior carga dentro de uma residência é a do chuveiro elétrico, que representa entre 50% e 60% do consumo. Portanto, haverá uma redução substancial na conta se uma pessoa que gasta 30 minutos num banho diminuir o tempo, por exemplo, pela metade. Se o consumidor substituir o chuveiro elétrico pelo eletrônico, o qual controla a temperatura durante o banho, a potência cai muito e a conta pode diminuir pelo menos 25%. O preço desse aparelho oscila entre R$ 55 e R$ 90. Os fornos elétricos estão em segundo lugar como vilões do consumo. Costumo dizer que forno elétrico é presente de grego. No caso da geladeira, que consome em torno de 20% da demanda residencial, aconselho que reduzir a temperatura do freezer. Outra sugestão é substituir as lâmpadas convencionais pelas de LED, o que reduz o consumo em torno de 60%. Para quem usa os “smartphones”, deixar o carregador conectado na tomada sem que o aparelho esteja sendo abastecido pela energia sai caro. No fim de 30 dias equivalerá a 24 horas de consumo do computador”.