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Reforma de Dilma pode ter choque de gestão e corte de ministérios. Presidente quer aderir ao modelo de governança corporativa do setor privado e poderá reduzir de 38 para 32 número de cargos no primeiro escalão do governo a partir de 2012

Choque de Gestão, gestão do PT

Fonte: Pedro Venceslau e Rafael Abrantes – Brasil Econômico

Reforma de Dilma pode ter choque de gestão e corte de ministérios

Presidente quer aderir ao modelo de governança corporativa do setor privado e poderá reduzir de 38 para 32 número de cargos no primeiro escalão do governo a partir de 2012

Quando tomou posse em janeiro de 2011, a presidente Dilma Rousseff já sabia que dentro de um ano teria que promover uma reforma ministerial. Na ocasião, ela optou por ampliar o número já excessivo de pastas do governo para acomodar os 27 partidos que fizeram parte de sua coalizão-a maior da história política brasileira-na campanha presidencial.

Ao formatar a equipe com 38 ministérios (outro recorde), ficou claro que dentro do time haviam diversos nomes com aspirações políticas para as eleições municipais de 2012.Um ano e sete demissões depois, a presidente se depara com uma lista de seis nomes demissionários. Fernando Haddad (Educação), Iriny Lopes (Política para Mulheres), Fernando Bezerra (Integração Nacional) e Luiz Sergio (Pesca) pretendem disputar eleições. Paulo Sergio Passos (Transportes) e Paulo Roberto dos Santos Pinto (Trabalho) são interinos com prazo de validade. Outros dois ministros, Mário Negromonte (Cidades) e Fernando Pimentel(Desenvolvimento) estão enrolados em denúncias.

E, se realmente for eliminado o que é considerado gordura dentro do governo, o número de ministérios pode cair para 32 após a reforma. Na Casa Civil, entretanto, ainda não há estudos sobre redução ou fusão de pastas, apesar da pressão política para que isso aconteça. A partir das mudanças consideradas obrigatórias, a presidente pretende aproveitar a ocasião para, enfim, seguir a orientação de um dos seus principais conselheiros, o empresário Jorge Gerdau, e promover enxugamento na estrutura administrativa.

“Os livros falam que se gerencia com seis a oito pessoas. Pelo menos foi isso que aprendi nas leituras internacionais. A presidente fala em agrupamento de áreas”, disse Gerdau à coluna Mosaico Político, do BRASIL ECONÔMICO, publicada na última sexta-feira (9).

Levantamento feito pelo BRASILECONÔMICO mostra que as pastas mais cotadas para serem fundidas ou extintas reúnem 45.643 cargos espalhados pelo país. Se o movimento se concretizar, esse número será reduzido. “A situação é de exaustão após tantos escândalos. Mas o desenho dos ministérios é sempre político e não de racionalidade administrativa. O objetivo continuará a ser ocupa-los com aliados partidários”, diz Carlos Melo, professor e cientista político do Insper. “É a presidente quem terá condições de avaliar o número ideal de pastas. Mas existem sim vantagens em um enxugamento”, observa o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

No Congresso, entretanto, o tema ainda não é discutido abertamente pela base aliada. “O que ocorreu (em 2011) não foi uma faxina, mas uma limpeza de contingência”, destaca Melo, relembrando a indecisão do Planalto em demitir o ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT-RJ). Para o professor de ciência política da Universidade Federal Fluminense (UFF), Eurico Figueiredo, a próxima reforma nos ministérios e a divisão de cargos será um “quebra-cabeça” articulado à medida do peso político de aliados. “Esta é a prioridade. Outros partidos serão contemplados a partir do apoio no Legislativo”, afirma. “O recesso parlamentar até fevereiro também ajuda a evitar ‘barulhos’ com a transição.”

Figueiredo prevê que a troca de nomes na Esplanada seja concluída até o fim de janeiro. Já David Fleischer, professor da Universidade de Brasília (UnB), aposta em uma reforma “bastante abrangente”, que pode ceder espaço a políticos no comando, mas contará com indicações técnicas de Dilma entre subordinados.

Apesar do status de ministério, as secretarias ligadas à Presidência parecem ser as mais vulneráveis às decisões de Dilma. Suas atividades políticas são voltadas a setores sociais e de infraestrutura do país, criadas ainda durante o governo Lula: Igualdade Racial, Políticas para Mulheres, Direitos Humanos, Portos e Assuntos Estratégicos.

