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Anel Rodoviário: descaso com a vida. Somente este ano foram 1.597 acidentes e 15 mortes, uma média de 8,8 batidas por dia e 2,5 vítimas por mês.

Anel Rodoviário: descaso

Projeção

Até 2016, Anel Rodoviário terá 13 mil acidentes e 120 mortes

Ontem, uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas em duas colisões

 Anel Rodoviário: descaso com a vida

Anel Rodoviário – Susto. Caminhão desgovernado só parou ao atingir trecho plano da rodovia; quatro pessoas ficaram feridas, entre elas uma criança de 2 anos

Anel Rodoviário – O cenário já é conhecido dos belo-horizontinos e moradores da região metropolitana. Mortes, motoristas traumatizados, veículos destruídos e trânsito infernal. E foi assim ontem, mais uma vez, quando o Anel Rodoviário da capital registrou mais dois graves acidentes, com um morto. E se o ritmo continuar o mesmo, sem nenhuma intervenção das autoridades, em quatro anos, quando nas previsões mais otimistas a revitalização da via estará concluída, o Anel vai somar mais 13 mil acidentes e 120 mortes.

A projeção é baseada nas ocorrências registradas de janeiro a junho deste ano. Foram 1.597 acidentes e 15 mortes, uma média de 8,8 batidas por dia e 2,5 vítimas por mês. Não há um número fechado de acidentes em julho, mas um levantamento informal mostrou que pelo menos 250 acidentes foram registrados. Três pessoas perderam a vida na rodovia.

 Anel Rodoviário: descaso com a vida

Anel Rodoviáriodescasocom a vida

Para especialistas, o problema é conhecido há anos e só será resolvido com uma reforma estrutural. Em junho, o governo federal anunciou a liberação de R$ 6 bilhões para obras em rodovias no Estado – R$ 1,5 bilhão seria destinado ao Anel Rodoviário. Por enquanto, a liberação está apenas na promessa. Mas a previsão é que o edital do projeto executivo seja lançado ainda neste ano. A partir daí, serão 340 dias para que os estudos sejam concluídos e, então, passar à fase de definição da empresa executora. Como esses serviços costumam durar até três anos, segundo a Secretaria de Estado de Transportes e Obras, a estimativa é que o Anel não seja totalmente reformado antes de 2016.

Inclinação irregular. No primeiro acidente de ontem, no início da manhã, um caminhão desgovernado arrastou nove veículos do KM 3 ao KM 6. De acordo com especialistas em trânsito, o trecho do KM 1 ao KM 7 é o mais perigoso da rodovia. O principal motivo é a inclinação da pista, de 12% – o limite considerado seguro por engenheiros é de 6%.

“O Anel precisa é ser reconstruído urgentemente. Ele não suporta o fluxo de veículos que recebe atualmente. Todos já estão cansados de saber do risco que aquela via representa para a população”, afirmou o especialista em trânsito e presidente da ONG SOS Rodovias, José Aparecido Ribeiro.

Para o engenheiro civil e mestre na área de transportes Silvestre de Andrade, ações paliativas, como aumento na fiscalização e radares não vão resolver o problema a longo prazo.

Mas é exatamente esse o plano da Polícia Militar. O tenente-coronel Sebastião Emídio, que comanda a base da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) no Anel Rodoviário, afirmou que serão feitas campanhas de conscientização nos postos de gasolinas das rodovias que dão acesso ao Anel, além de aumento de efetivo e melhoria da sinalização.

“Eu sei que são medidas paliativas, mas é o que podemos fazer para tentar evitar mais acidentes. O problema da via é estrutural. Nem deu tempo para planejar as ações desde o último acidente grave e já tivemos outro hoje (ontem)”.

Gestão Eficiente: Anastasia destaca inovação e criatividade em conferência

Ferramentas para sucesso do desenvolvimento regional – governador abriu 1ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Regional, em Belo Horizonte.

Gestão Eficiente: Governo Anastasia

Omar Freire/Imprensa MG
Antonio Anastasia destacou, em seu pronunciamento, a necessidade de melhorar a inclusão regional
Antonio Anastasia destacou, em seu pronunciamento, a necessidade de melhorar a inclusão regional
 

O governador Antonio Anastasia presidiu, nesta quarta-feira (1º), na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, a abertura da 1ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Regional de Minas Gerais. Durante três dias, gestores do Estado, União, municípios, segmentos da sociedade civil, empresários e acadêmicos irão debater propostas de políticas que levem em consideração a heterogeneidade das regiões. O objetivo é fortalecer a ideia de soma de esforços entre diversos agentes para o desenvolvimento do país.

