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Gestão da Educação: experiências pedagógicas mostram que planejamento e parcerias contribuem para um ensino de qualidade nas escolas

Resultados do programa que avalia o desempenho dos alunos da rede estadual apontam tendência de elevação da proficiência em Língua Portuguesa e Matemática

Divulgação/SEE MG
Os dados do Proeb demonstram que desde 2006 há uma tendência de elevação da proficiência dos alunos
Os dados do Proeb demonstram que desde 2006 há uma tendência de elevação da proficiência dos alunos

O Governo de Minas divulgou, na última terça-feira (3), os resultados do Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb) 2011. O exame, aplicado a estudantes do ensino fundamental e médio das redes estadual e municipais, aponta pequena redução nos índices de proficiência média em Língua Portuguesa e Matemática para os níveis avaliados (5º e 9º anos do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio) na comparação com 2010. Mesmo com essa redução, os dados do Proeb demonstram que desde 2006, quando a metodologia de avaliação do exame foi consolidada em Minas Gerais, há uma tendência de elevação da proficiência dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática.

Escolas da rede estadual mostram que a adoção de práticas pedagógicas que envolvem a parceria com as famílias, o trabalho interdisciplinar e utilização de recursos diferenciados durante as aulas contribuem para o avanço no aprendizado dos estudantes. Uma delas está em Belo Horizonte. A Escola Estadual Paschoal Comanducci obteve um dos melhores desempenhos do Estado no 5º ano do ensino fundamental nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Em Português, 96,45% dos alunos avaliados estão no nível recomendado para essa faixa de escolaridade. Já em Matemática, o desempenho no nível recomendável foi ainda maior: 98,6% dos alunos conquistaram a marca.

De acordo com o diretor, Ermelindo Martins Caetano, os bons resultados na avaliação fazem parte de um planejamento da escola. “Esse resultado vem sendo construído, com a participação das famílias, o acompanhamento do Programa de Intervenção Pedagógica (PIP) da Secretaria de Estado de Educação e a adoção de vários projetos de incentivo à leitura, como o ‘Cantinho da Leitura’ e o ‘Leitura em Família’. Já para o ensino da Matemática ficar mais atrativo, buscamos inserir em nossas aulas o uso de materiais concretos e apresentar aos alunos situações e problemas que fazem parte do dia a dia de qualquer pessoa”, explica.

No Sul de Minas está outro exemplo de bom desempenho. A Escola Estadual Doutor Luiz Pinto de Almeida, localizada no município de Santa Rita do Sapucaí, obteve um dos melhores resultados no Proeb, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática para o 9º ano do ensino fundamental. Em Português, 81,01% dos alunos estão no nível recomendado para essa faixa de escolaridade. Em Matemática, o percentual é de 69,6%.

“O esforço contínuo da escola para avançar na qualidade do ensino é o segredo. Trabalhamos muito com projetos. Em Português, por exemplo, os alunos levam para casa, toda semana, um livro para fazerem a leitura e depois compartilham as descobertas com os colegas de sala. Os professores da disciplina também utilizam o espaço da biblioteca para dar aulas”, explica a diretora Rosemary de Castro Silva Mendes.

Em Matemática, o bom desempenho também é resultado do esforço da equipe de educadores para tornar a aula mais atrativa. “Sabemos que parte do sucesso do aluno depende do professor. Por isso, ele deve buscar inovar sempre suas aulas, utilizar os recursos disponíveis para o ensino. Em nossa escola, os professores de Matemática utilizam o laboratório de informática para trabalhar conteúdos da área”, ressalta a diretora.

A Escola Estadual Maestro Villa Lobos, na Capital Mineira, conquistou um dos melhores desempenhos em Língua Portuguesa do 3º ano do ensino médio. Na disciplina, 65,89% dos alunos estão no nível recomendado do Proeb para essa faixa de escolaridade. De acordo com o diretor da escola, Geraldo Magela dos Santos Alves, o resultado reflete um mutirão de ações adotadas pela escola. “Realizamos três simulados por ano com os alunos do ensino médio. Eles também participam de oficinas de redação. Temos um corpo docente que se preocupa muito com o trabalho interdisciplinar”, aponta o diretor.

