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Governo de Minas: Copasa garante abastecimento de água em cidades atingidas pelas chuvas em Minas

BELO HORIZONTE (12/01/12) – Mesmo com os temporais que continuam atingindo Minas Gerais, a Copasa tem conseguido manter o fornecimento de água em praticamente todas as cidades atendidas pela empresa, que se tiveram o abastecimento prejudicado devido aos danos causados por enchentes nas unidades de produção e distribuição de água. Apesar disso, a empresa continua mantendo equipes técnicas de plantão em todo o Estado, para qualquer emergência que possa surgir durante esse período.

Até o momento, 137 municípios mineiros já decretaram estado de emergência e quase todos são atendidos pela Copasa. Desse total, a empresa está tendo problema efetivo somente em Além Paraíba, que foi uma das cidades mais castigadas pelas chuvas na Zona da Mata.

Em Além Paraíba, cerca de 40 empregados da Copasa, além de técnicos terceirizados, continuam trabalhando para colocar novamente em operação o sistema de produção de água. Enquanto isso, a distribuição de água está sendo feita por meio de dez caminhões-pipa e ainda dois pipinhas, que são veículos equipados para levar água potável à população. Foram distribuídos, também, cerca de 1.400 caixas de copos de água.  Cada caixa contém 70 copos de 200 ml de água tratada e envasada pela companhia.

A maior dificuldade da empresa tem sido reinstalar os encanamentos que foram destruídos pelas fortes chuvas ocorridas no início dessa semana na região. Uma estrutura de concreto, construída para sustentar a adutora que leva a água até a estação de tratamento, foi destruída pela força das águas do Ribeirão Aventureiro, levanto oito tubos de ferro fundido, com 5,8 metros de comprimento e 500 milímetros de diâmetro, pesando quase uma tonelada cada um deles. As equipes da Copasa trabalham há mais de 40 horas na recuperação dessas instalações.

A cidade de Ribeirão Vermelho também vem sofrendo com as fortes chuvas desse período. Nessa quarta-feira (10), o nível do Rio Grande, que corta o município, subiu mais de 8 metros, alagando a parte baixa da cidade, onde estão localizados os poços que abastecem a sede do município. Com isso, a produção de água ficou muito reduzida, diminuindo para menos da metade de sua capacidade, prejudicando o fornecimento para a população. Também em Ribeirão Vermelho, os técnicos da Copasa trabalharam, ininterruptamente, na solução do problema, normalizando o abastecimento da cidade na tarde desta quinta-feira (12).

Compromisso com a população

Diante desse quadro, a Copasa vem agindo, de forma proativa para enfrentar a situação. A empresa já disponibilizou mais de 7 mil caixas de copos de água que estão sendo distribuídas pela Defesa Civil, nas cidades mais prejudicados pelos temporais. Além disso, de forma a diminuir os efeitos das chuvas para a população, a Copasa, seguindo a orientação do governador de Minas, Antonio Anastasia, está adotando uma série de medidas especiais, no sentido de aliviar os impactos das contas de água sobre as comunidades mais afetadas pelos temporais e que, nesse momento, precisam da água para efetuar a limpeza de seus imóveis.

Naqueles municípios, onde os efeitos das chuvas foram maiores, a água será faturada pela média de consumo, até que se normalize a situação. As residências que foram seriamente comprometidas pelas chuvas, identificadas pela Defesa Civil, a cobrança será feita pela tarifa mínima. O prazo de vencimento das contas também será prorrogado por 15 dias. Nesse período, também não haverá a suspensão do abastecimento por falta de pagamento.

O cliente poderá, ainda, solicitar o parcelamento do débito sem juros, atualização monetária sem entrada e com o máximo de seis parcelas, com a primeira parcela vencendo em março de 2012. Caso haja, nas contas de fevereiro, aumento de consumo motivado por problemas relacionados às chuvas, os clientes também poderão solicitar a retificação, pela média de consumo referente ao faturamento de dezembro de 2011.

