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Onda da Razão: Aécio e a hora da virada

Aécio registrou um esboço de reação em duas pesquisas: passou de 15% a 19% no Ibope e de 15% a 17% no Datafolha.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

Suspiro tucano

Após esboçar reação em pesquisas, Aécio compara políticos a aves que somem com mau tempo e diz que sofreu estrago eleitoral sem ter errado

DANIELA LIMA

DE SÃO PAULO

“Eu imaginava que, a essa altura, se tivéssemos feito tudo certo, estaríamos chegando a 30%”, lembrou recentemente o presidenciável tucano, Aécio Neves. A duas semanas do primeiro turno, porém, ele tem 17% das intenções de voto e um diagnóstico: “Nós não erramos. Não houve um erro. Houve uma tragédia”.

O acidente que matou o ex-governador Eduardo Campos (PSB) e trouxe à disputa a ex-senadora Marina Silva acabou empurrando Aécio para a eleição mais complexa de sua trajetória política.

Rebaixado à terceira colocação, viu uma parcela de seus votos ser dragada pela nova adversária com rapidez.

“Eu levei uns dez dias para conseguir começar a avaliar o estrago eleitoral para mim, sabe?”, comentou recentemente com um aliado.

“Gostava muito do Eduardo e aquilo pegou forte. Lá em casa começou um papo meio inevitável de podia ter sido você’. Foi difícil. Pensei: Cara, tenho dois bebês em casa e não deixei nada organizado’. Que loucura, né?”

Há menos de dez dias, chegou a 14% nas pesquisas e viu pipocar boatos variados, alguns apontando, inclusive, a possibilidade de ele desistir. A interlocutores, classificou o raciocínio como “burrice”.

“Não vou desmentir isso. Vou continuar e vão ver que não faz sentido. Ninguém vai me matar de véspera”, reagiu. Todos os dias, pedia “serenidade” a aliados e prometia reagir até 15 de setembro.

POLÍTICOS E AVES

Na semana passada, veio um suspiro. Aécio registrou um esboço de reação em duas pesquisas: passou de 15% a 19% no Ibope e de 15% a 17% no Datafolha. Mas guardou lições da fase mais adversa.

Recorreu ao trovador mineiro Soares da Cunha para ilustrar uma delas. “Ele escreveu: Amigos são, todos eles, como aves de arribação. Faz bom tempo, eles vêm. Faz mau tempo, eles vão’. Diria que alguns políticos são assim.”

Quando caiu nas pesquisas, Aécio viu sua arrecadação diminuir e teve que lidar com projeções constrangedoras de aliados sobre um segundo turno sem ele.

Passado o impacto inicial da morte de Campos, viu que precisava reagir –ele e a presidente Dilma Rousseff (PT), que lidera a disputa. Ambos promoveram, de diferentes formas, ataques a Marina.

O resultado começou a aparecer. A pessebista perdeu terreno em nichos importantes do eleitorado. Parte dos votos migrou para Aécio.

Ele adotou o discurso de que começou a “virada”.

A mudança no cenário virou assunto nas rodas políticas. Na última quinta-feira (18), aliados do candidato a senador pelo PMDB de Minas Gerais, Josué Alencar, discutiam, na sala de espera de uma empresa de táxi-aéreo em São Paulo, a situação do tucano. O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), estava com eles.

“Seria um milagre”, comentavam, em conversa descontraída. “A situação é extremamente difícil. Até lá em Minas“, avaliavam os peemedebistas. Minas é o berço político de Aécio, que já foi governador do Estado duas vezes.

Menos de dois minutos separaram o fim da conversa dos peemedebistas da chegada de Aécio à mesma sala de táxi-aéreo. O tucano apareceu já na hora do embarque, às 8h30. Trocou um abraço com Temer e entrou no jato que havia fretado para ir à Bahia.

SANTINHOS

Cerca de uma hora e meia depois, Aécio desembarcou em Ilhéus (BA) e pegou um helicóptero com o prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), seu aliado, rumo a Itabuna. Na aeronave, ACM Neto mostrava fotos de um evento que fez para seu candidato ao governo, Paulo Souto (DEM-BA). “Você colocou minha foto lá?”, perguntou Aécio, aos risos. “Claro.”

ACM Neto desfruta de boa aprovação em Salvador e seu candidato ao governo deve ser eleito no primeiro turno. Mas na Bahia, como em todo o Nordeste, Aécio vai mal.

