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Governo de Minas: delegação da Argentina vem conhecer a Política de Gestão de Pessoas de Minas

BELO HORIZONTE (05/12/12) – A subsecretária de Gestão de Pessoas da Seplag, Fernanda Neves, recebeu, nesta segunda-feira (5), na Cidade Administrativa, representantes do governo argentino do programa Iniciativas entre governos estaduais da Argentina e Brasil – Banco Mundial. Ela apresentou aos visitantes o trabalho desenvolvido pelo Governo de Minasna área de gestão de pessoal.

Fernanda Neves comentou que desde o início do Choque de Gestão, em 2003, o setor vem aprimorando seus métodos de ações para atender com eficiência às características que envolvem o universo de secretarias, autarquias e fundações. “Nosso maior desafio nessa gestão é continuar modernizando os métodos que atendam os servidores, principalmente, na área de administração de pessoal”, afirmou a subsecretária.

Da delegação argentina participaram Mariano Lafuente, da Unidade de Gestão Pública para América Latina e Caribe do Banco Mundial; Amália Villaroel, assessora do Conselho Federal para a Função Pública do Governo Nacional Argentino; Jorge Antônio Basualdo, da Província de San Juan; Júlia Straface, da Cidade de Buenos Aires; e Maria Sanchez e Soledad Brugnolli da Província del Chaco.

Fonte: Agência Minas

Governador Antonio Anastasia participa do lançamento de nova fábrica da Coca-Cola em Minas

ITABIRITO (05/12/12) – O governador Antonio Anastasia participou, nesta segunda-feira (5), em Itabirito, na região Central do Estado, do lançamento da pedra fundamental da nova fábrica de refrigerantes da Coca-Cola FEMSA. Com investimentos de R$ 250 milhões, a planta industrial será instalada em um terreno de 300 mil metros quadrados, nas margens da BR-040, sentido Rio de Janeiro. Durante a construção, cerca de 800 empregos diretos serão gerados. A unidade terá capacidade anual instalada para a produção de 2,1 bilhões de litros de refrigerante.

Anastasia afirmou, durante a solenidade, que a instalação de uma fábrica de Coca-Cola em Itabirito, um dos mais importantes municípios mineradores do Estado, demonstra o esforço do Governo de Minas em estimular a criação de empregos de qualidade e, ao mesmo tempo, diversificar cada vez mais a economia mineira.

“Este projeto é um símbolo belíssimo de nosso esforço para diversificar o perfil econômico de Minas Gerais. Além de setores já tradicionais, como o da mineração, café e leite, é fundamental atrairmos outras indústrias para o Estado. A inserção da Coca-Cola FEMSA, uma das três marcas mais reconhecidas no mundo, é um orgulho para nós mineiros”, disse Anastasia.

Fábrica Verde

A nova unidade será construída no conceito de “fábrica verde”, cujo projeto garante o uso responsável da água e eficiência energética, seguindo as normas de sustentabilidade ambiental. A conclusão da construção da fábrica está prevista para 2013.

Todos os refrigerantes da marca Coca-Cola, em todas as embalagens existentes, serão produzidos na fábrica de Itabirito, para atender parte do mercado de Minas Gerais e região serrana do Rio de Janeiro. A fábrica contará com o maior engarrafador do Sistema Coca-Cola no mundo.

O governador Antonio Anastasia participou do lançamento da pedra fundamental da fábrica acompanhado do secretário de Estado de Meio Ambiente, Adriano Magalhães, e da secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck. Eles foram recebidos pelo prefeito de Itabirito, Manoel da Mota Neto, pelo presidente da Coca-Cola FEMSA Brasil, Ricardo Botelho Bicalho, e pelo diretor da Fundação FEMSA Coca-Cola, Vidal Garza Cantú.

Minas: a melhor opção

O presidente da Coca-Cola FEMSA Brasil, Ricardo Botelho Bicalho, destacou que a nova fábrica estará localizada em uma das mais importantes rodovias brasileiras. “Minas Gerais foi a melhor opção para a Coca-Cola FEMSA, pois se trata de um estado trabalhador e que possui uma cultura muito tradicional”, disse.

A cerimônia contou com a participação do coral Canarinho de Itabirito, uma associação cultural com mais de 250 alunos, que tem como um dos apoiadores o Governo de Minas. Sob a regência do maestro Eric Lana, o grupo apresentou um repertório baseado na Música Popular Brasileira (MPB), com destaque para sambas e canções de músicos mineiros.

Em Minas Gerais, a Coca-Cola FEMSA emprega 3.500 pessoas e conta com uma fábrica localizada em Belo Horizonte, que já alcançou sua capacidade máxima e não tem mais espaço para ampliações. A nova instalação em Itabirito ampliará em 47% a capacidade instalada da fábrica que opera em Minas.

