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Aécio Neves quer transparência nos empréstimos concedidos pelo governo federal

Aécio Neves quer transparência nos empréstimos concedidos pelo governo federal

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Senador apresentou emendas à MP 526, que trata de financiamentos ao BNDES

O senador Aécio Neves quer maior transparência nos empréstimos que o governo federal concede ao BNDES. Para isso, apresentou duas emendas à medida provisória (MP) 526, na pauta do Senado nesta semana. A medida trata, entre outras questões, de financiamento de R$ 55 bilhões do Tesouro Federal para o banco.

A primeira emenda exige que o governo federal apresente como despesa no orçamento da União os gastos com subsídios embutidos no empréstimo. No texto original da MP, a existência desses gastos e a fonte de recursos para cobri-los não estão definidos. A segunda emenda, já aprovada na Câmara dos Deputados, prevê que a prorrogação do prazo para o financiamento deve ocorrer não por decreto presidencial, como está posto na MP, mas por lei, ouvindo-se, assim, o Congresso.

“Quando o Tesouro concede crédito do BNDES, como agora através da MP 526, ele o faz ao custo da taxa de juros de longo prazo (TJLP) que é de 6% ao ano. Mas o custo de financiamento do próprio tesouro é a taxa Selic, de 11,75%. Ou seja, há aí um subsídio de 5,42%, que, em relação ao empréstimo que se concede agora ao BNDES – R$ 55 bilhões -, totalizam R$ 15,8 bilhões. O governo não diz que existe esse subsídio nem de onde sairá esse dinheiro. Claro, será o cidadão, com seus impostos, quem vai pagá-lo, mas o governo federal parece temer indicar explicitamente isso no orçamento”, afirmou o senador Aécio Neves quando da apresentação das emendas em março.

Nova usurpação

A segunda emenda do senador Aécio Neves à MP 526 tem por objetivo principal evitar que o Congresso seja usurpado de suas funções. A medida provisória determina que a prorrogação do prazo do financiamento possa ser feito por ato do Poder Executivo, ou seja, por decreto presidencial. Na avaliação deAécio Neves, o governo federal retira, assim, do Parlamento sua prerrogativa de influir nas decisões sobre a aplicação de recursos públicos.  Para evitar isso, a emenda do senador determina que a prorrogação deve ser autorizada por lei, ou seja, ouvindo-se o Congresso Nacional.

“É mais uma tentativa de tirar do Congresso sua função de discutir política e tecnicamente uma questão que afeta o desenvolvimento do Brasil, o uso do dinheiro com que a população paga seus impostos. O governo federal já insiste em governar por medidas provisórias, impedindo deputados e senadores de cumprirem o papel para o qual foram eleitos: legislar. Agora querem, através de uma MP, que nós autorizemos que não precisamos ser consultados para saber se um programa de financiamento pode ou não ser prorrogado”, critica o senador Aécio Neves, relator da PEC 11, que está em discussão no Senado, criando novas regras para restringir o abuso de MPs por parte do governo federal.

Essa segunda emenda do senador Aécio Neves foi acolhida pelo relator da MP 526 na Câmara. Se aprovada como está, passará a vigorar como lei. Já a primeira emenda, só será aprovada se votada como destaque, o que obrigará a MP a retornar para a Câmara.  A MP 526 tem que ser votada até o dia 1 de julho ou perderá sua validade.

Veja abaixo as emendas do senador Aécio Neves à MP 526

Emenda aditiva
Acrescente-se o art. 2º e renumerem-se os demais.
Art.2º – Os subsídios fiscais decorrentes desta lei serão a cargo do orçamento federal.
Parágrafo único – O Ministro de Estado da Fazenda divulgará, em até trinta dias da publicação desta lei, os valores previstos para os subsídios fiscais, para efeitos do caput.

Emenda Modificativa
Dê-se ao §8º do art. 1º da Lei nº 12.096, de 24/11/2009 (art. 1º da Medida Provisória) a seguinte redação:
“8º O prazo a que se refere o caput somente poderá ser prorrogado por Lei.”

