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A ideia de Dilma era polarizar apenas com Aécio Neves e atrair Campos para a coalizão

A entrada em campo da dupla do PSB Eduardo Campos e Marina Silva levou a pré-campanha presidencial a uma abrupta correção de rumos. Orientada pelo marqueteiro João Santana, a presidente Dilma Rousseff polarizou o debate com Marina e deixou, ao menos por ora, Aécio Neves e Eduardo Campos de lado.

Antes, a ideia era polarizar apenas com Aécio Neves e atrair Campos para a coalizão. No novo desenho, Dilma opta por investir na cizânia dos adversários a partir da apresentação de um cenário em que as candidaturas de Aecio Neves e de Campos não seriam as oficiais, uma vez que permeadas de dúvidas pela incômoda presença de sombras do peso de José Serra no PSDB e da própria Marina.

Pelo Twitter, vendido como o mais novo meio de comunicação com a população, mas que tem servido mais como diapasão eleitoral, Dilma ataca Marina. Em outra frente, seus assessores e correligionários apostam na confusão e insistem na tese de que o cenário e as candidaturas estão indefinidas. A estratégia do governo tem ainda outro objetivo. Ao trazer Marina para o centro do debate, em especial econômico, Dilma quer mostrar que a alternativa a seu notório intervencionismo econômico pode ser uma ex-ministra do Meio Ambiente conhecida por travar investimentos do setor privado por seus potenciais custos ambientais.

Aécio acusou o golpe e corre para se reposicionar. Até então, incentivava a candidatura de Campos para aumentar as chances de 2.º turno. Agora, quer reformular acordos estaduais com o PSB. Tem o claro receio de que a cadeira cativa dos tucanos no segundo turno, existente desde 1994, esteja em outras mãos vinte anos depois.