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Escândalo: ‘Dedo forte dos Correios’ é responsável por bom desempenho de Dilma e Pimentel em Minas

Durval Ângelo afirmou que a presidente Dilma só chegou a 40% das intenções de votos em Minas Gerais porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios”.

Ações ilícitas para conquistar votos

Fonte: Estadao de S.Paulo

Em vídeo, deputado diz que ‘tem dedo forte dos petistas dos Correios’ na campanha de Dilma

Em reunião em Minas, Durval Ângelo (PT-MG) atribui desempenho da presidente nas pesquisas de intenção no Estado à ‘contribuição’ da empresa; imagens foram obtidas pelo ‘Estado’.

Clique aqui para assistir o vídeo

Numa reunião com dirigentes dos Correios em Minas Gerais, com a presença do presidente da empresa pública, Wagner Pinheiro, o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) afirmou que a presidente Dilma Rousseff só chegou a “40%” das intenções de votos em Minas Gerais porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios”. Um trecho gravado da reunião, realizada na última quinta-feira, foi obtido pelo Estado. “Se hoje nós temos a capilaridade da campanha do [Fernando] Pimentel [candidato do PT ao governo de Minas] e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.” O deputado diz, ainda, que “a prestação de contas dos petistas dos Correios será com a vitória do Fernando Pimentel a governador e com a vitória da Dilma”.

Todo discurso é acompanhado pelo presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, que não se manifesta no trecho ao qual o Estado teve acesso. Pinheiro está sentado à mesa ao lado do deputado Durval Ângelo e não o interrompe. O parlamentar, que integra o Diretório Nacional do PT e é coordenador político da campanha de Pimentel, pede ao presidente dos Correios que informe à direção nacional do partido sobre “a grande contribuição que os Correios estão fazendo” nas campanhas.

“A Dilma tinha em Minas Gerais, em alguns momentos, menos de 30%. Se hoje nós estamos com 40% em Minas Gerais tem dedo forte dos petistas dos Correios. Então, queremos que você leve à direção nacional do PT, que eu também faço parte do diretório, mas também à direção nacional da campanha da Dilma, a grande contribuição que os Correios estão fazendo”. E prossegue: “Muitos companheiros tiraram férias, licença, que têm como direito, ao invés de estarem com suas famílias passeando, estão acreditando no projeto.”

O deputado diz, na gravação, ter uma “parceria antiga com gigantes que representam os Correios” e cita nominalmente o diretor regional dos Correios em Minas Gerais, Pedro Amengol, o assessor do gabinete da diretoria, Lino Francisco da Silva, e o gerente regional de vendas dos Correios, Fábio Heládio, os três ligados ao PT. ‘”…No dia da reunião que nós tivemos no hotel [da qual participou Pimentel], o Helvécio [Magalhães, coordenador da campanha do petista] falou: “Vou reunir com a equipe ainda esta semana e vamos liberar a infraestrutura. E, se hoje nós temos a capilaridade da campanha do Pimentel e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.””

O deputado contou que várias reuniões foram realizadas no Estado por funcionários dos Correios para trabalhar pelas campanhas: “Os Correios trabalharam com as 66 mesorregiões [de Minas]. Fizemos reuniões em todas e nas macrorregiões, regiões assim como Governador Valadares, com 40 cidades, assim como 30 cidades do Sul, em Viçosa tinha 70 cidades. Onde eu tive perna eu fui acompanhando.”

Na última semana, o Estado revelou que os Correios abriram uma exceção para entregar, sem chancela, 4,8 milhões de folders da campanha de Dilma Rousseff no interior de São Paulo. A chancela ou estampa digital serve como comprovação de que o material entregue pelos carteiros foi realmente postado nos Correios e distribuído de forma regular, mediante pagamento. Dez partidos de oposição também foram beneficiados com a exceção para enviar 927,7 mil unidades sem chancela.