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Defesa Social promove cursos de policiamento comunitário

Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) está promovendo cursos de Gestor de Policiamento Comunitário e de Operador de Policiamento Comunitário, visando estreitar os laços entre a polícia e a comunidade. Realizados sob a coordenação da Subsecretaria de Promoção da Qualidade e Integração do Sistema de Defesa Social, os treinamentos são baseados no sistema Koban, modelo japonês de policiamento, sendo voltados para a capacitação de policiais militares, com foco no fortalecimento das atividades preventivas e no aprimoramento do serviço de base comunitária em Minas Gerais.

As aulas tiveram início nessa segunda (27) e se estendem até a sexta-feira (1º). Durante a cerimônia de abertura dos cursos, o comandante da Academia de Polícia Militar, coronel Eduardo de Oliveira Chiari Campolina, explicou que 64 policiais militares de todo o Estado serão formados nessa etapa da capacitação. “Investir em bases comunitárias móveis não se resume em fornecer infraestrutura física, mas também em garantir a presença de homens capacitados para desempenhar bem o serviço na comunidade”, disse.

Participação

O curso de Gestor de Policiamento Comunitário é destinado a sargentos e o curso de Operador a cabos e soldados. Segundo a subsecretária de Promoção da Qualidade e Integração do Sistema de Defesa Social, Geórgia Ribeiro Rocha, a iniciativa reforça a importância de se estreitar os laços entre polícia e comunidade. “Precisamos desenvolver no Brasil a ideia de participação da sociedade nas ações de segurança pública. Cursos de policiamento comunitário têm papel fundamental para instituir uma cultura de solução pacífica de conflitos”, justifica.

A subsecretária pontuou ainda que considera importante conjugar ações repressivas e preventivas para tornar possível a atuação nas causas do crime e da violência. “Estamos fortalecendo nossa estratégia de segurança pública através da capacitação. Fixar policiais em bases comunitárias é interessante, pois permite que eles se tornem referências para a sociedade”, completa.

A solenidade de abertura dos cursos contou ainda com a presença do diretor de Apoio Operacional da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Badaró Bianchini, do presidente da Associação de Cooperação e Ciência e Tecnologia do Brasil / Japão, Ênio de Oliveira, e do representante da Agência de Cooperação Internacional do Japão, Satoshi Yashida.

Os treinamentos de policiamento comunitário estão sendo realizados pela Gerência da Qualidade da Atuação do Sistema de Defesa Social, contemplando sargentos, cabos e soldados que já atuam ou irão atuar em bases comunitárias como gestores ou como operadores de policiamento comunitário.

Carga horária

Com carga horária de 40 horas/aula, os cursos têm 32 policiais em cada turma e vão proporcionar aos profissionais de segurança pública conhecimentos para o exercício de práticas voltadas à defesa dos direitos humanos e da cidadania. A meta é fornecer aos alunos ferramentas para a resolução de conflitos a partir da interação entre polícia e comunidade. As aulas acontecem na Academia de Polícia Militar, no bairro Prado, em Belo Horizonte. Além das aulas teóricas, estão programadas aulas práticas em bases comunitárias, no decorrer da semana.

Os cursos são fruto de um acordo de cooperação técnica firmado entre o governo federal, por intermédio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). A iniciativa conta ainda com a parceria da Polícia Militar de São Paulo e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), utilizando o sistema Koban, praticado há 130 anos pela Polícia Nacional do Japão.

Em Minas Gerias, o sistema de base comunitária foi desenvolvido para reduzir crimes de menor potencial ofensivo e coibir a desordem pública, a fim de melhorar a sensação de segurança nas áreas urbanas que têm elevada densidade populacional. Visando atender com rapidez e qualidade as necessidades do cidadão, o sistema desenvolve ações integradas com a comunidade para a resolução de conflitos locais. Em 2011, a Polícia Militar mineira instruiu a criação das Bases Comunitárias, que são uma evolução dos serviços desconcentrados da sede dos batalhões da PMMG.

