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Governo de Minas lança livros sobre choque de gestão implementado por Aécio Neves

Com o objetivo de registrar a experiência do Programa Estado para Resultados, a segunda fase do Choque de Gestão, implantado em Minas Gerais a partir de 2003, o Governo Aécio Neves e a Editora UFMG lançaram, nessa quinta-feira (25), no espaço BDMG Cultural, duas publicações que abordam a experiência do programa: “Estado para Resultados – Avanços no Monitoramento e Avaliação da Gestão Pública em Minas Gerais” e “Empreendedores Públicos no Governo de Minas Gerais, registro de uma experiência de resultados”.

Implantado em 2007, o Programa Estado para Resultados foi criado para estruturar uma gestão por resultados efetiva no Estado de Minas Gerais. Ligado diretamente à Governadoria do Estado, o programa se propõe a integrar um conjunto de ações funcionais e temáticas de forma multissetorial e estratégica.

Experiência inovadora

Organizadora do livro “Empreendedores Públicos no Governo de Minas Gerais, registro de uma experiência de resultados”, a coordenadora da Unidade de Empreendedores do Programa Estado para Resultados, Mônica Bernardi, destacou que o lançamento do livro é uma oportunidade de registrar uma experiência de gestão estratégica de pessoas na administração pública. “Os empreendedores públicos ocupam cargos de recrutamento amplo onde os pré-requisitos para admissão são a meritocracia e o profissionalismo”, disse Bernardi. Inspirado no Sistema de Alta Dirección Pública (SADP), componente do serviço civil do Chile, o processo de pré-qualificação para o cargo de empreendedor público tornou o Estado de Minas Gerais a única unidade da federação brasileira que instituiu, por meio de lei, um processo de seleção como pré-condição para o provimento de cargos em comissão de livre nomeação e exoneração.

O gerente de Planejamento de Estudos Econômicos do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Helger Marra, autor de ambas as publicações e que também participou da execução do programa, destaca a importância da iniciativa. “Precisamos alimentar e reforçar a cultura de uma gestão adequada da informação e dos processos. As duas experiências retratadas são inovadoras e precisavam ser ressaltadas e analisadas”, reforça Marra.

Reflexão

Para o coordenador-adjunto do Programa Estado para Resultados, Iran Pordeus, um dos organizadores do livro “Estado para Resultados – Avanços no Monitoramento e Avaliação da Gestão Pública em Minas Gerais”, as publicações oferecem as óticas da academia e da execução de políticas públicas, o que as enriquece. “Buscamos mesclar nas duas publicações autores com óticas diferenciadas, merecendo destaque o fato de termos autores de fora da administração estadual, o que contribui para óticas bastante diferenciadas do assunto”, destaca Iran Pordeus.

Também um dos organizadores da publicação “Estado para Resultados – Avanços no Monitoramento e Avaliação da Gestão Pública em Minas Gerais”, o administrador público e economista, Eder Campos, destacou que o lançamento do livro retrata um importante esforço para se ter uma visão crítica da experiência do modelo em construção em Minas Gerais, tendo como objetivo reconhecer os avanços e apontar os desafios encontrados. “O registro também ganha importância na ótica da disseminação de importantes conceitos para uma gestão pública orientada para resultados”, avaliou Campos.

Parceria

Para o vice-diretor da Editora UFMG e professor da Faculdade de Letras da universidade, Roberto Said, a parceria com o Governo de Minas para o lançamento dos livros contribui para a criação de uma rede importante, para que tanto o conhecimento técnico como o acadêmico seja divulgado. “Publicações como essas merecem ser disseminadas principalmente devido à execução de políticas públicas bem sucedidas. Até hoje, o livro sobre a experiência do Choque de Gestão é procurado em bienais que participamos pelo país, sinal de que as ações implementadas em Minas Gerais têm atravessado fronteiras”, destacou Said.

