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Entrevista do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves em Goiânia – Encontro Regional do PSDB do Centro-Oeste

Em primeiro lugar, quero dizer da minha alegria em estar mais uma vez em Goiás, mais uma vez em Goiânia, ao lado do meu companheiro, amigo Marconi Perillo, extraordinário governador que é. Ao lado de algumas das principais lideranças do PSDB do país, que aqui hoje nos acompanham.

E o que estamos fazendo é aquilo que nos propusemos a fazer lá atrás, conversando com os brasileiros. Conversando para quê? Para construir uma proposta alternativa a essa que está aí. Tenho dito sempre, e falo isso como presidente nacional do PSDB, que ao PSDB não é uma opção, uma possibilidade ter um projeto alternativo a esse. É uma obrigação, é a nossa responsabilidade. Apresentar ao Brasil um projeto mais generoso com os municípios e com os estados brasileiros. Um projeto mais ético, um projeto mais eficiente do ponto de vista da gestão pública e, sobretudo, um projeto onde a gestão da economia seja feita com eficiência, com tolerância zero com a inflação, com transparência nos dados fiscais. O Brasil precisa iniciar um novo ciclo, onde eficiência e ética possam caminhar juntas.

E venho a Goiás, um estado irmão do meu, Minas Gerais. Costumo dizer que não existe fronteira a separar Goiás e Minas Gerais. Seja na questão cultural, na questão econômica e, até mesmo, no sentimento de nacionalidade. Minas e Goiás estão no coração do Brasil. Têm uma expectativa do ponto de vista do seu desenvolvimento muito parecida, mas têm um sonho. O sonho de ver esse Brasil realmente um Brasil de todos os brasileiros. Não apenas na propaganda oficial, mas nas ações cotidianas do governo.

O senhor já fala como pré-candidato do partido ou vai ter prévias?

Você sabe que venho de Minas Gerais. Em Minas, assim como em Goiás também, a gente nunca coloca o carro na frente dos bois. Estou aqui como presidente nacional do partido, mas com responsabilidade, sim, de dizer o que pensamos.

Absolutamente injusto e inaceitável que o governo do PT, que há dez anos, quando assumiu o governo, via o governo federal participar com 56% de tudo que se gastava com saúde pública, hoje participar apenas com 45%. Acho inaceitável que na questão da criminalidade, que é hoje uma chega a corroer todas as regiões do Brasil, o governo federal, que é responsável pelo controle das nossas fronteiras, pelo tráfico de armas e drogas, participar apenas com 13% do conjunto de investimentos. 87% de tudo que se gasta em segurança pública vêm dos cofres estaduais e municipais.

Precisamos de um governo generoso, que cuide das pessoas, que se preocupe menos com a propaganda partidária, menos com as eleições, e mais em governar. Infelizmente, não temos hoje, me permitam dizer, uma presidente da República full time, temos uma candidata a presidente da República, trabalhando única e exclusivamente pela sua eleição, enquanto o Brasil perde credibilidade, os indicadores econômicos são terríveis, temos um crescimento extremamente baixo, vamos crescer apenas mais que a Venezuela esse ano, e inflação alta.

O Brasil perde credibilidade junto ao conjunto de nações que buscam investimentos. Do ponto de vista da gestão, a grande mãe do PAC deixou de existir. Aliás, filho feio não tem pai nem mãe. Ninguém ouve mais falar na mãe do PAC. Por quê? Porque o Brasil é um cemitério de obras inacabadas. Aqui na região, vocês sabem disso. Sabem como anda a Norte-Sul, prometida com seus trechos todos prontos. As hidrovias.

Você anda pelo Brasil, vai encontrar a transposição do rio São Francisco, que ia ser inaugurada em 2010, ia gastar R$ 3,5 bilhões, já gastou mais de R$ 4 bilhões e não sabe quando vai ficar pronta. O Brasil tem uma refinaria sendo construída hoje, em Pernambuco, a Abreu e Lima, orçada em R$ 4 bilhões. Já gastaram R$ 17 bilhões, não fica pronta por menos de R$ 30 bilhões. Posso ficar dias falando para vocês. A Transnordestina, a mesma coisa. O dobro do orçado já foi gasto, não se sabe quando vai ficar pronta. Isso não é normal.