Outra forma que a Copasa encontrou de ajudar as famílias que perderam tudo com as enchentes no Estado, foi deflagrar uma campanha interna na empresa, estimulando os empregados, de forma voluntária, a fazerem doações de fraldas descartáveis e leite em pó, que serão levados para os postos de arrecadação da Defesa Civil, para serem encaminhados às pessoas mais necessitadas. Essa é uma das formas que a empresa tem de demonstrar o seu compromisso com a população.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: Feam elabora plano que indica áreas prioritárias para atuação na Bacia do Rio Paraopeba

BELO HORIZONTE (12/01/12) – O “Plano para Incremento do Percentual de Tratamento de Esgotos Sanitários na Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba”, elaborado pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), entidade que integra o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), foi apresentado na Câmara de Instrumentos de Gestão de Recursos Hídricos (CTIG) do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH-MG) e na Unidade Regional Colegiada do Paraopeba do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). O estudo indica áreas prioritárias para investimento em sistemas de tratamento de esgotos e pode ajudar diversas instituições governamentais no desenvolvimento de ações para a bacia.

A elaboração do plano surgiu da necessidade de ações sustentáveis que contribuam para a recuperação da bacia, tendo em vista sua importância no que diz respeito ao abastecimento público de água. Atualmente, a Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba é responsável pelo fornecimento de água para aproximadamente 53% da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).  De acordo com dados do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), os principais responsáveis pela degradação da bacia são o lançamento de esgoto sanitário e efluentes industriais nos cursos de água sem o tratamento adequado e o uso e ocupação irregulares do solo nas áreas urbana e rural.

“Esse plano poderá ajudar as instituições governamentais na viabilização de novos projetos, conforme já ocorreu com as diretrizes do plano elaborado para a Bacia do Rio das Velhas em 2010”, frisou o gerente de Monitoramento de Efluentes da Feam, Rodolfo Carvalho Salgado Penido.

A partir do diagnóstico feito na bacia do Rio das Velhas em 2010, algumas ações foram propostas dentro do Projeto Estruturador Meta 2014, dentre elas, a elaboração de projetos de saneamento da Bacia do Velhas, a implantação de novos pontos de monitoramento da qualidade da água em trechos identificados como prioritários, o suporte à decisão para ações da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), e o desenvolvimento de metodologia para cadastro e controle de caminhões limpa-fossa.

Uma inovação trazida pelo Plano da Bacia do Rio Paraopeba é o Índice de Qualidade dos Serviços de Esgotamento Sanitário Municipal (IQES), que permite avaliar e comparar de forma padronizada e reconhecida internacionalmente os distintos sistemas de esgotamento sanitário de diferentes municípios, que poderá ser aplicado em outras bacias. Penido reforça que o plano auxiliará na proposição de novas legislações ambientais, que poderão ajudar os municípios na implantação de sistemas adequados de esgotamento sanitário, além de melhorar a qualidade das águas da bacia.

Metodologia do Plano

A metodologia adotada para elaboração do plano foi constituída em três etapas: diagnóstico, prognóstico e diretrizes identificadas. Na primeira etapa, foi realizado o levantamento de dados in loco. O objetivo foi a obtenção dos percentuais da população urbana atendida por coleta e tratamento dos esgotos sanitários e a certificação das condições operacionais das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) dos 48 municípios inseridos na bacia.

Já na fase de prognóstico, foi realizada a identificação dos pontos chave ou inconformidades presentes nas ETEs visitadas, além da realização do cálculo do Índice de Qualidade dos Serviços de Esgotamento Sanitário Municipal (IQES) para cada um dos municípios da bacia hidrográfica estudada.

Na etapa de diretrizes identificadas foram apontados os possíveis caminhos para melhoria da qualidade dos serviços de esgotamento sanitário e, consequentemente, das águas da bacia. Diante do estudo, verificou-se que a conjuntura atual dos serviços de esgotamento sanitário da bacia, de modo geral, é crítica. “A implementação das diretrizes identificadas poderão contribuir para o incremento do percentual de tratamento dos esgotos sanitários da Bacia do Rio Paraopeba, que, atualmente, atinge apenas 37,6% (724mil habitantes) da população urbana da bacia”, disse Rodolfo Penido.

Penido ressalta também que as informações obtidas durante o levantamento dos dados e as considerações feitas nesse plano poderão servir de subsídios ao desenvolvimento do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Paraopeba, contribuindo assim para a sua elaboração.

Diretrizes

Localizada no Sudeste do Estado de Minas Gerais, a bacia abrange uma área de 13.643 Km², que corresponde a 2,5% da área total do Estado. Mais de dois milhões de pessoas, distribuídas em 48 municípios, vivem na bacia.