Governo Anastasia: Árvores derrubadas para reforma do Mineirão são doadas a ateliês de arte popular, gerando renda

Gol de placa para artesãos de Minas

Fonte: Marta Vieira – Estado de Minas

Árvores derrubadas para reforma do Mineirão são doadas a ateliês de arte popular, gerando renda e redução de custo

Artesãos de peças em madeira, entalhes, marchetaria e móveis de diversas regiões de Minas Gerais darão vida às árvores que estão sendo derrubadas para ceder lugar às novas instalações do Mineirão, em Belo Horizonte. A madeira será doada aos ateliês da arte popular típica do estado, vendida no Brasil e no exterior, como alternativa de aproveitamento nobre dos troncos e galhos de 900 árvores de uma centena de espécies, conforme acordo negociado entre o consórcio responsável pela reforma do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Minas-Arena, e o Instituto Centro Cape, braço do Mãos de Minas, maior central de cooperativas mineiras de artesãos. A primeira leva de 400 árvores começou a ser entregue na semana passada.

A matéria-prima deverá gerar renda para os artesãos e reduzir os custos dos ateliês em pelo menos 40%, dependendo da quantidade de madeira aplicada ao trabalho artesanal. Picadas em cortes de 2 metros, as árvores vão chegar às oficinas de BH e do interior em no máximo 60 dias, informou a presidente do Instituto Centro Cape/Mãos de Minas, Tânia Machado. Além do uso nobre de uma madeira que seria queimada, emitindo gás carbônico na natureza, o material será legalizado pelos órgãos ambientais do governo estadual, com certificado de origem. Só com a declaração de procedência legal da madeira é que o artesanato alcança o mercado internacional.

“É algo importantíssimo do ponto de vista do uso de madeira legalizada pelo artesão e da preocupação que nós temos enfatizado nos ateliês com a consciência de preservação do meio ambiente”, afirma Tânia Machado. As árvores derrubadas no entorno do Mineirão serão transformadas em peças gigantescas de madeira esculpidas no município de Prados, na Região Central de Minas, famoso pela habilidade dos artesãos locais em esculpir animais retratados em movimento (leões, cavalos e patos); nas carrancas e nas peças dos mestres santeiros de Pirapora, no Norte do estado; nos móveis rústicos de Tiradentes, São Brás do Suaçuí e Lagoa Dourada, também na porção central de Minas, e de Maria da Fé, no Sul. Atenderão, também, oficinas de artesãos de pequenas peças variadas da Grande BH.

Entre as espécies de árvores derrubadas pela empresa especializada HS Jardinagem, a serviço do consórcio Minas Arena, estão exemplares de mangueira, sibipiruna, flamboyant, sete-copas, jacarandá- mimoso, quaresmeira, magnólia, goiabeira, cedro, oiti, cajá-mirim, ipê-rosa, embiruçú- branco e paineira. O material será armazenado até a distribuição num depósito cedido ao Mãos de Minas pelo Serviço Social da Indústria (Sesiminas) na capital mineira. Os artesãos cadastrados e selecionados terão de arcar com o transporte até as oficinas.

PLANOS O Instituto Centro Cape vai acompanhar o caminho e o uso da madeira até o produto nos ateliês beneficiados pelo projeto. Ansiosa por receber a madeira, a artesã e designer de produto Sophia Felipe Melo, de BH, planeja criar peças adicionais à produção a que se dedica de brinquedos pedagógicos e do teatro de sombras, um conjunto de peças abrigadas numa mala de madeira que quando aberta conta histórias. Dependendo da espécie, ela planeja fabricar bonecos e marionetes, se possível.

“O projeto permite que o artesão use uma madeira que tem história e vínculo com a cidade”, afirma Sophia Melo. A artesã renova a cada três meses o estoque de madeira, que consome até 40% dos gastos na confecção dos brinquedos. No ano passado, ela desembolsou R$ 1 mil com a compra da matéria-prima de fornecedores de BH.