Além da resistência de setores do PT que controlam esses espaços, a ideia de promover um “passaralho” na área também é combatida por organizações de militantes das respectivas áreas.

MINISTROS AFASTADOS

7 de junho – Acusado de enriquecimento ilícito, Antonio Palocci deixa a Casa Civil.

6 de julho – Alfredo Nascimento é afastado dos Transportes por denúncia de superfaturamento.

4 de agosto – Nelson Jobim deixa o Ministério da Defesa após fazer críticas ao governo.

17 de agosto – Em meio a denúncias de corrupção, Wagner Rossi deixa a Agricultura.

14 de setembro – Acusado de usar dinheiro público para questões pessoais, Pedro Novais é afastado do Turismo.

26 de outubro – Orlando Silva deixa o Ministério do Esporte após denúncias de desvio de recursos.

3 de dezembro – Após as denúncias de irregularidades, Calos Lupi deixa o Trabalho.

Antonio Anastasia inaugura complexo de viadutos da avenida Abrahão Caram

 

BELO HORIZONTE (12/12/11) – O governador Antonio Anastasia participou, nesta segunda-feira (12), juntamente com o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, da inauguração do Complexo de Viadutos José Alencar, em Belo Horizonte. A obra irá melhorar o tráfego na confluência das avenidas Abrahão Caram e Presidente Antônio Carlos, facilitando o acesso ao Mineirão, ao Complexo do Conjunto Arquitetônico da Pampulha e ao Campus Pampulha da UFMG.

A intervenção é uma das etapas de implantação do BRT da avenida Antônio Carlos e faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento – Pac Mobilidade/Copa – que contempla obras de mobilidade urbana com vistas à Copa das Confederações, em 2013, e à Copa do Mundo da Fifa, em 2014.

Anastasia destacou a importância do complexo e a parceria entre as esferas governamentais nas obras para as competições internacionais a serem realizadas em Belo Horizonte nos próximos anos.

“É uma obra viária muito importante, porque ela suprime um gargalo de trânsito de Belo Horizonte. Vai ser um acesso muito bom e uma obra que marca uma parceria fundamental e bem sucedida, em Minas Gerais, entre os três níveis de governo, o Governo Federal, o Governo Estadual e o Município, que beneficia não só Belo Horizonte, como diversos outros municípios. Belo Horizonte, por ser a capital do Estado, é mais simbólico. As obras do PAC da Copa estão avançando bem, inclusive com o reconhecimento da presidenta Dilma, que, aqui esteve, há poucos meses, visitando as obras inauguradas hoje”, afirmou o governador.

O Governo de Minas investiu R$ 20 milhões no empreendimento, por meio da Secretaria de Transportes e Obras Públicas (Setop). Os recursos foram destinados a parte das indenizações pelas desapropriações necessárias para as obras.

Projeto

O projeto consiste na implantação de dois viadutos e uma trincheira, que ligarão a Avenida Abrahão Caram à Professor Magalhães Penido (acesso ao Aeroporto da Pampulha), possibilitando a transposição da Antônio Carlos, tanto no sentido centro/bairro como bairro/centro. Os investimentos da prefeitura na execução das obras do complexo de viadutos alcançaram R$ 34,5 milhões.

O prefeito Márcio Lacerda enfatizou que Belo Horizonte está cumprindo o cronograma das obras para a Copa do Mundo, além de apontar a inauguração como um presente de aniversário para Belo Horizonte.

“Estamos fazendo nosso dever de casa. Belo Horizonte foi a primeira cidade a assinar o financiamento do PAC da Copa com a Caixa Econômica Federal, daí estarmos com as obras em perfeito andamento. Nesse caso, apesar de ser um simples conjunto de viadutos e uma trincheira, vai melhorar muito a vida da Universidade, dos usuários do aeroporto, do pessoal que vai ao Mineirão, de todo esse entorno de bairros. É um presente muito importante que a cidade ganha no dia em que comemora seus 114 anos”, disse Lacerda.

Antonio Anastasia louvou o fato de o complexo ter sido nomeado em homenagem a José Alencar, ressaltando os feitos ao ex-vice-presidente.