O governo do PT quer fazer parecer que isso é do dia a dia da administração pública. Não é. O Brasil precisa iniciar rapidamente um novo ciclo, com as pessoas ocupando cargos públicos pela qualificação, não pela filiação partidária. Portanto, esta é a responsabilidade do PSDB. E estou absolutamente convencido de que vamos para o segundo turno, e quem for para o segundo turno vai vencer as eleições.

O presidente do PSDB-GO, Paulo de Jesus, disse que houve consenso já das 27 federações. E que seu nome foi escolhido. Está certo?

Tenho recebido manifestações de muito entusiasmo por onde ando. O próprio governador Marconi talvez tenha sido a primeira das mais expressivas lideranças do PSDB a, de forma muito clara, sinalizar nessa direção. Mas temos ainda conversas a fazer dentro do partido e o essencial é que o PSDB apresente ao Brasil as suas ideias, pelo menos as suas ideias-força, não um programa ainda acabado, isso será construído ao longo do processo eleitoral, para que no momento em que surgir, for oficializada a candidatura, as pessoas olhem para esse candidato e percebam que ali vai haver alguém ético, alguém que compreenda, como disse, a necessidade de fortalecermos municípios e estados.

Alguém que vai cuidar da segurança pública para fazer, com planejamento – aliás, essa palavra inexiste no governo do PT. Enfim, o que precisamos agora é detalhar essas que são as nossas primeiras grandes prioridades do PSDB. Anuncio aqui hoje em Goiânia que no próximo dia 10 de dezembro – anunciando pela primeira vez essa como a data oficial – ao lado do governador Marconi Perillo, que espero possa estar conosco, das principais lideranças nossas de Goiás e do Centro-Oeste, o PSDB vai lançar o seu decálogo.

O PSDB vai lançar a nova agenda, a agenda que precisamos enfrentar com urgência para que as conquistas que tivemos nos últimos anos, desde o governo do presidente Fernando Henrique, não se percam, porque muitas delas estão em risco. A grande verdade é que a agenda que superamos lá atrás, a agenda da inflação alta, da retomada da credibilidade do país, da modernização da economia voltou a ser a agenda de hoje. Infelizmente, o longo aprendizado do PT no governo tem custado muito caro ao Brasil.

Temos hoje no país um governo que demonizou, por exemplo, as concessões, as privatizações durante 10 anos, agora as faz de forma atabalhoada, improvisada. Na verdade o que a gente tem hoje, falando algo que as pessoas vão entender sobretudos os mais jovens vão entender, tem um software pirata em execução no Brasil.

Queremos recuperar o software original. Queremos eficiência na gestão pública, parceria com o setor privado e, sobretudo, um governo mais generoso com as pessoas, que cuide da saúde, que cuide da segurança, que melhore a educação. E ninguém tem melhores condições de fazer isso que o PSDB com suas experiências. Inclusive a experiência de Goiás que é pioneiro em inúmeras ações que hoje existem no governo federal e existem em outros governos estaduais.

Vestindo a carapuça, artigo de Aécio Neves

Aécio: artigo de Rui Falcão é mais um exemplo dos desserviços do PT ao país: a legitimação da mentira como instrumento do debate político.

Aécio: Bolsa Família

Fonte: Folha de S.Paulo 

Vestindo a carapuça

Aécio Neves

O PT jamais conseguirá apagar da história que a origem do Bolsa Família está nos programas de transferência de renda de FHC

São impressionantes os ruídos estridentes dos falcões do PT sempre que percebem o risco de ver reduzido o uso indiscriminado –e às vezes criminoso– do Bolsa Família como instrumento eleitoral de manutenção do seu projeto de poder.

Só isso justifica uma reação tão virulenta como a do presidente do PT contra a iniciativa do PSDB de elevar o programa à condição de política de Estado, retirando-o da condição de benemerência de um partido –na qual o PT procura mantê-lo– e colocando-o sob proteção da Lei Orgânica de Assistência Social brasileira (Loas).