As principais diretrizes apontadas no estudo se referem às necessidades de capacitações para elaboração e gerenciamento de programas e projetos, educação ambiental e mobilização social, alteração no sistema de concessão de Autorizações Ambientais de Funcionamento (AAFs), acompanhamento aos municípios para receberem financiamento para elaboração de projetos e/ou construção de ETEs, expansão dos sistemas de esgotamento sanitário pertinentes às áreas rurais, estabelecimento de convênios e parcerias dos municípios com entidades capacitadas para a área de saneamento, programas de fomento para criação de consórcios intermunicipais para sistemas de esgotamento sanitário, redução das conexões clandestinas de águas pluviais em sistemas de esgotamento sanitário, dentre outras.

Bacia do Rio Pará

Em 2012, a Feam, por meio do programa Minas Trata Esgoto e em parceria com o Igam, focará a elaboração do “Plano para Incremento do Percentual de Tratamento de Esgotos da Bacia do Rio Pará”, que é contígua à bacia do Rio Paraopeba, dando assim continuidade ao trabalho de incremento do percentual de tratamento de esgotos em Minas Gerais.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: Bombeiros de Muriaé priorizam vistorias e boletins de ocorrência após chuvas

MURIAÉ (12/01/12) – O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais em Muriaé, após um período crítico de chuvas na cidade, está priorizando vistorias às áreas de risco e os boletins de ocorrência para a população mais afetada. Foram realizadas vistorias em cinco bairros: Aeroporto, Patrocínio São José, São Cristovão, Encoberta e Santa Teresinha.

O objetivo foi avaliar o risco de deslizamentos, que ainda podem ocorrer. Segundo o tenente Tassi, comandante do Corpo de Bombeiros de Muriaé, é importante que as pessoas que residem próximas a barrancos fiquem atentas caso volte a chover. “Os moradores de locais próximos a encostas estão orientados a saírem de suas casas, caso haja alguma alteração. Orientamos também o isolamento de cômodos em que possa haver risco”, destaca.

Segundo ele, foi feito também um cadastro das pessoas que precisarão do boletim de ocorrência e as equipes estão dando continuidade a esse procedimento. “O bairro Barra, por exemplo, um dos pontos que foi alagado, tem muitas lojas comerciais, então os proprietários precisarão do boletim de ocorrência para solicitar o seguro”, relata. Até o momento, já foram feitos cerca de 50 boletins.

O Corpo de Bombeiros em Muriaé resgatou, durante as chuvas, mais de 500 pessoas ilhadas, com o auxílio de quatro embarcações da corporação. De acordo com o cabo Eduardo, a principal função foi mesmo de busca e salvamento. “Trabalhei das 8h às 20h, retirando gente das casas, inclusive do segundo pavimento das residências”, afirma. Segundo ele, com as chuvas, o rio Muriaé subiu cerca de seis metros acima do nível normal. Nessa quinta-feira (12), o rio está apenas dois metros acima do nível normal.

Mobilização

Em todas as cidades mais afetadas pelas chuvas no restante do Estado, o Corpo de Bombeiros também foi mobilizado e está apoiando a Defesa Civil no resgate de pessoas ilhadas e na distribuição de medicamentos, cestas básicas, água, colchões, cobertores e roupas.

Para Além Paraíba, que se encontra em situação crítica, o governador Antonio Anastasia, após visita à cidade, determinou novas medidas emergenciais nas áreas de transportes e obras públicas, saúde e abastecimento de água, para o retorno imediato à normalidade.

Além disso, 15 toneladas de donativos e materiais de ajuda humanitária foram encaminhados, nessa quarta-feira (11), a famílias atingidas pelas chuvas no Estado. A primeira entrega de doações, arrecadadas pelo Movimento Minas Solidária, lançado no último dia 6 pelo Governo de Minas e executado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), em parceria com o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), saiu de Belo Horizonte, levando alimentos, leite em pó, roupas, calçados, material de higiene e limpeza e fraldas descartáveis para os municípios de Jeceaba, Juatuba, Ponte Nova e São João del-Rei.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: Secretaria de Saúde alerta para acidentes com animas peçonhentos durante as chuvas

 

 

BELO HORIZONTE (12/01/12) – Nesta época de chuvas é importante ficar atento e tomar cuidado para evitar acidentes com animais peçonhentos, aqueles que possuem glândulas de veneno interligadas a dentes ocos, ferrões ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) apontam que, em 2011, foram registrados mais de 19,4 mil casos de acidentes com esses animais, dos quais 46 levaram a óbito.

