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Aécio e Campos criticam incertezas na economia

Oposição: “o país gasta muito e gasta mal. A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário”, criticou Aécio.

Governo do PT: Gestão deficiente

Fonte: O Globo 

Oposição critica recuo do PIB e aponta falta de confiança de investidores

Eduardo Campos diz que Brasil atravessa ‘crise de expectativas’ sobre a economia que começa a afetar a atividade do país

Sob a condução da gerentona Dilma Rousseff, o país caminha a passos largos para o buraco’, diz instituto ligado ao PSDB

oposição criticou duramente o recuo da economia do país entre julho e setembro deste ano, que foi de 0,5% frente ao segundo trimestre, conforme informou o IBGE nesta terça-feira. O presidente do PSDB e provável candidato à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), criticou o resultado e a condução da política econômica pela presidente Dilma Rousseff. Ele afirmou que o governo se concentra em discurso eleitoral e deixa de priorizar superação de problemas.

“Não há mais como terceirizar responsabilidades. O país gasta muito e gasta mal. A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário realizado até agora. O governo atrasou, inexplicavelmente, a agenda de concessões, só agora iniciada, apesar do crônico problema da ineficiência da infraestrutura. Quando aparentemente superou os conflitos ideológicos existentes, o fez de forma titubeante e improvisada, em relação às regras e ao modelo, gerando mais insegurança, menor concorrência e, assim, redução de potenciais, resultados e de perspectivas”, afirmou Aécio, em nota.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, avalia que o Brasil atravessa uma crise de expectativas em relação à economia e que isso começa a afetar o desempenho da atividade econômica. Ele lamentou o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país) no ano e a retração da economia no terceiro trimestre de 2013.

“A economia é um jogo de expectativas”, afirmou o presidenciável em nota enviada ao GLOBO, após ser questionado sobre o assunto. “Quando os agentes econômicos se mostram inseguros quanto ao futuro, constroem um presente ainda pior, num processo que se realimenta e é difícil de reverter”.

Segundo Eduardo Campos, a preocupação aumenta na proporção em que a falta de confiança atinge os fundamentos da economia brasileira. Para ele, a crise de expectativas deve ser combatida com diálogo e visão de longo prazo. “As pessoas precisam saber para onde o país está indo, como podem alinhar seus próprios projetos ao rumo estratégico do país”, frisou.

Instituto Teotônio Vilela (ITV), ligado ao PSDB, afirmou em artigo que o resultado “foi pior do que se esperava” e responsabilizou o PT pela falta de confiança dos investidores. “O PT mergulhou o país num mar de desconfiança, de falta de credibilidade, de temor em relação ao futuro, ao mesmo tempo em que implode diariamente os alicerces que nos fizeram chegar até aqui. A experiência com Dilma Rousseff é desastrosa”, aponta o instituto.

“Sob a condução da gerentona Dilma Rousseff, o país caminha a passos largos para o buraco. O Brasil não cresce quase nada. A despeito de ter os maiores juros do mundo, convivemos com uma inflação que só não explodiu os limites de uma meta que já é muito generosa porque o governo manipula fragorosamente preços como os dos combustíveis e da energia elétrica”, afirmou o ITV, que ainda afirmou que o governo está destruindo a credibilidade fiscal, com “manobras fiscais”.

Do outro lado, o recuo da economia recebe panos quentes. O presidente do PTRui Falcão, minimizou o baixo crescimento. Ele afirmou que o resultado do último trimestre será melhor e ressaltou que o acumulado do ano e dos últimos 12 meses é positivo.

– O resultado do último trimestre vai ser melhor e no acumulado de setembro a setembro, e no do ano, é positivo. O importante é que questões fundamentais como poder aquisitivo e emprego continuam sustentados, tanto que a crítica de setores do empresariado é que o governo insiste em manter a política que garante bom nível de emprego e renda – afirmou o presidente do PT.

O líder do PTJosé Guimarães (CE), mostrou-se esperançoso com os próximos meses e apostou nas privatizações para alavancar o crescimento.