“É interessante observar que o prefeito tomou a iniciativa de dar o nome de José Alencar, basicamente, a um viaduto, a uma ponte, o que simbolicamente, sempre foi a sua vida, unindo as pessoas, levando progresso e desenvolvimento. Entre outras tantas homenagens que já recebeu o ex-vice-presidente e outras tantas que certamente lhe farão, ficará essa aqui do povo de Belo Horizonte, cidade que o acolheu e onde teve a sede de seus bem sucedidos empreendimentos empresariais”.

A viúva de José Alencar, Marisa Campos Gomes da Silva, acompanhou a cerimônia. Também participaram da solenidade o secretário de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, o secretário extraordinário da Copa do Mundo, Sérgio Barroso, o secretário de Gestão Metropolitana, Alexandre Silveira, o reitor da UFMG, Clélio Campolina, além de representantes das empresas responsáveis e dos funcionários que trabalharam nas obras.

Mineirão

Após a inauguração, o governador acompanhou o prefeito e o ministro em uma visita às obras do Mineirão. Da arquibancada, as autoridades visualizaram o estádio e receberam explicações dos engenheiros sobre o andamento das obras.

Aldo Rebelo afirmou que o estágio das obras do Mineirão em relação a outros estádios o surpreendeu, o que dá tranquilidade ao ministério e à organização da Copa.

“As obras estão surpreendentemente avançadas. Eu tenho visitado outras obras que, embora dentro do cronograma, não têm ainda a aparência de avanço que eu vi aqui no Mineirão. Isso nos dá bastante tranquilidade pela importância que Belo Horizonte tem, não apenas para a Copa de 2014, mas também, para a Copa das Confederações”,

O governador corroborou as palavras do ministro. “Estamos dentro do cronograma e muito otimistas que vamos ter aqui um estádio belíssimo, com muito conforto e segurança para o espectador mineiro”, disse Antonio Anastasia.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: mais 30 famílias do município de Natércia têm acesso à casa própria

NATÉRCIA (12/12/11) – O Governo de Minas entregou em Natércia, no Sul de Minas, 30 casas construídas pela Cohab, em parceria com o Programa Lares Geraes – Habitação Popular e Minha Casa Minha Vida. Foram inaugurados dois conjuntos habitacionais na cidade: Jardim das Aves (16 casas) e Prefeito Sr. Luis Lopes Fernandes II (14). Somadas as famílias atendidas em 2010 com 30 moradias, agora já chega a 80 o total de beneficiários pela Cohab no município.

Do total de famílias atendidas, nove têm mulheres como titulares do financiamento, tendo sido selecionadas pelos critérios que priorizam as chefes de família na aquisição da casa própria pelo Lares Gerais, programa habitacional do Governo de Minas, e por seus programas parceiros. Na construção dos dois conjuntos foram investidos R$ 1.132.548,27, sendo R$ 652 548,27 aplicados pelo Governo de Minas; R$ 390.000,00 pelo Minha Casa Minha Vida; e R$ 90.000,00 pela prefeitura, sob a forma de doação e urbanização do terreno.

A entrega de chaves aos mutuários dos conjuntos habitacionais de Natércia foi acompanhada pelo prefeito José Airton. Ele agradeceu ao Governo de Minas o investimento na construção dos conjuntos, e à Cohab pela receptividade que sempre teve nas viagens feitas a Belo Horizonte, visando à concretização do empreendimento.

A solenidade ainda contou com a presença do secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto; do presidente da Cohab, Octacílio Machado Júnior; e de políticos e autoridades da região.

O secretário Bilac Pinto ressaltou a importância da casa própria. Disse que “mais que paredes, portas e janelas, a casa deve ser o local de afeto e carinho, um verdadeiro lar, imprescindível na criação e educação dos filhos”. O secretário aproveitou para anunciar ainda que o Governo de Minas, interessado em prosseguir a política habitacional no Estado, pretende, em parceria com o Governo Federal, construir nos próximos dois anos mais 12 mil casas para as famílias mineiras.

As novas casas de Natércia, as 38 moradias entregues no dia 8 de dezembro em Conceição do Mato Dentro e as 30 a serem inauguradas, nesta segunda-feira (12), em Pequeri, levam a Cohab à marca de 28.024 casas já liberadas aos mutuários. Além dessas, 2.893 casas estão concluídas, mas aguardam o término de obras de urbanização por parte das prefeituras e 1.620 estão em construção.

