• Agenda

    agosto 2012
    S T Q Q S S D
    « jul   set »
     12345
    6789101112
    13141516171819
    20212223242526
    2728293031  
  • Categorias

  • Mais Acessados

    • Nenhum
  • Arquivo

  • Minas em Pauta no Twitter

    Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

  • Anúncios

Rodovias federais em Minas matam 5 vezes mais. Dados são da SOS Rodovias Federais, para especialistas apostar somente em radar é equívoco.

Rodovias Federais: descaso

Fonte: O Tempo

Minas lidera número de mortes

 Rodovias federais em Minas matam 5 vezes mais

Estradas mineiras matam mais 5 vezes mais

Carente de infraestrutura em vários pontos críticos, as rodovias federais que cortam Minas suportam uma demanda de 7,9 milhões de veículos. Apesar de o número representar apenas um terço da frota que circula em São Paulo (22,6 mi), o número de acidentes com mortes nos trechos mineiros é cinco vezes maior do que no território paulista.

A estatística alarmante é do movimento SOS Rodovias Federais e, para especialistas, vai de encontro à aposta do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) em reduzir a quantidade de acidentes por meio de radares para controlar excesso de velocidade.

O maior crescimento de mortes nos trechos das rodovias federais que cortam Minas foi verificado na BR-050, que liga Goiás a São Paulo – cortando o Triângulo Mineiro -, onde a incidência de acidentes fatais passou de 17, entre janeiro e a primeira semana de julho de 2011, para 22, no mesmo período de 2012 – aumento de 29,4%. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

BR-040, uma das mais movimentadas do Estado, registrou aumento de 16,3% no índice de vítimas no mesmo período, de 128 acidentes fatais de janeiro à primeira semana de julho de 2012, ante 110 registros no mesmo período de 2011.

 Rodovias federais em Minas matam 5 vezes mais

Opinião – Motorista de ônibus, Geraldo Bosco Ramos afirma que condutores reduzem velocidade ao ver radar, mas depois aceleram DOUGLAS MAGNO

Apesar de a BR-381 ter apresentado redução de 16,7% no índice de acidentes fatais na mesma base de comparação, continua sendo a que mais mata no Estado, com 129 dos 621 registros da Polícia Rodoviária Federal (PRF), 20,7% do total de mortes em rodovias federais que cortam o Estado.

Sem informar números absolutos, o Dnit sustenta que, nos trechos em que foram instalados radares, houve redução de 15% nos acidentes com mortes em Minas, nos quatro primeiros meses deste ano em relação ao ano passado. Atualmente, são 208 radares instalados em 15 BRs em Minas.

Entretanto, especialistas discordam que os radares possam trazer redução efetiva para o volume de acidentes em Minas e afirmam que os radares são apenas paliativos. Para o engenheiro de trânsito e especialista em estradas Márcio José de Aguiar, o trecho da BR-381 de Belo Horizonte a Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, deveria ter sido duplicado há mais de 30 anos.

 Rodovias federais em Minas matam 5 vezes mais

Estradas Mineiras

“O que mata em estradas não é só a velocidade, é a geometria das rodovias, das pistas sinuosas, o volume de tráfego que não comporta a quantidade de veículos, tudo isso proporciona a quantidade de acidentes que vemos diariamente”, avaliou.

 Rodovias federais em Minas matam 5 vezes mais

Estradas mineiras:

Segundo ele, uma rodovia com fluxo diário superior a 5.000 veículos já carece de estudos para duplicação de pista. Segundo a inspetora Fabrizia Nicolai, da PRF, em um dia comum, a média estimada é de 20 mil por dia no trecho da BR-381 entre Belo Horizonte e João Monlevade, quatro vezes mais que o ideal. Em períodos de saída para feriados, a média sobe para cerca de 30 mil veículos por dia. Entre a capital e Betim, trecho que já é duplicado, a média de tráfego diário é de 100 mil veículos.

“É uma estratégia equivocada (apostar exclusivamente nos radares)”, afirmou José Aparecido Ribeiro, presidente do SOS Rodovias Federais.

Função de alguns radares é arrecadação

O superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), José Maria da Cunha, garantiu, na semana passada, que os radares instalados terão sinalização indicativa, ainda que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tenha acabado com a exigência.

Na visão do presidente do movimento SOS Rodovias Federais, José Aparecido Ribeiro, sem a sinalização indicativa de radares, o equipamento pode se tornar um vilão das estradas. “Se o motorista é pego de surpresa por um ‘pardal’ – radar fixo, 64% do total de equipamentos instalados -, a tendência é frear bruscamente e provocar acidentes graves, como colisões traseiras”, justificou.