De acordo com a referência técnica em acidentes com animais peçonhentos da SES, Helenita Hatadani, os escorpiões, serpentes, aranhas, abelhas e lagartas são, respectivamente, os maiores vilões nessa época do ano. “Em casos de acidente é imprescindível saber quais são as medidas mais adequadas e também evitar algumas atitudes, tendo em vista que podem agravar o estado do acidentado”, alertou.

Escorpião e Aranhas

Em 2011, foram registrados 12.467 acidentes com esses aracnídeos. Eles possuem hábitos noturnos. A maioria dos acidentes ocorre quando não percebemos a presença deles. Os sintomas aparecem lentamente, entre 8 e 12 horas após o acidente. Podem surgir no local da picada: dor, queimação, inchaço, vermelhidão, endurecimento local, bolha e necrose (morte da área afetada pela picada).

Medidas preventivas: manter limpos quintais e jardins, não acumulando folhas secas, lixo e entulhos; colocar o lixo em sacos plásticos fechados, para evitar baratas e outros insetos; conservar camas e berços afastados, no mínimo dez centímetros da parede; evitar que roupas de cama toquem o chão; verificar calçados, roupas, toalhas e roupas de cama antes de usá-los; limpar periodicamente ralos de banheiro, cozinha e caixas de gordura; e usar telas nas aberturas dos ralos, pias e tanques.

Em caso de acidente, a SES orienta limpar o local com água e sabão; aplicar compressa morna no local; procurar orientação imediata e mais próxima do local da ocorrência do acidente (UBS, posto de saúde, hospital de referência); e, se for possível, capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde.

Acidentes com Serpentes

As serpentes foram responsáveis por 3.668 acidentes em 2011. Elas podem ser classificadas em dois grupos básicos: as peçonhentas, que são aquelas que conseguem inocular seu veneno no corpo de uma presa ou vítima, e as não peçonhentas, ambas encontradas no Brasil, nos mais diferentes tipos de habitat, inclusive em ambientes urbanos.

De acordo com a referência técnica em acidentes com animais peçonhentos da SES, Leonardo de Freitas, os acidentes mais frequentes acontecem com a cascavel e a jararaca. “Quando acontece um acidente desses, o primeiro passo é manter a calma. O segundo, procurar assistência médica especializada”, orientou.

Para acidentes com animas peçonhentos, as medidas preventivas são: usar botinas com perneiras ou botas de cano alto no trabalho, pois 80% das picadas atingem as pernas abaixo dos joelhos; usar luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem; não colocar as mãos em buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, utilizando para isso um pedaço de pau ou enxada; examinar os calçados; vedar frestas e buracos em paredes e assoalhos; limpar as proximidades das casas, evitando folhagens densas junto delas; e evitar acúmulo de lixo, entulhos e materiais de construção, entre outras.

Em caso de acidente, deve-se afastar o acidentado da serpente; mantê-lo em repouso, evitando correr ou que se locomova por seus próprios meios; manter o membro picado mais elevado do que o restante do corpo; limpar o local com água e sabão; monitorar sinais vitais (pressão arterial e frequência cardíaca); e levar o acidentado o quanto antes para um hospital ou serviço de saúde mais próximo.

Acidentes com Abelhas e Lagartas

Em 2011, foram 1.242 casos. Apesar da pouca incidência de óbitos (três óbitos) envolvendo esses animais, deve-se ficar atento às reações alérgicas e às chamadas queimaduras. A maioria dos casos tem evolução benigna. No entanto, o contato com lagartas do gênero Lonomia e um grande número de picadas de abelha pode causar manifestações sistêmicas com risco potencial de complicações e óbitos.

As medidas preventivas são: evitar contato com esses animais; cuidado ao manusear folhagens e ao colocar as mãos em caules de árvores; usar equipamentos de segurança ao manuseá-los, em caso de trabalho.

Em caso de acidentes, algumas medidas prévias à soroterapia devem ser adotadas, o mais cedo possível, após o acidente, como limpar o local com água e sabão; levar o acidentado para um hospital ou serviço de saúde mais próximo; identificar da lagarta causadora do acidente pode ajudar no diagnóstico, portanto, se for possível, levar a causadora ao centro clínico.