Fonte: Agência Minas

Em visita a Natal, Aécio Neves prega gestão eficiente para gerar ampliação das políticas sociais

Gestão pública de qualidade, gestão em Minas

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Aécio Neves defende bom uso do dinheiro público como instrumento de desenvolvimento social

Em Natal, senador participa de encontro promovido pelo ITV, em que apresenta, a lideranças políticas do Rio Grande do Norte, os resultados do Choque de Gestão implantado em Minas

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou sábado, em Natal, no Rio Grande do Norte, que o PSDB apresentará uma nova agenda de desenvolvimento para o Brasil estruturada na boa gestão recursos públicos. O senador participou do encontro Pensar Natal, promovido pelo ITV do Rio Grande do Norte, com o objetivo de debater  soluções para os problemas da capital potiguar. No encontro, o ex-governador mineiro apresentou os resultados do programa Choque de Gestão, conjunto de medidas administrativas e de políticas sociais implantados em seu governo e que promoveu avanços históricos na educação, saúde, segurança e infraestrutura em todas as regiões de Minas.

“O PSDB tem que mostrar com muita clareza o que o diferencia do atual modelo que está em curso no Brasil. O PSDB aposta na gestão pública de qualidade, na meritocracia, numa gestão por resultados e metas. Enquanto o PT prefere o aparelhamento da máquina pública e os resultados que estamos vendo ai, na ineficiência e desvios. Acreditamos nos resultados e mostramos isso nos nossos governos. Eu mostrei isso em Minas Gerais como é possível você administrar com o Estado enxuto, estabelecendo e alcançando essas metas e melhorando a vida da população”, afirmou o senador.

Aécio Neves foi recebido em Natal por cerca de 400 lideranças políticas de vários partidos e líderes comunitários de todo o Rio Grande do Norte, entre eles, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM); o presidente do DEM, senador Agripino Maia; o secretário geral do PSDB, deputado Rodrigo de Castro; e o futuro líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Bruno Araújo (PE).

Combate a corrupção

Em seu discurso, Aécio Neves afirmou que a gestão pública de qualidade é o instrumento mais eficiente para combater o desperdício dos recursos públicos e a corrupção.

“Não há nenhum programa de governo que traga maiores avanços sociais do que a correta gestão dos recursos públicos. A gestão pública de qualidade é a mais poderosa arma que temos para enfrentar dois perigosos inimigos do nosso povo: a corrupção e o desperdício. A gestão pública moderna exige estabelecimento de metas, fiscalização atenta, cumprimento de prazos e premiação pelos bons resultados”, disse o senador.

Aécio Neves criticou a falta de planejamento e de investimentos do governo federal em várias áreas como segurança pública e infraestrutura. Segundo o senador a falta de planejamento ocorre porque o governo está mergulhado em crises envolvendo denúncias de irregularidades e corrupção nos ministérios.

“O governo federal é omisso na questão da segurança. O Fundo Nacional de Segurança e o Fundo Penitenciário vêm sendo contingenciados e não há parceria entre estado e União, o que provoca aumento da criminalidade. Na infraestrutura, o governo aceitou a Parceria Pública Privada nos aeroportos com atraso de dez anos. O governo fala em criar um trem bala com R$ 40 bilhões, longe da nossa realidade e de ser uma prioridade. Com os recursos se resolve o problema de todos os metrôs das capitais ou duplica capacidade da nossa rede ferroviária. São uma série de questões estruturantes que o governo tem sido omisso porque está mergulhado em crises e vive reativamente”, afirmou o senador.

Exemplos de Minas

Aécio Neves destacou que o Choque de Gestão, implantado em 2003, permitiu o enxugamento da máquina administrativa e promoveu a recuperação das finanças de Minas Gerais, garantindo mais investimentos em programas e ações voltados para melhorar a qualidade de vida da população em vários aspectos. O senador citou programas de infraestrutura como o Proacesso, que garantiu a pavimentação de estradas que deram acesso a municípios do Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas que têm características sociais semelhantes às do Nordeste.