A parceria com a UFMG também foi ressaltada pelo coordenador do Estado para Resultados e organizador das duas publicações, o economista Tadeu Barreto. “O fato da Editora UFMG fazer essa parceria para a edição e o lançamento dessas publicações engrandece ainda mais o nosso trabalho. Mais do que um balanço do programa, o lançamento das publicações é o estabelecimento de um marco de práticas que poderão vir a ser adotadas por futuras administrações públicas”, refletiu Tadeu Barreto.

Livros

Os livros que retratam a experiência do Programa Estado para Resultados já podem ser adquiridos no site da Editora UFMG e nas livrarias do Campus Pampulha; no Conservatório da UFMG; na livraria da Universidade em Ouro Preto, na região Central do Estado; e no Campus da UFMG em Montes Claros, no Norte de Minas.

Empreendedores Públicos no Governo de Minas Gerais: registro de uma experiência de resultados

Tadeu Barreto Guimarães e Mônica Moreira Esteves Bernardi (organizadores)

Área: Administração Pública

Coleção: Obra Avulsa

2010. 320 p. ISBN: 978-85-7041-863-0

Preço: R$ 45,00

Estado para Resultados: Avanços no monitoramento e avaliação da gestão público em Minas Gerais

Tadeu Barreto Guimarães, Iran Almeida Pordeus e Eder Sá Alves Campos (Organizadores)

Área: Administração Pública

Coleção: Obra Avulsa

2010. 320 p. ISBN: 978-85-7041-865-4

Preço: R$ 28,00

 

Governo Anastasia: Vendas ao Poder Público serão com Nota Fiscal Eletrônica a partir de 1º de dezembro

A obrigatoriedade de emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) já é um fato recorrente para grande parte dos contribuintes mineiros. Mesmo assim a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) está alertando as empresas já que, a partir do dia 1º de dezembro, todas as vendas a órgãos públicos, vendas interestaduais e operações com comércio exterior deverão estar acobertadas por NF-e.

Assim, a partir dessa data, a Administração Pública direta ou indireta, inclusive empresa pública e sociedade de economia mista, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, só poderá receber mercadoria ou bem acobertado por NF-e, modelo 55, conforme inciso I, da cláusula segunda do Protocolo ICMS 42, de 3 de julho de 2009. Fica vedado o acobertamento de vendas por Nota Fiscal modelo 1 ou 1-A.

De acordo com a SEF, os fornecedores do Governo do Estado de Minas Gerais que não estejam obrigados à emissão da NF-e para as demais operações, nos termos do parágrafo único da cláusula segunda do supracitado Protocolo, poderão emitir a NF-e avulsa através do sistema de fatura eletrônica – “e-fatura” – disponível no Portal de Compras do Governo de Minas: www.compras.mg.gov.br.

Cabe à Administração Pública, para verificação da validade jurídica de Nota Fiscal Eletrônica, adotar os procedimentos previstos na Resolução Conjunta SEF/Seplag nº 4.245, publicada no “Minas Gerais” de 31/08/2010. Essa resolução está disponível no endereço: www.fazenda.mg.gov.br/empresas/legislacao_tributaria/resolucoes/2010/rr4245_2010.htm.

 

Arranjos Produtivos Locais: Política de desenvolvimento do Governo Aécio Neves transformou Minas em referência nacional

O Grupo de Trabalho Permanente para os Arranjos Produtivos Locais, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), e o Núcleo Gestor de Apoio aos APLs de Minas Gerais, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), promoveram nesta quarta-feira (24) os seminários “Políticas para Arranjos Produtivos Locais” e “Superando dificuldades de acesso ao crédito”, que serão realizados na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Durante os eventos serão apresentados e debatidos os resultados do estudo técnico “Análise do mapeamento e das políticas para APLs no Estado de Minas Gerais”. Também serão temas de discussões os gargalos identificados no acesso ao crédito para APLs e a proposição de alternativas que visem resolver esses entraves.

