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Anel Rodoviário: descaso e gestão deficiente. A rodovia tem 18 pontos críticos ao longo de 26 quilômetros. Mapeamento mostra uma armadilha a cada 1,4 km.

Anel rodoviário: gestão deficiente do PT

Fonte: O Tempo

Anel Rodoviário de BH: uma armadilha  a cada 1,4 km

Equipe de reportagem percorreu os 26 km da via com o tenente que responde pelo trecho

 Anel Rodoviário: descaso e gestão deficiente

Mapeamento mostra uma armadilha a cada 1,4 km. Clique na imagem para ampliar

Construído há 60 anos, o Anel Rodoviário de Belo Horizonte recebeu diversos remendos, que, hoje, após quase quatro décadas sem reformas estruturais, se tornaram verdadeiras armadilhas para os 100 mil motoristas que circulam diariamente na via. Estreitamentos de pistas, entradas e saídas de bairros, entroncamentos com avenidas e pontos de ônibus sobre a pista criam zonas de conflito e de retenção, além de provocarem acidentes constantes. São ao menos 18 pontos críticos espalhados ao longo dos 26 km de rodovia.

A equipe de reportagem de O TEMPO percorreu todo o Anel Rodoviário acompanhada do tenente da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) Geraldo Donizete, que comanda o patrulhamento no trecho. Ele apontou os problemas que existem hoje e quais seriam as soluções. O edital de licitação do projeto executivo para a modernização da rodovia deve sair neste ano. A empresa vencedora terá 340 dias para elaborar o projeto, que será feito com a participação da PMRv, da comunidade e de outros órgãos.

 Anel Rodoviário: descaso e gestão deficiente

Construído há 60 anos, o Anel Rodoviário de Belo Horizonte recebeu diversos remendos, que, hoje, após quase quatro décadas sem reformasestruturais, se tornaram verdadeiras armadilhas para os 100 mil motoristas que circulam diariamente na via

 Anel Rodoviário: descaso e gestão deficiente

Anel Rodoviário:descaso e gestãodeficiente

“Estamos preparando um documento com as sugestões de melhorias da PMRv para incluir no projeto executivo”, afirmou o tenente. Enquanto essa reforma não sai, os motoristas ficam reféns dos congestionamentos diários no Anel e enfrentam os riscos de acidentes. Somente neste ano, 20 pessoas morreram e mais de 600 ficaram feridas em ocorrências na via. Até o último mês de julho, foram 1.917 acidentes – em média, nove por dia. Em cada quilômetro da rodovia, a PMRv contabilizou entre 27 e 191 colisões nesse período. Os trechos mais perigosos são aqueles em que acontecem os estreitamentos de pista por causa de viadutos. Ao longo da via, são sete.

 Anel Rodoviário: descaso e gestão deficiente

Pequenas obras não resolveram o problemas do Anel Rodoviário de Belo Horizonte

“O Anel não consegue ter três faixas contínuas porque sempre há um estreitamento ou uma retenção por causa de pontos de ônibus. Isso sem falar de entradas e saídas de veículos. Quem trafega na faixa da direita precisa desviar ou reduzir repentinamente”, explicou Donizete.

Em vários pontos, o Anel Rodoviário tem zonas de conflitos entre os veículos que trafegam na faixa da direita e os que querem entrar ou sair da rodovia, obrigando a redução da velocidade. Conforme o tenente, isso acontece porque os acessos são improvisados e inseguros, sem faixas de aceleração edesaceleração, representando risco iminente de acidentes. É o caso do entroncamento com a avenida Antônio Carlos, no KM 19, na Pampulha, que registrou 191 acidentes de janeiro a julho deste ano.

 Anel Rodoviário: descaso e gestão deficiente

Anel Rodoviário: descaso e gestão deficiente

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Radares não funcionam em Minas. Gestão deficiente do Dnit mantém boa parte do radares instalados nas Brs 040 e 381 está fora de operação.

Radares: Dnit gestão deficiente

Fonte: Estado de Minas

Radares viraram armadilhas nas BRs de Minas

Apesar de o Dnit anunciar que todos os radares nas BRs de Minas estão ativos, EM constata aparelhos inoperantes em estradas que continuam sem obras urgentes nem placas corretas

 Radares não multam em Minas

Radares não funcionam em Minas. Gestão deficiente do Dnit mantém boa parte do radares instalados nas Brs 040 e 381 está fora de operação.

Os radares que deveriam conter a velocidade dos motoristas e trazer mais segurança às rodovias federais mineiras não funcionam em sua totalidade e não vêm cumprindo a função de inibir abusos em trechos sinalizados. Sem monitoramento constante, motoristas passam em alguns dos pontos que deveriam estar sob vigilância excedendo o dobro do limite permitido. Foi o que constatou a equipe do Estado de Minas ao percorrer na última semana a BR-040 e a BR-381, as mais perigosas estradas mineiras.