Investimentos sociais

Durante a cerimônia, a Coca-Cola FEMSA Brasil e a Fundação FEMSA fizeram a entrega simbólica de um equipamento potabilizador (tratamento de água) à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec). A máquina tem capacidade de tornar potável 1 litro de água por segundo, o que permite atender, diariamente, mais de 4.500 pessoas atingidas por catástrofes naturais, seja na seca ou na enchente. Ao todo, serão doados cinco equipamentos. Duas máquinas móveis ficarão na Região Metropolitana de Belo Horizonte e serão rapidamente deslocadas em casos de emergência.

Três delas são fixas e serão instaladas em municípios do Norte de Minas que ainda são abastecidos por caminhões-pipa. Cada uma dessas máquinas tem capacidade de atender 10 mil pessoas em comunidades no seu entorno. Isso com baixos custos de operação e manutenção dos equipamentos, que basicamente necessitam de sal comum, água e energia.

O diretor da Fundação FEMSA Coca-Cola, Vidal Garza Cantú, ressaltou que sendo a terceira economia do país e o segundo em população, Minas Gerais é um estado ideal para investimentos sociais. “Estamos aqui para celebrar o início dessa parceria”, completou.

Segundo o chefe do Gabinete Militar do Governador (GMG) e coordenador estadual da Defesa Civil de Minas Gerais, Coronel Luís Carlos Dias Martins, os dois equipamentos móveis já estarão à disposição logo após o treinamento das equipes, nos próximos dias 19 e 20. “É um instrumento a mais que a Defesa Civil poderá usar nos desastres naturais que por ventura possam ocorrer no Estado de Minas Gerais”, afirmou o coronel Martins.

Sobre a Coca-Cola FEMSA

A Coca-Cola FEMSA Brasil, do Grupo FEMSA (Fomento Econômico Mexicano S.A.), produz refrigerantes e água, sendo a maior franquia de Coca-Cola do mundo em volume de vendas. Dentre outros negócios, comercializa e distribui produtos das marcas do portfólio Coca-Cola Company (composto por chás, sucos, bebida láctea, energéticos, isotônicos e hidrotônicos) e cervejas da Heineken.

No Brasil – além de BH, Campo Grande (MS), Jundiaí (SP) e Mogi das Cruzes (SP) -, emprega 15 mil funcionários e atende 40 milhões de consumidores, distribuídos nas principais regiões de São Paulo, grande parte de Minas Gerais, parte do litoral paulista, todo o Mato Grosso do Sul e região serrana do Rio de Janeiro. A Coca-Cola FEMSA possui 30 unidades fabris nos países latino-americanos. Além do Brasil, a empresa atua no México, Guatemala, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela e Argentina.

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: Governador Antonio Anastasia participa da III Conferência Metropolitana da RMBH

BELO HORIZONTE (23/11/11) – O governador Antonio Anastasia participou, nesta quarta-feira (23), no Auditório JK, da abertura da III Conferência Metropolitana da RMBH, promovida pelo Governo de Minas e pela Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Este ano, a prioridade é a discussão do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da RMBH (PDDI), cujo objetivo é encontrar novas e melhores alternativas para o futuro da terceira maior região metropolitana do país nas áreas de governança, planejamento metropolitano, mobilidade e gestão de resíduos sólidos.

O governador destacou a necessidade do planejamento, da integração e da participação na elaboração de políticas públicas em prol do desenvolvimento da nossa região metropolitana.

“Tivemos a entrega recente do Plano Diretor do Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana, que nos oferece as vitrines para a região. Temos que ser criativos e empreendedores, porque cada vez mais a ausência de planejamento, a dificuldade da integração e mesmo a omissão na participação levam a problemas que temos que superar no dia a dia. Devemos colocar o dia a dia nos grandes centros urbanos dentro de um nível de qualidade de vida adequado para conseguirmos trabalhar e ter uma vida urbana saudável”, disse Anastasia em seu pronunciamento.

Com o tema “Planejamento, Integração e Participação – novos caminhos e soluções para o desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, a conferência, realizada a cada dois anos, é um fórum de debate e integração entre o poder público e a sociedade em torno das políticas públicas de interesse comum aos municípios da RMBH. Participam representantes do Governo de Minas, dos municípios envolvidos, acadêmicos e empresários dos setores imobiliário, de transporte, saneamento e meio ambiente.

“Podemos registrar e comemorar muitos avanços na governança, nos estudos, projetos e planos para a nossa região, mas certamente o desafio que temos pela frente é muito grande. Eu resumiria esse desafio colocando um indicador que está presente no Planejamento de 2030 de Belo Horizonte: reduzir de forma significativa a diferença entre o maior e o menor IDH de uma cidade da região metropolitana, ou seja, reduzir as desigualdades que compõem nossa região. E isso só será possível com o planejamento integrado. Tenho certeza que estamos em um bom caminho”, ressaltou o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda.

