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Política de desenvolvimento criada por Aécio e Anastasia faz com que Minas aumente fatia nas exportações

Estado aumenta sua fatia na exportação

Fonte: Tereza Rodrigues – Estado de Minas

CONJUNTURA
A participação de Minas Gerais nas exportações brasileiras aumentou de 16% em dezembro de 2010 para 17,9% no mês passado. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que o recorde histórico no país para o mês de janeiro, ao atingir a cifra de US$ 15,215 bilhões, foi puxado por um crescimento ainda mais expressivo – as exportações mineiras chegaram a US$ 2,73 bilhões no primeiro mês de 2011, alta de 84,7% em relação ao mesmo período de 2010.

Os dados preliminares foram divulgados ontem pela Central Exportaminas. Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, os números positivos foram influenciados principalmente pela elevação das cotações internacionais de minério de ferro e de produtos alimentícios. ”O resultado não foi uma surpresa porque é um objetivo aumentar continuamente o nosso percentual de participação nas exportações do país. Os números do último mês, no entanto, são uma junção de vários fatores. Além de os empresários terem aumentado o volume total de mercadorias exportadas, fomos beneficiados pelo bom preço das commodities no mercado internacional”, afirmou a secretária.

De acordo com o diretor da Central Exportaminas, Jorge Duarte de Oliveira, o minério de ferro continua no topo entre os produtos enviados ao exterior. “Acredito que o açúcar também mereça destaque neste ranking, porque houve uma queda expressiva de safra na Índia e os empresários mineiros se beneficiaram ao ter capacidade de ofertar a mercadoria quando a cotação subiu”, explicou.

O óleo de soja também impulsionou o bom resultado para Minas. De acordo com dados da Secretaria da Agricultura do estado, a receita das exportações do grão somou US$ 75,6 milhões em 2010. O valor foi o mais alto desde 2001 e superou em 6,2% o último recorde, registrado em 2008.

Aécio Neves crítica discurso de Dilma e diz que é igual ao de Lula, faltou referência sobre o fortalecimento da federação

Para oposição, Dilma fez discurso genérico; aliados elogiam diálogo

Fonte: Cristiane Jungblut e Adriana Vasconcelos – O Globo

NOVA LEGISLATURA

O gesto da presidente Dilma Rousseff de levar pessoalmente a mensagem sobre as ações de seu governo ao Congresso mereceu elogios dos governistas e da oposição. Mas enquanto os ministros da Casa Civil, Antonio Palocci, e das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, buscavam ressaltar a disposição da presidente em estabelecer uma parceria com o Legislativo, os oposicionistas expunham sua desconfiança após ouvirem o que chamaram de discurso “genérico” de Dilma.

– É um conjunto de boas intenções. Mas esse discurso não é muito diferente daquele que ouvimos oito anos. Senti ausência de uma referência mais clara sobre a necessidade de fortalecermos a federação no Brasil – observou o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

– O discurso da presidente nós conhecemos, resta saber o que o governo realmente fará – emendou o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE).

Palocci salientou o simbolismo da presença de Dilma na abertura da 54ª Legislatura:

– É um gesto muito significativo dos três Poderes, que, por um lado respeita a autonomia dos Poderes, e por outro convida para uma atuação em conjunto, pelo bem do Brasil.

Perguntado sobre eventuais problemas diante de disputas por cargos e votação de pontos polêmicos, como o valor salário mínimo, Palocci minimizou o clima de insatisfações entre os governistas:

– Faz parte da agenda, não tem problema.

Reforma política em debate
Na mesma linha, Luiz Sérgio disse que os parlamentares saberão levar em conta o gesto da presidente:

– A presidente disse que ela fazia questão de vir. É o valor da relação dos três Poderes.

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, disse que o discurso de Dilma foi contundente e mostrou suas principais intenções, como a de fazer a reforma política:

– Acho que (sua vinda) foi um gesto extremamente positivo, não só por vir aqui, mas pelo conteúdo da mensagem. presidente reafirmou alguns compromissos, e o principal é a parceria com o Poder Legislativo.

Sobre as dúvidas levantadas pela oposição sobre a disposição de o governo encampar realmente uma proposta reforma política, Dutra acrescentou:

– Todos são a favor de reformas, mas há uma série de divergências que precisam ser discutidas no Congresso. oposição serve para isso, para reclamar do presidente.

O líder do DEM, deputado ACM Neto (BA), elogiou a presença de Dilma, mas disse que seu discurso não avançou:

– Foi um discurso genérico, um conjunto de intenções, que não traz novidades. Por isso, é difícil até fazer uma avaliação das “boas vontades”. Vamos aguardar as medidas legislativas. Mas o fato de ela ter vindo ao Congresso foi positivo, respeito ao Congresso e merece ser percebido.

Já o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP) classificou como “superficial e protocolar” o discurso feito presidente Dilma Rousseff.

– Podia pelo menos ter aproveitado a oportunidade de estar sentada ao lado dos dois chefes do Legislativo e metas. E ela pode contar conosco para cumpri-las – criticou Duarte Nogueira.

