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‘Nossa eleição garantirá a retomada do crescimento’, afirma Aécio

Em Caxias do Sul (RS), Aécio Neves reiterou a certeza de que sua eleição vai garantir a retomada do crescimento da economia brasileira.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

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O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda BrasilAécio Neves, reiterou nesta quinta-feira (25/09), em Caxias do Sul (RS), a certeza de que sua eleição vai garantir a retomada do crescimento da economia brasileira, possibilitando a geração de empregos e o combate à desindustrialização que afeta o país.

“Chego a Caxias muito confiante na vitória de um projeto de Brasil que interessa a todos os brasileiros, mas aos gaúchos e a Caxias do Sul, em especial, porque a nossa eleição é a que garantirá a retomada do crescimento da economia, com o retorno dos empregos que estão indo embora”, afirmou Aécio.

O candidato alertou sobre o processo de desindustrialização que vive o país e que impacta principalmente nas regiões industrializadas, que geram muitos empregos, como é o caso de Caxias.

Para Aécio, cabe ao governo tomar as medidas necessárias para assegurar a competitividade do setor, prática que não vem sendo seguida pela atual gestão.

“Nós temos que simplificar o nosso sistema tributário. Fazer os investimentos em infraestrutura que vão garantir competitividade a quem produz no Brasil e aumentar os nossos mercados mundo afora. Fazer tudo que o atual governo não vem fazendo. Nossa candidatura é a única que tem as condições de resgatar a confiança dos investidores no Brasil para que nós possamos viver um novo ciclo de crescimento”, ressaltou ele.

Carreata

Usando o lenço vermelho no pescoço que marca a luta farroupilha, Aécio chegou a Caxias do Sul ao lado da senadora Ana Amélia, candidata do PP ao governo do Rio Grande do Sul. Ele tomou chimarrão, foi saudado já no aeroporto da cidade e depois seguiu para uma carreata e caminhada pelas principais ruas da região central da cidade.

Eleitores a pé e em carros se concentraram na Rua Dr. Montaury e depois percorreram ruas e avenidas da cidade, encerrando o percurso na Praça João Pessoa. Aécio foi muito cumprimentado por comerciantes e pedestres e posou para fotos e abraços.

Onda da razão

Aécio afirmou que está confiante na Onda da Razão que vai levar sua candidatura à vitória nas urnas. “Acabo de receber indicadores de pesquisas em São Paulo, onde o nosso crescimento nos últimos quatro dias foi de seis pontos. Agora acaba de ser divulgada uma pesquisa em Santa Catarina, pelo Ibope, onde nossa candidatura cresce cinco pontos, enquanto outras caem. E aqui no Rio Grande do Sul não é diferente. Chegou a hora da Onda da Razão e a Onda da Razão significa votar num projeto que possa transformar sonhos em realidade”, destacou.

O candidato ressaltou que o Brasil merece um governo muito mais eficiente e mais ético do que o atual. “A minha candidatura não é uma candidatura do PSDB, de uma aliança partidária. Eu vou governar com os brasileiros mais qualificados, porque a complexidade dos problemas que nos esperam não é para amadores. A Presidência da República não é o melhor lugar para alguém aprender a governar. Eu não quero, como brasileiro, estar me frustrando daqui a quatro anos por uma escolha malfeita e acho que há essa percepção, hoje, nos eleitores”, explicou.

Dívidas

O candidato defendeu a renegociação da dívida dos Estados com a União e argumentou que o atual modelo restringe a capacidade de investimento dos governadores. “A minha proposta, em primeiro lugar, é aprovar aquilo que está no Congresso Nacional e o governo do PT não permitiu que fosse aprovado. Falo da proposta de renegociação do indexador da dívida, que não pode continuar penalizando os Estados como vem penalizando. Hoje, uma empresa amiga do poder vai ao BNDES e consegue um financiamento para os seus negócios em condições mais favoráveis do que os Estados têm para pagar sua dívida com a União”, argumentou Aécio.

Aécio afirmou que seu governo vai discutir propostas como a da senadora Ana Amélia (PSDB-RS), candidato do partido ao governo do Rio Grande do Sul que o acompanhou à visita a Caxias do Sul. A proposta permite o acerto de contas com a União em várias áreas.

