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Gestão Anastasia: secretaria de Saúde firma parceria para criação de residência médica

BELO HORIZONTE (19/12/11) – Em reunião realizada nesta segunda-feira (19), o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, formalizou a parceria de implantação da Residência Médica em Urgência e Emergência na Macro Norte. Estavam presentes no encontro o reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), João Canela, o coordenador médico do Samu Macro Norte, Enius Freire Versiani, representantes do Hospital Universitário Clemente de Faria, dentre outras autoridades.

Segundo Antônio Jorge, “este curso tem como objetivo aprimorar a capacidade dos profissionais envolvidos no atendimento dos pacientes, ampliando, assim, a eficiência dos diagnósticos, os gastos com internações e os procedimentos desnecessários”, explica.

Segundo João Canela, o investimento inicial de R$ 440 mil, repassado pelo Governo de Minas, irá permitir com que a universidade oferte, já para o primeiro semestre de 2012, seis vagas. “A turma irá estagiar no Samu Macro Norte, uma vez que é fundamental para que os profissionais conheçam a gestão hospitalar. Todos sairão ganhando com essa parceria: alunos, Samu e pacientes”, acrescentou. O curso, coordenado pela Unimontes, em parceria com Hospital Aroldo Tourino e Hospital Santa Casa, é pioneiro no Estado e tem duração de três anos. Para os próximos anos a expectativa é que sejam ofertados até 18 vagas.

O secretário aproveitou também para anunciar o repasse de R$ 3 milhões para a construção de 20 leitos de UTI no Hospital Universitário Clemente Faria.

Fonte: Agência Minas

Governo Antonio Anastasia: inauguração da UAI de Montes Claros simplifica a vida dos cidadãos do Norte de Minas

MONTES CLAROS (19/12/11) – A sexta Unidade de Atendimento Integrado (UAI) gerida por meio de Parceria Público-Privada foi inaugurada, nesta segunda-feira (19), em Montes Claros, no Norte de Minas, pela secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena. A unidade possibilitou a abertura de 50 novos postos de trabalho na cidade e coloca à disposição do público 34 guichês, com capacidade de realizar 1.016 atendimentos diários.

Para a secretária Renata Vilhena, os cidadãos querem serviços que sejam mais acessíveis, convenientes e completos. “A essência das UAIs é unificar serviços de maneira a reduzir o tempo e o esforço que os cidadãos empreendem para encontrá-los e obtê-los da forma como necessitam”.

Ainda segundo a secretária, com a transferência das competências de coordenação e supervisão dos Postos de Serviço Integrado Urbano à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), foram necessárias ações para modernizar o modelo vigente de prestação de serviços públicos. “Nascem, então, as UAIs, que inseridas no escopo do Projeto Estruturador Descomplicar, têm como desafio oferecer serviços públicos com foco na desburocratização”, completa.

Serviços

Instalada em uma área de 1.250 metro quadrados, a UAI de Montes Claros atenderá ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. No local, o cidadão terá a sua disposição os seguintes serviços: pagamentos diversos; Atestado de Antecedente Criminal; Carteira de Trabalho; Carteira de Identidade, Seguro Desemprego; e intermediação de mão de obra. Na área do TJMG estão os agendamentos de conciliação.

Para a gerente da UAI de Montes Claros, Vládia Guimarães Cattabriga, “os cidadãos do Norte de Minas terão atendimento de excelência, com serviços em horário contínuo e emissão de senhas sem intervalos. Contamos também com o Telecentro para consultas a sites, impressão de currículos e outros serviços”.

A inauguração da unidade de Montes Claros contou ainda com a presença do secretário de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira; do secretário de Estado de Trabalho e Emprego, Carlos Pimenta; do secretário de Desenvolvimento Social, Wander Borges; e do prefeito do município, Luiz Tadeu Leite.

Fonte: Agência Minas

Congresso de jovens tucanos defende realização de prévias para eleições majoritárias do PSDB

Fonte: Estado de S.Paulo

Jovens tucanos defendem prévias em eleições majoritárias

Tema já foi motivo de polêmica no PSDB, quando Aécio Neves e José Serra disputavam posto de presidenciável 

Em um documento intitulado “Carta de Goiânia”, apresentado logo após o Congresso da Juventude da Social Democracia Brasileira, a juventude tucana defendeu a realização de prévias para eleições majoritárias no partido, bandeira apoiada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) em sua participação no evento.

“O PSDB surgiu tendo como uma de suas premissas a democracia interna”, diz o texto. “A melhor forma de garanti-la é incluir as bases partidárias diretamente no processo decisório da escolha de nossos candidatos majoritários. Por isso defendemos as primárias já nas eleições de 2012″.