O trabalho, contratado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e realizado pela Rede de Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais (RedeSist), tem por objetivo consolidar conhecimentos sobre a identificação e apoio a arranjos produtivos locais (APLs) em 22 estados brasileiros, avaliando as políticas existentes, com a finalidade de fornecer subsídios para a formulação e o aperfeiçoamento das políticas para APLs.

Os seminários terão as participações de representantes do Mdic, do BNDES, da Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE) e das entidades que compõem o NGAPLs-MG.

APL em Minas Gerais

Com 36 arranjos produtivos locais em suas diversas regiões, Minas Gerais é referência nacional em APL. A Sede, através da Superintendência de Industrialização (Suind), é a instância responsável pela formulação, coordenação e execução da política estadual de apoio a APLs. Entretanto, atua em parceria com diversas secretarias. No caso dos APLs de base tecnológica (biotecnologia, biocombustíveis, microeletrônicos e software), que fazem parte de Projeto Estruturador coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), a Sede presta seu apoio em várias atividades.

Dos 36 APLs no Estado, o estudo constatou uma diversidade em relação ao estágio de desenvolvimento. Há aqueles como os de software, em Viçosa, e o de bebidas artesanais em Araçuaí, com poucos registros de empregos formais e de vendas, enquanto estão bastante estruturados e com forte presença regional os APLs de calçados, em Nova Serrana; de confecções, de São João Nepomuceno; móveis, de Carmo do Cajuru e de Ubá. Com participação setorial dentro do Estado podem ser citados o de confecções e malhas, de Jacutinga; eletroeletrônicos, de Santa Rita do Sapucaí, e gemas e joias, de Nova Lima.

Merecem destaques ainda os APLs de calçados e bolsas da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), de fogos de artifício de Santo Antônio do Monte e região; de fundição em Divinópolis, Itaúna e Cláudio; e os de software e de biotecnologia na RMBH.

Os Arranjos Produtivos Locais são definidos como um conjunto de empresas que participam de um mesmo ramo de negócios, em região geográfica definida, operando em regime de cooperação, aprendizado interativo e gerando competitividade empresarial e capacitação social.

A política para APLs do Governo Aécio-Anastasia estrutura-se nos últimos anos, especialmente a partir de 2006, com lei estadual que instituiu a Política de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais, e com a instalação, em 2008, do Núcleo Gestor de Arranjos Produtivos Locais de Minas Gerais. Estas ações coincidiram e se juntaram com vistas à reestruturação do aparato de apoio ao setor produtivo em geral e, em particular, ao apoio de APLs, indicando uma maior preocupação com a modernização produtiva e desenvolvimento tecnológico e com o fortalecimento e diversificação da estrutura produtiva estadual.

 

Artigo revela como mentira é usada para incriminar e esclarece uso de recursos da saúde pelo Governo Aécio

A farsa contida na história de que “MP acusa o governo mineiro de desviar 4,3 bilhões da Saúde”

Fonte: Reinaldo Oliveira publicado no Blog do Reinaldinho

A distorção da informação é algo muito sério e que muitas vezes tira o foco da verdade. É preciso identificar as fontes que procuram por meio de inverdades manchar a imagem de instituições públicas, que nos últimos sete anos conseguiram impor um novo nível gerencial na gestão pública do Brasil. O Governo Aécio Neves foi reconhecido internacionalmente pelas ações de fortalecimento dos bens públicos. Hoje, o Choque de Gestão é empregado pelo Banco Mundial como referência para gestores de diversas partes do mundo.

Vale ressaltar que um Governo, que teve como meta a lisura e a transparência, não seria irresponsável a ponto de produzir peças contábeis com o propósito de criar factóides. A notícia recentemente divulgada no universo das mídias sociais dá a conta de como é possível utilizar a internet para produção de mentiras. Este é o caso dos fatos que envolvem uma ação do Ministério Público Federal contra a Copasa e o Governo de Minas com a finalidade de esclarecer investimentos executados em saúde e saneamento.

