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Governo anuncia linha de financiamento de material de construção que prejudica cotistas do FGTS

Fonte: Artigo do Instituto Teotônio Vilela

Puxadinho no FGTS

O governo tem um fundão bilionário na mão e trata seus correntistas com a malvadeza de um usurário digna da época medieval. O FGTS serve bem a privilegiados, mas atende mal quem é seu efetivo detentor: o trabalhador brasileiro. A nova linha de financiamento para material de construção anunciada ontem é um destes presentes de grego.

O Conselho Curador do FGTS aprovou linha de crédito especial para a compra de material de construção, com foco na classe média. Quem tomar emprestado até R$ 20 mil terá juros de 12% ao ano e 120 meses para pagar. Serão disponibilizados R$ 300 milhões, podendo chegar a R$ 1 bilhão conforme a demanda.

À primeira vista, parece um excelente negócio para o trabalhador. Olhando pelas condições praticadas pelos bancões comerciais, é mesmo: a taxa oficial equivalerá à metade do que o mercado oferece, em média. Mas a conclusão positiva só seria válida se o dinheiro financiado não pertencesse ao próprio tomador do empréstimo.

Sob este prisma, o trabalhador vai é pagar caro por um dinheiro que é seu e é remunerado a taxas bem menores do que os juros que lhe serão cobrados no financiamento. É como se alguém tivesse R$ 20 mil aplicados num fundo de investimentos e recorresse a um banco para pegar os mesmos R$ 20 mil pagando pelo empréstimo o triplo do que recebe para manter seu dinheiro investido.

No ano passado, os depósitos no FGTS renderam 4,2%. Neste ano, com perspectiva de alguma melhora na inflação, e consequentemente de queda na taxa referencial (TR), a remuneração deve ser ainda menor. Os 12% que o governo oferece são um negócio da China… para os bancos.

Os cotistas do FGTS são obrigados a deixar seu dinheiro depositado em suas contas vinculadas. Só podem sacar em condições especiais, como demissão sem justa causa, doença grave, aposentadoria e aquisição de casa própria.

Como regra, a grana do FGTS fica guardada na Caixa, remunerada à exuberante taxa de 3% ao ano mais TR. É o pior negócio do mercado. Não é surpresa que o rendimento do dinheiro do trabalhador apanhe, recorrentemente, da inflação: aconteceu de novo no ano passado, quando o custo de vida foi de 6,5% e o fundo rendeu pouco mais de 4%.

Entre 2002 e 2010 as perdas geradas pelo descompasso entre a remuneração do FGTS e a inflação chegavam a R$ 72,7 bilhões, segundo o Instituto Valor Econômico em dezembro, ele fez as contas: “Um real depositado em uma conta do FGTS em 1994, quando o Plano Real foi lançado, vale hoje R$ 4,12. O mesmo R$ 1 aplicado no CDI (Certificado de Depósito Interbancário) valeria R$ 21,40 [líquido de impostos]. Ou seja, a rentabilidade acumulada de mercado foi mais de cinco vezes a rentabilidade do FGTS”.

Se quer tratar melhor o trabalhador, seja ele de que classe for, o governo deveria começar a examinar propostas mais sérias de aproveitamento dos bilionários recursos do FGTS. Só ações ousadas têm capacidade de mudar profundamente a realidade e alterar para muito melhor as perspectivas econômicas do país. Remendos só servirão como puxadinhos.

Governo Anastasia pede à União R$ 3,9 bilhões para obras de prevenção e recuperação das cidades mineiras atingidas pelas chuvas

Chuvas em Minas, Gestão Pública

Fonte: Amanda Almeida – Estado de Minas

MG pede R$ 3,9 bi para 318 projetos

O governo de Minas pediu ontem ao governo federal R$ 3,9 bilhões para obras de prevenção e de recuperação dos municípios atingidos pelas chuvas deste ano. Uma comitiva, representando o governador Antonio Anastasia (PSDB), entregou à ministra de Planejamento, Miriam Belchior, 318 projetos de intervenções apontadas por prefeituras mineiras e pelo próprio Executivo estadual. Ainda não há previsão de liberação dos recursos. Os pedidos envolvem drenagens, dragagens, desassoreamento de rios, construções de pontes, calçamento de ruas, entre outros.