Os exames do Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb) foram aplicados entre os dias 21 e 25 de novembro de 2011 e contaram com a participação de 1,8 milhão de alunos, sendo 840 mil da rede estadual de ensino. O exame foi aplicado em todas as 3.762 escolas estaduais.

Avaliação externa universal

O Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica tem por objetivo avaliar as escolas da rede pública (municipais e estaduais), no que concerne às habilidades e competências desenvolvidas em Língua Portuguesa e Matemática. O Proeb avalia alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio.

A escala de proficiência em Português avalia a capacidade do aluno de ler e interpretar informações presentes em diferentes formatos de texto, seja uma notícia, um texto dissertativo ou uma poesia. Em Matemática, a escala mede a capacidade do aluno de desenvolver o raciocínio lógico e o pensamento algébrico, ou seja, a capacidade de resolver operações e equações matemáticas. O grau de complexidade da escala varia de acordo com o nível de escolaridade do estudante.

O Proeb integra o Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simave), da Secretaria de Estado de Educação (SEE), responsável pelas avaliações de desempenho em larga escala na rede pública de ensino de Minas Gerais. O exame é realizado pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed) da Universidade Federal de Juiz de Fora. É uma avaliação externa universal, aplicada em todas as escolas públicas de Minas Gerais, urbanas e rurais, para todos os alunos dos 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Os resultados são utilizados como ferramenta pedagógica em todas as escolas estaduais.

Programas e ações do Governo de Minas visam melhorar a qualidade do ensino

As avaliações nacionais apontam Minas Gerais como referência em educação básica no Brasil. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), por exemplo, coloca Minas nas primeiras posições entre os estados do país. No 5º ano do ensino fundamental, o Estado está na primeira colocação e no 9º ano, na terceira. No ensino médio, Minas está entre os três melhores do país.

Mesmo diante dos dados do Ideb, o governo mineiro reconhece que há avanços significativos a serem conquistados e incorporados. Por isso, alguns projetos e ações já estão sendo desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Educação.

O Programa de Intervenção Pedagógica (PIP), experiência que modificou a realidade dos anos iniciais do ensino fundamental, foi expandido para os anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano). A expectativa é que os bons resultados conquistados nos anos iniciais do ensino fundamental também sejam alcançados nos anos finais. A edição de 2011 do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa) indicou que atualmente 88,9% dos alunos da rede estadual mineira têm o nível adequado de letramento (capacidade de ler e interpretar textos) – quase o dobro do índice registrado em 2006, primeiro ano em que o Proalfa foi realizado.

Desafios do ensino médio

Em relação ao ensino médio, o desafio é ainda maior. De acordo com Relatório da Unesco, esse estágio da escolaridade merece alta prioridade e seus objetivos e funções devem ser redefinidos para o Século XXI. A orientação do órgão das Nações Unidas é ofertar “uma melhor qualidade e maior diversidade dos serviços oferecidos (…), bem como uma capacidade ampliada de corresponder às necessidades e às circunstâncias dos alunos”. Outra recomendação da Unesco é a de envolver um esquema de parceria entre os governos e outros provedores (privados, organizações não governamentais etc.).

Em Minas Gerais, as recomendações da Unesco já estão sendo colocadas em prática. Está sendo desenvolvido em 11 escolas da região Norte o Reinventando o Ensino Médio, que prevê uma maior articulação entre os conhecimentos ministrados e a criação de oportunidades para os jovens. O foco é a criação de áreas de empregabilidade. Em relação à efetivação de parcerias estratégicas, foi lançado, no final de março, o programa Minas Presente na Escola, iniciativa queassegura alternativas para a efetivação de inúmeras possibilidades de colaboração entre o poder público e outras instituições e entidades.

Outra estratégia adotada em Minas é a formação continuada dos profissionais da educação. Este objetivo está sendo perseguido através da Magistra, escola de desenvolvimento profissional, inaugurada no inicio deste ano. A Magistra está promovendo a capacitação permanente dos profissionais da educação, garantindo melhores condições para a prática do magistério.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/experiencias-pedagogicas-mostram-que-planejamento-e-parcerias-contribuem-para-um-ensino-de-qualidade-nas-escolas/

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