As prévias foram motivo de polêmicas no PSDB há dois anos, quando Aécio fez ampla defesa das eleições internas, contrastando com o ex-governador de São Paulo, José Serra, que embora não tenha se posicionado contra a consulta aos filiados, nunca despendeu esforços para isso. À época, Serra e Aécio duelavam pelo posto de candidato tucano à Presidência da República em 2010. O mineiro desistiu, e Serra foi à disputa.

Na carta, a juventude tucana listou, além das prévias, outras bandeiras. A primeira é a transformação da corrupção, tema que marcou o noticiário político em 2011, em crime hediondo.

“Não podemos permitir que crimes de corrupção terminem sempre de forma inconclusiva e impune. Por isso propomos transformar crimes de corrupção em crime hediondo para que processos como o do ‘mensalão’ (sic) não se estendam por anos sem punição aos condenados”, diz a Carta de Goiânia.

Os jovens tucanos sustentaram ainda que o PSDB “deve sair na vanguarda do clamor popular pela ética e não permitir em seus quadros nenhum candidato que não seja ‘Ficha Limpa’.

A juventude tucana também defende no documento a redução da maioridade penal para 16 anos “sem idade mínima para crimes hediondos”, o fim do alistamento militar obrigatório e o direito a meia – entrada em eventos culturais e esportivos para jovens até 24 anos – uma forma, segundo eles, de acabar “com a atual corrupção gerada pela emissão descontrolada de carteirinhas estudantis”.

Os jovens tucanos advogaram ainda pelo voto distrital puro.

Gestão Antonio Anastasia: Minas destinar R$ 200 milhões para ações de combate à miséria

Gestão Social em Minas, Erradicação da pobreza absoluta

Fonte:Estado de Minas

Combate à miséria em Minas terá R$ 200 milhões

O Fundo de Erradicação da Miséria (FEM) agora é lei em Minas Gerais. E tem a expectativa de dedicar já no ano que vem pelo menos R$ 200 milhões para investimentos no combate à pobreza. Projeto de lei do Executivo, instituindo a verba carimbada, que pode beneficiar cerca de 3 milhões de mineiros, foi aprovado na madrugada de quarta-feira na Assembleia Legislativa. O curioso é que, em um ano de grandes embates entre governo e oposição, o texto foi relatado por um deputado do PT.

O dinheiro para financiar as ações virá de 2% de tributação adicional que passará a ser cobrada sobre armas e bebidas alcoólicas, exceto aguardente, taxação aprovada em outro projeto pelo Legislativo no mesmo dia. A expectativa da Secretaria de Estado da Fazenda é que os impostos gerem um mínimo de R$ 200 milhões, valor já alocado no Plano Plurianual de Ações Governamentais. O fundo será gerido por um conselho gestor, que terá representantes de secretarias de estado, conselhos públicos e Assembleia.

Uma das primeiras ações previstas é a ampliação da coparticipação do estado nas políticas de assistência social nos municípios. Hoje, o governo mineiro concede R$ 1,80 por família atendida no cadastro único de políticas sociais em 214 municípios. Com cerca de R$ 25 milhões do FEM, o número de cidades passa para 820 em 2012 e 853 em 2013.

Previsto na Constituição Federal, o fundo de combate à miséria existe nacionalmente e em outros 17 estados. O governo de Minas propôs a criação na sequência de um seminário sobre o tema feito no Legislativo e a previsão é de que ele funcione até 31 de dezembro de 2030. Segundo o relator da matéria, deputado André Quintão (PT), a demanda reprimida é grande. O FEM é destinado a ações voltadas para pessoas em estado de pobreza, cerca de 2,8 milhões de mineiros com renda de até R$ 140 per capita, ou extrema pobreza, com renda de até R$ 70 per capita, mais de 910 mil cidadãos.

O fundo pode se converter até em novos programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família no plano nacional. A legislação aprovada admite a destinação de recursos do FEM para pagamento de pessoal e custeio a entidades que atuem em programas e ações sociais. Para enfrentar situações de pobreza e desigualdade, o fundo se dispõe a assegurar o direito à alimentação adequada, melhorar padrão de vida e condições de habitação, acesso à água e formação profissional. Também na lista a geração de emprego.

André Quintão elogiou a iniciativa do governo, mas informou que, em substitutivo, ele foi ampliado com mais possibilidades de usos e mais recursos de controle social sobre a aplicação. “Com ele, o governo vai poder agir tanto em vários programas de estado quanto por meio de financiamento a municípios mineiros ou mesmo com a transferência direta de recursos”, afirmou.