A ação reside em um questionamento do Ministério Público que já foi devidamente respondido pela Copasa e pelo Governo de Minas. O mal entendido está no fato de que na prestação de contas do Governo ao Tribunal de Contas do Estado está escrito que o Governo executou parte dos investimentos em saúde por meio da Copasa.

A Copasa, por sua vez, afirmou que não recebe recursos do Tesouro do Estado para investimento em saneamento. As duas informações somadas deram origem ao mal entendido e alimentaram a má fé de internautas petistas de plantão.
Qual das duas afirmações está certa? A do Governo ou da Copasa? Resposta: as duas!

Cientistas sociais analisam futura participação de Aécio Neves no Senado e dizem que ex-governador de Minas será fundamental para o PSDB

Os caminhos de Aécio Neves até a eleição de 2014

Publicado pela Revista Veja: Carolina Freitas

Desempenho nas urnas em 2010 garante ao senador papel de líder do PSDB. E ele precisa provar que é capaz de unir o partido

Para Humberto Dantas, o perfil de Aécio deve garantir sua permanência entre os tucanos. “Sair seria difícil e arriscado. Aécio tem uma boa relação com Alckmin. Juntos os dois darão identidade ao novo PSDB.”

Nenhum outro tucano saiu das urnas tão vitorioso quanto Aécio Neves. Após oito anos à frente do governo de Minas Gerais, ele se elegeu senador com 7,6 milhões de votos e ainda empenhou seus 70% de aprovação no estado nas vitórias de Itamar Franco (PPS), também para o Senado, e de Antonio Anastasia, o antes desconhecido vice-governador que se transformou em seu sucessor.

Carlos Rhienck/FolhapressAécio sai da eleição como maior liderança entre os tucanos
Da popularidade de Aécio Neves, portanto, ninguém pode duvidar. A prova que se apresenta a ele agora é de outra natureza. Nos próximos quatro anos, o ex-governador mineiro precisa mostrar sua capacidade de liderança nacional para unir o PSDB e pavimentar o caminho até as eleições presidenciais de 2014.

Ao lado do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, Aécio é hoje o principal nome do PSDB para a disputa. Alckmin, apesar da votação expressiva em São Paulo, já foi derrotado uma vez por Luiz Inácio Lula da Silva. Aécio é, no conteúdo e na forma, a grande novidade. Terá voltados para si todos os holofotes da oposição.

Para Marco Antonio Villa, historiador e professor de Ciência Política da Universidade de São Carlos, Aécio terá de evoluir para se firmar no cenário nacional. “A rotina de senador lhe exigirá outra postura. A cada dia ele precisa estar pronto a discutir uma pauta diferente”, analisa Villa. “Não basta ser conciliador, ter jogo de cintura. É preciso ter e defender ideias em um ambiente de tensão permanente.”

O voto de 44% dos brasileiros em José Serra no segundo turno das eleições de 2010 serve de recado para Aécio: há demanda por um discurso e uma proposta de oposição. “Aécio deve falar, antes de tudo, a esse eleitorado”, diz Villa.

O sociólogo Humberto Dantas, doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo, lembra que, para construir a viabilidade de seu nome para 2014, Aécio precisa quebrar a centralização do PSDB em São Paulo. Seria a saída para suavizar a rixa entre tucanos mineiros e paulistas e seus reflexos negativos nas urnas – foi por causa dessa disputa interna que Serra se saiu mal em Minas, e se a questão não for resolvida, pode se voltar contra Aécio em São Paulo numa futura eleição nacional.

Para dar conta de tantas missões, bastaria a Aécio o cargo de senador? Ele jura que sim. Correligionários fazem eco. “Ele não procura títulos, é um líder nato. Aécio pode ser qualquer coisa, menos um qualquer”, afirma o fiel escudeiro Nárcio Rodrigues, presidente do PSDB de Minas.