De acordo com o secretário extraordinário de Gestão Metropolitana, Alexandre Silveira, o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI) é um documento fundamental e norteador das políticas públicas da RMBH e, por meio dele, já foram definidas as prioridades de trabalho para o desenvolvimento da região metropolitana.

“Consolidamos o arranjo metropolitano de Belo Horizonte, entregamos o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado, fruto do debate com a sociedade civil organizada sobre questões de interesse comum: mobilidade, saneamento, transporte, segurança, saúde. Já extraímos desse plano três grandes prioridades: a questão da mobilidade, com início do estudo para utilização da malha ferroviária da RMBH; dos resíduos sólidos, que é a necessidade de enfrentar a situação dos lixões, que agride o meio ambiente e a sociedade; e do ordenamento territorial e do planejamento urbanístico, sendo um dos maiores problemas o super adensamento”, explicou o secretário.

A conferência se estenderá até quinta-feira (24), com a eleição e posse dos novos representantes da sociedade e dos municípios da RMBH para o Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano da RMBH para o biênio de 2011/2013.

Gestão das regiões metropolitanas

O desenvolvimento sustentável da RMBH e a implementação gestão na Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) são prioridades do Governo de Minas na área de gestão urbana. Com o objetivo de consolidar esses objetivos, foi criada a Secretaria de Estado Extraordinária de Gestão Metropolitana, em 2010.

“A institucionalidade da questão metropolitana está consolidada entre nós. Há alguns anos tínhamos, ainda de maneira muito precária, a questão da estrutura formal da região metropolitana. Não tínhamos o regulamento das instituições. Isso é coisa do passado. A participação ativa dos municípios, das câmaras municipais e da sociedade civil organizada é muito importante. Significa que há um reconhecimento e que o modelo funciona”, disse Antonio Anastasia.

A secretaria atua nos 34 municípios da RMBH e nos 14 municípios que formam o colar metropolitano, assim como nos quatro municípios da RMVA (Região Metropolitana do Vale do Aço), formulando planos e programas e apoiando ações voltadas para o desenvolvimento socioeconômico dessas regiões.

Também participaram da abertura da Conferência os secretários de Estado Carlos Melles (Transportes e Obras Públicas), Wander Borges (Desenvolvimento Social), Ana Lúcia Gazolla (Educação), Maria Coeli Simões Pires (Casa Civil e Relações Institucionais) e Adriano Magalhães (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável); os prefeitos de Lagoa Santa, Rogério Avelar (que preside a Grambel) e de Florestal, Derci Alves (presidente da Assembleia Metropolitana); além de diversos outros prefeitos da RMBH, representantes da sociedade civil e do meio acadêmico.

O turismo criativo em Minas

Turismo mineiro,  Minas Criativa

Fonte: Opinião – Agostinho Patrus Filho – Secretário de Turismo do Estado de Minas Gerais – Estado de Minas

O turismo criativo em Minas

Minas Gerais tem rica tradição cultural e talento intelectual abundante, apresentando assim os alicerces necessários para o desenvolvimento do turismo criativo. Pesquisa de demanda realizada em 44 destinos turísticos mineiros, em 2010, aponta o turismo cultural como o principal interesse dos turistas de lazer que recebemos. Sensível a essas características e à tendência do turismo mundial, o governo de Minas lançou, no portfólio dos projetos estratégicos da atual gestão, o Minas Criativa.

De natureza multidisciplinar e intersetorial, o projeto visa a integrar os setores criativos emergentes, buscando a formação de um sistema capaz de conferir maior valor econômico aos bens e serviços produzidos no estado. Para tanto, o Minas Criativa propõe uma gestão pautada pela cooperação entre governos, mercados, empreendedores, organizações públicas e privadas, instituições acadêmicas e participação popular.

Para se ter ideia, o turismo criativo existe como forma de turismo cultural desde a origem da atividade do setor. Suas raízes européias remontam ao tempo das grandes viagens (grand tours), quando filhos da aristocracia europeia viajavam ao exterior para vivenciar experiências interativas.

Mais recentemente, o turismo criativo recebeu nomenclatura própria e foi definido pela Unesco como direcionado para uma experiência de envolvimento e autenticidade, com aprendizado participativo em artes, patrimônio ou qualquer característica do lugar, propiciando uma conexão com aqueles que ali vivem e criam a cultura local. Vários países já oferecem exemplos desse tipo de desenvolvimento turístico.

