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Gestão Anastasia: Hospital Alberto Cavalcanti participa de mutirão para reconstrução mamária

As cirurgias acontecem durante toda a semana

Divulgação/Fhemig
Equipe de médicos que particpa do mutirão no Hospital Alberto Cavalcanti
Equipe de médicos que particpa do mutirão no Hospital Alberto Cavalcanti

Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Hospital Alberto Cavalcanti (HAC), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), realiza cirurgias de reconstrução mamária, em sistema de mutirão, destinadas a retirar da fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS), mulheres que foram submetidas à mastectomia e que aguardam, há vários meses, serem contempladas pelo procedimento.

As cirurgias acontecem desde o dia 5 de março e se estendem até a próxima sexta-feira (9), quando a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) pretende somar 350 cirurgias no país. A participação do HAC insere-se no mutirão nacional convocado pela SBCP e que contempla, em Minas Gerais, cinco cidades, dentre elas a capital, num total de 11 hospitais participantes. Em Belo Horizonte, além do Hospital Alberto Cavalcanti, outras sete instituições compõem a força tarefa mineira que irá atender cerca de quarenta mulheres até o dia 08 de março.

A complexidade do procedimento leva-se em torno de seis horas para se realizar cada cirurgia, que requer a presença de, no mínimo, três cirurgiões plásticos. Assim, em todo o país, terá lugar uma verdadeira maratona que irá consumir algo em torno de duas mil horas de trabalho.

O cirurgião plástico Cláudio Salum Castro, médico do quadro efetivo do HAC e presidente da SBCP (regional Minas Gerais) salienta que a “causa” da reconstrução mamária figura em sua pauta de prioridades desde 1993 e que a realidade da fila para esse tipo de cirurgia muda de estado para estado. “Em Minas Gerais, ela não é tão grande quanto em outras unidades da federação. É muito gratificante contribuir para a diminuição da fila, uma vez isso implica na diminuição do sofrimento de um número significativo de mulheres”, pondera Cláudio Salum.

Responsabilidade

Ainda segundo o presidente da SBCP/MG, a participação dos cirurgiões plásticos em campanhas visa, também, inserir os profissionais no contexto da responsabilidade social que a entidade está envolvida. “Sabemos da importância da cirurgia plástica reconstrutora e das dificuldades que o paciente mais carente encontra para realizá-la”, comenta.

Desde o início do programa, da SBCP, em 2010, foram realizadas 700 intervenções cirúrgicas em todo o país. No estado, nos últimos dois anos, contabilizam-se 186 procedimentos nas modalidades de câncer de pele, pálpebra (blefaroplastia) e redução de mama.

Contemplada pelo mutirão, Shely Bueno de Souza, 51, aguarda a cirurgia de reconstrução no HAC, onde está internada desde o último domingo (4).  Curada do câncer de mama há oito anos, ela considera a reconstrução tão importante quanto a cura. “Somente uma mulher pode entender o que significa a perda de uma mama. Vou sair daqui feliz e continuar minha vida normalmente. Esta cirurgia é um presente para mim”, garante. Ela aguarda há um ano no fila do SUS.

Personalidade

A recepcionista Ilza Maria da Silva, de 45 anos, foi submetida a uma mastectomia total do seio esquerdo em 2005. Ela conta que se tornou uma verdadeira “personalidade pública” na cidade de Raul Soares, na Zona da Mata, que tem pouco mais de 23 mil habitantes. “Na minha cidade, as pessoas nem falam o nome da doença. Toda vez que eu saía de casa, era abordada por várias mulheres que vinham me perguntar sobre o câncer de mama e as suas consequências”, revela Ilza que, assim como Shely, aguardava a sua vez na fila do SUS.

O relato de Ilza da Silva ilustra bem o estigma que ronda o câncer, resultante, dentre outras razões, da falta de informação sobre a doença. Apesar das numerosas campanhas promovidas por diversos órgãos de saúde, ainda é grande o número de mulheres que nunca se submeteram à mamografia ou que, sequer, realizam o autoexame. Felizmente, este não é o caso de Ilza. Foi durante a rotina do autoexame que ela percebeu que havia algo de errado com o seio esquerdo e procurou um médico.

Quando se restabelecer da reconstrução mamária, a primeira coisa que Ilza vai fazer será colocar um biquíni e ir ao clube com suas amigas. “Depois que perdi o seio, nunca mais coloquei um biquíni. Quando retornar para minha cidade, toda a minha família estará me esperando para comemorarmos essa nova fase de minha vida”, conta.

Fonte: Agência Minas

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