– Acho que os últimos incentivos do governo, as concessões, o leilão Libra, vão ajudar a consolidar o crescimento da economia. A tendência é de que haja uma melhora no último trimestre do ano, o resultado (do PIB do terceiro trimestre) não atrapalha – disse.

Oposição no Senado chama modelo econômico de ‘desastrado’

No Senado, lideres da oposição disseram que Dilma e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não têm noção da gravidade das consequências do desastrado modelo econômico adotado.

– A presidente Dilma está no mundo da lua, vive num autismo completo. Parece o Beato Salu, com os pés fora da realidade. Tem um conhecimento pífio das coisas. Isso tudo corroi o calcanhar de Aquiles da economia desse governo, que é a falta de credibilidade. A indústria está derretendo e ela nega que o Brasil esteja mirrando. O investidor estrangeiro olha e diz: de que país esta senhora está falando? – criticou, duramente, o líder do PSDB, senador Aloysio Nunes Ferreira (SP).

Ele criticou também declarações de Dilma ao jornal El País, semana passada, dizendo que o IBGE revisaria o PIB de 2012 e que ele subiria de 0,9% para 1,5%.

– A ideia que passa é que vivemos numa casa de loucos, onde cada um diz uma coisa. Mas quando um País caminha para o descalabro, o principal sintoma é quando os governantes começam a colocar em dúvida seus órgãos e estatísticas oficiais. Isso é clássico. É a escola Kirchner – disse Aloysio Nunes.

A falta de credibilidade também foi apontada pelo líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), como uma das causas da retração da economia.

– Quem acredita hoje, numa situação em que está havendo revisão do PIB de 2012? Estão brincando com o país, o cidadão não acredita mais, estão manipulando os números, estão blefando com os números. Quem não tem segurança jurídica para investir, prefere evitar. O empresário prefere escutar. Como investir se não há regras? – afirmou o líder do DEMRonaldo Caiado (GO).

O presidente e líder do DEM, senador José Agripino (RN), diz que o mais preocupante do que o pibinho do terceiro trimestre é a insistência do comando da economia num modelo que já se mostrou ineficiente para correção de rumos.

– O problema maior é que o governo não está tomando as providências que deveria. Isso tudo é o resultado de um modelo econômico equivocado que está mostrando os primeiros resultados agora. E o mais preocupante é a falta de soluções, o gasto público de má qualidade que não é atacado. O modelo econômico está exaurido e falta providências para corrigir – diz Agripino.

democrata diz que não adianta a presidente se lançar numa campanha desesperada de privatizações e concessões para resolver problemas de caixa se a má gestão continuar.

– A presidente Dilma procura suprir o caixa com migalhas. Só que a receita é espasmódica e não resolve os problemas estruturais – diz Agripino.

Em defesa do modelo econômico do governo petista, o vice presidente do SenadoJorge Viana (PT-AC), diz que a oposição não pode torcer contra o país, e que esses resultados são o preço que se paga pela distribuição de rendas e do quase pleno emprego.

– Proponho um pacto à oposição. A oposição não ganha prestígio no Brasil porque o seu discurso exterioriza uma torcida contra. Vamos ter um PIB que será o dobro do ano passado e isso não conta? No governo do PT é que aconteceram as duas piores crises mundiais. Quanto custa manter a distribuição de renda e o quase pleno emprego? É melhor crescer menos do que o sonho ou manter o povo trabalhando? O Brasil está no caminho certo – disse Jorge Viana.

O líder do PSB no SenadoRodrigo Rollemberg (DF), lembra que o pré-candidato de seu partido em Pernambuco, Eduardo Campos, demonstrou capacidade de gestão acima da média, fez os ajustes necessários e cuidou do planejamento. Ele diz que os resultados da atual política econômica de agora certamente pontuarão o debate da corrida presidencial.

– O governo está tomando tardiamente medidas para recuperar a infraestura, no final do terceiro mandato. Isso poderia ter sido feito lá atrás, num ambiente de maior confiança. É importante recuperar o ambiente de confiança perdido na economia brasileira – disse Rollemberg.