Talvez porque esteja submerso no manejo de causas impossíveis –como a transformação de crimes de corrupção em perseguição política– o presidente petista tenha deixado transparecer um nível tão primário de conhecimento sobre o principal arcabouço legal que sustenta a rede de proteção social no país. Ele parece não saber que é nela, na Loas, que estão guardados os compromissos do Estado brasileiro com o enfrentamento à pobreza e a regulação do acesso aos direitos sociais dos cidadãos.

Mas, como a motivação do PT restringe-se apenas às suas conveniências políticas, o verdadeiro significado das iniciativas recentes do PSDB foi vergonhosamente deturpado no artigo do deputado Rui Falcão (“Um fantasma liberal ronda o Bolsa Família“, 24/11), na tentativa de manter o monopólio que acreditam ter sobre o tema.

E isso mesmo sabendo que, por mais que tentem, jamais conseguirão apagar da história que a origem do Bolsa Família está nos programas de transferência de renda criados no governo do presidente Fernando Henrique (1995-2002).

É também importante lembrar que, em 1996, o governo do PSDB implantou, sem qualquer apropriação publicitária ou política indevida, a maior iniciativa de transferência de renda em vigor no país, prevista desde a Constituinte de 88 –o Benefício de Prestação Continuada.

BPC paga um salário mínimo a todos os idosos e deficientes com renda per capita inferior a um quarto do salário mínimo. Nos últimos dez anos, o BPC fez chegar aos brasileiros R$ 180 bilhões. O Bolsa Família, R$ 124 bilhões. O BPC, assim como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, encontra-se abrigado na Loas.

Não é difícil entender por que o PT não utiliza os espaços de que dispõe para fazer avançar o debate sobre o enfrentamento da pobreza. Afinal, teria que esclarecer quais os critérios utilizados pelo governo para fixar em R$ 70 per capita mensais o recorte da pobreza extrema no país, quando os organismos internacionais fixam o valor em U$ 1,25 dia, o que significaria cerca de R$ 86.

Ou por que, por conveniência do governo, o enfrentamento da pobreza está restrito à dimensão da renda, quando deveria alcançar os chamados “mínimos sociais”: acesso à saúde, à educação de qualidade, segurança, saneamento básico e outros.

Compreende-se o diversionismo petista: não há resposta, dez anos depois, para mais da metade da população estar sem saneamento, para a violência que mata 50 mil brasileiros por ano, para o analfabetismo estagnado nem para os 13 mil leitos hospitalares extintos no período.

O artigo de Rui Falcão é mais um exemplo daquele que talvez seja um dos maiores desserviços do PT ao país: a legitimação da mentira como instrumento do debate político.

AÉCIO NEVES, 53, é senador (PSDB-MG). Foi governador de Minas Gerais (2003-2010)

Salve-se quem puder – Coluna de Aécio Neves para a Folha de S.Paulo

Consideradas em seus resultados práticos, as diretrizes federais para a área de segurança podem ser resumidas pela expressão popular “salve-se quem puder”. Essa é a desalentadora leitura da 7ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado semana passada.

Em 2012, o número de assassinatos no país ultrapassou a espantosa casa dos 50 mil. Isso representa nada menos do que 10% dos assassinatos estimados em todo o planeta, número superior às baixas verificadas em conflitos armados na Tchetchênia, Angola ou Iraque.

O Anuário traz outra constatação alarmante. A taxa de estupros ultrapassou a de homicídios e chegou a 26,1 ocorrências por 100 mil habitantes. Os 50,6 mil casos registrados podem estar subestimados, já que muitas mulheres agredidas acabam não indo à polícia.

Quem está prestes a completar o 11º ano à frente do governo não pode atribuir o patamar atual da criminalidade a qualquer suposta “herança maldita” ou continuar terceirizando responsabilidades. Não há uma política nacional para o setor, em particular para enfrentar o crime organizado, com seu brutal poder de fogo: o contrabando, tráfico de armas e de drogas.