Para Aécio Neves Congresso da Juventude do PSDB foi marco para o partido

Modelo de Gestão, Gestão Aécio Neves, 

Fonte: Assessoria de Imprensa do PSDB

Aécio Neves destaca importância de encontro com juventude

Senador diz que jovens podem renovar as forças e propostas do PSDB

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) definiu o Congresso da Juventude do PSDB, realizado neste fim de semana, em Goiânia, como um dos eventos mais importantes do partido nos últimos anos. Para ele, o PSDB conta com a juventude para reforçar e renovar suas propostas e seguir unido, sem divisões internas. Aécio disse que não existe o partido dele ou de outro integrante, e sim o PSDB de todos.

O evento reuniu durante dois dias lideranças partidárias e convidados. Em seu discurso, na abertura do Congresso, Aécio disse que os jovens são fundamentais para a defesa das propostas do PSDB e o resgate de sua história.

“Falava há um ano, quando perdemos a eleição, que precisávamos refundar o PSDB. Continuo achando. Refundar não é renegar o passado e fundar um partido novo, ao contrário, é resgatar a nossa história e apresentar uma nova agenda para o futuro. E, hoje, em Goiânia, essa refundação está começando. O PSDB vai ser vigoroso, vai ser uma alternativa viável de um novo modelo de gestão do país se tivermos a nossa juventude andando de cabeça erguida, discutindo as grandes questões nacionais e propondo uma nova agenda para o Brasil.”

O senador respondeu perguntas de jovens presentes no encontro. Aécio Neves criticou o abandono de responsabilidades do governo federal nos últimos anos na educação e na saúde. Para ele, isso contrasta ao aumento da receita nas mãos da União.

“Onde houve maior incremento de receita, quem cresceu mais a participação no bolo tributário? A União. Mas, ao mesmo tempo em que cresce sua arrecadação – hoje, são mais de 65% de tudo que se arrecada nas mãos da União –, ela vai se eximindo de responsabilidades. Por exemplo, na educação. Em 1995, eram 24% a participação do governo federal no financiamento da educação no Brasil. Hoje, são 19,5%. Alguma coisa está errada”, disse

Educação com qualidade

O senador criticou a falta de avanços do governo federal na educação pública. Ele lembrou que, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o acesso ao ensino público foi universalizado.

“No governo do PSDB, houve a universalização do acesso. 97% das crianças estavam matriculadas na rede pública. De lá para cá, o que houve em relação à qualidade da escola pública? Absolutamente nada, a não ser esforços dos estados. Temos o ranking da educação no Brasil hoje. O estado que tem educação fundamental e média de melhor qualidade é Minas Gerais, porque fizemos lá atrás um investimento nas crianças com seis anos de idade. Fomos o primeiro estado a colocar os meninos não com sete, mas com seis anos de idade na escola”, lembrou.

Aécio Neves apresentou proposta para a melhoria do ensino para jovens e crianças. Ele defendeu, por exemplo, alterações na estrutura do ensino médio brasileiro.

“Porque não flexibilizarmos o currículo do ensino médio, dando a ele um viés regional? Temos que preparar as pessoas para o mercado de trabalho, que elas saiam das escolas e achem que podem usar aquele aprendizado para alguma coisa”, afirmou

Poupança Jovem

Aécio também citou programas implementados durante seu governo em Minas, como o Poupança Jovem. Nele, jovens que cursam o ensino médio e, áreas com altos índices de criminalidade ganham R$ 1 mil por cada um dos três anos de ensino se cumprirem alguns requisitos. O dinheiro só pode ser sacado após a conclusão dos estudos.

“Em Minas, estamos tendo uma experiência extraordinária. No início do meu governo, fiz uma visita ao México. Conheci um programa que adaptamos com o nome de Poupança Jovem. Um programa que visava impedir que jovens de regiões de maior risco social fossem seduzidos pelo tráfico, pela criminalidade. Foram 50 mil ano passado. Eles têm que ter pelo menos 90% de presença, não podem perder média, passar por ocorrência policial e participar de algum programa de inclusão social oferecido pelo estado. No segundo ano, temos agentes que estimulam os jovens a iniciar um negócio, e o estado financia o valor. E você cria o empreendedorismo na cabeça dos jovens, cria uma alternativa. O Estado estende uma mão”, disse o senador.

Governador Antonio Anastasia recebe Medalha Desembargador Hélio Costa

BELO HORIZONTE (07/12/11) – O governador Antonio Anastasia recebeu, nesta quarta-feira (07), a Medalha Desembargador Hélio Costa, concedida pela direção do Foro da Comarca de Belo Horizonte. A solenidade foi realizada no I Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, na capital mineira.