O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS) criticou a “contabilidade criativa” do governo Dilma no campo da política fiscal.

– Recuou, né? PIB zero, não é PIB. Esses números, em que pese a contabilidade criativa, mostram que é preciso prestar atenção para o que está acontecendo na economia. O crescimento já é pequeno, recuando pode comprometer os investimentos. Essa discussão não pode ser escamoteado. Faz tempo que os investidores não enxergam o Brasil como a bola da vez. Números que hora sobem, hora descem, geram incertezas – disse o líder do PSBBeto Albuquerque (RS).

A alta dos juros, com aperto monetário que pode segurar os investimentos, também foi lembrada pelos opositores de Dilma.

– Num governo que não faz prevenção dos juros, os juros só majoram por conta da inflação, e não cumpre seu papel de garantir logística para a produção, que é quem segura o PIB, só pode dar nisso. O governo não faz a parte dele para garantir logística – disse o líder da minoria, Nilson Leitão (PSDB-MT)

Aécio critica Pibinho do PT e gestão deficiente

Aécio Neves: “A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário realizado até agora”, criticou o senador.

Pibinho do PT

Fonte: Jogo do Poder 

Nota do presidente do PSDB, senador Aécio Neves, sobre resultado do PIB

O recuo de 0,5% do PIB no terceiro trimestre de 2013 indica a permanência da desaceleração da economia e do ambiente de incerteza sobre o futuro do país.

A desculpa do governo tem sido que o mundo não está crescendo. Isto é fato na zona do Euro, mas os EUA crescerão 1,6%, Índia em 4,9%; China em 7,7%. Na América do Sul, Chile em 4,4%; Colômbia 4% e Peru 5,3%. Portanto, os maus fundamentos da economia brasileira fazem toda diferença.

Não há mais como terceirizar responsabilidades. O país gasta muito e gasta mal. A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário realizado até agora. O governo atrasou, inexplicavelmente, a agenda de concessões, só agora iniciada, apesar do crônico problema da ineficiência da infraestrutura. Quando aparentemente superou os conflitos ideológicos existentes, o fez de forma titubeante e improvisada, em relação às regras e ao modelo, gerando mais insegurança, menor concorrência e, assim, redução de potenciais, resultados e de perspectivas.

O país deve lamentar a reunião sigilosa organizada pela presidente da República e ministros de Estado neste fim de semana, segundo registro da imprensa, não para discutir saídas para o desarranjo econômico instalado, mas sim com o objetivo eleitoral de “construir uma narrativa” aos brasileiros para o PIB medíocre, a ineficiência e a perda de credibilidade do governo, a inflação, o aumento nos gastos e o baixo investimento.

Ao concentrar esforços para construção de um discurso eleitoral ao invés de priorizar a superação dos problemas, o governo evidencia sua preocupação maior em manter a qualquer custo o poder em lugar de corrigir os erros que levaram ao estado lastimável da economia e a sérias consequências na vida dos brasileiros.

A perspectiva para 2013 e 2014 é que o mundo cresça 4%, o dobro do nosso crescimento. As exportações poderão ser favorecidas devido ao câmbio mais desvalorizado, mas, por outro lado, o câmbio mais desvalorizado é fruto do aumento do risco Brasil.

Esperamos que o governo do PT assuma e corrija seus erros e equívocos a tempo de os brasileiros alcançarem uma realidade melhor.

Presidente Nacional do PSDB, senador Aécio Neves

2014: Aécio une o PSDB e se consolida como conciliador

2014: Aécio unificou o partido, removeu obstáculos, aglutinou as principais legendas de oposição e consolidou candidatura ao Planalto.