Chama a atenção a flagrante paralisia do governo nessa área. Segundo dados da ONG Contas Abertas, dos R$ 3,1 bilhões previstos para investimentos no ano passado, R$ 1,5 bilhão sequer foram empenhados. E apenas 23,8% do total previsto se transformaram efetivamente em ações contra a convulsão registrada na área. É inacreditável, mas é verdade: do total das despesas em segurança no país, só 13% vêm dos cofres da União. Isso sem falar das promessas que não saíram da propaganda eleitoral.

Considerando que os Estados atuam hoje no limite de sua capacidade, o momento exige cada vez mais ações convergentes e de envergadura nacional, já que as organizações criminosas agem em mais de uma unidade da Federação. Em respeito aos brasileiros e ao nosso futuro, é fundamental que o governo federal assuma maior responsabilidade diante desse quadro e coordene um amplo esforço na busca de soluções. Existem experiências localizadas bem sucedidas que poderiam ser úteis aos brasileiros de outras localidades.

A falência do nosso sistema prisional precisa ser enfrentada. É hora de discutir o papel das polícias, assim como a adoção de medidas que diminuam o escandaloso grau de impunidade existente. É inaceitável a atual tolerância ou disfarçada complacência com o avanço da criminalidade e o recrudescimento da violência no país.

Nesse quadro perverso, uma antiga desigualdade social se acentua, onde os que detêm poder aquisitivo compram segurança privada e a população mais pobre fica relegada à própria sorte.

Aécio manterá visitas a sindicatos

2014: presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), vai visitar sindicatos do setor produtivo no início do próximo ano.

Eleições 2014

Fonte: Valor Econômico

Tucano terá encontro com 45 entidades sindicais

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), vai visitar sindicatos do setor produtivo no início do próximo ano, por sugestão do presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP). O compromisso de Aécio foi anunciado ontem em reunião com representantes de 45 dessas entidades, ligadas à Força Sindical, em Brasília.

O encontro de Aécio com os sindicalistas, em um restaurante de Brasília, foi promovido pelo deputado, que defende apoio à candidatura do tucano à Presidência da República em 2014.

“Vamos ganhar a eleição. Vamos chegar lá. Vamos para o segundo turno e com apoio da Força Solidariedade vamos governar o Brasil”, disse Aécio, em discurso aos sindicalistas.

Paulinho da Força, como é conhecido, reafirmou que a tendência do Solidariedade é apoiar Aécio, mas que a decisão só será tomada pelo partido em 2014. Já a Força Sindical, segundo seu presidente, Miguel Torres, “é plural” e não apoia candidatos, porque é composto por pessoas ligadas ao PSDBPSB e outros partidos.

O presidente do Solidariedade reuniu cerca de 120 sindicalistas ligados à Força e ao seu partido para discutir a pauta do movimento trabalhista, que inclui, entre outras reivindicações, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução dos salários, fim do fator previdenciário, valorização de aposentadorias e pensões e correção permanente da tabela do imposto de renda retido na fonte e ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Paulinho disse que o Solidariedade “não quer conversa com a presidente Dilma Rousseff“, porque ela “não cumpriu nenhum compromisso assumido com os sindicatos”.

A agenda de visitas que Aécio deve fazer a sindicatos será elaborada por Paulinho. “Vamos in loco ver como este governo está destruindo os setores produtivos deste país”, disse o dirigente tucano. (RU)

Voto Aberto: Aécio vota pelo fim do voto secreto

Aécio: “Voto pelo voto aberto nas condições que o regimento agora nos oferece, em todas as situações”.

Aécio: voto aberto

Fonte: PSDB-MG

Aécio Neves vota pelo fim do voto secreto no Congresso

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), votou, nesta quarta-feira (13), pelo voto aberto em todas as deliberações do Congresso Nacional. A PEC 43, de 2013, que institui o voto aberto, foi aprovada por 54 votos a 10 em 1º turno.

Aécio Neves ressaltou que seria importante manter a análise de vetos presidenciais de forma fechada, mas que, como a votação da PEC estabelecia o fim do voto secreto ou sua manutenção em todas as votações, defendeu o voto aberto em todos os casos.