O que não fazer em caso de acidentes

Para que o problema não se agrave, o acidentado não deve amarrar ou fazer torniquete; não aplicar nenhum tipo de substância sobre o local da picada (fezes, álcool, querosene, fumo, ervas, urina) nem fazer curativos que fechem o local, pois podem favorecer a ocorrência de infecções; não cortar, perfurar ou queimar o local da picada; não dar bebidas alcoólicas ou outros líquidos, como álcool, gasolina e querosene, ao acidentado, pois não têm efeito contra o veneno e podem agravar o quadro.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas inicia a nomeação dos diretores de escolas estaduais

BELO HORIZONTE (12/01/12) – Na edição desta quinta-feira (12) do Jornal Minas Gerais foi publicada a relação com os primeiros 2.327 diretores de escolas nomeados, referente aos gestores que já ocupavam os cargos e estão sendo reconduzidos. Na próxima semana, devem ser nomeados os outros 1.165 diretores de escolas que assumirão o cargo para uma nova gestão. A previsão é de que sejam publicadas 3.492 nomeações até o fim do mês de janeiro. Os cargos de diretores são de confiança, e a nomeação é de competência exclusiva do governador Antonio Anastasia.

A posse desses gestores é dada pela Superintendência Regional de Ensino à qual a escola está vinculada e o exercício se dá imediatamente após a posse. O intuito da Secretaria de Estado de Educação (SEE) é de que todos os diretores que forem nomeados, sejam novos ou reconduzidos aos cargos, estejam em exercício no início do ano letivo. “A instrução da secretaria é para a posse imediata desses gestores”, explica o diretor de Gestão e Desenvolvimento de Servidores Administrativos e de Certificação Ocupacional da SEE, Éder Quintão.

Já as designações para a função de vice-diretor são realizadas por meio de atos da secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, e a previsão é de que as publicações comecem nos próximos dias. Como a legislação estabelece que algumas escolas podem ter mais de um vice-diretor, de acordo com o número de alunos, serão designados, primeiramente, 3.458 servidores para essa função. Eles trabalharão nas 2.327 escolas que tiveram seus diretores nomeados nesta quinta-feira (12). Posteriormente, serão designados os vice-diretores que atuarão nas 1.165 escolas que terão novos diretores.

Processo de indicação

Apesar de ser um cargo de confiança, cuja nomeação é de competência exclusiva do governador, a comunidade escolar teve a oportunidade de indicar os nomes de sua preferência para a direção de sua escola. Em processo de consulta, organizado pela Secretaria de Estado de Educação, servidores das escolas, pais e alunos deram suas sugestões por meio do voto.

O resultado do processo de indicação foi apurado pelas comissões organizadoras de cada escola, encaminhado às superintendências regionais de Ensino e inseridos em sistema online da secretaria. Pela sétima vez, a comunidade escolar foi consultada e teve a opção de sugerir os nomes de preferência, antes da nomeação oficializada pelo governador.

Na rede estadual existem, atualmente, 3.777 escolas, mas nem todas realizam o processo de indicação de diretores junto à comunidade escolar. “Nas escolas que funcionam por meio de convênios com a secretaria ou em escolas de presídio, por exemplo, o processo de indicação não ocorre. Nessas escolas a indicação do gestor se dá por meio de acordo entre a SEE e a entidade conveniada”, explica Éder Quintão.

Aécio Neves cobra agilidade na liberação de recursos para municípios atingidos pelas chuvas em Minas

Chuvas em Minas, sem planejamento, Governo do PT sem gestão, 

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

O senador Aécio Neves cobrou agilidade do governo federal na liberação de recursos para os municípios atingidos pelas chuvas. Em entrevista, o senador disse que o governo tem feito baixos investimentos na prevenção de calamidades no país e solidarizou-se com as vítimas das chuvas que atingem 137 municípios em Minas.

“Minas vem infelizmente vivendo outra grande tragédia. Tragédia em parte resultado de questões que não dependem da ação humana como o volume crescente das chuvas, mas o drama é acrescido, o drama aumenta em razão da descoordenação das ações, sobretudo, de parte do governo federal.