Eleições 2014

Fonte: Istoé

Política: Aécio Neves

Ao assumir o comando do PSDB, em 2013, o senador mineiro unificou o partido, passou a percorrer o Brasil e consolidou sua candidatura ao Palácio do Planalto

Sérgio Pardellas

Mineiro de alma carioca, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) costuma repetir, como um mantra, que “Presidência é destino, muito mais do que projeto”. Em 2013, Aécio trabalhou como nunca para que o destino lhe seja favorável na disputa presidencial de 2014. Quem tentava enxergar na frase, cunhada por ele, um certo ar descompromissado com o seu futuro político frustrou-se: este ano, Aécio vestiu o figurino de candidato da cabeça aos pés.

“Estou andando mais do que notícia ruim”, admitiu Aécio na quarta-feira 27 em entrevista à ISTOÉ. Aos 53 anos, o tucano deu passos concretos, tanto na esfera política como na vida pessoal, para chegar lá. Ao assumir o comando do PSDB, em maio, encarnou o espírito conciliador que corre em suas veias – assim como Aécio, o avô, Tancredo, dominava a arte de apaziguar os opostos e conciliar os contrários, características essenciais da boa política.

Em pouco tempo, Aécio unificou o partido, removeu obstáculos internos – conseguindo domar até aquele diabinho que, segundo FHC, habita em José Serra, seu principal adversário no PSDB –, aglutinou as principais legendas de oposição e consolidou sua candidatura ao Palácio do Planalto.“As coisas estão correndo bem. O resultado não precisa vir hoje, mas tenho certeza que, em 2014, o sentimento de mudança vai prevalecer”, afirma Aécio, premiado pela Editora Três como o Brasileiro do Ano na Política.

Sua convicção está ancorada na leitura que faz a respeito das recentes pesquisas. Hoje, o tucano oscila entre 16% e 18%, dependendo do cenário, contra 43% de Dilma Rousseff. O quadro mais alvissareiro, para ele, é o que mostra que mais de 60% dos eleitores anseiam por mudança. Isso explica seu atual estado de ânimo. “Na campanha, nossa candidatura irá canalizar esse sentimento dos que querem mudar o que está aí”, acrescenta. O senador lembra que, nesse mesmo período, em 2009, a presidenta Dilma Rousseff tinha apenas 17% de intenções de voto. “Dilma só foi ultrapassar José Serra (então candidato do PSDB) no fim de julho de 2010. Mas o brasileiro queria a continuidade. Ela encarnou isso na campanha e venceu”, disse.Além de intensificar as viagens, em 2013, Aécio
aumentou o tom das críticas ao governo

Enquanto elabora raciocínios para atestar sua confiança eleitoral, Aécio aperta o passo, como diz o documento de fundação do PSDB, “longe das benesses oficiais e perto do pulsar das ruas”. Nas últimas semanas, intensificou viagens com foco nas regiões Nordeste, Norte e no Estado de São Paulo, locais onde é menos conhecido. Recentemente,Aécio esteve em Manaus e visitou quatro Estados do Nordeste. Em Mauriti (CE), gravou imagens para o programa eleitoral em meio aos canteiros de obras da transposição do rio São Francisco.

O projeto é uma das prioridades do governo Dilma. Pelos cálculos do governo, deveria estar concluído no fim do ano passado. “É muita propaganda e pouca ação”, afirmou Aécio, que, desde que assumiu a presidência do PSDB, recrudesceu o discurso de oposição e passou a marcar o governo em cima. O objetivo é não deixar o governo respirar em nenhum tema. Ao menor sinal de escorregadela do governo, Aécio coloca a boca no trombone. “O Brasil tornou-se um grande cemitério de obras inacabadas por causa da falta de habilidade do PT para atrair investimentos e melhorar a infraestrutura”, disparou o tucano em recente ida a Porto Alegre. Nos próximos dias, Aécio retorna ao interior de São Paulo. Em outubro, o tucano cumpriu mais de dez agendas públicas no Estado paulista. Os compromissos foram dos mais variados: de Festa do Peão de Boiadeiro e visita ao Hospital do Câncer, em Barretos, a encontro com lideranças em São José do Rio Preto e na capital. “Teremos dez encontros nas próximas duas semanas. A maioria com entidades de classe”, conta Aécio. Segundo Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro, Aécio é conhecido apenas por 50% da população. “Ele nunca frequentou o noticiário nacional, o que vai acontecer na campanha com as inserções na televisão, que são o mais importante”, avaliou.

