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Vice-governador Alberto Pinto Coelho cobra compromissos da Petrobras

Compromisso da Petrobras com Minas

Fonte: Alberto Pinto Coelho – Vice-governador de Minas Gerais 

“Minas não tem mar nem produz petróleo”, afirmou recentemente o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. O que não ficou claro é que isso não impede o estado de hoje fabricar componentes para navios e de produzir, há mais de 40 anos, gasolina, óleo diesel, GLP e outros derivados de petróleo na Refinaria Gabriel Passos (Regap), que recebe o óleo bruto diretamente da bacia de Campos, depois de percorrer 540 quilômetros no oleoduto Orbel II. Ou seja, nem a ausência do mar ou do petróleo in natura tem sido obstáculo para o desenvolvimento industrial mineiro, em razão da competência tecnológica, do beneficiamento das matérias-primas e, sobretudo, do grande mercado consumidor no estado.

Essa visão estratégica de desenvolvimento sustentado certamente inspirou a firme posição do governadorAntonio Anastasia ao conclamar a Petrobras a manter seu compromisso de implantar projeto industrial para produção de ácido acrílico e polímeros junto à Regap, nos termos de protocolo firmado em 2005 por aquela empresa estatal com o governo mineiro. Acima de tudo porque a iniciativa corresponde ao marco fundamental de constituição do polo petroquímico mineiro, quando emergem no estado as promissoras ocorrências de gás natural na bacia do São Francisco e assegura-se a construção da fábrica de amônia e de gasoduto em Uberaba. A petroquímica é também uma vocação mineira e é setor estratégico para o seu desenvolvimento.

A firme posição de Minas foi manifestada em encontro realizado na Cidade Administrativa, em 23 de março, no qual o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, apresentou o novo programa de investimentos da estatal, que prevê aplicações de R$3,4 bilhões no estado até 2014, dentro do programa de desenvolvimento de fornecedores da empresa. Na mesma ocasião o governador Anastasia assinou decreto criando o Comitê Estadual de Desenvolvimento do Petróleo e Gás, que será peça-chave na atração e qualificação das indústrias para atender colossais oportunidades e desafiadoras demandas do pré-sal.

A reivindicação do polo petroquímico e a criação do comitê convergem, estrategicamente, para o maior equilíbrio do balanço energético de Minas no setor de petróleo e gás. A par disso, impõe-se a expansão da própria Regap, que, desde 1982, tem o mesmo perfil de produção, afora a unidade de coque instalada em 1994. Atualmente, como acentuou naquele encontro o presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior, “a Regap ocupa a 6ª posição no ranking nacional de refino e a oitava quando se considera a produção de combustíveis por refinaria”, operando num estado que concentra o segundo maior parque industrial do país, possui a maior malha rodoviária nacional e a segunda maior frota de veículos. Essa disparidade condena Minas Gerais a um déficit de 60% na produção de diesel e de 50% na produção de gasolina.

Este encontro deu a tônica para grande mobilização de todos os mineiros em torno da questão do petróleo e do gás como fator estratégico para o desenvolvimento estadual. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o mineiro Fernando Pimentel, presente ao encontro, certamente saberá contribuir para que a matriz energética de Minas não seja mais comprometida pela gritante carência de investimentos de que tem sido objeto a refinaria de Betim. Estudos técnicos e financeiros demonstram a viabilidade de sua expansão, apontando que um incremento de 12 000 metros cúbicos de petróleo/dia acima da sua capacidade atual – de 24 000 m3 – atenderá aos déficits atualmente existentes, podendo, ainda, gerar excedentes para exportação.

No caso da planta industrial para produção de ácido acrílico e de polímeros junto à Regap, segundo informou Gabrielli, a definição do projeto estaria hoje nas mãos da Braskem, empresa privada de origem baiana e com atuação internacional sendo líder do mercado de resinas termoplásticas. Ocorre, porém, que a Petrobras participa com 40% no capital da Braskem e, quando da assinatura do protocolo com o governo mineiro para implantação do complexo acrílico, já preexistia o projeto no plano de investimentos da empresa, como consta de documentos oficiais da própria Petrobras. Em termos estritamente comerciais, pode-se afirmar que a fábrica projetada para Minas Gerais está inteiramente dentro dos critérios de atuação da Braskem, pois o modelo de negócio da empresa está voltado para a primeira e a segunda geração petroquímica. E a vocação do complexo acrílico a ser implantado junto à Regag é, precisamente, a exploração do propeno, da primeira geração petroquímica. Trata-se, portanto, de um projeto técnica e economicamente viável, cuja localização deve ser ditada agora pela vontade política. Para fazer valer seus direitos, Minas lutará com todas as forças.

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