Segundo o governador, do total solicitado ao governo federal, R$ 1,5 bilhão é para projetos de competência do governo de Minas e R$ 2,4 bilhões para obras de responsabilidade dos municípios. “O portfólio de projetos foi entregue hoje (ontem) e vai ser discutido, naturalmente. Não se pretende que haja liberação nestes dias, até porque há projetos estruturantes, processos longos, como construção de barragens, que demandam recursos expressivos”, comentou Anastasia.

Entre as intervenções prioritárias apresentadas pelo governo de Minas para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão as obras de contenção de cheias na bacia do Córrego da Ferrugem, em Contagem, e sua expansão para controle de cheias no Córrego Riacho das Pedras. Há também projeto de requalificação urbana e ambiental do Ribeirão Arrudas e de construção de bacias de contenção para o Córrego Cachoeirinha e da Onça, além da ampliação dos sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário nas bacias do Rio das Velhas e Paraopeba.

São 206 intervenções para prevenção e 112 de recuperação de municípios atingidos. “Detalhamos ao Ministério do Planejamento projetos de prevenção, com obras de drenagem, de contenção de encostas, de dragagem de rios que, se implementados, vão beneficiar as regiões do estado que mais sofrem com o período chuvoso”, disse o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto, que esteve presente na reunião com o governo federal. O levantamento das obras foi feita por técnicos dogoverno de Minas.

Segundo Anastasia, as obras são demandas de mais de 100 municípios. “São valores expressivos que vão ser analisados de acordo com a capacidade do orçamento da União”, afirmou. O histórico de liberação de recursos para recuperação de cidades destruídas pelas chuvas, no entanto, não é animador. No ano passado, o governo federal prometeu a liberação de R$ 50 milhões para obras de recuperação das cidades afetadas entre 2010 e 2011, e o governo de Minas, R$ 20 milhões. Pouco mais da metade desses recursos foi efetivamente investida.

Além do pedido do governo de Minas, mais recursos podem ser demandados. Em reunião com os prefeitos da Zona da Mata mineira, região mais atingida este ano, um representante do Ministério da Integração Nacional disse que técnicos da pasta passarão pelas cidades nos próximos dias para ajudar as prefeituras a elaborar projetos de recuperação – o ministro da Integração, Fernando Bezerra, chegou a dizer que verbas ficam retidas por falhas nos projetos das obras.

Antecipação da Bolsa-Família
Mais de 289 mil famílias mineiras terão pagamento da Bolsa-Família antecipado em Minas. O benefício será liberado a partir do dia 18 em 104 municípios mineiros que decretaram estado de emergência por causa das enchentes. Em fevereiro, as pessoas poderão fazer o saque dia 14. A medida, conforme informações do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), visa ao atendendimento dos beneficiários que moram nas cidades que se declararam em situação de emergência devido às enchentes. Ao todo, segundo dados de dezembro de 2011, serão pagos R$ 33.399.771 para 289.453 mil famílias. De acordo com o coordenador-geral de Logística de Pagamentos de Benefícios MDS, Gustavo Camilo, a previsão é que esse número aumente.

Governador Antonio Anastasia visita o município de Além Paraíba

ALÉM PARAÍBA (11/01/12) – O governador Antonio Anastasia determinou nesta quarta-feira (11), durante visita a Além Paraíba, na Zona da Mata, novas medidas emergenciais nas áreas de transportes e obras públicas, saúde e abastecimento de água, para o retorno imediato à normalidade na cidade. Equipes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) vão trabalhar na retirada de entulho para melhorar o acesso aos bairros atingidos.

Outra determinação é o início de estudo para construção de novo prédio para abrigar o Hospital São Salvador, localizado em área afetada pela chuva. O governador também determinou o envio de caminhões-pipa para o abastecimento de água, até que o serviço seja restabelecido pela Copasa.