Apesar do discurso, circulam pelos bastidores pelo menos três possibilidades, complementares ao Senado, para 2011. Aécio poderia assumir a presidência do Senado, poderia ainda presidir o PSDB, ou abandonar o partido que ajudou a fundar.

Presidência do Senado – O posto dos sonhos de Aécio é tão desejado quando improvável. E o mineiro dá sinais de que não pretende encampar essa guerra, ao assumir o discurso de que vai respeitar a proporcionalidade como critério de escolha do presidente da Casa. “Ele pode até sonhar com a presidência do Senado, mas não aposta em cavalo perdedor”, analisa Marco Antonio Villa. Para Humberto Dantas, assumir a tarefa seria “uma jogada de mestre”. “Ao mesmo tempo, porém, representaria um custo muito alto”, avalia.

A escolha preza pela representação proporcional dos partidos que compõe a Casa. Quem tem a maior bancada decide. No caso, o PMDB, com 20 cadeiras, e o PT, com 14, estão na frente do PSDB, que tem 11. “Há um acordo muito bem amarrado entre PMDB e PT para comandar o Senado. É uma posição com poder e visibilidade enormes. A base não entregaria isso a Aécio”, diz Villa.

Os galanteios do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), lançando Aécio ao posto, têm outra explicação. “São um recado ao PT, para que preste atenção ao PSB na partilha de espaço dentro do governo Dilma Rousseff”, diagnostica Dantas. “Aécio tem proximidade com Cid, Ciro Gomes e Eduardo Campos. Eles podem agir juntos, se quiserem.” PSDB e PSB firmaram alianças regionais em cinco estados nas eleições de 2010: Paraná, Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraíba. Em todos eles, os candidatos a governador apoiados saíram vitoriosos.

Presidência do PSDB – O PSDB decidiu esticar até maio de 2011 o mandato do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra, que terminaria em outubro. E não foi à toa. O objetivo é evitar o acirramento de ânimos entre apoiadores de José Serra e de Aécio Neves em um momento já delicado, após a derrota de Serra nas urnas. A disputa pela presidência do partido mobilizará os dois grupos, mas tende a terminar com uma decisão no melhor estilo tucano: um nome de convergência.

“Não seria bom para o PSDB ter Serra ou Aécio como presidente nacional, por conta das rusgas entre os grupos de cada um. Um deles assumir representaria que o outro foi derrotado, o que só aumentaria a cisão”, afirma Humberto Dantas.

Para Marco Antonio Villa, a tarefa de dirigir o partido exigiria de Aécio dedicação. “O PSDB é um condomínio de algumas lideranças regionais fortes. Precisa de alguém que o transforme em partido, com discurso, proposta e identidade”, diz o professor. “A tarefa envolve muito esforço interno. E Aécio precisa garantir visibilidade externa se quiser sair candidato a presidente em 2014.”

O caminho natural, portanto, será Aécio tentar colocar na presidência do partido um nome de sua confiança, avalia cientista político Fábio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais. “Não interessa a Aécio que Serra assuma a presidência do partido. Isso daria ao adversário força para tentar mais uma candidatura à Presidência da República.” Um dos nomes de confiança de Aécio cotados para o cargo é o do senador em fim de mandato Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Por hora, tanto serristas quanto aecistas são só elogios a Sérgio Guerra. “Ele tem ido muito bem na condução do partido, mostra muita tranqüilidade e uma paciência incrível para acomodar correntes”, afirma a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), uma das apoiadoras mais fieis do ex-governador paulista. “O partido está muito bem conduzido na mão de Guerra”, afirma o deputado federal Nárcio Rodrigues (PSDB-MG).

Fora do PSDB – Possibilidade remota, mas que ainda será muito ventilada nos próximos meses. Os boatos a respeito da saída de Aécio Neves do PSDB facilitam barganhas do mineiro dentro do partido e negociações de líderes do PSB e do PMDB com o PT. “Se houver alguma mudança de partido, so acontecerá depois das eleições municipais de 2012, quando o cenário eleitoral estiver mais claro”, acredita Villa. “Até lá surgirão muitos balões de ensaio.”