Outro lado. O presidente dos Correios afirmou, por meio da assessoria, que “os Correios não estão contribuindo com a campanha de qualquer candidato”. Ele confirmou que participou da reunião em Minas Gerais, na última quinta-feira, após cumprir agenda de trabalho na capital mineira – a sede dos Correios fica em Brasília. “A reunião não ocorreu durante o expediente e a empresa não custeou despesas relacionadas a ela.” A assessoria informou que “durante o período da tarde, o presidente participou de reuniões de trabalho na Diretoria Regional dos Correios de Minas Gerais e de evento do Plano de Demissão Incentivada para Aposentado dos Correios.”

O deputado Durval Ângelo não respondeu aos telefonemas do Estado. A assessoria de campanha da presidente Dilma Rousseff, procurada, afirmou: “A campanha não mobiliza funcionários da empresa. A única relação da campanha com os Correios ocorre mediante prestação de serviços pagos, como já informado anteriormente ao Estado de S. Paulo”.

A campanha de Pimentel afirmou que ele tem se reunido e recebido apoio de vários segmentos de servidores em Minas Gerais, incluindo dos Correios. “É algo corriqueiro na campanha”, afirmou a assessoria. Na última semana, por exemplo, o candidato esteve com funcionários da estatal num encontro organizado pelo diretor dos Correios em Minas, Pedro Amengol. “Demonstramos o apoio do coletivo de trabalhadores e trabalhadoras dos Correios que está organizado há mais de dez anos no estado”, afirmou Amengol, conforme noticiado no site da campanha. Procurado, Amengol não ligou de volta para o Estado.

Eleições 2014: Aécio revelou mais preparo e segurança em debate na Record

Aécio mostrou que é o candidato da mudança com segurança, baseada nos pilares da ética, dignidade e decência.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Aécio Neves participa de debate promovido pela Rede Record

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, participou, nesse domingo (28/09), de debate promovido pela Rede Record, em São Paulo (SP). Aécio mostrou que é o candidato da mudança com segurança, baseada nos pilares da ética, dignidade e decência. Ele apresentou propostas sobre a matriz energética, a manutenção e o aprimoramento dos programas sociais, o combate à pobreza, entre outros temas. Abaixo, trechos de participações de Aécio Neves no debate.

>Energia

Nossa matriz energética é majoritariamente hídrica. 75%, ou algo em torno disso, vêm das águas. Há uma necessidade iminente, urgente, de diversificarmos essa matriz energética. Infelizmente, ao longo de todo esse último período de governo, não houve planejamento, porque, se por um lado alguns investimentos ocorreram, por exemplo, nos parques eólicos, sobretudo no Nordeste brasileiro, não houve a capacidade desse governo de planejar os investimentos em linhas de transmissão que ligariam essa energia gerada ao sistema. Houve um equívoco gravíssimo de governo que diz respeito à política em relação à Petrobras, que inviabilizou o etanol, talvez a grande, a mais importante fronteira tecnológica e de conhecimento que o Brasil atravessou. É preciso que se faça justiça. A senhora [Marina Silva] cita o governo do presidente Fernando Henrique, que tinha um grande desafio, o desafio de domar a inflação, o de tirar o perverso imposto inflacionário das costas do trabalhador brasileiro. Lutamos muito por isso, contra o PT. O governo do presidente Fernando Henrique cumpriu no seu tempo a sua maior obrigação. Infelizmente, esse governo não vem cumprindo a sua.