Além Paraíba é uma das 127 cidades mineiras que decretaram situação de emergência, por causa das fortes chuvas. A Defesa Civil estadual registrou três óbitos e uma pessoa desaparecida na cidade. Desde segunda-feira, as equipes trabalham em ações emergenciais e de assistência humanitária para minimizar os efeitos dos temporais.

Essa é a segunda visita do governador Anastasia à Zona da Mata, a região mais castigada neste período chuvoso. Na semana passada, ele e o vice-governador Alberto Pinto Coelho estiveram em Ubá, Guidoval, Muriaé, Dona Euzébia, Cataguases e Visconde do Rio Branco.

“Todas as cidades merecem atenção absoluta do Governo de Minas. Já determinei, no caso de Além Paraíba, à equipe do DER a adoção de medidas imediatas, juntamente com a prefeitura, para o imediato retorno à normalidade das vias terrestres que foram as mais afetadas, com a retirada dos entulhos e, inclusive, de algo que é inacreditável, uma casa que foi trazida pela força das águas para dentro do córrego e está impedindo o curso normal das águas”, disse.

Hospital

O governador anunciou ter determinado à Secretaria de Estado de Saúde que, juntamente com a prefeitura, identifique uma área para a construção de um novo hospital. “O novo hospital deve estar longe da área das enchentes para deixar tranquila a população de Além Paraíba e da região, já que o hospital atende também municípios vizinhos”.

Anastasia conheceu o posto de comando da Coordenadoria de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG), no parque de exposições, local de onde estão sendo coordenadas todas as ações integradas para minimizar os danos causados pela chuva na cidade. Ele se solidarizou com famílias que aguardavam atendimento no Lions Clube de Além Paraíba, ponto de coleta e distribuição de donativos.

Depois, o governador Anastasia, acompanhado do prefeito Wolney Freitas, do secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, e do coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Luis Carlos Dias Martins, visitou moradores das ruas Mangueiras e Joaquim Lopes, na Vila Caxias, uma das 15 regiões atingidas pelas enchentes e inundações. Ele ouviu críticas e sugestões para a melhoria das condições de vida da população.

“Estamos assistindo aqui, em Além Paraíba, uma situação muito triste. É praticamente um cenário de guerra que eu acabo de ver. O córrego Limoeiros transbordou, com impressionante força das águas. Só estando aqui para ver o que aconteceu. Casas destruídas, comércio destruído, lamentavelmente perdas de vidas humanas. As ruas foram completamente arrasadas. Temos de fazer agora um trabalho imediato de reconstrução e de volta à normalidade, que significa o abastecimento de água, que é nossa prioridade. Ao mesmo tempo, proporcionar atendimento médico, abastecimento de gêneros alimentícios, de tal modo que haja também o início da limpeza da cidade, especialmente das ruas que foram muito afetadas” afirmou.

Copasa

Por determinação do governador Anastasia, a Copasa está disponibilizando dez caminhões-pipa para o abastecimento de serviços essenciais, como hospitais, creches e unidades de saúde, até que o serviço seja normalizado. Locais onde estão desabrigados e desalojados também terão preferência no atendimento.

Segundo o diretor da Copasa, Valério Parreira, responsável pelo abastecimento de água na Zona as Mata e Leste mineiro, a companhia já enviou equipamentos pesados e 25 técnicos, e contratou equipes da própria região para recuperar um trecho de 48 metros de adutora que foi arrancada pelas fortes correntezas do rio Aventureiro.

“A força da água foi tão forte que oito tubos de 500 milímetros de diâmetro, seis metros de comprimento e pesando quase uma tonelada cada, que ficavam apoiados em uma estrutura de concreto que passava por sobre o ribeirão, foram arrastados”, disse. A expectativa da Copasa é que nesta quinta-feira (12) o serviço comece a ser normalizado, ainda que com uma produção reduzida em cerca de 50% da vazão normal.