Abaixo, transcrição de fala do senador durante votação.

“Ouvimos durante toda a tarde e início da noite as mais variadas manifestações e todas elas têm que ser respeitadas. Até porque argumentos existem de todos os lados. Não gostaria de pecar pela omissão.

Preferiria que tivéssemos oportunidade votar o voto aberto nas situações previstas, podendo haver manifestações favoráveis ao voto aberto em determina circunstância e, eventualmente, em outras não.

Estou votando pelo voto aberto, já que essa é a opção e me parece o caminho mais adequado. Mas não quero deixar de registrar de forma clara e manter a coerência do meu pensamento. E todos devemos ser julgados pela coerência dos nossos pensamentos e atitudes.

Fui presidente da Câmara dos Deputados, líder por vários mandatos, parlamentar por 16. Chego hoje ao Senado. Acho que o voto aberto na grande maioria dos casos é absolutamente necessário, um instrumento de conexão maior do Parlamento, dos representantes com seus representados.

Mas continuo compreendo, e essa era minha posição pessoal, que em relação aos vetos presidenciais o voto secreto é uma defesa do Parlamento e da consciência do parlamentar contra pressões e manipulações do governo, do poder central. Em todos outros casos, inclusive votação para indicação de autoridades, acho que há um sentimento comum de que deve ser aberto. Não vejo o menor problema ou qualquer tipo de constrangimento que possa haver.

Mas em relação ao voto, parlamentar que sou, que tem defendido incessantemente as prerrogativas dessa Casa – aprovamos apenas um instrumento novo durante esse dois anos e meio na direção do fortalecimento do Parlamento, que foi decisão tomada de que a partir de agora os vetos, após 30 dias, são colocados em votação –, infelizmente, ao não termos o voto preservando o parlamentar, certamente o poder central poderá comemorar hoje a manutenção de todos os seus vetos.

Não haverá força no Parlamento, infelizmente, para derrubar qualquer veto, em razão das pressões que conhecemos, exercida pelo Executivo.

Voto, portanto, pelo voto aberto nas condições que o regimento agora nos oferece, em todas as situações. Mas fica meu registro que perdemos a possibilidade, com voto aberto para vetos, perdemos parcela das prerrogativas do Parlamento brasileiro”.

Aécio Neves pede eficiência e coragem na condução da economia

Tratado como candidato a presidente pelo PSDB em um ato político tucano em Poços de Caldas (MG), o senador e presidente nacional do partido, Aécio Neves (MG), no último dia 18, que “o Brasil precisa voltar a ter um governo que conduza a economia com eficiência e coragem” e fez duras críticas ao governo federal comandado pelo PT. “Esse governismo de cooptação que tomou conta do Brasil não nos atinge, mas não nos tira a responsabilidade. O que nos une é a clareza da percepção de que muitas conquistas, como a estabilidade da economia, estão em risco”.

Aécio Neves afirmou que o Brasil “não pode resignar-se em estar no final da fila do desenvolvimento dos nossos vizinhos da América do Sul”, numa referência ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País menor que outros países da região. Ele criticou também a perda de receita de Estados pelas recentes desonerações do governo federal. “A União deve ser proibida de fazer desonerações que atinjam Estados e municípios”.

O senador, sem assumir sequer a pré-candidatura, encerrou o discurso em tom enfático pela mudança e pela alternância do poder, em defesa do partido.

“O PSDB estará pronto para apresentar no ano que vem uma nova proposta, ética e ousada. Eu posso dizer de forma absolutamente clara: vamos vencer as eleições para retomar a dignidade da política”, disse. “Eu cumprirei o meu papel, seja qual for ele”.

2014: Aécio e Campos vão discutir alianças regionais

2014: senador e governador de Pernambuco vão acertar os ponteiros da oposição no jogo pré-eleitoral.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo 

Aécio e Campos discutirão aliança regional

Em 1º encontro após acordo entre governador do PSB e Marina, pré-candidatos ao Planalto devem tratar de MG e PE

Ambos querem aliviar disputa pelo governo de suas bases eleitorais; pacto de não agressão deve ser mantido

Prováveis rivais em 2014 no campo da oposição, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Eduardo Campos (PSB-PE) se encontrarão reservadamente pela primeira vez desde a aliança do pernambucano com Marina Silva. O propósito é combinar o jogo pré-eleitoral.