Na área de educação, Aécio Neves também citou a criação de programas, como o Ensino fundamental de 9 anos, que permitiu a melhoria da avaliação dos alunos; o Poupança Jovem que criou um auxílio financeiro a estudantes do Ensino Médio que concluíssem os estudos sem reprovação; e o Programa de Ensino Profissionalizante, iniciativa do Estado que garante vagas em escolas técnicas particulares.

Aécio Neves ressaltou também a importância das parcerias com a iniciativa privada que possibilitaram a universalização do sistema de telefonia celular. Hoje, em Minas, todos os 853 municípios têm cobertura de telefonia celular. Minas também foi o primeiro estado brasileiro a implantar a Parceira Público-Privada Rodoviária, que garantiu a melhoria de trafegabilidade da MG-050, importante corredor viário de ligação com o estado de São Paulo.

Aécio Neves mostrou ainda resultados na área de segurança pública, como a redução da criminalidade no Estado, a partir da integração dos trabalhos das polícias Militar, Civil e do Corpo de Bombeiros.

Em seu discurso, a governadora Rosalba Ciarlini lembrou que no início de seu governo esteve em Belo Horizonte para conhecer as inovadoras medidas do Choque de Gestão. Segundo ela, o governo do Rio Grande do Norte tem buscado adaptar as medidas do programa mineiro à realidade do Estado.
Salvador

Na sexta-feira, o senador Aécio Neves esteve em Salvador, onde participou de encontro com lideranças políticas e empresariais e também da inauguração do Centro Administrativo do município de Dias D’Ávila.

Conheça em detalhes de como foi fraudada a “Lista de Furnas”. Nilton Monteiro e Rogério Correia: parceria desmascarada

Fraudes do PT, estelionato do PT, PT de Minas, Corrupção do PT

Fonte: Gabriel Azevedo – Turma do Chapéu

Conheça em detalhes de como foi fraudada a “Lista de Furnas”

Nilton Monteiro e Rogério Correia: parceria desmascarada

É engraçada a reação deRogério Correia, do PT de Minas, depois que foi pego com a boca na botija pelas gravações da Polícia Federal. O material obtido pela PF mostra o deputado e o assessor dele negociando com o estelionatárioNilton Monteiro a falsificação dos papéis conhecidos como a Lista de Furnas.

Ele passou o sábado no Twitter, auxiliado pelos fakes de sempre. Ficou caladinho com as denúncias. Não explicou a conversa dele pelo telefone com o bandido que está preso pelas falsificações de notas promissórias de mais de R$ 300 milhões, e também não explicou a conversa do assessor dele trocando assinaturas com o falsário.

Na verdade, tentou fazer o que sempre fez: mudar o foco do assunto e apostar na desinformação das pessoas. Recuperou matérias antigas de jornais, da época em que pairavam duvidas sobre a autenticidade ou não dos papéis. De forma patética, tentou colocar a Folha contra a Veja, publicando matéria antiga do jornal (Veja aqui uma matéria antiga da Folha em que ela já apostava na fraude e na participação do deputado Rogério Correia).

Agora, tentando se safar, aposta de novo na confusão, dizendo que vai apresentar – de novo – alguma das duas versões da lista e um laudo da Polícia Federal que atestaria a veracidade dos papéis. É muito cara de pau! Vai apresentar outra vez documentos falsos que o Nilton Monteiro e os próprios petistas cansaram de espalhar por aí.

Em vez de explicar as gravações, o deputado vai se vangloriar de que a falsificação foi bem feita e que enganou muita gente, inclusive peritos experientes como os da PF, mas que acabaram por apresentar outros indícios de fraude??

Se alguém quiser conhecer os laudos da Polícia Federal e de outros especialistas, não precisa esperar até segunda-feira. Para ver os principais trechos dos dois laudos da PF, entre aqui.