Plano de Ações

Coordenada pela Cedec-MG, a força tarefa, que atua em Além Paraíba, é integrada por equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Copasa, Gerência Regional de Saúde, DER-MG, além de agentes de diversos órgãos da prefeitura municipal. Entre as principais tarefas planejadas está o trabalho contínuo de busca e resgate de uma pessoa desaparecida, a cargo do Corpo de Bombeiros. Outras em curso são a limpeza e desobstrução das ruas, avaliação dos danos materiais, recuperação de pontes.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: Campanha de solidariedade inicia entrega de doações às vítimas das chuvas

 

BELO HORIZONTE (11/01/12) – Quinze toneladas de donativos e materiais de ajuda humanitária foram encaminhadas, nesta quarta-feira (11), a famílias atingidas pelas chuvas no Estado. Essa é a primeira entrega de doações, arrecadadas pelo Movimento Minas Solidária, campanha de solidariedade às vítimas das chuvas, lançada no último dia 6 pelo Governo de Minas. A campanha está sendo executada pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) em parceria com o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas).

O primeiro comboio do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais saiu às 9h30, da Academia de Bombeiros, em Belo Horizonte, levando alimentos, leite em pó, roupas, calçados, material de higiene e limpeza e fraldas descartáveis para os municípios de Jeceaba, Juatuba, Ponte Nova e São João del-Rei.

Já foram arrecadadas 130 toneladas de alimentos e outros materiais essenciais ao suprimento das necessidades básicas da população, como higiene e limpeza. Segundo a Cedec, nesta quarta-feira (11) cerca de 25 mil pessoas estavam desalojadas e mais de 2,4 mil desabrigadas, em 182 municípios mineiros.

Para a presidente do Servas, Andrea Neves da Cunha, a solidariedade do povo mineiro demonstra o esforço de todo um Estado para ajudar aqueles que sofrem com perdas em decorrência das fortes chuvas.

“O ritmo da campanha está, felizmente, muito positivo. Já arrecadamos, de sexta-feira até hoje, 130 toneladas de alimentos e, nesse momento, eu gostaria de agradecer a cada um que pode colaborar com esse esforço que, na verdade, é um esforço de toda Minas Gerais. Esse é o primeiro comboio, vamos chamar assim, que já está partindo com essas doações, 15 toneladas estão saindo hoje para quatro municípios atingidos pelas chuvas. Nossa expectativa é que possamos continuar todos juntos mobilizados porque infelizmente ainda estamos atravessando um período difícil para Minas Gerais”, disse Andrea Neves.

Segundo o secretário-executivo da Cedec-MG, coronel Eduardo César Reis, os materiais de ajuda humanitária irão ajudar famílias que, hoje, estão sem acesso a produtos de necessidades básicas, levando em conta que, além de residências, o comércio das cidades atingidas pelas chuvas também foi afetado.

“O balanço inicial da campanha é altamente positivo, reflete o espírito de solidariedade do povo mineiro que é externado a cada dificuldade que a comunidade enfrenta em razão do período das chuvas. Sabemos, por exemplo, no caso de Guidoval, que boa parte da área comercial da cidade foi afetada e isso inviabiliza o acesso das pessoas a terem suas necessidades básicas de alimentação, de vestuário e de higiene atendidas, porque eles não vão encontrar no mercado local esses itens”, explica o coronel Eduardo.

O secretário-executivo da Cedec-MG disse que a Defesa Civil já distribuiu um volume significativo de cestas básicas, em torno de 10 mil unidades, além de colchões, cobertores, roupas, medicamentos, lonas plásticas, kits de higiene e de limpeza, que foram entregues à população logo após a ocorrência dos desastres.

Distribuição

Uma força tarefa com 50 bombeiros militares e com meninos que integram o projeto social “Voluntários da Cidadania” fizeram o carregamento de três caminhões, uma carreta e dois furgões do Corpo de Bombeiros, com as cestas básicas e o material de ajuda humanitária.