Em Itabuna, eles foram ao encontro de candidatos a deputado. “Só eu tenho 15 milhões de santinhos com seu número”, disse Jutahy Júnior (PSDB-BA). “Na reta final, a estrutura vai fazer diferença.”

Os baianos prepararam quase que uma micareta para receber Aécio. “Vocês jogaram duro aqui, hein?”, brincou ACM Neto ao ver a multidão.

Aécio tentou caminhar, mas o assédio, especialmente o das mulheres, fez com que o levassem para um trio. De lá, disse que ninguém ganha eleição de véspera. Agradeceu a “lealdade” de ACM Neto e ouviu do prefeito: “Vai dar. Eu acredito”.

Vale do Aço se mobiliza em apoio a Aécio e Pimentel

O Vale do Aço se mobilizou para receber os candidatos Pimenta da Veiga e Aécio Neves na reta final da campanha eleitoral.

Eleições 2014

Fonte: Pimenta 45

Vale do Aço se mobiliza em apoio às candidaturas de Pimenta da Veiga e Aécio

Em visita a Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo, candidatos defendem crescimento econômico e mais emprego e renda para Minas e o Brasil

Vale do Aço, um dos mais importantes polos econômicos de Minas Gerais, se mobilizou neste sábado (20/09) para receber os candidatos a governador Pimenta da Veiga e a presidente Aécio Neves na reta final da campanha eleitoral. O centro comercial dos principais municípios da região – Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo – foi tomado por milhares de pessoas que abraçaram, tiraram fotos e caminharam ao lado de Pimenta e Aécio, que chegaram acompanhados dos candidatos a vice-governador Diniz Pinheiro e a senador Antonio Anastasia. Nas três cidades, eles participaram de animada carreata que ganhou a adesão de centenas de carros e motos. Por onde passaram, foram saudados com foguetório e chuva de papel picado.

Pimenta da Veiga afirmou que a atração de investimentos, com a instalação de novas indústrias e geração de emprego e renda é um dos pontos altos do seu Plano de Governo para o Vale do Aço. Ele voltou a condenar a falta de eficiência do governo do PT na condução da economia do país. “Queremos dinamizar muito a economia do Estado. Estamos muito preocupados com a recessão em que o PT meteu o Brasil, o desemprego que já começa a assustar muito e a inflação que está voltando. Aqui, que é um polo econômico tão importante para Minas, é o cenário para discutirmos essas coisas, por isso também estamos aqui”, ressaltou.

Retomada

Aécio Neves afirmou que o Vale do Aço sente na pele as consequências da retração da atividade industrial em razão do governo federal ter voltado as costas para Minas Gerais. Ele defendeu a eleição dos candidatos da Coligação Todos por Minas para que Minas e o país tenham condições de implementar um governo comprometido com a retomada do crescimento econômico, com a ética e o desenvolvimento social.

“Temos em nossas mãos uma oportunidade extraordinária de iniciar um novo ciclo no Brasil, mas também de investimentos em Minas Gerais, com o governador Anastasia no Senado, com Pimenta da Veiga no governo e com nossa candidatura que, acredito, vai entrar na última semana de eleição, já claramente apontando para nossa presença no segundo turno”, disse ele.

Pimenta vai fortalecer Polo Moveleiro de Ubá

Pimenta: “Temos de apoiar fortemente a atividade empresarial, que é geradora de emprego e renda. Ubá é um exemplo”.

Fonte: Hoje em Dia

Pimenta acena com investimento no setor moveleiro de Ubá

Patrícia Scofield

O candidato ao governo estadual pela Coligação “Todos por Minas”, Pimenta da Veiga (PSDB), voltou a acusar, nessa quinta-feira (18), o concorrente Fernando Pimentel (PT), ex-ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, de “não ter trazido investimentos para a economia mineira enquanto chefe da Pasta”. Um dos exemplos dados pelo tucano foi o enfraquecimento do setor de confecções em Ubá, na Zona da Mata, nos últimos dez anos. Pimenta fez carreata ao lado do ex-governador Antonio Anastasia (PSDB), candidato ao Senado na região. Eles visitaram ainda lideranças nas vizinhas Caratinga e Manhuaçu.

“Nós não vamos deixar que aconteça com o polo moveleiro – Ubá é expoente em Minas nesse setor – o que aconteceu com o polo de confecções, porque o governo do PT, o ministro de Desenvolvimento do PT, que é aliás candidato ao governo de Minas, não soube apoiar”, comentou Pimenta. “Temos de apoiar fortemente a atividade empresarial, que é geradora de emprego e renda. Ubá é um exemplo”.