A cooperativa Dedo de Gente, de Curvelo, na Região Central de Minas, que reúne 89 jovens artesãos do Vale do Jequitinhonha e do Norte do estado, já se ofereceu para transformar as árvores do Mineirão em móveis e peças de decoração. O grupo usa, além de madeira, bambu, ferro, cartonagem, cerâmica e tinta à base de terra.a

Marcus Pestana: FHC, 80 anos – a herança definitiva

FHC, 80 anos: a herança definitiva

Fonte: Deputado federal (PSDB-MG) Marcus Pestana – Publicado em O Tempo

A política é controversa demais para gerar ídolos, mas…

Descobri o mundo da política no movimento estudantil. Já tinha desenvolvido o sentido da solidariedade no convívio com as jornadas católicas ligadas à Igreja carismática. Daí para a Teologia da Libertação, foi um pulo. Na universidade, no ambiente de refundação da UNE, liguei-me à ortodoxia marxista-leninista. Contradições e dúvidas foram me afastando da esquerda ortodoxa. Elegi-me vereador já orbitando em torno do pensamento progressista independente. Dialoguei com os “eurocomunistas” cariocas. Mas a verdade é que, nos dois primeiros anos do meu mandato, ressentia-me de uma referência ideológica mais sólida.

Foi aí, em 1985, passando por uma banca de jornal, que me surpreendi com uma capa da revista “Status” pendurada. Geralmente a capa da revista era povoada por mulheres bonitas. Essa, não. A chamada era “Um intelectual produzido para o poder” e apontava o “Felipe González brasileiro”. A guinada editorial da revista tinha levado FHC para sua capa. A entrevista do senador, naquela época ainda no PMDB, marcou minha trajetória e me deu o rumo que até hoje sigo.

Naquele ano, FHC perderia a eleição para Jânio Quadros. Lembro bem que, no 15 de novembro, em São Pedro da Aldeia, ao saber o resultado pela TV, recolhi-me ao quarto com uma tristeza enorme.

Recentemente, na antevéspera da 10ª Convenção Nacional do PSDB e próximo ao seu aniversário de 80 anos, visitei FHC em seu instituto, no centro da capital paulista. Foi uma divertida e produtiva conversa. Encontrei um líder cheio de energia, de bem com a vida e no auge da maturidade intelectual. Como sempre, bem-humorado: “80 anos? Isso é intriga do PT. Vou fazer bem menos”.

Não gosto muito de colecionar ídolos na política. Meus ídolos sempre foram Pelé, Tostão e Zico, Milton, Chico, Caetano e Paulinho, Drummond, Guimarães e Pessoa, Picasso, Van Gogh, Portinari, Beatles, Miles Davis e Louis Armstrong. A política é controversa e complicada demais para gerar ídolos. Mas, da política no Brasil, se há alguém que é referência para mim é FHC. Ao lado de JK, Tancredo, Ulysses e Covas.

Mas a identificação e a admiração maior sempre foram na direção de FHC. Desde a leitura de “Desenvolvimento e Dependência na América Latina” até o acompanhamento de sua militância em favor da democracia nos anos 80.

O destino foi generoso. Entregou a condução do país a um dos poucos estadistas que ocuparam a Presidência. A democracia se consolidou, a inflação foi domada; o Estado, reformado; a economia, modernizada; a miséria e a pobreza, atacadas; o Brasil, preparado para o mundo globalizado; a faixa presidencial (em momento raro de nossa história republicana), passada para um operário da oposição, democraticamente eleito.

O Brasil deve muito a FHC. Quem contar a história brasileira e não der papel de destaque a FHC ou estará desinformado ou estará mentindo. Viva a seus 80 anos! Ou será mesmo (a idade) um boato espalhado pelo PT?

Pesquisa indica que Aécio Neves é a principal liderança e a mais admirada

Aécio é a principal liderança

Fonte: Carla Kreefft – O Tempo

O apoio de Lula é considerado importante para 30,5% dos eleitores

Pesquisa DataTempo/CP2 mostra que o ex-governador e senador Aécio Neves (PSDB) é reconhecido como a principal liderança política de Belo Horizonte.Segundo o levantamento, realizado entre os dias 10 e 15 de junho, para 20,4% dos entrevistados, Aécio é a liderança mais admirada na capital. Em segundo lugar, mas muito distante do tucano, aparece o ex-prefeito da capital e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT). Ele é o preferido de 7% dos pesquisados.