Para quem não conhece direito a história da fraude aqui vai uma linha do tempo:

  • Em 2005 acontece o escândalo do mensalão do PT.
  • O PT começa a divulgar a tese de que o mensalão não foi o que foi na verdade:compra de apoio no Congresso. Os recursos seriam apenas caixa dois de campanha eleitoral.
  • Difundem a tese de que caixa dois é norma, e que “todo mundo faz”; mas faltava provar a tese de que todo mundo faz.
  • Aparece, então, um outro ramo dos aloprados. O deputado Rogério Correia do PT se associa ao falsário Nilton Monteiro que surge, do nada, com folhas xerox com assinatura do diretor de Furnas, no que seria uma relatoria de repasses de recursos e caixa dois de campanha para políticos adversários do PT, em 2002.
  • Desde o primeiro momento, a lista é envolta em contradições. Especialistas apontam para a fraude, mas alguns até reconhecem que a falsificação é bem feita.
  • A lista se revela falsa não apenas pela assinatura, mas também pelo logotipo do papel timbrado de Furnas usado nas informações escritas.
  • Fica claro que a lista não poderia ter sido feita em 2002, como alegava o falsário, mas em 2005, na crise do mensalão do PT.
  • A lista traz nomes de empresas que não existiam em 2002 e, sim, só em 2005.
  • A CPI dos Correios considera os papéis falsos e indicia o lobista Nilton Monteiro e o assessor da prefeitura de Belo Horizonte, Luiz Fernando Carceroni.
  • Ministério Público de Minas denuncia os dois à Justiça.
  • Desde que apresentou as cópias, pelo excesso de contradições, Nilton era cobrado pela imprensa para apresentar os originais.
  • São deste momento as gravações telefônicas que a Veja divulgou.
  • Pressionado, Nilton Monteiro tenta encontrar formas de dar veracidade às xerox dos papéis que tinha divulgado. Várias cópias foram distribuídas com alarde pelo PT, que precisava, então, esquentar o material. Para isso, inventa os tais recibos de políticos, que teriam a função de confirmar os dados escritos nas xerox, como se políticos experientes como aqueles, mesmo que tivessem recebido dinheiro, fossem assinar um recibo de caixa dois!
  • Para falsificar tais recibos, o estelionatário precisa de amostras de assinaturas de políticos. Sabe-se agora que, para fazer as falsificações nos papéis, o parceiro era o deputado Rogério Correia, do PT, por meio do seu principal assessor,Simeão de Oliveira.
  • Finalmente, em maio de 2006 Nilton Monteiro apresenta os chamados originais das cópias xerox que havia divulgado antes. É aí que a Polícia Federal desmascara de vez a fraude, mostrando que, ao contrário do que afirmava o falsário, os novos papéis são diferentes das xerox distribuídas anteriormente, comprovando que são uma falsificação diferente da primeira. Na realidade, foram duas listas falsificadas.
  • Abaixo, trecho do laudo do Instituto Nacional de Criminalística (INC), do Departamento da Polícia Federal – Laudo: Nº. 1097/2006, de 07 de junho de 2006, sobre os papéis apresentados:

Além da discrepância entre as logomarcas, verificou-se que o texto digitado na lista anterior (objeto do Laudo nº. 456/2006 – INC) apresenta algumas diferenças de formatação em relação ao atual, deixando claro que aquela cópia não foi obtida a partir desse último documento. Observa-se, por exemplo, que quando se tenta sobrepor as duas listas ocorre um nítido desalinhamento entre os textos e não há uma perfeita superposição.”

Finalmente, verificou-se que as assinaturas e as rubricas não eram as mesmas nas duas listas e estavam apostas em posições diferentes nos dois documentos, como constata nos exemplos das fotografias 15 e 16”.

Acesse as cópias dos documentos do que disse o laudo da Polícia Federal.

Por que foram falsificados dois conjuntos de papéis diferentes?

Quem acompanhou o caso na época explica:

  • Nilton Monteiro deu esse golpe do mesmo jeito que montou vários outros a que responde processo na Justiça, como o caso da extorsão montada contra a Samarco Mineração.
  • O modus operandi dele é o mesmo em todos os golpes que dá. Ele fabrica um documento, tira xerox, e some com os originais para dificultar a perícia. A perícia em xerox é sempre mais difícil. O próprio laudo da PF confirma isso, dizendo que os papéis tinham alguns elementos que pareciam verdadeiros.
  • Neste caso, não contava com a pressão da imprensa pra apresentar os originais, que ele não tinha mais. Nilton Monteiro não teve escolha a não ser fabricar outros originais. Aproveitou para melhorar aquilo que os peritos haviam indicado como evidência da fraude nas fotocópias: assinaturas e logotipo de Furnas em papel timbrado, que, nas xerox, não correspondiam aos da empresa.
  • Ao tentar melhorar a falsificação, o estelionatário acabou fornecendo prova contra si mesmo. Inteligência não é mesmo o forte do rapaz.
  • Ao fazer isso, deixou claro que ele mentira o tempo todo e, que na verdade, havia falsificado dois conjuntos diferentes de papeis.