O turista, na atualidade, procura por experiências de aprendizagem e envolvimento na vida cotidiana dos lugares que o recebem. Atividades como degustar a bebida local, participar de aulas de gastronomia especializada na culinária do lugar ou confeccionar seu próprio suvenir estão na ordem do dia da agenda turística. O mercado, por sua vez, vem oferecendo novos produtos no intuito de atender ao caráter experimental e multisensorial do turismo criativo.

Além disso, os turistas contemporâneos buscam ainda por originalidade. Eles não querem recriar suas experiências nos destinos que visitam, mas aproveitar o que o destino tem a oferecer. O local garante, portanto, autenticidade à experiência vivida. Por não depender exclusivamente dos atrativos tradicionais, esse tipo de atividade democratiza os negócios turísticos ao possibilitar o uso da criatividade como insumo produtivo, o que beneficia localidades que até então não haviam manifestado vocação turística.

Da construção da identidade à atração de novos talentos, as indústrias criativas florescem e contribuem para o desenvolvimento das comunidades locais. Com o incremento da indústria criativa a partir da demanda do turismo, os benefícios tangíveis ganham musculatura, representados por mais e melhores negócios, construção erecuperação do patrimônio e formação e aumento do capital humano.

Minas Gerais tem no turismo criativo uma oportunidade de revelar novas habilidades. A diversidade de quadros econômicos e culturais no estado sinalizam para a necessidade de articular e dar sentido a propostas diversas e, muitas vezes, fragmentadas. Este é o objetivo central do Minas Criativa: promover conexões entre os elos produtivo, institucional, empresarial, acadêmico e social dessa importante cadeia criativa.

Favorecer a convergência de ações, respeitada a multiplicidade de interesses; fortalecer a identidade mineira, para uma Minas que é plural; fomentar a autoestima e o senso de pertencimento dos mineiros – de berço ou por escolha – são ações que demandam capacidade de mobilização e coesão. O desafio é grande, mas a experiência internacional demonstra que quanto maior o desafio, mais criativo e atrativo o destino turístico se torna.

Ética e barbárie – artigo de Aécio Neves na Folha de S.Paulo

Ditadura, política de terror, contra as atrocidades

Fonte: artigo de Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Ética e barbárie

“O governo brasileiro parece estar se dando conta disso. Diante da atrocidade, próxima ou distante, ser neutro é ser cúmplice. No minueto da política exterior, o Brasil tem dançado de lado.”

Submetidos com frequência rotineira a uma saraivada de informações, estamos perdendo a capacidade de nos horrorizar. É o que chego a temer quando me deparo, por exemplo, com o que acontece hoje na Síria. E não só ali. Quando a violência se banaliza, adormece em nossa consciência moral a necessária reação a ela.

Entre a inércia e o pesadelo, só eventualmente somos despertados pela urgência de um gesto, mínimo que seja, de solidariedade e de comiseração pelo destino dos que são vítimas da barbárie.

No caso da Síria, país onde estão fincadas as raízes de tantos de nossos compatriotas, a camada de autoproteção emocional que nos distancia das tragédias alheias foi rompida na semana passada pelo vigoroso relatório da Comissão Internacional Independente criada pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

O que está descrito no relatório, minuciosamente documentado, é uma sacolejada contra toda e qualquer atitude de não envolvimento.

Execuções sem julgamento, assassinatos de crianças, torturas, estupros, prisões arbitrárias, sumiço de adversários são instrumentos costumeiros de uma indiscriminada política de terror.

Civis, desertores do Exército e das forças de segurança, refugiados – 223 pessoas, ao todo – arrolaram, para a ONU, um sinistro repertório de violações dos direitos humanos.

Ditadores em sua sanha pelo poder absoluto, ao cometer arbitrariedades contra cidadãos do seu país, transformam seus delitos em crimes contra a humanidade. Atos bárbaros ultrajam a consciência coletiva, alertou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU.

A partir daquele momento, aberrações como Hitler e Stalin deixavam, definitivamente, de serem acobertadas pelo manto protetor de uma pretensa soberania nacional e passavam a desafiar o silêncio perplexo daqueles para quem a resistência à uma tirania distante se reveste sempre de um senso de inutilidade.

O governo brasileiro parece estar se dando conta disso. Diante da atrocidade, próxima ou distante, ser neutro é ser cúmplice. No minueto da política exterior, o Brasil tem dançado de lado.

Já que o presidente da Comissão Independente para a Síria, em Genebra, é um brasileiro – o competente diplomata Paulo Sérgio Pinheiro, ex-secretário de Estado para os Direitos Humanos no governo Fernando Henrique Cardoso – é até possível que o governo do PT consiga enfim entender, em linguagem familiar e compreensível, o significado do clamor internacional contra este e outros tiranetes.

Envergonha o povo brasileiro o apoio explícito ou discreto que, nos últimos anos, em nosso nome, o governo federal vem oferecendo a ditadores de diferentes regiões do planeta.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.