O prefeito Marcio Lacerda (PSB) foi a escolha de 5,8% dos pesquisados, na terceira colocação, e o governador Antonio Anastasia (PSDB) é apontado como líder mais admirado por 4,6% dos entrevistados.

Com 3,4% da preferência do eleitorado aparece o ex-prefeito da capital e ex-ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a liderança preferida de 2,8% dos pesquisados.

A liderança de Aécio Neves também é demonstrada quando são questionados os apoios aos candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte. Dos entrevistados, 44,3% respondem que preferem um candidato que seja apoiado por Aécio. Outros 30,5% dizem que preferem um nome para a prefeitura que tenha o apoio do ex-presidente Lula. Para 25,2% é indiferente o apoio de Aécio ou de Lula ao seu candidato.

Quando a pergunta se refere aos apoios do governador Antonio Anastasia (PSDB) e do ex-ministro das Comunicações e candidato ao governo do Estado derrotado em 2010, Hélio Costa (PMDB), 45% afirmam que preferem um candidato à prefeitura apoiado pelo tucano. Outros 20,2% dizem que preferem um nome para a administração da capital que tenha o apoio do peemedebista. Para 34,8% dos entrevistados, não faz diferença os apoios de Antonio Anastasia ou de Hélio Costa ao candidato que disputará a prefeitura da capital em 2012.

Partido.  Apesar de a pesquisa apontar a preferência dos eleitores de Belo Horizonte por candidatos apoiados pelos tucanos Aécio Neves e Antonio Anastasia, o partido preferido é o PT.

Quando questionados se preferem candidato do PT ou do PSDB para a disputa da prefeitura da capital, 37,3% dos entrevistados afirmam que um candidato petista seria a melhor opção. Outros 26,2% dizem que um candidato do PSDB teria a sua preferência. Para 36,5% dos pesquisados, o partido do candidato ser o PT ou o PSDB não interfere na escolha.


Artigo Estadão: Governo Aécio e Anastasia marca outro gol na educação e graças ao Choque de Gestão

Aulas de recuperação

Fonte: Artigo – Claudio de Moura Castro* – O Estado de S.Paulo

Escolas públicas de BH usam com sucesso o método ‘action learning’, que é reunir grupos com dificuldades parecidas para se ajudarem

Após a 2ª Guerra Mundial, as minas de carvão inglesas foram nacionalizadas. Tempos depois, o presidente da estatal notou que algumas delas produziam pouco, apesar de semelhantes a outras muito eficazes. Como não encontrava as razões da diferença, resolveu consultar um amigo, do tempo em que eram colegas na Universidade de Cambridge.

Foi então conversar com Reginald Revans, aluno do Barão de Rutherford (Prêmio Nobel) no celebrado Cavendish Lab, onde se doutorou em astrofísica. Só que Revans achou pouca graça em ficar vigiando estrelas e preferiu enveredar para os campos então virgens da administração (se fosse no Brasil, não deixariam um astrofísico ensinar administração, pois tem o diploma errado!). Contando com sua competência nos novos interesses, o amigo queria que desvendasse os mistérios das minas de carvão.

Após uma longa explicação veio a pergunta: “Reggie, você pode descobrir por que essa mina funciona e a outra não?” Responde o astrofísico: “Só daqui a três meses”. O executivo insistiu, mas a resposta permanecia a mesma, precisava de três meses. Impaciente, pergunta o que ele ia fazer de tão importante nesse tempo. “Ora, se é para entender de carvão, tenho que passar pelo menos três meses trabalhando nas profundezas de uma mina.”

Como havia sido atleta olímpico, aguentou o regime da pá e picareta nas galerias abafadas. Passados os três meses, com muitos calos nas mãos, dá-se um novo encontro e vem a inevitável pergunta: “O que há de errado com aquela mina?” A resposta é cristalina: “Não sei e não vou saber. Mas já sei como resolver o seu problema. Quem sabe das minas são os capatazes e mineiros que lá trabalham por décadas. Vamos criar reuniões periódicas entre os da mina boa e os da ruim. Eles saberão decifrar o problema e encontrar a solução”.