Sair de verdade só se a situação dentro do partido ficar insustentável, avalia Fábio Wanderley. “Aécio só sai se o partido estiver se desintegrando, que não é o que se vê agora.” Para Humberto Dantas, o perfil de Aécio deve garantir sua permanência entre os tucanos. “Sair seria difícil e arriscado. Aécio teve paciência para esperar o melhor momento para se candidatar, cedeu a vez a Serra. Além disso, tem uma boa relação com Alckmin. Juntos os dois darão identidade ao novo PSDB.”

Link da matéria: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/os-caminhos-de-aecio-neves-ate-a-eleicao-de-2014

 

Deputado Rodrigo de Castro analisa força de Aécio Neves que reduziu frente que o PT mantinha em Minas

Muito além as urnas

Artigo Rodrigo de Castro – Deputado federal e secretário-geral da Executiva Nacional do PSDB

À oposição se impõe o dever de ir além do debate político e enfrentar as grandes tarefas nacionais inconclusas, para as quais convoca o Brasil contemporâneo
O fim das eleições sinaliza um horizonte de novos e velhos desafios para o PSDB e para o PT. Do ponto de vista do petismo, parece ser inevitável que esses desafios se concentrem em torno do novo governo e, no PSDB, na forma como o partido vai se reorganizar como oposição.

A maneira como o PT vai lidar com os primeiros grandes problemas colocados – alguns herdados do governo Lula e outros resultantes do próprio processo eleitoral – vai definir o ânimo e o grau de confiança ou desconfiança com que parte importante da nossa sociedade vai receber o governo Dilma.

Parece ser imprescindível tranquilizar o país em relação a algumas posturas que vêm sendo assumidas, cada vez com desenvoltura maior, por parte do próprio PT. Entre elas, as inúmeras tentativas de limitação do exercício da liberdade de imprensa; o uso político partidário das instituições públicas, como vistos nos casos denunciados de quebra de sigilos bancários e fiscais, e o grave aparelhamento da máquina pública com conseqüentes tentativas de acobertamento de malfeitos de companheiros e companheiras.

No campo da oposição, o grande desafio é correspondermos à expectativa dos milhões de brasileiros que nos elegeram para fiscalizar as ações do Executivo e expressar a voz daqueles que discordam ou estão à margem da atual política governamental e que desejam ver no Brasil o pleno e fundamental exercício da democracia. O partido tem um porto seguro e legítimo de onde iniciar o seu processo de reposicionamento na cena política nacional. Além de conquistas importantes em várias partes do Brasil, destaca-se o resultado eleitoral e político alcançado com a vitória em oito estados, com 64,5 milhões de votos.

Em São Paulo, no segundo turno das eleições presidenciais, o PSDB conseguiu manter a mesma frente alcançada por Alckmin em 2006 (a diferença foi de 1,7 pontos), mostrando a solidez do partido no estado.Em Minas, enfrentamos uma candidata mineira, cuja ligação com o estado foi explorada durante toda campanha na tentativa de tocar o imaginário dos mineiros, frustrados desde a morte de Tancredo Neves e, agora, com expectativa não realizada da candidatura de Aécio.

Apesar disso, a ação política liderada por Aécio reduziu para menos da metade a frente histórica que o PT alcançava nas eleições presidenciais no estado. Em 2002 e 2006, o PT teve em Minas 10 pontos percentuais a mais do que o resultado nacional. Em 2010, a frente foi de apenas 4 pontos. Na capital, onde o PT chegou a ter 75% dos votos, em 2002, e 63%, em 2006, Serra saiu nessas eleições do terceiro lugar na votação do primeiro turno para a liderança em 31 de outubro, numa virada histórica, com mais de 50% dos votos.