Na ocasião, o tucano se comprometeu a conceder incentivo para fortalecer a atividade empresarial, referindo-se especialmente ao crédito e às questões tributárias. Mas não detalhou a proposta.

As críticas mais fortes ao governo federal foram feitas pelo candidato ao Senado, Antonio Anastasia (PSDB), que reforçou sua postura em relação à política econômica e ao que classificou como “volta alarmante” da inflação.

“Lamentavelmente, o Brasil hoje vive uma crise decorrente de má política econômica do governo federal, e não adianta culpar a crise internacional, porque países vizinhos ao Brasil estão com índices maiores de crescimento. Estamos com um quadro difícil, inflação voltando, passando das metas, indo além do limite, do teto, e um crescimento baixo. Então, é um quadro grave, que o governo federal do PT não está sabendo combater”.

Mais promessas

Em Ubá, Pimentel afirmou que vai fazer obras viárias no “contorno da cidade” para dar vazão ao tráfego de caminhões e de veículos, e criar um núcleo de combate ao câncer na cidade. “É uma reivindicação antiga da cidade, e nós vamos cuidar para que isso seja feito. Que o núcleo seja equipado e entre em funcionamento para atender não apenas Ubá, mas toda a região”.

Na educação, o tucano defendeu a escola de tempo integral. “A criança por mais tempo na escola quer dizer pais mais tranquilos, porque sabem que os filhos estão na escola; e que as crianças aprendem mais, podem ter um currículo maior, e se dedicar à cultura”.

Perfil da economia local

Ubá concentra médias e grandes indústrias, principalmente de móveis e confecções, além de comércio variado e serviços. Segundo diagnóstico desenvolvido sob a coordenação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Ubá, Minas Gerais (Senai), as cerca de 300 empresas da microrregião geravam, em 2004, 2.795 empregos diretos e outros 1.054 indiretos.

Caratinga, por sua vez, apresenta o maior Produto Interno Bruto (PIB) de sua microrregião, destacando-se na área de prestação de serviços e como polo regional da cafeicultura. Segundo o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), a cidade produziu, em 2010, 7.200 toneladas de café beneficiado.

Já Manhuaçu tem economia baseada na prestação de serviços e comércio.

Justiça Eleitoral nega direito de resposta a Pimentel

Justiça conclui que informação em programa de Pimenta da Veiga sobre piora da economia brasileira é “verídica, pública e notória”.

Eleições 2014

Fonte: Pimenta 45

TRE nega direito de resposta a candidato do PT, que era ministro quando economia começou a cair

Justiça conclui que informação divulgada em programa eleitoral de Pimenta da Veiga sobre piora da economia brasileira é “verídica, pública e notória”

Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) julgou improcedente, nesta quinta-feira (18/09), pedido de direito de resposta apresentado pela coligação que apoia Fernando Pimentel contra programa eleitoral de rádio do candidato a governador Pimenta da Veiga com crítica à situação econômica do Brasil. Na sentença, o juiz Virgílio de Almeida Barreto conclui que “o suscitado na propaganda eleitoral é salutar para a o debate eleitoral, de modo que não se identifica, na espécie, qualquer notícia sabidamente falsa.”

A decisão da Justiça Eleitoral se refere ao programa da Coligação Todos por Minas que mostrou queda nos indicadores econômicos brasileiros quando o candidato do PT ao Governo de Minas era ministro do Desenvolvimento EconômicoIndústria e Comércio Exterior. O juiz Almeida Barreto considerou que vários jornais e sites publicaram matéria sobre o assunto e que a reprodução dessas informações não fere a legislação eleitoral em vigor.

“O Valor Econômico, às fls. 47/48, por exemplo, trouxe matéria veiculada em 2013 destacando o fraco crescimento do PIB brasileiro, se comparado os Brics, o que corrobora a tese de que a publicação feita na propaganda de rádio é verídica, pública e notória”, cita a sentença. O grupo político conhecido como Brics é formado pelos países que possuem os maiores mercados emergentes do mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O TRE destacou ainda que os próprios órgãos federais de pesquisa apontaram piora na economia brasileira ao tempo em que o candidato petista era o ministro responsável pela pasta do Desenvolvimento. “Vale dizer que até mesmo os gráficos do IBGE sobre o PIB, que foram apresentados pela representante, demonstram oscilações com tendência descendente tanto do PIB geral quanto do PIB per capita (fls. 18/25)”, pontua decisão do TRE.