Criada em 1996, a comenda tem por objetivo condecorar, a cada dois anos, pessoas que prestam relevantes serviços ao Poder Judiciário em cada comarca. A escolha é feita por uma comissão integrada pelo diretor do Foro da Comarca, e por representantes do Ministério Público e da Ordem dos Advogados, além do prefeito do município-sede.

“Gostaria de agradecer essa gentileza da outorga que me fazem e reiterar, como Governador do Estado, e, mais que isso, como professor de Direito, servidor público do Estado de Minas Gerais de carreira, o compromisso pessoal meu e institucional do nosso Governo do respeito, da atenção com as necessidades e demandas do Poder Judiciário”, disse o governador.

O corregedor geral de Justiça do Estado de Minas Gerais, desembargador Antônio Marcos Alvim Soares, ressaltou que a escolha do nome do governador foi feita por unanimidade em razão do bom relacionamento e demonstração de interesse e preocupação com os assuntos do judiciário mineiro.

“Vejo crescer, dia a dia, minha estima e admiração pela inteligência, cultura e trabalho que sua vida pública vitoriosamente vem consagrando. Fico feliz também pelo momento de plena harmonia em que os Poderes democraticamente constituídos de nosso Estado trilham juntos, rumo ao progresso e ao bem estar do nosso povo”, afirmou.

Patrono da Medalha

A condecoração recebe o nome do ex-presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e ex-corregedor-geral de Justiça, desembargador Hélio Costa. Nascido em 1914, em Sabará, Costa graduou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em 1940, ingressou na magistratura mineira e, em 14 de março de 1964, foi promovido a desembargador. Foi corregedor-geral de Justiça e presidente do TJMG, além de ocupar diversos cargos de destaque na carreira jurídica. Exerceu também o magistério na Pontifícia Universidade Católica e na UFMG. Aposentou-se no Tribunal de Justiça em 1984. Atualmente, é o superintendente da Memória do Judiciário Mineiro.

“O desembargador Hélio Costa é uma das personalidades mais eminentes, não só do mundo jurídico, mas do mundo social de Minas Gerais. Um homem conhecido pelo seu exemplo de filantropia na Santa Casa, um homem muito culto, ligado ao Instituto Histórico Geográfico. Então é uma honraria muito grande receber  esse galardão da Corregedoria e fico, de fato, muito honrado”, lembrou o governador.

Fonte: Agência Minas

A ficção do Amaury Amaury Ribeiro Jr. foi indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes: violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e oferta de vantagem a testemunha, tendo participado, como membro da equipe de campanha da candidata do PT, de atos contra o adversário tucano.

Farsa do PT, Privataria Tucana, corrupção ativa.  violação de sigilo fiscal
Fonte: Artigo de Merval Pereira – O Globo

A ficção do Amaury

 Amaury Ribeiro Jr. foi indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes: violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e oferta de vantagem a testemunha, tendo participado, como membro da equipe de campanha da candidata do PT, de atos contra o adversário tucano. 

O livro “Privataria tucana”, de autoria de Amaury Ribeiro Jr., é um sucesso de propaganda política do chamado marketing viral, utilizando-se dos novos meios de comunicação e dos blogueiros chapa-branca para criar um clima de mistério em torno de suas denúncias supostamente bombásticas, baseadas em “documentos, muitos documentos”, como definiu um desses blogueiros em entrevista com o autor da obra.

Disseminou-se a ideia de que a chamada “imprensa tradicional” não deu destaque ao livro, ao contrário do mundo da internet, para proteger o ex-candidato tucano à Presidência José Serra, que é o centro das denúncias.

Estariam os “jornalões” usando dois pesos e duas medidas em relação a Amaury , pois, enquanto acatam denúncias de bandidos contra o governo petista,  alegam que ele está sendo processado e, portanto, não teria credibilidade? É justamente o contrário. A chamada “grande imprensa”, por ter mais responsabilidade que os blogueiros ditos independentes, mas que, na maioria, são sustentados pela verba oficial e fazem propaganda política, demorou mais a entrar no assunto, ou simplesmente não entrará, porque precisava analisar com tranquilidade o livro para verificar se ele realmente acrescenta dados novos às denúncias sobre as privatizações e se tem provas.

Outros livros, como “O chefe”, de Ivo Patarra, com acusações gravíssimas contra o governo de Lula, também não tiveram repercussão na “grande imprensa” e, por motivos óbvios, foram ignorados pela blogosfera chapa-branca.

