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Aécio culpa Lula e Dilma por perda de fábrica da Fiat, além de criticar silêncio do PT

Aécio culpa Lula e Dilma por perda de fábrica

Fonte: Bertha Maakaroun, Leonardo Augusto, Alice Maciel e Ana Carolina Utsch

Senador eleito acusa presidente e sua sucessora de articularem a instalação da nova unidade da Fiat em
Pernambuco e condena silêncio da bancada mineira na Câmara

Beto Magalhães/EM/D.A Press

“Não sei se foi o último presente do presidente Lula a Minas ou o primeiro presente da presidente eleita Dilma Rousseff” – Aécio Neves (PSDB), senador diplomado

O senador eleito Aécio Neves (PSDB) atribuiu ontem ao presidente Lula e à presidente eleita Dilma Rousseff (PT) a responsabilidade pelas negociações que levaram à instalação de nova fábrica da Fiat no Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Pernambuco, um investimento de R$ 3 bilhões. Queixando-se do fato de o governo de Minas ter sido apenas comunicado do fato consumado, Aécioironizou, depois de criticar o que chamou de “silêncio” da bancada de Minas e “daqueles que estão próximos da atual presidente”, em referência implícita não apenas aos deputados federais do PT, mas também ao ex-prefeito Fernando Pimentel (PT): “Não sei se foi o último presente do presidente Lula a Minas ou o primeiro presente da presidente eleita Dilma Rousseff”.

Na mesma linha de argumentação, o governador reeleito Antonio Anastasia (PSDB) considerou a expansão da Fiat para Pernambuco uma decorrência da guerra fiscal. “Acredito que, de fato, neste caso, foi uma norma excepcional criada pelo governo federal para beneficiar o estado de Pernambuco”, afirmou, acrescentando em seguida que o seu governo continuará combatendo a guerra fiscal. ”Mais um motivo para nós ardorosamente defendermos a reforma tributária”, assinalou.

As declarações de Aécio Neves e de Anastasia se deram minutos antes do início da cerimônia de diplomação dos 138 eleitos, comandada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), desembargador Kildare Carvalho. O governador Anastasia, o vice-governador eleito Alberto Pinto Coelho(PSDB), os senadores eleitos Aécio Neves e Itamar Franco (PPS) e respectivos primeiros e segundos suplentes, além dos 53 deputados federais e 77 deputados estaduais eleitos receberam os diplomas das mãos dos juízes da Corte do TRE-MG.

Embora tenha voltado a defender uma agenda de reformas políticas a ser enfrentada pelo país nos próximos quatro anos, Aécio Neves negou tratar-se de construir um diálogo com o governo. ”Serei oposição sem adjetivos”, afirmou. O senador disse pretender cumprir o “papel que as urnas definiram” como oposicionista. “Vamos fazer oposição firme ao atual governo, mas oposição qualificada, oposição que aponte os equívocos, que busque corrigi-los, mostre discrepâncias entre o proposto na campanha e aquilo que se realiza ao longo do governo”, afirmou.

Aécio afirmou ainda a intenção de debater com o governo a pauta política que considera importante para o país. ”Triste é oposição que não tenha coragem de se sentar à mesa com o governo para discutir questões de interesse do país. Essa é uma oposição extremamente frágil. A nossa vai ter uma agenda, mas vai ter sempre disposição para discutir as questões que sejam de interesse do país no campo da reforma política e tributária e também da reforma do estado brasileiro, além de um novo pacto federativo”, acrescentou. Nesse sentido, o tucano afirmou não pleitear a liderança partidária nem da oposição, para ter mais liberdade de atuar em favor de uma agenda de reformas.

O ex-presidente da República e senador diplomado Itamar Franco (PPS) fez coro com Aécio. “ Vamos tentar mostrar que o Senado não pode ser subjugado ao Executivo como vem acontecendo hoje”, declarou. Depois de citar nomes de colegas de Parlamento na década de 1970, quando ocupou cadeira no Senado, Itamar afirmou não saber que cenário vai encontrar na Casa quando assumir o cargo. “Tenho um certo receio de encontrar um ambiente diferente. Não sei se melhor ou pior, mas assusta um pouquinho”, afirmou. O ex-presidente evitou comentar o aumento nos salários dos parlamentares. “Não votei nada até agora. Quando votar, podem me cobrar”, afirmou.