Segundo a Folha apurou, os dois também tratarão de uma possível parceria em Minas Gerais e em Pernambuco. Enquanto Aécio quer o apoio do PSB na disputa pelo governo mineiro, Campos busca garantias de que o PSDB não lançará um nome competitivo contra seu candidato em Pernambuco.

Ambos conversaram por telefone na semana passada e decidiram marcar um jantar. Ainda não há data para o encontro, que pode ocorrer ainda nesta semana, dependendo da agenda dos dois.

As conversas entre PSB e PSDB eram mais estreitas antes de outubro. Até então, nem mesmo a participação de Campos no governo Dilma inibia encontros entre ambos.

As reuniões eram frequentes até a relação mudar no último 5 de outubro, data que o governador de Pernambuco selou a surpreendente aliança com Marina.

O fato deu notoriedade a Campos, ainda desconhecido nacionalmente, permitindo-lhe pegar carona no alto conhecimento da ex-senadora, terceira colocada na disputa pelo Planalto em 2010.

Com a aliança, interlocutores do governador passaram a dizer que o pernambucano reúne mais condições de derrotar Dilma do que o tucano.

Na avaliação de auxiliares, enquanto estava sozinho, o governador dependia mais do PSDB para negociar palanques duplos nos Estados, aproveitando a força partidária que o PSB não tem.

Entretanto, ao ter a popularidade de Marina a seu lado, ele pode discutir os acertos locais em condições menos desfavoráveis.

A conversa atual, portanto, tem conotação diferente das anteriores. No passado, havia articulação para os dois seguirem juntos em dez Estados. Agora, as negociações devem focar, primeiro, em Pernambuco e Minas.

No primeiro caso, Campos tenta evitar que o tucano Daniel Coelho, deputado estadual e adversário forte por lá nas eleições municipais de 2012, concorra contra seu candidato a governador. Já Aécio deseja o apoio do PSB a seu candidato em Minas.

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL
Campos e Aécio sabem que precisarão disputar uma vaga no segundo turno e que a combinação entre os dois termina no momento em que um tiver mais chances de tirar o outro da disputa.

Mas, por ora, um jogo minimamente ensaiado convém justamente para provocar o segundo turno contra Dilma.

No encontro, o governador e o senador irão renovar o pacto de não agressão firmado antes da adesão de Marina e calibrar o discurso de oposição ao governo petista.

Depois de Minas Pernambuco, os dois ambicionam tratar de palanques no Piauí, na Paraíba e no Espírito Santo, com o PSB apoiando o PSDB nos dois primeiros casos e o inverso no último.

Em São Paulo o acerto é mais difícil –o PSB pode seguir na vice de Geraldo Alckmin (PSDB), hipótese considerada ruim por aecistas, temerosos de ver o maior colégio eleitoral do país dividido e o eleitor tucano confuso sobre quem, se o pernambucano ou o mineiro, seria o real candidato do governador paulista, candidato à reeleição.

Choque de Gestão: 11 anos que mudaram Minas

Choque de Gestão: De 2002 a 2010, MG teve o maior aumento percentual dentro da economia brasileira. Passou de 8,6% do PIB para 9,3%.

Gestão Pública Eficiente

Artigo do presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana

Onze anos que mudaram Minas

Daqui a pouco mais de um mês estaremos completando 11 anos da posse de Aécio Neves como governador de Minas. Poucos governos em nossa história transformaram de maneira tão profunda a realidade. Na boa trilha de João Pinheiro e JK, construiu-se um ambiente caracterizado por mudanças consistentes nas políticas sociais e na infraestrutura para o desenvolvimento. O governadorAnastasia, figura central nos dois primeiros mandatos, garantiu a continuidade do projeto, avançando e inovando.