“E vamos aprovar um projeto de minha autoria que impede que as desonerações feitas pelo governo federal impactem nas receitas de Estados e municípios. Quando se dá um desconto, uma desoneração de IPI ou de Imposto de Renda para determinado setor da economia, você impacta nas receitas dos municípios e dos Estados, porque o Imposto de Renda constitui o Fundo de Participação”, afirmou Aécio, lembrando que o governo Federal só poderá fazer desonerações sobre a parcela de receitas da União, caso seja aprovado seu projeto.

Pesquisas do Ibope mostram crescimento de Aécio nos maiores colégios

Pesquisas do Ibope mostram redução dos índices da candidata nos 8 Estados com mais eleitores, onde vivem 70% dos votantes.

Eleições 2014

Fonte: O Estado de S.Paulo

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As mais recentes pesquisas do Ibope sobre a corrida presidencial nos oito maiores Estados do Brasil, que concentram quase 70% do eleitorado nacional, trouxeram más notícias para a campanha de Marina Silva: a candidata do PSB caiu ou oscilou para baixo em todos eles.

São Paulo é o Estado em que a queda foi das mais expressivas: em duas semanas, a taxa de intenção de votos de Marina passou de 38% para 32%. Em números absolutos, é como se a candidata do PSB tivesse perdido 1,6 milhão de eleitores, ou 115 mil por dia – o cálculo leva em conta o tamanho do eleitorado paulista e a taxa de abstenção verificada há quatro anos.

Apesar do recuo, Marina ainda lidera no maior colégio eleitoral do País. A presidente Dilma Rousseff, provável adversária da candidata do PSB no segundo turno, ficou estagnada, com 25%, enquanto o terceiro colocado, Aécio Neves (PSDB), subiu quatro pontos porcentuais.

Na Bahia, quarto maior eleitorado, Marina tinha 28% das preferências há duas semanas – agora, a taxa passou para 23%. Lá, Dilma oscilou de 50% para 52% e ampliou a vantagem sobre a adversária de 22 para 29 pontos.

No Ceará, a queda de Marina foi de seis pontos (de 25% para 19%), mas o intervalo entre as pesquisas da série é maior: três semanas. No Estado, oitavo no ranking do eleitorado, Dilma têm 61% – um de seus três melhores desempenhos no País.

Há um equilíbrio entre as duas adversárias em Pernambuco, Estado onde Marina herdou a maior parte do eleitorado do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em acidente aéreo em agosto, mas que também é um dos principais redutos do PT e terra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma semana, Dilma manteve os 39%, enquantoMarina oscilou para baixo, de 40% para 38%.

A candidata do PSB também perdeu pontos no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e no Paraná. Na última pesquisa nacional do Ibope, divulgada na terça-feira, a candidata do PSB oscilou de 30% para 29% em uma semana.

Conjunto. A consolidação das pesquisas do Ibope em todas as 27 unidades da Federação resulta em uma amostra nacional de 30 mil entrevistas – que foram devidamente ponderadas de acordo com o tamanho do eleitorado de cada Estado e a respectiva taxa de abstenção na eleição de 2010. Essa amostra expandida aponta Dilma com 37%, Marina com 27% eAécio com 17%.

Por essa projeção, a candidata do PT terminaria o primeiro turno com 43 milhões de votos, contra 32 milhões da concorrente do PSB e 20 milhões do tucano. Mas, como a evolução das intenções de voto têm mostrado, esses números devem mudar até o dia da eleição.

A pesquisa mais antiga entre as 27 unidades foi feita em 1.º de setembro, em Sergipe, e as nove mais recentes, na segunda e terça-feira passadas. Foram os casos das sondagens feitas justamente em alguns dos maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas, Rio, Bahia, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará – além de Santa Catarina e Distrito Federal.

Projeções. A planilha permite fazer projeções para o 2.º turno. Se a disputa se confirmar entre Dilma e Marina, quem terá mais chances de ser eleita? Isso vai depender, basicamente, de dois fatores: a vantagem que uma colocar sobre a outra no 1.º turno e o quanto cada uma vai converter de votos de Aécio.

