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Aécio debate propostas para atender ruralistas

Aécio: senador defende estudos sobre aumento populacional impacto das mudanças climáticas e técnicas de produção sustentável.

2014 e o agronegócio

Fonte: Valor Econômico 

Aécio reage a avanço de Campos sobre o agronegócio

Em resposta às movimentações do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para reconquistar o apoio do agronegócio à sua candidatura presidencial, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), também pré-candidato à Presidência, tem feito reuniões particulares com grandes empresários do setor, agendado encontros em associações e discutido propostas para atender aos ruralistas.

Nessas conversas, o tucano prega uma estratégia de longo prazo para o agronegócio e a criação de uma versão plurianual do Plano Safra, programa do governo federal para concessão de crédito a juros baixos para aumento da produtividade. A promessa é de que haveria uma previsão do volume de recursos disponíveis em um cenário de três a quatro anos.

Atualmente, o governo federal divulga o volume de recursos e regras do Plano Safra ao fim de cada ano. A pedido do setor, o Planalto criou um grupo para mudar este formato em 2011, mas até hoje nada foi alterado.

Segundo um dos interlocutores do tucano, a proposta vai servir tanto para agradar ao setor como para criticar o governo por não ter cumprido a promessa. “O Plano Safra do governo Dilma é apenas concessão de linha de crédito, uma visão de curto prazo. O Aécio tem defendido que o planejamento deveria envolver estudos sobre melhor aproveitamento do solo, aumento populacional, impacto das mudanças climáticas e técnicas de produção sustentável”, afirma.

O mineiro prega nesses encontros o fortalecimento do Ministério da Agricultura como interlocutor das políticas do governo e critica o “aparelhamento” da Pasta por pessoas sem experiência no setor – discurso idêntico ao de Campos.

Os tucanos admitem que o grande trunfo de Aécio para atrair o setor foi um movimento de um dos adversários: a filiação da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva ao PSB provocou um forte recuo nos apoios que Campos tinha conquistado no agronegócio. Campos tem tentando aparar as arestas, mas mesmo ruralistas ligados a sua candidatura acham difícil recuperar os apoios perdidos.

Aécio ensaia um movimento para manter os ruralistas afastados da candidatura do PSB. Nesta semana, o tucano vai se encontrar com o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, que organizou encontro de Campos com representantes do agronegócio de São Paulo há três semanas e, com isso, apareceu como fiador de que o pernambucano continua atento ao setor, independentemente da aliança com Marina.

Rodrigues reiterou várias vezes que a reunião não significava que estava fechado com Campos. Disse que seu objetivo era ajudar o agronegócio a prosperar e que ajudaria todos os candidatos que demonstrassem interesse. Para os tucanos, porém, o discurso soou fraco diante das notícias favoráveis ao governador. Um encontro entre o ex-ministro e Aécio, acreditam, vai neutralizar esta imagem.

O plano de Aécio é, a partir de fevereiro, começar a fazer encontros com um grande número de produtores e empresários do agronegócio. Até lá, o senador vai participar de reuniões menores, em que pode conversar e ouvir as propostas de líderes de peso do setor, além de estreitar os laços com possíveis doadores de campanha.

O mineiro tem dado atenção especial a São Paulo, maior colégio eleitoral do país e onde é pouco conhecido. Ex-secretário de Agricultura na primeira gestão Alckmin, o deputado federal Duarte Nogueira (PSDB) organiza encontro para meados de dezembro com representantes de toda a cadeia do agronegócio.

Amanhã, Aécio debate com o Conselho de Agricultura da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). “Vai ser uma discussão com algumas das referências do setor para estreitar relações”, diz o presidente do conselho e ex-secretário da Agricultura na gestão Serra, João Sampaio.

Para Sampaio, mais importante do que os encontros com os candidatos a presidente em si, está o reconhecimento dado ao agronegócio. “Pela primeira vez em uma sucessão presidencial o setor está sendo procurado. O governo, por outro lado, continua fingindo que não nos enxerga”, afirma.