Para termos uma ideia, nos últimos dez anos, entre os anos de 2000 e 2010, o governo federal investiu em prevenção de catástrofes em todo o país, apenas R$ 750 milhões, menos de R$ 1 bilhão em dez anos, um valor irrisório pela dimensão das tragédias que o Brasil viveu nesse período. E, ao mesmo tempo, investiu cerca de R$ 6 bilhões em socorro às vítimas dessas tragédias, o que mostra um descompasso, uma absoluta falta de coordenação e de planejamento. Infelizmente, esse drama também vem aumentando, e estamos em Minas Gerais percebendo isso, em razão da enorme burocracia do governo federal, seja no reconhecimento do estado de calamidade e de emergência das cidades atingidas, seja para a própria liberação dos recursos prometidos e que ainda não chegaram a essas cidades.

Essa burocracia excessiva vem causando ainda maiores transtornos aumentando ainda mais o drama das populações atingidas. É fundamental que haja uma articulação mais efetiva de todos os níveis de governo não apenas no momento das tragédias, mas durante todo o ano.

Mas por outro lado, é preciso reconhecer o esforço do governador Antonio Anastasia vem fazendo, um esforço que se iniciou lá atrás, ainda no nosso governo, com a consolidação da Cedec de Minas Gerais, que é reconhecida pelo governo federal como a mais bem estruturada de todo o país. Esta ação do Governo do Estado tem buscado minimizar o impacto desta tragédia.

Lamentavelmente, estamos ainda em estado de absoluta alerta. Não temos ainda expectativa de que a estiagem vá começar nos próximos dias, e é fundamental que a população esteja absolutamente atenta e que o governo federal tome todas as providências para liberação, o mais rapidamente possível, dos recursos acertados.

E uma outra questão, uma questão extremamente grave, que salta aos nossos olhos e causa indignação a todos os brasileiros, que é a absoluta falta de critérios técnicos para liberação desses recursos, privilegiando alguns estados aliados do governo federal em detrimento de estados e de cidades onde a calamidade foi maior.

Quem perde com isso é a população brasileira, mas lamentavelmente, esta tem sido uma marca do governo federal. Essa absoluta ausência de critérios técnicos, ora privilegiando os partidos que dominam os ministérios, ora privilegiando a liberação de emendas parlamentares para aprovação de determinados projetos de interesse do governo, ora privilegiando, como me parece ser o caso atual, estados governador por aliados do governo federal, como eu disse, em detrimento daqueles onde as tragédias vêm alcançando uma maior dimensão.

Portanto, é muito importante que haja uma fiscalização, cada vez maior, da sociedade, e também dos partidos de oposição, e é o que faremos, acompanhando a liberação desses recursos e denunciando sempre que os critérios utilizados não sejam os critérios técnicos.”

Governador Antonio Anastasia participa das comemorações dos 50 anos da Sociedade Hípica de Minas

BELO HORIZONTE (12/01/12) – O governador Antonio Anastasia participou, nessa quarta-feira (11), das comemorações dos 50 anos da Sociedade Hípica de Minas Gerais. Ex-aluno de equitação da hípica, o governador foi homenageado com a Medalha do Cinquentenário, juntamente com outros 40 ex-alunos, fundadores e sócios que se destacaram como cavaleiros ou como cidadãos.

“É uma honra participar de um evento que comemora o cinquentenário do primeiro clube hípico de nossa cidade, de nosso Estado, legando não só um patrimônio esportivo, mas também a formação das pessoas. E o fato de ter sobrevivido por esses 50 anos demonstra, por si só, a sua força, sua potencialidade, o seu reconhecimento pela comunidade”, disse o governador.

Fonte: Agência Minas

O Governo de Minas divulgou recentemente, um plano de ação para enfrentamento da dengue em 2012

PARTICIPAÇÃO DOS CIDADÃOS É FUNDAMENTAL NA GUERRA CONTRA A DENGUE NO ESTADO

“Essa doença não se combate por atos exclusivos do governo. O fundamental, ação nuclear, é a mobilização da sociedade, cada cidadão se percebendo como um guerreiro nessa luta e fazendo a limpeza da sua própria casa”.

 O Governo de Minas divulgou, recentemente, um plano de ação para enfrentamento da dengue em 2012. O que prevê esse plano, governador?