No cenário atual, com Dilma abrindo 11 milhões de votos sobre Marina em 5 de outubro, a candidata do PSB precisaria converter mais de 70% dos apoiadores do tucano em eleitores seus no 2.º turno e torcer para que a petista não transforme mais do que 15% de quem votou em Aécio em neodilmistas no turno final. É mais do que Marina conseguiria hoje.

Segundo a pesquisa nacional do Ibope divulgada na terça-feira, Marina está convertendo 51% dos eleitores tucanos em seus eleitores na simulação de segundo turno contra Dilma. Pior para ela, essa taxa vem caindo nas últimas semanas: chegou a ser de 66% no começo de setembro. Dez dos 15 pontos que Marina perdeu migraram para o contingente de quem pretende anular ou votar em branco, e o resto tornou-se indeciso.

Já a taxa de conversão de Dilma tem se mantido constante. Desde o fim de agosto, a presidente tem conseguido converter de 15% a 18% de quem prefere Aécio no 1.º turno em eleitores que votariam nela no turno final contra Marina. Ou seja: quanto maior for a vantagem que a presidente abrir sobre a rival em 5 de outubro, mais difícil será para Marinavirar 21 dias depois.

Corrupção na Petrobras: Costa afirma ter recebido R$ 55,2 milhões de empreiteira

Ex-diretor também confessou ter recebido R$ 3,6 milhões para “não atrapalhar” a compra da refinaria de Pasadena.

Corrupção na Petrobras

Fonte: O Globo

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Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, disse ter recebido US$ 23 milhões (R$ 55,2 milhões) de uma empreiteira para facilitar contratos dessa empresa com a estatal. O ex-diretor deu a informação num dos cem depoimentos que já prestou depois de assinar o acordo de delação premiada, revelou ao GLOBO um dos investigadores da Operação Lava-Jato. O ex-diretor também confessou ter recebido US$ 1,5 milhão (R$ 3,6 milhões) para “não atrapalhar” a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, transação que resultou em prejuízos para a Petrobras.

Os US$ 23 milhões estão bloqueados em 12 contas bancárias na Suíça e deverão ser repatriados ao Brasil ao longo dos processos abertos a partir de descobertas da Lava-Jato, investigação sobre supostas fraudes dos grupos de Costa e do doleiro Alberto Youssef, entre outros acusados. Costa contou ainda que a comissão de US$ 1,5 milhão que recebeu por conta da refinaria Pasadena foi paga por um intermediário de um dos grupos envolvidos no negócio. O nome de quem pagou a propina está sendo mantido em sigilo.

STF PODE ABRIR INQUÉRITOS

A série de depoimentos de Costa começou em 29 de agosto e terminou semana passada. Ao todo, o ex-diretor prestou cem depoimentos a procuradores da força-tarefa que estão à frente das investigações. Depois de fazer um amplo painel sobre a corrupção na PetrobrasCosta foi chamado para explicar detalhes de cada uma das delações que fez em troca de redução de pena. Os depoimentos foram criptografados e enviados ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. Na próxima semana, o ministro deverá decidir se abre ou não inquérito contra os parlamentares acusados pelo ex-diretor.

Costa denunciou a empreiteira ao explicar o papel que teve na intermediação de contratos dela com a Petrobras. Ele apontou os contratos onde teriam ocorrido as irregularidades e indicou como recebeu os US$ 23 milhões.

Costa revelou um detalhe que deixou os procuradores surpresos. Ele disse que recebeu os US$ 23 milhões sem a habitual ajuda do doleiro Alberto Youssef. Teria sido uma “comissão por fora”, sem que o doleiro soubesse. Ele e Youssef operavam juntos. Costa fazia a intermediação de contratos e Youssef se encarregava da movimentação do dinheiro. Mas alguns negócios de Costa eram tocados por duas filhas e dois genros.

Antes mesmo da prisão de Costa, os investigadores já tinham recebido informações sobre pagamentos da empreiteira ao ex-diretor na estatal.

Costa decidiu fazer acordo de delação premiada no final de agosto, depois que PF e Ministério Público fecharam o cerco sobre os negócios das filhas e dos genros. Ele teve receio de ver as filhas presas e resolveu abrir o jogo. A confirmação das denúncias poderá livrar Costa de futuras penas de prisão.