As políticas públicas não devem ser julgadas pela retórica oficial nem pelas intenções dos atores em cena, mas por seus resultados. Cabe registrar que o ciclo governamental liderado por Aécio e Anastasia iniciou-se a partir de uma gravíssima crise fiscal. Não há êxito só a partir de boas ideias e boa capacidade de gestão. Sem um padrão de financiamento saudável, não há programa de investimento e qualidade possíveis. O déficit orçamentário anual de R$ 2 bilhões resultava em atrasos com fornecedores e servidores. O equilíbrio fiscal foi alcançado já em 2004 através da estratégia que ficou conhecida como choque de gestão. O ajuste fiscal e a modernização da estrutura governamental não eram um objetivo em si. Visavam preparar o terreno para grandes avanços nos setores essenciais que afetam o cotidiano da população mineira.

Hoje é possível olhar para trás e aquilatar os fantásticos resultados colhidos pela gestão estadual com o apoio da sociedade mineira.

Um bom termômetro da qualidade da gestão mineira é o nível de investimento. A baixa taxa de investimento (18,5% do PIB) é uma das grandes responsáveis pelo voo de galinha da economia brasileiraMinas, no entanto, fez sua parte. Em 2002, o governo de Minas investia apenas R$ 775 milhões. Em 2012, esse número havia saltado para R$ 3,1 bilhões. Um crescimento de 310% contra uma inflaçãono período, medida pelo IPCA, de 61,6%. Mais do que Rio de Janeiro (238%), Rio Grande do Sul (188%) e Paraná (56%). Os créditos internacional e interno foram recuperados e os salários, colocados em dia.

A economia mineira acompanhou o bom desempenho dos investimentos públicos estaduais. De 2002 a 2010, Minas teve o maior aumento percentual dentro da economia brasileira. Passou de 8,6% do PIB brasileiro para 9,3%. Rio de Janeiro, São Paulo e a região Sul viram decrescer sua fatia no conjunto de riquezas produzidas no Brasil. Mesmo sendo Minas uma síntese do país, com enormesdesigualdades regionais, saímos do 12º lugar para o nono lugar no PIB per capita.

Consolidamos nossa posição privilegiada no agronegócio, fortalecendo a posição de maior produtor de café, leite, batata, reflorestamento e equinos. Também cristalizamos nossa liderança na indústria de bens intermediários, tais como cimento, ferro, aço, laminados e fosfato.

Nas próximas semanas, prosseguiremos na avaliação das políticas públicas estaduais que foram revolucionadas em Minas nos últimos 11 anos.

Aécio Neves recruta aliados de Serra para se fortalecer no PSDB

Empenhado em ganhar fôlego na disputa interna, senador mineiro tenta atrair aliados históricos do ex-governador na montagem da estratégia da campanha presidencial.

Enquanto José Serra (PSDB-SP) percorre o país com ares de pré-candidato ao Palácio do Planalto, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem se cercado cada vez mais de aliados de primeira hora do ex-governador de São Paulo. Aécio Neves buscou no time próximo a Serra um reforço para comandar as primeiras atividades de planejamento de sua campanha ao Palácio do Planalto no próximo ano.

Serrista convicto, o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas, por exemplo, já está trabalhando literalmente para Aécio Neves. Ele perdeu as eleições no ano passado e é o mais recente contratado pelo gabinete do mineiro no Senado. O grau de confiança de Serra em Vellozo Lucas sempre foi alto. Em 2002, ele foi coordenador geral da campanha presidencial de Serra, derrotado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Economista por formação, o ex-prefeito desempenha no gabinete de Aécio tanto uma função técnica, formulando discursos com críticas severas à condução da política econômica pelo governo de Dilma Rousseff, quanto a parte política, costurando as conversas para a formação dos palanques nos estados. Vellozo Lucas já é inclusive nome confirmado na coordenação da campanha de Aécio Neves.

“Eu sou um serrista, sempre fui e isso nunca foi segredo. Essa discussão fazia sentindo quando ainda havia dúvida de que Serra ficaria ou não no PSDB. Depois disso, acho que esta divisão ficou superada”, considerou Vellozo Lucas. Ao minimizar as divergências internas do PSDB, Vellozo Lucas aproveitou para mandar a polêmica para o lado adversário e apontou a aliança do governador Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (PSB) como a maior rompimento político dos últimos 15 anos.