Aécio Neves sobre discurso de Dilma: ‘Ouvi com respeito, mas vou guardar meus aplausos quando essas promessas se transformarem em ações, sobretudo em relação às reformas’

Dilma prega estabilidade das regras do mínimo

Fonte: Vera Rosa – O Estado de S.Paulo

Em mensagem ao Congresso, presidente faz aceno a parlamentares no reajuste do salário

Disposta a evitar polêmica com deputados e senadores, a presidente Dilma Rousseff entregou ontem sua mensagem ao novo Congresso com a promessa de adotar uma “política de longo prazo para o salário mínimo”, que prevê reajustes anuais. Dilma pregou a manutenção de “regras estáveis” e disse que enviará ao Legislativo uma proposta de valorização do mínimo.

“A manutenção de regras estáveis que permitam ao salário mínimo recuperar o seu poder de compra é um pacto deste governo com os trabalhadores”, disse a presidente. “Os salários dos trabalhadores terão ganhos reais sobre a inflação e serão compatíveis com a capacidade financeira do Estado.”

Até agora, porém, não há acordo. A equipe econômica insiste em aumentar o mínimo para R$ 545, enquanto as centrais sindicais batem na tecla de R$ 580. A tendência é chegar a um meio termo, na casa dos R$ 550. O governo enviará ao Congresso uma medida provisória com o reajuste.

A proposta de longo prazo a que Dilma se refere leva em conta a inflação do ano anterior acrescida do PIB de dois anos atrás. Em seu pronunciamento, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), criticou o excesso de medidas provisórias produzidas pelo Executivo. “Seu rito de tramitação transformou-se numa armadilha”, resumiu.

Na primeira sessão legislativa do ano, Dilma também pôs na lista das prioridades as reformas política e tributária e afirmou ser necessária a construção de “consensos” sobre esses temas. No momento em que o PT e o PMDB se digladiam por cargos no segundo escalão, a presidente procurou adotar tom pacificador. Diante de um plenário lotado, na Câmara, disse que são necessárias mudanças para aperfeiçoar o “sentido programático” dos partidos.

“Trabalharemos em conjunto com esta Casa para a retomada da agenda da reforma política”, afirmou Dilma. Interrompida por aplausos, ela repetiu a frase, em improviso que não constava do discurso original, de 35 minutos. O PT quer o financiamento público de campanha, para coibir o caixa 2, e o fim das coligações proporcionais. E o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já prometeu à sucessora ajudá-la na reforma política, conversando com os partidos.

Parceria. Com um discurso pontuado pela defesa de parcerias, Dilma conclamou deputados, senadores, governadores e prefeitos a se unirem em torno de um “pacto de avanço social”.

Foi mais uma vez aplaudida ao mencionar a necessidade de uma “parceria sólida” para acabar com a miséria, melhorar a saúde e a educação, garantir a segurança e combater as drogas. “Este pacto pode ter como símbolo o esforço deste governo (…) para que nunca mais se repita a tragédia das chuvas que roubaram centenas de vidas e destroçaram o sonhos de milhares de famílias”, insistiu Dilma.

Embora as diretrizes apresentadas tenham caráter genérico, a presidente citou até mesmo a política internacional. A exemplo do que o Estado revelou na segunda-feira, o Itamaraty pediu às embaixadas e à missão do Brasil na ONU que façam até março uma reavaliação da política externa.

Em uma das últimas prioridades apresentadas ontem, Dilma fez questão de destacar que a política externa estará ancorada em quatro pilares: promoção da paz, defesa dos direitos humanos, respeito ao princípio de não intervenção e fortalecimento do multilateralismo. Disse, ainda, que é preciso dar “consistência maior” ao Mercosul e à Unasul.

À saída da Câmara, a presidente passou por manifestantes que gritaram: “Dilma, liberte Battisti já!” Era uma referência ao ex-ativista italiano Cesare Battisti, preso no Brasil desde 2007.

REPERCUSSÃO

Aécio Neves – Senador (PSDB-MG)
“É um belo conjunto de boas intenções, não muito diferente do que o presidente Lula fez há oito anos.Ouvi com respeito, mas vou guardar meus aplausos quando essas promessas se transformarem em ações, sobretudo em relação às reformas”

Aloysio Nunes – Senador (PSDB-SP)
“Senti falta de medidas concretas. Este projeto de longo prazo para o salário mínimo é uma forma de tentar escapar da pressão das centrais sindicais por um salário mínimo de R$ 580,00 e do PSDB, de um valor de R$ 600,00″

José Eduardo Dutra – Presidente do PT
“Numa mensagem não vão se esmiuçar questões como reforma política e tributária. As divergências devem ser esmiuçadas no Congresso. Dilma foi incisiva ao conclamar o Congresso para fazer uma parceria pela  erradicação da pobreza”

Maurício Rands – Deputado (PT-PE)
“Eu acho que ela foi precisa, ela ratificou seu compromisso com as reformas política e tributária e desceu a pormenores como a construção de Upas e o que irá fazer com os recursos do pré-sal, além de conclamar a sociedade para um pacto contra a miséria”