Estava então criado o método do action learning (que não tem tradução estabelecida para o português). É baseado na ideia de gerar condições favoráveis aos que vivem o problema no seu cotidiano para que possam encontrar soluções. De fato, ninguém conhece tão bem as dificuldades. Portanto, é deles que virão as melhores soluções .

Afogadas no círculo vicioso do seu cotidiano, as pessoas apenas sentem o enguiço, mas não chegam a defini-lo com precisão e, ainda menos, têm a disposição para resolvê-lo. O método do action learning consiste em criar condições materiais e psicológicas para que essas mesmas pessoas se dediquem com otimismo a enfrentar os problemas que as cercam. Um elemento crítico no método é a interação de pessoas de origens diferentes, mas que convivem com dificuldades semelhantes. Uns ajudam os outros, com estímulos e conhecimentos tácitos daquele assunto. Ao longo do tempo, o método se sofistica, sendo usado nas condições mais variadas, em empresas, hospitais e polícia.

Faz uns cinco anos, a Associação Comercial de Minas Gerais decide fazer alguma coisa em benefício da educação. Junta-se a ela a Fundamig (a fundação das fundações empresariais de Minas) e mais a Amcham, todas sob a liderança de Evando Neiva e Antônio Carlos Cabral. Cria-se então a Conspiração Mineira pela Educação, alusiva à tentativa de independência, em 1789. Decorridos mais de dois séculos, a nova Conspiração é ainda a busca da liberdade, mas desta vez, pelo caminho do bom ensino. Marca seu lançamento a Carta do Caminho, fazendo jogo de palavras com a de Pero Vaz de Caminha.

Diante da iniciativa, o então vice-governador sugeriu que o trabalho inicial se concentrasse na região do Serra Verde, no norte de Belo Horizonte. Trata-se de uma área socialmente problemática e contígua ao Centro Administrativo, em plena construção naquele momento.

Mas o que fazer para ajudar as 70 e tantas escolas da região, algumas delas em áreas conflagradas? Começamos ouvindo oito diretoras recitarem as mazelas de suas escolas. A desgraceira não era pouca, aliás, de educação quase nada se falou.

Veio-me então a lembrança de Revans, que havia conhecido na Europa na década de 80 (ocasião em que me fez a narrativa acima). Action learning em Belo Horizonte? Apesar de desconhecida, a ideia foi festejada. Mas o desfecho inicial me assustou, pois fiquei encarregado de encontrar alguma pessoa que soubesse aplicar o método. Na verdade, jamais soube de action learning no Brasil.

Como todos que se veem sem inspiração, entro no Google. No Brasil, só encontro duas referências: um evento em que se mencionava o termo e uma grande consultora internacional que sabia aplicar (Caliper). Apesar de intimidado pelas perspectiva de honorários semelhantes aos que cobra da Gerdau, escrevi para a empresa. A resposta veio logo, mostrando interesse. Nesse momento, já antecipava o embaraço diante de um orçamento muitas vezes maior do que uma iniciativa filantrópica poderia enfrentar. Mas escrevi assim mesmo, explicando o escopo do trabalho.

Minha surpresa não poderia haver sido maior quando chegou a resposta. Um escocês chamado George Brough ofereceu-se para fazer o trabalho, como sua contribuição voluntária, sem cobrar, desde que tivesse passagens para vir de Curitiba. Trazê-lo a cada 15 dias era financeiramente viável.

Reunimos umas 50 diretoras e explicamos o método. George disse que cada diretora deveria identificar o problema mais sério que encontrava na sua escola e gostaria de enfrentar. Obviamente, ninguém entendeu muito. A perplexidade foi geral e, ao acabar o encontro, já antecipava um desastre de maiores dimensões. A reunião seguinte tampouco foi alvissareira, apesar da fleuma e tranquilidade do escocês. “É assim mesmo, sempre começa parecendo que não vai dar certo.”

E ele tinha razão. As diretoras escolheram cinco temas, todos relevantes: falta de motivação dos alunos, falta de motivação dos professores, integração família/escola, pacificação da escola e desempenho dos alunos (indicadores de aprendizagem). Os grupos com interesses comuns foram formados, com reuniões quinzenais, incluindo lanchinho no intervalo. Tudo sob a batuta do nosso George.

