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Gestão em Minas: Anastasia inaugura Centro de Arte Popular no Circuito Cultural Praça da Liberdade

Governador destaca importância de Minas Gerais na arte popular brasileira.
Omar Freire/Imprensa MG
Governador Antonio Anastasia durante inauguração do Centro de Arte Popular - Cemig
Governador Antonio Anastasia durante inauguração do Centro de Arte Popular – Cemig

O governador Antonio Anastasia inaugurou, nesta segunda-feira (19), em Belo Horizonte, o Centro de Arte Popular – Cemig, novo espaço do Circuito Cultural Praça da Liberdade, voltado à exposição de obras de artistas populares de diferentes regiões de Minas Gerais e do Brasil. O museu está instalado em um prédio histórico, construído em 1928, onde funcionou o Hospital São Tarcísio, a poucos metros da Praça da Liberdade. Este é o oitavo espaço do Circuito Cultural Praça da Liberdade.

“Estamos aqui para inaugurar este belíssimo Centro de Arte Popular, que o Governo do Estado integra ao Circuito Cultural de nosso Estado, da capital Belo Horizonte, da Região Metropolitana. É um prédio que foi resgatado, estava paralisado há muitos anos, foi totalmente reformado e será mais um dos ícones do Circuito Cultural Praça da Liberdade”, disse Anastasia, durante a solenidade de inauguração do museu.

O Governo de Minas investiu R$ 7 milhões na implantação do espaço cultural, dos quais R$ 1,5 milhão por meio da Cemig. As obras envolveram desde a restauração do edifício até a implantação de estrutura moderna e adequada ao abrigo de obras de arte.

A proposta do Centro de Arte Popular – Cemig é valorizar a diversidade cultural mineira. O acervo conta com 800 peças, grande parte de propriedade do Estado. Outras peças de instituições e de colecionadores privados, cedidas por comodato, integram o acervo.

“Minas Gerais, sem dúvida alguma, é o Estado brasileiro que tem nessas questões do folclore e da arte popular uma riqueza extraordinária. Por isso, ficamos muito felizes de poder inaugurar aqui esta que é a casa, portanto, a partir de agora, da arte popular de Minas”, afirmou o governador Anastasia.

O edifício tem quatro pavimentos com ateliês para oficinas, sala de exposições temporárias, auditório multiuso, café, loja, centro de informação com biblioteca, videoteca e computadores para consulta e quatro salas de exposições de longa duração. A gestão do Centro de Arte Popular – Cemig será da Superintendência de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura.

Exposição inaugural

A exposição inaugural de longa duração apresenta ao público 360 peças, que retratam as diferentes expressões de arte criadas pelo homem, ao longo do tempo, em todo o Estado de Minas Gerais. Isso inclui desde manifestações dos primeiros habitantes da região, com as pinturas rupestres, até os grafismos urbanos contemporâneos. Inclui fotos, vídeos, esculturas em madeira, cerâmica, peças de festas religiosas, oratórios, ex-votos, santos e pinturas.

A secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, disse que a inauguração do centro é um momento muito importante para a cultura de Minas Gerais. “Estamos entregando uma instituição que pretende ser um centro de referência da arte popular. Além do espaço de exposição com um acervo riquíssimo, o centro será também um espaço de pesquisa, de seminários, de reflexão, tudo relacionado à arte popular de Minas Gerais”.

As obras expostas são assinadas por artistas como Noemisa, GTO (Geraldo Teles de Oliveira), Artur Pereira, Maria Lira Marques, Dona Isabel, Dirléia Neves Peixoto, Ulisses Pereira, Lorenzatto e Dona Tonica. Também trabalhos de artistas anônimos compõem o acervo. Estão representados Araxá, Belo Horizonte, Cachoeira do Brumado (distrito de Mariana), Divinópolis, Ouro Preto, Prados, Sabará e São João del-Rei e municípios do Vale do Jequitinhonha.

Além da exposição de longa duração, na abertura do Centro de Arte Popular também foi inaugurada uma mostra temporária, que apresenta uma coleção inédita de oratórios, santos e ex-votos dos séculos XVIII e XIX, exposta pela primeira vez ao público. A mostra acontecerá até 19 de junho. Dentre as 45 obras que compõem o conjunto, há uma raridade, que é um oratório de origem africana, do século XVIII, produzido por escravos e por Mestre Borboleta. As peças pertencem a Maria Zahle, colecionadora da cidade de Tiradentes.

O Centro de Arte Popular – Cemig funcionará nas terças, quartas e sextas-feiras das 10 às 19 horas, nas quintas-feiras das 12 às 21 horas e nos sábados e domingos das 12 às 19 horas. A entrada é gratuita.

Circuito Cultural Praça da Liberdade

Até o final de 2014, o Circuito Cultural Praça da Liberdade contará com 13 espaços, se transformando no maior complexo cultural do Brasil, reunindo museus históricos, artísticos e temáticos, centros culturais, bibliotecas e espaços para oficinas, cursos e ateliês. De 2010 até janeiro deste ano, 964 mil pessoas visitaram o Circuito Cultural Praça da Liberdade.

Os sete espaços já abertos à visitação no Circuito Cultural Praça da Liberdade são: Espaço TIM UFMG do Conhecimento, que tem um dos oito planetários mais modernos do mundo e um observatório de última geração; o Museu das Minas e do Metal, que utiliza a tecnologia de forma criativa para apresentar o universo dos metais e dos minérios; e o Memorial Minas Gerais – Vale, que instiga o visitante a descobrir a história e os costumes mineiros.

Também fazem parte do complexo o Museu Mineiro, reaberto em janeiro de 2012; a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, o Arquivo Público Mineiro e o Palácio da Liberdade. Além destes espaços, estão em processo de implantação o Centro Cultural Banco do Brasil, com inauguração prevista para o segundo semestre de 2012, a Casa Fiat de Cultura, o Inhotim Escola, o Museu do Automóvel e Museu do Homem Brasileiro.

Todas as intervenções de restauração e revitalização dos edifícios do Circuito Cultural são supervisionadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG).

Participaram também da inauguração do Centro de Arte Popular – Cemig o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado estadual Dinis Pinheiro, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior, a presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Andrea Neves, o vice-presidente da Cemig, Arlindo Porto, entre outras autoridades.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/anastasia-inaugura-centro-de-arte-popular-no-circuito-cultural-praca-da-liberdade/

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