Petrobras

Infelizmente, as nossas empresas públicas e as nossas instituições foram tomadas por um grupo político que as utilizam para se manter no poder. A cada debate em que nos encontramos há uma denúncia nova. Em relação à Petrobras, por exemplo, é talvez o retrato mais visível do descompromisso desse governo com a profissionalização. Isso que precisa mudar no Brasil, a profissionalização precisa chegar. Não vamos privatizá-la, inclusive, o projeto de lei que proíbe sua privatização é de autoria do PSDB. Mas eu vou reestatizá-la, eu vou tirá-la das mãos desse grupo político que tomou conta dessa empresa e está fazendo aquilo que nenhum brasileiro poderia imaginar: negócios há 12 anos. Senhora presidente, a senhora era a presidente do conselho de administração dessa empresa, e isso é vergonhoso. Mas não vejo a senhora candidata demonstrar um sentimento de indignação. Não vejo a senhora dizer ‘não é possível que fizessem isso nas minhas barbas, sem eu saber o que esta acontecendo’.  Não, candidata, essa indignação está faltando. Quando assumimos o governo, com o presidente Fernando Henrique Cardoso, a inflação era de 916% ao ano. Levamos a 7%; a eleição do presidente Lula levou a 12%. A senhora será a primeira presidente pós-Plano Real, pós-redemocratização, que vai entregar uma inflação maior do que recebeu.

Plano Real

Eu me orgulho muito da trajetória do meu partido. O Brasil não teria avançado até aqui se não tivesse havido o Plano Real, se nós não tivéssemos modernizado a nossa economia, se não tivéssemos implementado a Lei de Responsabilidade [Fiscal] no Brasil contra o PT, sempre se opondo a esses avanços extraordinários.

Proposta de governo

As últimas pesquisas [de intenções de voto] todas elas, sem exceção, mostram que a única candidatura que cresce em todas as regiões do Brasil é a nossa candidatura, porque as pessoas estão compreendendo de forma muito clara que a mudança precisa vir acompanhada de consistência, de quadros qualificados. Não sou candidato à Presidência da República para colocar um retrato de um partido político na parede, não. Nós construímos um projeto para melhorar a sua vida, para melhorar a saúde, para trazer mais empregos a partir do crescimento, para melhorar a qualidade da educação. Nós estamos prontos para fazer uma grande revolução nesse país, com ética, com decência e com competência, e é por isso que todas as pesquisas começam a sinalizar que nós estaremos no segundo turno, certamente, não sei com quem.

Programas sociais

Manterei os programas sociais, até porque grande parte deles foi iniciada no nosso governo [do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso] e vou aprimorá-los. E vejo com certa estranheza a candidata Marina Silva [do PSB] se queixar muito hoje das ofensas, das calúnias e dos boatos de que os candidatos de oposição vão acabar com esses programas. Esses boatos realmente existem, candidata. Mas sempre existiram. Existiram contra nós, quando a senhora estava no PT. Não me lembro, infelizmente, de nenhuma palavra da senhora contra esse tipo de política que o PT continua praticando.

Combate à Pobreza

Não podemos compreender a pobreza apenas na vertente da privação da renda. Além disso, a privação de serviços, saneamento básico, saúde adequada e a privação de oportunidades que caracterizam a pobreza. A nossa proposta, ‘Família Brasileira’, busca classificar as pessoas que recebem o Bolsa Família em cinco níveis de carências: das maiores até as menores. Nenhuma família ficará mais de um ano em uma mesma faixa, o Estado atuará de uma forma integrada para que sua família melhore.

Resgate da credibilidade

Vamos voltar a crescer no momento em que o Brasil voltar a ser respeitado. No momento em que nós resgatarmos a credibilidade nas regras que aqui são praticadas. Essa é outra herança macabra e perversa do atual governo. A desconfiança generalizada em relação ao Brasil. Vamos elevar a taxa de investimento da nossa economia, hoje em 18% do PIB, para algo em torno de 23% a 24% do PIB. Temos time de alta qualidade para permitir que os investimentos privados voltem a nos ajudar a gerar empregos no Brasil.