O efeito prático da política que prioriza as multas em vez da ampliação da capacidade das vias tem sido a imprudência e o aumento da duração das viagens. De cada cinco radares instalados na BR-381 pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), um ainda não está em pleno funcionamento no trecho conhecido como Rodovia da Morte, entre Belo Horizonte e João Monlevade (Vale do Aço).

Dos 20 aparelhos da estrada que leva ao Vale do Aço, Espírito Santo e Nordeste do Brasil, quatro não estavam ativos na última semana, contrariando anúncio do superintendente da autarquia, José Maria da Cunha. No dia 9, em entrevista coletiva, o chefe do Dnit mineiro declarou que desde 30 de julho todos os 213 equipamentos de monitoramento estariam operando nasrodovias federais mineiras. Disse mais: que até o fim deste ano serão mais 208 máquinas para fortalecer essa política de fiscalização, totalizando 421 equipamentos, ainda que nem todos montados na primeira leva estejam aplicando multas. A previsão é de que a licitação para duplicar a Rodovia da Morte saia no próximo mês.

Logo que deixa o Anel Rodoviário de BH e ingressa na BR-381, sentido Vale do Aço, o motorista tem uma amostra de que o monitoramento não é rígido na mais perigosa estrada do estado. O primeiro radar naquele sentido, na saída da ponte sobre o Rio das Velhas, em Santa Luzia (Grande BH), não marca a velocidade de quem passa. As luzes amarelas intermitentes mostram que, apesar de estar instalada, a máquina não autua ninguém. O que continua travando os condutores e impedindo acidentes no local, ao custo de muita paciência, é o desenho apertado da pista para o tráfego pesado de carretas carregadas.

Mais à frente, três outros aparelhos fixos em postes não operam. Suas hastes vazias deveriam conter flashes de iluminação para flagrar excessos à noite e também antenas para transmitir dados. Outra condição que representa perigo para quem trafega e não conhece bem a estrada são os radares em curvas ou em locais sem sinalização. Apesar de a legislação não mais requerer que se sinalize a presença da fiscalização eletrônica, o Dnit havia garantido que manteria essa prática, para não surpreender condutores e aumentar a segurança das estradas.

Na BR-040, próximo a um dos radares, de 60 km/h, em Congonhas (Região Central de Minas) não há placas alertando sobre sua presença. Na BR-381 são dois aparelhos que aparecem sem advertência e um que fica escondido pela copa das árvores, na curva que antecede a entrada sul da cidade de São Gonçalo do Rio Abaixo.

Medo de multa 

 Radares não multam em Minas

Paliativo para reduzir acidentes enquanto a duplicação das mais importantes rodovias mineiras não sai

Paliativo para reduzir acidentes enquanto a duplicação das mais importantes rodovias mineiras não sai, o uso intensivo dos radares nas estradas acabou se tornando uma cômoda política na visão de especialistas. “Há dois problemas nisso: primeiro, os aparelhos não são disciplinadores, mas limitadores de velocidade em pontos críticos”, alerta o mestre em engenharia de transportes e professor da PUC Minas Paulo Rogério da Silva Monteiro.

O segundo problema que o professor detecta é o fato de alguns equipamentos de fiscalização estarem funcionando e outros não, gerando conflito entre motoristas que passam com frequência no trecho e os eventuais. “Quem não sabe tem a atitude do brasileiro com medo de multa e não de acidentes: reduz a 40 km/h no radar de 60 km/h. Quem sabe que o radar está desligado acelera e pode não conseguir desviar de quem freou”, alerta.

Foi de tanto acelerar e frear nas curvas sinuosas da BR-381 que o caminhoneiro capixaba Wellington Manuel Rabelo, de 28 anos, tombou sua carreta na quinta-feira , em uma subida sinuosa de São Gonçalo do Rio Abaixo, Região Central de Minas. Para o motorista, essa quantidade de reduções bruscas que os radares e placas de sinalização o obrigam a fazer põe à prova a resistência das amarrações das grandes cargas. “Isso vai contribuir com defeitos nos freios, enfraquece as cordas. No meu caso, a carreta virou justamente porque uma das correias arrebentou”, conta.

Sem uma das amarras, as 25 toneladas de peças de compensado que levava para o Espírito Santo escorregaram para o lado e arrastaram o veículo até o acostamento. A carreta virou e derramou 300 litros de óleo combustível de seus tanques na pista.

 

Aécio: proposta do PSDB beneficia população de baixa renda

 
senador Aécio Neves apresentou dados que comprovam que, se Dilma não vetar proposta do PSDB que zera os impostos federais sobre os alimentos da cesta básica, a economia para as famílias de baixa renda será significativa.
O estudo citado pelo senador Aécio Neves foi feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea).
“O Ipea  nos mostra que para as populações de mais baixa renda, o custo com  alimentação alcança até dois terços do total de receita  dessas a famílias, e o custo da tributação  federal  em relação à cesta básica impacta em torno de 14,5% a 15% no preço total  da cesta. Então, nós estamos falando de uma redução em torno de 15% de dois terços da receita das famílias de mais baixa renda”, afirmou o senador Aécio Neves.