Antonio Anastasia: Em primeiro lugar, é bom lembrar que a dengue é uma doença séria, é uma doença que mata e nós temos de estar muito mobilizados nessa verdadeira guerra contra a dengue. Nós tivemos uma situação muito ruim no ano de 2010. Tivemos cerca de 260 mil casos. Se nós não tivéssemos adotado ações vigorosas, que eu já vou exemplificar, nós poderíamos ter chegado a 500 mil, mas conseguimos reduzir bastante, para 60 mil casos. Mesmo assim, é um número expressivo. Essas ações são especialmente ações de mobilização. A dengue não se combate por atos exclusivos do governo, mas por atos de cada cidadão, que erradica ou elimina o foco do mosquito da dengue em sua casa. Na realidade, 84% dos focos da dengue estão dentro das casas das pessoas. Então, o primeiro esforço é a mobilização e, é claro, que, além disso, a qualificação do nosso corpo clínico, a força-tarefa que visita as cidades que estão em maiores dificuldades, levando equipamentos e instrumentos para reduzir a presença do mosquito e, ao mesmo tempo, aumentando também o número de leitos disponíveis para as pessoas que eventualmente sejam acometidas de dengue. Mas o mais importante, o fundamental, ação nuclear, é a mobilização da sociedade, cada cidadão se percebendo como um guerreiro na luta contra a dengue e fazendo a limpeza da sua própria casa.

Apesar da melhoria, ainda é preciso avançar na luta. Como as pessoas podem participar dessas ações junto com o governo?

Antonio Anastasia: Temos ainda muito a avançar. Sessenta mil casos é um numero muito expressivo, ainda que Minas Gerais tenha reduzido em quase 80% o número percentual que tivemos de dengue em 2010 para 2011, o número ainda é expressivo. Não queremos nenhum caso. Sabemos que é difícil, mas vamos lutar nesse sentido e, através das grandes campanhas de mobilização, com ajuda dos veículos de comunicação, da imprensa, das campanhas que estamos fazendo com nossos parceiros, trocando, inclusive, garrafas pet e pneus por brindes, por prêmios e por prendas, isso é fundamental para mobilizarmos a sociedade. Então, cada pessoa tem, em primeiro lugar, que se conscientizar, tem de se perceber como um elemento ativo na luta contra a dengue, e, aí sim, nós vamos conseguir erradicar o foco do mosquito e, por consequência, a doença.

Governador, a exemplo do que aconteceu no ano passado, o governo vai escolher alguns municípios, que são referência no combate à dengue, para uma premiação. Como vai acontecer essa premiação?

Antonio Anastasia: Essa premiação se dá através das práticas aplaudidas, não só do resultado objetivo da redução do índice de infestação e de casos de dengue, mas também de práticas inovadoras, empreendedoras, participativas e inclusivas da sociedade. Nós tivemos agora a premiação, por exemplo, dos municípios de Conselheiro Lafaiete e Patos de Minas, entre outros, que tiveram grande destaque na guerra contra a dengue. Mas precisamos levar esses exemplos a todos os municípios mineiros que já vêm colaborando muito. Mas é sempre bom dizer aqui, a cada prefeito, a cada vereador, a cada secretário municipal da necessidade da sua articulação com o governo. E volto a insistir, especialmente a você que agora me assiste, me escuta e é cidadão mineiro, que sabe que na sua casa, eventualmente, pode haver um foco da dengue, nós temos que trabalhar juntos para erradicar esse risco e termos um ano de 2012 com um número ainda menor de afetados pela doença. A guerra é permanente e deve ser encarada, com muita coragem e ao mesmo tempo com muita tenacidade. Não é fácil vencer esses focos, que eles são muito simples de serem disseminados em qualquer pequena garrafa, qualquer pequeno vaso, pode haver ali um foco de dengue. Por isso mesmo, cada cidadão tem que ser mobilizado. Sabemos que as campanhas de divulgação já levaram a toda à população a consciência da gravidade da doença e o que fazer para combater os focos. Agora precisamos ainda mais. Ao agradecer o esforço de 2011, contar com um esforço ainda maior em 2012 para nós, de fato, termos vencida essa guerra que continua e que envolve cada um.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: BDMG tem linha especial para empresas que sofreram prejuízos com as chuvas

BELO HORIZONTE (11/01/12) – O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) está operando uma linha de crédito especial para atender as empresas que sofreram prejuízos com as chuvas. É o Programa Emergencial de Socorro a Empresas e Cooperativas com Empreendimentos Afetados por Chuvas Intensas (Fundese Solidário), que viabilizará apoio financeiro às micro e pequenas empresas e cooperativas para a reparação de danos causados por chuvas e inundações. Essa é uma das medidas anunciadas pelo governador Antonio Anastasia em apoio às cidades afetadas pelas enchentes. O decreto que cria essa linha de crédito especial foi publicado na edição desta quarta-feira (11) do Jornal Minas Gerais.