Estado Islâmico

A presidente da República protagonizou nos últimos dias um dos mais tristes episódios da política externa brasileira. Temos local de destaque na ONU [Organização das Nações Unidas], conquistado por Osvaldo Aranha [diplomata brasileiro que, em 1947, defendeu a criação do Estado de Israel], nós [brasileiros] abrimos as reuniões anuais da ONU. A presidente da República foi àquela tribuna – para a perplexidade de diplomatas, inclusive alguns brasileiros com os quais conversei depois – em primeiro lugar para fazer autoelogios ao seu governo. Ela propôs um diálogo com o Estado Islâmico. O Estado Islâmico está decapitando, cortando cabeças de pessoas. Não é possível que nós não possamos compreender o esforço que o mundo está fazendo para o enfrentamento do terrorismo, numa aliança, inclusive, que inclui um grande número de países árabes. Uma marca e uma mancha na política externa brasileira. Há um alinhamento ideológico absolutamente atrasado e anacrônico, que tem impedido o Brasil de avançar em novos mercados e gerar novos empregos para a sua família, para seus filhos.

Adolescentes e crimes hediondos

A senhora presidente fugiu à resposta sobre segurança. Dentre todo o conjunto de proposta que apresentamos, defendo em caso de crimes graves, os chamados crimes hediondos, que o maior de 16 anos, autorizado pelo Ministério Público, possa ser processado pelo juiz com base no Código Penal para diminuirmos essa sensação de impunidade.

Considerações Finais

Enquanto duas das candidatas não param de brigar aqui e nos programas eleitorais, eu me preparei para brigar ao seu lado [eleitor]. Me preparei para apresentar uma proposta ao país que permita que a inflação volte a ser controlada e que nós voltemos a crescer, porque é o crescimento que gera emprego. É muito importante que tenhamos em mente que, quando se elege um presidente da República, elege-se um governo. Busquei, ao longo de todos esses últimos anos, os quadros mais preparados do país. Não do meu partido apenas, muitos de fora do meu partido, sem partido, gente de educação, da saúde, da assistência social e da economia. Porque nós temos nas nossas mãos uma oportunidade muito, mas muito preciosa de fazermos o Brasil se reencontrar com os brasileiros. É muito importante que você reflita antes da escolha do próximo domingo [5/10, dia da eleição], porque refletindo, tenho absoluta convicção que vai perceber que o governo que está aí perdeu as condições de governar. A outra candidata, que aparece pontuando nas pesquisas, infelizmente ainda não adquiriu essas condições. É por isso que eu peço o seu voto para fazer um governo decente, eficiente, em seu favor.

Intenções de voto: IstoÉ/Sensus mostra Aécio empatado tecnicamente com Marina

Marina tem 25% das intenções de voto e Aécio 20,7%. Como a margem de erro é de 2,2%, ambos estão empatados tecnicamente.

Eleições 2014

Fonte: IstoÉ

Exclusivo

Empate na reta final

Pesquisa ISTOÉ/Sensus mostra que a sucessão presidencial será decidida no segundo turno e que Aécio e Marina chegam embolados na última semana de campanha

Os candidatos Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) entram na semana que antecede o primeiro turno das eleições presidenciais em empate técnico. Essa é a principal constatação feita pela pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada entre o domingo 21 e a sexta-feira 26. Segundo o levantamento, Marina tem 25% das intenções de voto e Aécio 20,7%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2% para mais ou para menos, ambos estão empatados tecnicamente na briga por um lugar no segundo turno.

presidenta Dilma Rousseff (PT) conta com 35% e só não estará na segunda etapa da disputa se houver uma hecatombe nuclear sobre a sua campanha. A pesquisa mostra que tanto Dilma como Aécio acertaram nas estratégias adotadas nas últimas semanas. A presidenta reforçou os ataques contra Marina, exagerou na defesa de seu governo e intensificou as agendas públicas. Com isso, cresceu 5,3% durante o mês de setembro.

O senador mineiro procurou demonstrar as semelhanças entre Dilma e Marina, questionou a veracidade do que ambas mostravam em seus discursos e colocou-se como a alternativa mais segura para mudar os rumos do País. A estratégia lhe valeu um crescimento de 5,5 pontos percentuais nos últimos 30 dias.

