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“Nós, prefeitos do PT que não apoiamos Hélio Costa, não traímos o PT disse prefeito de Mutum – expulso pelo PT

A bem da verdade

Fonte: Gentil Simões Caldeira Filho – Prefeito de Mutum (MG), publicado no Estado de Minas

Os jornais noticiam que o PT está punindo com a expulsão os prefeitos do partido que não apoiaram a candidatura Hélio Costa nas últimas eleições. No entanto, no nosso entendimento, nós não apoiamos essa candidatura exatamente para não trair a história e as bandeiras do PT. O PT se forjou como a agremiação política de maior identidade com o nosso povo porque soube incorporar e representar os valores da ética política e da honestidade no trato da coisa pública. Entre o respeito à história do partido e a conveniência eleitoral de alguns membros do partido, ficamos com o respeito e amor ao PT.

A grande derrota eleitoral sofrida pela aliança PMDB-PT revela que a nossa sociedade rejeitou, de forma inquestionável, a aliança formada nessas eleições. A rejeição da população à postura do PT nessas eleições em Minas pode ser medida pelo resultado eleitoral de Belo Horizonte, onde, apesar de apresentarmos os nomes de dois ex-prefeitos, não conseguimos ultrapassar os 20% dos votos.

O PT que respeitamos é um partido com a marca da generosidade e da justiça. Por isso, nos surpreendem, novamente, desapontando tantos de nós: em vez de sairmos das eleições fazendo uma autocrítica que nos permitisse um reencontro com a nossa história, com todos os nossos companheiros e com a população que queremos representar, dão ao partido a voz do rancor e do autoritarismo. Numa expressão da injustiça que está em curso, não se trata, como querem fingir ser, uma questão de fidelidade ao partido.

Se fosse, por coerência, que fossem expulsos os cerca de 30 prefeitos do PT que, insisto, por respeitarem as bandeiras históricas do PT foram levados a apoiar o candidato Antonio Anastasia. Se fosse, que os candidatos da aliança que não apoiaram Hélio Costa, e toda a Minas sabe quem são, também fossem punidos. Se fosse, que a nossa candidata Dilma Rousseff, que publicamente aceitou o voto Dilmasia, fosse desautorizada. E, por fim, que fossem punidos os grandes nomes do partido em Minas que, num claro estímulo à infidelidade, participaram da inauguração do comitê de campanha denominado “Helécio”, que pedia votos para Hélio Costa e Aécio Neves.

A imprensa divulgou a presença de dirigentes do nosso partido na inauguração de um comitê que, na verdade, era um monumento oficial à infidelidade. Várias lideranças do partido estavam no evento estimulando o voto em Aécio quando a aliança PT-PMDB tinha os seus candidatos ao Senado Federal.

Na verdade, o que está em discussão não é a fidelidade partidária, mas a necessidade de alguns demonstrarem o seu poder sobre outros. Parafraseando o grande autor, parece que, para alguns, no PT, todos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros. Trata-se apenas de escolher alguns poucos prefeitos, de preferência de cidades pobres e pequenas do interior do estado, para serem usados como bodes expiatórios, um exemplo para outros filiados que, no futuro, ousem discordar das decisões tomadas pela direção partidária, por mais que elas contrariem a própria essência do PT.

O PT chegou até aqui porque nunca teve dono. Porque sempre soube acolher as diferenças de opinião que naturalmente existem dentro do partido e lidar com elas, reconhecendo, com sabedoria, que o muito que temos em comum sempre deve prevalecer.

Nós, prefeitos do PT que não apoiamos Hélio Costa, não traímos o PT. Traíram o PT aqueles que levaram o partido a renegar a sua história e seus valores apoiando um candidato que representa aquilo contra o que o PT lutou durante toda a sua história. O PT está diante de uma encruzilhada e tem a oportunidade de ser o partido que privilegia o debate interno, a autocrítica, que respeita as diferenças e que respeita a sua própria história. E, ao fim, deixo uma indagação: estou sendo expulso do partido por ter dado a vitória a Dilma no primeiro e no segundo turno em meu município?

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