Passa o tempo, o trabalho toma corpo e, um par de anos depois, começam a aparecer os resultados. Cada escola tomava suas providências, inventava modas e seguia em frente, sempre trocando figurinhas com as outras que lidavam com o mesmo problema. Um questionário permitiu uma avaliação inicial do que estava sendo feito e dos primeiros resultados.

Apesar de baseados em impressões e apreciações subjetivas, dava para ver que haviam crescido muito as teias formadas com parceiros fora da escola, como igrejas, ONGs e instituições da sociedade civil. Curiosamente, uma contagem simples das instituições externas mostrou que a Polícia Militar era a parceira mais frequente (talvez por ser adorada pelas diretoras). Multiplicavam-se as iniciativas e projetinhos com alunos (do tipo Cantinho de Leitura e outros).

Progressivamente, de encontros em um clube, as reuniões passam para um revezamento entre escolas. Isso corresponde à criação de um Fórum de Diretores. A escola da vez se prepara para a visita das diretoras e ensaiam-se os alunos para mostrar o que estão fazendo. A diretora e professores preparam PowerPoints sobre suas iniciativas. O evento é uma grande festa, terminando com uma mesa de salgados e doces (ao que parece, comer é essencial para o êxito). A próxima reunião será a 36ª. Nada mau para uma iniciativa que parecia capenga no primeiro dia e custou a arribar.

Chama atenção o custo modestíssimo de criar e fazer andar esse grande circo: lanchinho, algum transporte e pouco mais. Obviamente, não há custos para o trabalho voluntário de das lideranças (se cobrados, seriam altíssimos, considerando serem executivos bem-sucedidos) e nem dos muitos programas oferecidos por dezenas de parceiros dos três setores (lembremo-nos, a Conspiração é uma aliança intersetorial do Estado, da iniciativa privada e do Terceiro Setor).

No bojo do action learning, muitas atividades paralelas vão aparecendo. Frequentemente há conferências por pessoas de fora, criando variedade e abrindo uma janela para o mundo. Houve um claro interesse dos organizadores em universalizar os conhecimentos sobre sistemas nacionais e estaduais de avaliação (Prova Brasil, Ideb, Pro-Alfa, Proeb). Em uma escola, amadurece um programa bem-sucedido de promover lideranças dentre os alunos (é parte do programa do Instituto Unibanco). Há também concursos de redação para premiar alunos nos quais os vencedores ganham um dia de visita ao museu de arte contemporânea do Inhotim.

Sob todos os pontos de vista, podíamos ver que se tratava de uma iniciativa bem-sucedida. Tinha variedade e uma participação crescente das escolas (de 50 escolas no primeiro Fórum, para mais de 100 nos dias que correm, além de centenas de observadores que acompanham os encontros). Mais importante, os encontros viraram uma rotina bem-vinda para as equipes das escolas.

Mas faltava um elemento crucial. As avaliações disponíveis eram subjetivas e qualitativas. Todos achavam que estava “dando certo”. Mas e os números? E as avaliações externas? Obviamente, só com o transcurso do tempo cria-se o intervalo necessário para comparar dois momentos usando o mesmo instrumento de avaliação.

Hoje isso já aconteceu. Em 2007, a média nacional do Ideb era de 3,4, enquanto a média das escolas da Conspiração era de 4,4. Em 2009, o Ideb nacional passou a 3,6, enquanto as escolas da Conspiração atingiram 5,3. É um salto muito grande, tomando como comparação a evolução do Brasil nesse indicador.

São resultados muito impressionantes. Naturalmente, nem tudo se deve à Conspiração Mineira ou ao action learning. Mas é que não houve tantas iniciativas afora essas. Portanto, é apropriado atribuir pelo menos boa parte dos resultados ao que fizeram os “conspiradores”.

