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Erros e divergências internas: PT de Minas não decola e fortalecimento de Aécio Neves é principal obstáculo, revela O Tempo

Em Minas Gerais, PT não decola

Fonte: Carla Freefft –  O Tempo

Erros. Partido sofre derrotas sucessivas ao tropeçar em divergências internas e nas próprias escolhas

Lideranças avaliam que problemas eleitorais iniciaram em 2002

Ao contrário do PT nacional que, pelo terceiro mandato consecutivo, consegue ocupar a Presidência da República, a ala mineira do partido permanece longe do Poder Executivo. Nunca um petista ou mesmo aliado do PT conquistou o governo de Minas. A cadeira do Senado também nunca foi experimentada por um petista mineiro.

As sucessivas derrotas no Estado não são explicadas pelas lideranças petistas como erros de estratégias, mas a história mostra que o PT mineiro tem dois grandes adversários. Um é conhecido, o PSDB de Aécio Neves. O outro só aparece em momentos eleitorais, mas parece ser implacável – a capacidade de fazer escolhas erradas.

Em 2002, a queda de popularidade do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso e o crescimento da chamada “onda vermelha” apontavam para a possibilidade de um bom desempenho do PT em Minas Gerais. Mas, o partido foi derrotado na disputa pelo governo do Estado enquanto o PT nacional conseguia levar Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República pela primeira vez.

Naquela eleição, o então deputado federal Nilmário Miranda foi o candidato ao governo de Minas, com Danuza Bias Fortes, filiada ao antigo PL, como candidata a vice. O PL era o partido de José Alencar, companheiro de Lula na chapa. Nilmário e Danuza obtiveram 30% dos votos e viram o então deputado federal Aécio Neves ganhar a eleição no primeiro turno, com 57,5% dos votos válidos. Eduardo Azeredo (PSDB) e Hélio Costa (PMDB) foram eleitos senadores e o petista Tilden Santiago ficou muito perto da vaga. Ele obteve 20,5% dos votos enquanto Costa, que estava fazendo campanha ao lado do PT, foi eleito com 22,2%.

Depois de perder a “onda vermelha”, o PT de Belo Horizonte conseguiu eleger prefeito Fernando Pimentel que, na época, já ocupava o cargo em função do afastamento, por motivo de doença, de Célio de Castro.

Em 2006, o partido resolveu fazer uma aliança com o PMDB, que tinha como nome mais forte naquele momento o ex-governador Newton Cardoso. A intenção era ganhar força para fazer o enfrentamento com a candidatura à reeleição do governador Aécio Neves. O tucano mineiro terminava, naquele momento, uma gestão bem avaliada e estava fortalecido.

A possibilidade de derrota do partido era grande e, nos bastidores, era admitido que ninguém queria ser cabeça de chapa. Mas, Nilmário Miranda assumiu a tarefa e teve como vice um peemedebista histórico, o ex-prefeito de Uberlândia Zaire Rezende. Newton Cardoso se candidatou ao Senado. A derrota anunciada foi concretizada – nenhum deles foi eleito. O partido ainda saiu da disputa dividido porque algumas de suas alas não concordaram com a aproximação com Newton Cardoso.

Já em 2008, a eleição para prefeito de Belo Horizonte não foi tão calma como a de 2004. Fernando Pimentel e Aécio Neves se uniram em torno da candidatura de um nome do PSB. O empresário Marcio Lacerda foi o escolhido para juntar os dois polos políticos da capital. As reações contrárias não foram poucas e, mais uma vez, o partido se dividiu. Uma das principais correntes, a comandada pelo então ministro de Combate à Fome, Patrus Ananias, se manteve fora da campanha.

Lacerda foi eleito ao lado de um vice-prefeito do PT, Roberto Carvalho, mas o racha sobreviveu. Alguns petistas avaliam que o partido está fora da prefeitura e outros consideram a aliança bem-sucedida.

Avaliação
Reconhecimento do problema
Na opinião do presidente do PT de Minas, deputado federal Reginaldo Lopes, dois fatores principais levaram às derrotas do PT de Minas.

Segundo Reginaldo, o fortalecimento político de Aécio Neves (PSDB) após a eleição de 2002 é uma das principais dificuldades do PT mineiro. Ele avalia que o momento mais propício para o partido chegar ao Palácio da Liberdade foi em 2002, quando Aécio ainda não era popular no Estado. “Era um bom momento, mas Patrus (Ananias, ex-ministro de Combate à Fome) não quis ser candidato. É um direito dele, que nós respeitamos. Mas, o PT perdeu”, disse o parlamentar.

Outro ponto apontado é a coincidência das bases do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-governador Aécio Neves. ”O que acontece é o que vimos aí: Lulécio, Pimentécio, Dilmasia. São movimentos muito difíceis de serem compreendidos”, avalia Reginaldo. Ele ainda afirma que Minas Gerais foi sacrificada pela aliança nacional entre PT e PMDB em 2010. “Erramos ao não termos duas candidaturas da base de Lula em Minas”, disse, referindo-se à união do PT e PMDB.

Sobre a aliança com o PSDB em 2008 em torno de Marcio Lacerda, Reginaldo avalia que não houve prejuízos para o partido.

Mas na avaliação do ex-vice-presidente do PT de Minas e prefeito de Coronel Fabriciano, Chico Simões, o partido tem errado muito desde 2002. “O PT perdeu o foco no adversário. O inimigo ficou muito amigo”.

Simões se referiu à aliança de 2008 entre PT e o PSDB, mas também reclamou do PT nacional. Como o PT de Minas perdeu identidade, agora ele é usado para selar acordos nacionais. Foi o que aconteceu na última eleição; o PT de Minas não conseguiu ter candidatura própria”, analisou. (CK)

Razões
Um pulo da ideologia ao pragmatismo

Para o cientista político e professor da PUC de Minas Malco Camargos, o PT de Minas correu de um extremo ao outro, o que levou a sucessivos erros eleitorais.

“O partido saiu de uma posição muito ideológica para adotar um postura extremamente pragmática. Foi o que aconteceu na união com o PSDB em 2008 e também na aliança com Newton Cardoso em 2006″, avalia o cientista.

Segundo Malco, o partido tem se preocupado mais com a escolha de nomes que possam conduzir uma vitória nas urnas do que com a construção de uma unidade interna que seja capaz de revigorá-lo.

“O PT tem escolhido nomes. Foi assim com Newton Cardoso (2006), com Marcio Lacerda (2008) e com Hélio Costa (2010). Foram três processos traumáticos. Três avaliações que não se confirmaram”, analisou.

Para o cientista político, o cálculo estratégico pragmático com objetivo somente no curto prazo não tem sido capaz de levar o partido a uma posição eleitoral confortável.

Entretanto, ele ressalta que essa avaliação vale apenas para a disputa dos governos estaduais e da prefeitura da capital. Segundo Malco, o PT tem conseguido vitórias em alguns municípios mineiros. Ele lembra que a participação do partidos nas câmaras tem crescido. (CK).

 

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