A prioridade é arrecadar leite em pó, fraldas, material de higiene e de limpeza, além de utensílios domésticos. Segundo Andrea Neves, o Governo de Minas se compromete a fazer com que as doações cheguem a quem precisa. A campanha durará o tempo indispensável ao suprimento dessas necessidades. “Estamos todos juntos acompanhando o desenvolver das chuvas, para que possamos estar o mais próximo possível dessas centenas de famílias até o momento em que elas possam retomar a sua rotina de vida diária. O nosso compromisso com cada um que fizer doação é garantir que essa doação chegue a quem realmente precisa”, destacou.

Nos municípios beneficiados, esse material será distribuído às famílias pelas coordenadorias municipais de Defesa Civil, em um trabalho articulado entre o Governo de Minas, por meio da Cedec, do Servas, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, com o apoio das prefeituras. A Defesa Civil e o Servas dispõem de recursos para o transporte dos donativos. “Também vamos solicitar às prefeituras municipais que tiverem condições para buscar os donativos em uma unidade da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros mais próxima, fazendo com que o recurso chegue imediatamente à comunidade”, explicou coronel Eduardo.

As doações podem ser feitas nas unidades do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, na capital e no interior, e também na sede do Servas, em Belo Horizonte, localizada na avenida Cristóvão Colombo, nº 683, bairro Funcionários. As doações financeiras devem ser depositadas no Banco do Brasil, C/C 64.529-X, agência 1229-7.

Também acompanharam a saída do primeiro comboio do Corpo de Bombeiros com os donativos o chefe interino de Comunicação Social do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, major Rubem Cruz; o superintendente técnico operacional da Cedec, major Edylan Arruda; e o chefe de comunicação da Polícia Militar, major Freitas.

Fonte: Agência Minas

Entrevista de Antonio Anastasia sobre Força de Saúde e projetos apresentados à União

BELO HORIZONTE (10/01/12) – O governador Antonio Anastasia se reuniu nesta terça-feira (10) com médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais que integrarão a Força Estadual de Saúde, para os municípios mais atingidos pela chuva em Minas este ano. Após a cerimônia, Anastasia concedeu entrevista coletiva, quando falou das ações da Força e dos projetos que técnicos do Governo do Estado discutiram nesta terça-feira (10)  com representantes do Ministério do Planejamento, em Brasília, e somam R$ 3,9 bilhões.

Alguns trechos da entrevista:

Sobre a Força Estadual de Saúde

Nós estamos criando aqui, na verdade, uma equipe móvel de assistência em razão de um quadro muito grave que estamos vivendo. Estamos diante de uma anormalidade, de uma situação muito grave em decorrência de chuvas. Então, por sugestão da Secretaria de Saúde, com o nosso aplauso, são constituídas as equipes móveis de voluntários que vão ter que ser levados às áreas de risco onde o poder público está intervindo. Tivemos que fazer a locação dos veículos  para serem utilizados enquanto durar – 30 ou 60 dias – o nosso trabalho para a volta à normalidade.

Primeiros locais

Os voluntários vão começar em primeiro lugar, por Guidoval e Dona Euzébia, que serão as duas cidades primeiras, que foram muito atingidas, na região da Zona da Mata. E, dali, vão circular pela região, inclusive Além Paraíba, que também foi uma cidade muito atingida, na qual estarei amanhã.

As equipes

Temos em torno de 450 voluntários e o cadastramento ainda está aberto. Foi feito um cadastramento, pela internet e telefone. Temos profissionais que são do Estado e que não são de Minas. Essas pessoas devem receber sempre o nosso aplauso. Vamos montar 20 equipes, com 60 profissionais. Ele irão em uma caminhonete com tração para poderem chegar a lugares com dificuldade de acesso. Cada caminhonete vai ter uma equipe com um motorista e três profissionais de saúde.