Agora, as perguntas que o deputado Rogério Correia do PT não quer que você faça no caso de fraude:

  • Por que o deputado do PT mentiu para a Veja, dizendo que só teve contato com o falsário duas vezes?
  • Por que Rogério Correia mentiu em entrevista para a Folha de S. Paulo e para a Carta Capital para dar cobertura às versões de Nilton Monteiro – versões que foram depois desmentidas pelo próprio falsário?
  • Por que o advogado William dos Santos mentiu para Veja dizendo que foi procurar José Dirceu para outro assunto? Dirceu confirma que foi procurado pelo advogado para defender Nilton Monteiro, mas quis ficar longe deste assunto. Leia no Portal Terra.
  • Rogério Correia usou dinheiro público para financiar a fraude?
  • O advogado que ele colocou para defender Nilton Monteiro é pago pelo contribuinte?
  • O assessor que tratou das assinaturas é pago pelo contribuinte?
  • Isso é ético?
  • O que Rogério Correia acha das falsificações de notas promissórias de mais de R$ 300 milhões que seu amigo estelionatário fez?

Conheça as outras falsificações de Nilton Monteiro.

Artigo de Aécio Neves denuncia que União aumenta a receita, mas reduz investimento na Saúde

Gestão da Saúde, gestão deficiente

Fonte: Artigo de Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Emenda 29

Aproxima-se o final do primeiro ano da atual legislatura e, infelizmente, o saldo é negativo. Sabe-se que o primeiro ano de uma administração é aquele em que o governante reúne as melhores condições para iniciar as reformas pactuadas nas urnas com a população, sobretudo aquelas mais difíceis, que contrariam interesses localizados, mas são necessárias ao país.

Costuma ser um bom período para os governos: a popularidade confirmada pelas eleições está mantida, a distância de novos pleitos facilita a manutenção de uma base legislativa heterodoxa, alimentada pela principal matéria prima de todo arranjo político: espaços de poder. Quanto mais o tempo avança, mais essas condições se relativizam.

Infelizmente, o que vimos em 2011 foram inúmeras agendas frustradas.

A regulamentação da Emenda 29 poderia ter sido uma boa exceção entre elas. Depois de protelar durante anos a sua votação, o governo federal mobilizou a sua base para votar contra a essência da proposta que o seu próprio partido havia apresentado e que defendia um piso sobre a receita de 10% para a União, 12% para os Estados e 15% para municípios, como investimentos obrigatórios em saúde.

Na votação, o governo atuou no sentido de manter o percentual dos Estados e municípios, impedindo, no entanto, que fosse fixado também para a União o mesmo compromisso. Estados e municípios, muitos deles enfrentando sérias dificuldades financeiras, vão precisar se adaptar às exigências da lei. Paradoxalmente, o governo federal, que vem batendo recordes de arrecadação, não fará a sua parte.

A votação estabeleceu uma injusta dicotomia entre Estados e municípios, de um lado, comprometidos com responsabilidades crescentes, e, de outro, a União, agora descompromissada do percentual de investimentos de 10%.

Essa posição agride todos os brasileiros que aguardam atendimento nos postos de saúde e nas filas dos hospitais. É indefensável. A regulamentação da Emenda 29 é uma importante conquista da sociedade, mas aconteceu sem o desfecho esperado. Com sua aprovação, nos termos em que se deu, a saúde ficou sem os recursos necessários para a principal agenda da população, já que o patamar atual de investimentos federais é muito inferior ao piso proposto.

Vale a pena conhecer alguns números. Em 2000 a administração federal respondia por 60% dos gastos públicos em saúde, os Estados por 18% e os municípios por 22%. Em 2008, apesar da crescente concentração de receitas na União, o governo federal respondia por 43%, os Estados por 27% e os municípios por 30%. Essa tendência agride o princípio da Federação, que prevê, antes de tudo, solidariedade e responsabilidades partilhadas.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.