O encontro é coordenado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru), e tem o apoio do Ministério da Integração Nacional e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Minas é o primeiro Estado no país a realizar a conferência, que é preparatória para a Conferência Macrorregional do Sudeste, a ser feita entre os meses de outubro e novembro, e a Conferência Nacional, que será realizada no mês de dezembro, em Brasília

Ao lado dos ministros Fernando Bezerra, da Integração Nacional, e Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o governador falou sobre a necessidade de melhorar a inclusão regional, diminuindo as desigualdades dentro de Minas e em todo o Brasil, com foco na melhoria da infraestrutura física e social.

“O grande desafio de Minas, que se repete pelo Brasil afora, é a necessidade de diminuirmos as desigualdades regionais. Minas Gerais é o espelho dos demais estados, reflete um Brasil rico e um Brasil ainda em desenvolvimento. Por isso, o grande objetivo que temos é apresentar propostas para melhorar a inclusão regional, ou seja, diminuir essas desigualdades por meio da melhoria da infraestrutura física e social, sempre levando a atratividade de empresas, empreendimentos e empregos para as regiões que são menos desenvolvidas”, destacou Anastasia.

“Minas já deu passos em relação a alguns problemas que devem ser enfrentados com a institucionalização desse pensar regional. Muitos estados da Federação brasileira sequer têm dentro das suas estruturas de governo um pensar para integrar suas regiões em torno de um desenvolvimento mais harmônico e integrado. Minas já respira e vive esse pensamento integrado há bom tempo e tem, portanto, uma visão clara como é que as Minas, que é a parte mais rica do estado, pode ajudar as Gerais, que é a parte mais pobre de um Estado síntese da Federação brasileira. Por isso, começar por Minas é sempre um bom começo”, ressaltou o ministro Fernando Bezerra.

Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, o Brasil tem 27 alavancas poderosas que são os estados e seus órgãos de planejamento e desenvolvimento. “As economias estaduais são alavancas para o crescimento do país, para a retomada da competitividade. Movimentar essas alavancas, ao mesmo tempo e na mesma direção, é o que precisamos fazer para garantir um futuro de prosperidade para o Brasil”, disse.

Avanços e novas ideias

Durante a conferência, deverão ser definidos os cinco princípios e as 20 diretrizes que possam contribuir para a formulação da nova Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Também serão eleitos 20 delegados do setor público e da sociedade civil que vão representar Minas naspróximas conferências.

Serão realizados debates sobre ações regionalizadas que possam contribuir para diminuir as diferenças regionais. Ao final do encontro, serão definidas as propostas que os mineiros levarão às conferências do Sudeste e Nacional.

“Em Minas Gerais, a despeito desse quadro de grandes diversidades internas, somos orgulhosos de afirmar que, ao longo dos últimos anos, temos avançado nas diversas políticas públicas, apresentando sempre os primeiros lugares. Somos o 1º na educação pública pelo Ideb no ensino fundamental, o 4º na saúde pública e 1º no Sudeste, temos o 4º menor índice de homicídios dos 27 estados da Federação. Conseguimos indicadores de desemprego que são extremamente bem saudados. E, portanto, planejar, pensar, inovar, ousar, são verbos que conjugamos diariamente nessa grande labuta que é levar prosperidade a todos os rincões de nosso Estado”, enfatizou o governador.

Para a presidente do Ipea, Vanessa Petrelli, a análise das características de cada estado se faz fundamental nesse processo. “O Brasil é um país territorial, de dimensões enormes, por isso é preciso pensar o território nas suas especificidades. A proposta do Ipea é fazer análise de cada estado dentro do desenvolvimento brasileiro. O que será o Brasil daqui a 20 anos? Será aquilo que integre o conjunto das suas unidades federativas. Esse é o início de uma articulação mais profunda entre esfera estadual, federal, municipal e também o pensamento da pesquisa brasileira”, disse.

Propostas mineiras

A etapa mineira tem como tema “Desenvolvimento e Integração Regional: Tornando Minas Mais Gerais”. O encontro é organizado em quatro eixos de discussão: Governança, participação social e diálogo federativo; Financiamento do desenvolvimento regional; Desigualdades regionais e critério de elegibilidade; e Transversalidade – vetores de desenvolvimento regional sustentável.

“Este é um seminário vanguardista, e Minas dá, mais uma vez, seu exemplo de como planejar e como fazer com que o desenvolvimento regional busque soluções. O foco é tentarmos pensar que sem o planejamento não vamos conseguir as melhores metas de qualidade de vida e de desenvolvimento”, explicou o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto.

“Vamos, nesta Conferência, imaginar as sugestões e soluções para resolver lá na ponta, no Mucuri, no Jequitinhonha, nas regiões menos desenvolvidas de nosso Estado, aquelas agruras que há tantos séculos assolam a nossa população mais sofrida”, reiterou Antonio Anastasia.

Participam também da Conferência Estadual de Minas representantes do Distrito Federale de seis Estados: Acre, Bahia, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/anastasia-destaca-inovacao-e-criatividade-como-ferramentas-para-sucesso-do-desenvolvimento-regional/