Se, na política, o senador mineiro tem gastado sola de sapato como nunca, na vida privada também tem passado por algumas transformações. No início do ano, para conferir aos seus traços uma aparência mais jovem, fez um refrescamento no rosto (pequenos preenchimentos de gordura) e uma blefaroplastia (retirada das bolsas dos olhos). Segundo amigos próximos, Aécio também mudou alguns hábitos. Hoje, dorme mais cedo e é mais intransigente com o horário. O tucano nega: “As pessoas não mudam. Eu não mudei meus costumes.” Mas existe uma mudança de hábito maior na vida de um homem do que um casamento? Aécio ri e capitula: “É… a patroa apertou, casamos”, reconhece ele, para, em seguida, complementar com ar mais sério. “Já estávamos morando juntos havia três anos. Na verdade, foi uma motivação mais pessoal do que política”, assegura. A união com a ex-modelo Letícia Weber ocorreu em outubro numa cerimônia reservada apenas para familiares e amigos mais próximos. Um hábito, de fato, Aécio não prescindiu de mudar. Sua residência no Rio continua sempre bem concorrida e aberta aos amigos. O endereço carioca de Aécio fica na avenida Vieira Souto, um dos metros quadrados mais caros do País. O apartamento, de 250 m2, passou por uma reforma recentemente. No imóvel redecorado, chama a atenção de quem entra uma obra de Vik Muniz, artista plástico brasileiro radicado em Nova York, retratando a praia de Ipanema em cor chocolate. Lá Aécio costuma receber, além de políticos, integrantes de seu círculo íntimo de amigos, como Luciano Huck, Alvaro Garnero, Luiz Calainho, Alexandre Accioly e o ex-jogador Ronaldo Fenômeno.

Formado em economia pela PUC-MG, Aécio deu os primeiros passos na política pelo PMDB, partido de Tancredo. Mais tarde, se transferiu para o PSDB. Foi deputado federal de 1986 a 2002. Em 2002, elegeu-se governador de Minas Gerais, com 58% dos votos – votação recorde no Estado até então. Em 2006, veio a reeleição com uma vitória ainda mais avassaladora: 77,03% dos votos válidos. Em 2004, já à frente do governo de Minas, criou o programa Choque de Gestão, enxugando o tamanho do Estado. Extinguiu cargos e cortou até o próprio salário. O resultado apareceu dois anos depois: o déficit zero nas contas públicas. Sua popularidade explodiu e Aécio tornou-se um dos governadores mais bem avaliados do País. Ao assumir, em 2010, uma cadeira no Senado Federal, com sete milhões de votos, o tucano transformou-se no maior nome da oposição ao PT. No próximo ano, quando oficializar sua candidatura ao PlanaltoAécio levará consigo os anseios de parte da população que não suporta mais conviver com o PTno poder. O discurso para se contrapor a 12 anos de Lula e Dilma está quase pronto.

O senador tucano promete enxugar a máquina pública, acabar com
o intervencionismo estatal e apresentar um novo projeto de governo

Ao lado dos ideólogos do Plano Real, como André Lara Resende e Edmar Bacha, e daqueles que o colocaram em prática, como Armínio FragaAécio dá um tom liberal ao futuro programa de governo. Promete acabar com o aparelhamento do Estado, enxugar a máquina pública e acabar com o intervencionismo estatal. “Tem político que adora dizer que mudou o Brasil, mas quem muda o Brasil todo dia é o brasileiro que acorda cedo para chegar ao trabalho”, ensaia Aécio num discurso certeiro que todo brasileiro gosta de ouvir. O que acontecerá em 2014? Com a palavra, as urnas.

Fotos: João Castellano/Ag. Istoé; Divulgação; Rafael Hupsel/Ag. Istoé