Link da matéria:http://wwo.uai.com.br/EM/html/sessao_22/politica,id_sessao=22/politica.shtml

 

Justiça Eleitoral de Minas diploma Antonio Anastasia, Alberto Pinto Coelho, Aécio e Itamar Franco

O governador Antonio Anastasia e o vice-governador eleito, Alberto Pinto Coelho, foram diplomados pela Justiça Eleitoral de Minas Gerais, nesta sexta-feira (17), no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, para o mandato 2011/2014 à frente do Governo do Estado. Anastasia foi reeleito governador com 6.275.520 votos (62,71% dos votos válidos). Durante a solenidade, os senadores eleitos, Aécio NevesItamar Franco, seus suplentes, os 77 deputados estaduais eleitos e os 53 deputados federais eleitos também foram diplomados pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), desembargador Kildare Carvalho.

Em seu pronunciamento, o governador Antonio Anastasia afirmou que cumprirá os compromissos assumidos com os mineiros durante o período eleitoral. Ele ressaltou que cabe a todos os diplomados a busca pela construção de uma Minas Gerais mais justa e solidária.

“Desejo que, legitimados pela força insubstituível do voto direto, estejamos à altura dos nossos valores e responsabilidades, mas também dos anseios, dos sonhos e das esperanças de nossa gente. Agradeço às inúmeras e comoventes manifestações de apreço que tenho recebido e renovo cada um dos compromissos que assumi nas ruas, com os mineiros. Vamos caminhar juntos, compartilhando decisões e responsabilidades. Vamos construir uma Minas mais forte, para ser mais justa. E, mais justa, uma Minas mais fraterna, solidária na busca dos seus sonhos de desenvolvimento. Uma Minas mais igual. Vamos conquistá-la com o trabalho”, disse Antonio Anastasia.

O governador também lembrou da importância histórica de Minas Gerais no cenário político brasileiro, passando por Tiradentes até Juscelino KubistchekTancredo Neves. Para ele, todos os candidatos eleitos devem manter a tradição mineira de defender os ideais de desenvolvimento de Minas Gerais que, muitas vezes, inspiram o Brasil.

“Ao recebermos essa nova prerrogativa, renovamos cada um dos grandes compromissos que temos para com Minas Gerais e o Brasil. São compromissos que se assemelham, que têm a mesma natureza, porque estão sustentados por um só alicerce de valores. Os ideais de desenvolvimento do Estado estão irremediavelmente inflexionados na ideia de que somos, mais do que síntese, o coração do país. Por isso, temos consciência de que, cada passo que pudermos dar adiante, na direção da conquista da justiça e da equidade, estes também serão percursos vencidos pelo país”, afirmou.

Modelo nacional

Antonio Anastasia citou o modelo de gestão implantado pelo Governo de Minas em 2003 como um dos exemplos de boa governança do Estado que se tornou referência nacional. Conhecido como Choque de Gestão, o modelo promoveu a recuperação das contas de Minas Gerais e retomou a sua capacidade de investimento. Anastasia ocupou as Secretarias de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e de Defesa Social (Seds) e foi vice-governador.

“Se temos o dever de prosseguir avançando com o vigoroso processo de transformações dos últimos anos, estamos orgulhosos e envaidecidos de termos sido alçados à posição paradigmática de modelo da nova gestão pública brasileira. Se tantos reconhecimentos nos gratificam, também redobram nossa responsabilidade”, ressaltou.

Fortalecimento da democracia

O governador Antonio Anastasia também parabenizou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e todos os tribunais regionais pela excelência e lisura exemplar das eleições deste ano. Em todo o Brasil foram eleitos, além da nova presidente da República, 1.059 deputados estaduais, 513 deputados federais, 54 senadores e 27 governadores dos estados e do Distrito Federal e seus vices.

“Uma vez mais, o Brasil deu exemplo à comunidade internacional de competência, celeridade recorde, transparência e segurança inquestionáveis; aplicação de modernas tecnologias e absoluta credibilidade, ao realizar um dos mais extensos processos eleitorais do mundo. Devemos o nosso reconhecimento às autoridades judiciárias, aos servidores que conduziram o pleito e à valorosa participação de milhares de cidadãos, valorizando os princípios da cidadania plena”, destacou.

Em seu pronunciamento, o vice-governador eleito Alberto Pinto Coelho afirmou que estará ao lado do governador Antonio Anastasia contribuindo para o desenvolvimento do Estado.

“Hoje é um dia de grande significação, consciente das novas responsabilidades. Estando ao lado do governador Antonio Anastasia, que dá provas incontestes de sua capacidade de bem dirigir os destinos de Minas Gerais, quero estar contribuindo nas missões que me forem delegadas”, afirmou o atual presidente da Assembleia Legislativa.