Aécio: guerrilha digital e mentiras

Aécio: “Na internet, esforços gigantescos são organizados para caluniar e difamar adversários, vistos como inimigos a serem abatidos.”

PT mente

Fonte: Folha de S.Paulo

Mentiras e verdades

Coluna de Aécio Neves

Quem já caminhou pelas ruas de São João Del Rey provavelmente ouviu falar do monsenhor Paiva. Ele foi durante cerca de 50 anos pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, que fica ao lado da casa dos meus avós na cidade. Nesse final de semana, celebraram-se os seus 60 anos de sacerdócio.

Lembro-me dele desde muito cedo. É uma das poucas unanimidades que conheço, não apenas pela dedicação às causas e às pessoas da cidade, mas, sobretudo, pelo profundo senso ético que imprime à sua vida. Assim como ele, muitos de nós sabemos que, no mundo, existem a verdade e a mentira. O certo e o errado, por mais que insistam em nos convencer do contrário.

Entre os grandes desafios que o Brasil tem, um possui conotação especial pelo significado que imprime à vida em sociedade: o da recomposição ética da atividade política.

Tenho viajado e conversado com pessoas de diferentes regiões e, por mais específicas que sejam as realidades de cada uma, há um sentimento comum de descrença, de indignação com os episódios que ocorrem à nossa volta. E todos eles se remetem à perda dos limites éticos que deveriam ordenar a vida em comunidade.

Os graves acontecimentos envolvendo políticos não depõem apenas contra indivíduos. Acabam por rebaixar a atividade política como um todo. Infelizmente, nos últimos anos, aos olhos da população, a política vem perdendo sua dimensão de instrumento transformador da sociedade.

Tenho dito que um dos maiores desserviços que o PT presta ao país é a insistente tentativa de legitimar a mentira como instrumento do debate e da luta política.

Na política, a mentira tem várias faces. Às vezes, se apresenta com uma mais suave, se finge inofensiva, em pequenas “imprecisões” ditas aqui e ali.

Pode ter uma face mais dura, nas constantes sinalizações aos aliados de que política é um jogo de vale-tudo, onde os fins justificam os meios. Onde, segundo alguns, “podemos fazer o diabo”.

Pode ainda se apresentar raivosa e destrutiva, estimulando a intolerância e o ódio. Na internet, esforços gigantescos são organizados para caluniar e difamar adversários, vistos como inimigos a serem abatidos a qualquer preço em sua honra, em sua imagem pública. Para, em covarde alquimia, tentar transformar mentira em verdade.

O Brasil que precisamos construir deve ter como base a generosidade e o respeito pelas diferenças. Quaisquer que sejam elas.

Winston Churchill disse, certa vez, que, enquanto a mentira dá a volta ao mundo, a verdade ainda não terminou de calçar os sapatos para sair de casa. Pelo Brasil e por brasileiros de bem, como monsenhor Paiva, tomara que aqui ela consiga se apressar.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Brasil precisa de “governo mais generoso e menos propaganda oficial”, diz Aécio Neves

O presidente nacional do PSDB e senador Aécio Neves disse nesta sexta-feira, em Goiânia, Goiás, onde participa de encontro regional do partido, que “o Brasil precisa de um governo mais generoso com as pessoas e de menos propaganda oficial”. Sem adiantar detalhes, o senador também disse à imprensa que os tucanos vão apresentar “um conjunto de propostas para o país no próximo dia 10 de dezembro”.

Na última segunda feira (19), militantes e lideranças do PSDB escolheram Poços de Caldas – durante evento que relembrou a trajetória de Tancredo Neves pelas Diretas Já -, para anunciar que Aécio Neves é o candidato do partido para disputar a Presidência da República no ano que vem.

Coube ao ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fazer o anúncio. “A história, na sua impetuosidade, seleciona. Não sei se é justo ou se é injusto, é o momento. O momento é seu. Assuma o momento. Fale por nós”, disse o ex-presidente a Aécio Neves.