Nomes, definições e detalhes das formas de intervenção não interessam muito. As lições mais importantes vêm do espírito do método. Quando começamos, qualquer um dos responsáveis pela iniciativa poderia haver trazido a sua considerável experiência para sugerir às escolas como deveriam proceder. É isso que se faz com muita frequência. Mas, felizmente, nem identificamos os problemas e nem prescrevemos as soluções. Em vez disso, começamos perguntando aos diretores quais eram as dificuldades que os afligiam. Em seguida, criamos as condições materiais e emocionais para que trabalhassem conjuntamente na sua solução. Esse é o espírito do action learning. Deu certo! Thank you, Professor Revans. Thank you, George Brough.

CLÁUDIO DE MOURA CASTRO É DOUTOR EM ECONOMIA E PESQUISADOR EM EDUCAÇÃO, ASSOCIADO AO GRUPO POSITIVO. NO CASO DA CONSPIRAÇÃO, VEM ATUANDO COMO ASSESSOR TÉCNICO, SUGERINDO ATIVIDADES E PROGRAMAS, MAS NÃO ENTRANDO DIRETAMENTE NA SUA IMPLEMENTAÇÃO

Sistema de segurança de monitoramento por rede de vizinhos de Minas passa a ser adotado em Niterói

Monitoramento de vizinhos é a nova arma contra roubos a residências

Fonte: Diego Barreto – O Globo

Projeto iniciado em Piratininga será estendido para outros bairros

Nada de cães de guarda ou câmeras de segurança. A nova estratégia do 12° – BPM (Niterói) para reduzir o registro de roubos a residências na cidade atende pela sigla VIP, que ganhou novo significado no combate à criminalidade.

Iniciado em maio, o programa Vizinhos Integrados à Polícia consiste no treinamento de um grupo de cinco ou seis moradores para monitorar, por meio de observação, a rotina de uma área residencial. No caso de eventos que fujam da normalidade, os “vizinhos monitores” se comunicam entre si e com o batalhão que, em poucos minutos, envia equipes especialmente treinadas para atender a esses chamados.

De acordo com o tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, que na próxima terça-feira completa seis meses à frente do 12°-BPM, o VIP é uma das estratégias de policiamento ostensivo de Niterói que serão ampliadas até o fim do ano. Outra ação que será estendida é a ronda monitorada por ponto eletrônico.

Moradores de Itaipu e Barreto serão treinados

São Francisco, Ingá e Fonseca terão ronda com ponto eletrônico

Com a primeira célula implantada no Maralegre, em Piratininga, o VIP será ampliado para outros bairros na próxima semana.

– O Bairro Peixoto (Itaipu) será o próximo, depois o projeto chega ao Barreto e, posteriormente, será estendido para outras regiões da cidade – diz Paulo Henrique, que ”importou” a ideia de Minas Gerais e dos Estado Unidos. – Conheci o projeto em Minas e resolvi adaptá-lo para Niterói. Depois soube que também existe algo semelhante em Los Angeles.

Outra ação que será estendida nas próximas semanas é a ronda policial controlada por pontos eletrônicos, reativada pelo comandante em janeiro. São Francisco, Ingá e Fonseca serão os próximos bairros a receber os equipamentos.

– Estamos aguardando apenas a chegada de bastões e chips. Essa é uma ferramenta que tem se mostrado eficaz, sobretudo no combate a crimes como roubos e furtos. Na Avenida Central, em Itaipu, reduzimos pela metade o roubo a transeuntes – afirma.

UPP de Niterói já tem projeto na Secretaria de Segurança

O comandante do 12°- BPM explica que a adoção de ações focadas nas características de cada região foi determinante na redução e no controle de crimes no último semestre.

– Faço o acompanhamento semanal de todos os registros de ocorrência de Niterói, e isso permite direcionar as ações. Um exemplo são os roubos de veículos, que preocupavam quando assumi. Intensificamos operações e conseguimos reduzir em mais de 50% entre janeiro e maio – explica Paulo Henrique, que já entregou à Secretaria de Estado de Segurança o projeto para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em Niterói.

– Niterói está no cronograma das UPPs, fizemos os estudos e os encaminhamos para a Secretaria de Segurança. Enquanto aguardamos, reforçamos as operações de combate ao tráfico para prevenir possíveis migrações de criminosos do Rio. Conseguimos aumentar as prisões e apreensões de drogas. O número de criminosos presos que vieram de outras regiões ainda é muito pequeno – diz.