Aécio diz que Governo do PT é ‘perdulário’

Eleições 2014: para senador, o Brasil precisa de um governo generoso, que cuide das pessoas e se preocupe menos com propaganda partidária.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas 

Governo é perdulário, diz Aécio

Em encontro do PSDB, senador acusou petistas de desperdiçar recursos em obras inacabadas. Governador de Goiás diz que candidatura do mineiro conta com apoio de todos os diretórios

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), fez pesadas críticas ao governo federal, classificando-o de perdulário, em Goiânia (GO), durante o quarto de cinco encontros que os tucanos pretendem fazer pelo país até o fim do ano. “O Brasil tem hoje um governo perdulário, que transformou o país num grande cemitério de obras inacabadas. É um desperdício de dinheiro e o benefício não chega”, afirmou o pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto, que se reuniu na manhã de ontem com lideranças de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Distrito Federal para discutir um agenda para o Brasil.

Em seu discurso, Aécio disse que nas andanças que tem feito pelo país percebe que o ciclo do PT no governo está no fim e que o PSDB tem condições de fazer um governo com mais avanços e garantiu que os tucanos marcharão unidos em 2014 na disputa contra a presidente Dilma Rousseff (PT), que tentará a reeleição. Saudado com os gritos de “Brasil pra frente, Aécio presidente“, o senador disse que está na “largada de uma aventura a favor do país”. Ele ressaltou que depois de percorrer 20 estados e centenas de municípios, o sentimento é de que não dá mais para continuar como está. “Estão colocando em risco as principais conquistas do PSDB. A inflação está em alta e essa alquimia econômica já perdeu a credibilidade”, exemplificou.

Questionado se já falava como candidato à Presidência, o senador foi cauteloso, lembrando que como mineiro “nunca coloca o carro na frente dos bois”, e afirmou que estava lá como presidente nacional do PSDB, “mas com responsabilidade, sim, de dizer o que pensamos”. Coube ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmar em seu discurso que o senador é o preferido do partido, de norte a sul.” Aécio tem o apoio das 27 seccionais do partido, dos oito governadores, de todos os senadores, deputados e prefeitos do PSDB. Vá em frente, você já é o pré-candidato do partido”, disse Perillo. Sobre a disputa, o tucano disse ter convicção da ida do PSDB para um provável segundo turno. “Estou absolutamente convencido de que vamos para o segundo turno e vencer as eleições.”

Para o senador, o Brasil precisa de um “governo generoso”, “que cuide das pessoas, que se preocupe menos com a propaganda partidária, menos com as eleições, e mais em governar”. Mas de acordo com ele, o que o Brasil tem hoje é uma candidata a presidente da República “trabalhando única e exclusivamente pela sua eleição, enquanto o Brasil perde credibilidade, com indicadores econômicos terríveis”.

O presidente do PSDB disse que este é um governo do improviso. Citando Perillo, que antes havia criticado a política fiscal do governo federal, Aécio afirmou: “Da porteira para dentro somos os mais produtivos do mundo. Mas o problema é que da porteira para fora falta tudo. Falta rodovia e infraestrutura”, citou.

Mensalão Sobre a prisão dos condenados no julgamento do mensalão, o tucano disse que o Supremo Tribunal Federal (STF) cumpriu seu papel ao condenar os que são culpados e ” sobre quem as provas eram contundentes” e absolver aqueles sobre quem “as provas não eram claras” e rebateu as críticas do PT de que houve um julgamento político. Sobre a decisão do presidente do STFJoaquim Barbosa, que determinou que o deputado licenciado e preso José Genoino (PT-SP) fosse hospitalizado, ele disse que se for comprovada a necessidade de tratamento a prisão domiciliar está definida em lei: “Se houver a confirmação dessa necessidade, essa facilidade, essa benevolência (prisão domiciliar para tratamento) deve ser dada até porque ela respeita aquilo que a lei prevê hoje no Brasil”. (Com agências)