Reunião em Brasília

O secretário de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto, e outros integrantes do nosso governo estiveram hoje no Ministério do Planejamento dando sequência à primeira reunião que aconteceu no dia 27 de dezembro. Eles entregaram um portfólio de projetos apresentados pelo Governo do Estado e projetos de responsabilidade das prefeituras municipais tanto na área de prevenção quanto na área de recuperação. Na área de prevenção, são propostas voltadas para drenagem, saneamento e dragagem. Os projetos foram entregues hoje e vão ser discutidos, naturalmente. Não se pretende que haja liberação nesses dias, até porque ali temos projetos estruturantes, processos longos, projetos importantes, construção de barragens e que montam recursos expressivos. Ou seja, estamos também apresentando medidas para colaborar, como já fizemos no passado, com a redução de enchentes futuras.

Os valores

Apresentamos uma proposta que eu já tinha antecipado de projetos de responsabilidade do Estado de cerca de R$ 1,5 bilhão. As prefeituras, tanto da Região Metropolitana quanto do interior também apresentaram projetos da ordem de R$ 2,3 bilhões. São valores expressivos que vão ser analisados de acordo com a capacidade do Governo Federal em alocar os recursos e que agora serão discutidos agora pelos senhores ministros. Envolve mais de 100 municípios.

Parceria com a União

Desde o primeiro momento que Minas Gerais passou a ser atingida pela chuva nessa virada do ano, estamos tendo o apoio muito firme do Governo Federal, da  presidenta Dilma Rousseff, da Casa Civil e dos demais ministérios finalísticos. Estamos trabalhando na área de saúde. Conversamos ontem a noite por telefone com o Ministro da Saúde (Alexandre Padilha), que esteve em Além Paraíba com o secretário de saúde. Estamos tendo esse apoio e sabemos que existem verbas que devem ser distribuídas pelo Brasil afora e continuaremos reivindicando sempre recursos para Minas.

Trabalho integrado

Neste momento, a preocupação fundamental deve ser com a volta à normalidade. Vamos trabalhar firmes e integrados, harmônicos para que o Estado de Minas Gerais e os outros Estados também atingidos pelas chuvas possam voltar à normalidade e nós discutirmos, em uma segunda fase, as verbas necessárias que para recuperação, projetos estruturantes maiores que nós precisamos ter nos Estados brasileiros.

Prevenção

Uma recente revista demonstra o bom exemplo de Belo Horizonte, que conseguiu reduzir muito a questão de deslizamentos de encostas. Vários municípios têm realizado trabalhos preventivos. É um processo. Nunca houve no Brasil com um todo, há décadas, ou mesmo há séculos, uma prioridade muito firme na questão de prevenção. Precisamos ir mudando aos poucos a cultura, investindo também em prevenção que significa drenagem, dragagem, significa um processo de educação de todos em relação a meio ambiente.

Mudanças no regime de chuvas

Nós observamos que tem havido nos últimos anos, lamentavelmente, uma mudança muito drástica do regime de chuvas. Na Região Metropolitana, no ano passado, nós ficamos cinco meses com zero praticamente de índice pluviométrico. E, de repente, no final do ano, nós temos um uma chuva que nunca houve em 100 anos. Todas as estruturas eram pensadas numa determinada média. E essa média hoje é outra, muito maior. Vamos ter de nos fortalecer de maneira mais aguda para enfrentarmos esse novo quadro climático que se avizinha.

Além Paraíba

Amanhã eu estarei em Além Paraíba, para uma visita à cidade, conversar com as pessoas, com as lideranças. A nossa preocupação é muito grande com as famílias, por isso essa força de saúde é muito importante. O objetivo é a volta à normalidade, porque nos preocupamos com as pessoas mais carentes, que estão mais sensíveis à perda desse cotidiano. Há uma previsão de que o clima deve melhorar a partir de amanhã, Deus queira que sim. E vamos continuar trabalhando agora para que essa volta à normalidade ocorra o mais breve possível.