Desde que Pedro Collor denunciou as falcatruas de seu irmão presidente, há um padrão no comportamento da “grande imprensa”: as denúncias dos que participaram das falcatruas, sejam elas quais forem, têm a credibilidade do relato por dentro do crime. Deputado cassado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson desencadeou o escândalo do mensalão com o testemunho pessoal de quem esteve no centro das negociações e transformou-se em um dos 38 réus do processo. O ex-secretário de governo Durval Barbosa detonou a maior crise política da história de Brasília, com denúncias e gravações que culminaram com a prisão do então governador José Roberto Arruda e vários políticos.

E por aí vai. Já Amaury Ribeiro Jr. foi indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes: violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e oferta de vantagem a testemunha, tendo participado, como membro da equipe de campanha da candidata do PT, de atos contra o adversário tucano. O livro, portanto, continua sendo parte da sua atividade como propagandista da campanha petista e evidentemente tem pouca credibilidade na origem.

Na sua versão no livro, Amaury jura que não havia intenção de fazer dossiês contra Serra e que foi contratado “apenas” para descobrir vazamentos internos, e usou seus contatos policiais para a tarefa que, convenhamos, conforme descrita pelo próprio, não tem nada de jornalística.

Ele alega que a turma paulista de Rui Falcão (presidente do PT) e Palocci queria tirar os mineiros ligados a Fernando Pimentel da campanha e acabou criando uma versão distorcida dos fatos. No caso da quebra de sigilo de tucanos, na Receita de Mauá, Amaury diz que o despachante que o acusou de ter encomendado o serviço mentiu por pressão de policiais federais amigos de Serra. Enfim, Amaury tem de se explicar antes de denunciar outros, o que também enfraquece sua posição.

Ele e seus apoiadores ressaltam sempre que 1/3 do livro é composto de documentos, para dar apoio às denúncias. Mas, se os documentos, como dizem, são todos oficiais e estão em cartórios e juntas comerciais, imaginar que revelem crimes contra o patrimônio público é ingenuidade ou má-fé. Que trapaceiro registra seus trambiques em cartórios?

Há, a começar pelo título – “Privataria tucana” – uma tomada de posição política do autor contra as privatizações. E o modo como descreve as transações financeiras mostra que Amaury se alinha aos que acham que ter conta em paraíso fiscal é crime, ainda mais se for no Caribe, e que a legislação de remessa de dinheiro para o exterior feita pelo Banco Central à época do governo FH favorece lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

É um ponto de vista como outro qualquer, e ele tenta de todas as maneiras mostrar isso, sem, porém, conseguir montar um quadro factual que comprove suas certezas. É claro que há crimes financeiros nos paraísos fiscais, e é possível que algum dos citados no livro os tenha cometido. Mas, como quando o marqueteiro Duda Mendonca confessadamente recebeu seu pagamento pela campanha de Lula em 2002 em um paraíso fiscal de uma conta do PT, esses casos nao estão registrados em juntas comerciais.

Vários personagens, a maioria ligada a Serra, abrem e fecham empresas em paraísos fiscais, com o objetivo, segundo ilações do autor, de lavar dinheiro proveniente das privatizações e internalizá- lo legalmente no País. Acontece que passados 17 anos do primeiro governo de Fernando Henrique, e estando o PT no poder há nove anos, não houve um movimento para rever as privatizações. E os julgamentos de processos contra os dirigentes da época das privatizações não dão sustentação às críticas e às acusações de “improbidade administrativa” na privatização da Telebrás.

A decisão no- 765/99 do Plenário do Tribunal de Contas da União concluiu que, além de não haver qualquer irregularidade no processo, os responsáveis ”não visavam favorecer em particular o consórcio composto pelo Banco Opportunity e pela Itália Telecom, mas favorecer a competitividade do leilão da Tele Norte Leste S/A, objetivando um melhor resultado para o Erário na desestatização dessa empresa”.

Também o Ministério Público de Brasília foi derrotado, e, no recurso, o Tribunal Regional Federal do Distrito Federal decidiu não apenas acatar a decisão do TCU mas afirmar que “não restaram provadas as nulidades levantadas no processo licitatório de privatização do Sistema  Telebrás. Da mesma forma, não está demonstrada a má-fé, premissa do ato ilegal e ímprobo, para impor-se uma condenação aos réus. Também não se vislumbrou ofensa aos princípios constitucionais da Administração Pública para configurar a improbidade administrativa”.

O livro de Amaury está em sexto lugar na lista dos mais vendidos de não ficção. Talvez tivesse mais sucesso ainda se estivesse na lista de ficção.