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Deputado Rodrigo de Castro analisa força de Aécio Neves que reduziu frente que o PT mantinha em Minas

Muito além as urnas

Artigo Rodrigo de Castro – Deputado federal e secretário-geral da Executiva Nacional do PSDB

À oposição se impõe o dever de ir além do debate político e enfrentar as grandes tarefas nacionais inconclusas, para as quais convoca o Brasil contemporâneo
O fim das eleições sinaliza um horizonte de novos e velhos desafios para o PSDB e para o PT. Do ponto de vista do petismo, parece ser inevitável que esses desafios se concentrem em torno do novo governo e, no PSDB, na forma como o partido vai se reorganizar como oposição.

A maneira como o PT vai lidar com os primeiros grandes problemas colocados – alguns herdados do governo Lula e outros resultantes do próprio processo eleitoral – vai definir o ânimo e o grau de confiança ou desconfiança com que parte importante da nossa sociedade vai receber o governo Dilma.

Parece ser imprescindível tranquilizar o país em relação a algumas posturas que vêm sendo assumidas, cada vez com desenvoltura maior, por parte do próprio PT. Entre elas, as inúmeras tentativas de limitação do exercício da liberdade de imprensa; o uso político partidário das instituições públicas, como vistos nos casos denunciados de quebra de sigilos bancários e fiscais, e o grave aparelhamento da máquina pública com conseqüentes tentativas de acobertamento de malfeitos de companheiros e companheiras.

No campo da oposição, o grande desafio é correspondermos à expectativa dos milhões de brasileiros que nos elegeram para fiscalizar as ações do Executivo e expressar a voz daqueles que discordam ou estão à margem da atual política governamental e que desejam ver no Brasil o pleno e fundamental exercício da democracia. O partido tem um porto seguro e legítimo de onde iniciar o seu processo de reposicionamento na cena política nacional. Além de conquistas importantes em várias partes do Brasil, destaca-se o resultado eleitoral e político alcançado com a vitória em oito estados, com 64,5 milhões de votos.

Em São Paulo, no segundo turno das eleições presidenciais, o PSDB conseguiu manter a mesma frente alcançada por Alckmin em 2006 (a diferença foi de 1,7 pontos), mostrando a solidez do partido no estado.Em Minas, enfrentamos uma candidata mineira, cuja ligação com o estado foi explorada durante toda campanha na tentativa de tocar o imaginário dos mineiros, frustrados desde a morte de Tancredo Neves e, agora, com expectativa não realizada da candidatura de Aécio.

Apesar disso, a ação política liderada por Aécio reduziu para menos da metade a frente histórica que o PT alcançava nas eleições presidenciais no estado. Em 2002 e 2006, o PT teve em Minas 10 pontos percentuais a mais do que o resultado nacional. Em 2010, a frente foi de apenas 4 pontos. Na capital, onde o PT chegou a ter 75% dos votos, em 2002, e 63%, em 2006, Serra saiu nessas eleições do terceiro lugar na votação do primeiro turno para a liderança em 31 de outubro, numa virada histórica, com mais de 50% dos votos.

O caminho que se abre adiante, cada vez mais claro para as nossas mais importantes lideranças políticas, é o de exercitar uma oposição vigorosa ao novo governo, sem repetir o “quanto pior melhor” adotado pelo PT nos oito anos do governo FHC, quando deixou de apoiar as matérias que, ao nosso ver, foram fundamentais à arquitetura do futuro de todos os brasileiros , como o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Para o PSDB que sai das urnas, a oposição não pode se limitar ao combate político, ainda que, em alguns campos, ele seja mais que necessário, seja imprescindível, como no caso da defesa das instituições do estado – tão duramente vilipendiadas pelo compadrio – e da ordem legal e democrática. Nos impõe, no entanto, o dever de ir além, o dever de enfrentar as grandes tarefas nacionais inconclusas para as quais nos convoca o Brasil contemporâneo – as reformas constitucionais; a recuperação e modernização da infraestrutura capaz de suportar um novo ciclo de desenvolvimento; a revisão da carga tributária; e os avanços inadiáveis no escopo das grandes políticas públicas nacionais – educação, saúde e segurança, genuinamente políticas de Estado e não apenas e tão somente de governos, entre tantos outros desafios grandiosos. O PSDB está pronto para exercer o seu papel honrando o voto de milhões de brasileiros e exercendo a sua solidariedade ao Brasil.