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Troca de partidos beneficiará a campanha de Aécio Neves para os palanques de 2014

A aprovação dos dois novos partidos políticos do Brasil abriu ontem na Câmara a temporada de troca-troca de deputados entre as legendas. Em alguns casos, parlamentares foram disputados em uma espécie de “feirão” de filiações.

A Folha identificou pelo menos 46 deputados -ou 8,9% da Casa- e um senador que negociam ingressar principalmente no oposicionista Solidariedade, do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), e no Pros (Partido Republicano da Ordem Social), montado por um ex-vereador do interior de Goiás e de tendência governista.

Em dez anos, siglas receberam R$ 2,36 bi de financiamento público da Justiça eleitoral

‘Tem de tudo aqui dentro’, afirma fundador do Pros.

As duas siglas, que receberam aval do Tribunal Superior Eleitoral na noite de anteontem, promoveram ontem reuniões em Brasília, cada uma com cerca de duas dezenas de deputados federais.

Em alguns casos, como os dos deputados Marçal Filho (PMDB-MS) e José Humberto (PHS-MG), a filiação dos dois foi comemorada tanto por um quanto pelo outro partido.

“Estou sendo disputado apenas como um deputado [qualquer]”, minimizou Marçal Filho, que ameaça deixar o PMDB devido a divergências regionais com a sigla.

O deputado afirmou ontem que ainda não se decidiu e que “tem resistência” a mudar de partido.

O ex-atacante da seleção brasileira de futebol Romário (ex-PSB-RJ), que cumpre seu primeiro mandato e havia sido anunciado recentemente como “reforço” do PR de Anthony Garotinho, disse, segundo os dirigentes do Pros, “estar 99,9% fechado” com a nova legenda.

No início da noite, conversava no plenário sobre seu futuro com Paulinho, como o presidente da Força Sindical é conhecido.

Apesar de a Justiça Eleitoral ter estipulado em 2007 regras de fidelidade partidária que determinam a perda do mandato de quem muda de sigla, não há punição para a migração a novos partidos, o que tornaram o Solidariedade e o Pros as “estrelas” do atual troca-troca.

Ainda falta saber se o TSE aprovará a Rede, o partido que Marina Silva quer montar para concorrer à Presidência. Posicionada num patamar de 25% das preferências, ela tem potencial de atração.

Um cena presenciada pela Folha anteontem(24) ilustra a corrida pelas filiações que tem tomado conta do Congresso. Elas têm que ser sacramentadas até o dia 5 (um ano antes das eleições) para que o candidato possa participar da disputa de 2014.

Em movimentada mesa da sala de cafezinho do plenário da Câmara, o presidente do Pros, o ex-vereador Eurípedes Júnior, recebia, individualmente ou em grupo, deputados interessados em ingressar na legenda.

Na mesa ao lado, Paulo Pereira da Silva, idealizador do Solidariedade e que deve apoiar Aécio Neves (PSDB) na campanha presidencial em 2014, fazia o mesmo com grupos distintos.

Esta movimentação com certeza irá beneficiar a campanha de Aecio Neves para os palanques de 2014.

Em pelo menos um caso, o “alvo” era o mesmo. Pouco depois de conversar com o Pros, o deputado José Humberto pulou para a mesa de Paulinho. “Tenho um convite do Solidariedade e do Pros, mas não são os únicos que eu tenho”, desconversou o deputado à Folha.