Ribeiro afirmou que o conceito que radar tem poder de segurar carro representa um modelo equivocado. “Os radares de barreira são bem-vindos para redução de velocidade, os demais têm função de arrecadar dinheiro”, disse.

Para o motorista Geraldo Bosco Ramos, 69, dono de uma frota de ônibus, não adianta haver radar sem obras estruturais que ofereçam segurança a quem vive nas estradas. “A pessoa reduz a velocidade ao ver o radar, mas acelera depois que passa. Então não adianta encher as estradas com radares”, disse Ramos, que conhece as rodovias federais em território mineiro há mais de 20 anos. “Precisamos é de duplicação para rodarmos com tranquilidade”. (KA)

Anúncios

Senador Aécio Neves chama de ‘patética’ atitude de ministro

Aécio: eleições 2012

Fonte: Berta Maakaroum – Estado de Minas

Ministro é alvo de críticas

Candidato à reeleição, Marcio Lacerda, e padrinho político, Aécio Neves, condenam participação do titular da Saúde na campanha adversária

 Aécio chama de ‘patética’ atitude de ministro

Depois de passar por Belo Horizonte sexta-feira e sábado em campanha ao lado do candidato petista à Prefeitura de Belo Horizonte, Patrus Ananias, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tornou-se alvo de adversários. Em ato pela candidatura à reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB) ontem, o senador Aécio Neves (PSDB) considerou “patéticas” as declarações de Padilha, segundo as quais, se eleito, Patrus teria prioridade na liberação de recursos no Ministério da Saúde. “Considero patética a participação nesses últimos dias do ministro da Saúde em Belo Horizonte”, criticou Aécio.

O senador acrescentou: “A ditadura durante 20 anos impediu que os brasileiros elegessem os seus prefeitos de capitais exatamente para defender esse alinhamento automático. Esse é o discurso do atraso, que mostra a meu ver, um certo temor da candidatura adversária”. Segundo AécioMinas e Belo Horizonte terão recursos do governo federal por que têm direito. “Governei por oito anos com o presidente Lula e jamais Minas foi preterida. Lula teve uma relação republicana, não por atenção a mim, mas por atenção a Minas. É triste ver um ministro de Estado chegar com um discurso do retrocesso, que terá a repulsa dos mineiros”, acrescentou.

Na mesma linha, o prefeito Marcio Lacerda também criticou Padilha: “Ele está sendo indigno do cargo que ocupa, se afirma que se o seu candidato ganhar terá um tratamento diferenciado”. Segundo Lacerda, apesar da boa relação que a Prefeitura de Belo Horizonte mantém com o Ministério da Saúde, muitos repasses de recursos estão atrasados. “Várias demandas nossas não têm sido bem atendidas. Mas imagino que não seja em função da disputa política”, afirmou, sem especificar que tipo de pleitos estão sendo desconsiderados.

APOIO EM CAMPO Aécio participou ontem, ao lado de Lacerda, de um ato de campanha em que os dirigentes dos times de futebol Atlético, Cruzeiro e América assinaram um manifesto em apoio à reeleição do prefeito. Ainda nesta semana, estão previstos dois outros atos com a presença de Aécio e também do governador Antonio Anastasia. Amanhã servidores do estado vão hipotecar apoio ao socialista. No sábado, candidatos a vereador dos partidos coligados participarão de uma manifestação.

Durante o ato de apoio a Lacerda ontem, o presidente do Atlético, Alexandre Kalil, criticou o governo federal. “No Independência, o governo federal, o PT nos abandonou. Foi sabotado e executado por Aécio”, disse. Igual raciocínio desenvolveu Aécio Neves, segundo quem, embora houvesse uma promessa do governo federal, o investimento não foi feito. “Resumo da ópera: os R$ 30 milhões não chegaram até hoje e o estado gastou R$ 100 milhões para concluir o estádio”, afirmou.

Ao lado dos dirigentes do América, Marcus Salum; do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, e do Atlético, ex-jogadores também manifestaram apoio a Marcio Lacerda: Reinaldo, Batista e Dario “Peito de Aço” (Atlético), Toninho Cerezo, Paulo Isidoro e Cléber (Atlético e Cruzeiro), Buião e Ronaldo Luiz (América), Wilson Piazza e Geraldão (Cruzeiro) e Valdir (América, Atlético e Cruzeiro).