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Aliança pela Vida promove mais uma ação do Rua Livre

Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), por meio da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod), realizou, nesta quinta-feira (15), mais um trabalho do Programa Aliança pela Vida, lançado em agosto para combater e prevenir o uso de drogas no Estado. A “Rua Livre”, ação que acolhe usuários de drogas, percorreu o bairro Palmital, em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, onde aproximadamente 30 pessoas foram atendidas e três encaminhadas para internação de forma espontânea.

Os usuários de álcool e drogas ilícitas receberam os primeiros atendimentos na carreta da “Rua Livre”. Em seguida foram encaminhados para o Posto de Saúde, onde tomaram banho, trocaram de roupas, comeram e descansaram. Todos passaram por uma avaliação do quadro de saúde para determinar o tratamento adequado. As internações somente podem ser feitas mediante laudo médico, pois nem sempre são a melhor opção.

O subsecretário de Políticas sobre Drogas, Cloves Benevides, explica que “a região tem um uso mais silencioso das drogas, mas o problema existe e o Aliança pela Vida vai ajudar a potencializar os trabalhos já realizados pelas autoridades de Santa Luzia, mesmo após o Rua Livre, como por exemplo, as visitas de profissionais de saúde nas residências, solicitadas por parentes no Acolhimento Familiar”.

Especificidades

A “Rua Livre” tem o cuidado de levantar e avaliar as características de cada local junto aos gestores municipais das áreas de saúde, desenvolvimento social e segurança pública. “Há uma integração constante do Estado com os municípios para que o objetivo de combater e prevenir o uso de drogas seja o mais eficiente possível. O trabalho conjunto é fundamental para selecionar o local mais adequado, assim como os profissionais, pontos de apoio e formas de atuação”, destaca o superintendente de Articulação e Descentralização de Políticas sobre Drogas, Cláudio Borges de Paula.

A superintendente de Políticas Públicas da Prefeitura de Santa Luzia, Lídia Melo, enfatiza a soma de esforços dos âmbitos estaduais e municipais no combate e prevenção às drogas. “Disponibilizamos o Posto de Saúde e o Centro de Acompanhamento Psiquiátrico (Caps) com 23 profissionais, entre enfermeiros, auxiliares de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais e psiquiatras”.

Multiplicador

Adriano, usuário de álcool, crack e cocaína, mostrou disposição para receber tratamento e ajudar outras pessoas. A assistente social do Posto de Saúde, Blenda Stefane, ficou feliz com sua presença, pois três dias antes ele havia procurado a unidade e recebido orientação para participar do Rua Livre. “Hoje, Adriano retornou e ainda trouxe vários amigos com problemas semelhantes”, contou Stefane.

Confiantes

Maria Aparecida, 34 anos, e uma amiga de 48 anos, também buscaram ajuda no Posto de Saúde. Elas acreditam na possibilidade de ficarem livres da dependência do álcool. “Nosso caso não é de internação, vamos voltar aqui todos os dias para acompanhamento. Tenho dois filhos e estou preocupada com a minha saúde”, disse Aparecida.

Minas Gerais atinge marca recorde de 10 mil presos trabalhando

Minas Gerais acaba de atingir a marca histórica de 10 mil presos trabalhando enquanto cumprem pena. Com o recorde, o Estado reforça o primeiro lugar do país em número de detentos trabalhando nas unidades prisionais. As ocupações variam desde a construção civil e a limpeza urbana até fabricação de circuitos elétricos, passando por artesanato, padaria, frigorífico, produção de roupas e sacolas. Para atingir essa estatística, a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), por meio do Programa Trabalhando a Cidadania, tem cerca de 300 parceiros, entre empresas privadas, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips), fundações, autarquias e mais de 30 prefeituras municipais.

O secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, ressalta que a ressocialização dos detentos é um dos pilares da política prisional do Estado. “Investimos muito na humanização das unidades, por meio do incentivo ao trabalho e ao estudo. Por isso, Minas hoje não é somente o Estado que tem mais presos trabalhando; é também o que, proporcionalmente à população carcerária, também tem mais detentos estudando”, afirmou.

Para trabalhar nas unidades prisionais o detento precisa passar pela indicação das Comissões Técnicas de Classificação (CTCs) das unidades prisionais. “A CTC, formada por advogado, médico, psicólogo, assistente social e agentes penitenciários, avalia a situação de cada preso, para ver se eles têm perfil para trabalho, analisando, por exemplo, questões de segurança e de saúde”, explica o secretário.

Geração de renda

Pelo trabalho, os detentos recebem remição de pena, ou seja, a cada três dias de trabalho têm menos um na sentença. Além disso, muitos são remunerados diretamente, recebendo, na maior parte das vezes, ¾ do salário mínimo, conforme determina a legislação vigente, ou pela venda daquilo que produzem, como é o caso dos que fazem artesanato. “O trabalho autônomo também é muito interessante, pois reforça o vínculo do preso com a família. São os familiares que levam o material a ser trabalhado e que vendem o produto fabricado, gerando renda”, afirma o diretor de Trabalho e Produção da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), Helil Bruzadelli.

O detento Juliano Silva Zuddio, de 38 anos, trabalha na marcenaria do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves. Ele, que é pai de seis filhos, conta que o salário que recebe é fundamental para ajudar os familiares. “Todos os meses mando o dinheiro para a minha família, que está em outra cidade”.

Além do salário, ele vê a atuação profissional como perspectiva para uma nova vida quando estiver livre. “O que aprendi aqui vai fazer parte da minha volta à sociedade. Pretendo voltar a trabalhar com caminhão, mas se não der certo vou trabalhar na marcenaria do meu pai, que está parada porque ele já está mais velho”, contou.

Inovações

O trabalho no sistema prisional tem se mostrado benéfico a todas as partes: ao Estado, que cumpre sua função de humanização e ressocialização dos indivíduos que estão presos, aos próprios detentos, que têm a oportunidade de se profissionalizarem enquanto cumprem pena, e aos parceiros, que contam com mão-de-obra mais barata e com alta produtividade.

De acordo com o diretor Helil Bruzadelli, já se pode falar em uma inversão de fluxo, com entidades procurando, cada vez mais, o sistema prisional para parceria, e não o contrário. Ele acredita que um dos fatores impulsionadores foi o lançamento, em maio deste ano, do Cartão Trabalhando a Cidadania, entregue aos presos para que eles efetuem saques e pagamentos a débito, diminuindo a circulação de dinheiro dentro das unidades prisionais. “É um modelo seguro e transparente na movimentação do recurso, inovador no Brasil”, afirmou.