Fonte: Agência Minas

Minas terá 22 cidades como destino para turistas

Arquitetura colonial, grutas, arte contemporânea, estâncias hidrominerais

Fonte: Estado de Minas

Minas terá mais cidades divulgadas na Copa

Arquitetura colonial, grutas, arte contemporânea, estâncias hidrominerais e muitos outros atrativos. Minas abre suas portas para os turistas e já se destaca, de antemão, como destino prioritário dos estrangeiros durante a Copa 2014. O estado tem o maior número de municípios definidos pelo Ministério do Turismo (Mtur) como preferenciais nas ações de promoção oficial aos visitantes. Isso significa que, de 184 destinos próximos das 12 cidades-sede selecionados pelo órgão, 22 são mineiros. Na lista, estão Brumadinho (Inhotim), na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Tiradentes, no Campo das Vertentes, Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, Caxambu, no Sul, e Araxá, no Alto Paranaíba.

A posição de Minas agradou ao secretário de Estado de Turismo, Agostinho Patrus Filho, para quem o bom resultado é fruto de estratégia de planejamento e gestão do governo. Ele destaca que vêm sendo adotadas ações, com antecedência, para estruturação dos destinos, o que contribui para aumento da competitividade nos mercados nacional e internacional. E citou, como principais, a qualificação profissional, sinalização nas cidades e conscientização da população.

“O primeiro lugar nos surpreendeu, pois estamos na frente de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul”, afirmou o secretário, ressaltando que o turista deverá visitar, em média, três cidades além do destino escolhido para acompanhar os jogos. “Para atender à demanda, estamos trabalhando com os receptivos mineiros roteiros prioritários para a Copa para que os visitantes conheçam os atrativos e aumentem a sua permanência no estado”, explica. Para o secretário, tantos destinos indicados em Minas é a comprovação da pluralidade cultural e natural de Minas: “A Pesquisa de Demanda Internacional no Brasil, divulgada pelo MTur em 2010, mostrou que 32,7% dos turistas que viajam a lazer procuram atrativos de natureza, ecoturismo e aventura e, 18%, cultura”.

Seleção O Mtur selecionou 88 produtos e 184 destinos brasileiros em municípios distantes até três horas (via terrestre) ou até duas horas (via aérea) dos campos do Mundial. A ideia, segundo os técnicos, é incentivar o visitante a conhecer os atrativos localizados no entorno das sedes, aumentando o fluxo turístico, distribuição de renda e geração de emprego. Pela estimativa oficial, o Brasil vai registrar 7,8 milhões de viagens domésticas no período.

O estudo começou há três meses, quando técnicos do MTur e do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) promoveram uma oficina de trabalho para definir a matriz de seleção dos destinos e produtos. Os municípios selecionados terão preferência na destinação de recursos e no destaque da promoção oficial e, entre campanhas e convênios, o ministério estima investir R$ 70,5 milhões em 2012.

Para a promoção internacional do turismo brasileiro, a expectativa é a de que a Embratur invista R$ 139 milhões. Os destinos foram escolhidos pelo MTur seguindo o critério de distância de até três horas (via terrestre) ou até duas horas (via aérea) das cidades-sede (Belo Horizonte) do Mundial. Em Minas Gerais, foram selecionados:

3 milhões
de brasileiros e 600 mil estrangeiros deverão circular pelo país no mês da Copa

CIDADES INDICADAS

No raio de 50 km
Mariana, Sabará e Brumadinho (Inhotim)

Até 150 km
Ouro Preto, Congonhas, Lagoa Santa, Sete Lagoas e Cordisburgo

Até 300 km
Tiradentes, São João del-Rei, Prados, Coronel Xavier Chaves, Resende Costa, Lagoa Dourada, Diamantina e Serro

Acima de 300 km
Caxambu, São Lourenço, Lambari, Três Corações e Araxá

Gestão Anastasia: depósito avançado do Governo de Minas é inaugurado na cidade de Pouso Alegre

 

POUSO ALEGRE (10/01/12) – Foi inaugurado nesta terça-feira (10), em Pouso Alegre, no Sul de Minas, mais um depósito avançado do Governo de Minas, montado pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec/MG) em conjunto com o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas). O depósito, construído no 20º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, recebe e armazena material de ajuda humanitária e donativos adquiridos pela Cedec, distribuídos aos municípios que, eventualmente, são prejudicados com as fortes chuvas.