O caminho que se abre adiante, cada vez mais claro para as nossas mais importantes lideranças políticas, é o de exercitar uma oposição vigorosa ao novo governo, sem repetir o “quanto pior melhor” adotado pelo PT nos oito anos do governo FHC, quando deixou de apoiar as matérias que, ao nosso ver, foram fundamentais à arquitetura do futuro de todos os brasileiros , como o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Para o PSDB que sai das urnas, a oposição não pode se limitar ao combate político, ainda que, em alguns campos, ele seja mais que necessário, seja imprescindível, como no caso da defesa das instituições do estado – tão duramente vilipendiadas pelo compadrio – e da ordem legal e democrática. Nos impõe, no entanto, o dever de ir além, o dever de enfrentar as grandes tarefas nacionais inconclusas para as quais nos convoca o Brasil contemporâneo – as reformas constitucionais; a recuperação e modernização da infraestrutura capaz de suportar um novo ciclo de desenvolvimento; a revisão da carga tributária; e os avanços inadiáveis no escopo das grandes políticas públicas nacionais – educação, saúde e segurança, genuinamente políticas de Estado e não apenas e tão somente de governos, entre tantos outros desafios grandiosos. O PSDB está pronto para exercer o seu papel honrando o voto de milhões de brasileiros e exercendo a sua solidariedade ao Brasil.

 

Antonio Anastasia defende modelo de estado eficiente em fórum empresarial

O governador Antonio Anastasia participou, nesta segunda-feira (22), da abertura do I Fórum da Liberdade de Minas Gerais, evento realizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) em Belo Horizonte. O objetivo do fórum é aprofundar o debate sobre liberdades individuais, livre iniciativa e o empreendedorismo na sociedade brasileira.

Para uma plateia formada por empresários, profissionais liberais, políticos, professores e universitários, o governador defendeu o fortalecimento e eficiência do Estado como meio de garantir liberdade, maior crescimento econômico social. Segundo o governador, a gestão pública eficiente garante as condições necessárias ao desenvolvimento.

“Se não conseguirmos fortalecer legitimamente o Estado brasileiro, dando a ele mais eficiência, jamais alcançaremos a liberdade almejada pela sociedade. Precisamos promover uma profissionalização verdadeira e revolucionária, o que vai nos permitir conduzir adequadamente políticas de saúde, educação, infraestrutura, segurança pública e criar condições necessárias para que os empreendedores tenham tranquilidade para investir no país”, afirmou Anastasia, em seu pronunciamento.

Livre debate

Durante o fórum, foram realizados três painéis sobre os temas “Liberdade e Prosperidade”, “Para que Serve o Estado?” e “Reforma Agrária: progresso ou retrocesso”. O governador afirmou que o debate de ideias é importante para a democracia e para o Brasil aprofundar a reflexão sobre temas de interesse da sociedade.

“O século XXI é o século do conhecimento. Quanto mais debatermos as ideias, sem preconceitos contra as ideias, evoluímos. O Brasil precisa muito acostumar a debater os temas. Um fórum como esse, com grande representação nacional, com grande prestígio, traz ideias importantes. A liberdade é um dos nossos valores mais caros, que temos que prestigiar e sempre cultivar. A liberdade econômica, a liberdade do empreendedorismo, a liberdade da educação”, afirmou Anastasia, em entrevista.

O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, fará a palestra de encerramento do Fórum, sobre “Liberdade e Política”. O editor da Editora Abril, Roberto Civita, recebeu o Prêmio Liberdade, concedido aos empreendedores que se destacam no trabalho pela defesa dos princípios da economia de mercado e de respeito à democracia.

Também estiveram presentes o presidente do Conselho de Administração da Gerdau, Jorge Johannpeter Gerdau, o presidente do Instituto Atlântico, Paulo Rabello Castro, o presidente da Localiza, Salim Mattar, o presidente da Drogaria Araújo, Modesto Araújo e David Feffer, da Suzano Holding.