Para solicitar o financiamento, basta preencher o formulário, que estará disponível no site do BDMG dentro dos próximos dias ou procurar um dos parceiros do banco – Cecremge, Crediminas, Fiemg, FCDL, Fecomércio, Federação dos Contabilistas, Federaminas e Sebrae-MG –  na cidade ou região em que está localizada a empresa. Este ano, o BDMG conta também com os correspondentes bancários. São 36 cooperativas já credenciadas que poderão auxiliar as empresas que necessitarem do crédito a fazer o pedido de financiamento.

Programa Solidário

Esta é a sexta versão do Programa Solidário que, desde o período chuvoso dos anos 2000/2001, já socorreu 2.317 micros, pequenas e médias empresas, com o desembolso de mais de R$ 112 milhões em todas as regiões de Minas. Este ano, estão à disposição das empresas e cooperativas R$ 30 milhões. Nas próximas semanas, uma equipe do BDMG visitará algumas cidades que foram atingidas pelas chuvas e fará reuniões com lideranças e empresários locais.

As empresas e cooperativas que estão localizadas nos municípios em situação de emergência devem agregar à documentação um laudo da Defesa Civil, estadual ou municipal, comprovando o prejuízo causado em razão de desastres ou incidentes decorrentes das chuvas. O financiamento tem carência de até seis meses para o início do pagamento, que pode ser feito em até três anos, com juros de 6% ao ano. Podem ser financiados de R$ 5 mil a R$ 100 mil por cada empresa, com valor limitado a 20% do faturamento anual.

Os recursos poderão ser usados em investimentos fixos para substituição e reparos de ativos danificados e também para recomposição de capital de giro, para cobrir gastos com a folha de pagamento, fornecedores, impostos, taxas, aquisição de insumos, mercadorias para revenda e material de consumo.

Os pedidos de financiamento devem ser encaminhados ao BDMG até o dia 31 de maio de 2012 e a documentação solicitada, até 30 de junho.

Gestão Anastasia: Caixa Econômica Federal também reforçará ações do Estado para atingidos pelas chuvas

BELO HORIZONTE (11/01/12) – O governador Antonio Anastasia recebeu informação do presidente em exercício da Caixa Econômica Federal, Marcos Roberto Vasconcelos, de que o banco colocará serviços para ajudar às pessoas e comunidades afetadas pelas fortes chuvas que assolam o Estado.

A Caixa está disponibilizando uma conta bancária para receber donativos para os atingidos pelas enchentes. Os depósitos poderão ser feitos tanto nas agências quanto nas casas lotéricas, sem limites de valor. O interessado deverá fazer o depósito para a agência 0935; operação 006; conta 700-8, em nome da Defesa Civil MG.

Para os clientes, serão disponibilizados produtos e serviços em condições especiais, como prorrogação do prazo de vencimento de parcelas de empréstimos comerciais, suspensão do leilão para operações de penhor, liberação dos limites do construcard para reforma de imóveis urbanos e rurais, além de redução da taxa de juros para crédito consignado.

Também haverá produtos e serviços especiais para a área de habitação, como a suspensão do prazo de vencimento das parcelas e a carência de seis meses nas contratações de crédito imobiliário nas cidades atingidas. As micro e pequenas empresas instaladas nesses municípios terão acesso a operações com limites maiores e menores taxas de juro.

O atendimento nas agências dos municípios atingidos pelas enchentes será reforçado. Também será disponibilizado caminhões para atendimento móvel de acordo com a necessidade de cada cidade. O primeiro já está sendo direcionado para o município de Guidoval, um dos mais atingidos pelas enchentes.

Emergência

Ato do governador Antonio Anastasia publicado na edição desta quarta-feira (11) do Minas Gerais decreta situação de emergência no trecho da rodovia MGC-120, entre Ubá e o entroncamento com a MGC-265 (Guidoval-Dona Euzébia), em função da destruição da ponte sobre o rio Xopotó. O governador destacou entre as justificativas para baixar o projeto, os transtornos que a população que necessita da rodovia vem sofrendo com a interrupção do tráfego na via e os reflexos no aumento de custos para transporte de pessoas e mercadorias na região. Com o decreto, haverá maior agilidade para a reconstrução da ponte.

Fonte: Agência Minas