Já Marina apostou em se colocar como vítima de uma campanha que chama de “difamatória” e adotou um tom emocional tanto em entrevistas como nos palanques. Não conseguiu explicar as contradições de seus discursos e perdeu 4,5 pontos percentuais em menos de um mês. “Pela primeira vez se constata a situação de empate técnico entre Marina eAécio. O senador mineiro chega na reta final com tendência de crescimento e a ex-senadora com tendência de queda”, diz Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus.

A pesquisa ouviu dois mil eleitores de 24 Estados e também constatou um significativo aumento no índice de rejeição da candidata Marina Silva. No início do mês, 22,3% dos eleitores diziam que não votariam em Marina de forma alguma. Na semana passada esse índice saltou para 33%, superando a rejeição ao senador tucano que variou de 31,5% para 31,9%.

A rejeição à presidenta continua na casa dos 40%, o que, segundo Guedes, é um empecilho à reeleição. “O aumento da rejeição a Marina, já superior ao de Aécio, é outro dado que permite afirmar que permanece aberta a possibilidade de um segundo turno entre PT e PSDB”, avalia Guedes. Segundo ele, a candidata do PSB entrou na disputa com um forte apelo emocional, mas com o passar do tempo o eleitor passou a enxergar sua candidatura de forma mais racional. O levantamento realizado em 136 municípios de cinco regiões mostra em um eventual segundo turno com AécioDilma somaria 43,4% dos votos contra 38,2% se a disputa fosse realizada agora.

No cenário de segundo turno entre Dilma e Marina haveria empate, com 40,5% para Dilma e 40,4% para Marina.

As tendências mostradas pela última pesquisa ISTOÉ/Sensus confirmam os dados levantados diariamente pelas campanhas dos três principais candidatos. E é com base nesses números que são traçados os planos para os dias que antecedem o primeiro turno. No PT, a palavra de ordem é manter os ataques contra a candidatura de Marina e intensificar a mobilização dos militantes para atos de rua nas principais cidades do País. No QG de Dilma há a avaliação de que, como as principais lideranças no partido não têm obtido bons resultados em seus Estados, é necessário ocupar as praças para manter um crescimento na última semana. Os caciques petistas avaliam que é possível sair das urnas com cerca de 40% dos votos.

Nesses últimos dias de campanha antes do primeiro turno, os tucanos, comandados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, preparam uma ofensiva nos maiores colégios eleitorais do País. Aécio, que na última semana esteve sete vezes em Minas, irá ficar mais tempo nas ruas.

Em São Paulo, os eventos ao lado do governador Geraldo Alckmin serão quase diários. No Estado com o maior número de eleitores, os tucanos lideram a disputa e o governador deverá ser reeleito no primeiro turno. Aliados de Aécio também têm chances de sair vitoriosos já no domingo 5 no Paraná, no Pará, em Goiás e na Bahia. Segundo FHC, é possível que essas lideranças regionais consigam transferir uma grande quantidade de votos para Aécio na reta final da campanha.

No PSB, a proposta é sair da defensiva para procurar estancar a perda de votos verificada nas últimas semanas. Para tanto há um esforço para procurar não contaminar a campanha com a divisão interna que vem ocorrendo no partido.

Com fragilidade nos palanques regionaisMarina deverá usar os últimos programas no horário eleitoral e os debates nas tevês para fazer críticas ao governo de Dilma e à polarização PT/PSDB, que pauta as disputas presidenciais desde 1994. No lugar de vítima dos ataques dos adversários, Marina tentará se posicionar como uma real terceira via, repetindo o discurso que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos entoou no início da campanha.

Apesar de as tendências já estarem postas, de acordo com Ricardo Guedes, não será surpresa se durante esta semana as pesquisas mostrarem movimentos bastante acentuados por parte dos eleitores. Ele avalia que, ao contrário do que ocorreu em eleições anteriores, os eleitores só agora, na reta final, passaram a observar melhor os candidatos e as escolhas não têm seguido uma lógica partidária. “O brasileiro quer mudar, mas não quer embarcar em aventuras”, conclui.

IstoÉ/Sensus: Aécio empatado tecnicamente com Marina