O secretário-executivo Estadual da Defesa Civil, coronel Eduardo César Reis, que representou o chefe da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais, coronel Luis Carlos Martins, explicou que, por meio dos depósitos avançados, é possível fazer com que os materiais de ajuda humanitária cheguem com mais rapidez às populações afetadas.

“A Cedec de Minas atua de forma descentralizada através de regionais de Defesa Civil que coincidem com as regiões da Polícia Militar. Temos 13 depósitos avançados que funcionam em instalações da Polícia Militar, para atender prontamente às demandas, além de ficarem mais próximos das comunidades afetadas. O município afetado faz a solicitação de ajuda humanitária pelo meio mais rápido possível, telefone, fax ou e-mail e, a partir daí, emitimos a autorização de retirada do material desses depósitos”, disse coronel Eduardo.

No depósito avançado da Cedec em Pouso Alegre, o primeiro do Estado construído com estrutura de PVC, já estão armazenados 400 cestas básicas, 400 colchões, 500 cobertores, 50 caixas com 70 copos d´água de 200 ml em cada uma e três bobinas de lona, de 400 m² cada. Este depósito já funcionava no município de forma provisória. O material estava armazenado em salas do 20º Batalhão da PM. O novo depósito tem 100 m² e 6 m de altura.

Com esse, são 13 os depósitos implantados, desde 2003, pelo Governo de Minas. Eles estão estrategicamente distribuídos por todas as regiões do Estado – Belo Horizonte, Barbacena, Diamantina, Governador Valadares, Lavras, Manhuaçu, Montes Claros, Passos, Pouso Alegre, Teófilo Otoni, Ubá, Uberaba e Uberlândia. Os de Montes Claros e Ubá já se encontram em fase de conclusão.

O prefeito de Pouso Alegre, Agnaldo Perugini (PT), agradeceu o apoio do Governo de Minas às cidades afetadas pelas chuvas e ressaltou a importância do trabalho da Defesa Civil no socorro às vítimas de enchentes. “Nosso agradecimento ao governador do Estado, Antonio Anastasia, ao vice-governador pelo empenho que eles têm tido em socorrer as nossas cidades quando os acionamos devido às tragédias. Quem está na administração sabe muito bem como a Defesa Civil tem lutado, a mando dos seus dirigentes, quer seja do prefeito, do governador, da presidenta da República, para socorrer as vitimas de enchentes. Então, tenham os senhores do Governo do Estado toda nossa solidariedade e o nosso compromisso neste trabalho”, destacou Agnaldo.

Distribuição

Desde outubro de 2011, já foram distribuídos quase 100 toneladas de alimentos, mais de quatro mil colchões, mais de dois mil cobertores, mais de nove mil telhas, além de kits de produtos de higiene pessoal, kits de limpeza, rolos de lonas e sacos com roupas. Já foram deslocadas para o abastecimento desses depósitos avançados mais de 20 equipes de transporte de ajuda humanitária. A construção dos depósitos avançados faz parte das ações de preparação da Defesa Civil Estadual para o período de chuvas.

O coronel Eduardo, também recebeu, em nome do chefe da Cedec-MG, coronel Luis Carlos Martins, homenagem da 17ª Região da Polícia Militar de Minas Gerais pelos serviços desempenhados pela Defesa Civil em todo o Estado.

Também participaram da solenidade de inauguração do posto avançado de Pouso Alegre o comandante da 17ª Região da PMMG, coronel Robson Alves Campos; comandante da 18ª Região da PMMG, coronel Edílson Ivair Costa; comandante do 20º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Sérgio Soares; diretor-executivo da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Ipuiuna, Elder Cássio de Souza; além de inúmeros prefeitos e lideranças políticas da região.

Fonte: Agência Minas