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Liderados por Aécio Neves, tucanos acusam ministro e PT de abafarem mensalão

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), anunciou nessa terça-feiram uma série de medidas para rebater as denúncias envolvendo políticos do seu partido em esquema de corrupção e formação de cartel na construção do metrô de São Paulo, episódio que ficou conhecido como trensalão tucano. Em entrevista coletiva, parlamentares e dirigentes da legenda pediram a demissão do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que diz ter encaminhado à Polícia Federal um documento no qual o ex-diretor da multinacional Siemens Everton Rheinhemer – que forneceu equipamentos para o metrô da capital paulista – apontaria envolvimento de integrantes do PSDB em uma empresa de consultoria que intermediaria o esquema do cartel. Para os tucanos, o que está em jogo é uma tentativa do governo federal de minimizar o impacto das prisões do mensalão.

Conforme os líderes tucanos, o documento teria sido adulterado em vários trechos da tradução do inglês para o português. Em uma dessas adulterações, o texto em português diz que “durante muitos anos a Siemens vem subornando políticos (na sua maioria) do PSDB e diretores da CPTM, Metrô de São Paulo e Metrô de Brasília”. Esse trecho não existe no original, segundo o PSDB.

Os tucanos afirmaram que farão representação contra Cardozo à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, alegando que o ministro não poderia encaminhar à PF um documento apócrifo, que ele teria recebido em casa e não oficialmente, no ministério. O Ministério da Justiça confirma essa versão. O correto, dizem os tucanos, seria enviar o documento à Procuradoria-Geral da República (PGR), uma vez que há parlamentares citados, com direito a foro privilegiado.

Segundo Aécio, Cardozo “perdeu as condições de ser o coordenador dessas investigações como ministro da Justiça, pelo açodamento e omissão nesse processo”, afirmou. “O PT faz um mal enorme para a democracia, ao fazer do poder sua razão de existir”, complementou. Os colegas do senador foram mais contundentes e compararam o imbróglio envolvendo o envio do dossiê à PF ao escândalo dos “aloprados”, em que petistas teriam comprado um dossiê na eleição de 2010 para comprometer o candidato José Serra ao governo paulista. “A única diferença desse episódio para o caso dos aloprados é que esse caso envolve um deputado, um ministro e o presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)”, disse Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara.

O deputado, na referência feita por Sampaio ao novo caso, é Simão Pedro (PT), que teria levado a denúncia ao ministro Cardozo. Simão Pedro foi chefe do atual presidente do Cade, Vinícius Carvalho. Em um primeiro momento, a PF informou que o relatório havia sido recebido do Cade. Depois, porém, Cardozo admitiu que foi ele o responsável pelo envio do material à Polícia Federal. Até agora, no entanto, o ministro da Justiça não apresentou protocolo ou outra forma de registro comprovando que foi ele quem protocolou tal documento na PF.

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), disse ter pedido a convocação de Vinícius Carvalho à Casa para que ele explique o motivo de ter omitido do currículo o fato ter trabalhado para o deputado Simão Pedro antes de assumir o Cade. Documento da Assembleia Legislativa paulista registra a passagem de Carvalho pela chefia de gabinete de Simão Pedro entre 19 de março de 2003 e 29 de janeiro de 2004. Além da convocação, o senador também vai trabalhar para que Carvalho seja destituído do cargo.

Contra-ataque O ministro José Eduardo Cardozo refutou as acusações feitas pelo PSDB. “É triste ver órgãos respeitados chamados de aparelhos políticos. Aqueles que acham que denúncias devem ser rasgadas, não sabem que acabou o tempo do engavetador”, disse Cardozo. A referência é ao ex-procurador geral da República durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Brindeiro, apelidado de “engavetador geral da República”. (Com agências)

Apoio

Com um discurso de ampliação dos direitos dos trabalhadores e de “revolução” para fazer o país crescer, o pré-candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) recebeu ontem em Brasília a sinalização de apoio do recém-criado Solidariedade e da Força Sindical. O tucano aproveitou ainda o evento para dar uma estocada em seu principal concorrente no campo das oposições, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), também pré-candidato ao Palácio do Planalto e que corre por fora pelo apoio do Solidariedade. “Quem tem condições de enfrentar e vencer o que está aí somos nós, ninguém mais”, discursou Aécio em uma mesa de almoço que reuniu a cúpula do Solidariedade e da Força.